Personagens quase reais

Dia desses, estava trocando e-mails conversando com uma amiga sobre como imaginamos nossos personagens. Nós duas escrevemos e estávamos conversando sobre isso, e então ela me perguntou o que eu fazia na hora de compor meus personagens: se eu tinha a imagem deles na minha cabeça, se eu desenhava como eles seriam, enfim, como era meu método de criação de personagem. Respondi a ela, claro, mas achei legal compartilhar isso com vocês também.

Antes de tudo, depois de escrever as primeiras linhas, geralmente eu faço uma mini biografia dos personagens. Aprendi isso nas aulas de roteiro cinematográfico que fiz e sigo isso até hoje. Acho muito bacana porque te ajuda a conhecer profundamente seu personagem. Sim, porque apesar de ele ser uma criação sua, ele tem vida própria, juro! Quantos personagens eu queria que seguissem um caminho mas, na hora de escrever, seguiram outro completamente diferente! Eles são serzinhos sapecas, esses personagens!

Continuando, nessa mini biografia escrevo sobre sua vida pré-história, ou seja, tudo (ou tudo que é importante pra história) que ajudou a criar e influenciou a personalidade dele: como foi a infância (feliz ou triste), se os pais são presentes, sua personalidade quando criança, como foi dua adolescência, que tipo de colégio estudou, primeiro beijo, namorados, amigos, primeira transa, acontecimentos que marcaram suas vidas. Além disso, tem os dados mais “concretos” (por falta de melhor palavra), que mais parece aqueles cadernos de perguntas do tempo de escola: nome e profissão dos pais, nome e idade dos irmão, faculdade que fez, trabalha em que atualmente, religião, time de futebol, cor preferida, manias, hobbies, música preferida, filme preferido, bandas e cantores preferidos, atores preferidos (muita ênfase na parte cultura porque eu acho que isso build a character – desculpa, tem expressões que eu não consigo MESMO traduzir), e por aí vai.

Nessa hora, também entra o aspecto físico da pessoa (sim, eu enxergo meus personagens como pessoas reais). Aí escrevo a cor dos olhos, cor do cabelo, tipo de cabelo (e se é pintado ou natural),  tipo físico, altura, tem tatuagem ou não, alguma marca que pode ter, se usa óculos/aparelho/lente de contato, tipo de roupa que usa. A parte anterior posso até fazer só para os personagens principais, mas a descrição da fisionomia faço com TODOS os personagens, mesmo aqueles que entram, dizem oi e tchau e vão embora. E não é trabalho nenhum pra mim, é uma diversão enorme! Não sei se todos os escritores fazem isso e se todos que fazem acham divertido, mas eu adoro! É a melhor parte (toda a biografia dos personagens é muito legal de se fazer).

Quanto a colocar a imagem que tenho na minha cabeça no “papel”, aí varia para cada personagem. Desenhar, como minha amiga me questionou, é impossível, porque só sei desenhar sol (com olho, nariz e sorriso), arvorezinha, casinha do lado e florzinha nascendo do morro (juro, é isso que desenho SEMPRE que pego um papel). Mas, às vezes, cato umas referências pela internet (geralmente relacionadas ao estilo de se vestir) e outras vezes o personagem vem prontinho na forma de uma pessoa famosa conhecida — mas, confesso, isso acontece mais com os personagens masculinos porque, né, quem não quer colocar sua personagem namorando o, digamos, Rodrigo Hilbert?

Exemplo: Queria Tanto

No meu primeiro livro, Queria Tanto, incrivelmente não pensei tanto em como a Alice Maria (a personagem principal, pra quem não leu) seria. A única coisa que pensei em relação a ela foi o corte de cabelo que ela faz logo nas primeiras páginas do livro, e era mais ou menos assim:

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O corte da Samaire Armstrong em The O.C. é o corte da Alice!

Já os outros personagens eu “montei” mais direitinho, muito porque já tinha uma certa imagem visual deles. A Elisa é igual a uma amiga que minha prima tinha quando a gente era adolescente e, ó que coincidência!, se chamava Elisa. O Ulisses é um garoto de mesmo nome que tinha no meu colégio. Eu tenho a imagem do Fausto exata na minha cabeça que eu tenho certeza que é de alguém que já vi algum dia na vida, só não faço ideia aonde. A Valentina é uma junção de todas as meninas ripongas lindas que vi pelo mundo e o Estevão, eu juro, é um gato, mas ele não veio de ninguém específico não, é outra junção de pessoas que vi na vida. Acho que o Bernardo é o único que não “copiei” de ninguém específico nem é nenhuma junção.

Agora o Rodrigo, ah o Rodrigo é uma pessoa específica, em uma fase muito específica. Ele já veio pronto e, no momento que o personagem dele surgiu no papel, ele já surgiu com a cara dele e, creio eu, que todos que leram o livro vão concordar que ele É o Rodrigo. A amiga que eu citei lá começo concordou! Mas enfim, sem mais delongas, o Rodrigo é o Dudu Azevedo! Quem é ele?, você pode perguntar. É esse aqui:

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Dudu Azevedo

Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas, não é o Dudu Azevedo genérico não, é o Dudu Azevedo quando ele fazia o personagem Querubim na novela Como uma onda. Vejam uma foto dele na época e me digam se não é o Rodrigo?????

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Rodrigo mais novinho

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Rodrigo com barba!

Bem, é isso, gente. O meu processo de criação é desse jeito, mas sei que cada processo é diferente então, se você também escreve, me conta o seu! E me digam o que acharam do “Rodrigo” e do corte da Alice! Uma próxima vez falo sobre como foi o processo de criação do Coisas não ditas — esse é beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem extenso! hahahahaha

Beijos!

El Cuento de Jaciara

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Jaciara saiu para ver o dia. Não havia dia. Só sombras ao redor, que a puxavam a medida que caminhava. A cada rua, um vulto diferente. Jaciara tentava virar à esquerda, uma luz escura a puxava para a direita. Quando ia para a direita, seguravam seu pé, a mantendo imóvel. Uma hora, até taparam seus olhos, impedindo-a de vislumbrar qualquer fiapo de luz que sobrara.

Jaciara tentou correr. Desvencilhando-se das sombras, partia para um lado e para o outro, na esperança de que, ao caminhar sem rumo certo, e em zigue-zague, conseguisse despistar os vultos. Mal sabia ela que era impossível — por não serem reais, elas, as sombras, estão em todo lugar.

A sensação de desamparo, o profundo desespero, a angústia de sentir-se perdida a levaram a desistir. E gritou, em alto e bom som, para que todos, todos os que não estavam presentes, todos na rua vazia, pudessem ouvir: “Ok, eu desisto!”.

E então as sombras começaram a dissipar. Lentamente, se arrastaram, lânguidas, pelo chão até dissolverem pelas frestas de qualquer superfície. Jaciara observou, exausta, a noite virar dia. Mas já era tarde.

Jaciara marchou, cansada, sem vida, de volta para casa. Lá era mais seguro.

E nunca mais saiu.

(um conto curto pra passar o dia…)

 

*Foto retirada daqui.

Filmes mais esperados de 2014 – Parte 2

Olá pessoas! Como estão?

Bem, no post anterior falei sobre a primeira parte dos meus filmes mais esperados de 2014. Agora vem a segunda parte. Não vou ficar falando muito não, vamos logo à lista porque ela vai ser loooooooooooonga!

6. O Clube de Compras de Dallas (Dallas Buyers Club, no original)

Diretor: Jean-Marc Valée

Roteiristas: Craig Borten e Melissa Wallack

Com: Matthew McConaughey, Jared Leto, Jennifer Garner

Estreia: 21/02

Sinopse: O cowboy e eletricista Ron Woodroof, depois de descobrir que é HIV positivo, tenta burlar o sistema de saúde para conseguir medicamentos contra AIDS para ele e para outras pessoas.

DALLAS-BUYERS-CLUBMais esperado porque: Eu sempre achei baboseira do Oscar premiar pessoas só porque se transformaram fisicamente.  Os únicos Dois exemplos  que eu consigo me lembrar clássicos são Nicole Kidman em As Horas e Charlize Theron em Monster. Mas, se você parar pra pensar, a atuação começa na personificação. E é uma entrega e tanto você se modificar tanto para um filme como fez Matthew McConaughey em Dallas Buyers Club (difícil demais chamá-lo por seu nome em português, que não parece natural, ficou um título bem duro). Também me atiçou a curiosidade por ver McConaughey em um papel sério pela primeira vez na vida, e não o mocinho bonzinho ou levemente bad boy (sim, mocinhos podem ser bad boys) que ele sempre faz. Também conta com a atuação de Jared Leto, que sempre faz um excelente trabalho, desde Minha vida de cão e passando pelo maravilhoso Requiem for a dream (outro que não consigo falar seu título em português), e com certeza também fez nesse filme, já que ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante e uma indicação ao Oscar na mesma categoria. Em tempo, Matthew Essesnomescomplicadosdeescrever também ganhou o Globo de Ouro, mas na categoria de Melhor Ator, categoria que foi indicado ao Oscar. E eu nunca, na minha enorme vida de 18 anos, achei que veria Matthew McGjdjhhscgfhdsbhcjbdhj concorrer ao Oscar! Ah! E claro, o tema é muito de meu interesse, outro motivo de querer ver o filme.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=Hs1kpGNSRVk

7. A culpa é das estrelas (The fault in our stars, no original)

Diretor: Josh Boone

Roteiristas: Scott Neustadler e Michael H. Weber (John Green escreveu o livro)

Com: Sharlene Woodley, Ansel Elgort, William Dafoe

Estreia: 06/06

Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

A_Culpa_e_das_Estrelas_StillMais esperado porque: Lindo, inspirador, emocionante, sensível, inteligente, divertido, perspicaz. Essas são algumas das palavras que descrevem o livro A culpa é das estrelas, de John Green, maior nerdfighter da internet que só escreve coisas fabulosas e meu segundo autor favorito. Imagina como foi pra mim descobrir que, não só haveria um filme de um livro de um autor favorito meu, como haveria, na verdade, DOIS filmes de livros de autores favoritos meus. E, ao contrário de A menina que roubava livros, que não é meu livro favorito do Markus Zusak, A culpa é das estrelas É o meu livro favorito do John Green – por tudo isso que falei acima! Não quero falar demais pra não dar spoiler, mas acredite quando eu falo que esse livro vai mudar totalmente sua visão sobre pessoas doentes – e doentes terminais, como a Hazel. E a trilha sonora… ah, a trilha sonora… Mal posso esperar pra vê-lo na telona, vou chorar horrores! (vendi bem o filme? você também vai correr pro cinema no dia da estreia, como eu? espero que sim e espero que nos encontremos lá!)

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=_UqvlhnPQpM

8. Como treinar seu dragão 2 (How to train your dragon 2, no original) (porque tinha que ter uma animação nessa lista!)

Diretor e roteirista: Dean Deblois (Cressida Cowell escreveu o livro)

Com vozes de: Gustavo Pereira, Luisa Palomanes

Estreia: 18/06

Sinopse: O filme se passa 5 anos após o primeiro. Enquanto os outros do grupo competem uns com os outros em corridas de dragão (o novo esporte da ilha), Soluço e Banguela passam o tempo voando e descobrindo novos territórios. Quando descobrem uma caverna que serve de casa a centenas de dragões e um misterioso domador de dragões, os dois acabam no meio de uma batalha pela paz.

How To Train Your Dragon 2 Teaser PosterMais esperado porque: Quando vi o primeiro filme de Como treinar seu dragão, eu ainda não estava namorando, ou seja, não tinha conhecimento algum do mundo da dublagem brasileira (pra quem não sabe, me namorado trabalhou, durante 4 anos, em um estúdio de dublagem e, com ele, aprendi muita coisa sobre a área). Eu só via filme legendado, mesmo animações. Entrei no cinema, sozinha, pensando que o filme seria muito ruim exatamente por ser dublado. Qual não foi minha surpresa quando ele começou e eu me vi ADORANDO a dublagem, especialmente do personagem principal. Depois fui saber que quem dublava o perosnagem Soluço era o Gustavo Pereira, de quem eu era fã quando ele, criança, fazia Gente Inocente, e me tornei mais fã ainda quando conheci seu trabalho como dublador – ele é fera, por isso é a voz dele que mais ouvimos por aí nas animações (ele é a voz do Blu, de Rio, do Nemo do primeiro Procurando Nemo, do Cadu de Tá Dando Onda e, claro, do sensacional Ferb do mais fantástico ainda Phineas e Ferb). Mas, além de eu ter amado a dublagem do filme, eu gostei muito da história – e não só porque tem bichinhos fofos (sim, acho dragões bichinhos fofos, até os da Daenerys). Por isso, quero muito ver sua continuação. E a história me pareceu muito mais interessante que a de Rio 2, motivo pelo qual ele está aqui,e não Rio (fiquei numa dúvida cruel na hora de escolher uma animação pra lista).

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=68AqHwgk2s8

9. Magic in the moonlight

44070Diretor e roteirista: Woody Allen

Com: Emma Stone, Colin Firth

Estreia: 15/08

Sinopse: Ainda não foi divulgada.

Mais esperado porque: É um filme do woody Allen. Com a Emma Stone. Precisa de mais motivos?

Trailer: Ainda não foi divulgado.

10. Jogos Vorazes – A Esperança, Parte 1 (The Hunger Games – Mockingjay, Part 1, no original)

mockingjayDiretor: Francis Lawrence

Roteirista: Danny Strong (Susanne Collins escreveu o livro)

Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hamswoth, Julianne Moore

Estreia: 14/11

Sinopse:  Após sobreviver por duas vezes aos chamados Jogos Vorazes, Katniss Everdeen se verá como símbolo de uma revolução iniciada no Distrito 13. 

Mais esperado porque: Li todos os livros, amei todos. Adorei todos os filmes. O último livro é o mais emocionante, ou seja, o filme será metade de um livro muito emocionante – e tenso. Ou seja, vai ser o máximo! Talvez o mais esperado do ano pra mim. E vou ter esperar o ano inteiro praticamente!

Trailer: Não divulgado ainda.

Uffa, agora foram todos. Se você quiser ver a lista inteira dos 50 filmes mais esperados, só clicar aqui. Aí depois me fala se concorda comigo ou se os que mais espera são outros totalmente diferentes dos meus.

Beijos!

Filmes mais esperados de 2014 – Parte 1

Domingo passado saiu a lista dos filmes mais esperados de 2014. Na verdade, saíram várias listas, mas vou considerar a primeira lista que li. Como alguns podem saber, eu sou fascinada por filmes. Meu sonho é trabalhar na indústria cinematográfica, se possível escrevendo roteiros e vendo-os materializados na telona (olhos lacrimejam só de pensar). Mas, enquanto isso não acontece, fico aqui fazendo a minha lista dos 10 filmes dessa lista que EU mais tô esperando. Pro post não ficar tão grande, vou dividir a lista em duas partes. Essa é a primeira.

(filmes em ordem de estreia)

1. Ninfomaníaca – Volume 1 (Nymphomaniac, no original)

Diretor e roteirista: Lars Von Trier

Com: Charlotte Gainsbourg, Shia Labeouf, Uma Thurman, William Dafoe

Data de Estreia: 10/01

Sinopse:  Joe é uma ninfomaníaca de 50 anos que decide contar a um homem mais velho sua história pessoal.

Nymphomaniac poster compositeMais esperado porque: Juro que só o motivo principal de querer ver esse filme é a polêmica que deu com ele. Nos EUA, em uma sessão de Frozen (um filme infantil), passou o trailer de Ninfomaníaca, o que deixou os pais furiosos. Fico imaginando a cara deles tentando tapar os olhos de seus filhos! Acho super errado o que aconteceu, tinham que ter mais cuidado, mas como boa rebelde e apreciadora de polêmicas e controvérsias, achei esse fato o máximo. E me deu muita vontade de ver o filme! Hahahahaha Sem contar que, apesar de nunca ter visto um filme do Lars Von Trier, conheço seu trabalho e sei que ele tenta sempre revolucionar. E mostrar tanta cena de sexo em uma tela de cinema já é uma revolução e tanto. Por isso, estou sim muito curiosa pra ver esse filme. Só fico com medo das pessoas que vão aparecer pra vê-lo, achando que será um pornozão.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=FTQBn0-kIWs

 

2. A menina que roubava livros (The book thief, no original)

the-book-thief-poster-books-burningDiretor: Brian Percival

Roteirista: Michael Petroni (Markus Zusak escreveu o livro)

Com: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson

Data de Estreia: 31/01

Sinopse:  Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba.

Mais esperado porque: Só pra começar, Markus Zusak é meu autor favorito. Só por isso, eu já gostaria de ver no cinema a adaptação de um livro escrito por ele. Na verdade, essa é a razão principal mesmo – e quem ainda não leu nada dele, LEIA! Mas A menina que roubava livros é um livro com uma história super sensível, emocionante, e que me afeta por tratar do nazismo, porque minha família é judia e, apesar de não seguirmos a religião, não há como fugir das origens. Portanto, o livro foi duplamente emocionante para mim, além de tratar tudo de uma forma única, que só Markus Zusak consegue fazer. Espero que o filme consiga manter o estilo de Markus na tela.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=92EBSmxinus

 

3. Inside Llewyn Davis

Diretores e roteiristas: Ethan e Joel Coen

Com: Oscar Isaac, Carey Mulligan, Justin Timberlake

Estreia: 02/2014

Inside-Llewyn-DavisSinopse: Baseado na vida de Dave Van Ronk, músico americano que era amigo de grandes nomes da música, como Bob Dylan, mas nunca fez sucesso. É um musical que conta a história de Llewyn Davis, um cantor e compositor que sonha em viver da sua música. Com o violão nas costas, ele migra de um lugar para o outro na Nova York dos anos 60, sempre vivendo de favor na casa de amigos e outros artistas. Talentoso, mas sem se preocupar muito com o futuro, ele incomoda a amiga Jean Berkey, que vive uma relação com outro músico, Jim. Nem um pouco confiável, Davis se depara com a oportunidade de viajar na companhia de um consagrado e desagradável artista, Roland, mas nem tudo vai acabar bem nesta nova jornada.

Mais esperado porque: Ponto 1: é um musical. Ponto 2: adorei o trailer e o ritmo do filme. Ponto 3: a riqueza musical, com um resgate das músicas dos anos 60. A maioria das músicas são de Dave Van Ronk, e conhecer músicas que inspiraram cantores folks da década de 60, mesmo que não seja meu estilo de música favorito, é um deleite (Bob Dylan chegou a dizer que Van Ronk foi uma inspiração pra ele). Ponto 4: tem o Justin Timberlake. 🙂

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=eXMuR-Nsylg

 

4. Ela (Her, no original)

iEA1fsyEdCUoDiretor e roteirista: Spike Jonze

Com: Joaquin Phoenix, Scarlett Johanson, Amy Adams, Olivia Wilde

Estreia: 07/02

Sinopse: Um solitário escritor desenvolve uma estranha relação com seu novo sistema operacional, feito para atender todas as suas necessidades.

Mais esperado porque: Por causa dessa crítica do James Franco. E o fato de ter acabado de ganhar o Globo de Ouro de melhor roteiro também ajuda.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=WzV6mXIOVl4

 

5. Kill your darlings

kill-your-darlings-daniel-radcliffe-dane-dehaan-600x400Diretor: John Krokidas

Roteirista: John Krokidas e Austin Bunn

Com: Daniel Radcliffe, Elizabeth Olsen, Ben Foster

Sinopse: Um assassinato em 1944 une os grandes poetas da geração beat, Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughts.

 

Mais esperado porque: Um filme que tem como personagens principais os autores da geração beat. Preciso dizer mais?

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=PChSu2_PD0E

 

Esses foram os 5 primeiros filmes, depois coloco os 5 restantes.

Beijocas a todos!

Simone de Beauvoir

Hoje, como o Doodle do Google informou, Simone de Beauvoir faria 106 anos. Eu não posso dizer que conheço muito de sua obra, mas sei da importância que teve pra sua época, principalmente para mulheres. Simone foi uma estudiosa e filósofa em uma época em que as mulheres viviam para se casar ou ser freiras. Fez-se presente em uma sociedade em que as mulheres não podiam pensar – e como ela pensou. E por pensar como fazia, seu pai dizia que Simone pensava como um homem, o que nos faz entender como a mulher era vista naquela época (ela nasceu em 1908 e morreu em 1986, de pneumonia).

Filósofa e escritora, escreveu livros onde analisou o papel das mulheres na sociedade, explorou o dilema da liberdade em nossas vidas, da ação social e da responsabilidade individual. Sua vida também era um exemplo e modelo para as que queriam ser mais que somente um prêmio trancado em casa. Como em seu livro, explorou sua liberdade, seu cérebro e sua existência no mundo. E espero que continue sendo exemplo por muitos e muitos anos.

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Seus livros:

  • 1943 : A convidada (L’Invitée), romance
  • 1944 : Pyrrhus et Cinéas, ensaio
  • 1945 : O sangue dos outros (Le Sang des autres), romance
  • 1945 : Les Bouches inutiles, peça de teatro
  • 1946 : Tous les hommes sont mortels, romance
  • 1947 : Pour une morale de l’ambiguïté, ensaio
  • 1948 : L’Amérique au jour le jour
  • 1949 : O segundo sexo, ensaio filosófico
  • 1954 : Os mandarins (Les Mandarins), romance
  • 1955 : Privilèges, ensaio
  • 1957 : La Longue Marche, ensaio
  • 1958 : Memórias de uma moça bem-comportada (Mémoires d’une jeune fille rangée), autobiográfico
  • 1960 : La Force de l’âge, autobiográfico
  • 1963 : A força das coisas (La Force des choses),
  • 1964 : Une mort très douce, autobiográfico
  • 1966 : Les Belles Images, romance
  • 1967 : La Femme rompue, novela
  • 1970 : A velhice (La Vieillesse), ensaio
  • 1972 : Tudo dito e feito (Tout compte fait), autobiográfico
  • 1979 : Quand prime le spirituel, romance
  • 1981 : A cerimônia do adeus (La Cérémonie des adieux suivi de Entretiens avec Jean-Paul Sartre : août – septembre 1974), biografia

Desculpe pelo post corrido, mas estou sem tempo e não terei depois, mas não podia deixar esse dia passar em branco.

Feliz Dia do Leitor!

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Hoje, dia 07 de janeiro, é comemorado o dia do leitor. Eu, como apaixonada por livros e leitora que sou, não podia deixar passar em branco.

Primeiramente, gostaria de agradecer a todos os que leram meus livros Queria Tanto e/ou Coisas não ditas pelo simples motivo de que, sem vocês, eu, a Livia escritora, não existo. Portanto, obrigada por comprar os livros, ou pegar emprestado de um amigo, ou ler na livraria, e pelas mensagens lindas que eu recebo sobre o que vocês acharam. Vocês não tem noção de quanto eu fico feliz com cada recadinho, fico até com lágrimas nos olhos! Juro! E sempre saio pra contar pra todo mundo. Obrigada mesmo!

Agora, deixando a parte escritora de lado, vou falar um pouco de 5 livros que eu amo. Aqueles livros que eu posso ler novecentas e cinco mil vezes que não me canso. Os livros que mudaram a minha vida – pra melhor, lógico.

1. Carta para alguém bem perto (Fernanda Young)

ImageO livro é sobre Ariana, uma mulher rica, casada com um homem da alta sociedade (lê-se: rico e conhecido), que tem uma filha adolescente que é super certinha, a filha perfeita. Olhando de fora, sua vida parece perfeita, mas Ariana é cheia de conflitos internos que acho que todos temos, mas ninguém nunca havia colocado no papel do jeito que a Fernanda Young faz. Ela preencheu as 382 páginas com questionamentos que eu, uma menina de 15 anos, era inundada. Acho que nenhum livro falou tanto comigo e de mim como aquele livro naquela época. Lembro de voltar do colégio lendo no ônibus (isso porque eu sempre enjoei em transportes em movimentos) e pensando em tudo aquilo que eu lia por horas. Com certeza Fernanda Young me transformou como pessoa – e como escritora, porque foi depois desse livro que decidi que era isso que eu queria fazer pelo resto da minha vida: escrever.

 

 

 

 

2. Harry Potter (J.K. Rowling)

Não tem como escolher um livro entre os 7. E também não preciso explicar quem é Harry Potter, né? Acho que todo mundo, de criança a idoso, leu ou já viu esse livro, que dizer, essa genialidade em algum lugar. Sim, porque pra escrever uma história assim tem que ser gênio! Uma das poucas histórias que conseguiu alcançar pessoas de todas as idades, mesmo sendo escrito, supostamente, para o público infantil (porque, pra mim, não é um livro para crianças).

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Foram inúmeras noites não dormidas querendo saber o que acontecia a seguir. E muitas lágrimas ao longo dos sete livros também, principalmente quando (SPOILER) o Cedric e o Fred Weasley (melhor família da literatura) morreram. E, claro, muitos coraçãozinhos apaixonados por causa do Cedric (por isso as lágrimas) e do Ron, que será minha eterna paixão literária. Não tem como se manter ileso ao mundo fantástico de Harry Potter, é simplesmente humanamente impossível.

3. Eu sou o mensageiro (Markus Zusac)

Esse livro já é mais novo, de 2006, e é, de longe, o melhor livro que li nos últimos tempos. Pra ter ideia de como esse livro teve impacto em mim, depois eu saí correndo atrás de todos os livros do autor – e finalmente li A menina que roubava livros, que estava há anos na estante da minha mãe. Markus Zusak realmente é um escritor fantástico começando por seu estilo de escrita. Se você já leu algum livro meu, deve ter percebido que não sou muito fã da formalidade. Palavras muito rebuscadas e uma estrutura de texto que parece que o autor só está escrevendo daquele jeito para mostrar sua inteligência me enojam. Zusak é o oposto. Você nota que ele é inteligente, que ele tem um vasto conhecimento de vários assuntos, mas ele não precisa de pompa pra demonstrar isso. Não precisa de forma pra mostrar que tem conteúdo. Sua maneira de escrever é bem informal e te prende nas palavras, porque o ritmo é leve e fácil, é gostoso de ler – por mais que algumas cenas sejam bem pesadas.

Eu sou o mensageiro fala de um jovem que se sente um inútil na vida – e é de certa forma, já que não faz muita coisa além de trabalhar como taxista e jogar cartas com os amigos. Até que ele começa a receber cartas anônimas que o levam a endereços que ele não conhece e não faz ideia do que ele tem que fazer lá. Até chegar no local. Mais um livro que te faz pensar muito em sua própria vida e o que você anda fazendo com ela. Por isso gostei tanto. Como deve ter dado pra perceber, gosto de livros que te fazem questionar, pensar –  e mudar. Só não tá no primeiro lugar porque, bem, não tem como disputar com um livro que te fez escolher sua profissão. E nem com Harry Potter.

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O livro que minha amiga Camila me emprestou e eu devorei em menos de 15 dias! (aliás, obrigada, Camila!)

 

4. A long way down (Nick Hornby)

Eu já fui viciada em Nick Hornby (o famoso criador de Alta Fidelidade, livro que virou filme que fez todo mundo fazer listas de Top 5, como essa). E, nessa época, li A long way down e AMEI! O livro, de 2005, conta a história de 4 pessoas que estão no topo de um edifício em plena virada de ano novo – pra se matar. Sim, 4 suicidas se encontram no alto de um prédio e começam a conversar, já que não esperavam encontrar mais ninguém ali.

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O diferencial pra mim, logo no início, foi a narração do livro. Todos os personagens são narradores, e você pode perceber aquela noite de todos os pontos de vista. Agora pode ser até algo muito utilizado na literatura mas eu, até então, nunca tinha lido algo assim. E mais uma vez vem os incansáveis questionamentos sobre a vida, tão importantes para mim. Nick Hornby também é mestre no estilo informal, te fazendo sentir como se você estivesse ali no topo com eles – mas sem querer se matar, por favor.

Tem anos que ouço a história de que o livro vai virar filme, como aconteceu com vários livros de Hornby (Alta Fidelidade, Fever Pitch, O grande garoto), e foi dito até que os direitos tinham sido comprados pelo (uiui) Johnny Depp. Mas até agora nada de filme. Diz o IMDB que sairá em 2014, Fingers crossed!

5. A Ladeira da saudade (Ganymedes José) e A baía dos golfinhos (Lucília Junqueira de Almeida Prado)

Eu sei que disse que ia escolher só 5 livros, mas sempre acabo ficando em dúvida entre duas coisas e não consigo escolher. Eu li esses dois livros na minha infância (ok, um foi na pré-adolescência) e ficaram marcados em mim por motivos muito diferentes, por isso eu tinha que deixar os 2 aqui na lista.

ImageQuando eu li A baía dos golfinhos eu tinha menos de 10 anos com certeza. E a partir de então, todo mundo que me perguntava qual era meu animal favorito, eu dizia golfinho. Tudo por causa da riqueza de detalhes sobre os golfinhos e o local maravilhoso onde se passa a história: Fernando de Noronha. Claro que nessa época eu não sabia quão caro era ir até Fernando de Noronha e vivia pentelhando meus pais que queria ir lá pra ver e nadar com os golfinhos. É, eu achava que era simples assim. Ah, a cabeça de uma criança (não que a minha tenha ficado muito pé no chão). Confesso que não lembro muito da história, mas o que senti lendo o livro está comigo até hoje, por isso ele é tão precioso pra mim. Sem contar que me ensinou muito a cuidar e respeitar o meio-ambiente, o que faço até hoje!

 

 

 

 

 

ImageA ladeira da saudade eu lembro bem e sei exatamente porque gostei tanto: porque eu sou mega ultra super romântica. O livro é sobre uma menina que vai passar um tempo na casa da tia, que mora em Minas. Ela adora ler e lá conhece a história de Maria Dorotéia e Tomás Antônio Gonzaga, ou Marília e Dirceu, uma das histórias de amor mais românticas e tristes do mundo, mais que Romeu e Julieta. Tomás Antonio Gonzaga foi um dos escritores arcadistas, romântico até a ponta da alma, que era apaixonado por Maria Dorotéia, para quem escreveu Marília de Dirceu (Dirceu era seu nome arcádico). Como foi um dos inconfidentes (da Inconfidência Mineira), Tomás Antônio Gonzaga foi preso e depois mandado para a África, nunca mais vendo Maria Dorotéia, com quem estava de casamento marcado. Em A ladeira da saudade, a personagem principal, Lília, conhece em Ouro Preto um menino, Dirceu, por quem se apaixona. E o romance faz alusão à Marília e Dirceu o tempo todo, uma vez que os nomes dos personagens são os mesmos. É incrivelmente lindo e romântico. Por isso é um dos meus livros preferidos.

Esses são meus 5 (bem, 6) livros favoritos. E os de vocês?

Beijocas e feliz dia do leitor!