Feliz Dia do Leitor!

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Hoje, dia 07 de janeiro, é comemorado o dia do leitor. Eu, como apaixonada por livros e leitora que sou, não podia deixar passar em branco.

Primeiramente, gostaria de agradecer a todos os que leram meus livros Queria Tanto e/ou Coisas não ditas pelo simples motivo de que, sem vocês, eu, a Livia escritora, não existo. Portanto, obrigada por comprar os livros, ou pegar emprestado de um amigo, ou ler na livraria, e pelas mensagens lindas que eu recebo sobre o que vocês acharam. Vocês não tem noção de quanto eu fico feliz com cada recadinho, fico até com lágrimas nos olhos! Juro! E sempre saio pra contar pra todo mundo. Obrigada mesmo!

Agora, deixando a parte escritora de lado, vou falar um pouco de 5 livros que eu amo. Aqueles livros que eu posso ler novecentas e cinco mil vezes que não me canso. Os livros que mudaram a minha vida – pra melhor, lógico.

1. Carta para alguém bem perto (Fernanda Young)

ImageO livro é sobre Ariana, uma mulher rica, casada com um homem da alta sociedade (lê-se: rico e conhecido), que tem uma filha adolescente que é super certinha, a filha perfeita. Olhando de fora, sua vida parece perfeita, mas Ariana é cheia de conflitos internos que acho que todos temos, mas ninguém nunca havia colocado no papel do jeito que a Fernanda Young faz. Ela preencheu as 382 páginas com questionamentos que eu, uma menina de 15 anos, era inundada. Acho que nenhum livro falou tanto comigo e de mim como aquele livro naquela época. Lembro de voltar do colégio lendo no ônibus (isso porque eu sempre enjoei em transportes em movimentos) e pensando em tudo aquilo que eu lia por horas. Com certeza Fernanda Young me transformou como pessoa – e como escritora, porque foi depois desse livro que decidi que era isso que eu queria fazer pelo resto da minha vida: escrever.

 

 

 

 

2. Harry Potter (J.K. Rowling)

Não tem como escolher um livro entre os 7. E também não preciso explicar quem é Harry Potter, né? Acho que todo mundo, de criança a idoso, leu ou já viu esse livro, que dizer, essa genialidade em algum lugar. Sim, porque pra escrever uma história assim tem que ser gênio! Uma das poucas histórias que conseguiu alcançar pessoas de todas as idades, mesmo sendo escrito, supostamente, para o público infantil (porque, pra mim, não é um livro para crianças).

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Foram inúmeras noites não dormidas querendo saber o que acontecia a seguir. E muitas lágrimas ao longo dos sete livros também, principalmente quando (SPOILER) o Cedric e o Fred Weasley (melhor família da literatura) morreram. E, claro, muitos coraçãozinhos apaixonados por causa do Cedric (por isso as lágrimas) e do Ron, que será minha eterna paixão literária. Não tem como se manter ileso ao mundo fantástico de Harry Potter, é simplesmente humanamente impossível.

3. Eu sou o mensageiro (Markus Zusac)

Esse livro já é mais novo, de 2006, e é, de longe, o melhor livro que li nos últimos tempos. Pra ter ideia de como esse livro teve impacto em mim, depois eu saí correndo atrás de todos os livros do autor – e finalmente li A menina que roubava livros, que estava há anos na estante da minha mãe. Markus Zusak realmente é um escritor fantástico começando por seu estilo de escrita. Se você já leu algum livro meu, deve ter percebido que não sou muito fã da formalidade. Palavras muito rebuscadas e uma estrutura de texto que parece que o autor só está escrevendo daquele jeito para mostrar sua inteligência me enojam. Zusak é o oposto. Você nota que ele é inteligente, que ele tem um vasto conhecimento de vários assuntos, mas ele não precisa de pompa pra demonstrar isso. Não precisa de forma pra mostrar que tem conteúdo. Sua maneira de escrever é bem informal e te prende nas palavras, porque o ritmo é leve e fácil, é gostoso de ler – por mais que algumas cenas sejam bem pesadas.

Eu sou o mensageiro fala de um jovem que se sente um inútil na vida – e é de certa forma, já que não faz muita coisa além de trabalhar como taxista e jogar cartas com os amigos. Até que ele começa a receber cartas anônimas que o levam a endereços que ele não conhece e não faz ideia do que ele tem que fazer lá. Até chegar no local. Mais um livro que te faz pensar muito em sua própria vida e o que você anda fazendo com ela. Por isso gostei tanto. Como deve ter dado pra perceber, gosto de livros que te fazem questionar, pensar –  e mudar. Só não tá no primeiro lugar porque, bem, não tem como disputar com um livro que te fez escolher sua profissão. E nem com Harry Potter.

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O livro que minha amiga Camila me emprestou e eu devorei em menos de 15 dias! (aliás, obrigada, Camila!)

 

4. A long way down (Nick Hornby)

Eu já fui viciada em Nick Hornby (o famoso criador de Alta Fidelidade, livro que virou filme que fez todo mundo fazer listas de Top 5, como essa). E, nessa época, li A long way down e AMEI! O livro, de 2005, conta a história de 4 pessoas que estão no topo de um edifício em plena virada de ano novo – pra se matar. Sim, 4 suicidas se encontram no alto de um prédio e começam a conversar, já que não esperavam encontrar mais ninguém ali.

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O diferencial pra mim, logo no início, foi a narração do livro. Todos os personagens são narradores, e você pode perceber aquela noite de todos os pontos de vista. Agora pode ser até algo muito utilizado na literatura mas eu, até então, nunca tinha lido algo assim. E mais uma vez vem os incansáveis questionamentos sobre a vida, tão importantes para mim. Nick Hornby também é mestre no estilo informal, te fazendo sentir como se você estivesse ali no topo com eles – mas sem querer se matar, por favor.

Tem anos que ouço a história de que o livro vai virar filme, como aconteceu com vários livros de Hornby (Alta Fidelidade, Fever Pitch, O grande garoto), e foi dito até que os direitos tinham sido comprados pelo (uiui) Johnny Depp. Mas até agora nada de filme. Diz o IMDB que sairá em 2014, Fingers crossed!

5. A Ladeira da saudade (Ganymedes José) e A baía dos golfinhos (Lucília Junqueira de Almeida Prado)

Eu sei que disse que ia escolher só 5 livros, mas sempre acabo ficando em dúvida entre duas coisas e não consigo escolher. Eu li esses dois livros na minha infância (ok, um foi na pré-adolescência) e ficaram marcados em mim por motivos muito diferentes, por isso eu tinha que deixar os 2 aqui na lista.

ImageQuando eu li A baía dos golfinhos eu tinha menos de 10 anos com certeza. E a partir de então, todo mundo que me perguntava qual era meu animal favorito, eu dizia golfinho. Tudo por causa da riqueza de detalhes sobre os golfinhos e o local maravilhoso onde se passa a história: Fernando de Noronha. Claro que nessa época eu não sabia quão caro era ir até Fernando de Noronha e vivia pentelhando meus pais que queria ir lá pra ver e nadar com os golfinhos. É, eu achava que era simples assim. Ah, a cabeça de uma criança (não que a minha tenha ficado muito pé no chão). Confesso que não lembro muito da história, mas o que senti lendo o livro está comigo até hoje, por isso ele é tão precioso pra mim. Sem contar que me ensinou muito a cuidar e respeitar o meio-ambiente, o que faço até hoje!

 

 

 

 

 

ImageA ladeira da saudade eu lembro bem e sei exatamente porque gostei tanto: porque eu sou mega ultra super romântica. O livro é sobre uma menina que vai passar um tempo na casa da tia, que mora em Minas. Ela adora ler e lá conhece a história de Maria Dorotéia e Tomás Antônio Gonzaga, ou Marília e Dirceu, uma das histórias de amor mais românticas e tristes do mundo, mais que Romeu e Julieta. Tomás Antonio Gonzaga foi um dos escritores arcadistas, romântico até a ponta da alma, que era apaixonado por Maria Dorotéia, para quem escreveu Marília de Dirceu (Dirceu era seu nome arcádico). Como foi um dos inconfidentes (da Inconfidência Mineira), Tomás Antônio Gonzaga foi preso e depois mandado para a África, nunca mais vendo Maria Dorotéia, com quem estava de casamento marcado. Em A ladeira da saudade, a personagem principal, Lília, conhece em Ouro Preto um menino, Dirceu, por quem se apaixona. E o romance faz alusão à Marília e Dirceu o tempo todo, uma vez que os nomes dos personagens são os mesmos. É incrivelmente lindo e romântico. Por isso é um dos meus livros preferidos.

Esses são meus 5 (bem, 6) livros favoritos. E os de vocês?

Beijocas e feliz dia do leitor!

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