Trapaça

Mais uma vez, não vou seguir a ordem que vi os filmes indicados ao Oscar, mas é que pra falar de Ela eu tenho que estar em um dia inspirada para escrever, e como hoje não tô, vamos de Trapaça (American Hustle, no original).

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Trapaça está indicado em 10 categorias: melhor atriz coadjuvante (Jennifer Lawrence), melhor atriz (Amy Adams), melhor ator coadjuvante (Bradley Cooper), melhor ator (Christian Bale), melhor diretor (David O. Russell), melhor roteiro original, melhor figurino, melhor montagem, melhor design de produção, e melhor filme. Com isso, é o filme com maior número de indicações no Oscar 2014. Na minha opinião, não merecia isso tudo.

Bradley Cooper, Jeremy Renner, Christian Bale e Jennifer Lawrence

Bradley Cooper, Jeremy Renner, Christian Bale e Jennifer Lawrence

Vou começar falando de algo bem pessoal mesmo: a minha opinião (não que nos outros filmes eu não tenha me baseado na minha opinião para escrever). Achei o filme bem chato. Antes do Globo de Ouro, eu não sabia que Trapaça estava sequer cotado para uma premiação grande dessas. Não achava que um filme com essa temática (um “enganador profissional”, vou falar a sinopse daqui a pouco), meio boba pra mim, poderia concorrer um Oscar porque eu não o via como um grande filme, um filme digno de Oscar (assim como não vejo Capitão Phillips assim e fiquei surpresa quando descobri que está concorrendo em algumas categorias). Porém, depois do Globo de Ouro, da vitória da maravilhosa Jennifer Lawrence (sim, sou puxa-saco dela) e de várias pessoas começarem a falar muito bem do filme pra mim, comecei a me interessar e a querer ver bastante o filme (não tanto quanto queria ver Ela ou quero ver Dallas Buyers Club, mas ainda assim fiquei com vontade de assistir). Portanto, quando entrei na sala de cinema, minha expectativa era grande, ainda mais por uma amiga ter dito no dia anterior que tinha sido o melhor filme pra ela até então, e eu confio muito no gosto cinéfilo dela. Mas, a medida que o tempo ia passando, eu só achava o filme mais chato, até a hora que foi difícil ficar sentada na cadeira esperando o final. Se eu estivesse sozinha, e não em um grupo de 6, provavelmente teria ido embora.

Christian Bale, Bradley Cooper e Amy Adams em uma das melhores cenas do filme

Christian Bale, Bradley Cooper e Amy Adams em uma das melhores cenas do filme

Não posso dizer que o filme é de todo ruim. Não é, e pode ser até que você goste do filme. Das pessoas que foram comigo, um gostou muito e 4 acharam o filme “legal” – eu fui a única que achei um porre mesmo.  E até eu consegui achar pontos positivos nele. Por exemplo, gostei muito dos cortes, do jeito que a câmera passeava pelas cenas, de algumas tomadas, gostei da montagem. Isso é algo que tem me surpreendido positivamente nos filmes: cada vez mais, os diretores, diretores de fotografia, etc, tem pensado em fazer filmes filmados de ângulos que não s comuns, com movimentos de câmera cada vez mais diferentes, e que não soam forçados e nem dificultam o entendimento do filme. Algo comum na Europa, mas nos EUA nem tanto (não nos filmes que ficam famosos ao grande público). Fico feliz por ver isso mudar.

Os personagens principais do filme

Os personagens principais do filme

As atuações estão boas também. Não digo grandiosas, nada de muito fantástico, até porque são atuações que não super exigem dos atores, mas são atuações boas. Com exceção, claro, de Jennifer Lawrence, que está, como eu já disse, fenomenal. Fica cada vez mais claro porque ela tem sido a queridinha de Hollywood, porque ela é realmente boa atriz. Antes de ver 12 Anos de Escravidão e achar que ninguém pode ganhar de Lupita Nyong’o, eu estava torcendo pra Jennifer, porque ela realmente arrasou no papel de esposa bipolar (que me fez lembrar uma pessoa bastante odiada por mim. hahahahaha).

Jennifer Lawrence linda roubando a cena, e eu nem ligo do namorado achar ela super gostosa

Jennifer Lawrence linda roubando a cena

Ah! Eu disse que ia falar a sinopse do Trapaça, né? Então, o filme conta a história de Irving Rosenfeld (Christian Bale barrigudo), cujo trabalho é, basicamente, enganar pessoas (não muito diferente de Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street) e se junta (ou melhor, ela se junta a ele) a Sidney Prosser (Amy Adams, com as rugas começando a aparecer) para sacanear ainda mais a vida de todos. Bradley Cooper entra na história como um policial do FBI que, junto com os outros dois (e utilizando as habilidades deles), tentará expor os grande políticos sujos do país (acho que precisamos deles aqui, né não?). Entre tudo isso, Irving ainda tem que lidar com a esposa problemática, interpretada pela Jennifer Lawrence. Esse final ficou parecendo um pouco Sessão da Tarde, não acharam? Hehehe

O diretor David O. Russell dando direções a Christian Bale e Jeremy Renner, um dos políticos e um dos meus personagens favoritos, se não o favorito do filme

O diretor David O. Russell dando direções a Christian Bale e Jeremy Renner, um dos políticos e um dos meus personagens favoritos, se não o favorito do filme

Enfim, essas foram minhas impressões sobre o filme. Mas queria lembrar que isso tudo tem a ver com gosto, então não deixem de ver o filme só porque eu disse que não gostei. Vai que você é igual aquele meu amigo e gosta muito do filme?

Ah! A trilha sonora do filme tambem e muito boa.

Beijos!

PS. Só pra dizer que acabei de ler que os apresentadores do Oscar serão Seth McFarlane e Elle Degeneres. Poderia ser melhor??????????? *saltinhos e socos no ar de felicidade*

12 Anos de Escravidão

Eu ia escrever sobre os filmes indicados ao Oscar na ordem que os vi, mas acabei de ver 12 Anos de Escravidão e, bem PRECISO falar dele AGORA, antes que os pensamentos me fujam e eu pare de chorar. Não, sério, agora eu até já consegui, mas chorei o filme INTEIRO e quando acabou eu ainda chorava. In fact, eu chorava enquanto descia as escadas rolantes do shopping, perguntem ao namorado!

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Lembram que eu tinha falado que eu tinha que assistir todos os filmes indicados ao Oscar pra poder dar minha opinião? Esqueçam essa baboseira, porque 12 Years a Slave (no original) TEM QUE ganhar o Oscar. Já tô torcendo por ele na categoria de melhor filme, melhor direção, melhor atriz coadjuvante e melhor ator (sim, esqueçam Leonardo DiCaprio e dêem olá para Chiwetel Ejiofor).

Chiwetel Ejiofor

Chiwetel Ejiofor

O filme está concorrendo a 9 Oscars: além de melhor filme, concorre a melhor ator (Chiwetel Ejiofor), melhor direção (Steve McQueen, mesmo diretor do ótimo Shame), melhor ator coadjuvante (Michael Fassbender), melhor atriz coadjuvante (Lupita Nyong’o), melhor roteiro adaptado (do livro 12 Anos de Escravidão, de Soloman Northup) , melhor figurino, melhor montagem e melhor design de produção. De todas essas indicações, a única que aceito que ele não ganhe é melhor ator coadjuvante, apesar de Michael Fassbender estar muito bem no filme (e lindo, apesar do personagem dele ser um filho da puta, desculpe as palavras). Todo o elenco, aliás, está primoroso, com atuações fascinantes. Como namorado disse enquanto descíamos as escadas do shopping (sim, aquela hora em que eu ainda chorava), é um filme que exige muito dos atores, muito mais do que qualquer um dos outros filmes que vimos até agora (O Lobo de Wall Street, Ela, Trapaça). E eles passam, muitas vezes sem dizer uma palavra, exatamente o que estão sentindo no momento –  e você sente junto. Queria realçar aqui a iniciante (pelo menos eu nunca a havia visto) Lupita Nyong’o, que arrebata com sua atuação que toca a alma e faz doer.

Lupita Nyong'o

Lupita Nyong’o

O filme trata da história real de um homem negro, livre, que é sequestrado e vendido como escravo, e assim ele vive por 12 anos – por isso o nome do filme, claro. Imaginem a dor de uma pessoa livre repentinamente se ver como um escravo, sem poder fazer nada a respeito. Como eu já disse, a atuação de Chiwetel demonstra toda essa dor, mas não é só sua atuação que facilita o espectador a sentir essa dor. Tudo no filme, da duração das cenas, à fotografia, à mixagem do som, à montagem das cenas, tudo permite com que nós percebamos facilmente essa dor que não só o personagem principal, mas todos, sentem. Não vou dar spoiler e dizer como ela é, mas tem uma cena que se prolonga por tanto tempo que é angustiante. Não consegui ficar olhando para a tela, tive que desviar meu olhar. Steve McQueen faz tudo propositalmente pra você sentir o que ele quer que você sinta – e não tem como não sentir. É uma obra prima.

Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender

Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender

Tenho medo de dizer mais coisas e acabar dando spoiler, contando mais do que devia (como já fiz duas vezes com namorado sem querer, na mesma semana). Mas preciso dizer que achei genial o fato do som de uma cena continuar na cena seguinte, como se fosse algo que ficou gravado na memória do personagem e ele não consegue esquecer. Porque, de fato, quem consegue esquecer as coisas terríveis que se passa quando se é um escravo?

Meu queridíssimo Paul Dano fazendo um papel que me deu vontade de cuspir na cara dele

Meu queridíssimo Paul Dano fazendo um papel que me deu vontade de cuspir na cara dele

É um filme sensível, chocante, real e muito, muito emocionante. Não esqueça de levar várias caixas de lenço de papel quando for assistir. Nem de comemorar muito quando ele ganhar suas merecidíssimas estatuetas (assim espero).

O diretor Steve McQueen dando direções para Lupita (virei fã dela!)

O diretor Steve McQueen dando direções para Lupita (virei fã dela!)

O Lobo de Wall Street

Assim como na época de Festival do Rio, quando meu blog (e todas as minhas redes sociais) fica lotado de filmes, em época de Oscar o mesmo fenômeno acontece. Mas admito que não faz tanto tempo que eu me interesso tanto pelo Oscar. Quando minha prima ainda morava no Brasil (hoje ela mora na Inglaterra e a gente sente muuuuuuuuuuita saudade dela!), ela sempre vinha aqui em casa assistir a premiação porque aqui em casa dava pra ver no som original, e não com a tradução simultânea horrorosa que a maioria dos canais abertos faz. Eu sempre dormia na metade, enquanto ela via até o final, super animada. Hoje, que sou completamente apaixonada e estudo cinema, essa tradição passou pra mim e eu também vejo o Oscar até o final, ansiosa pra ver se minhas apostas vão ganhar. E desde o ano passado, namorado e eu vemos todos os filmes concorrentes antes do dia da premiação. Esse ano papamos um pouco de mosca e estamos em uma corrida frenética pra conseguir assistir todos os filmes até domingo, o dia do Oscar. Até agora foram 3 (pra ele, 4, já que viu Gravidade, filme que não me interessa nem um pouco por causa do estilo), mas vou começar a falar sobre o primeiro que vimos, O Lobo de Wall Street.

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O Lobo de Wall Street (The Wall Street Wolf, no original) foi indicado em 5 categorias: melhor ator (Leonardo DiCaprio), melhor ator coadjuvante (Jonah Hill), melhor diretor (Martin Scorsese), melhor roteiro adaptado (do livro O Lobo de Wall Street, escrito pelo protagonista do filme, Jordan Belfort) e o aus concours, desejado por todos, melhor filme. Eu ainda não sinto que posso dizer, oficialmente, que ele deve ganhar alguma dessas categorias, já que só vi 3 filmes que estão concorrendo ao Oscar, ou seja, faltam muitos ainda. Mas extra-oficialmente, digo que acho que Jonah Hill deveria ganhar o Oscar de melhor ator coadjuvante.

Jonah Hill

Jonah Hill

Jonah Hill, pra quem não está ligando o nome à pessoa, é o gordinho do filme Superbad, e até hoje é mais conhecido por fazer papéis cômicos. Não que esse papel não seja engraçado, mas não é um filme considerado pelo público e crítica como comédia (eu, particularmente, sou super contra colocar rótulos em filmes, porque acho que todo filme é um pouco de tudo, mas fica mais fácil falar sobre algo classificando-o, né, então…). E Jonah está esplendoroso. Ok que talvez eu mude de ideia depois de ver O Clube de Compras Dallas, já que já adoro o Jared Leto e ele está indicado na mesma categoria, mas por enquanto está dando Jonah na minha lista extra-oficial de favoritos.

Matthew McConaughey sendo fantástico no filme

Matthew McConaughey sendo fantástico no filme

Obviamente, eu gostaria que Leonardo DiCaprio (ou Leozinhos, para os íntimos, que é como o chamo desde minha fase Leomaníaca, aos 13 anos de idade) ganhasse, mas só vou dizer isso de verdade depois de ver, novamente, O Clube de Compras Dallas, por causa de Matthew Mcconaughey que, aliás, faz uma ponta em O Lobo de Wall Street e, wow, rouba a cena. Nos poucos minutos em que ele aparece (devem ser uns 20), ele já mostra que não é mais somente aquele atorzinho de comédia romântica que tira a camisa em todo filme. Sua atuação surpreende, e eu fiquei emocionada, de verdade.

Leonardo DiCaprio e Jonah Hill em uma das sequências mais engraçadas do filme

Leonardo DiCaprio e Jonah Hill em uma das sequências mais engraçadas do filme

Leo DiCaprio está maravilhoso, não pensem que ele não está. E merecerá cada ouro daquela estatueta se ganhar o Oscar. Ele vem crescendo cada vez mais como ator e, pra mim, é um dos melhores — se não O melhor — de sua geração. Nesse filme, atingiu seu ápice e nos brinda com uma atuação fenomenal. Na verdade, todos os atores estão muito bem, o que só nos indica que a direção foi ótima. Mas isso já é de se esperar de Scorsese, né?

Scorsese dando direções para Leonardo DiCaprio e Margot Robbie

Scorsese dando direções para Leonardo DiCaprio e Margot Robbie

Gostei MUITO da forma em que a história é narrada, da estrutura narrativa (eu disse a mesma coisa duas vezes, hahahaha). A câmera seguindo Jordan enquanto ele fala e anda, ou ele contando a história olhando diretamente para a câmera, como se fosse um comercial — o que tem tudo a ver com o desenrolar do filme (não darei spoilers, pode deixar). Gostei dos cortes (tirando um, que achei muito brusco), da fotografia, do figurino, ou seja, é um filme super completo e que não tem como perder, muito menos os meninos que, se não vissem, perderiam a belíssima Margot Robbie que, além de linda (sério, eu queria ser ela! tinha que ser australiana!), ainda é boa atriz!

Margot Robbie

Margot Robbie

Então, quem aí já viu o filme? Me digam o que acharam! E não deixem de comentar, é muito importante pra mim saber a opinião de vocês!

Beijinhos!

Unsaid Things/Coisas não ditas

Olá pessoas!

Desculpa pelo sumiço, mas semana passada foi bem complicada. Minha mãe foi internada e só saiu do hospital no sábado. Mas agora ela está bem! 🙂 Eba eba, palminhas pra minha mãe!

Coisas não ditas e eu no lançamento oficial, ano passado.

Coisas não ditas e eu no lançamento oficial, ano passado.

Bem, acho que talvez todos saibam (e se não souberem, será uma novidade!), mas escrevi um livro. Dois na verdade, mas o último foi Coisas não ditas, que foi lançado ano passado pela editora Benvirá. O Coisas não ditas, além de ser muito legal (hehe), ele vem com uma playlist. Logo no começo do livro, coloco uma lista de músicas para você escutar lendo o livro, uma música para cada capítulo. Isso porque foi a música que inspirou o capítulo e também a que dá o nome ao capítulo. A partir de hoje, vou colocar aqui (não em posts seguidos) as músicas do livro, a letra traduzida, e explicar um pouco o motivo dessa música especifica estar ali. Vou falar um pouquinho também do cantor ou banda que interpreta a música. Hoje começo com o título do livro, tirado da música Unsaid Things.

A música é do grupo inglês Mcfly, banda que amo e que, inclusive, escrevia várias fanfics (e que me deu várias amigas fofas). Coisas não ditas começou como uma fanfic (fan fiction) de Mcfly, foi repaginada (lê-se: trocaram-se os nomes e as referências à Inglaterra e à banda) e transformou-se em livro. Mas um bom conhecedor de Mcfly consegue reparar as características de cada integrante nos personagens do livro (inclusive, fãs de Mcfly que leram a história, palpitem qual integrante você acha que cada personagem é!).

Não consigo colocar uma foto do Mcfly sério, porque eles simplesmente não são!

Não consigo colocar uma foto do Mcfly sério, porque eles simplesmente não são!

Escolhi essa música por todo o teor do livro, mas só pelo título mesmo, porque o conteúdo dela não tem nada a ver com a história do livro! Olha a tradução!

Coisas não ditas

Essa garota que se mudou pra minha rua

Tinha as pernas mais bonitas que eu já tinha visto até então

Ela me escrevia cartas só pra dizer que me amava

Mas agora seu rosto é apenas uma lembrança

Agora que se passaram 7 anos

Eu cresci e ela se mudou

Mas por algum motivo não consigo esquecê-la

 

Ainda tenho tantas coisas não ditas que queria falar

E não posso esperar mais um dia

Queria que ela soubesse

Que continuo esperando, imaginando se ela se lembra de mim

Mas não tem como saber

 

Agora ela está grávida

Parece que ela está se afastando cada vez mais de mim

Ela vai se casar, estou sofrendo muito

Porque seu noivo é muito maior que eu

Porque ele malha muito

E não tem nada que ele não tenha

E agora estou perdendo a briga, e ela também

 

E eu quero que ela saiba

Antes que se case e tenha o bebê

Que preciso dela

Além disso, tenho algo pra vocês rirem um pouco. Na época do lançamento do livro, namorado e eu (e alguns amigos) fizemos um vídeo com essa música pra convidar todos a comparecerem. É bem ridículo, e por isso é bom. Rs. Podem rir das nossas caras com vontade!

É isso. Espero que tenham gostado de saber de onde veio o nome do livro. E espero vocês em outro post!

Beijos!

Somente o Mcfly (há muitos anos) com Roger Daltrey do The Who.

Somente o Mcfly (há muitos anos) com Roger Daltrey do The Who.

 

Não esqueçam de comentar no coraçãozinho ali em cima! Deixem uma pessoa mais feliz! 🙂

Entrevista com blogueira – Mariana Paixão

Olá pessoas, tudo bem?

A partir de hoje, todo dia 10 de todo mês haverá uma entrevista aqui no blog com uma dona de algum blog literário. Por que? Porque além de com certeza elas terem muita coisa pra dizer, sem elas, nós, escritores, não seríamos nada porque, muitas vezes, os leitores se animam a ler algum livro por causa do que lerem em blogs.

Vou começar com a Mariana Paixão, do blog Muito Pouco Crítica.E digo: não tinha como ser outra pessoa. A Quando lancei meu primeiro livro, Queria Tanto, eu não era conhecida, obviamente (não que hoje eu seja). Portanto, foi uma baita surpresa quando, buscando o nome do livro no Google, meu namorado encontrou o blog da Mary e nele um vídeo onde ela falava do meu livro. Achei tão TÃO legal que tive que falar com ela! Depois disso, ela já me convidou pra fazer entrevista no blog dela, resenhou o Queria Tanto e, mais recentemente, o Coisas não ditas. Como ela é de Recife, achei que nunca a conheceria pessoalmente, mas ano passado a gente se esbarrou na Bienal aqui do Rio e ela é uma fofa, super simpática!

Eu e Mary na Bienal ano passado.

Eu e Mary na Bienal ano passado.

Enfim, vou parar de falar! Vamos à entrevista!

1. O que te levou a criar o blog?
As críticas da minha família! Todo mundo sempre falava que eu deveria ler algo que fosse mais do que ‘as besteiras que eu lia’. Resolvi criar o blog pra mostrar que cada coisa que eu lia refletia um pouco do que eu sentia e sempre me adicionava algo mais. Não consegui provar meu ponto pra minha família (risos), mas consegui um monte de outras coisas que fizeram valer a pena.
2. Qual resenha mais gostou de fazer? E qual teve mais visibilidade?
 
Adoro falar de todos os meus livros favoritos. Gostei muito de escrever sobre “Tudo o que é Sólido Pode Derreter”, do Rafael Gomes. A que teve mais visibilidade foi, sem dúvida, “A Culpa é das Estrelas”, do John Green.
3. O que de mais positivo o blog te trouxe?
 
Poxa, tantas coisas! O blog realmente mudou minha vida! Mas acho que foi o fato de elevar minha paixão por livros a um patamar tão alto a ponto de eu querer que minha vida inteira gire em torno de livros, trabalhando com eles. Ser paga pra ler livros, quer vida melhor? Esse é meu sonho, meu futuro, minha meta de vida, e tudo por causa do blog.
4. Quais livros tiveram mais impacto em sua vida e por que?
 
Dentre vários, “O Mundo de Sofia” e “O Dia do Curinga”, ambos do Jostein Gaarder, foram dois livros que me impactaram muito logo quando eu, bem, me descobria como gente (risos). Ambos me fizeram ver o mundo com outros olhos, de maneiras diferentes.
5. Você costuma ler mais autores estrangeiros ou nacionais? E para você, quais são as principais diferenças e semelhanças entre os autores nacionais e o estrangeiros?
Costumo ler mais estrangeiros. Acho que a diferença principal é que os autores estrangeiros, principalmente americanos, que tem mais visibilidade no mercado daqui, têm uma melhor preparação editorial por causa da presença do agente literário. Acho que a semelhança principal é que todo autor, de qualquer lugar do mundo, escreve sobre aquilo que conhece, que fascina ou que dói. Ou tudo junto.
6. Quais são seus autores nacionais favoritos?
 
Nick Farewell, Jim Anotsu e Bianca Briones.
7. Para você, qual o papel da literatura na vida de uma pessoa?
 
Gerar conhecimento. Sobre um assunto específico, sobre as pessoas, sobre a vida, sobre o mundo. Queira saber algo, procure e com certeza você achará um livro que foi escrito sobre aquilo que você quer saber.
8. E qual o papel da literatura na sua vida?
Literatura é o que me ajuda a passar os melhores e os piores momentos da minha vida.
Mary cheia de coisa pra dizer, né? Obrigadão pela entrevista, querida!
E vocês tem alguma sugestão de blogueira literária? Falem pra mim!
Beijocas e até o próximo post!
PS. Copiando os dizeres de minha amiga Clarissa do blog Uma Garota Carioca (vão no blog dela, é o máximo!), deixem comentários, é muito importante pra mim ter o feedback de vocês!

Entrevista e timidez

Ontem fiz uma entrevista para a Rádio Justiça, rádio de Brasília. Foi minha primeira entrevista e eu fiquei MUITO nervosa, tanto que nem dormi na noite anterior achando que teria um ataque cardíaco. Sério, sou neurótica e ansiosa nesse nível!

Foi uma experiência muito legal — apesar de assustadora, dado meu grau de timidez — e, na verdade, fui melhor do que eu esperava. Depois fiquei remoendo tudo que falei, achando que repeti muitas palavras e que os ouvintes vão me achar meio estúpida, mas até acho que pra uma primeira entrevista eu fui bem.

É engraçado como a timidez pode transformar as coisas mais simples, como falar no telefone (a entrevista foi por telefone), em algo grandioso e perturbador. Vocês também são assim, ou são mais extrovertidos e falar em público ou com outras pessoas é algo tranquilo?

Enfim, se vocês quiserem comprovar se fui realmente ok na entrevista, clique aqui.

E gostaria de agradecer ao Johnny Luna, produtor do programa Entretexto da Rádio Justiça, pelo convite. Com sua simpatia, ele ajudou a me sentir mais confortável. E recomendo a todos que ouçam ao programa Entretexto da Rádio justiça. É um programa sobre obras literárias que sempre tem entrevistas com autores. Muito legal!

É isso por hoje. Depois me contem o que acharam da entrevista!

Beijos!

Quando uma garota entra em um bar…

quando uma garota entra num bar

Começando as resenhas por aqui, o primeiro livro será Quando uma garota entra em um bar… Antes de tudo, preciso dizer que Helena S. Paige não é uma escritora, e sim 3! Helena S. Paige é o psedônimo de Paige Nick, Helen Moffet e Sarah Lotz, e redatora publicitária, romancista, professora e roteirista são suas profissões. Achei muito criativo inventarem um pseudônimo para as 3 juntas, e isso já me chamou atenção no livro.

Sobre o livro em si, o que mais me chamou a atenção foi o fato do leitor determinar o caminho que quer seguir. Quando eu era mais nova, eu tinha 2 livros que eram assim, você escolhia o seu caminho dentro da história. Se queria que o personagem fosse para o lado A, ia para a página tal, se queria que fosse para o lado B, ia para outra página, e assim você podia ter várias histórias e finais diferentes dentro do mesmo livro (meio como Rayuella, do Cortázar). Esse livro é assim, e o mais legal é que a personagem principal é você. Quem tá acostumado a ler fanfics, como eu, essa proposta de colocar o leitor como personagem principal é comum. Mas em um livro voltado para mulheres mais velhas (as fanfics são mais voltadas para adolescentes), isso não é costume e achei uma ótima ideia, até para as “adultas” vivenciarem um pouco o mundo adolescente. Bem, adolescente em partes, porque esse livro é muito picante demais para adolescentes!

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As autoras do livro.

Como diz o título, a história começa com uma garota entrando em um bar. Bem, na verdade não, começa com ela, quer dizer, você decidindo se sai ou não e com que roupa. Mas qualquer escolha que faça irá te levar ao bar, e daí você tem várias escolhas diferentes. De homens, claro, o que mais em um livro com esse título? Não vou dizer que é um livro sensacional que marcou minha vida. Mas é uma boa leitura, principalmente se você está procurando algo safadinho para distrair a mente. E o que eu gostei, que é bem diferente do péssimo 50 Tons de Cinza, é que a personagem principal não é uma submissa que aceita tudo que o homem quer, ela tem o comando. E eu achei isso fantástico.

A capa original.

A capa original.