Coisas não ditas – Parte I

Olá enfermeira!

Lembram que há um tempinho atrás falei sobre o processo de criação do meu primeiro livro, Queria Tanto? Pois é, hoje vou falar sobre minhas inspirações para meu segundo livro, Coisas não ditas. Prometi que falaria sobre as músicas escolhidas para o livro, e o farei, mas hoje vou contar um pouco sobre os personagens do livro. E aviso, pra quem não leu, pode conter spoilers! Mas poucos, que não mudam em nada a história e nem tiram surpresa nenhuma.

Como eu já disse anteriormente, o Coisas não ditas começou como uma fanfic de Mcfly, e na fic, a personagem principal, Lucie, é irmã do Dougie! Portanto, o nome dela verdadeiro é Lucie Poynter. Maaaaaaaas, no livro virou Lucie Rock. Explico o sobrenome. Era primordial que o nome da Lucie continuasse Lucie, porque é um nome diferente e ela implica muito com quem a chama do nome errado, como Lúcia, por exemplo. Por isso, queria um sobrenome americano, até porque Dougie virou Noah, outro nome estrangeiro. Por isso o Rock, que também tem a ver com a veia musical da Lucie e do irmão. Enrolado?

No aspecto visual, não consigo imaginar a Lucie diferente de duas fotos da irmã verdadeira do Dougie, Jazzie, por motivos óbvios (ela é irmã do Dougie e a Lucie também). Mas a Jazzie acaba também entrando no livro como Bella Rock! A diferença é que imagino a Bella somente como a Jazzie quando está loira, e a Lucie quando a Jazzie está morena, o que transforma a Jazzie em duas pessoas diferentes! Meu Deus, tô me enrolando muito! Mas as fotos abaixo irão explicar.

Lucie Rock.

Jazzie morena, ou seja, Lucie Rock.

 

Jazzie loira, ou seja, Bella Rock.

Jazzie loira, ou seja, Bella Rock.

Viu como parecem duas pessoas diferentes? Agora vocês sabem como a Lucie é. A única diferença é que ela é um pouco mais magra do que a Jazzie está nessa foto.

Minha inspiração para o Noah Rock, irmão mais novo (e mega ciumento) de Lucie foi, como já disse, o Dougie Poynter, o mais novo do Mcfly. Tentei perceber o jeito do Dougie, como ele se expressava em redes sociais e entrevistas, e passei pro papel, dando um toque meu, claro. Minha leitura de quem é Dougie Poynter. E Noah estava formado! E fisicamente, para quem não conhece, Noah/Dougie é assim:

Noah "skater" Rock.

Noah “skater” Rock.

O melhor amigo de Lucie, Vinicius, é inspirado em Harry Judd, o baterista do Mcfly. Tudo bem que na época em que escrevi o livro o Harry não estava super gostoso musculoso como está hoje em dia, mas isso não vem ao caso.

Vinicius/Harry.

Vinicius/Harry.

 

E Eduardo, o amigo fofo, como todos que conhecem Mcfly já devem ter desconfiado, não podia ser outra pessoa que não o vocalista/guitarrista Tom Fletcher. Pessoalmente, eu queria que o Tom fosse brasileiro e fosse meu melhor amigo, mas…

Dudu/Tom.

Dudu/Tom.

 

And now, the moment we’ve all been waiting for, quem afinal é o par romântico da Lucie, Rafael Lima? Bem, o nome eu confesso que foi uma homenagem ao meu próprio namorado, Raphael. Mas o Mcfly escolhido para ser o personagem central dessa história foi:

Danny Jones!

Danny Jones!

Sim, eu era maluca pelo Danny na época. Sim, eu imaginava todas essas histórias porque queria estar no lugar da Lucie. #Confissões E acho que, pelo jeito do Rafael, já dava pra saber que Danny Jones, o outro vocalista/guitarrista era ele, não é fãs de Mcfly? Olhos azuis, sorriso torto, gargalhadas descontroladas, maluco e engraçado, Rafael Lima só podia ser mesmo inspirado em Danny.

Rafael Lima

Rafael Lima

Como eu disse, as características dos meninos da banda foram criadas a partir do que eu entendia que era o jeito deles, a partir de redes sociais, videos, entrevistas, etc. E foi muito divertido fingir que era amiga desses malucos e criar meu Mcfly ideal na cabeça – e no papel!

E quem já conhecia Mcfly, acertou que integrante era cada personagem?

Outro dia falo mais da inspiração dos outros personagens! E mostro os lugares onde a história se passa!

Beijinhos!

Lucie says bye!

Lucie says bye e pede pra vocês comentarem no coraçãozinho ali em cima!

Ninguém

Se eu pudesse ser alguém, seria alguém leve. Alguém que não se preocupa. Alguém que não liga. Alguém que não se irrita. Alguém que está sempre calmo, que sempre entende, que sempre sabe o que falar e o que não falar. E quando não falar e falar.

Seria sempre sorrisos. Sempre abraços. Sempre palavras bonitas. Seria gestos harmoniosos, caridosos e elegantes. Seria sempre bom e nunca mau. Sempre bem e nunca mal. Seria positivo, altivo, ativo, alívio. Seria sempre sol e chuva somente quando precisasse. Seria alegria, felicidade. Seria paz. Continuamente. Seria só sim, e nunca não — a não ser que não fosse a melhor resposta.

Se eu pudesse ser alguém, não seria eu. Não seria raiva. Não seria impaciência. Não seria orgulho ou inveja. Não seria irritado ou melancólico. Não seria preocupado nem daria importância para o que os outros dizem ou pensam. Porque eu seria seguro. Seria maduro. Seria alguém.

Mas eu não sou assim. Eu não sou legal. Eu não sou ninguém.

Garota, Interrompida (resenha)

Muita gente viu o filme Garota, Interrompida, lançado em 1999 (wow, eu tô velha!), com Angelina Jolie e Winona Ryder. Porém, talvez poucas pessoas saibam que esse filme é baseado no livro de mesmo nome, escrito pela Susanna Kaisen, personagem principal do livro e do filme. O livro é uma espécie de autobiografia, onde Susanna, hoje em dia uma renomada escritora, seus dias em uma instituição psiquiátrica, que nos idos de 1960, época em que ficou internada, era chamada de hospício ou manicômio mesmo.

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Na instituição, Susanna, além de acabar se conhecendo mais, o que nada tem a ver com seus terapeutas e médicos, conhece outras meninas em situações parecidas ou piores que ela, ou seja, elas tem problemas psicológicos parecidos ou piores que os seus. Ao meu ver, todas tem situações piores que as dela. Mas a verdade é que temos essa impressão porque, durante o livro, ela fala mais sobre suas amigas de instituição do que dela, apesar de ser ela que está passando pelas experiências. Mas, ao enxergar a vida dentro de uma instituição de psiquiatria pelos olhos de suas amigas, ela acaba se enxergando mais, além de ser mais fácil essa saída.

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A “sinopse” do livro

O livro é muito bem escrito. Talvez por ser uma autobiografia, facilite o processo de escrita. À medida que Susanna escreve, sentimos que estamos lá com ela. Na verdade, parece que somos ela. E o que me deu mais medo é que me identifiquei MUITO com ela. Ou seja, eu poderia estar em uma instituição psiquiátrica. Porém, talvez se eu estivesse nos anos 60, onde ser e pensar diferente, dizer sua opinião (e ter uma opinião), se sobrepôr aos demais e não querer seguir o que  sociedade manda (e o que é a sociedade, afinal?) eram características consideradas de maluco, ainda mais sendo você mulher. O livro te faz refletir muito sobre o que é a loucura, quais são seus limites, e se ser maluco não é somente ser diferente e não seguir padrões. Eu amei, e recomendo a todos. Livros que te deixam dias pensando, e que te deixam sem palavras, como esse me deixou, são sempre bons. Os melhores, na minha opinião.

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Do aspecto técnico, também gostei muito. Gostei das divisões de parágrafos, de todo o layout, que deixou um livro com uma cara meio homogênea, todo branco, como se você estivesse nos corredores brancos dos hospitais psiquiátricos. E tradução está ótima, parece não perder nada, porém precisaria ler o livro original para saber ao certo. É um livro nota 5 mil. 

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Garota, Interrompida

Susanna Kaysen

Editora Única

 

Consumista

Hoje é um dia especial que eu nem sabia que existia o dia do consumidor, portanto, nada melhor do que falar de lugares fantásticos para se comprar!

Não sei vocês, mas eu sou muito um pouquinho consumista. Nem sempre fui assim, mas de uns anos pra cá, talvez porque comecei a ganhar dinheiro próprio e me sinto menos culpada gastando o meu dinheiro (mentira, continuo me sentindo culpada quando gasto) — mesmo ele sendo pouco. E esses últimos meses tenho andado ainda mais gastadeira porque:

1. Tô prestes a me mudar, então fico olhando várias coisas diferentes e bonitinhas pra casa nova.

2. Tô prestes a me mudar, então tô mega ansiosa e transferindo toda essa ansiedade pra comida e, adivinhem, pras compras!

Mas, pelo menos isso tudo significa que estou conhecendo — e redescobrindo — lojinhas novas e lindas, seja online ou lojas físicas mesmo. Como minha cabeça tem sido monotemática (decoração, decoração e decoração), as lojas que mostrarei pra vocês serão basicamente desse estilo, mas quem não gosta de coisinhas diferentes pra decorar, não é?

 

1. Oppa 

Começando com uma loja de coisas GRANDES. Descobri essa loja há um tempo atrás, mas só agora pesquisei a fundo seus produtos. E descobri que eles são fantásticos! Confesso não são coisas baratas, mas é tudo tão lindo e de qualidade e diferente, que você tenta até esquecer do preço. Mas se você for dessas que não consegue gastar muito em nada (eu, por exemplo, sempre prefiro gastar o menos possível), também poe dar uma olhadinha no Bazar, que tem produtos lindos em promoção. Os objetos abaixo, por exemplo, são todos dessa parte da loja.

Criado Mudo

  Criado Mudo

 

Sofá roxo!

Sofá roxo!

Balanço infantil que dá vontade de ter no quarto pra brincar!

Balanço infantil que dá vontade de ter no quarto pra brincar!

O ponto negativo da Oppa é que eles são uma loja online, e móveis geralmente é legal ver na sua frente, pra reparar cada detalhe e se é exatamente como a foto está mostrando. Eles até tem um showroom em Botafogo, que eu fui, mas tem bem poucas coisas em exposição, o que é uma pena. Ah! Além de móveis, eles também tem alguns objetos de decoração, como almofadas, adesivos de parede, e quadros decorativos. Bem legal.

 

2. Uatt?

A Uatt?, ao contrário da Oppa, tem loja física e é cheia de produtos pequenos. Lindos. Criativos. Fofos. Só pra você ter uma ideia, hoje passei lá pra dar “uma olhadinha” e saí com 5 coisas na sacola! Além de ter conversado pacas com a atendente, que era super simpática e disse que vai compra meus livros. Yay!

A Uatt? é lugar perfeito pra comprar presentes pros amigos, familiares e, claro, pra você. Tem produtos de valores variados e que agrada a gostos distintos. E sim, tem coisinhas lá que dá pra comprar pro namorado ou amigo homem, porque vamos combinar que é difícil demais dar presente pra homem, né, principalmente se você quer dar algo além do básico. Eeeeeee, também coisas pra casa! E tudo lindo!

Presente pra menino!

Presente pra menino!

Isso é um automassageador, acredita?

Isso é um automassageador, acredita?

Caneca que eu fiquei MEGA apaixonada. Aceito de presente, ok? ;)

Caneca que eu fiquei MEGA apaixonada. Aceito de presente, ok? 😉

 

3. Tranqueira Chic

Essa é outra loja online, e eu a redescobri essa semana. Há um tempão atrás, vi no Facebook (nesses anúncios que o Facebook faz), entrei, curti, amei tudo, mostrei pra todo mundo, e então esqueci. Aí, essa semana, como que por mágica, lá estava ela novamente na minha página de Facebook, brilhando reluzente com suas coisas lindas e retrôs (que eu adoro!). Aí foi o processo todo de novo: vi tudo, amei tudo, mostrei pra mais um bando de gente (e as pessoas também se apaixonaram). E tem como não se apaixonar quando você vê algo assim?

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Garrafa linda que tá na minha lista! 😉

 

Almofada que uma amiga minha amou!

Almofada que uma amiga minha amou!

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Prato de bolo com tampa retrô!

 

Mas, dessa vez, havia algo diferente Havia minha iminente mudança. E havia algo como sempre deve ter havido e eu que nunca vi chamado Lista de Desejos (ok, ela se chama Lista de Desejos, mas achei muito mais legal chamar assim).  Aí, minha amiga, fiz a festa! Coloquei tudo (ok, tudo que eu achava razoável em relação ao valor) que eu amei na tal lista e será mais uma lista da open house (dica pras amigas lendo esse blog! hehe). Perfect timing, eu adoro!

Mais coisinhas do site:

Latas para guardar o que quiser!

Latas para guardar o que quiser!

Touca de banho

Touca de banho

Pote Toddy

Pote Toddy, para os nostálgicos.

 

O que acharam das lojas? Já conheciam? Amaram, como eu amo todas? Depois me digam!

Beijinhos e boas compras!

 

 

Jack Johson and his awesomeness

Esse post, inicialmente, era para falar da ação que o cantor Jack Johnson fez na Prainha, aqui no Rio de Janeiro, dois dias atrás. Junto de sua equipe e com ajuda de cariocas que estavam lá, ele plantou árvores e tirou o lixo das areias da praia. E eu, como boa protetora e sempre preocupada com o meio ambiente, achei a ação sensacional. Porém, ao pesquisar sobre a ação na minha cidade, descobri algo muito maior e que Jack Johnson é uma pessoa muito mais impressionante do que eu já estava achando.

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Jack Johnson plantando uma árvore na Prainha, no Rio de Janeiro

A vinda de Jack ao Brasil faz parte da Greening Tour, e só pelo nome já dá pra perceber que tem algo de especial aí. Pois acontece que em todas as cidades onde ele toca com essa turnê, em parceria com instituições ou ongs locais que tem ações de preservação, Jack planta árvores para conscientizar as pessoas de como a natureza e sua preservação são necessárias.

Mas não para por aí. Jack e sua equipe estão fazendo ações nessa turnê para melhorar a qualidade do meio ambiente do mundo. Eles não pedem para a produção águas em garrafas ou copos plásticos, e bebem a água do próprio local onde vão tocar (e recomenda que todos façam o mesmo). Estão tentando gerar a menor quantidade de lixo possível, reciclando a maior quantidade de materiais que conseguem. Usam biodiesel sustentável nos caminhões, ônibus e geradores (nos Estados Unidos). Compram os produtos para fazer as comidas em fazendas locais que plantam alimentos orgânicos. Todos os produtos que ele vende durante a turnê são feitos de materiais sustentáveis, com foco em materiais reciclados e renováveis. É ou não é uma grande atitude?

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O Radiohead também fez ações parecidas em tours e o Incubus também, e cada vez mais bandas e cantores se preocupam com o impacto que seus grandes shows tem no meio ambiente e tentam fazer algo para melhorar isso. Espero que cada vez mais artistas façam o mesmo. E que suas ações influenciem seus fãs e todos ao redor.

 

Para saber mais sobre o projeto de Jack Johnson, clique aqui.

 

Fotos retiradas desse site.

 

Sobre Doctors e Casamentos

Eu sou totalmente viciada em uma série chamada Doctor Who (depois falarei mais sobre ela por aqui). Me apaixonei pela série totalmente sem querer, não foi rápido, mas agora é um amor intenso. Por isso, vocês podem imaginar como me senti quando vi isso aqui:

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Essa é a Tardis, a nave espacial/máquina do tempo do Doctor. Se fosse somente uma miniatura já seria fantástica, porque além de ser igualzinha do lado de fora, ainda tem o lado de dentro, que as miniaturas da Tardis que você encontra por aí geralmente não tem. Mas, MAS, além disso, ela é um lugar para você colocar a aliança e PEDIR ALGUÉM EM CASAMENTO!!!!!!! *gritinhos emocionados porque sou muito romântica* Sim, é uma caixa para aliança! Fantástico!

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Essa caixa foi criada por Paul Pape, um escultor e designer americano que inventa várias coisas diferentes, interessantes, geeks e, como ele mesmo diz em seu site, coisas que você não consegue achar por aí. No site dele tem muitas outras coisas interessantes, vale muito a pena dar uma olhadinha lá (e também no seu Tumblr), mas o que me chamou mesmo a atenção foi essa caixa “casamenteira”. Porque, fala sério, que menina mega fã de Doctor Who não gostaria de ser pedida em casamento assim? I know I would!

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A Tardis de Paul Pape também faz o mesmo som que a Tardis do seriado faz e a luz do topo acende. Sem contar que ela dá ilusão de ser maior por dentro, característica mais marcante da Tardis “real”. Perfeita!

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A tardis fechadinha.

 

Todas as fotos retiradas do Tumblr do artista.

 

 

Entrevista com blogueira – Fernanda Rodrigues

Achei que não fosse conseguir, mas ainda deu tempo de publicar a entrevista com a blogueira desse mês no dia 10! Rs E ainda bem, porque a blogueira desse mês é muito especial! Além de ter o nome de um dos meus ídolos da infância (eu era muuuuuuuuuito fã da atriz Fernanda Rodrigues por causa da novela Vamp, que eu, como todas as crianças, era apaixonada!), a Fernanda é uma fofa. Eu entrei em contato com ela pra saber se ela tinha interesse em resenhar o meu segundo livro, Coisas não ditas, porque achei o blog literário dela, o Nosso Clube do Livro, muito fofo! E gostei muito das resenhas dela e das outras meninas (que espero conseguir fazer entrevista também e colocar todas aqui!). Ela aceitou, eu mandei o livro, e depois de um tempo recebi um dos e-mails mais fofos que já li sobre o meu livro, confesso que até fiquei emocionada, porque quem não gosta de ver pessoas se identificando com algo que você escreveu? E aí a gente percebeu que tinha um gosto musical muito parecido, até do Greg Holden, que eu nunca tinha conhecido outra pessoa que gostasse, ela gostava! Agora a gente se tem no Facebook e ela faz postagens muito fofas e tira fotos lindas. E escreve coisas muito legais também, que você pode ler no blog pessoal dela, o Algumas Observações, e na entrevista abaixo. Ah! E aqui está a resenha que ela fez do Coisas não ditas! Agora só falta o Queria Tanto, né Fê? (hashtag Livia cara de pau! hahahahaha)
Foto tirada por Renato Rodrigues Souza, amigo da Fernanda, e gentilmente cedida por ela. :)

Foto tirada por Renato Rodrigues Souza, amigo da Fernanda, e gentilmente cedida por ela. 🙂

1. O que te levou a criar o blog?
Meu blog pessoal, o Algumas Observações, nasceu porque queria compartilhar a minha forma de sentir e captar o mundo. Isso acontece em forma de textos literários e não-literários. Já o meu blog literário, o Nosso Clube do Livro, nasceu de uma conversa com uma amiga minha, a Ana Caroline. Tanto ela quanto eu tínhamos (eu continuo tendo!) o desejo de participar de um clube do livro. Entretanto, na época nós não sabíamos onde havia um e não poderíamos fundar um presencial, porque ela mora em Aracaju, e eu em São Paulo. Logo, resolvemos abrir um blog em que todos pudessem falar sobre o universo literário. Ter um espaço na internet foi a solução para o nosso problema. Com o passar do tempo, duas amigas se juntaram a nós (a Camila e a Suelen) e, bem, dois anos depois, aqui estamos! 😉
2. Qual resenha mais gostou de fazer? E qual teve mais visibilidade?
Quando escrevo uma resenha, costumo postá-la nos dois blogs. Agora, qual a resenha que eu mais gostei de escrever? Puxa. Difícil. Geralmente eu AMO fazer resenhas dos livros que eu AMEI ler. O lado irônico disso é que, quanto mais eu gosto de um livro, mais é difícil escrever a resenha. Uma mini-resenha que me marcou foi a dos primeiros capítulos de Sons of Zeus, do Noble Smith, porque ele me mandou o texto original em inglês, em primeira mão para que eu escrevesse sobre o livro e postasse no Nosso Clube do Livro. Devorei o trecho e estou super curiosa para ler o livro todo (a obra será publicada por aqui com o nome de Filhos de Zeus, pela Editora Novo Conceito). As resenhas dos livros da Jennifer Egan e do Mia Couto também foram muito importantes para mim.
Agora, segundo as estatísticas do blog, a resenha que teve mais visibilidade é a do livro Ostra Feliz Não Faz Pérola, escrito por Rubem Alves. Este livro é de crônicas e é um presente que acalenta o coração. É muito lindo e vale à pena ser lido. É engraçado porque essa crônica assumiu o primeiro lugar há pouquíssimo tempo. Ela roubou o posto da resenha de Poemas Escolhidos de Gregório de Matos. Destaco este fato porque ele sempre me chamou muito a atenção. Em um país em que poucas pessoas gostam de ler poesia, ter esta resenha no ranking das mais lidas é muito legal mesmo. Como eu sou admiradora do Barroco em todos os seus campos e poetisa desde sempre, ficou muito feliz por saber que o público do blog se interessa por este gênero literário.
 
3. O que de mais positivo o blog te trouxe?
Eu destaco três pontos principais:
O primeiro deles diz respeito ao fato de eu não estar sozinha. Com o blog pessoal, descobri que aquilo que sinto e que, aparentemente, a sociedade recrimina, não é tão incomum assim. Há muitas pessoas que compartilham das mesmas opiniões que eu. Isso dá uma grande sensação de alívio. O mesmo acontece com os gostos literários. Sou muito crítica e não gosto de qualquer modinha (o autor tem que ser muito bom para me conquistar). É muito gostoso encontrar pessoas que compartilham das mesmas visões. 
O segundo se trata da conexão com as pessoas. Por causa do blog, eu fiz amizades que saíram da tela do computador e se tornaram parte do meu dia a dia. Também fiz contato com alguns autores, o que é muito rico para a minha vivência como escritora. Nada melhor do que compartilhar experiências.
Já o terceiro relaciona-se com o registro. No meu blog pessoal há vários momentos importantes da minha vida nos últimos seis anos e meio. Já no literário, há um histórico das minhas leituras e, de certa forma, do meu trabalho profissional (porque, embora eu não viva de nenhum dos blogs, procuro ter um compromisso como o de um trabalho. Essa é uma das formas de respeitar o meu leitor).
 
4. Quais livros tiveram mais impacto em sua vida e por quê?
Cada livro marcou a minha vida de uma forma. É muito complicado escolher um. Acho que A visita cruel do tempo, da Jennifer Egan, me marcou pelo fato da genialidade que ela emprega na estrutura que usou ao narrar a história. Acho que, para quem é escritor, ler este livro é uma aula de genialidade. Budapeste, do Chico Buarque, é uma história que me toca muito pelo desejo do reconhecimento que o Costa (Kósta) tem enquanto escritor. De biografia, li recentemente Eu sou Malala, da Malala Yousafzai, que mexeu comigo demais. Como professora que sou, dói ver tudo o que esta menina sofreu e ainda sofre só pelo fato de querer estudar. Por outro lado, é lindo ver como ela tem coragem para lutar. A arte de ouvir o coração, de Janphilipp Sendker, também é de uma sensibilidade incrível. E os livros do Mia Couto? Com o Mia aprendi que chorar é um ato lindo. Também não poderia deixar de citar os livros do Ziraldo, do Carlos Drummond de Andrade, do Pablo Neruda… Escolher um só, além de ser uma tarefa digna de Hércules, seria injusto com todos os autores que eu amo.
 
5. Você costuma ler mais autores estrangeiros ou nacionais? E para você, quais são as principais diferenças e semelhanças entre os autores nacionais e o estrangeiros?
O que me prende não é a nacionalidade do autor, mas a maneira como ele conta a sua história. Há autores nacionais ótimos, como há os ruins. O mesmo acontece com os estrangeiros. Também não acredito que número de vendas é sinônimo de um livro bom ou ruim. Há muitos autores que venderam milhões que não são tão bons quanto os mais desconhecidos. Acho que isso é muito relativo. Identificar semelhanças e diferenças na escrita também é algo complicado, porque depende muito da vivência de cada autor e sobre o que ele pretende escrever. Agora, um ponto que eu acho que é bastante distinto diz respeito às oportunidades de publicação. Pelo o que andei pesquisando – numa tentativa de publicar alguns dos meus textos no futuro -, publicar um livro na América do Norte ou na Europa é mais fácil do que aqui. Não sei se isso está relacionado ao fato de que nestes locais há um incentivo muito maior à leitura ou se é porque as pessoas têm uma renda maior por lá para bancar a publicação ou não, mas suspeito que estes fatores influenciem.
 
6. Quais são seus autores nacionais favoritos?
Meu Deus, mais uma pequena lista! hahahaha Vamos lá: Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Gregório de Matos, Ana Miranda, Ziraldo, Lygia Bojunga, Rubem Alves, Fabrício Carpinejar… Ah! São tantos! Difícil demais escolher só um!
 
7. Para você, qual o papel da literatura na vida de uma pessoa?
De novo, acho ruim escolher um só: o primeiro é de dar azas à imaginação e tirar o peso que a vida real às vezes nos impõe. Este é o sentido primário, que nos enche de prazer e que nos faz buscar um livro para ler. O segundo é nos tornar ágeis para perceber diversas situações e seus respectivos pontos de vistas diferenciados – que nem sempre são iguais aos nossos. Isso é primordial para fazer de um ser humano um cidadão que aprende, com os livros, a dialogar, a argumentar. Este poder que os livros têm livra muitas pessoas da submissão e da alienação.
 
8. E qual o papel da literatura na sua vida?
A literatura para mim é um refúgio, um alívio, uma inspiração, um transporte, uma rede social em que faço amigos e me apaixono, uma fonte de trabalho, uma forma de me desenvolver, de me expressar, de registrar quem eu sou. Na minha vida, a literatura é uma fênix, um elixir, que me renova e me alimenta e do qual eu serei sedenta, sempre.
Depois de ler essa entrevista até me deu vontade de parar de escrever! Como escreve bem essa menina! Hahahaha
E eu descobri agorinha mesmo que ela colocou meu livro como um dos melhores livros que ela leu em 2013! Obrigada, Fernanda! E obrigada pela entrevista! E se você quiser ler o motivo de ela achar o Coisas não ditas um dos melhores de 2013, e conhecer os outros 4 melhores, clique aqui.
Beijos pra todas! E não esqueçam de comentar e deixar uma menina feliz (eu)!