Nebraska

É sempre assim… Feriado, muito tempo pra escrever, saem vários posts. Aí é só começar a trabalhar de novo que o tempo fica escasso, o cansaço aumenta e fica mais difícil escrever. Mas até que não fiquei taaaanto tempo sem postar, vai!

Hoje ainda vou continuar falando sobre os filmes indicados ao Oscar. Ficaram faltando 3 filmes que foram indicados ao Oscar de melhor filme, mas um ainda não vi (Philomena) e o outro não quero ver (Capitão Phillips). Portanto, hoje é o dia de Nebraska.

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Como sempre, começarei falando as categorias pelas quais foi indicado. Foram 6: melhor filme, melhor direção (Alexander Payne), melhor ator (Bruce Dern), melhor atriz coadjuvante (June Squibb), melhor roteiro original e melhor fotografia. Mas, diferente dos outros posts, agora sei quem são os vencedores, e Nebraska não levou nenhum Oscar sequer. 😦

Bruce Dern e June Squibb

Bruce Dern e June Squibb

Não vou dizer que não fiquei contente com os vencedores de melhor ator e melhor atriz coadjuvante (Lupita! Lupita!), mas deu um aperto no coração ver o Bruce Dern e a June Squibb perder. Por mais terrível que seja esse pensamento, quando pessoas mais idosas são indicadas, como é o caso dos dois, sempre acho que essa pode ter sido a última chance para elas. Espero que não tenha sido. Não acho que o Oscar de melhor direção deveria ter sido dado a Alfonso Cuarón, mas também não estava torcendo para Alexandre Payne (apesar de achar que a direção estava ótima), e fiquei MUITO feliz por Ela ter ganho roteiro original, portanto não estava torcendo pra Nebraska nessa categoria e nem por melhor filme, que ganhou o verdadeiro melhor filme (12 Anos de Escravidão). Porém, tem um categoria que acho que o filme deveria ter ganhado, e essa categoria é melhor fotografia.

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A bela fotografia do filme. Percebem a diferença do preto e branco do fundo para o dos atores? Lindíssimo!

O filme foi todo filmado em preto e branco. Isso já aumenta muito a dificuldade da filmagem, pois a diferença de luz é muito singela e qualquer errinho ou algo mal pensado (como a posição de um objeto, por exemplo) pode não se converter em uma imagem muito interessante na tela, por causa dos contrastes. É necessário muito mais atenção, delicadeza e detalhe. E o que vemos na tela é uma fotografia belíssima, o que significa que foi muito bem pensada e não somente montada na pós produção, como foi o caso do vencedor da categoria, Gravidade. Acho que o filme merecia MUITO  o prêmio de melhor fotografia. Então vai aqui meu shout out pro diretor de fotografia do filme, Phedon Papamichael. Ele devia estar em casa com a estatueta dourada em sua sala nesse momento.

A Família Grant

A Família Grant

Pra quem ainda não viu e quer saber a sinopse do filme, ele conta a história de Woody Grant (Bruce Dern), um idoso que já está meio caduco das ideias e recebe uma carta dizendo que ganhou um milhão de dólares. Todos, inclusive sua esposa (June Squibb), sabem que a carta é falsa, mas ele cisma que quer ir até Nebraska buscar seu prêmio. É então que entra seu filho Dave (Will Forte), que decide levá-lo até lá, mas antes passa por alguns outros lugares, como a casa do irmão mais velho de Woody.

Will Forte

Will Forte

Eu gostei muito do filme. Além da fotografia linda, como já disse, os atores estão fantásticos (o que significa que a direção também está muito boa), e eu fiquei particularmente impressionada com Will Forte. Estou acostumada a vê-lo no programa Saturday Night Live, quando ele era do elenco fixo do show (ele ainda é? alguém sabe?), ou seja, pra mim era comum vê-lo fazendo comédia. E eu gostava muito dele no programa. Poder assisti-lo interpretando um papel que exige uma carga emocional grande e perceber que ele deu conta do recado muito bem foi uma satisfação muito grande (sim, eu sou do tipo de pessoa que considera os atores/cantores que gosta quase como amigos). Gostei muito de sua atuação bem na medida, o que é difícil para um ator de comédia escrachada como ele. O filme também é muito interessante ao retratar as relações familiares e de amizade e como simples ações podem modificar, para melhor ou pior, o dia de alguém. É um filme bonito, tecnicamente e tematicamente, simples e que faz pensar.

O diretor Alexandre Payne dirigindo o ator principal Bruce Dern

O diretor Alexandre Payne dirigindo o ator principal Bruce Dern

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