Garota, Interrompida (resenha)

Muita gente viu o filme Garota, Interrompida, lançado em 1999 (wow, eu tô velha!), com Angelina Jolie e Winona Ryder. Porém, talvez poucas pessoas saibam que esse filme é baseado no livro de mesmo nome, escrito pela Susanna Kaisen, personagem principal do livro e do filme. O livro é uma espécie de autobiografia, onde Susanna, hoje em dia uma renomada escritora, seus dias em uma instituição psiquiátrica, que nos idos de 1960, época em que ficou internada, era chamada de hospício ou manicômio mesmo.

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Na instituição, Susanna, além de acabar se conhecendo mais, o que nada tem a ver com seus terapeutas e médicos, conhece outras meninas em situações parecidas ou piores que ela, ou seja, elas tem problemas psicológicos parecidos ou piores que os seus. Ao meu ver, todas tem situações piores que as dela. Mas a verdade é que temos essa impressão porque, durante o livro, ela fala mais sobre suas amigas de instituição do que dela, apesar de ser ela que está passando pelas experiências. Mas, ao enxergar a vida dentro de uma instituição de psiquiatria pelos olhos de suas amigas, ela acaba se enxergando mais, além de ser mais fácil essa saída.

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A “sinopse” do livro

O livro é muito bem escrito. Talvez por ser uma autobiografia, facilite o processo de escrita. À medida que Susanna escreve, sentimos que estamos lá com ela. Na verdade, parece que somos ela. E o que me deu mais medo é que me identifiquei MUITO com ela. Ou seja, eu poderia estar em uma instituição psiquiátrica. Porém, talvez se eu estivesse nos anos 60, onde ser e pensar diferente, dizer sua opinião (e ter uma opinião), se sobrepôr aos demais e não querer seguir o que  sociedade manda (e o que é a sociedade, afinal?) eram características consideradas de maluco, ainda mais sendo você mulher. O livro te faz refletir muito sobre o que é a loucura, quais são seus limites, e se ser maluco não é somente ser diferente e não seguir padrões. Eu amei, e recomendo a todos. Livros que te deixam dias pensando, e que te deixam sem palavras, como esse me deixou, são sempre bons. Os melhores, na minha opinião.

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Do aspecto técnico, também gostei muito. Gostei das divisões de parágrafos, de todo o layout, que deixou um livro com uma cara meio homogênea, todo branco, como se você estivesse nos corredores brancos dos hospitais psiquiátricos. E tradução está ótima, parece não perder nada, porém precisaria ler o livro original para saber ao certo. É um livro nota 5 mil. 

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Garota, Interrompida

Susanna Kaysen

Editora Única

 

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