Zaz

Não, essa ai em cima não e uma onomatopeia do som que o Chaves costumava fazer quando ficava empolgado, esse e o codinome e nome artísticode Isabelle Geffroy.

zaz

Zaz e uma cantora francesa que meu amigo Daniel teve a genial de ideia de me apresentar. E agora estou viciada! Que voz! Que musicalidade! Que musicas gostosas de ouvir e deliciosas pra dançar! E super, super francesas (quem costuma ver bastante filme francês e presta atenção na trilha sonora vai concordar comigo, principalmente quem viu Chansons D`amour).

Confesso que não sou a melhor pessoa pra falar de algo que gostei muito porque fico totalmente tomada pela emoção e meus sentimentos, então acho melhor Zaz falar por si mesma.

Ok, mas quem e Zaz realmente, além de uma cantora que não consigo parar de ouvir? Como eu disse, Zaz nasceu dia primeiro de maio (portanto, taurina como eu!) de 1980, em Tours, na França. Ela e considerada uma cantora que mescla “musica francesa“ com gypsy jazz. Tem dois cds lançados, Zaz, de 2010, e Recto Verso, de 2013. A musica que coloquei acima, Je Veux, foi a primeira musica a ficar conhecida de seu primeiro álbum. Comparada a Edith Piaf por causa de seu jeito de cantar, seu primeiro cd chegou a numero um nas paradas francesas depois de 6 semanas do lançamento

zaz2

A voz dela e muito diferente mesmo e as musicas são totalmente diferentes do que estamos acostumados a ouvir. Obviamente, já que ela vem de outra cultura com outros ritmos. Gosto muito do jeito que usa a voz para imitar instrumentos, algo muito comum no jaz, na verdade. Mas como sua voz “vibra“ um pouco, deixa a musica bem diferente. E e nesse vibrato da voz que e comparada a Edith Piaf. Apesar de ela ter uma voz mais pra aguda, que eu não costumo gostar (não suporto vozes finas, por isso e muito incomum eu gostar de vocais femininos), a voz dela e tão singular  e diferente que eu gosto.

zaz-2011-09-001

Outro ponto positivo dela e seu jeito louquinho e diferente, que passa a imagem – e a mensagem – que você pode ser do jeito que quiser, não precisa seguir padrões, uma coisa que eu, pessoalmente, odeio (os padrões, quero dizer). Alguns podem falar que a musica esta em francês e não da pra entender o que ela fala, mas o som e tão bom de ouvir, tão empolgante, que você nem pensa que esta ouvindo uma musica em uma língua que não compreende. Sem contar que na internet da pra achar a tradução de todas as letras, como essa, que eu achei linda.

La Fee (A Fada)

Eu também tenho uma fada em casa.
Sobre as calhas, em cascata.
Eu encontrei-a sobre um telhado.
A asa queimando.
Era uma manhã, e cheirava a café.
Tudo estava coberto de gelo,
Ela estava escondida sob um livro.
E Lua, acabou tonta
Eu também tenho uma fada em casa
E sua asa esta queimada.
Ela deve saber que ela não pode.
Não poderá nunca mais voar.
Outros já tentaram antes dela.
Antes de você, havia uma outra aqui.
Eu encontrei-a debaixo das asas,
E eu pensei que ela tinha frio
Eu também tenho uma fada em casa

Do alto das minhas prateleiras, olha para cima …
A televisão ,pensando
Que la fora é a guerra.
Ela lê diversos periódicos
E fica em casa
Na janela, contando as horas
Na janela, contando as horas

Eu também tenho uma fada em casa.
E quando ela esta almoçando
Ela faz um barulho com suas asas queimadas
E eu sei que ela está perturbada
Mas eu prefiro acolhê-la
Ou mantê-la entre meus dedos
Eu também tenho uma fada em casa
Que gostaria de voar, mas não pode fazê-lo.

297227-nouvelle-star-zaz-avait-passe-le-diapo-2

E uma boa noticia pra quem se interessou pela Zaz e sua musica – ela vai fazer show aqui no Brasil! SIM, 4 shows em 3 cidades. Dia 19 de marco em Belo Horizonte (Sesc Palladium), dia 20 no Rio (no Circo Voador – yay!) e dias 22  e 23 em São Paulo (no Sesc Pompeia). Eu vou com certeza! Quem vai também?

E pra terminar, mais uma musica animada da Zaz, pra te dar mais vontade ainda pra ir no show!

Se você quer ouvir  as musicas de Zaz, mas ta com preguiça de procurar, só clicar aqui!

Nebraska

É sempre assim… Feriado, muito tempo pra escrever, saem vários posts. Aí é só começar a trabalhar de novo que o tempo fica escasso, o cansaço aumenta e fica mais difícil escrever. Mas até que não fiquei taaaanto tempo sem postar, vai!

Hoje ainda vou continuar falando sobre os filmes indicados ao Oscar. Ficaram faltando 3 filmes que foram indicados ao Oscar de melhor filme, mas um ainda não vi (Philomena) e o outro não quero ver (Capitão Phillips). Portanto, hoje é o dia de Nebraska.

NEBRASKA-MOVIE-01-1024x734

Como sempre, começarei falando as categorias pelas quais foi indicado. Foram 6: melhor filme, melhor direção (Alexander Payne), melhor ator (Bruce Dern), melhor atriz coadjuvante (June Squibb), melhor roteiro original e melhor fotografia. Mas, diferente dos outros posts, agora sei quem são os vencedores, e Nebraska não levou nenhum Oscar sequer. 😦

Bruce Dern e June Squibb
Bruce Dern e June Squibb

Não vou dizer que não fiquei contente com os vencedores de melhor ator e melhor atriz coadjuvante (Lupita! Lupita!), mas deu um aperto no coração ver o Bruce Dern e a June Squibb perder. Por mais terrível que seja esse pensamento, quando pessoas mais idosas são indicadas, como é o caso dos dois, sempre acho que essa pode ter sido a última chance para elas. Espero que não tenha sido. Não acho que o Oscar de melhor direção deveria ter sido dado a Alfonso Cuarón, mas também não estava torcendo para Alexandre Payne (apesar de achar que a direção estava ótima), e fiquei MUITO feliz por Ela ter ganho roteiro original, portanto não estava torcendo pra Nebraska nessa categoria e nem por melhor filme, que ganhou o verdadeiro melhor filme (12 Anos de Escravidão). Porém, tem um categoria que acho que o filme deveria ter ganhado, e essa categoria é melhor fotografia.

cannes13_nebraska-thumb-630xauto-38498
A bela fotografia do filme. Percebem a diferença do preto e branco do fundo para o dos atores? Lindíssimo!

O filme foi todo filmado em preto e branco. Isso já aumenta muito a dificuldade da filmagem, pois a diferença de luz é muito singela e qualquer errinho ou algo mal pensado (como a posição de um objeto, por exemplo) pode não se converter em uma imagem muito interessante na tela, por causa dos contrastes. É necessário muito mais atenção, delicadeza e detalhe. E o que vemos na tela é uma fotografia belíssima, o que significa que foi muito bem pensada e não somente montada na pós produção, como foi o caso do vencedor da categoria, Gravidade. Acho que o filme merecia MUITO  o prêmio de melhor fotografia. Então vai aqui meu shout out pro diretor de fotografia do filme, Phedon Papamichael. Ele devia estar em casa com a estatueta dourada em sua sala nesse momento.

A Família Grant
A Família Grant

Pra quem ainda não viu e quer saber a sinopse do filme, ele conta a história de Woody Grant (Bruce Dern), um idoso que já está meio caduco das ideias e recebe uma carta dizendo que ganhou um milhão de dólares. Todos, inclusive sua esposa (June Squibb), sabem que a carta é falsa, mas ele cisma que quer ir até Nebraska buscar seu prêmio. É então que entra seu filho Dave (Will Forte), que decide levá-lo até lá, mas antes passa por alguns outros lugares, como a casa do irmão mais velho de Woody.

Will Forte
Will Forte

Eu gostei muito do filme. Além da fotografia linda, como já disse, os atores estão fantásticos (o que significa que a direção também está muito boa), e eu fiquei particularmente impressionada com Will Forte. Estou acostumada a vê-lo no programa Saturday Night Live, quando ele era do elenco fixo do show (ele ainda é? alguém sabe?), ou seja, pra mim era comum vê-lo fazendo comédia. E eu gostava muito dele no programa. Poder assisti-lo interpretando um papel que exige uma carga emocional grande e perceber que ele deu conta do recado muito bem foi uma satisfação muito grande (sim, eu sou do tipo de pessoa que considera os atores/cantores que gosta quase como amigos). Gostei muito de sua atuação bem na medida, o que é difícil para um ator de comédia escrachada como ele. O filme também é muito interessante ao retratar as relações familiares e de amizade e como simples ações podem modificar, para melhor ou pior, o dia de alguém. É um filme bonito, tecnicamente e tematicamente, simples e que faz pensar.

O diretor Alexandre Payne dirigindo o ator principal Bruce Dern
O diretor Alexandre Payne dirigindo o ator principal Bruce Dern

And the Oscar goes to…

And there goes the Oscars… E vou dizer, veio com boas surpresas – e muitos “eu já sabia”.

As boas surpresas, que me deixaram tão feliz que ate chorei foram o premio de atriz coadjuvante para Lupita Nyong’o. Como Jennifer Lawrence havia ganhado o Globo de Ouro, achei que levaria o Oscar também. Ainda bem que não levou. Foi lindo e emocionante ver a Lupita linda no palco, emocionada fazendo o discurso, levando mais que merecidamente esse premio que era dela e de mais ninguém. Como eu disse no post sobre o filme 12 Anos de Escravidão, que atuou brilhantemente e nenhum papel indicado era tão desafiador quanto o dela. Lágrimas a aplausos de pé para essa atriz iniciante que com certeza vai longe. Outra maravilhosa surpresa foi 12 Anos de Escravidão ter ganhado o melhor filme. Esse merecia mais ainda. O filme e impecável, não há nada errado nele e ainda e o mais emocionante de todos. A alegria do diretor Steve McQueen era contagiante e dava pra ver quão importante o filme era pra ele. Dessa vez, o Oscar acertou em cheio.

12 Anos de Escravidao ganhando Melhor Filme
12 Anos de Escravidão ganhando Melhor Filme

Agora, premios que eu ja sabia que seriam dados para eles foram melhor ator para Matthew McConaughey e melhor ator coadjuvante para Jared Leto. Ambos foram merecidos, porque os dois estão ótimos no filme Dallas Buyers Club, mas eu vibrei muito mais com a vitória do Jared (ate porque todos sabem para quem eu estava torcendo pro premio de melhor ator). Que homem, que discurso. Se você perdeu, clique aqui e veja como foi um discurso bonito.

Jared Leto e Lupita Nyong'o recebendo seus premios de melhor ator e atriz coadjuvantes
Jared Leto e Lupita Nyong’o recebendo seus premios de melhor ator e atriz coadjuvantes

Os prêmios técnicos foram quase todos para Gravidade, e também já era de se esperar. Eu não vi o filme, mas namorado viu e disse que o som estava realmente primoroso e os efeitos especiais também, portanto foram merecidos. Porem, ele não concordou com o premio de melhor diretor para Alfonso Cuaron. Eu fiquei feliz por ele ter ganho porque 1. achei o máximo um mexicano e não americano ganhar um Oscar de melhor direção. 2. ele sempre será um eterno charolastra (para entender, veja o filme Y tu mama tambien) e eu sempre o amarei. Porem, não estava torcendo pra ele, e sim para o Steve McQueen, de 12 Anos de Escravidão. Se bem que ontem vi Nebraska (resenha aqui mais adiante) e o diretor Alexander Payne também merecia (assim como o diretor de fotografia). Comemoramos muito a vitória de Ela por roteiro original e 12 Anos de Escravidão como roteiro adaptado também.

O cineasta brasileiro Eduardo Coutinho
O cineasta brasileiro Eduardo Coutinho

Um momento emocionante foi a lembrança das pessoas do mundo do cinema que faleceram no ultimo ano, e pra mim (e namorado) foi mais emocionante ainda por eles terem incluído o cineasta Eduardo Coutinho em sua lista. Nunca imaginamos que isso iria acontecer, mas foi muito bem lembrado, porque Eduardo Coutinho foi um documentarista excelente. Tivemos a sorte de ver uma palestra dele na FLIP (Feira Literária de Paraty) no ano passado e foi, de longe, a melhor palestra que assistimos. Me senti muito honrada por poder ter estado presente naquele dia e fiquei feliz por ele ter sido lembrado no Oscar, porque ele foi realmente uma grande perda que tivemos esse ano.

Joe & Emma
Joe & Emma

E um momento que eu gostei muito foi a apresentação do Joe (Joseph Gordon Levvitt para os não íntimos hehe) com a Emma Watson. Adoro os dois (o Joe por ser o Joe –  e por eu conhece-lo desde que ele tem 12 anos de idade em 3rd Rock from the sun – e a Emma por Harry Potter, lógico) e vê-los apresentar um premio juntos foi uma coisa fofa. Sim, isso foi total coisa de fã. Adorei também a apresentação da Pink (ou Alicia Moore, como lembrou Whoopi Goldberg)na homenagem ao Magico de Ozz e Judy Garland. A performance dela só deixou claro que ela e uma cantora fabulosa, de uma voz belíssima, que pode cantar todo tipo de musica. E sempre será uma das minhas cantoras favoritas!

Pink cantando Somewhere over the rainbow
Pink cantando Somewhere over the rainbow

E claro, a famosa foto de Ellen com aquele bando de ator a atriz maravilhosos não tem nem o que falar, né? Queria essa foto pra colocar na minha parede e dizer que são todos meus amigos! Hahahahaha Melhor selfie EVER!

A melhor selfie existente no planeta!
A melhor selfie existente no planeta! So de ter a Meryl Strip já esta mais que perfeito!

Enfim, essas são minhas considerações sobre o Oscar. E o que vocês acharam? Quem vocês queriam que tivesse ganhado e não ganhou? Quem ganhou e vocês não concordaram? Tell me!

Lista Completa dos Vencedores do Oscar 2014

MELHOR FILME

12 Anos de Escravidão

MELHOR ATOR

Matthew McConaughey, por Clube de Compras Dallas

Matthew McConaughey e Cate Blanchet, vencedores das categorias melhor ator e atriz
Matthew McConaughey e Cate Blanchet, vencedores das categorias melhor ator e atriz

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett, por Blue Jasmine

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Jared Leto, por Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão

MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón, por Gravidade

Alfonso Cuaron
Alfonso Cuaron

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Ela, escrito por Spike Jonze

Spike Jonze
Spike Jonze

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

12 Anos de Escravidão
MELHOR ANIMAÇÃO
Frozen: Uma Aventura Congelante
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Grande Beleza (Itália)
MELHOR DOCUMENTÁRIO
A Um Passo do Estrelato

DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM
The Lady in Number 6: Music Saved My Life

TRILHA SONORA
Steven Price, por Gravidade
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Let it Go, de Frozen – Música e letra de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez
FIGURINO
O Grande Gatsby

O Grande Gatsby
O Grande Gatsby

CABELO E MAQUIAGEM

Clube de Compras Dallas
MELHOR CURTA
Helium
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
Mr Hublot
MELHOR EDIÇÃO

Gravidade

EFEITOS VISUAIS

Gravidade

Gravidade, o grande vencedor dos premios tecnicos
Gravidade, o grande vencedor dos prêmios técnicos

FOTOGRAFIA

Gravidade

DESENHO DE PRODUÇÃO

O Grande Gatsby

EDIÇÃO DE SOM
Gravidade
MIXAGEM DE SOM

Gravidade

Clube de Compras Dallas

Começo dizendo que não sei se vou poder falar tão bem de Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, no original) porque assisti o filme inteiro com uma baita dor de cabeça e tive até que sair do cinema antes do filme acabar porque estava passando muito mal (mas já consegui assistir o filme até o fim). Mas vamos lá.

51IXxLGbmVL

Dallas Buyers Club (acho incrivelmente difícil chamar o filme pelo seu título no Brasil, até porque deveria ter sido traduzido como Clube de Compras DE Dallas, e não Clube de Compras Dallas) está indicado a 6 Oscars: melhor ator (Matthew McConaughey), melhor ator coadjuvante (Jared Leto), melhor roteiro original, melhor maquiagem e cabelo, melhor montagem e melhor filme. Eu tenho quase certeza que Matthew McConaughey e Jared Leto ganham melhor ator e melhor ator coadjuvante respectivamente, porque ambos emagreceram MUITO pra interpretarem dois homens que tem AIDS. E nossa, eles estão irreconhecíveis mesmo, principalmente Matthew (quem viu Réquiem de um sonho – que, aliás, é maravilhoso – lembra do Jared fisicamente diferente, por causa do personagem drogado). É de costume o Oscar dar o prêmio para atores e atrizes que se modificaram fisicamente (vide Charlize Theron em Monster e Nicole Kidman em As Horas, só para citar alguns), por isso é praticamente certo que eles levem a estatueta. Apesar de eu torcer muito para Chiwetel ganhar por 12 Anos de Escravidão, não ficarei tão triste por Matthew ganhar, porque ele está realmente bem. Dá pra ver que ele deixou pra trás mesmo os papéis bobos e superficiais que fazia em comédias românticas e está se tornando um ator de qualidade. É muito bom ver alguém crescer em sua profissão desse jeito – e confesso que fico ainda mais feliz por ser ele, por todo o amor que ele tem pelo Brasil (sendo casado com a Camila Alves e tal).

Matthew e Jennifer Garner, a médica do filme
Matthew e Jennifer Garner, a médica do filme

Já Jared, eu tinha certeza que ia deixar de torcer pelo Jonah Hill quando o visse interpretando nesse filme. Jared é um puta ator, e só demonstra mais ainda seu talento em Dallas Buyers Club. Ele interpreta um travesti que tem AIDS e se torna parceiro do personagem de Matthew quando ele começa a trazer remédios experimentais que não são permitidos pelo FDA (orgão que controla e legaliza os remédios nos EUA) para tratar os que tem o vírus HIV. Jared se entrega totalmente ao personagem e não o faz de forma estereotipada nem com trejeitos exagerados. Amazing!

Jared Leto
Jared Leto

Gostei de ver a evolução do personagem de Matthew e o jeito como lida com as pessoas e com sua doença. E como ele acaba afetando as outras pessoas, como a personagem de Jennifer Garner, uma médica que está liderando a experimentação com o AZT, dado aos pacientes com o vírus. Jennifer está como sempre em todos os filmes que faz: bem, mas não extraordinária.

O diretor  Jean-Marc Vallée dando instruções a Matthew McConaughey
O diretor Jean-Marc Vallée dando instruções a Matthew McConaughey

Merece o prêmio de cabelo e maquiagem, com certeza, e tem tomadas muito boas. Do mais, realmente não tenho o que falar. Eu queria não ter estado com dor de cabeça o filme inteiro! Eu até pedi pro namorado escrever sobre o filme aqui, já que ele viu de verdade, mas ele não quis…

PS. Falei uma besteira outro dia aqui. O Oscar será apresentado somente pela Elle Degeneres, Seth McFarland não será co-host. E passa hoje, à partir das 20:30, na TNT (Globo não vai transmitir por causa do – eca! – carnaval). O canal E! já começou a transmitir o tapete vermelho, então se você gosta de ver as celebridades chegando, liga lá agora!

Ela

Ela (Her, no original) é um filme sensível e, ao mesmo tempo, inquietante. Inquietante porque te faz pensar, racionar, e pode até fazer você errar a entrada da rua do seu amigo (não é, Alexandre?).

images

Ela é um filme fora dos padrões. Padrões Hollywoodianos, quero dizer. Não vá esperando um filme cheio de ação, muito diálogo (apesar de ter bastante), e fórmulas clichés, daquelas que você sabe tudo que vai acontecer. A história já é totalmente diferente do que você está acostumado a ver por aí. Um homem solitário, recém-separado (ok, não tão recém assim, mas ele ainda sofre pela separação), compra um sistema operacional que é como uma inteligência artificial, só que ele (ou melhor, ela, já que o personagem escolhe uma voz feminina para seu sistema) aprende com suas experiências. Assim, Theodore se apaixona por ela, que tem até nome (Samantha). Para pessoas que tem um pouco de dificuldade de entender coisas ligadas a informática, como eu, fica um pouco difícil de entender como Samantha funciona (precisei da ajuda dos estagiários, também conhecidos como namorado e Alexandre, para entender), mas a parte da relação entre eles qualquer um pode entender. E qualquer um pode fazer várias suposições e análises sobre isso. Não quero falar mais pra não entregar mais do filme que é uma delícia de assistir.

Joaquim Phoenix como Theodore, conhecendo Sam pela primeira vez
Joaquin Phoenix como Theodore, conhecendo Sam pela primeira vez

Ela está indicado em 5 categorias: melhor filme, melhor roteiro original, melhor trilha sonora, melhor design de produção e melhor canção original (The Moon Song), que é realmente uma gracinha, mas fica melhor quando a voz do Joaquin Phoenix se junta a da Scarlett, porque a voz dela é bem chatinha.

Eu acho que faltaram algumas indicações, como melhor direção (Spike Jonze merece) e melhor atriz coadjuvante para Amy Adams, que estava bem melhor do que está em seu papel em Trapaça. Mas acredito que não tenha sido indicada exatamente pela indicação a melhor atriz em American Hustle. Poderia ter sido indicado também como melhor montagem e melhor fotografia.

Joaquin Phoenix e Amy Adams
Joaquin Phoenix e Amy Adams

Gostei muito das cenas salpicadas, como se fossem memórias. Sei que é um recurso comum, mas nesse filme se encaixou muito bem e as cenas escolhidas são muito bonitas. Gostei muito da fotografia do filme também (por isso gostaria que tivesse sido indicado para melhor fotografia), com suas cores vermelha e amarela em destaque e um estilo meio vintage, como se todo o filme fosse uma grande fotografia antiga. Lindas escolhas, caíram muito bem para a temática.

O diretor Spike Jonze dando instruções para Joaquin Phoenix e Amy Adams
O diretor Spike Jonze dando instruções para Joaquin Phoenix e Amy Adams

Não posso esquecer dos atores que fazem pontas no filme, aparecem por pouco tempo, mas estão muito bem, alguns dele longe da zona de conforto deles, como Chris Pratt. Conheci Chris Pratt no seriado Everwood (chorava litros!), ele ainda estava começando, então vê-lo atuar em um filme dessa categoria me enche de orgulho (como se ele fosse meu amigo íntimo, né?). Tem também Scarlett Johanson, que não é coadjuvante, já que ela é a voz de Samantha, mas não aparece em vídeo, só a voz mesmo. E ela consegue demonstrar todas as variações de sentimentos de Sam só com a voz, mas já esperamos isso de Scarlett, né?

Rooney Mara, Olivia Wilde, Chris Pratt e a voz de Scarlet Johanson
Rooney Mara, Olivia Wilde, Chris Pratt e a voz de Scarlett Johanson

E você já viu Ela? Me diga o que achou!

E não esqueça de comentar no coraçãozinho ali em cima, gosto de saber a opinião de vocês, sempre!

E bom carnaval pra todos, quer você goste ou não (como eu), porque 4 dias de folga não é de se jogar fora, mesmo tendo que enfrentar a loucura que fica a cidade nessa época (pelo menos, o Rio de Janeiro).