Uma Aventura Congelante

Eu finalmente vi Frozen! Yay! Fogos estourando, pessoas batendo palmas, gritos de “uhu!”. Eu estou há não sei quanto tempo morrendo de vontade de ver Frozen. Queria ver no cinema, não vi. Queria ver quando saiu no Now da Net, não vi. Na verdade, vi por exatos 11 minutos na casa dos meus pais, porque eles tinham comprado no dia anterior, mas aí acabou o limite de tempo da compra, e o filme parou no meio, para a minha imensa frustração. “Por que você não baixou então, Livia?”, você pode me perguntar. Porque eu sou uma velha ignorante que não sabe baixar filmes. Pois é. Por isso, fiquei esperando loucamente o filme aparecer no Netflix ou ficar disponível de novo no Now. E foi o que aconteceu! E eu vi! E eu não poderia estar mais feliz!

Olaf e Sven, meus personagens favoritos do filme.

Olaf e Sven, meus personagens favoritos do filme.

Antes de começar, já aviso que contém spoilers, então se você ainda não viu o filme e pretende ver, pare de ler aqui! Ok, aviso dado, vamos continuar.

O filme é um pouco diferente do que imaginei. Por exemplo, pensei que a Elsa fosse quem aparecesse mais, mas, na verdade, a personagem principal de verdade é a Anna. Ainda bem, porque ela é muito mais legal! Toda desengonçada, maluquinha e coloca a família a frente de tudo, parece com alguém que conheço (eu! eu!). A cena da primeira música dela quando “grande”, em que ela está feliz porque os portões vão abrir, é uma das melhores do filme. Achei genial ela interagir com os quadros do salão, além de divertido e bonito, isso também mostra que ela realmente era uma pessoa sozinha, que só tinha os quadros pra falar. Gostei de Disney fazer uma personagem principal não-perfeita, nem um pouco graciosa e de movimentos perfeitos, e totalmente impulsiva. Gosto de ver a Disney desmistificando seus próprios filmes e premissas (palavras de uma amiga minha que é psicóloga), acho que perceberam que a época de personagens perfeitos já passou. Agora o que tem graça são os imperfeitos, mais reais, pessoas com quem o público consegue se identificar, mesmo em desenhos. Acredito que isso também aconteça porque, como nós sabemos, eles não fazem as animações só para crianças, e para os adultos quererem levar as crianças para as salas de cinema, eles tem que gostar do filme também e ver que está passando uma mensagem que ele quer passar para sua criança. Eu nunca levaria minha filha para ver um filme onde a princesa só fica feliz e só consegue fazer algo quando encontra um homem, por exemplo (como eram as princesas de antigamente). É bom saber que a Disney está entendendo a nossa geração e modificando sua fórmula.

Princesa Anna, completamente real. Nada de já acordar linda e graciosa.

Princesa Anna, completamente real. Nada de já acordar linda e graciosa.

Além da desmistificação, eu notei algumas referências no filme. Não sei se é maluquice da minha cabeça, mas a cena onde o Olaf canta sobre o verão (tadinho!) e ele dança com uns pássaros é igual a cena de Mary Poppins que o Bert dança com os pinguins. A coreografia é a mesma (um pedaço dela, porque a cena da dança de Mary Poppins é bem maior), as roupas são as mesmas, inclusive as cores, o chapéu e a bengala! Teve uma outra cena também que, enquanto eu estava vendo, achei igual a uma de A Noviça Rebelde. Quando acabou o filme eu já não lembrava mais qual era, porque minha memória é uma porcaria muito boa, mas aí, outra referência. E somente a dois filmes que são os meus favoritos! Amei! Se alguém tiver achado outras referências, escreva nos comentários! Isso de colocar referências de filmes tem sido uma constante em filmes de animação, o que é muito interessante e mostra, mais uma vez, que as animações não são feitas somente para crianças (aí uma desculpa para dar quando alguém pergunta “com essa idade e vendo desenho?”).

Kristoff, o príncipe não-príncipe.

Kristoff, o príncipe não-príncipe.

Outra coisa muito legal é o fato do “príncipe encantado” não ser um príncipe de verdade, mas isso até que tem acontecido bastante (vide Enrolados). E ele também não é um cara perfeito, o que é ÓTIMO! Mas, falando em príncipes, fiquei chocadérrima quando descobri que Hans era mau! Passei o filme todo pensando “poxa, como ela vai escolher entre o Kristoff e o Hans se os dois são tão legais e bonzinhos?”, aí me vem o Hans e mostra que é um tremendo babaca! Ok que foi bem melhor porque ninguém ficou sofrendo na parada, mas eu não estava esperando mesmo por esse desfecho dele. Palmas para Disney que não foi previsível!

Elsa sendo sexy.

Elsa sendo sexy.

A Elsa foi uma personagem que achei que poderia ter sido melhor explorada. Ela foi a personagem que achei mais cliché e mais chatinha. Ok que ela não tinha os pais pra ensinarem a conviver com seus poderes (se bem que teve, né, quando eles morreram ela já estava mais velha), mas anos se passaram e ela não sabe lidar com eles? E depois fica toda sem saber o que fazer quando vão buscá-la  e fala que “o sofrimento não tem fim”? Ai, queria bater na cara dela e falar “supera, querida!”. Mas ok, ela não apareceu tanto e, como eu já disse antes, ainda bem. Mas achei muito engraçado como ela se transformou de uma pessoa super recatada para super sexy. Repararam como ela começou a andar de um jeito sensual depois que mudou a roupa e o cabelo? Talvez a transformação tenha realmente feito bem pra ela e ela ficou se sentindo “toda-toda”. Pois é, eu não gostei mesmo do jeito que a personagem foi explorada pelos escritores, mas ainda bem que teve todo o resto do filme e todos os outros personagens, né?

Olaf amando o verão (tadinho!).

Olaf amando o verão (tadinho!).

E ainda bem mais ainda que tinha o Olaf e o Sven, os MELHORES personagens do filme inteiro! Eu sempre gosto dos “sidekicks”, não tem jeito. Em Aladdin, amo o Abu. Mesmo não tendo gostado de Enrolados, adorei o camaleãozinho da Rapunzel. O que era o Olaf apaixonado pelo verão? Um boneco de neve apaixonado pelo verão? Melhor ideia (sim, caiu o acento de “ideia”) ever! Mas fiquei morrendo de medo de, no final, ele derreter. Um dos melhores personagens ia morrer! Ainda bem que a Elsa fez algo de bom no filme e deu pra ele uma nevasca particular! Amei amei amei! E o Svan? Eu queria aquela rena pra mim, gente! Será que pode ter rena de estimação? Que coisa fofucha que ele era!

Enfim, no final, eu gostei muitíssimo do filme, achei uma fofura, uma das melhores animações de princesa que vi nos últimos tempos, e agora quero ver legendado pra ouvir a Kristen Bell sendo a Anna e ver como é a voz do Olaf (Fábio Porchat fez um ótimo trabalho na versão dublada!) e todas as músicas em inglês! E se antes eu já ficava cantando Let it go o tempo todo em casa (e no trabalho, para alegria dos amiguinhos), imagina agora!

Sven fofo toda vida!

Sven fofo toda vida!

4 comentários sobre “Uma Aventura Congelante

  1. Gostei da resenha! Nunca consigo ser tão detalhista porque esqueço os detalhes dos filmes logo depois de assistir, minha memória com certeza é pior que a sua! rs

    E é mesmo um fato isso que você diz sobre a Disney estar mudando as princesas para adequá-las aos novos tempos e o quanto isso será melhor para nós mulheres e nossas futuras filhas! Personagens mais reais, mesmo nas animações, são muito mais divertidas também! 🙂

    Beijos!

    Clá | blog Uma Garota Carioca

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