Buenos Aires – Parte II

Olá pessoas!

Como hoje tá parecendo sábado pra mim (é feriado aqui no Rio de Janeiro, então tô o dia todinho em casa), e sábado passado não teve post sobre Buenos Aires, hoje resolvi falar mais um pouquinho sobre essa cidade que é tão maravilhosa pra mim. E como feriado (e sábados) combina com muita comilança, vou hoje falar de gordices gostosas da capital Argentina.

Quem convive com a minha pessoa sabe o quanto sou viciada em café. E não tem programa melhor pra mim do que ir numa cafeteria (seguido de um cineminha). Então, obviamente, eu fui em vários cafés por Buenos Aires. Na verdade, até quando eu não queria ir em um café e meu estômago estava urrando por uma comida “de verdade”, eu tinha que ir em um café porque era o único estabelecimento alimentício aberto na hora em que parava para comer. É que lá em Buenos Aires funciona assim: os restaurantes abrem para o almoço por volta das 11h, 12h, mas fecham por volta das 14h, só abrindo novamente lá pelas 18h, 19h pro jantar. Como eu e marido não parávamos o que estávamos fazendo para poder almoçar, sempre que tínhamos um tempo livre e nossas barrigas finalmente sentiam fome já tinha passado das 14h, então tínhamos que comer medialunas e beber capuccinos mesmo (tirando um dia que comemos uma carne maravilhosa em uma mega botecão, mas isso é outra história). Portanto, se vocês não quiserem passar seus dias por lá a base de pão e café, se programem direitinho para o almoço!

Enfim, vamos aos cafés!

1. Abuela Goye

O Abuela Goye não é só uma cafeteria, é também o lugar com o melhor alfajor de Buenos Aires! Eles vendem vários chocolates e, em algumas lojas (como a do Galerías Pacífico) também tem sorvete. E é um dos lugares com doces mais gostosos que já fui. Lembro que uma vez comi um waffle que estava maravilhoso. Como a Abuela Goye é uma franquia bem grande e conhecida, tem lojas em vários pontos da cidade. Eu visitei as da Galerías Pacífico e uma que fica em Puerto Madero que, aliás, foi minha salvação no dia, porque eu já estava quase desmaiando de tanta fome!

O atendimento, tanto em uma loja quanto na outra, foi muito bom. Por mais que você ache que não, eles sempre sabem quando você não é argentino e fazem um esforço maior pra te entender. Por isso que nunca entendi essa fama do argentino de ser esnobe e antipático porque todas as vezes que fui pra lá fui super bem atendida (menos nas lojas) e todos pareceram gostar muito do Brasil e querer saber mais sobre nosso país. E é por esse motivo que odeio esteriótipos.

Capuccino delícia no Abuela Goye

Capuccino delícia no Abuela Goye

O clima do Abuela é uma delícia, parece mesmo uma casinha de vovó, talvez pelos móveis de madeira e a decoração das lojas. Dá pra passar a tarde inteira por lá e, se bater uma fome maior, eles também servem pratos de comida (talvez não o dia inteiro e nem em todas as filiais), como saladas e sopas.

O Abuela de Puerto Madero fica na rua Alicia Moreau de Justo, 540, e a Galerías Pacífico fica na rua Florida, a rua mais conhecida e mais turística de Buenos Aires, no Centro.

2. Balcarce

O Balcarce foi um café que fomos bem rapidinho, num desses dias de fome desesperada, mas já estava fechando, então nem pudemos aproveitar muito dele, sentir o clima do lugar e tal. Mas deu pra saber que eles tem uma das medialunas mais gostosas que comemos por lá. Pedimos sanduíche de presunto e queijo (ou jamón y queso) na medialuna, que foi basicamente a nossa refeição por lá, e ele estava delicioso. A medialuna não era tão doce quanto a da maioria dos lugares em que comemos (a medialuna, diferente do croissant, é mais adocicada), então a mistura de sabores ficou melhor. De bebida, eu tomei um capuccino simples, que veio todo bonito, numa taça (acho que taças dão um toque todo especial). Mas o que mais gostei na minha bebida escolhida foi o acompanhamento dela. Ou melhor, os acompanhamentos. Além de vir não um, mas dois biscoitinhos amanteigados, veio também um mini alfajor. UM MINI ALFAJOR! Sabe, aquilo que todo mundo fica louco pra comprar quando vai à Argentina? EU GANHEI DE GRAÇA! Acho que esses agradinhos fazem toda a diferença na hora de você querer voltar a um lugar. Isso e o atendimento, claro.

Nossos sanduíches na medialuna.

Nossos sanduíches na medialuna.

Falando em atendimento, gostei muito. Como eu disse, o café estava prestes a fechar e, mesmo assim, fomos muito bem tratados e nem nos atenderam como se quisessem que comêssemos logo para eles poderem ir pra casa. Apesar de parecer absurdo, isso acontece, e muito (infelizmente). Acho que vou fazer isso agora para medir o bom atendimento de um lugar, ir sempre na hora de fechar. Se me tratarem bem é porque os atendentes são realmente bons! Hahaha Que maldade!

Como a Abuela Goye, eles também estão em várias localizações, mas a que fui fica na rua Maipu, 2408, no Centro.

3. Havanna Café

O Havanna Café é super conhecido e acho que até quem nunca foi pra Buenos Aires conhece, até porque eles abriram algumas filiais no Brasil (parece que vai abrir uma em breve no Rio, se já não tiver aberto). Apesar de ser mais conhecido por seus alfajores (não há quem viaje para BsAs e não volte com, pelo menos, uma caixa deles), eles também servem cafés de todo tipo e comidinhas típicas de cafés. Eu fui algumas vezes no café do Havanna nessa última viagem porque era bem pertinho do meu hotel, até tomei café da manhã lá um dia em que perdemos o do albergue.

Eu comi, como não podia ser diferente, medialunas com jamón y queso e marido comeu somente medialunas puras, que vieram desse fantástico pote de medialunas da foto abaixo. Ambos estavam bem gostosos e lindos.

Pote imenso de medialunas! Eu quero!

Pote imenso de medialunas! Eu quero!

Já no quesito bebida, pedimos a mesma coisa. Agora não me lembro exatamente o nome, mas era absurdamente deliciosa e tinham uns pedacinhos de chocolate por cima do chantilly (que era delicioso, by the way, bem do jeito que eu gosto, bem industrial, nada natural) que eram divinos! O café em si (que eu acho que era um capuccino especial) tava bem gostoso também. No cardápio, tem diversos tipos de cafés e bebidas quentes e diversos tipos de doces e salgados. Você pedir um dos famosos alfajores pra comer junto com seu café, por exemplo. Tem muita diversidade mesmo.

Outra bebida que tomei lá foi o Submarino, que minha prima tinha dito que era delicioso, e a melhor bebida do mundo, e coisa e tal. No meu ultimo dia de Buenos Aires pedi um, e ele se consiste de uma taçona de leite com uma barra de chocolate mergulhada nele. Não posso dizer que não gostei, mas esperava muito mais. Era gostoso e o melhor submarino que bebi lá, mas com certeza não era divinamente extraordinário. Mas ainda assim, recomendo que tomem.

O famoso Submarino.

O famoso Submarino.

O atendimento variava de acordo com a loja. Nas mais cheias, o atendimento era mais lento e não tão cuidadoso. Nas mais vazias a comida chegava mais rápido e as pessoas eram mais atenciosas. Então, se quiser uma experiência 100% legal, vá a um Havanna que fique em uma rua mais tranquila ou que você perceba que tem mais pessoas locais e menos turistas. Tem tantos pontos do Havanna por lá, que nem preciso passar um endereço pra vocês, vocês vão dar de cara com a cada esquina, como o Mc Donald’s é por aqui.

4. Manduca al Paso

O Manduca al Paso foi um dos melhores cafés que já fui em Buenos Aires, quiçá na vida. Foi uma pena só ter descoberto no meu última dia na cidade, apesar de ficar bem ao lado do albergue que fiquei hospedada! O lugar é uma gracinha de fofo, com uma decoração toda delicada e colorida. Cheio de detalhes, como um ganchinho no balcão pra pendurar bolsas que era em forma de bonequinha, e os temperos todos de salada em prateleiras e em vidros super coloridos. E os espelhos em moldura colorida e o grande quadro de giz com as refeições e promoções especiais, ou seja, tudo muito bem pensado pra ser um lugar especial. E é bem pequenininho, talvez por isso passe uma sensação super aconchegante.

O quadro de avisos do café.

O quadro de avisos do café, que alegrava o lugar.

Tinha todo tipo de comida lá, e não só cafés, mas como fomos pela manha, pedimos medialunas (claro) e sanduíches. E apesar das medialunas do Balcarce ser uma das melhores da cidade, a do Manduca é A melhor. A primeira medialuna salgada de verdade que comi nessa viagem, e era super cremosinha, parecia que tinha queijo derretido por dentro. Maravilha! Os sanduíches também estavam uma delícia, e você podia montar o seu próprio, com os frios e o pão de sua preferência, totalmente exclusivo. Só os cafés que eram um pouco sem graça porque eram de máquina, tipo Nespresso. Mas com tanta coisa boa e bonita por lá, esse detalhe nem importou!

Sanduíche de salame com queijo na ciabatta que marido pediu.

Sanduíche de salame com queijo na ciabatta que marido pediu.

O atendimento também foi bom, as atendentes (que eu acho que eram as donas) eram bem simpáticas. Por isso tudo o Manduca al Paso é lugar imperdível em uma viagem para Buenos Aires. O endereço de lá é  Hipolito Irigoyen, perto do número 855 (855 é o endereço do albergue  que fiquei, não consegui achar o endereço do café), no Centro.

5. Martinez

O Martinez, como a maioria dos cafés que fui, tem várias filiais, mas ele tem clima de café pequeno, é todo bonitinho e aconchegante mas, a sensação de café pequeno se dá, principalmente, por causa do atendimento. O rapaz (me sinto meio velha falando “rapaz”) que nos atendeu era mega simpático! Percebeu que não éramos argentinos e depois que falamos que éramos brasileiros, ficou conversando um pouco com a gente. Muito simpático e divertido. Quando ele trouxe nossos pedidos, ficou fazendo brincadeirinhas, fez que não ia me dar meu café, muito legal mesmo. Não tive dúvida nenhuma quanto a dar os 10% pra ele (lá, os 10% não são cobrados na conta, você paga se quiser mesmo).

Primeiros sanduíches de jamón y queso que comi na viagem.

Primeiros sanduíches de jamón y queso que comi na viagem.

Agora, a comida. Comi medialuna con jamón y queso e achei um pouco estranho pelo simples fato de ter sido o primeiro café que fui e ainda não estar acostumada com essa mistura de salgado e doce. Mas, provavelmentem se eu fosse novamente ia adorar! Já o café estava delicioso. Os cafés de lá eram um pouco carinhos, mas eram enormes e super diferentes. Pedi um capuccino de chocolate que, além de a aparência ser linda, estava muito gostoso. Namorado pediu um capuccino de cookie (não disse que os cafés eram diferentes?) que também estava bom, e o sanduíche que ele pediu, que agora esqueci do que era, estava com uma cara linda. Veio com uma saladinha e com um gratinado por cima que dava muita vontade de comer. E ele disse que tava bem gostoso.

O sanduíche gratinado com saladinha do Raphael.

O sanduíche gratinado com saladinha do Raphael.

Lá no Martinez ocorreu um fato divertido. Quando eu e marido estávamos saindo do café, uma outra garçonete viu o livrinho que o Raphael levava pra todo canto, Guia de Conversação para Viagens, e pediu pra ver, achou super legal e ainda quis conversar com Raphael. Outra garçonete super simpática. E é isso que faz toda diferença. Se você quiser ir na mesma filial que fui pra ver se ainda é atendido por um desses garçons simpáticos, o endereço é  Av. Corrientes 927 (perto da 9 de Julio), no Centro.

Capuccino maluco que Raphael tomou.

Capuccino maluco que Raphael tomou.

E aí, gostaram das dicas? Sábado que vem (dessa vez, o sábado de verdade) conto mais coisas sobre Buenos Aires. Vocês também podem fazer sugestões sobre o que eu gostaria que eu falasse sobre a cidade nos comentários abaixo, e se quiserem, dizer o que estão achando do blog também!

Ah! E dêem um pulinho no meu canal do YouTube, hoje tem vídeo novo!

Beijocas!

4 comentários sobre “Buenos Aires – Parte II

  1. Li o primeiro post e agora este. Vou deixar junto com os meus links sobre a Argentina, porque, se tudo der certo, nas primeiras semanas de janeiro estarei por lá. 🙂

    E já que é para fazer pedidos, fale sobre as acomodações, please!

    Beijin’

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