Presentes de Dezembro/Natal

Olá pessoas! Como vocês estão? Como foram de Natal? Queria pedir desculpas pela pequena sumida aqui do blog, mas festas de fim de ano fazem isso com a gente. E como o Natal desse ano foi aqui em casa, como dá pra ver nesse vídeo, ficou mais confusão ainda. Decoração pra fazer antes, bagunça pra arrumar depois, e agora decoração e faxina tudo de novo porque o ano novo também será aqui em casa. Phew! Canso só de falar!

Bem, hoje, assim como fiz em novembro, vou mostrar pra vocês os presentes que ganhei em dezembro. Maaaaaaaaaas, como em dezembro foi basicamente o Natal pra mim, vou colocar aqui todos os presentes que ganhei de Natal. Também direi onde eles foram comprados (os que eu sei) para, se você gostar muito, poder comprar pra você também! #GuardarDinheiroPraQue?

Doctor bloco caneta

1. Esse bloquinho de gatinho ganhei da minha cunhada, Paula. É muito fácil comprar presentes pra mim, na verdade. É só dar qualquer coisa que tenha gatos e eu fico feliz. Se tiver gato e eu puder escrever nele, então… Melhor ainda! Mas o bloquinho eu não sei onde ela comprou. Sorry!

2. Outra coisa de gatinho que ganhei da Paula! Ela me conhece bem! Essa caneta linda é da Imaginarium e, além de preta, tem branca e rosa também. Eu já tinha a branca e agora ganhei a preta pra aumentar a coleção. Yay!

3. Quem me tirou no amigo oculto da família foi o Deco, noivo da Paula, e ele me deu esse livro de Doctor Who, que eu tava super querendo, da editora Rocco. Acredito que tenha em qualquer livraria, mas eu já vi na livraria do Itaú Arteplex, em Botafogo, a Blooks.

Banheiro

Esse ano foi o ano do The Body Shop e ganhei vários presentes de lá. O que foi bom, já que é uma das únicas lojas, se não a única, de produtos de banho e perfumes que eu gosto. Eu tenho alergia a cheiros muito fortes, mas gosto muito dos cheiros dos produtos deles porque não são muito fortes. E como minha mãe sabia que eu tava louca com a nova linha de frutas deles, ela avisou minha tia e as duas, mais a Vera, amiga de anos da minha tia, compraram um shower gel (que era de morango, mas troquei pelo de blueberry, MARAVILHOSO!), um hidratante corporal (de morango), e um spray refrescante para os pés de peppermint, que é uma delícia. Essa esponja fofa foi meu primo Lucas que me deu.

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Essa camisa da foto foi um presente dos meus pais, mas comprado por mim! Aproveitei a Black Friday e comprei várias camisas na Camiseteria, uma marca online de camisetas que sempre tem estampas super legais, e essa quem me conhece sabe que é a minha cara! Como estava tudo bem barato, comprei presente pro meu pai, pro marido e essa pra mim, pra ganhar de presente de Natal. #Espertinha

Já o móbile fofo foi um dos presentes da minha sogra pra mim, e também tem tudo a ver comigo. Ele é da Tulipa, uma loja que tem várias coisinhas fofas de decoração e objetos pessoais também. Eu adoro e o atendimento é sempre ótimo (pelo menos a da Tijuca).

canecas

1. Pote-caneca da Imaginarium que eu estou há meses querendo! Minha amiga Cinthia, sabendo disso, comprou pro amigo oculto que fizemos entre nossos amigos, que é daquele tipo rouba-rouba, e deu um jeito de eu ficar com ele. Não é a amiga mais fofa? Amei demais!!!!!!!!!

2. O outro presente da sogrinha pra mim, essa caneca que diz exatamente o que penso. Família é tudo! Essa caneca também é da Tulipa. Eu não disse que lá só tem coisa fofa?

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Meu Olaf lindo que marido me deu! Não é a coisa mais linda do mundo? O melhor presente que eu podia ganhar!!!!!!!!!!!!!!! Deve ter em vários lugares, mas ele comprou na Livraria Cultura.

Esses foram meus presentes, não são lindos? Também ganhei uma caixa de bombons da minha amiga Carol, mas ela já acabou faz tempo! Aí não deu pra tirar foto pra colocar aqui…

Bem, agora vou pra minha festa de ano novo. Espero que todos tenham uma boa virada de ano e um 2015 maravilhoso pra vocês!

Beijos!!!!!!!!

Natal!!!!!!!!

Olá galerinha!

O Natal passou lindamente, foi tudo lindo aqui em casa, meus pais e minha tia e a mãe e duas irmãs do Raphael vieram aqui em casa no dia 24, e dia 25 veio a família do meu pai, e foi tudo maravilhoso! Natal é uma época que eu amo demais, exatamente porque minha família se junta, e minha família é super unida e…

Ah! Por que to falando isso tudo? Contei tudo que acho do Natal no Nosso Clube do Livro! A Fernanda, uma das donas do site, me convidou pra escrever uma coluna mensal lá e não tinha assunto melhor pra começar do que o Natal, certo? Dá uma olhada! http://www.nossoclubedolivro.com/2014/12/com-palavra-o-autor-o-natal-de-livia.html

Beijinhos e espero que o Natal de vocês tenha sido o máximo!

Meus presentes de Natal!

Meus presentes de Natal!

Buenos Aires – Parte V

Hello, you all!

Eu sei, eu sei, tenho esquecido de postar coisas sobre viagens aqui, boohoo pra mim. Mas hoje eu estou aqui eu vivo esse momento lindo, e vou falar um pouco sobre os estádios de futebol de Buenos Aires. Sim, eu sei, parece que não é algo tão interessante, especialmente se você não é fã de futebol. Mas como uma não apreciadora de futebol, eu digo (e juro): visitar os estádios da cidade é sim um programão pra qualquer um!

Estádio do River Plate.

Estádio do River Plate.

O estádio que geralmente as pessoas vão é o do Boca Juniors, principalmente por ficar bem pertinho do Caminito (lugar, aliás, que é essencial de se ir e vou falar aqui no próximo sábado), ambos ficam no bairro de Boca. Porém, na viagem que fiz com marido (quando ainda éramos somente namorados), como ele é viciado em futebol, fomos também no estádio do River Plate e nós dois gostamos muito mais de lá. A única desvantagem desse estádio é que é bem mais longe, então você tem que estar com disposição pra dar um pulinho por lá. Mas super vale o esforço.

O River Plate é um time de mais grana que o Boca Juniors, por isso tanto o estádio quanto o museu deles são bem mais bonitos e organizados. No museu tem toda a história do clube, miniaturas do estádio, e o que achei mais interessante foi o “Túnel do tempo”, com as salas dividas por anos contando o que aconteceu em cada um deles.

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Marido e a maquete do estádio do River.

Marido e a maquete do estádio do River.

Meu ano (e do marido) no túnel do tempo dentro do museu.

Meu ano (e do marido) no túnel do tempo dentro do museu.

Você também pode entrar na sala de troféus, no “salão de honra”, nos camarotes para ver como é a visão dos ricos e famosos que assistem os jogos dali, e ainda dar um pulinho nos vestiários dos jogadores. Além de, claro, passar no próprio campo (mas sem pisar no gramado!). O legal é que tem um guia que conta toda a história do clube, aí você fica sabendo um pouquinho mais sobre como tudo começou e tudo que aconteceu até os dias de hoje. Eu e Raphael não pagamos pelo passeio em grupo (é um pouco mais caro), que “contém” o guia, mas a gente se enfiou nos grupos e ouviu um pouco a história. #Espertos

Galera m um dos camarotes do estádio.

Galera m um dos camarotes do estádio.

Visão do camarote.

Visão do camarote.

Como não pode pisar no gramado, tínhamos que tirar foto na pista de atletismo. Eu não podia deixar de fazer palhaçada.

Como não pode pisar no gramado, tínhamos que tirar foto na pista de atletismo. Eu não podia deixar de fazer palhaçada.

Lá no estádio do River também tem um restaurante todo chique, que fiquei morrendo de vontade de ir. Mas como já estava muito tarde quando acabamos o tour, preferimos não comer lá, o que foi uma pésssima escolha, já que todos os restaurantes lá de perto estavam fechados e morremos de fome até chegar ao Centro novamente, o que demorou um pouquinho. Portanto, people, sugiro que comam algo lá pelo estádio, pra não desmaiarem de fome na rua, como quase aconteceu com a gente!

Estádio do Boca Juniors.

Estádio do Boca Juniors.

O estádio do Boca Juniors, como eu disse, é de muito mais fácil acesso, mas também fica muito mais cheio por ser também mais conhecido. O museu deles é bem legal, com estátuas de jogadores famosos, miniaturas do estádio e até de casas da região de Boca (que é minha parte favorita do museu!), troféus, e do lado de fora, na rua, tem até uma calçada da fama com estrelas com nomes dos jogadores. Mas o estádio não é tão bonito e organizado quanto o do River. Ainda assim, é uma ótima opção de passeio.

Estrela do Maradona.

Estrela do Maradona.

Janela de uma das miniaturas de casa do bairro Boca, com "pessoas" dentro! O máximo!

Janela de uma das miniaturas de casa do bairro Boca, com “pessoas” dentro! O máximo!

Com a estátua de um jogador que não lembro o nome.

Com a estátua do… Palermo?

Como tem vários tipos de ingressos para o tour, sugiro pegar o que te permite acesso a todas as partes do estádio porque, se você já está lá, por que não aproveitar a experiência completa? Assim, você pode entrar na sala de imprensa (e até tirar foto sentado na mesa de entrevistas!), em todos os vestiários, no estádio e até tirar pisar no único quadradinho do campo que é permitido os visitantes acessarem.

Raphael super feliz visitando estádio de futebol.

Raphael super feliz visitando estádio de futebol.

Achei minha letra lá dentro!

Achei minha letra lá dentro!

Nos dois estádios tem lojinha pra você comprar goodies dos times. Raphael comprou um cachecol do Boca pro amigo dele, e só isso, porque as coisas são bem carinhas, por serem oficiais. E também em ambos os estádios, por um precinho a mais, você pode tirar uma foto “oficial” no gramado. No do River, tiramos foto com a bandeira do time, e no estádio do Boca tiramos foto com o troféu da Libertadores (uma réplica, claro) e as bandeiras dos nossos times (eles tem várias bandeiras de vários times brasileiros, por sermos típicos frequentadores de lá). No museu do Boca também podíamos escolher jogadores famosos para serem photoshopados na nossa foto oficial do time. Também era um custo extra, mas pagamos porque quando teríamos a chance de tirar uma foto com Neymar novamente? hahahahaha

No gramado do River Plate, com a bandeira do time.

No gramado do River Plate, com a bandeira do time.

Com nosso amigo Neymar (o outro não lembro o nome) no estádio do Boca.

Com nosso amigo Neymar (o outro não lembro o nome) no estádio do Boca.

Ele com a bandeira do Vasco e eu com a do Botafogo, e o troféu da Libertadores no meio.

Ele com a bandeira do Vasco e eu com a do Botafogo, e o troféu da Libertadores no meio.

Não esqueçam de ver direitinho os horários de funcionamento e também de conferir se terá algum jogo no dia que você escolheu para visitar  os estádios. Se você tem vontade de ver como é um jogo argentino de perto, sugiro ir mais cedo para visitar o museu antes. Mas, se você é como eu, que quer ficar longe da confusão de um jogo, é melhor ter certeza de que não tem nenhum marcado para o dia que for, ou então vá bem cedinho conhecer tudo.

Espero que tenham gostado do post e que tenha dado pra ver um pouquinho como são os estádios desses dois times argentinos. E não esqueçam, sábado que vem vai ter muito Caminito por aqui! Vai uma foto pra dar um gostinho!

Não, essa foto não é minha. Mas podia, né?!

Não, essa foto não é minha. Mas podia, né?!

Lily, a Ex

Hello dearly people! It’s been a while. Mas eu estava cheia de coisas pra fazer, tão cheia de coisas pra fazer que nem percebi que tem dois sábados que não falo sobre viagens e Buenos Aires. Boohoo, Livia, boohoo. Life has been crazy, mesmo eu estando sem emprego (talvez exatamente por isso), mas eu não posso deixar esse meu cantinho de ideias de lado, então, here I am! (desculpa pelo inglês excessivo, mas, às vezes, eu só consigo me expressar nessa língua. eu penso em inglês, people, I’m so sorry!)

Hoje vou falar de um seriado que, confesso, demorei pra começar a assistir porque achei que seria tosco. Eu via sempre o comercial de Lily, a Ex pelos canais da Net e pensava: “Cara, isso deve ser bem ridículo.” Não sei se por ser com a Maria Casadevall, que eu não gosto muito, ou pelo tema da série, ou por estar acostumada com as séries tosquinhas da Multishow. Mas, um dia, tendo nada pra fazer em casa e com vontade de assistir algo curtinho, entrei no Now da Net, achei Lily, a Ex ali, e falei: “Ah, que que custa?” E sabe de uma coisa? Viciei!!!!!

Felipe Rocha e Maria Casadevall, ou Reginaldo e Lily, personagens principais de Lily, a Ex.

Felipe Rocha e Maria Casadevall, ou Reginaldo e Lily, personagens principais de Lily, a Ex.

Como o nome mesmo diz, o seriado roda em volta de Lily, a ex de Reginaldo, uma maluca obcecada pelo seu ex que, pra ficar mais perto dele, se muda para o apartamento ao lado do dele! Como cúmplices, ela tem sua mãe, Gina (Rosi Campos), sua amiga Cintia (Dani Fontan dando um show!), e ainda completam o “time da Lily” (que nem sempre concordam com ela) o chefe do salão onde Cintia trabalha, Johny (Alann Medinna) e o avô da Cintia, seu Anselmo (Milton Gonçalves). No time do Reginaldo, só seu irmão mesmo, Reinaldo, interpretado pelo João Vicente de Castro, um dos fundadores do Porta dos Fundos. Então, imagina, um humor Porta misturado com um humor nonsense e artifícios cinematográficos super legais: isso é Lily! E ainda tem o dono totalmente “viajante” da lanchonete, Bituca, que nunca traz o pedido da galera certo, o que só deixa tudo mais engraçado!

O elenco da série.

O elenco da série.

Nessa foto aí de cima tá parecendo todo mundo muito normal, mas o clima da série é totalmente o contrário! É totalmente pirado, e não tinha como ser diferente por causa da Lily, a pessoa mais fora da caixinha, no mais extremo significado que isso possa ter, que já existiu. Lily não é má pessoa, entendam, ela só ama muito-loucamente-quer só pra ela o seu ex. Conheço umas pessoas (ou seria só uma?) assim… Pelo menos, Lily quer só o ex, e não a família toda dele. Mas enfim…

Os recursos que a série utiliza também são sensacionais, mas não dava pra esperar menos de uma série produzida pela O2 (é a produtora do Fernando Meirelles, e a produtora que eu sempre sonhei em trabalhar, pena que é em São Paulo). Lembram de Ally McBeal e suas cabeças explosivas? Pois é, em Lily, a Ex as coisas que se passam na cabeça de Lily também ficam visíveis pra gente, e são as coisas mais malucas e irreais possíveis, porque assim é Lily. E falando da Lily, preciso dizer que todo meu preconceito em relação a Maria Casadevall foi embora pelo ralo depois que vi essa série, porque ela está fantástica! Exprime com maestria toda a piração de Lily, e todos os seus toques e movimentos usuais e jeito único de falar ficaram muito legais e compuseram a personagem perfeitamente. São esses detalhes que fazem diferença em uma série de tv ou qualquer produto audiovisual, na verdade. Não é só a história, mas sim a composição dos personagens, os recursos utilizados e o total domínio de tudo, e, muitas vezes, a ousadia de tentar coisas que, pelo menos aqui no Brasil, não são muito utilizadas. E puxar o tom da série um pouco pra cima também, ir além do comum e normal e cair, propositalmente, no desvairado e nonsense. Uma coisa meio New Girl, mas de um jeito diferente. Acho que o audiovisual (de qualidade, nada de Zorra Total e filme da Regina Casé) do Brasil tem que parar de se levar muito à sério, às vezes, mas sem cair a qualidade, claro. (Ok, viajei demais, sorry, mas me empolgo com séries bem feitas!)

Uma cena típica e nem um pouco incomum em Lily, a Ex.

Uma cena típica e nem um pouco incomum em Lily, a Ex.

E pra não puxar sardinha só pra Maria, todos os atores estão interpretando seus papéis muito bem e todo personagem tem uma qualidade única e interessante. Felipe Rocha, o Reginaldo, o alvo da adoração de Lily, por exemplo, interpreta um cara certinho, cheio das neuras e inseguranças perfeitamente. E faz todo mundo rir. Milton Gonçalves tá arrasando como seu Anselmo, mas ele já é um cara mega experiente, assim como a Rosi Campos. Agora, quem me surpreendeu foi o João Vicente, porque ele nunca havia atuado antes do Porta, e eu não sabia se ele iria conseguir fazer algo além daquilo (que eu amo, pelo amor, não confundam meus dizeres!). Mas ele faz! E muito bem! Cara, sério, eu tô completamente viciada e apaixonada por Lily, a Ex e, se me deixassem, falaria o dia inteiro do seriado aqui (e pra quem quisesse me ouvir). Pra vocês terem noção, eu vi SETE episódios em um só dia! Direto! E fico que nem louca entrando no Now toda hora pra ver se já saiu um episódio novo (o horário de verdade da série é 22:40, às 4as feiras, no GNT – o que significa que hoje tem! – mas como comecei no Now, tinha preguiça de pesquisar o dia correto que passava). Porque tudo é bom: roteiro, atuações, direção, figurino, cenário, as participações especiais, as referências, tudo! #PsicóticaMuch?

Um dos delírios da cabeça de Lily.

Um dos delírios da cabeça de Lily.

Ah! E pesquisando sobre a série aqui, descobri que, na verdade, ela é baseada na tirinha homônima de Caco Galhardo, que começou a criar Lily depois de ouvir a esposa conversando com amigas divorciadas no telefone. Muito bom, né?

Tirinhas de Lily, a Ex, de Caco Galhardo.

Tirinhas de Lily, a Ex, de Caco Galhardo.

Enfim, depois disso tudo, espero ter convencido vocês a assistir essa nossa produção brasileira de super qualidade. E, se vocês resolverem assistir, depois me digam o que acharam, ok?

Beijinhos!

Caco Galhardo, o criador de Lily.

Caco Galhardo, o criador de Lily.

Listografia

Olá pessoas!

Hoje vou falar de um livro que comprei já faz um tempinho, e é simplesmente o máximo! É o Listografia – Sua Vida em Listas (no original, Listography, your life in lists), da editora Intrínseca. Tem rolado um certo frisson por livros interativos, Como o Destrua este diário e o Termine este livro, ambos da Keri Smith, mas, até agora, nenhum deles havia chamado minha atenção. Mas quando vi o Listografia (vou ignorar o subtítulo por motivo de preguiça de escrever) na prateleira de uma livraria linda que fui (que, futuramente, falarei por aqui), minha atenção foi desviada na hora para ele.

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Sendo uma fanática por listas desde que assisti Alta Fidelidade (se você nunca viu esse filme, por favor, assista!), e uma fazedora compulsiva de cadernos de perguntas na minha pré-adolescência, senti como se esse livro tivesse sido feito para mim! Um livro cheio de listas diferentes e interessantes para você preencher com as coisas da sua vida! Nossa, não poderia ter mais a minha cara!

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Eu acho o livro legal até pra gente se conhecer um pouquinho melhor. Ainda não respondi todas as perguntas – estou bem no início, na verdade -, porque quero ir preenchendo o livro aos pouquinhos pra ele não acabar logo, mas folheando achei umas perguntas que são bem difíceis de fazer a lista. Meus filmes favoritos, por exemplo. Parece uma pergunta simples, mas como a lista é algo que vai ficar ali para o resto da minha vida, ou seja, é como se fosse um pouquinho do que eu sou, eu quis colocar os livros que realmente foram muito importantes pra mim, que modificaram minha vida de algum jeito, por isso demorei para fazer minha lista. Mas agora já está lá, e com espaço para novos filmes marcantes.

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As ilustrações do livro também são muito legais e divertidas, cheias de humor. Um livro com listas e que tem um grande senso de humor: não poderia ser melhor, né?

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Gostei muito do recado que a autora deixou no livro também, e concordo com cada palavra!

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Acho esse livro um ótimo presente de amigo oculto ou Natal também, porque é algo que qualquer um pode gostar. E, como disse uma amiga minha, depois de preencher o livro inteiro com suas listas, ele se torna o presente ideal para uma pessoa que você gosta muito e que você quer que saiba um pouquinho mais sobre você. Mas tem que ter certeza que você não se importa que a pessoa saiba coisas bem íntimas sobre você, porque tem cada pergunta… (tipo “Qual local mais estranho que você já fez sexo“)

E, falando em livros, aproveito pra dizer que tem um vídeo novo lá no meu canal do You Tube, onde falo um pouco sobre o meu primeiro livro, o Queria Tanto. Então, se você quiser saber do que meu livro fala para, quem sabe, dar ele de presente de Natal 😉 é só assistir o vídeo!

Beijos e até a próxima!

PS. Aproveitando para dar os parabéns para meu marido, que faz aniversário hoje. Parabéns, amor!

Cafézinhos: Suqueria Carioca

Olá pessoas! Faz um tempo que não escrevo aqui, mas eu estava sendo escravizada trabalhando loucamente no bazar da minha prima e da minha cunhada, que foi ontem, e foi um sucesso! Aliás, vai ter uma segunda edição na semana que vem, dia 14 de dezembro, para aqueles que não conseguiram ir. Quem tiver a fim, é só entrar na página do evento. E como faz mais tempo ainda que eu não falo sobre mais cafés aqui, vou falar sobre um que abriu na Tijuca! Ok, ok, o nome do lugar é Suqueria Carioca e eles se auto-denominam, adivinha!, uma suqueria, mas pra mim se vendem cafés diferentes, é uma cafeteria! Por isso, falarei dela hoje. 20141122_161000 Me lembro quando Raphael me disse que ia abrir algo aqui do lado e a emoção foi muita quando vimos um “letreiro” (não sei como chamar, então vou chamar de letreiro) do lado de dentro da loja, ainda antes de abrir, com o dizer “cafés”. Quase surtei! E a partir desse dia eu passava na frente sempre esperando que já tivessem aberto. E quando finalmente a Suqueria Carioca abriu, eu quase tive um troço! Queria ir pela primeira vez com Raphael, e quando passei por lá e vi que já estavam funcionando ele estava no trabalho. Mas não consegui não entrar. Entrei, conversei com o dono, perguntei horários de funcionamento. Infelizmente, eles ainda não abrem pela manhã (e nem domingo), então não podemos acordar e ir lá tomar um café da manhã gostoso. Mas se alguém tiver o costume de acordar tarde pode, porque a partir das 14h eles já estão abertos – e ficam assim até 9 da noite! Mas o dono me disse que eles tem planos de abrirem cedo mais pra frente, por enquanto estão apenas “sentindo o terreno”, mas futuramente poderemos desfrutar de um delicioso café da manhã por lá! Yay!

Tão vendo a palavra "café" ali do lado direito? Viu? É um café! hehe

Tão vendo a palavra “café” ali do lado direito? Viu? É um café! hehe

Já fomos lá duas vezes desde que abriu, e ambas as vezes fomos positivamente surpreendidos. Da primeira vez, eu não estava com fome, por isso pedi só um pastelzinho (que não me lembro o sabor, mas lembro que tinha de ricota com cenoura e um de brócolis que fiquei com muita vontade de provar) e um smoothie de framboesa, mas marido tinha que comer algo mais substancioso porque ia trabalhar e não sabia que horas ia conseguir comer de novo, então pediu um hambúrguer e um suco de laranja. Mas qual não foi minha surpresa quando o smoothie veio enorme, parecia um frozen do Rota 66, sabe? Nem consegui tomar todo, tive que levar pra casa! Ah! O legal foi que a própria garçonete me perguntou se eu queria levar o que sobrou pra casa, vendo que eu tinha deixado bastante (meu estômago é pequenino). É outra coisa quando você é bem atendido, né? Sai até mais feliz do lugar – e com vontade de voltar! E nós fomos muito bem atendidos, por todos!

O smoothie imenso!

O smoothie imenso (e a camisa do marido de fundo)!

Meu pastelzinho singelo.

Meu pastelzinho singelo.

O hambúrguer de marido, que ele pôde escolher o molho, veio lindamente apresentado, assim como as batatas rústicas que vieram de acompanhamento. E era imenso! E delicioso! Porque logicamente eu provei tudo, e fiquei morrendo de vontade de estar com fome pra comer um sanduíche gostoso também. Mas fiquei só no meu pastel delicinha e no meu smoothie imenso mesmo. A única coisa que não gostei muito foi a batata, porque a casca era muito dura pra morder. Mas o sabor dela, com um toque de alecrim, estava muito bom. E todas as nossas comidas juntas deram uns trinta reais, o que é um valor bem razoável para a quantidade de coisas que comemos – e a qualidade de tudo também.

O hambúrguer e o molho.

O hambúrguer (no pão australiano!!!!!!!!) e o molho.

Suquinho, porque né, Suqueria! (dã! hahahahaha)

Suquinho, porque né, Suqueria! (dã! hahahahaha piada de pai!)

Da segunda vez que fomos, pensamos: “Não estamos com muita fome nem com vontade de fazer nada, então vamos lá na Suqueria comer uma coisinha.” Como chegamos cedo (eles quase tinham acabado de abrir), eles ainda estavam sem salgados, então demos uma olhada no cardápio e os dois tiveram a mesma ideia: tapioca! Eu pedi uma de queijo com peito de peru e ele pediu uma de carne seca com queijo coalho. E é aí que entra a surpresa boa de novo, porque as tapiocas eram imensas!!!!!!!!!! Estávamos esperando tapiocas da metade do tamanho das que vieram! Não estão acreditando? Então dá uma olhada!

Super tapioca!

Super tapioca!

Viu? Acabou que as tapiocas viraram nosso almoço, porque só conseguimos comer novamente beeeeeeeeem mais tarde! E, além de imensas, as tapiocas eram deliciosas! Eu sou muita fã de tapioca, mas acho que nunca comi uma tão gostosa quanto essa! Experimentei a do Raphael, mas apesar de boa, não era tão saborosa quanto a minha, então recomendo pedirem a de peito de peru com queijo quando derem uma passadinha na Suqueria. Cada pedaço era um orgasmo uma passadinha no céu!

A tapioca de carne seca e coalho do Raphael.

A tapioca de carne seca e coalho do Raphael.

Como vocês puderam ver nas fotos, a apresentação de todos os pratos lá é muito bonita porque, assim como o hambúrguer do Raphael, as tapiocas vieram num prato comprido, com uma salsinha em cima que, mesmo se você não quiser comer, dá um tchan todo especial ao visual. E as bebidas também não fogem desse detalhe. O meu mochaccino e o capuccino gelado do Raphael vieram em taças lindas e super bonitos, com detalhes em calda de chocolate, o que só dá mais vontade de comer e beber tudo! E as bebidas, como esperado, também estavam de suspirar!

Capuccino gelado com carinha feliz!

Capuccino gelado com carinha feliz!

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E o meu mocha maravilhoso!

E, como eu já disse, os preços são super em conta. Não me lembro exatamente quanto pagamos, mas sei que ficamos surpresos quando vimos a conta, porque era bem mais baixa do que esperávamos. Aliás, essa é outra coisa legal de lá. A conta, Livia? A conta é legal?, vocês me perguntam. Sim! Porque vem dentro de uma caixinha, o que dá um tom totalmente diferente pro ato tão difícil de se ver quanto tem que pagar. São detalhes assim que te fazem voltar a um lugar (além do bom atendimento, como falei antes), porque você percebe que o estabelecimento está realmente pensando no cliente e fazendo de tudo para ele ter a melhor experiência possível. E é por isso tudo que voltarei lá, várias e várias vezes! 🙂

A caixinha fofinha da conta.

A caixinha fofinha da conta.

Endereço: R. Uruguai, 293/ Loja B – Tijuca Horário de funcionamento: De 2a à sábado, das 14h às 21h Cartões: Todos!

A Salva-vidas

Às vezes eu fico sem saber se cabe escrever umas discussões filosóficas e existenciais aqui, mas aí depois eu penso que eu posso escrever o que eu quiser, já que esse espaço é meu, mesmo correndo o risco de ninguém ler. Mas vou correr o risco.

Na verdade, esse post é um pouco sobre o filme A Salva-vidas (The Lifeguard, no original) que eu vi há pouco tempo. Eu demorei a ver o filme porque, apesar de ser com a Kirsten Bell, atriz que eu adoro só porque fez Veronica Mars, o cartaz é a própria de maiô vermelho típico de salva-vidas, o que me remeteu a algo trash como um Baywatch da vida. Mas quando resolvi finalmente ver o filme, vi que não tem nada a ver com Baywatch. E mais uma vez a vida me joga na cara que é errado julgar as coisas pela capa. Ok vida, acho que dessa vez aprendi a lição. Ou não.

O tal poster do filme. Não tem cara de Baywatch do bem?

O tal poster do filme. Não tem cara de Baywatch do bem?

O filme é sobre uma mulher (Kirsten Bell) que percebe que sua vida está uma merda porcaria na “cidade grande” (NY), e volta para sua cidade natal. Uma grande fuga de sua realidade, essa é a verdade. No momento em que revê o cenário familiar do lugar em que cresceu, seu rosto já muda de expressão e ela se sente melhor. Porque todos sabemos o quanto é bom estar em um lugar onde você conhece cada pedaço e se sente protegida por causa disso, ainda mais quando você volta para casa dos seus pais. Quer mais proteção e familiaridade do que os pais? Aí ela arranja um emprego como salva-vidas de um condomínio, emprego esse que ela já tinha trabalhado quando bem mais nova (mais uma vez a tal segurança), e acha que tudo vai ficar bem. E não vou contar mais pra não dar spoilers. Mas esse filme me fez pensar muito sobre a minha vida. Primeiro porque a personagem tem 29 anos (e faz questão de deixar bem claro que são 29 anos, e não 30), como eu. E segundo porque ela está totalmente perdida e sem saber o que fazer da vida, como eu.

Sim, acho que muitos sabem que sou escritora e que até semana passada eu trabalhava em uma editora, ou seja, eu posso continuar trabalhando como assistente editorial em outra editora, e é exatamente para esses lugares que meus currículos estão sendo destinados. Mas quem disse que é só isso que quero fazer? Quem disse que não tenho outros interesses e quem disse que não quero trabalhar com coisas relacionados a esses outros interesses? E esse é um grande problema, os diversos interesses. Se eu gostasse somente de uma coisa, como minha mãe, que sempre soube que queria ser médica…

Meses atrás, tipo, muitos meses atrás mesmoOutro dia, estava conversando com uma amiga e chegamos a conclusão (bem, ela chegou, eu só concordei) que as pessoas que são mais capazes, as mais inteligentes e que parecem ter muitas facilidades e habilidades são as que mais têm dificuldade no mundo. É o que ocorre com a personagem do filme, que era a melhor aluna da classe quando adolescente. E é um pouco o que acontece comigo. Não estou dizendo que sou wow fantástica e super inteligente, o meu caso é mais o de ter várias habilidades. E isso não é legal. Não é legal não ter um foco. Quando você está fazendo uma coisa, você pensa que poderia estar fazendo outra, que talvez aquela terceira habilidade seria mais legal de fazer. E você fica nessa montanha-russa eterna. E isso complica ainda mais quando você é uma perfeccionista que não admite errar como eu. Porque você tem tantos interesses e quer fazer tudo ao mesmo tempo, e acaba não fazendo nada direito e se achando um fracasso. E não sabe o que fazer da sua vida. Porque é duro demais desistir de um interesse para focar totalmente em outro. E é mais duro ainda quando você vê pessoas se dando super bem em algum interesse seu, que sempre foi seu,  enquanto você está paralisada e perdendo sua identidade como pessoa que tem aquele interesse.

Esse filme realmente me tocou muito. Me fez refletir demais. Me fez pensar se talvez eu não tenha que parar de querer tudo e focar em uma coisa só, se não tenho que parar de ter medo de falhar e meter a cabeça de vez, se eu não tenho que tentar perceber o que mais amo de tudo que gosto e me focar nisso, e tentar meu melhor nisso e só nisso. Ou se não tenho que tentar fazer tudo, já que amo tudo, e ficar sem dormir tentando fazer tudo, já que isso que vai me fazer feliz. Mas dando 100% de mim, sem medo de fazer merda (oops, falei palavrão. sorry). Enfim, nada a ver com Baywatch mesmo, né?

É um filme que reflete muito a minha geração, a geração que está sendo adolescente por mais tempo e com muito medo de crescer. E que, ao mesmo tempo, se culpa horrores por ainda estar estagnado, por não ter seu milhão e não estar totalmente estável, coisa que nossos pais estavam quando tinham nossa idade. Mas temos que lembrar que eles são de outra geração, uma geração que não tinha opções. Nós temos, e é muito comum demorarmos mais tempo pra sair de casa, pra conseguir um emprego estável, pra parar de estudar (porque estamos cada vez nos especializando mais). Só não podemos nos perder nessa “facilidade” e segurança e ficarmos pra sempre na barra da saia de nossas mães e com medo de enfrentar um mundo que, let’s face it, não adianta a gente se esconder porque vamos ter que enfrentar algum dia. Só não precisamos perder nossa criatividade e criança interior, tudo dá para ser equilibrado.

E sério, vejam esse filme! É muito bom!

The world is a roller coaster and I am not strapped in. Maybe I should hold with care,but my hands are busy in the air. (Wish you were here, Incubus)

The world is a roller coaster and I am not strapped in. Maybe I should hold with care,but my hands are busy in the air. (Wish you were here, Incubus)