Vencedores do Oscar! – Parte II

Hello everybody!

Como eu disse no último post, que acabei só falando sobre como foi o Oscar, hoje falarei sobre os vencedores do Oscar em si. Sei que já se passaram 4 dias e a essa altura todos já sabem quem ganhou cada prêmio. Mas ninguém sabe o que eu achei sobre cada vencedor! Não que seja de interesse de alguém e que isso vá mudar a sua vida, mas, ah, eu quero falar! hahahahaha Então, let’s go! (na ordem em que os prêmios foram entregues no dia)

Melhor Ator Coadjuvante

Os indicados ao prêmio eram Edward Norton, Ethan Hawke, J.K. Simmons, Mark Ruffalo e Robert Duval, sendo o grande vencedor da noite J.K. Simmons, pelo filme Whiplash. Apesar de ter adorado Edward Norton em Birdman e não ter visto Robert Duval em O Juiz, achei muito merecida essa vitória. J.K. Simmons estava mesmo muito bem no papel do odiado maestro da orquestra mais requisitada da universidade de música e conseguiu fazer todo mundo querer dar um tapa na cara daquele sádico, então nada mais justo do que ele levar esse Oscar pra casa. Palmas pra ele.

J.K. Simmons com carinho de simpático recebendo o prêmio.

J.K. Simmons com carinho de simpático recebendo o prêmio.

Ah! E até agora tô sem entender essa indicação do Mark Ruffalo. Ele não fez nada de mais em Foxcatcher e sua atuação foi normal, como em qualquer outro filme. Se fosse pra alguém do chatíssimo Foxcatcher ser indicado ao Oscar de ator coadjuvante, que fosse o Channing Tatum, que pelo menos aparece por mais de vinte minutos no filme. Mas, com esse nome e tirando a roupa, acho que ninguém nunca vai levá-lo a sério.

Melhor Figurino e Melhor Cabelo e Maquiagem

Os dois prêmios foram para O Grande Hotel Budapeste que, como vocês vão ver adiante, foi o grande vencedor dos prêmios técnicos. Merecidíssimo. Imaginem o quão trabalhoso deve ter sido transformar a Tilda Swinton em uma idosa de 80 anos! E pesquisar o figurino de época do filme! Uma tarefa mega difícil e super bem executada. Milena Canonero (a figurinista) e Frances Hannon e Mark Coulier (cabeleireiros e maquiadores) estão de parabéns!

Tilda Swinton normal e no filme O Grande Hotel Budapeste.

Tilda Swinton normal e no filme O Grande Hotel Budapeste.

Alguns dos figurinos do filme.

Alguns dos figurinos do filme.

Melhor Filme Estrangeiro

Apesar de eu torcer feito louca para Relatos Selvagens, único filme que vi (e amei) da lista dos indicados, eu tinha certeza absoluta que daria Ida, longa polonês. A Academia adora filmes sofridos de um país distante, e nada mais sofrido quanto uma jovem prestes a se tornar freira que descobre um segredo relacionado ao nazismo. E sendo em preto e branco então, não tinha pra mais ninguém. E assim foi. Mas, como não assisti, não posso dar minha opinião. Tenho uma amiga, porém, que viu e gostou. Então vamos todos ter que confiar no julgamento dela. 😉

Cena do filme Ida.

Cena do filme Ida.

Os prêmios a seguir eu não tenho nada a comentar, já que não vi nenhum dos indicados. Então só listarei os vencedores mesmo.

Melhor Curta de Ficção: The Phone Call.

Melhor Documentário Curta-metragem: Crisis Hotline: Veterans Press 1, sobre os traumas dos veteranos de guerra. Claro que ia ganhar, já que americanos sempre se orgulham de suas guerras e veneram os veteranos.

Melhor Curta de Animação: O Banquete.

Melhor Documentário: Citizenfour, documentário sobre Edward Snowden,  analista de sistemas, ex-administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da NSA que tornou público detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA americana. (Nessa categoria, tinha um documentário franco-brasileiro participando, um documentário sobre o fotógrafo Sebastião Salgado)

A fofura do curta de animação vencedor O Banquete (quero muito ver!).

A fofura do curta de animação vencedor O Banquete (quero muito ver!).

Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som

Eu achava que entendia de áudio só por ter um marido que trabalha com isso (ele é formado em produção fonográfica). Mas explicando pra ele porque eu achava que Whiplash deveria ganhar os dois prêmios, ele me disse que isso que eu estava falando era edição de vídeo, e não tinha nada a ver com o som. Primeiro, me senti uma burra. Depois percebi que era melhor não opinar sobre as categorias e só dizer pra vocês quem foram os vencedores. Depois, em outro post, pego as informações com ele dou uma estudada melhor e explico pra vocês, caso não saibam, como eu, o que significa cada um. Maaaaas eu sabia que filmes de guerra costumam ganhar prêmios de áudio, e foi o que aconteceu com o de melhor edição, onde o vencedor foi Sniper Americano. Já melhor mixagem quem ganhou foi minha aposta, Whiplash – só que por motivos totalmente diferentes do que eu imaginava.

Melhor Atriz Coadjuvante

Como atriz coadjuvante, tivemos como vencedora a medium Patricia Arquette (por Boyhood), que foi uma escolha óbvia. As outras opções não eram tão significativas – apesar de termos (a diva) Meryl Strip no hall de indicadas, mas seu filme, um musical sobre princesas, não era nem um pouco filme de Oscar. Amo Emma Stone, mas ela não tinha chances. As outras indicadas eram Keira (eca) Knightley, com uma atuação ok em O Jogo da Imitação, e Laura Dern por Livre, que eu não vi, portanto não posso julgar.

US-OSCARS-SHOW

“Chegou a hora de haver igualdade de salário de uma vez por todas e direitos iguais para as mulheres dos Estados Unidos.” (em tradução livre) Eu diria do mundo, e não somente dos EUA, Patricia.

Porém, o que mais chamou atenção foi o discurso de Patricia, que além de agradecer a colegas de profissão e sua família, pediu igualdade de salário (e direitos iguais). É muito comum os homens ganharem mais que as mulheres no “mundo real”, mas eu não sabia que no maravilhoso mundo de Hollywood isso também acontecia – e é horrível saber que isso é uma realidade em todo lugar. Palmas pra Patricia, que teve a coragem de falar isso em cadeia mundial.

A diva concorda (e J. Lo também).

Melhores Efeitos Visuais

O vencedor foi Interstelar. A galera que assistiu ao filme (eu não vi porque não é meu estilo favorito, aliás, eu acho que dormiria durante) disse que achou injusto ele só ter sido indicado para essa categoria. Mas pelo menos foi indicado a algo, né? E ganhou, olha que legal! (sim, isso foi irônico) Dos outros da lista, só assisti Guardiões da Galáxia, e queria que tivesse ganhado pelo simples fato de que amei! Só isso mesmo, puro gosto, nada de técnica ou conhecimento cinematográfico.

Cena de Interstellar. Eu acho. Rs.

Cena de Interstellar. Eu acho. Rs.

 Melhor Longa de Animação

Esse prêmio foi a surpresa da noite pra mim (bem, uma das). Eu tinha certeza absoluta de que quem ganharia seria Como Treinar Seu Dragão 2, filme que eu adoro desde o primeiro. Mas fiquei muuuuuuito feliz quando revelaram que o vencedor era Operação Big Hero! Eu ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei Big Hero 6 (no original), muito, demais! E apesar de ter adorado Como Treinar Seu Dragão, achava mesmo que Baymax e cia mereciam esse prêmio por ser um filme original, lindo e fofo. Muito fofo. Baymax é meu novo personagem favorito e eu não vejo a hora de comprar (ou ganhar – piscadinha, piscadinha) o boneco Pop! Funko dele. Ele pode parecer só uma bolha branca olhando assim, mas veja o filme e me diga se ele não é totalmente apaixonante! Assim como o filme, que me fez rir, chorar, rir mais um pouco e chorar ainda mais! Prêmio super merecido! (dito isso, preciso informar que só assisti esses dois filmes da categoria)

A galera do Big Hero 6 e o fofo do Baymax!

A galera do Big Hero 6 e o fofo do Baymax!

Melhor Desenho de Produção

A categoria desenho de produção é a antiga direção de arte, que mudou de nome esse ano (assim como fotografia, que agora é cinematografia). O grande vencedor foi O Grande Hotel Budapeste e, com certeza, não tinha como ser outro filme. É visível o trabalho imenso (e maravilhoso) que Adam Stockhausen e Anna Pinnock tiveram ao fazer esse filme. Cada objeto, cada cenário, cada pedacinho conta uma história e foi feito de maneira esplendorosa. É tudo tão detalhado que você pensa que deixou de perceber várias coisas do filme e, com certeza, cada vez que assistir vai notar algo que não viu na vez anterior. É um trabalho de grandes profissionais que fazem tudo com perfeição. Realmente não tinha como ser outro o vencedor.

Diretora de arte em ação.

Diretora de arte em ação.

Melhor Cinematografia

O vencedor foi Birdman. Eu achei injusto e acho que deveria ter sido O Grande Hotel Budapeste. Mas acho que os plano sequência do ganhador foi um motivo forte para ele ter ganhado. Provavelmente foi por isso mesmo.

Melhor Edição

Lembra que eu tinha falado que o motivo que eu tinha dado pra achar que Whiplash deveria ganhar os prêmios de som era, na verdade, edição? Aí, eu estava certa! Hahahahahaha Whiplash foi o grande vencedor da categoria, e acho que foi bem justo. Achei fantástico como muitos cortes do filme eram feitos na batida exata da música, e isso, como explicado por marido, é feito da edição. Portanto, prêmio merecido.

Melhor Canção Original

Nada mais justo do que Glory, música de Selma, ganhar esse prêmio. Já foi injusto o suficiente o filme só estar concorrendo em duas categorias (além dessa, Melhor Filme), se não ganhasse melhor canção seria um absurdo. A música é bonita, emocionante, e a apresentação no palco no dia da entrega do Oscar foi de apertar o coração – e fazer David Oylowo derramar rios de lágrimas. Super entendível, David. Mesmo.

Melhor Trilha Sonora Original

Outra categoria que não tenho como opinar porque não prestei atenção na trilha sonora (que, geralmente, são as músicas orquestradas, que a gente percebe pouco mesmo). Mas o vencedor, Alexandre Desplat, que ganhou pelo meu queridinho O Grande Hotel Budapeste (eu disse que o filme tinha abocanhado vários prêmios técnicos!), também foi indicado por O Jogo da Imitação, ou seja, tava uma casa na frente dos outros amiguinhos, já que estava indicado duas vezes! Isso também significa que o cara é bom!

Calma, gente, tá acabando! Será que eu continuo aqui ou faço um novo post para falar das categorias faltantes?

Nah! Vou falar agora mesmo! Mas eu sei que o post já está gigante! Mas vamos lá gente, falta pouco! E tá legal, né? 😉

Melhor Roteiro Original

Mais uma categoria que não concordei com o vencedor. O que está escrito no título da categoria? Original. E nada mais original que o roteiro de Wes Anderson para O Grande Hotel Budapeste! (sei que não é esse o significado da palavra na categoria, mas, né, tinha que valer!) Quem levou o prêmio foi Birdman e, pra falar a verdade, não concordei mesmo!

Os roteiristas de Birdman, em sua maioria latino. Isso, pelo menos, foi legal. :)

Os roteiristas de Birdman, em sua maioria latino. Isso, pelo menos, foi legal. 🙂

Melhor Roteiro Adaptado

Esse, pra mim, foi o prêmio mais emocionante da noite. Amei O Jogo da Imitação e gostei muito de ter vencido a categoria. Mas o que marcou mesmo, mais uma vez, assim como com Patricia Arquette, foi o discurso do roteirista do filme, Graham Moore. Ele disse que, quando tinha 16 anos, tentou se matar porque se achava muito diferente de todo mundo e que não se encaixava em lugar nenhum, mas que agora estava ali, naquele palco, ganhando um prêmio – e com um filme que conta exatamente a história de alguém assim, diferente dos outros e que não se encaixa em lugar algum e que sofreu muito por isso. E ainda deixou uma mensagem para todos que se sentem diferente para que esperem que um dia encontrarão seu lugar e chegará a vez deles. Foi lindo. Foi emocionante. Eu aplaudi em pé na minha casa, mesmo morrendo de cólica. Isso porque me sinto assim até hoje, que sou diferente de todo mundo, que nunca ninguém vai me aceitar como sou, que por mais que eu tente me explicar, as pessoas não conseguem me entender. Sei que esse sentimento já devia ter passado, quando a adolescência terminou, talvez, mas não passou. E eu continuo me achando errada por pensar diferente e agir diferente da maioria. Então o discurso dele me deu força, me deu ânimo, me deu esperança. E ele é roteirista, for God’s sake! (pra quem não sabe, é a carreira que tento seguir) E já é meu novo ídolo.

Muito amor por Graham Moore.

Muito amor por Graham Moore.

 Melhor Direção

Essa categoria estava óbvio que iria pro deus Alejandro Gonzalo Iñárritu, diretor de Birdman. E eu acho que deveria ser ele o vencedor mesmo. Não é fácil coordenar atores e técnicos em cenas como os plano sequência do filme. Sem contar que todo o filme, apesar de não ser meu preferido do filme, é intenso, bem pensado, projeto de gênio mesmo. Concordo que o prêmio devia ser dele e fico feliz, já que ele é meu diretor favorito!

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Melhor Ator

Ah gente, o que dizer de Eddie Redmayne, o vencedor da categoria de melhor ator por A Teoria de Tudo? Eu já achava que ele tinha que ganhar o Oscar (mesmo não tendo gostado do filme), depois de vê-lo recebendo o prêmio então! O que foi a sinceridade de seu discurso? A felicidade sincera e contagiante? Os olhinhos brilhando de animação e descrença? Eu olho as fotos e não consigo parar de sorrir! Prêmio de fofurice do Oscar também vai pra ele!

Emoção do vencedor de melhor ator.

Emoção do vencedor de melhor ator.

Melhor Atriz

Primeiro, preciso dizer que achei a lista de indicadas ao Oscar de melhor atriz desse ano bem fraca. Quase todos os papéis foram razoáveis e nada de muito difícil ou desafiador de fazer (só não posso falar de Reese Whitherspoon porque não vi o filme Livre). Amo Marion Cotillard, mas ela não estava nada de extraordinário em Dois Dias, Uma Noite (mas gostei bastante do filme). Felicity Jones só foi indicada pro Oscar porque participou do filme queridinho da noite (mas que nem ganhou muita coisa assim). Rosamund Pike estava muito bem em Garota Exemplar, e poderia até ter ganhado o Oscar se não fosse pela segunda maior diva dos EUA (porque a maior diva do mundo é Fernanda Montenegro, deixando Meryl Strip com o posto de segunda), Julianne Moore. Sou um pouco suspeita porque amo Julianne e ela é uma das minhas atrizes favoritas (e nem é só porque é ruiva), mas ela estava realmente fabulosa (o que não é novidade) em Para Sempre Alice, filme nem um pouco fácil de fazer sobre uma linguística (ou seria linguiça?) que é diagnosticada com Alzhimer. E toda sua inteligência vai sumindo dentro de sua doença aos poucos. Julianne interpretou no ponto certo, nada de muito extrapolado nem seguir o mesmo tom (como sua filha no filme, Kirsten Stewart que, porém, tenho que admitir, estava até boazinha), por isso mais que mereceu o maior prêmio feminino a noite. Clap clap, Julianne!

Julianne Moore, linda e ruiva.

Julianne Moore, linda e ruiva.

Melhor Filme

E agora o prêmio mais esperado da noite – que achei também o mais injusto. Como talvez vocês saibam, eram oito indicados: A Teoria de Tudo, Birdman, Boyhood, O Grande Hotel Budapeste, O Jogo da Imitação, Selma, Sniper Americano e Whiplash. O meu filme favorito desses é, sem sombra de dúvidas, O Grande Hotel Budapeste. Mas eu nem sonhava que ele fosse ganhar. Eu achava, porém, que Boyhood ganharia nessa categoria. E achava muito justo, aliás. Afinal, foram 12 anos gravando um filme, uma grande ousadia que eu nunca havia visto antes. Por isso, ele merecia o Oscar de Melhor Filme. Mas não foi o que aconteceu. Quem ganhou o prêmio foi Birdman e eu fiquei bem pê da vida, e olha que é um filme do Iñárritu! Mas eu também amo Richard Linklater e achei absurdo ele não ter ganhado nenhum premiozinho sequer, nem melhor filme, nem melhor diretor! Poxa, cadê o reconhecimento por fazer algo super original, arriscado (e se as crianças desistissem no meio? e se o dinheiro acabasse? e se não desse certo, depois de 12 anos?) e, sim, vou repetir, ousado? Achei sacanagem mesmo e fiquei muito chateada com esse prêmio. Sei nem se ano que vem vou assistir ao Oscar!

Mentira. Vou assistir sim.

Mas que achei injusto, isso eu achei!

Toda a galera de Birdman no palco pra receber o prêmio.

Toda a galera de Birdman no palco pra receber o prêmio.

E, com isso, fechamos os vencedores do Oscar! Ufa, foi longo, mas foi divertido, né? O que vocês acharam? Concordaram com os vencedores? Ficaram com raiva de alguma categoria, como eu fiquei com o melhor filme? Ou vocês não estão nem aí pro Oscar e só querem que chegue logo fevereiro do ano que vem por causa do carnaval? Me contem!

E obrigada por lerem até o fim! hahahahaha

Beijos! Me segue!

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Vencedores do Oscar! – Parte I

Oi pessoas! Como vocês estão?

Eu falei tanto do Oscar por aqui que agora que ele passou (já estou em crise de abstinência aqui) não poderia deixar de falar o que achei sobre os vencedores do prêmio. Mas, antes de tudo, preciso dizer uma coisa: as palavras a seguir são totalmente a minha opinião. Sei que muita gente não vai concordar, mas é porque cada um tem um gosto diferente, então cada pessoa vai preferir um filme, um ator, um diretor, etc. Mas de jeito nenhum estou querendo ferir ninguém com a minha opinião, ok? Então, vamos lá!

Abertura do Oscar, com Neil Patrick Harris, Anna Kendrick e Jack Black.

Abertura do Oscar, com Neil Patrick Harris, Anna Kendrick e Jack Black.

Antes de falar dos vencedores, quero falar um pouquinho sobre a premiação em si. Gostei do fato de ter sido uma festa simples, sem muitas firulas, sem muitas apresentações tresloucadas desnecessárias. A música inicial cantada pelo divo Neil Patrick Harris, pela Anna Kendrick (não esperava aquela voz toda dela, não!) e com participação do hilário Jack Black foi super legal e pertinente. Nada de muito espalhafotoso e muito empolgante! Aliás, toda a presentação do Neil (para os íntimos) foi bem moderada e muito engraçada. Achei que iriam colocá-lo dançando e cantando várias vezes, como sempre fazem, mas nem aconteceu. Ao mesmo tempo que achei isso bom, porque senão ia ficar muito repetitivo, senti um pouco de falta dele cantando e dançando. Sim, eu amo o Neil e amo mais ainda quando ele canta e dança, me deixem.

Neil Patrick Harris a la Birdman.

Neil Patrick Harris a la Birdman.

Um momento realmente emocionante, pelo menos pra mim, que via A Noviça Rebelde cinquenta vezes por dia quando era criança, foi a homenagem aos 50 anos do filme. É incrível pensar que já tem tanta tempo que esse filme foi feito e eu, com meus 4, 5 anos, um pouco mais de 20 anos após o filme ser gravado, o assistia inúmeras vezes. Para ver o quanto esse filme foi e sempre será importante na história no cinema mundial. E foi surpreendente ver a Lady Gaga cantando maravilhosamente bem várias músicas de The Sound of Music (no original) – e eu cantei junto, claro, sei de cor cada letra de cada música! E vende a Lady Gaga linda, elegante, normal no palco, deixando fluir a voz espetacular que tem, me perguntei: por que ela não é sempre assim? Mas a escolha profissional de uma cantora de sucesso não vem ao caso agora. O que importa é que, depois da apresentação da Lady Gaga, quem me vem ao palco? A diva máxima Julie Andrews!!!!!!! Aí as lágrimas que eu estava segurando por muito tempo enquanto Gaga cantava saíram todas ao mesmo tempo. Porque a Julie, além de ser a atriz principal no filme homenageado da noite, é também a Mary Poppins, o filme que eu assisti mais vezes ainda que vi A Noviça Rebelde! É muita emoção prum coraçãozinho nostálgico! E lá veio ela, linda, simpática, maravilhosa… Não tenho palavras para explicar Julia Andrews! How do you find a word that means Julie? Ah! Melhor parte da festa!

Lady Gaga cantando lindamente, chamando Julie Andrews, o abraço que mais tive inveja no mundo, a diva Julie Andrews.

Lady Gaga cantando lindamente, chamando Julie Andrews, o abraço que mais tive inveja no mundo, a diva Julie Andrews.

As apresentações das músicas indicadas ao prêmio de Melhor Música variaram de divertidas a emocionantes. A mais louca foi, sem dúvida, a música Everything is Awesome, do filme Uma Aventura Lego, com o louco do Andy Samberg e cia numa apresentação que, em alguns momentos, tinha tanta informação que meus olhos doeram! Eu não sabia pra onde olhar! Não tenho muito o que falar das músicas Grateful e I’m not gonna miss you porque não vi os filmes (Além das luzesGlen Campbell…I’ll be me), mas a segunda música me deu um certo arrepio por saber que o autor da música a escreveu quando descobriu que tinha Alzeimer, e eu tinha visto Para sempre Alice, um filme sobre a doença, no dia anterior. Amei Adam Levine gostoso todo arrumadinho cantando a música Lost Stars, do filme Mesmo se nada der certo, que eu adorei, e foi bem bonita a apresentação da música Glory, cantada por John Legend e o rapper Common, do belíssimo filme Selma.

Adam "diliça" Levine.

Adam “diliça” Levine.

Nossa, eu falei tanto da cerimônia do Oscar que o post já está enorme! Acho melhor, então, deixar pra falar dos vencedores em um outro dia. Mas escreverei sobre isso, eu juro!

E vocês, o que acharam da cerimônia? Conseguiram ver até o final? Me contem!

Ah! Vocês sabiam que eu tenho um canal no You Tube também? Falo um pouco sobre tudo e nesse último vídeo falei sobre meu segundo livro, o Coisas não ditas, e a Valentina, minha gata conversadeira, até deu o ar de sua graça! Dê uma olhadinha e, se gostar, siga o canal e curta o vídeo!

Beijos!

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Filmes: Selma e Sniper AMericano

O Oscar é amanhã!!!!!!!!!!!!! Uhu!!!!! E enquanto procurava pratos deliciosos pra fazer na noite da festa mais importante do ano (festa, porque o evento é o Festival do Rio!), pra deixar a minha noite com marido igual a um evento de gala, lembrei que faltavam ainda dois filmes indicados ao prêmio de Melhor Filme que eu ainda não havia falado por aqui! #QueGafe Então vamos à eles!

Primeiro, uma pequena introdução a eles.

Selma

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Sinopse (do site Omelete): A trama segue a campanha real que tomou espaço na cidade de Selma, no Alabama, onde cidadãos negros tiveram seus direitos a voto negados sistematicamente. O caso chamou atenção e ganhou envolvimento de Martin Luther King Jr. (David Oyelowo).

Indicações: Além de Melhor Filme, está indicado somente para Melhor Música (Glory, de John Legend e o rapper Commom). O que acho bem injusto, pois pelo menos a diretora Ava DuVernay deveria ser indicada a Melhor Direção.

Sniper Americano

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Sinopse (pelo site Omelete): Clint Eastood dirige a adaptação ao cinema da autobiografia de Chris Kyle. Com cerca de 160 mortes no currículo, Kyle foi considerado “o mais letal atirador da história do exército dos EUA”.

Indicações: Além de prêmio de Melhor Filme, concorre aos prêmios de Melhor Ator (Bradley Cooper), Melhor Roteiro Adaptado (Jason Hall), Melhor Edição, Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som (como todos os filmes de guerra, que são sempre indicados nas categorias de áudio por causa dos tiros e etc).

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Vi os dois filmes no mesmo dia, o que me deu um panorama legal e muito louco de como funciona o país do Oscar. Claro que essa é uma visão minha, portanto particular, o que não descreve como o país realmente é, e sim como eu enxerguei as coisas devido aos dois filmes. Mas o que me chocou foi como uma nação consegue enxergar em um homem que mata centenas de pessoas como profissão um herói, e condena um homem que só lutava pelos direitos de seres humanos. Claro que, hoje em dia, Martin Luther King, personagem principal de Selma (depois da cidade de Selma que, no filme, é apresentada como personagem e não tem nem como não enxergá-la como tal) também é considerado um herói. Ainda bem, porque ele foi, um dos maiores. Mas hoje em dia o tal sniper também é considerado herói, mesmo tendo matado não sei quantas pessoas, de criança a adulto. E não sei se todos eram culpados. Nunca saberei, na verdade. E o governo de lá aplaude pessoas como ele, enquanto na década de 60 o governo enxergava Dr. King como um arruaceiro, mesmo sua luta sendo pacífica. Mas enfim, não estou aqui para falar de política, né? Mas realmente achei irônico assistir os dois filmes no mesmo dia, um seguido do outro (com pausa para gordice no meio).

Bradley Cooper e o diretor do filme, Clint Eastwood, venerado por muitos (inclusive meu marido).

Bradley Cooper e o diretor do filme, Clint Eastwood, venerado por muitos (inclusive meu marido).

Eu não gostei de American Sniper (no original). Geralmente, não gosto mesmo de filmes de guerra, mas existem raras exceções, como Atrás das Linhas Inimigas, filme de 2001. Esse, porém, não foi uma delas (das exceções). Talvez eu ter visto o filme esperando que não gostaria foi um motivo para não ter gostado, ou talvez eu só tenha um bom sexto sentido mesmo (outro filme desse Oscar que eu sentia que ia ser ruim era Foxcatcher, e eu odiei como há muito tempo não odiava um filme). Mas era um filme indicado ao Oscar de Melhor Filme, e eu tinha que ver todos os filmes indicados a Melhor Filme. E assisti. E não gostei.

Eu até esperava ser surpreendida por Sniper Americano, já que o diretor é Clint Eastwood e ele costuma nos dar filmes muito bons, muito bem planejados e pensados. Mas o que eu vi foi só uma sequência de tiros e a vontade de um homem de continuar numa guerra atirando em pessoas. Claro que, além disso, há a vida de Chris Kyle, o personagem principal, e toda sua dificuldade em afastar sua mente do mundo da guerra e voltar à sua vida real, com sua esposa e seus filhos. Há, também, a amizade entre os soldados e o forte sentimento de vingança quando algo acontece com um dos seus. Mas achei uma parte pouco explorada. Veja bem, não foi mal explorada, pois acho que, quando apareciam, conseguíamos entender com facilidade o que o personagem e sua esposa e seus amigos de SEAL sentiam. Só foi pouco mostrada mesmo e, para mim, era a parte mais interessante. Mas como contar a história de um sniper sem mostrar ele atirando em pessoas de distâncias imensas, certo? E como não me anima ver guerras (odeio violência, odeio guerras, acho totalmente desnecessárias), eu não gostei do filme. Tiveram algumas partes que eu nem sequer olhei para a tela e fiquei muito mais entretida com meu celular (portanto, não posso nem mesmo criticar o aspecto técnico do filme porque não prestei atenção). Porém, teve uma cena que não teve como não prestar atenção. E foi, para mim e para todos os que assistiam o filme comigo (todos cinéfilos) a mais chocante do filme inteiro.

Cena mais chocante do filme.

Cena mais chocante do filme.

Percebam a imagem acima. Percebam a a criança no colo de Bradley Cooper. Percebam que é um f%*#ing BONECO!!! Não acreditamos quando vimos! Eu já tinha lido sobre essa cena e sobre como fica claro que aquela criança é falsa, mas ver é totalmente diferente. Porque quando você só lê sobre, você pensa: “Ah ser tão ruim, as pessoas estão exagerando”. Mas é MUITO ruim!!!!!!!!! É muito perceptível!!!! É muito ridículo!!!!! Esse filme foi indicado ao OSCAR e ele tem um erro tão simples e consertável desses! É lógico que sabemos que nem todos os bebês que aparecem em filmes são verdadeiros. Há uma grande quantidade de bonecos ou até computação gráfica. Mas a produção – e o diretor – tem que se certificar de que não vai dar pro espectador perceber que aquilo não é um bebê de verdade!!!!!! Porque tudo que quem assiste um filme menos quer é ser tirado de dentro daquela história de modo tão abrupto como esse! Porque é um modo abrupto, ninguém tem um filho boneco! Gente, é um filme do Clint Eastwood, o cara tem nome, e além do mais, é uma big produção. Como deixar passar um erro tão bobo e básico? Isso respondeu à pergunta que fizemos aqui em casa se o Mr. Eastwood ainda fica em set durante todo o processo do filme ou se deixa os assistentes fazerem seu trabalho por ele, dado sua idade avançada (ele está com 85 anos). Aí está a resposta. Ou então ele está tão caduquinho que nem percebeu essa “pequena” falha. Vai saber?

Sienna Miller, totalmente irreconhecível em Sniper Americano (mostrando como a cor de cabelo pode transformar uma pessoa), em uma das cenas mais angustiantes do filme.

Sienna Miller, totalmente irreconhecível em Sniper Americano (mostrando como a cor de cabelo pode transformar uma pessoa), em uma das cenas mais angustiantes do filme.

Selma é um filme lindíssimo. Emocionante. De arrepiar. Eu posso ser suspeita por ter gostado tanto desse filme porque sou muito sensível a filmes de injustiça, eles mexem muito comigo. E preconceito por causa de cor é uma das maiores injustiças que existem e me revolta. Todo o tema tratado no filme me é de interesse enorme e preciso, ainda, estudar muito mais sobre. Preciso me preparar antes, porém, porque sei que vou passar dias sofrendo de coração apertado. Tive uma crise de choro quando o filme acabou que não tenho desde 12 Anos de Escravidão (alguma semelhança no tema?). Porém, o que sofro vendo e endo sobre isso não é nada em comparação a tudo que os negros passaram nos Estados Unidos (e no mundo, pra falar a verdade). O que choca mais é saber que o filme se passa na década de 60, ou seja, muito pouco tempo atrás. Há 50 anos atrás, os negros americanos tinham que frequentar locais separados dos brancos POR LEI e nem sequer tinham o direito de votar. E é sobre esse último fato que o filme fala.

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Nos é mostrada a luta de Selma, uma cidade no sul dos Estados Unidos (sempre o sul, a parte mais preconceituosa dos Estados Unidos – até hoje, infelizmente), para que os negros possam votar. Essa luta chama a atenção de Martin Luther King, que há anos já praticava sua luta pacífica pelos direitos dos negros. No ano que o filme se passa, por exemplo, não havia mais segregação entre negros e brancos nos ônibus, por exemplo, e Martin foi essencial para que isso acontecesse (gente, não consigo imaginar isso, não entra na minha cabeça um ônibus separado pela cor da pessoa!!!!!). Então, ele vai até a cidade e se junta com pessoas que já estavam nessa luta. Fala com o presidente, organiza reuniões, marchas e estratégias para que consigam esse direito. E não vou falar mais para, como sempre, não dar spoilers (apesar de ser uma história real, muita gente não conhecia, como eu).

Martin Luther King, interpretado por David Oyelowo, e o então presidente Lydon Johnson, personagem de Tom Wilkinson.

Martin Luther King, interpretado por David Oyelowo, e o então presidente Lydon Johnson, personagem de Tom Wilkinson.

É revoltante ver como o prefeito da cidade de Selma pouco se importa com os direitos nos negros. Quando eles saem para reivindicar o que é deles por direito, o voto, e são confrontados, não pude deixar de pensar nos protestos aqui do Brasil e em como a polícia tratava os manifestantes. É a mesma violência, a mesma imposição do poder, a mesma vontade de calar os que estão ali para garantir algo que já deveria ser deles há muito tempo. É patético e covarde. O que fizeram com os manifestantes de Selma é covarde. É inumano. É absurdo. Não entendo como a diretora desse filme não foi indicada ao Oscar. Um filme é feito para nos transportar para dentro dele e para sentirmos na pele o que os personagens estão sentindo. Esse filme consegue o feito com maestria. É impossível não sentir o que eles sentem, não sofrer com sua dor, não querer estar lado a lado com eles na ponte e nas ruas. Isso só foi possível porque a diretora Ava DuVernay soube dirigir bem os atores e montar a atmosfera propícia para essas sensações. Acho, por exemplo, que ela merece muito mais estar na lista de indicados do que o diretor de Foxcatcher, Bennet Miller. O que só me faz pensar que a luta que vemos em Selma ainda não está terminada. Nem a luta começada pelas feministas. Tirando a diretora de A Hora Mais Escura, Kathryn Bigelow, há quanto tempo não vemos o nome de uma mulher na lista dos indicados a Melhor Direção do Oscar? #PraPensar

A diretora Ava DuVernay com Oprah Winfrey, produtora (e atriz) do filme, e o ator David Oyelowo.

A diretora Ava DuVernay com Oprah Winfrey, produtora (e atriz) do filme, e o ator David Oyelowo no set de filmagem.

Acho bem injusto um filme tão bom e tocante e bem feito como esse ter tão poucas indicações ao Oscar. Infelizmente, é quase certo que ele não ganhe como Melhor Filme, que deve ser proeza de Boyhood (na minha opinião), mas vamos para, pelo menos, ganhar na única outra categoria em que foi indicado (Melhor Canção), porque ele precisa ganhar algum prêmio para simbolizar sua importância. Porque ele é um filme muito importante. E quem viu com certeza concorda comigo.

Imagem real de Selma e dos que lutaram por seus direitos.

Imagem real de Selma e dos bravos que lutaram por seus direitos.

Andanças: Food Trucks e Suqueria Carioca

Hello!!! Como estão vocês?

Hoje não vou falar de filmes, mas coisas tão boas quanto: comida!!!!!!!!

Dia desses, teve o I Encontro Nacional de Food Trucks aqui no Rio, num lugar lindo e que eu amo chamado Parque Lage. Como adoro ir em eventos diferentes e tendo amado o festival de food trucks que fui no Planetário, chamei minha mãe e minhas tias (e Raphael, claro), e fui.

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Maaaaas, tivemos um pequeno contratempo: a chuva. Logo quando chegávamos no local, começou a chover. Mas pensamos: “Ah, daqui a pouco passa”. Nada disso! A chuva só aumentou! E ao passarmos pelo portal que nos levaria ao mundo mágico do food truck, percebemos que seria impossível ficar ali. Além da chuva nos obrigar a ficar o tempo todo em baixo de guarda-chuvas, estava muito cheio – o que só piorava o fato de estarmos com guarda-chuvas – e todos os lugares que foram feitos pra sentar estavam encharcados. Então imagina se ia dar pra ficar por lá com filas imensas nos furgões, nenhum lugar pra ficar, esbarrando nas pessoas o tempo todo e ainda com 3 senhoras (minha mãe e minhas tias). Não dava!

As filas imensas nos furgões.

As filas imensas nos furgões.

O truck mais fofo e que me deu muita vontade de enfrentar a fila só pra provar as delícias.

O truck mais fofo e que me deu muita vontade de enfrentar a fila só pra provar as delícias.

Mas fiquei com muita pena porque tava tudo muito lindo, bem arrumadinho, fofamente decorado. E sabia que tinha comida gostosa porque alguns dos trucks que estavam lá também encontrei no festival do Planetário. Mas achei falha da produção não pensar na possibilidade da chuva, ainda mais num período em que estava chovendo bastante, e não criar nenhum abrigo contra ela, nem um toldinho que seja! Mandaram mal nessa.

Galera se protegendo da chuva como podia - até as almofadas dos lugares pra sentar tavam servindo!

Galera se protegendo da chuva como podia – até as almofadas dos lugares pra sentar tavam servindo!

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Porém, o dia não estava acabado e muito menos perdido. Resolvemos ir na Suqueria Carioca, cafeteria/lanchonete que conheço desde que abriu (e, inclusive, já havia falado sobre nesse post aqui) e sou apaixonada desde então. Mamis e tias não conheciam, portanto levamos as três para experimentar. Comemos tantas coisas deliciosas que não sei como não saímos de lá rolando!

Nossos almoços deliciosos!

Nossos almoços gostosos! Tem salada, crepe, omelete de claras, e hambúrguer delícia!

Conheci a omelete de claras deles, totalmente saudável, e mega apetitosa! Era com peito de peru e queijo, se não me engano. Raphael pediu crepe de queijo e presunto, mamis pediu hambúrguer com salada (aí vem sem o pão), minha tia pediu salada e crepe também, e Vera pediu um sanduíche que dava água na boca só de olhar!

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Eu gosto muito de lá também porque, além de tudo ser muito bom, o atendimento é excelente! Já falei inúmeras vezes que odeio atendimento ruim, que é um dos motivos pra eu não voltar em um lugar. E também é um dos motivos pra eu voltar. E lá com certeza é um dos motivos. Sempre que vamos lá somos muito bem atendidos, sem exceção. E nesse dia a menina – que eu devia ter perguntado o nome – nos tratou super bem, foi divertida, brincalhona, e até aturou nossas piadinhas! hahahaha

Crepe de chocolate com morango do Raphael.

Crepe de chocolate com morango do Raphael.

O legal de lá também é que, como estão começando (a Suqueria tem somente alguns meses de existência), eles aceitam dicas, sugestões e críticas construtivas.  E foi o que fizemos nesse dia, porque minhas tias acharam o brownie um pouco mole demais, e avisamos pro dono, que disse que mudaria isso. Mas tirando o brownie, todas as outras coisas que pedimos de sobremesa estava totalmente divino! Meu bolo de cenoura com chocolate então… Hm…

O brownie. Bonito ele tava!

O brownie. Bonito ele tava!

Meu bolo de cenoura. Aiai, água na boca só de lembrar...

Meu bolo de cenoura. Aiai, água na boca só de lembrar…

Então não, não foi um dia nem um pouco perdido! E se vocês quiserem saber mais um pouco sobre esse dia, tem um vídeo no meu canal com imagens super legais dos dois lugares! E, se vocês gostarem do vídeo, vocês podem até seguir o canal, se quiserem. E não esqueçam também de me seguir nas redes sociais, ok?

Beijos!

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Filmes: Birdman (ou A Inesperada Virtude da Ignorância)

Antes de qualquer coisa, Birdman não é um filme de super-herói. Aviso isso porque eu achava que seria mais um filme de super herói, como todos esses que vimos por aí e eu gosto, não me entendam mal. Mas eu sei que muita gente pode estar esperando um filme grandioso e cheio de ação e aventura, como Os Vingadores, Superman e coisas do tipo, e não é. Estou avisando para ninguém assistir o filme desavisado e acabar tendo uma decepção porque ele não é nem um pouco cheio de ação e explosões. Nem um pouco mesmo!

Pôster do filme.

Pôster do filme.

Birdman conta a história de um ator que estourou interpretando um super-herói nos cinemas: o Birdman do título do filme. Porém, ele tenta ao máximo se livrar dessa imagem, como vários atores que conhecemos que ficam marcados por um personagem e não conseguem nunca mais ser lembrados por outra coisa – e nem conseguem fazer outro tipo de papel porque nem mesmo as pessoas do mercado do cinema conseguem pensar neles de forma diferente. No filme, o ator escreve (e dirige) uma peça de teatro para que as pessoas – e ele mesmo – possam desvencilhá-lo do papel que interpretou há tantos anos atrás. E o filme transcorre durante essa empreitada: mostra os dias antes da peça estrear, os ensaios fechados e abertos para o público, e a estreia em si.

O tema do filme é muito interessante e muito atual. Como a fama é algo rarefeito e tem muito menos a ver com o a qualidade de seu trabalho, mas sim com o que você representa. E isso inclui os críticos. Se existe uma coisa que sempre me incomodou foi a fala dos “supostos cultos”, ou “pseudo cults”. E eu não chamo de pseudo cult só aquela galera que fala que gosta de uma coisa só porque é considerado bom. Pseudo cult, pra mim, é todo aquele que diz que só um tipo de coisa é bom, geralmente o que é considerado bom pela elite intelectual. Eu não vou ser hipócrita e dizer que tem alguns produtos culturais que não me animam consumir por saber de antemão que não serão muito de meu agrado, como comédias muito bobas e coisas do tipo. Mas eu não deixo de ver tudo, e quando vejo, não digo que não gostei mesmo tendo gostado só porque aquele produto é considerado de baixa qualidade. Mas tem gente que é assim, e os críticos são assim (e são insuportáveis). E isso fica muito claro no filme. E não adianta: uma vez que você fez um produto considerado de baixa qualidade, não há nada de boa qualidade que você faça que vai tirar isso da cabeça pequena dessas pessoas (não vou falar mais senão darei spoiler). E isso fica bem claro no filme, o quanto, em ambos os lados (dos cultos e dos que não ligam pra essas coisas), o estigma e o preconceito impera.

Michael Keaton e Edward Norton em frente ao teatro onde será encenada a peça do ex-Birdman.

Michael Keaton e Edward Norton em frente ao teatro onde será encenada a peça do ex-Birdman.

A crítica ao próprio sistema e mercado cinematográfico é muito forte e aparente no filme, o que é uma das coisas mais legais. É muito interessante quando algo critica a si mesmo. Outro aspecto interessantíssimo do filme são os planos do filme. Eles são, em sua maioria, planos sequência. Planos sequência, pra quem não sabe, são aqueles planos sem corte, que a gravação não é interrompida e a câmera segue os atores, mesmo quando há mudança de cenário. A cena que colocarei abaixo é um plano sequência. Eles não saem do cenário em que estão, mas dá pra se perceber a falta de corte e que é uma cena contínua. É algo muito difícil de se fazer, tanto para a parte técnica quanto para os atores. Imagina o cameraman tendo que seguir o ator, às vezes, os atores, de cenário a cenário, e filmar do ângulo que foi combinado? E os atores tendo que acertar cada marca, cada fala, cada movimento? Porque um plano sequência costuma ser longo, portanto há mais falas, mais movimentos, mais marcas. E se, por acaso, alguém errar, terá que ser feito do começo, porque se repetir do meio deixa de ser plano sequência. Perceberam a complexidade?

Então eu fiquei fascinada com a parte técnica do filme. Os planos sequência, os takes próximos, que muitas vezes distorciam os atores, a falta de pudor e vaidade dos atores nesse filme, a edição perfeita, a direção mais perfeita ainda porque há de se dirigir muito bem para tudo isso dar certo. Tudo bem que eu sou uma fanática por Iñárritu (o diretor do filme), então talvez minha opinião não seja assim tão imparcial. hehe Ele, inclusive, está concorrendo ao Oscar de Melhor Direção por Birdman.

Atores sem vaidade no filme: Michael Keaton e Edward Norton de cueca e duas fotos da Emma porque mesmo feia ela é linda!

Atores sem vaidade no filme: Michael Keaton e Edward Norton de cueca e duas fotos da Emma porque mesmo feia ela é linda!

As outras nomeações do filme são de Melhor Ator (Michael Keaton, muito bom), Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton, fenomenal, como sempre), Melhor Atriz Coadjuvante (Emma Stone, minha queridinha mór), Melhor Roteiro Original (Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Armando Bo), Melhor Fotografia, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, e o prêmio mais importante da noite, Melhor Filme. No Globo de Ouro, Birdman levou os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Ator em Comédia ou Musical. Agora, como não há separação entre comédia e drama na categoria de melhor ator, acho difícil Michael Keaton ganhar de Eddie Redmayne (vejam minha crítica sobre A teoria de tudo, filme que Eddie protagoniza, clicando aqui). Direção acho difícil alguém ganhar de Linklater, diretor de Boyhood (minha crítica sobre o filme aqui). Roteiro eu gostaria muito que Wes Anderson ganhasse com seu incrível O Grande Hote Budapeste, assim como Melhor Filme (mais uma vez, crítica sobre O Grande Hotel Budapeste aqui), mas acho difícil ele ganhar. Dos prêmio técnicos, eu nunca sei o que dizer, mas eu daria todos os de som pra Whiplash!  E fotografia vai fácil pra Grande Hotel Budapeste. Acho muito difícil a Emma ganhar melhor atriz coadjuvante e o Edward Norton só não ganha Melhor Ator Coadjuvante por causa do J.K. Simmons de Whiplash (adivinha! Crítica aqui). Ou seja, tá difícil pro Birdman (na minha opinião, claro).

Apaixonada por essas luzinhas de pimenta!

Apaixonada por essas luzinhas de pimenta!

Maaaaaaaaaaaaas, depois de tudo isso que falei, depois de ter amado a parte técnica do filme, de amar Iñárritu and all, preciso falar que não achei o filme fantástico. Quer dizer, sabe quando você consegue reconhecer a magistralidade de algo mesmo sem ter gostado muito? Pois é, foi o que aconteceu. Eu achei o filme cansativo, mas achei que ele deveria existir, entendem? Porque é um tema muito bom de ser discutido, foi passado de uma forma espetacular tecnicamente, eu só achei meio cansativo. Mas não deixem de ver por causa dessa minha opinião. Vejam e tirem suas próprias conclusões.

Beijos!

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Viagens: Buenos Aires (Parte VI)

Olá pessoas bonitas!

Prometi há décadas atrás (mais precisamente, nesse post aqui) que meu próximo post sobre Buenos Aires seria pra falar um pouco sobre o Caminito e aqui estou eu, cumprindo minha promessa. Com muito atraso, mas estou. #LiviaNãoQuebraPromessas

Rua de "entrada" do Caminito.

Rua de “entrada” do Caminito.

A rua Caminito é considerada uma “rua-museu”, e isso se deve a inúmeros motivos: pela arquitetura de suas construções, pela quantidade imensa de artistas de rua que lá expõe suas obras, seja de música, artes plásticas, dança ou teatro, e pela imensa quantidade de artistas presentes no local. Era uma rua desativada, esquecida, até que em 1950, um grupo de moradores resolveu reativar a rua e foram eles que a nomearam “Caminito” (devido a um tango de 1926). Assim, vários artistas incorporaram suas obras ao espaço, deixando-o com a cara festiva e alegre que tem hoje. (Livia também é cultura. E história) Aliás, as casas da rua são todas coloridas de cores diferentes porque a maioria dos moradores usaram tintas que sobravam nos portos: eles eram muito pobres e não tinham dinheiro para comprar tinta.

As casas coloridas do Caminito.

As casas coloridas do Caminito.

Hoje, a rua Caminito é uma rua cheia de cores (ainda), música, arte, e lojinhas – muitas lojinhas de souvenir para a consumista em você se esbaldar! Tem de tudo por lá: roupas, chaveiro, lápis, caneta, imã, bijuteria, e, claro, obras de arte! Muitas das lojinhas do Caminito ficam em galerias, e todas as galerias, mesmo tendo uma aparência um pouco de mal cuidadas, o que é uma pena, continuam sendo lindas por suas cores fortes, desenhos nas paredes e o material que as casas são feitas. Na verdade, pra mim, parece que tudo foi feito pra se tornar uma imensa obra de arte, porque apesar de cores e formas muito distintas, tudo se completa e é visualmente bonito, tudo se complementa de um jeito único. As casas coloridas e as obras de arte se encontram duas ruas paralelas, com cerca de 150 metros de extensão.

Dentro de uma galeria do Caminito.

Dentro de uma galeria do Caminito. Muita arte, como se pode ver.

O estilo despojado do Caminito, que é um charme.

O estilo despojado do Caminito, que é um charme.

Além das galerias e lojinhas, há também a arte (e também a venda) de rua. Já fui a Buenos Aires três vezes, o que significa que visitei o Caminito três vezes, e todas elas fui abordada por um vendedor. Mas não pense que são aqueles vendedores chatos, que ficam te enchendo a paciência com produtos sem graça e não vão embora por nada! Não! São artistas que não tem outro meio que não a rua para mostrar e vender suas obras. Uma vez, tinha um fotógrafo que tirava fotos lindas da cidade e as vendia emolduradas em quadrinhos. Louca por fotografia como sou, comprei um com a imagem da casa mais famosa do Caminito (que está na foto abaixo), para eu nunca esquecer aquele momento. Ele foi tão simpático, contando a história de suas fotografias, que eu não quis esquecer daquilo nunca mais, precisava de um registro material! Aliás, as pessoas do Caminito, principalmente os artistas, são muito simpáticas e adoram uma conversa! Vai preparando seu castellano pra gastar com a galera de lá!

Eu, minhas amigas e alguns brasileiros que conhecemos no ônibus indo pro Caminito. Brasileiro sempre se enconytra, incrível!

Eu, minhas amigas e alguns brasileiros que conhecemos no ônibus indo pro Caminito. Brasileiro sempre se enconytra, incrível!

A única parte chata do Caminito são os restaurantes. Não que eles sejam ruins, mas sabe quando você vai num lugar que tem muitos restaurantes, um do lado do outro, e todos os garçons te entregam um cardápio quando você passa na frente falando pra comer lá porque é o melhor restaurante do local? Pois é, acontece o mesmo por lá. Todas as vezes que fui foram iguais. Mas aí é só mostrar todo seu lado de brasileiro simpático e dizer “no, gracias” com um sorriso no rosto que eles te deixam em paz. Ou então, se estiver com fome, dá uma lidinha no cardápio, o que que custa, né? A comida por lá é boa. Assim, normal. Não achei nenhuma ruim. Mas também nunca achei fantástico. Dá pra comer. Mas prepare-se pra gastar uma graninha, porque como o Caminito virou um lugar super turístico, o preço dos restaurantes seguiu esse fluxo.

Nós num dos inúmeros restaurantes do Caminito.

Nós num dos inúmeros restaurantes do Caminito.

Ah! E claro que em praticamente todos os restaurantes de lá tem alguém tocando uma música, dançando um tango, ou os dois! É no Caminito que as pessoas tiram aquela famosa foto com um dançarino na pose clássica do tango, e mesmo geralmente sendo com dançarinos de rua, em restaurantes também é possível registrar esse momento. Não, eu não tenho nenhuma foto dessas, nunca tirei porque são muito caras! (ou tá achando que é de graça? eles não são bobos não!) Nas ruas também se vê muitos músicos e dançarinos. Uma vez, achei por lá até um bloco de samba, acredita?

Músicos, blocos de samba,, dançarinos de tango e dança gaúcha (que, por sinal, é o máximo!): se encontra de tudo por lá!

Músicos, blocos de samba,, dançarinos de tango e dança gaúcha (que, por sinal, é o máximo!): se encontra de tudo por lá!

Dá pra perceber que o Caminito é uma diversão só, né? Porém, a rua fica em um bairro que é um pouco perigoso, La Boca (que também é onde fica o estádio La Bombonera), por isso recomendo que o visitem pela manhã, porque, além de ainda estar claro, fica bem mais movimentado. Lá também não tem acesso indo de metrô, só de ônibus (ou táxi, se você for rycah! hahahaha). Mas é fácil achar a linha que passa por lá, praticamente todo hotel e albergue tem um livrinho com as rotas de todos os ônibus da cidade (ah, se o Rio fosse assim…).

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Gatinha (não sei porque, mas acho que era menina) em uma das galerias do Caminito. Não resisto!

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Os desenhos da parede conversando com os bonecos nas janelas, algo muito comum na rua.

Caminito é lugar que não dá pra deixar de ir! É lindo, transpira arte, alegria, e ainda dá pra comprar coisinhas por preços baratinhos (porém, nem tudo tem preço baixo, tem que bater uma perninha). E você ainda pode dar de cara com uma feirinha de vez em quando, como da primeira vez que fui e me apaixonei! Só tomem cuidado com os botecos com muita cara de sujo. Quando fui com marido, comemos uma empada que pelo amor! #FaltaDeSorte

Espero que tenha deixado em vocês a vontade de conhecer esse lugar colorido e maravilhoso! Se você já foi lá, me diz se concorda comigo! Beijos e até a próxima! Deixo vocês com mais algumas fotinhos da rua mais linda de Buenos Aires!

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Maradona everywhere!

Nas varandas.

Nas varandas.

Marido e a empanada ruim. E fria.

Marido e a empanada ruim. E fria.

Ah, o Caminito...

Ah, o Caminito…

PS. Algumas fotos desse post são das minhas amigas Carol, Heloísa e Patrícia, que gentilmente me cederam as fotos sem saber, mas com certeza aprovam esse “roubo”! hahahahahaha

50 Tons de Princesas

Pessoas!!!!!!!!

Está chegando carnaval e meu humor não está nem um pouco bom por causa disso. Sim, eu odeio carnaval. Sim, eu fiz um vídeo sobre isso. Ainda não viu? Então aqui está!

E, pra piorar, essa 6a feira estreia 50 Tons de Cinza, que achei, na verdade, uma grande sacada dos produtores, já que não há festa mais sacana e promíscua que o carnaval. Combinou direitinho com esse filme de um livro ruuuuuuuuuuuuuuim  novo blockbuster do mês. E aproveitando o ensejo (ou talvez não aproveitando, ele só ficou com vontade de fazer isso agora porque sim), um artista anônimo postou no DeviantArt (um site muito interessante onde artistas de várias áreas podem compartilhar seu trabalho) ilustrações das princesas da Disney em poses, digamos, safadinhas – pra dizer o mínimo. São as princesas se elas atuassem em 50 tons de cinza.

Bela e a Fera sadomasô.

Bela e a Fera sadomasô.

Eu não sou muito fã das princesas, como já disse em outro post também de ilustrações baseadas em personagens da Disney (que você pode ler clicando aqui), porque acho todas as histórias muito machistas e, além disso, criam um ideal de perfeição inalcançável, mas que muita gente, principalmente do sexo feminino, insiste em seguir. Por isso, sempre gosto muito quando alguma alma boa resolve inseri-las em mundo onde toda essa perfeição é quebrada. Como o mundo das ilustrações desse anônimo, cheio de sensualidade e bem, bem explícito (ok, nem tanto assim, mas o mais explícito possível se tratando de princesas da Disney).

Eu bem queria ser a Jasmine, sempre fui apaixonada pelo Aladdin!

Eu bem queria ser a Jasmine, sempre fui apaixonada pelo Aladdin!

Confesso que nessa eu choquei porque é a Anna, cara! Única das princesas que eu gosto, por ser totalmente não-princesa.

Confesso que nessa eu choquei porque é a Anna, cara! Única das princesas que eu gosto, por ser totalmente não-princesa.

É muito comum artistas renovarem os personagens da Disney e os inserirem em cenários diferentes, com roupas diferentes, e recentemente teve até uma ilustradora que desenhou as princesas como se vivessem no mundo real, ou seja, com frizz no cabelo, suadas, com o cabelo realmente molhado (Ariel vivendo no mar e sem molhar o cabelo era hilário!). Acho todas essas propostas muito interessantes pois nos fazem enxergar que aquilo é só um mundo que não existe e que é impossível ser daquele jeito. Ou, pelo menos, espero que as pessoas enxerguem isso (eu realmente não suporto a perfeição da Disney). Mas acho que nunca tinha visto alguém surgir com algo tão erótico. E achei um mega tapa na cara da sociedade, do tipo, aqui Disney, onde posso colocar suas princesinhas perfeitinhas! E, apesar de algumas imagens somente sugerirem algo, outras são bem escancaras, como a acima da Anna e essa da Ariel:

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Olha a cara de prazer dela, gente!

Bem, eu sou daquelas que adora uma polêmica e odeia coisas certinhas, então podem entender o quanto adorei essas imagens safadas das princesas, né?

Essa é, de longe, a minha favorita.

Essa é, de longe, a minha favorita.

Eu gostaria de saber quem é esse artista pra poder procurar outros trabalhos dele/a. Espero que se pronuncie logo. Assim que eu souber, aviso pra vocês!

E aí, o que acharam? Foi muito chocante pra vocês? Ou, como eu, vocês também gostam de uma chacoalhada no comum? Digam-me!

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