Vencedores do Oscar! – Parte II

Hello everybody!

Como eu disse no último post, que acabei só falando sobre como foi o Oscar, hoje falarei sobre os vencedores do Oscar em si. Sei que já se passaram 4 dias e a essa altura todos já sabem quem ganhou cada prêmio. Mas ninguém sabe o que eu achei sobre cada vencedor! Não que seja de interesse de alguém e que isso vá mudar a sua vida, mas, ah, eu quero falar! hahahahaha Então, let’s go! (na ordem em que os prêmios foram entregues no dia)

Melhor Ator Coadjuvante

Os indicados ao prêmio eram Edward Norton, Ethan Hawke, J.K. Simmons, Mark Ruffalo e Robert Duval, sendo o grande vencedor da noite J.K. Simmons, pelo filme Whiplash. Apesar de ter adorado Edward Norton em Birdman e não ter visto Robert Duval em O Juiz, achei muito merecida essa vitória. J.K. Simmons estava mesmo muito bem no papel do odiado maestro da orquestra mais requisitada da universidade de música e conseguiu fazer todo mundo querer dar um tapa na cara daquele sádico, então nada mais justo do que ele levar esse Oscar pra casa. Palmas pra ele.

J.K. Simmons com carinho de simpático recebendo o prêmio.

J.K. Simmons com carinho de simpático recebendo o prêmio.

Ah! E até agora tô sem entender essa indicação do Mark Ruffalo. Ele não fez nada de mais em Foxcatcher e sua atuação foi normal, como em qualquer outro filme. Se fosse pra alguém do chatíssimo Foxcatcher ser indicado ao Oscar de ator coadjuvante, que fosse o Channing Tatum, que pelo menos aparece por mais de vinte minutos no filme. Mas, com esse nome e tirando a roupa, acho que ninguém nunca vai levá-lo a sério.

Melhor Figurino e Melhor Cabelo e Maquiagem

Os dois prêmios foram para O Grande Hotel Budapeste que, como vocês vão ver adiante, foi o grande vencedor dos prêmios técnicos. Merecidíssimo. Imaginem o quão trabalhoso deve ter sido transformar a Tilda Swinton em uma idosa de 80 anos! E pesquisar o figurino de época do filme! Uma tarefa mega difícil e super bem executada. Milena Canonero (a figurinista) e Frances Hannon e Mark Coulier (cabeleireiros e maquiadores) estão de parabéns!

Tilda Swinton normal e no filme O Grande Hotel Budapeste.

Tilda Swinton normal e no filme O Grande Hotel Budapeste.

Alguns dos figurinos do filme.

Alguns dos figurinos do filme.

Melhor Filme Estrangeiro

Apesar de eu torcer feito louca para Relatos Selvagens, único filme que vi (e amei) da lista dos indicados, eu tinha certeza absoluta que daria Ida, longa polonês. A Academia adora filmes sofridos de um país distante, e nada mais sofrido quanto uma jovem prestes a se tornar freira que descobre um segredo relacionado ao nazismo. E sendo em preto e branco então, não tinha pra mais ninguém. E assim foi. Mas, como não assisti, não posso dar minha opinião. Tenho uma amiga, porém, que viu e gostou. Então vamos todos ter que confiar no julgamento dela. 😉

Cena do filme Ida.

Cena do filme Ida.

Os prêmios a seguir eu não tenho nada a comentar, já que não vi nenhum dos indicados. Então só listarei os vencedores mesmo.

Melhor Curta de Ficção: The Phone Call.

Melhor Documentário Curta-metragem: Crisis Hotline: Veterans Press 1, sobre os traumas dos veteranos de guerra. Claro que ia ganhar, já que americanos sempre se orgulham de suas guerras e veneram os veteranos.

Melhor Curta de Animação: O Banquete.

Melhor Documentário: Citizenfour, documentário sobre Edward Snowden,  analista de sistemas, ex-administrador de sistemas da CIA e ex-contratado da NSA que tornou público detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da NSA americana. (Nessa categoria, tinha um documentário franco-brasileiro participando, um documentário sobre o fotógrafo Sebastião Salgado)

A fofura do curta de animação vencedor O Banquete (quero muito ver!).

A fofura do curta de animação vencedor O Banquete (quero muito ver!).

Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som

Eu achava que entendia de áudio só por ter um marido que trabalha com isso (ele é formado em produção fonográfica). Mas explicando pra ele porque eu achava que Whiplash deveria ganhar os dois prêmios, ele me disse que isso que eu estava falando era edição de vídeo, e não tinha nada a ver com o som. Primeiro, me senti uma burra. Depois percebi que era melhor não opinar sobre as categorias e só dizer pra vocês quem foram os vencedores. Depois, em outro post, pego as informações com ele dou uma estudada melhor e explico pra vocês, caso não saibam, como eu, o que significa cada um. Maaaaas eu sabia que filmes de guerra costumam ganhar prêmios de áudio, e foi o que aconteceu com o de melhor edição, onde o vencedor foi Sniper Americano. Já melhor mixagem quem ganhou foi minha aposta, Whiplash – só que por motivos totalmente diferentes do que eu imaginava.

Melhor Atriz Coadjuvante

Como atriz coadjuvante, tivemos como vencedora a medium Patricia Arquette (por Boyhood), que foi uma escolha óbvia. As outras opções não eram tão significativas – apesar de termos (a diva) Meryl Strip no hall de indicadas, mas seu filme, um musical sobre princesas, não era nem um pouco filme de Oscar. Amo Emma Stone, mas ela não tinha chances. As outras indicadas eram Keira (eca) Knightley, com uma atuação ok em O Jogo da Imitação, e Laura Dern por Livre, que eu não vi, portanto não posso julgar.

US-OSCARS-SHOW

“Chegou a hora de haver igualdade de salário de uma vez por todas e direitos iguais para as mulheres dos Estados Unidos.” (em tradução livre) Eu diria do mundo, e não somente dos EUA, Patricia.

Porém, o que mais chamou atenção foi o discurso de Patricia, que além de agradecer a colegas de profissão e sua família, pediu igualdade de salário (e direitos iguais). É muito comum os homens ganharem mais que as mulheres no “mundo real”, mas eu não sabia que no maravilhoso mundo de Hollywood isso também acontecia – e é horrível saber que isso é uma realidade em todo lugar. Palmas pra Patricia, que teve a coragem de falar isso em cadeia mundial.

A diva concorda (e J. Lo também).

Melhores Efeitos Visuais

O vencedor foi Interstelar. A galera que assistiu ao filme (eu não vi porque não é meu estilo favorito, aliás, eu acho que dormiria durante) disse que achou injusto ele só ter sido indicado para essa categoria. Mas pelo menos foi indicado a algo, né? E ganhou, olha que legal! (sim, isso foi irônico) Dos outros da lista, só assisti Guardiões da Galáxia, e queria que tivesse ganhado pelo simples fato de que amei! Só isso mesmo, puro gosto, nada de técnica ou conhecimento cinematográfico.

Cena de Interstellar. Eu acho. Rs.

Cena de Interstellar. Eu acho. Rs.

 Melhor Longa de Animação

Esse prêmio foi a surpresa da noite pra mim (bem, uma das). Eu tinha certeza absoluta de que quem ganharia seria Como Treinar Seu Dragão 2, filme que eu adoro desde o primeiro. Mas fiquei muuuuuuito feliz quando revelaram que o vencedor era Operação Big Hero! Eu ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei Big Hero 6 (no original), muito, demais! E apesar de ter adorado Como Treinar Seu Dragão, achava mesmo que Baymax e cia mereciam esse prêmio por ser um filme original, lindo e fofo. Muito fofo. Baymax é meu novo personagem favorito e eu não vejo a hora de comprar (ou ganhar – piscadinha, piscadinha) o boneco Pop! Funko dele. Ele pode parecer só uma bolha branca olhando assim, mas veja o filme e me diga se ele não é totalmente apaixonante! Assim como o filme, que me fez rir, chorar, rir mais um pouco e chorar ainda mais! Prêmio super merecido! (dito isso, preciso informar que só assisti esses dois filmes da categoria)

A galera do Big Hero 6 e o fofo do Baymax!

A galera do Big Hero 6 e o fofo do Baymax!

Melhor Desenho de Produção

A categoria desenho de produção é a antiga direção de arte, que mudou de nome esse ano (assim como fotografia, que agora é cinematografia). O grande vencedor foi O Grande Hotel Budapeste e, com certeza, não tinha como ser outro filme. É visível o trabalho imenso (e maravilhoso) que Adam Stockhausen e Anna Pinnock tiveram ao fazer esse filme. Cada objeto, cada cenário, cada pedacinho conta uma história e foi feito de maneira esplendorosa. É tudo tão detalhado que você pensa que deixou de perceber várias coisas do filme e, com certeza, cada vez que assistir vai notar algo que não viu na vez anterior. É um trabalho de grandes profissionais que fazem tudo com perfeição. Realmente não tinha como ser outro o vencedor.

Diretora de arte em ação.

Diretora de arte em ação.

Melhor Cinematografia

O vencedor foi Birdman. Eu achei injusto e acho que deveria ter sido O Grande Hotel Budapeste. Mas acho que os plano sequência do ganhador foi um motivo forte para ele ter ganhado. Provavelmente foi por isso mesmo.

Melhor Edição

Lembra que eu tinha falado que o motivo que eu tinha dado pra achar que Whiplash deveria ganhar os prêmios de som era, na verdade, edição? Aí, eu estava certa! Hahahahahaha Whiplash foi o grande vencedor da categoria, e acho que foi bem justo. Achei fantástico como muitos cortes do filme eram feitos na batida exata da música, e isso, como explicado por marido, é feito da edição. Portanto, prêmio merecido.

Melhor Canção Original

Nada mais justo do que Glory, música de Selma, ganhar esse prêmio. Já foi injusto o suficiente o filme só estar concorrendo em duas categorias (além dessa, Melhor Filme), se não ganhasse melhor canção seria um absurdo. A música é bonita, emocionante, e a apresentação no palco no dia da entrega do Oscar foi de apertar o coração – e fazer David Oylowo derramar rios de lágrimas. Super entendível, David. Mesmo.

Melhor Trilha Sonora Original

Outra categoria que não tenho como opinar porque não prestei atenção na trilha sonora (que, geralmente, são as músicas orquestradas, que a gente percebe pouco mesmo). Mas o vencedor, Alexandre Desplat, que ganhou pelo meu queridinho O Grande Hotel Budapeste (eu disse que o filme tinha abocanhado vários prêmios técnicos!), também foi indicado por O Jogo da Imitação, ou seja, tava uma casa na frente dos outros amiguinhos, já que estava indicado duas vezes! Isso também significa que o cara é bom!

Calma, gente, tá acabando! Será que eu continuo aqui ou faço um novo post para falar das categorias faltantes?

Nah! Vou falar agora mesmo! Mas eu sei que o post já está gigante! Mas vamos lá gente, falta pouco! E tá legal, né? 😉

Melhor Roteiro Original

Mais uma categoria que não concordei com o vencedor. O que está escrito no título da categoria? Original. E nada mais original que o roteiro de Wes Anderson para O Grande Hotel Budapeste! (sei que não é esse o significado da palavra na categoria, mas, né, tinha que valer!) Quem levou o prêmio foi Birdman e, pra falar a verdade, não concordei mesmo!

Os roteiristas de Birdman, em sua maioria latino. Isso, pelo menos, foi legal. :)

Os roteiristas de Birdman, em sua maioria latino. Isso, pelo menos, foi legal. 🙂

Melhor Roteiro Adaptado

Esse, pra mim, foi o prêmio mais emocionante da noite. Amei O Jogo da Imitação e gostei muito de ter vencido a categoria. Mas o que marcou mesmo, mais uma vez, assim como com Patricia Arquette, foi o discurso do roteirista do filme, Graham Moore. Ele disse que, quando tinha 16 anos, tentou se matar porque se achava muito diferente de todo mundo e que não se encaixava em lugar nenhum, mas que agora estava ali, naquele palco, ganhando um prêmio – e com um filme que conta exatamente a história de alguém assim, diferente dos outros e que não se encaixa em lugar algum e que sofreu muito por isso. E ainda deixou uma mensagem para todos que se sentem diferente para que esperem que um dia encontrarão seu lugar e chegará a vez deles. Foi lindo. Foi emocionante. Eu aplaudi em pé na minha casa, mesmo morrendo de cólica. Isso porque me sinto assim até hoje, que sou diferente de todo mundo, que nunca ninguém vai me aceitar como sou, que por mais que eu tente me explicar, as pessoas não conseguem me entender. Sei que esse sentimento já devia ter passado, quando a adolescência terminou, talvez, mas não passou. E eu continuo me achando errada por pensar diferente e agir diferente da maioria. Então o discurso dele me deu força, me deu ânimo, me deu esperança. E ele é roteirista, for God’s sake! (pra quem não sabe, é a carreira que tento seguir) E já é meu novo ídolo.

Muito amor por Graham Moore.

Muito amor por Graham Moore.

 Melhor Direção

Essa categoria estava óbvio que iria pro deus Alejandro Gonzalo Iñárritu, diretor de Birdman. E eu acho que deveria ser ele o vencedor mesmo. Não é fácil coordenar atores e técnicos em cenas como os plano sequência do filme. Sem contar que todo o filme, apesar de não ser meu preferido do filme, é intenso, bem pensado, projeto de gênio mesmo. Concordo que o prêmio devia ser dele e fico feliz, já que ele é meu diretor favorito!

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Melhor Ator

Ah gente, o que dizer de Eddie Redmayne, o vencedor da categoria de melhor ator por A Teoria de Tudo? Eu já achava que ele tinha que ganhar o Oscar (mesmo não tendo gostado do filme), depois de vê-lo recebendo o prêmio então! O que foi a sinceridade de seu discurso? A felicidade sincera e contagiante? Os olhinhos brilhando de animação e descrença? Eu olho as fotos e não consigo parar de sorrir! Prêmio de fofurice do Oscar também vai pra ele!

Emoção do vencedor de melhor ator.

Emoção do vencedor de melhor ator.

Melhor Atriz

Primeiro, preciso dizer que achei a lista de indicadas ao Oscar de melhor atriz desse ano bem fraca. Quase todos os papéis foram razoáveis e nada de muito difícil ou desafiador de fazer (só não posso falar de Reese Whitherspoon porque não vi o filme Livre). Amo Marion Cotillard, mas ela não estava nada de extraordinário em Dois Dias, Uma Noite (mas gostei bastante do filme). Felicity Jones só foi indicada pro Oscar porque participou do filme queridinho da noite (mas que nem ganhou muita coisa assim). Rosamund Pike estava muito bem em Garota Exemplar, e poderia até ter ganhado o Oscar se não fosse pela segunda maior diva dos EUA (porque a maior diva do mundo é Fernanda Montenegro, deixando Meryl Strip com o posto de segunda), Julianne Moore. Sou um pouco suspeita porque amo Julianne e ela é uma das minhas atrizes favoritas (e nem é só porque é ruiva), mas ela estava realmente fabulosa (o que não é novidade) em Para Sempre Alice, filme nem um pouco fácil de fazer sobre uma linguística (ou seria linguiça?) que é diagnosticada com Alzhimer. E toda sua inteligência vai sumindo dentro de sua doença aos poucos. Julianne interpretou no ponto certo, nada de muito extrapolado nem seguir o mesmo tom (como sua filha no filme, Kirsten Stewart que, porém, tenho que admitir, estava até boazinha), por isso mais que mereceu o maior prêmio feminino a noite. Clap clap, Julianne!

Julianne Moore, linda e ruiva.

Julianne Moore, linda e ruiva.

Melhor Filme

E agora o prêmio mais esperado da noite – que achei também o mais injusto. Como talvez vocês saibam, eram oito indicados: A Teoria de Tudo, Birdman, Boyhood, O Grande Hotel Budapeste, O Jogo da Imitação, Selma, Sniper Americano e Whiplash. O meu filme favorito desses é, sem sombra de dúvidas, O Grande Hotel Budapeste. Mas eu nem sonhava que ele fosse ganhar. Eu achava, porém, que Boyhood ganharia nessa categoria. E achava muito justo, aliás. Afinal, foram 12 anos gravando um filme, uma grande ousadia que eu nunca havia visto antes. Por isso, ele merecia o Oscar de Melhor Filme. Mas não foi o que aconteceu. Quem ganhou o prêmio foi Birdman e eu fiquei bem pê da vida, e olha que é um filme do Iñárritu! Mas eu também amo Richard Linklater e achei absurdo ele não ter ganhado nenhum premiozinho sequer, nem melhor filme, nem melhor diretor! Poxa, cadê o reconhecimento por fazer algo super original, arriscado (e se as crianças desistissem no meio? e se o dinheiro acabasse? e se não desse certo, depois de 12 anos?) e, sim, vou repetir, ousado? Achei sacanagem mesmo e fiquei muito chateada com esse prêmio. Sei nem se ano que vem vou assistir ao Oscar!

Mentira. Vou assistir sim.

Mas que achei injusto, isso eu achei!

Toda a galera de Birdman no palco pra receber o prêmio.

Toda a galera de Birdman no palco pra receber o prêmio.

E, com isso, fechamos os vencedores do Oscar! Ufa, foi longo, mas foi divertido, né? O que vocês acharam? Concordaram com os vencedores? Ficaram com raiva de alguma categoria, como eu fiquei com o melhor filme? Ou vocês não estão nem aí pro Oscar e só querem que chegue logo fevereiro do ano que vem por causa do carnaval? Me contem!

E obrigada por lerem até o fim! hahahahaha

Beijos! Me segue!

Ou não, você que sabe da sua vida. (Brincadeira, me segue sim!)

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