A (nem sempre) deliciosa vida de Nina – Episódio 5

Chérie Vie,

Já ouviu Zaz? Zaz diz que somos o universo, o mar, a terra, e fico me perguntando o que isso tudo quer dizer? Na verdade, não é muito difícil entender. Quer dizer que somos grandiosos, vastos, que podemos ser bem mais do que nos tentam fazer enxergar. Porque, Vida, se nós deixarmos, vão nos dizer que somos pequeninos, que não podemos nada, que nunca chegaremos a lugar nenhum. Quem vão dizer? Ora, eles. E quem são eles, afinal? Eles, que passamos a vida inteira ouvindo falar. Eles dizem isso, eles pensam aquilo, eles mandam pensar de tal jeito. Eles são aqueles que parecem reger nossas vidas, mas não regem! Sabe senso comum, maioria, sociedade, essas coisas que todos nós já concluímos que são burras? Pois é, esses são eles.

A incrível Zaz.

A incrível Zaz.

Cara, não é porque a maioria diz que uma coisa está errada que uma coisa está errada. Não é porque a sociedade impôs que não se pode fazer certa coisa que realmente não se pode fazer essa coisa. Se fosse assim, não teríamos tido avanço nenhum, nem tecnológico, nem psicológico, nem moral, nada! Então meu bem, Vida, não é porque um amigo (ou suposto amigo) implicou com seu jeito e disse que tudo que você faz, ou o jeito como você pensa, ou suas atitudes estão erradas que elas realmente estão! Cabe ao julgado questionar e pensar: “Isso que eu tô fazendo tá realmente incorreto ou a pessoa que tá me julgando que está falando merda porque não consegue me aceitar do jeito que sou? Não consegue entender o diferente?”. E aí você faz sua escolha. E na maioria das vezes, vou dizer, a pessoa que não sabe lidar com o que é diferente do que ela está acostumada.

Tudo isso, Vida, de uma música da Zaz. Porque Zaz é cultura e Zaz é esperta. Porque Zaz não pensa como a maioria. Porque Zaz, Vida, Zaz não segue os padrões e tenta pensar por si própria, algo tão raro nos dias de hoje.

Isso tudo, Vida, pra dizer que cansei de me importar com o que os outros pensam de mim. Cansei de abaixar a cabeça pra amigos que, como eu disse antes, não eram tão amigos assim se não me aceitavam do jeito que eu sou, e só sabiam criticar. Cansei de ter que não ser eu e fingir ser outras só pra agradar.

Renato diz que estou melhor assim. Renato diz que estou mais segura, que minha postura está até diferente, mais ereta. E ele presenciou uma situação dessas, dessas que, antigamente, eu diria “sim, senhor” e choraria no meu cantinho. Mas não disse “sim, senhor” e não fui chorar no meu cantinho, eu enfrentei e segui em frente. Gente, tão diferente do meu eu anterior. E Renato percebeu. E eu percebi um cantinho de admiração em seu olhar. Mas Vida, eu já disse, desse mato não sai coelho e nada vai rolar. Porque isso também aprendi, Vida, a não voltar pros mesmos erros. Porque ex é isso, é erro, uma vez que já acabou. Então vou continuar assim, dizendo sim pro que quero, não pro que não quero, e me mantendo longe da cama do meu ex. Porque, pra que, né?

Da sua,

Nina.

PS. Você concorda comigo?

E essa é a Zaz ao vivo, no Rio de Janeiro:

Viagem: Picinguaba

Alô alô marciano!

Como vocês todos estão? Como foram de feriado, de final de semana, de vida, de loucuras? Meu final de semana foi no meio do mato e foi bem gostoso. Foi difícil de chegar? Foi. Mas o que importa é que foi um fim de semana família e cheio de natureza, quer coisa melhor?

Minha prima mais velha, depois de 10 anos de “namoro” (sendo alguns desses já morando junto e com um filho que agora tem 2 anos), resolveu se casar com o namorido e a cerimônia foi numa pousada onde eles sempre vão, e que é meeeeeeeeega difícil de chegar, mas é linda demais! Eu, sendo a entusiasta por fotografia que sou, tirei várias fotos. Várias. Muitas mesmo. Aí achei legal testar algo novo por aqui e colocar algumas das fotos que tirei pra ver se vocês gostariam. Depois vocês me dizem se vocês gostaram? Brigaduuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!

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Eu e meu outfit emprestado.

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A dança dos noivos.

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Tá com foco ruim, mas não podia deixar de colocar a fruta que veio naturalmente com um bigode!

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Não coloquei fotos com rostos de propósito, porque as pessoas da minha família, principalmente os noivos, são muito discretos e na deles, e sei que não gostariam de ter as fotos deles estampadas aqui, principalmente em um momento tão pessoal. Mas dá pra sentir o clima do momento, né? Super paz! O casamento foi em uma pousada em Picinguaba, cidadezinha mínima do estado de São Paulo, acho que faz parte de Ubatuba, mas que fica bem pertinho de Paraty (4o minutos de carro), cidade do Rio de Janeiro. Como só tem ônibus para Paraty (em Picinguaba não tem rodoviária), tivemos que pegar um transporte entre as duas cidades e, no caminho, passamos pelo ponto exato que separa Rio de Janeiro de São Paulo. Super legal, né?

A lindeza que é a pousada.

A lindeza que é a pousada.

Cocoricó!

Cocoricó!

Eu e meu outfit jogador de futebol.

Eu e meu outfit jogador de futebol e meu sobrinho.

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Marido escondido.

Marido escondido.

Vista da janela do meu quarto.

Vista da janela do meu quarto.

Céu de Picinguaba.

Céu de Picinguaba.

E aí, galera, gostaram? Alguém por aí já conhecia Picinguaba?

Sei que minhas fotos são meio abstratas, gosto de coisas assim. Esse tipo de post vai ser mais um estilo que vou começar a colocar por aqui, já que sou completamente apaixonada por fotos. Espero que gostem.

Beijos e até amanhã (ou depois, ou depois)!

Eu e marido, que vai me odiar por colocar essa foto aqui.

Eu e marido, que vai me odiar por colocar essa foto aqui. Mas é só pra ter mais faces, além de fotos abstratas.

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Explicação

Gente, como vocês estão? Eu estou mega atarefada, como deve dar pra perceber já que estou deixando de fazer coisas imprescindíveis para esse blog. Ontem, por exemplo, era dia de Nina. E teve Nina aqui? Não. Eu sei, bad Livia. Mas é que amanhã viajo beeeeeeem cedo pro casamento da minha prima, então tô tendo que fazer várias coisas por aqui e ainda tô tendo que fazer cia aos meus gatos que moram na casa dos meus pais (nossa, que coisa difícil e chata – é ironia, gente!), então passo um tempão lá. Aí já sabe, o tempo vai correndo e quando vejo, zaz!, ele já se foi. Então queria pedir mil desculpas pela falha na programação, mas prometo que semana que vem ela já volta ao normal.

Mas logo teremos críticas (ou somente a minha opinião) de filmes e séries (Chef, Amores Roubados, Begin Again, Once, etc etc etc), mais resenhas de livros (tem Gillian Flynn, mais Matthew Quick, John Green, etc etc etc), dicas de cafés mega gostosos, fotos de viagens e mais um bando de coisa legal. E se vocês quiserem ver algo por aqui, é só pedir!

Ah! Vocês já viram o Roast do James Franco? Roast é um programa do Comedy Central onde várias pessoas se reúnem para falar mal de um determinado artista que é o “homenageado” da noite (eu nunca ia querer ser homenageada desse jeito!). Aqui no Brasil tentaram fazer uma coisa parecida e colocaram o nome de “Fritada” e o que fez mais sucesso foi o do Alexandre Frota. Não sei como é o daqui porque nunca vi, mas o das gringa é muito engraçado! Claro que tudo depende de quem vai. Eu vi o do Justin Bieber (o mais recente) e o do James Franco, e achei o do James mais engraçado. Mas talvez pode ter sido por conhecer (quase) todo mundo que foi “roast” o James: Seth Rogen (o anfitrião da noite), Sarah Silverman (adoro!), Jonah Hill, Andy Samberg (surpreendentemente, o menos engraçado), Aziz Ansari e Bill Hader (tinham outros, mas eu não conhecia). James Franco ficou o tempo todo com sua expressão chapada de sempre, porém rindo. Não muito diferente de sua cara chapada de sempre (porém, lindo). Se eu fosse vocês, iria trás do vídeo para dar umas boas gargalhadas. Tem no Netflix, mas se vocês estiverem com preguiça de procurar, podem clicar aqui para ver algumas das piadas. E depois me digam o que acharam!

E agora, para fechar esse post que não teve um tópico, mas vários eles, queria falar, para os que ainda não sabem, que tenho um canal no YouTube, onde falo várias coisas legais e pago vários micos. Tem vídeo novo toda 4a feira (era toda 4a e todo domingo, mas não tava rolando) e essa semana tem vídeo sobre inspiração pra escrever. Mas ó, aceito de sugestões de temas, viu? Ah! Em breve, farei uma listinha aqui de YouTubas e YouTubos imperdíveis – além do mim, claro! Entra lá e se inscreve no canal, porque nem sempre eu coloco o vídeo aqui (quase nunca, actually).

É isso, gente! Desculpa a confusão de assuntos e a falta de alguns outros, mas semana que vem, como prometido, o blog volta ao normal – ou assim espero! hahahahaha

Beijos!

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30 Livros em 1 Ano – Não sou uma dessas (Lena Dunham) – Livro 4

Alô alô, W Brasil!

Hoje vim aqui cedinho porque fui acompanhar meus pais na rodoviária, aí voltei e pensei “por que não escrever agora no blog?”, então cá estou! Estou com várias ideias nessa cabeça of mine pra escrever por aqui, mas colocarei todas em prática com o tempo. Aguardem… hahuahuahua

Hoje venho com mais um livro da minha lista dos livros que li nesse ano e, man, esse foi um dos melhores so far! (nossa, tô muito língua inglesa hoje!) Eu já escrevi neste post aqui sobre Girls e como sou apaixonada pela série. Pois o quarto livro que li é da criadora/roteirista/diretora de Girls, Lena Dunham, e só por ser de autoria dela eu já sabia que iria gostar, já que Lena despeja muito dela em tudo que faz. E sendo Girls = Lena, não teria como não gostar do livro já que Livro = Lena também. Porém, ainda assim eu fui totalmente surpreendida pelo livro. Com a incrível semelhança da Lena Dunham comigo. Senti que, finalmente, havia encontrado alguém que entendia minhas peculiaridades, sendo a obra uma não-ficção sobre sua vida, quase uma biografia mesmo, porém não escrita com estética de biografia. #NemSouConfusaImagina

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Dito isso, preciso dizer que não é qualquer um que vai gostar do livro. Alguns – muitos, eu diria -, ficarão negativamente surpresos com ele. Chocados seria a palavra mais certa. Pessoas que acham que qualquer coisa diferente é uma anormalidade ficarão chocadas. Talvez, até algumas pessoas que estão acostumadas com o que não segue um padrão podem ficar chocados. Confesso que até eu me choquei com uma coisa ou duas, mas depois vi que estava sendo ridícula e parei. Isso porque Lena é única, original e faz coisas bem distintas do que são chamadas “normais”. É possível que achem que ela tem problemas psicológicos e emocionais e que precisa se tratar. Não que ela não precise, porque a medida que lemos o livro vemos que ela desenvolveu algumas síndromes durante a vida que precisam sim ser tratadas. Mas esse motivo é bem díspare do motivo que alguns darão para seu tratamento.

Explicamentos mais extensos sobre o livro: Lena é subversiva. Não para chocar, mas naturalmente. É sua essência. Ela é diferente e não se culpa ou nega sua diferença. Nisso diferimos porque, infelizmente, muitas vezes eu gostaria de ser como os demais pra ser um pouco melhor aceita. É verdade que ela já foi assim como eu, mas hoje em dia… Se aceita totalmente. E isso é inspirador.

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O livro é despretensioso. É uma narrativa de acontecimentos de sua vida, de todos os aspectos: profissional, amoroso, pessoal, etc. Ela fala sobre o que aprendeu com cada situação que viveu, sem querer impôr seus pensamentos sobre ninguém. Apenas expõe os fatos e seus aprendizados e quem quiser tirar alguma lição de suas palavras, que tire. Mas não parece ser seu objetivo. O livro parece um diário onde expurga os acontecimentos negativos para poder esquecer deles ao mesmo tempo em que percebe que eles foram necessários para ela estar onde está hoje. E também um lugar para ela deixar registrado o que de bom aconteceu para não esquecer de nada. Claro que são suposições minhas, posso estar totalmente errada – como vários professores de literatura ao interpretar poemas e trechos de livros clássicos. Mas é um livro leve, de escrita fluida e informal (do jeitinho que eu gosto), cheio de referências culturais que faz a gente perceber que não estamos sozinhos nesse mundo – com “a gente” quero dizer “excluídos e fora dos padrões”. E que, um dia, chegará a nossa vez, assim como chegou a dela.

Marquei várias passagens com as quais me identifiquei no livro (nunca tinha feito isso antes), e vou colocar as 10 de que gostei mais.

1. Fico pensando em quantas pessoas queridas assistem à televisão procurando sinais da própria destruição.

2. A realidade cruel da ansiedade é que você nunca acha que é boa o bastante.

3. A questão subtendida, nesses casos, é definitivamente como tenho coragem suficiente para expor meu corpo imperfeito, pois duvido que a mesma pergunta fosse feita a Blake Lively.

4. Não sou inveja da maneira tradicional – de namorados, bebês ou contas bancárias -, mas cobiço o jeito de ser de outras mulheres.

5. Sinto inveja das características masculinas, embora nem tanto dos homens. (…) O fato de serem tão livres do instinto de agradar às pessoas, algo que considero uma maldição da minha condição feminina.

6. E, no nosso trabalho, criamos um universo melhor ou mais claro. Ou, pelo menos, que faz mais sentido. Um lugar onde desejaríamos viver ou que poderíamos ao menos entender.

7. Ele me disse que as crianças populares nunca se tornam adultos interessantes e que as crianças interessantes nunca eram populares.

8. Era ansiosa e faminta: por arte nova, amigos novos, por sexo.

9. Penso bastante sobre o fato de que todos nós vamos morrer. Penso nisso nos momentos mais inoportunos.

10. (…) existe algo dentro de você – grande, explosivo, pronto para surpreender o mundo de maneira ruim se as pessoas não souberem lidar com você, mas preparado para se tornar uma coisa linda se alguém simplesmente prestar atenção. 

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Ah! Preciso fazer um aparte para as ilustrações que são super simples e bem propícias ao texto e a livro. A ilustradora é uma amiga de Lena que, inclusive, é citada em um dos capítulos (para conhecer mais sobre o trabalho dela, clique aqui). Aliás, muitos amigos, familiares e pessoas conhecidas são citadas em Não sou uma dessas. Queria muito saber o que elas acham de terem suas vidas contadas ao público desse jeito, mas elas já devem estar acostumadas, já que Lena parece não conter sua vida à, bem, sua vida. Ela parece precisar jogar tudo em seus produtos culturais. Talvez uma maneira de expurgar demônios, como eu tinha falado antes. Eu sei que adoraria fazer o mesmo, seria mais fácil me entender vendo minha vida em telas de TV e páginas de livro. E, preciso dizer, virei fã incondicional de Lena depois desse livro, mais ainda do que era quando só assistir a Girls!

Ilustração do livro.

Ilustração do livro.

O livro, intitulado Not that kind of girl, no original, é da Editora Intrínseca e custa, em média, R$29,90. Pra quem tem e-reader, tá em torno de uns R$18. Baratinho, né? Corre lá pra ler! E depois me diz o que achou!


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Papel de parede

Imaginem: uma pessoa sentada no chão, a tv ligada no mudo, cenas absurdas passando, ela não se dá conta do que são porque não presta atenção. Mal presta atenção na música que colocou no celular pra ouvir. Talvez já tenha até parado. Talvez não tenha música nenhuma. Ela só escuta os pensamentos que correm em sua mente. Tantos ao mesmo tempo que se transformam em silêncio. Um silêncio aterrador.
Ela olha para a frente, para o papel de parede descascado, ela nem lembrava que o quarto era embalado de papel de parede, achava que tinha pintado por cima daquele papel ridículo, rosa claro, tão longe da pessoa que ela é agora, ou de alguma pessoa que ela já foi. Mas ela presta atenção, ela foca num ponto específico, ela foca em vários pontos, por mais desimportante que seja um papel de parede entre todas as coisas acontecendo em sua vida. Ela não tem emprego. Ela não tem fonte de renda nenhuma. Ela não tem sanidade. Ela não tem ele. Mas é o papel de parede que a incomoda. Aquele pequeno pedaço de parede descascando. Aquele pedaço insuportável que estragou totalmente o seu dia.

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Ela levanta, com ódio do papel de parede, com ódio dele existir, com ódio de ele ser tão ignorante que não pode ser inteiro, tem que ficar descascando por aí. Tem que ficar soltando pedaços por aí. Não consegue fazer seu papel direito, ser um papel de parede e cobrir o quarto. Qual a dificuldade de fazer seu papel? Qual a dificuldade de ser, de existir, de não estragar tudo? Papel de parede estúpido! Papel de parede imbecil! Papel de parede burro!


Quando ela percebe, já está arrancando o papel de parede, descolando com suas próprias mãos, e berrando pra ele o quão idiota ele é, perguntando por que ele tem que fazer merda sempre, estragar tudo sempre, ser um fracasso tão grande? Por que, papel de parede, por que?


Por que você tem que ser tão fraco?

(Trecho de novo livro que estou escrevendo. Gostaram?)

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Projeto 5 em 52 – 5a Semana

Olá Enfermeira!

Como foi o final de semana de vocês? O meu foi cheio de dores porque recebi a visita daquele indigníssimo ser que vem todo mês para as mulheres e, não sei vocês, mas eu odeio. Dores, instabilidade de humor, não são coisas agradáveis de se sentir. Mas enfim, vamos falar de coisa boa, né?

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Essa semana, o tema do projeto 5 em 52 é whishlist. E como está perto do meu aniversário, até veio a calhar. 😉

1. Um emprego

Ok, sei que isso não é algo material, mas é o que mais quero no momento. O que mais queria, de verdade, era um emprego numa editora fodona (Intrínseca seria o sonho) ou numa produtora de cinema (ah, se um dia eu conseguisse trabalhar na O2, do fernando Meirelles…). Maaaaaas, como a coisa tá braba e difícil, aceito qualquer emprego que me pague o suficiente para eu conseguir me manter e ter uma vida social razoável. Não tô pedindo demais, né?

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2. Câmera semi-profissional

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Não sei modelo nem nada, mas só tô querendo uma câmera fotográfica semi-profissional. Eu já tenho uma profissional, mas não há como levá-la na mochila nas minhas saídas por aí porque Rio de Janeiro não tá fácil. Sem contar que aquilo ali pesa, minha gente! E também não posso entrar com ela em shows, é proibido (só pessoas da mídia podem entrar com câmeras profissionais em shows). Então eu queria muito uma semi pra poder levar pros lugares, pras viagens, pros shows, enfim, usá-la normalmente. Se você tá lendo e você me conhece, meu aniversário é dia 05 de maio. 😉

3. Livros

Sempre quero comprar livros, sempre! É incrível como, não importa a quantidade de livros que tenho em casa ainda sem ler, quero comprar mais. E mais. E mais. É impossível pra mim passar por livrarias sem entrar pra olhar, e sempre saio com mais livros na minha lista de livros para comprar. Sempre tiro fotos dos livros pra não esquecer qual eu quero – isso quando aguento esperar, senão acabo comprando no Kindle. Sabia que ia ser um perigo ganhar um kindle, o livro a um toque de distância!

Alguns dos livros que quero.

Alguns dos livros que quero.

4. Viagens

AMO viajar! Por enquanto tá meio impossível, mas é por isso que preciso logo do meu primeiro item da whishlist! hahahahaha Pra mim, não há coisa melhor que viajar. Eu poderia ficar sem comprar nada durante o ano todo se fosse pra guardar dinheiro pra viajar. É a experiência mais enriquecedora do mundo e um dos melhores jeitos de se gastar dinheiro porque você ganha algo realmente verdadeiro em troca, que nunca vai acabar ou quebrar, que é conhecimento. Alguns lugares que eu gostaria de ir:

-Londres (Inglaterra);

-Disney (Orlando, Flórida, EUA);

-NY (EUA);

-Praga (República Checa);

-Foz do Iguaçu (Brasil – porque tá todo mundo indo e tô achando lindo!);

-Montevidéu (Uruguai);

-Machu Picu (Peru);

-Santiago (Chile);

-Grécia.

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O único problema de viajar é que tem que pegar avião, e eu tenho pânico de avião – ainda mais depois de tantos acidentes!

5. Vender meus livros! E publicar outros.

Ok, isso não é bem um objeto e nem poderia considerar parte de uma whishlist típica, mas como whishlist significa lista de desejos, e vender meus livros é um desejo imenso meu, tem direito de estar na lista!

Eu não preciso ficar famosona como a Babi Dewet, mas queria que mais gente lesse meus livros, conhecesse a Alice Maria e a Lucie, e se emocionasse (e se divertisse) com minhas histórias. É uma sensação muito boa saber que existem pessoas por aí lendo palavras que eu escrevi – e gostando delas -, por isso queria que mais gente os lesse. E se alguém por aí já leu, me diga o que achou! E indique aos amigos! hehe

Eu no lançamento do Queria tanto (esquerda) e do Coisas não ditas (direita).

Eu no lançamento do Queria tanto (esquerda) e do Coisas não ditas (direita).

Aqui o link, caso vocês se interessem por ler meus livros: Meus livros na Saraiva (é só clica aí do lado)/ Meus livros na Amazon (só ignore o do meio)

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Coração fechado

Não quero mais te ver fechar os olhos e dizer que não pode. Já chega de tanta indecisão e puro doce. Eu sei que é isso, doce, é um jogo que você insiste em fazer e eu, sinceramente,  acho patético.  Porque sei que você quer.

Não sei o que se passa na sua cabeça quando diz uma coisa querendo dizer outra. Acha que vai me conquistar assim? Já conseguiu conquistar alguém assim, inventando sensações que não são verdadeiras? Por que você acha que sendo difícil vai me fazer te perseguir (querer ser perseguido já é doentio), insistir,  querer mais? Poderia ser verdade se eu fosse adolescente. Ou imaturo. Se eu fosse dessas pessoas que precisam sentir o tesouro escorrendo pelas mãos para tentar segurar. Eu não sou assim. Eu sou seguro. Eu sou direto.  Eu sei exatamente o que quero e não preciso de jogos infantis pra demonstrar.  Já passei da idade. E, pra ser sincero, nunca achei que se fazendo de difícil é que nos damos valor. Estamos é nos fazendo de ridículos. Portanto, se você me negar vou entender que não está interessado e vou embora.

Veja bem, isso não significa que não te quero entre meus braços e pernas, que não quero sentir sua boca e suas mãos deslizando pelo meu corpo e pela minha existência inteira. Não me entenda mal. Eu quero e já te disse. Mas se você me disser o contrário não há mais nada que eu possa fazer além de te deixar. Ir embora. Não sou de insistir com quem não me anseia, acho até falta de respeito com seus desejos. Então,  seja sincero, verdadeiro,  e eu fico.

Você só tem que dizer “sim”.

Texto inspirado na música Heart is open, do Maroon 5 com Gwen Stefani.

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