A (nem sempre) deliciosa vida de Nina – Episódio 3

Bom dia, amiguinhos, já estou aqui! *rola os olhos por ter feito tal referência*

Hoje, não vou ficar de delongas, vou direto pra mais um capítulo da vida de Nina. Não esqueçam de comentar sobre a história, sobre o que estão achando, se estão gostando de Nina etc e tal, ok?

Besos!


A volta dos que já tinham ido – e a ida de quem já devia ter ido faz tempo!

Vida,

Você lembra do Renato? Ele é um dos ex-namorados que falei da última vez que conversamos. Ah, claro que você lembra. Não tem como esquecer, não é mesmo? Pois bem, eu encontrei com ele e, adivinha!, agora somos roomates. Ele estava precisando de um lugar pra morar, eu tinha um quarto livre no meu apartamento e um leve (lê-se imenso) desespero em conseguir pagar minhas contas em dia (por falta de dinheiro), então eis que ele  foi minha solução.

Mas não pense, Vida, que por causa disso voltaremos a namorar ou que eu ao menos tentarei reconquistá-lo. Não vou mesmo. Hoje sei que não tínhamos nada a ver e foi realmente uma benção aquela cascavel que ele chamada de ex-namorada ter infernizado tanto a nossa vida, mesmo a distância, que a gente se separou. Aliás, lembra dela? Pois é, ela morreu. Não podia ter sido antes de eu e Renato namorarmos, ela continuar melhor amiga da mãe e falar comigo todo dia querendo saber dele? Mas enfim, ela morreu. Você imagina minha cara quando ele me contou isso?

Hm… Tell me about it.

Bem, que coisa, né? Bebeu tanto que morreu de cirrose aos 33 anos. Não que isso me surpreenda, de jeito nenhum, era de se esperar. Quando ele me contou, eu ri. Desculpa, mas eu ri. Eu, que nunca desejei a morte nem sequer de uma barata (ok, mau exemplo, de uma mosquinha), ri quando fiquei sabendo. Mas você sabe o infortúnio que ela era. Agora entendo ainda mais a lei de ação e reação. Você faz o mal para os outros, o mal um dia vai chegar até você. E, no caso dela, o mal chegou em forma de uma senhora de capa preta e foice nas mãos. Ou de uma interminável garrafa de cachaça.

Renato disse que não ligou muito para o fato, e eu acredito nele. Afinal, acho que ele deixou de ligar para aquela maluca quando os dois ainda estavam juntos. A mãe, porém, ficou triste.

Mas, como eu já disse, nem o fato da cascavel estar morta e nem o fato de morarmos juntos vai mudar o fato de que nosso tempo já passou (e eu nem quero que volte mesmo) e que, talvez, dê até pra nascer uma amizade daí. E vou poder mostrar pra falecida de que é possível ser uma ex-namorada suportável.

Da sua,

Nina.

Eu no momento, sem conseguir parar de sorrir. Sou má?

4 comentários sobre “A (nem sempre) deliciosa vida de Nina – Episódio 3

  1. Interessante falar sobre isso. As vezes acontece coisas muito ruins com pessoas que foram super maldosas com a gente e acabamos tendo que fingir estar chateada, mas na verdade estamos morrendo de vontade de rir. Acontece.
    Estou adorando as histórias da Nina. Beijo

    http://milcaretas.com/

  2. Isabel disse:

    Não se pode dizer que nina não é sincera com a própria vida! hahaha Trocadilho infame, eu sei, mas nunca consigo resistir. :p

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