A (nem sempre) deliciosa vida de Nina – Episódio 9

(antes de ler esse episódio, leia o anterior, clicando aqui. eles são interligados)

Então Vida, segui os dois até o quarto. Não Vida, eu não sou vouyer, eu não ia assisti-los enquanto eles… Bem, você sabe. Mas minha curiosidade é maior do que qualquer bom senso, então fui atrás e espiaria até começarem as atitudes suspeitas.

Me senti ridícula do lado de fora da porta de Renato, ouvindo. Sim, ouvindo, porque ao contrário dos filmes, aqui é vida real, e ele fechou a porta. Sempre fiquei pensando quando via essas cenas em filmes, seriados, ou até quando lia em livros, como a pessoa tinha sido estúpida o suficiente para deixar a porta aberta. Renato não foi estúpido. Mas isso não me removeu do meu plano – se é que se pode chamar de plano uma ação realizada totalmente por impulso.

Tenho que dizer que nunca me senti tão não-eu quanto no momento. E na hora me veio a lembrança da ex do Renato que foi o motivo da nossa separação. Ficar ao lado de uma porta fechada, sabendo que lá dentro está rolando sexo e tentar ouvir qualquer fiapo de gemido (ou qualquer outro som) que pudesse vir a sair disso, e por um sutil ciúme era atitude dela, não minha. Será que agora que está morta ela entrou no meu corpo? Minutos depois de começar meu plano, o abortei e voltei para o meu quarto.

Percebi que estava sendo possessiva com uma pessoa que nem sequer era minha mais. Nunca foi, aliás. E me achei ridícula. Imatura. Imbecil. Idiota. Insensível. Ah não, insensível não. O que eu tinha que fazer era me recolher ao meu canto e aprender a lidar com um sentimento de solidão que eu vinha negando sentir. Sim, porque essa loucura toda por renato era isso, era solidão. Isso e o fato de que nosso término foi um péssimo término, sem o fim de um sentimento, mas por total indisponibilidade de estar numa situação complicada como era a minha com ele, sua mãe e sua ex. Eu não queria fazer o mesmo para essa garota nova que, aliás, era super simpática, caso eles começassem um relação mais duradoura. O problema não era com eles, era comigo. Eu que tinha que enfrentar sentimentos e pensamentos que eu fingia não ter fazia muito tempo já. Eu quero ter alguém, eu preciso de alguém, eu não gosto de ser sozinha – apesar de adorar fazer coisas sozinha e não depender de ninguém. Dúbio, né? Pois é, o ser humano é complexo mesmo.

Mas uma coisa foi boa nisso tudo. Eu percebi que estou mesmo mais madura – mesmo precisando ter uma atitude mega hiper super ultra infantil para perceber.

Nina.

Sobre a vida, o universo e tudo mais

Acabei de ver um filme muito ruim chamado Casi Treinta (quase trinta, em espanhol). Pois se ele é muito ruim, por que você está falando dele aqui?, você pode estar pensando. Porque apesar de o roteiro ser ruim, os diálogos serem péssimos e os atores não saberem atuar, ele passa uma mensagem no final que, apesar de cliché, me atingiu certeiro por eu estar passando por um momento bem parecido, e eu sou daquelas que acha que tudo acontece por um motivo. Ou seja, eu não escolhi assistir esse filme, entre centenas de filmes que existem no Netflix, à toa.

casi 30

O filme (que está representado pelo cartaz aí de cima, só pra vocês saberem qual é e nunca ver, ou então ver só pra ter certeza por conta própria que é ruim) fala sobre um cara que tem uma vida de merda que ele não gosta muito por razões pessoais, faz uma viagem para sua cidade natal (seu amigo vai casar) e se dá conta de que está fazendo tudo errado porque não está seguindo seu sonho, e só seguindo seu sonho ele será feliz (sim, eu acabei de estragar o final pra vocês, mas falando sério, não valia a pena assistir anyway). E foi isso que me pegou, o detalhe que nossa geração (pelo menos a minha, dos “casi treinta” – ou, no meu caso, treinta) vive ouvindo desde que se entende por gente: você tem que seguir seus sonhos. Mas será que dá?

No caso do personagem principal (o filme é tão bom que nem me lembro do nome dele. ah! lembrei! Emilio), ele pôde viver seu sonho no final das contas porque tinha trabalhado muitos anos num emprego que ele odiava, mas que ele ganhava muito muito muito muito bem para fazer. Então é sim possível passar um ano sabático só escrevendo (no caso, o sonho dele era ser escritor), mesmo num país não muito bem financeiramente como o México, onde o filme se passa. Mas e se você não tem esse luxo? E se você não vem de família abastada, nem conseguiu juntar seu primeiro milhão, e provavelmente nunca conseguirá? Será que dá pra seguir seu sonho?

Eu sempre fui a primeira a repetir sem parar a premissa maior mais difundida por filmes, livros, séries, novelas e todas essas coisas que servem para nos entreter. Eu tinha um sonho – na verdade, eu tinha vários -, e eu tinha certeza de que iria realizá-los. Porque eu lutaria por eles e, obviamente, se a gente luta por algo, a gente consegue. Só que eu vivia no mundo da fantasia, e quando percebi que no mundo real não é bem assim, eu caí do cavalo bonito. E foi uma bela queda.

Um dos problemas para mim foi perceber qual era meu verdadeiro sonho um pouco tarde demais. Eu já estava fazendo faculdade de produção cultural (na verdade, estava mais perto do final do que do começo) quando percebi que meu sonho era trabalhar com cinema. Escrever para cinema. Mas por vários motivos, um deles sendo falta de informação, outro sendo falta de confiança em mim mesma, decidi terminar a faculdade que eu estava fazendo e só fazer cursos de roteiro. E eu fiz, vários, inúmeros – que não me levaram a lugar algum. Sabe, é muito difícil se inserir no mercado audiovisual, ainda mais quando se é apenas uma roteirista. Quando você quer dirigir ou produzir é um pouco mais fácil – veja bem, eu disse um pouco, porque continua sendo difícil. Fica ainda mais difícil quando você não frequentou uma faculdade de cinema e não fez contatos. Cinema é total movido por QI (quem indica), pelo menos é o que eu vejo (se você é de cinema e teve uma experiência diferente, me desculpe pela abobrinha que eu disse, e me conte sua experiência!) e se eu não conheço ninguém (nesses cursos que eu fazia eu quase não falava com as pessoas devido minha timidez), como entrar? Só que só percebi isso muito mais tarde, quando eu já estava formada em produção cultural e praticamente casada, ou seja, começando a montar uma vida a dois, ou seja, não dá mais pra ser egoísta e pensar só nos meus sonhos. Quando a gente vai morar sozinho, a gente precisa ganhar dinheiro. E todo mundo sabe que quando você está começando em algo o dinheiro é pouquíssimo, isso quando existe. Na área de audiovisual, é muito comum se trabalhar, no início, por nada, só pra ganhar experiência e começar a conhecer pessoas. E isso não era algo que eu podia fazer porque tinha uma casa para bancar. Ou seja, nesse caso, não dá pra seguir o sonho não, galera.

A realidade é muito diferente da expectativa, e às vezes só só percebe isso quando está lá, cara a cara com a realidade. Claro que muito vai das escolhas que você faz. Eu podia escolher dar adeus ao Raphael, ou segurar um pouco a ansiedade e casar com ele mais tarde. Mas, pra mim, ter a minha casa e morar com ele era mais importante – e continua sendo. Na verdade, foi muito bom eu ter saído de casa. Apesar de ficar longe dos meus gatos, melhorou muito a relação com minha mãe, aprendi a ser mais responsável (não totalmente ainda, mas tô caminhando), aprendi a enxergar mais a realidade das outras pessoas, já que só depois de ter que bancar uma casa sozinha (com Raphael) e ver o quanto isso é difícil me fez perceber que nem todo mundo tem a vida fácil que eu tinha antes de sair da casa dos meus pais. Amadureci muito casando, e tô aprendendo muito com essa experiência, tanto com Raphael quanto comigo mesma. Aliás, tô aprendendo e descobrindo mais coisas sobre mim que nunca seria possível se eu ainda fosse bancada por mãe e pai. Mas isso também significa frear os sonhos, colocar a cara inteira na realidade e perceber que nem tudo é do jeito que a gente quer, às vezes temos que fazer o que é preciso fazer, e não o que nossa cabecinha sonhadora sempre pensou que fosse seu futuro.

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Grafite do artista plástico (e brilhante) Banksy.

Mas como um dos personagens diz no final do filme (é, eu estraguei o filme totalmente pra vocês mesmo), nunca é tarde para tentar, então quem sabe, quando eu tiver mais estabilizada financeiramente, quando tiver pelo menos um pouquinho para dar uma chance ao sonho, eu não possa voltar para ele? Mesmo tendo bem mais do que casi treinta!

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Aimeudeuzi, que bebê fofucha!

Hey baby, hey baby, hey! Como estão vocês nesse domingo ensolarado (pele menos aqui no Rio)?

Hoje é um dia muito especial. Hoje é aniversário de uma grande amiga minha, a Milena. Sabe aquelas pessoas que a amizade começa do nada, depois de um tempo que vocês já se conhecem, e aí chega um dia e vocês clicam e não se largam mais? Pois é, foi assim que minha amizade com a Milena começou. Trabalhamos juntas por alguns vários meses numa editora até nos tornarmos amigas de verdade (até porque, em um lugar novo, eu demoro pra me soltar, pra falar com as pessoas, pra fazer amizades). Mas quando começamos, viramos grude! E virei mais grude ainda depois que ela teve a Fernandinha. Milena ficou grávida e eu fui uma das primeiras pessoas pra quem ela contou – o que me deixou muito feliz e me fez sentir especial. Só que fiquei meio encucada porque não gosto de criança, e fiquei pensando: putz, e se eu não quiser ficar segurando a filha dela e ela ficar com raiva de mim por causa disso? Acontece que ela pariu deu a luz à menina mais maravilhosa da face de Terra, e desde a primeira vez que vi Fernandinha ao vivo, me apaixonei. Sério, vocês não tem noção do amor que eu sinto por essa criança e o quanto fico feliz quando a vejo ou falo dela ou vejo fotos dela. Fernanda é a criança mais doce, descomplicada e simpática que conheci até hoje (depois de eu mesma quando criança, claro. hahahahaha), e é impossível não gostar dela.

Há pouco tempo (dia 02 de abril), ela fez 1 ano e Milena me perguntou se eu não queria tirar algumas fotos dela, algumas ela usaria para as lembrancinhas da primeira festinha dela (que eu não pude ir. buáaááááá!). Eu fiquei super honrada, claro. Porém, como não confio nada nas minhas habilidades e sou super insegura nunca tinha tirado nenhuma foto de pessoas (nem no meu curso de fotografia eu quis fazer a prática de fotografia de modelo, tamanho medo que eu tinha de tirar fotos ruins), eu fiquei super pessoa nervosa, e até passei mal no dia! Mas tiramos as fotos e foi um dos dias mais gostosos da minha vida – apesar de super desafiador também! As fotos não ficaram como eu queria por ser minha primeira sessão de fotos, Fernanda e Milena mereciam fotos bem melhores do que as que tirei. Ainda bem que minha amiga Maíra, fotógrafa de mão cheia, apareceu por lá e tirou umas fotos fantásticas também. O próprio pai da Fernanda, o Natan, também pegou a câmera e tirou umas fotos sensacionais – olhar de pai, né gente?! Mas como se tratava de Fernanda, as fotos ficaram lindas de qualquer jeito, mesmo eu não sendo profissional. E o resultado vocês vêem agora, que é a minha homenagem à Milena!

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Princesa Fê e mamãe Milena.

Princesa Fê e mamãe Milena.

Ó cordão, tia!

Ó cordão, tia!

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E começou a “sujação” da criança! Smash the cake!

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Fala com a minha mão!

Fala com a minha mão!

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Uma das minhas fotos favoritas. Fê e mamãe e papai bobões.

Uma das minhas fotos favoritas. Fê e mamãe e papai bobões.

Indo embora com o pai Natan.

Indo embora com o pai Natan.

E aí gente, gostaram? Fernanda é linda, não é? Claro que inúmeras fotos ficaram de fora (foram mais de 300 fotos nesse dia!) e eu não sabia quais escolher! Me digam se vocês gostam de posts assim, de fotografia (algo que sou apaixonada), porque aí faço mais! Eu sei que eu vou adorar!

Beijos!

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A (nem sempre) deliciosa vida de Nina – Episódio 8

Vida, você não vai acreditar! Renato chegou em casa hoje com uma mulher. Com uma mulher, Vida! Como ele tem a pachorra de trazer uma mulher aqui nem uma semana depois da gente… Aaaaaargh, que raiva!

Será que eu não fui nada? Foi só uma transa de uma noite, um bootiecall (apesar de não ter tido call nenhuma)? Só mais uma? Depois de todos os anos de namoro e companheirismo e amizade, eu sou só mais uma pra passar a noite? E aí ele me vem com uma piranha mulherzinha de quinta na MINHA casa sem nem me avisar nada antes, sem nem pedir autorização? Que audácia!

Não Vida, eu não estou com ciúmes. Não sou igual aquela ex lá dele que me infernizava a vida e não conseguia aceitar que eles tinham acabado e ele estava namorando outra. Eu só achei total falta de consideração comigo. Não teve nem um conversa, uma troca de palavras, nada! Transamos e no dia seguinte ele já agia como se nada tivesse acontecido. Pode isso? Não, Vida, não pode! Não pode mesmo! Ele tinha que ter o mínimo de respeito em relação mim! Eu dei um teto pra ele morar, for God’s sake! (e o fato de eu ficar sem teto caso ele não estivesse dividindo as contas comigo não vem ao caso agora)

Aí eu fui ver como era a garota, né? Nada de mais, sem motivo, só curiosidade, como eu teria caso qualquer amigo chegasse com acompanhante em casa. Porque ele não levou a garota direto pro quarto, eles fizeram um pit-stop na cozinha, certeza que Renato ia preparar um dos seus famosos sanduíches pra ela, como ele sempre faz, “conquistar pelo estômago”, baita cliché do cacete. Daí apareci na cozinha pra beber um copo d’água (todo mundo sente sede) e eu estava certa: lá estava ele, com as armas do crime na mão: pão de forma, iogurte, atum, molho inglês e tomate seco, pronto pra fazer seu famoso sanduíche de pasta de atum com tomate seco (que é realmente uma delícia, ele fez pra mim no nosso quarto encontro).

“Oi Nina, vai sair?” ele me perguntou assim, normalmente, como se não estivesse fazendo nada de mais. Visualizei minha mão espalmada bem no meio da bochecha direita.

“Não, não, acabei de chegar.”

Mentira. Tinha ido a lugar nenhum – a não ser que a padaria conte. Mas eu não podia aparecer na sala de short de lycra e camiseta rasgada, então coloquei um short, uma blusa que deixava meu ombro – e minha tatuagem – à mostra, uma sapatilha e tasquei um batom vermelho na boca antes de ficar com muita sede e buscar minha água.

“Essa é a Nathalia. Nathalia, essa é a Nina, minha roommate.”

“Ah sim, prazer.” ela sorriu e esticou a mão de unhas imensas em minha direção.

Fiz o mesmo, mas segurei pra não dar um puxão e fazê-la cair do banco. Pelo visto, ele tinha contado pra ela sobre mim. Mas fiquei imaginando se tinha contado que dividimos uma cama quase todo dia por três anos ou da cama que dividimos dias atrás. E pelo visto fiquei imaginando isso por um longo tempo, já que, quando dei por mim, Nathalia e Renato, que já havia terminado de fazer os (mini) sanduíches, olhavam para mim meio confusos – quer dizer, para a minha mão, que não soltava a mão da garota.

“Ah, desculpa, é que sua pele é tão lisinha…”

Nathalia 1, Nina 0.

“A gente vai lá pra dentro ver um filme.” ele disse, e Nathalia se levantou do banco. Alta, magra, ruiva, linda. Que raiva!

“Ah, ok. Bom filme.” eu disse, me encaminhando para a geladeira. Eu tinha que fingir que ia pegar água, pelo menos.

“Tchau, prazer.” a garota respondeu, antes de seguir Renato em direção ao quarto dele.

E eu seguir os dois.

Nina

ps1. Semana que vem conto tudo que aconteceu a seguir.

ps2. Enquanto isso, pra você não morrer de curiosidade, você pode se distrair vendo o vídeo de uma menina que eu gosto muito! O nome dela é Livia Brazil, ela é escritora, tem um canal no Youtube (posta toda 4a) e essa semana fez um vídeo sobre as canecas lindas dela! Entra lá e se inscreve no canal! Eu me inscrevi e tô adorando!

Série do dia: Once Upon a Time

*pode conter spoilers*

Hoje vi a season finale da temporada 4 de Once upon a time. Houve gritos, houve lágrimas, houve torcida (Regina! Hook!), houve sorriso, houve aflição, houve eu falando “ai meu deus, agora vou ter que esperar não sei quanto tempo até a próxima temporada!”.

Minha relação com Once upon a time já passou por vários estágios. Logo de cara eu amei. Vi a primeira temporada todinha em dois dias, mais ou menos (e eu nem tinha Netflix na época). A segunda demorei um pouco mais, tinha mais afazeres, infelizmente não dava pra passar o dia todo vendo seriado. (por que a gente vira adulto mesmo?) Demorei pra ver a terceira temporada (não conseguia mais ver nesses sites onde dava pra baixar seriado e eu não sei usar torrent até hoje!) e só quando foi disponibilizado no Netflix que voltei a assistir. E não gostei. Pensei como diabos uma série tão legal tinha ficado tão ruim. Parei no segundo episódio da terceira temporada e fiquei sem assistir por muuuuuuuuuito tempo. Aquele spin-off que não fez sucesso nenhum foi criado (Once upon a time in Wonderland), fiquei sabendo que as irmãs de Frozen apareceram na quarta temporada da série (wth??), achei que devia estar pior ainda do que na terceira temporada, mas aí, por algum motivo que agora não me lembro mais porque sou uma velha e não tenho memória, resolvi dar uma segunda chance pro seriado. E agora estou aqui, emocionalmente abalada com o último episódio da última temporada.

Mas pra vocês aí que viveram numa caverna nos últimos anos e não sabem sobre o que é Once upon a time, farei um pequeno resumo da série. Há uma pequena cidade escondida do mundo chamada Storybrooke onde os personagens dos contos de fada moram, e ela existe no nosso mundo. Mas ela só existe porque a Rainha Má, a (salve-salve diva) Regina lançou um feitiço para se vingar da Branca de Neve. Na cidade, ninguém (tirando a regina) se lembra quem é de verdade (que são príncipes, princesas, anões, etc), e vivem num mundo onde o tempo nunca passa. Porém, o filho adotivo da Regina, que vem do nosso mundo “real”, percebe que tem algo muito estranho com a cidade e aí… Bem, você tem que ver pra saber o que acontece.

Parece bobo? Parece. Mas não é. O que me chamou mais atenção no começo da série foi que ela mostrava a vida de cada personagem lá na Floresta Encantada, ou seja, a vida deles como personagens. E apesar de os autores manterem a essência da história de cada personagem, eles também criaram várias narrativas novas pra eles que fazem a série ficar muito mais interessante. E vou te falar, uma vez conhecida essas histórias secretas dos personagens, é impossível tirá-las da cabeça e, pra mim, agora todas elas aconteceram, são as verdadeiras vidas dos personagens. Que, pra dizer a verdade, são muito melhores que as versões que a Disney conta pra gente.

Branca de Neve e Chapéuzinho Vermelho sendo gente como a gente.

Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve sendo gente como a gente.

Agora que vocês já sabem como é a série, vou dar meu relato pessoal sobre ela. Como geralmente acontece, eu não gostei dos personagens principais. No caso, Branca de Neve e o “Prince Charming”. Eles são bonzinhos demais, me irrita. Porém, no início eu não gostava da Evil Queen (Regina) também. Simplesmente porque ela era má demais! Sim, ela tem seus motivos pra ser assim, o que é uma coisa super legal da série, mostrar o motivo de cada personagem ser como é, bom ou mau. Mas mesmo com motivos, eu tinha um ódio tremendo da Regina. Nessa época, eu adorava o Henry (mas quem não adora o Henry?), o caçador (que eu esqueci o nome, mas nunca esquecerei de sua hotness), o Rumpelstiltskin (personagem que eu não conhecia até a série e que, mesmo sendo mau, eu entendia seus motivos e gostava).

Aiai, Caçador, me caça! Quer dizer...

Aiai, Caçador, me caça! Quer dizer…

Na verdade, já tive vários favoritos com o passar da série. Além desses que já falei, já gostei do Chapeleiro, do August, do Neal. Mas acho que nunca gostei de personagens com tanta intensidade quanto dos meus favoritos de agora: Regina e Hook. Sim, queridos amigos, a Regina, aquela que falei que eu não conseguia suportar nas primeiras temporadas. Mas ela é simplesmente fantástica! Ela é A melhor personagem da série, sem sombra de dúvidas. Por isso que faz tanto sucesso, se você procurar por Once upon a time, a maioria das fotos, montagens, artigos sobre que vai encontrar serão sobre ela.

Lana Parrilla como Evil Queen e como Regina.

Lana Parrilla como Evil Queen e como Regina.

Claro que ajuda a sua intérprete, Lana Parrilla, ser super simpática, linda (sério, queria ser igual a ela!) e boa atriz. Mas a personagem é muito bem escrita e desenvolvida (you go, writers!), e sua linha de evolução é empolgante. Sem contar que as falas dela e do Hook são sempre as melhores. E o Hook… Ah, o Hook… Além de Colin O’Donoghue (seu intérprete) ser absolutamente gostoso lindo, o personagem é viciante da melhor maneira possível. Sexy, habilidoso, mau na medida certa, sexy (ah, eu já tinha dito isso, né?). Quero ver alguém assistir o seriado e não se apaixonar pelo Hook. Impossível!

Ah, isso não fez efeito em você? Que tal isso?

Talvez isso?

I rest my case.

Enfim, voltando à série, como eu disse lá no princípio, eu gostei das duas primeiras temporadas, e depois não gostei muito da terceira. Isso no começo, porque quando voltei e dei a segunda chance pra série, achei a terceira temporada uma das melhores temporadas ever! Eles colocaram o Peter Pan, e o Peter Pan era mau! Achei essa a maior sacada da face da terra, e super original! Sério, eu amei o twist dessa temporada e achei incrível como eles puderam ter a ideia que tiveram pro final (ainda tentando não dar muitos spoilers). Conheço gente que não gostou muito dessa terceira temporada, mas eu definitivamente não sou uma delas.

Não se deixe levar por essa cara fofa do Peter Pan...

Não se deixe levar por essa cara fofa do Peter Pan…

Na quarta temporada, eles resolveram enfiar inserir as irmãs de Frozen na série. Entendemos que isso aconteceu porque o canal que exibe OUAT nos EUA foi comprado pela Disney e aí, já sabe, tem que fazer o que a Disney manda. E apesar de eu ter amado ver o Scott Michael Foster novamente na TV (ele andava sumido desde Greek), na pele do Kristoff, eu achei totalmente nada a ver e deu uma quebra desnecessária no desenvolvimento da história. Se formos parar pra analisar, a presença de Elsa e Anna na série não adicionou em nada pro enredo, foi somente um meio da Disney divulgar mais ainda a já tão explorada animação (que eu amo, mas tudo tem limite), e tentar acarretar mais espectadores. Desnecessário, né? E nem colocaram o Olaf! Mas depois que todo mundo relacionado à rainha que solta gelinho pelas mãos vai embora (sim, eu não gosto da Elsa, gosto da Anna), tudo volta ao normal e fica legal de novo.

Scott Michael Foster, única coisa boa da aparição de Frozen em OUAT.

Scott Michael Foster, única coisa boa da aparição de Frozen em OUAT.

Ah! Claro que tem aquilo tudo de figurino fantástico, paisagens maravilhosas (muitas delas feitas pelo computador), efeitos especiais toscos, etc etc etc. Mas é que eu foco mais na história e nos diálogos, e esses são muito bons. E os personagens são muito bem desenvolvidos, mas confesso que acho que os vilões são muito melhor desenvolvidos que os heróis. Os heróis, em sua maioria, são só bonzinhos e meio chatos (tirando a Emma e o Henry que, bem, eles são do mundo real, isso já diz muita coisa, no mundo real não existe vilão e herói), não tem muito conteúdo. Já os vilões… Eles tem várias camadas e a cada episódio vai se descobrindo um pouco mais sobre eles e sempre é uma surpresa e um choque. Os vilões são fantásticos!

Não sei como eles conseguem lembrar de tanta história que se cruza e como conseguem relacionar fatos que eu nunca conseguiria relacionar. Mas quem sou eu, né? Sou uma mera espectadora, não sou roteirista! Meu trabalho é ficar fascinada com o seriado e pedir pro tempo passar rápido pra eu poder ver logo a quinta temporada – que, aliás, já foi confirmada!  olha, ela promete!

todos

Heróis e vilões.

E vocês? Assistem Once upon a time? Gostam? Qual personagem favorito de vocês? Me contem! Ah! E provavelmente vai ter mais post sobre série por aqui, já que sou meio viciada nelas. Me digam se vocês são série maníacos também! E agora deixa eu ir lá fechar a janela do meu quarto antes que entre barata! Tchau!

 desculpa gente, mas ela é diva demais, precisava de mais algo dela por aqui.

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30 Livros em 1 Ano – The good luck of right now (Matthew Quick) – Livro 6

Mais do Matthew Quick, com a diferença que esse eu li na língua original (inglês), enquanto O lado bom da vida li a tradução. Assim como filmes dublados, eu sempre acho que livros traduzidos perdem um pouco da sua magia, não importa quão boa seja a tradução (quando a tradução é ruim então, nem se fala!). Quando se lê na língua que o autor escreveu, você fica sabendo quais foram suas escolhas de palavras, as coisas parecem fazer mais sentido. Claro que nem sempre isso é possível porque nem sempre entendemos o idioma original do livro. Eu, por exemplo, nunca poderei ler Dostoievski em russo! Mas quando é em inglês, sempre prefiro, apesar de nem sempre lembrar de comprar o livro nessa língua. Mas enfim… Vamos ao livro! (que por sinal, não tem versão traduzida, só em inglês mesmo

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Capa do livro.

The good luck of right now conta uma história super original, talvez a mais original (pelo menos uma das) que já li até hoje. O livro é sobre um homem (Bartholomew Neil) de 39 anos que perde a mãe inesperadamente e se vê totalmente perdido na vida, já que, até então, seu único trabalho era cuidar dessa mãe e ir à igreja com ela. Ele não tem amigos, não tem emprego, e não faz ideia do que será seu futuro. É até visto por muitos como um retardado – o que, infelizmente, às vezes ele acredita ser verdade (ai que ódio dos bullies dessa vida). Mas ele encontra uma carta de Richard Gere para sua mãe (daquelas escritas no computador e enviadas em milhares para as pessoas) e decide que Richard é sua resposta para tudo. Então, começa a escrever cartas para ele, como se o ator fosse seu confidente e melhor amigo que trará todas as respostas de que Bartholomew procura. E ainda tem na história um padre irlandês que bebe sem parar, uma estudante de psicologia que está ajudando Bartholomew a passar por toda essa situação e mais algumas pessoas que aparecem mais adiante e não quero contar pra não dar spoiler (sim, essa sempre será minha maior preocupação, não gosto de estragar as coisas para as pessoas).

Confesso que demorei pra engatar na história. Não sei se por estar sem ler um livro em inglês há muito tempo, ou pelo fato de todo capítulo ser uma nova carta (Matthew Quick super roubou minha ideia, porque eu pensei em fazer um livro todo de cartas ha pelo menos uns dez anos), ou pelo personagem principal ser totalmente diferente de qualquer outro personagem principal de qualquer livro que já li, o que levou a uma certa “acostumação” a ele. Só sei que no início, apesar de estar achando o livro em sua essência muito interessante (como eu já disse, muito original), eu não consegui entrar logo na história. Mas com o passar do tempo a história vai te pegando e você fica realmente interessado e curioso pra saber qual vai ser o próximo passo de Bart (meu apelido carinhoso para o personagem, apesar de em momento nenhum chamarem-no assim) na busca pelo seu caminho na vida. Não sei se por estar numa situação parecida com a dele, de descobrir quem eu sou e o que quero de verdade (algo que não acontece só na adolescência, como eu achava quando mais nova), mas me identifiquei muito com Bart e consegui entender de onde vinha toda a  sua motivação para praticamente tudo que ele fazia. Não sei se essa identificação vai acontecer com todos os leitores do livro (provavelmente não, já que é impossível um único personagem ser identificável a todas as pessoas) porque Bartholomew é um personagem bem diferente. Bem diferente mesmo. Mas temos que enxergar por trás da “estranheza” (por falta de melhor palavra) e buscar a essência dele. Acho que, fazendo isso, fica mais fácil entendê-lo. Sem contar que é um dos personagens mais puros que “conheci” ultimamente.

“Eu admiro sua disposição para ser gentil quase indiscriminadamente. Mas, infelizmente, é preciso muito mais que gentileza para sobreviver nesse mundo.

“Eu admiro sua disposição para ser gentil quase indiscriminadamente. Mas, infelizmente, é preciso muito mais que gentileza para sobreviver nesse mundo.” Eu entendi o que ela quis dizer, mas também entendia que a filosofia da mamãe era uma arma poderosa.” – trecho do livro em tradução livre. (foto tirada do site animals-pics.com)

Todos os outros personagens também são bem construídos, apesar de alguns sumirem meio sem explicação, o que achei um ponto negativo do livro. Mas é uma história muito legal do que é considerado normal e anormal, e como vendo as situações de outro ponto de vista, e conhecendo melhor as pessoas, conseguimos nos identificar com todo mundo e perceber que ninguém é estranho, ou errado, ou anormal, é só uma questão de conhecer a verdade da pessoa e de onde ela vem.

Gostei muito da abordagem de Matthew Quick, e o jeito que ele escreve é muito interessante, muito claro, normal, é uma escrita do cotidiano, sem muta formalidade. O fato de serem cartas é um dos motivos do estilo de escrita. E mais uma vez, assim como em O lado bom da vida, Matthew Quick fala sobre uma pessoa tentando se encontrar, e em uma personalidade que foge do que é considerado normal para a sociedade. Acho que sua preferência em escrever sobre os “outcasts” da sociedade é uma escolha muito acertada, pelo menos pra mim, que me considero totalmente outcast e prefiro mil vezes ler sobre personagens cheios de defeitos e incompreendidos do que personagens certinhos que todos amam. Gostei muito do livro.

Matthew Quick, livros e uma xícara de café. Escolhi essa foto totalmente pela xícara de café.

Matthew Quick, livros e uma xícara de café. Escolhi essa foto totalmente pela xícara de café.

Ah! Eu encontrei o livro na Saraiva, e por lá essa versão em inglês está numa base de R$35. O livro é em paperback (adoro!), tem duas capas diferentes e é da Editora Harper (EUA).

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Projeto 5 em 52 – 7a Semana

Hello pessoas!

Depois de não sei quanto tempo sem fazer o Projeto 5 em 52, estou eu aqui de volta com ele. Mas também vim dizer que não continuar com o projeto. Pelo menos, não toda semana. Percebi que, às vezes, eu queria postar sobre alguma coisa que eu acho mais interessante, mas não o fazia porque tinha que colocar mais um dia do projeto aqui. E como não é uma coisa suuuuuuuuuuper importante, resolvi deixá-lo um pouco de lado, e colocar algo relacionado a ele só às vezes. Ok? Ok.

Dito isso, lá vamos nós para o tema da sétima semana, que é:

Eu sempre…

Obviamente há várias coisas que sempre faço, ou penso, ou quero, mas na hora de escrever aqui, me dá um branco total. Por isso colocarei aqui o que primeiro aparecer na minha cabeça. Espero que apareça algo!

1. Acho que não estou fazendo/sendo o suficiente

Sim, eu tenho complexo de inferioridade E mania de perfeição, por isso sempre acho que não estou fazendo o suficiente ou sendo o suficiente para alguém. Exemplo: no momento, estou em busca de emprego. E apesar de procurar emprego todo dia, eu ainda acho que poderia estar fazendo mais. E eu sempre acho que poderia fazer mais pelas pessoas da minha vida, como meus pais, meus gatos, meus amigos, meu marido. E isso em deixa totalmente louca!

2. Penso rápido demais, e por isso acabo falando embolado e escrevendo palavras errado

Meu pensamento é muito rápido, sério, MUITO rápido! O que significa que meu cérebro funciona mais rápido que minha boca eu acabo gaguejando ou falando palavras errado. O mesmo acontece quando vou escrever, e acabo juntando duas palavras porque enquanto estou escrevendo uma, já estou pensando na próxima. É uma loucura! E meu marido me zoa imensamente por casa disso. Mas pelo menos divirto as pessoas!

3. Quero tomar café

Não importa a hora do dia, eu sempre quero tomar café. Sim, é vício mesmo. And I’m not ashamed of it!

4. Paro na rua quando QUALQUER animal passa por mim – e sorrio para eles

Na verdade, não precisa nem passar por mim, pode estar super longe, mas eu tenho um faro especial para animais fofos e sempre os vejo. E paro, sorrio, falo que são lindos. E sempre faço barulhos agudos quando vejo qualquer foto de qualquer animal fofo. Ou vídeo. Pra resumir, eu fico maluca toda vez que vejo um animal fofo, seja onde for. E sempre esmago gatos e cachorros fofos de amigos. E os meus, claro (e meu rato também). Sim, totalmente Felícia.

Vocês não sabem quantas vezes eu dei gritinhos fazendo essa montagem.

Vocês não sabem quantas vezes eu dei gritinhos fazendo essa montagem.

5. Estrago surpresas

Fiquei sabendo dessa hoje, pelo meu marido. Mas pelo que parece, fico tão ansiosa que não consigo esperar e fico pedindo as coisas para as pessoas, deixando impossível que elas façam surpresas pra mim. Talvez seja por isso que nunca ganhei uma festa surpresa. Nossa, pareci totalmente loser depois dessa, né? Hahahahahaha But I don’t care!

Segue eu!

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