Netflix me representa – Sense8

Um absurdo. Um absurdo eu ter falado que ia escrever sobre Sense8 aqui na 6a feira e ter me esquecido e só ter lembrado hoje de novo, ainda mais por ser uma das melhores séries do momento pra mim, se não A melhor! Mas cá estou hoje, pra contar pra vocês um pouquinho sobre essa série que acho que ainda não tem muita gente vendo, visto que estreou faz pouquinho tempo (mas eu sou uma tarada por séries e já terminei de ver).

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Então, eu tenho um problema. E o meu problema é que quando gosto muito de uma série, eu não consigo ver ela pingadinha, pelo menos não quando ela já está lá, inteirinha pra eu ver. Foi o que aconteceu com Sense8. Como ela é original do Netflix, quando foi disponibilizada, estava lá, toda a primeira temporada pra eu ver. E eu vi, tudinho, em uma semana. Porque a série é sensacional e totalmente viciante, mais ainda que Orphan Black. Quem soube de Sense8 primeiro foi marido, e quando ele me contou sobre ela eu não achei que fosse gostar tanto, porque ele disse que era meio ficção científica e tal, e eu nunca fui muito fã – mas, como já escrevi aqui antes, tenho percebido que ando gostando bastante desse estilo, vide as séries que estou fanática no momento (Sense8, Orphan Black, Doctor Who, pra citar algumas). Mas me interessou assistir porque os criadores dela são os irmãos Wachowskis, os mesmos que criaram Matrix, e Matrix é foda! Então, quando marido foi ver o primeiro episódio, vi com ele. E quando acabou, implorei: “Coloca logo o segundo, pelo amor de Deus!!!!!!!!!!!”

Lana e Andy Wachowskis, os criadores da série.

Lana e Andy Wachowskis, os criadores da série.

Vou tentar resumir a premissa do seriado sem dar muito spoiler, porque tem muita coisa na própria explicação do que é a série que pode tirar o impacto na hora de assistir. Então pra ser bem concisa, Sense8 é sobre um grupo de pessoas ao redor do mundo (são 8 pessoas) que, de repente, se vêem ligadas mentalmente. Se eu falar mais já vou dar spoiler e tirar a graça, então vou deixar só isso mesmo. Maaaaaaaaaaaaas, sendo algo vindo das mentes dos irmãos Wachowski, já dá pra saber que é uma parada complexa e que tem é preciso prestar atenção em cada detalhe para entender tudo, né? Tem algumas coisas que eu estou com dúvida, por exemplo, mas como conheço pouquíssimas pessoas que estão vendo a série e marido ainda não terminou a temporada (tô aqui de dedos cruzados pra ele assistir o último episódio, que é o único que falta pra ele, hoje), não tenho ninguém com quem comentar. Então espero conseguir fazer com que vocês se interessem pra poder conversar sobre a série com vocês! hahahahahaha O pior de tudo é que sou péssima falando de coisas que gosto muito, porque fico tão agitada e ansiosa que as palavras não me aparecem! Mas tenho dois pontos positivos para quem gostava de Lost e para quem gosta de Doctor Who: Sayid Naveen Andrews e Martha Jones Freema Agyeman! Fiquei tão feliz quando que os dois a série, vocês não tem noção!

Naveen Andrews como Jonas Maliki, e Freema Agyeman como Amanita.

Naveen Andrews como Jonas Maliki, e Freema Agyeman como Amanita.

Anyway, como tudo dos irmãos Wachowski (e com “tudo” quero dizer Matrix, porque foi a única coisa que vi deles), tudo em Sense8 tem um motivo. Tudo é ligado, tudo tem uma explicação, e todas as histórias, dos oito personagens principais, se interlaçam de maneira perfeita. O jeito como as coisas vão se revelando e vamos sabendo como tudo funciona é magistral. Cada pontinho vai se ligando a outro de maneira a criar uma imagem que conseguimos, depois, enxergar perfeitamente. É difícil explicar, é melhor assistir. Assistam! Tem cenas fantásticas, diálogos fantásticos, pensamentos dignos de serem seguidos pela população do mundo. Sério. E nossa, como eles trabalham bem a música! Acho que é de consenso geral entre as pessoas que já assistiram a primeira temporada da série que uma das melhores cenas (se não a melhor) se dá em torno de uma música (e que música!), e eles conseguem ligar todos os personagens só com essa música (sobre a qual falei um pouco nesse post), fazendo total sentido na história e ajudando a movimentar a história para frente, não é uma cena que está lá sem motivo, só para dar uma divertida na série, sabe? A cena final do episódio 10 também é sensacional, e também o é por causa de uma música. Eu fico assistindo a série e pensando como eles conseguem pensar em algo assim, porque é genial!

Como eu disse, são 8 personagens principais, e todos eles são desenvolvidos igualmente. E BEM desenvolvidos. Claro que eu tenho meus personagens favoritos (Wolfgang, Will), mas cada personagem é tão bem explicado e tem histórias tão bem desenvolvidas e reais, totalmente identificáveis, que você acaba gostando de todos, e entendendo o motivo para a ação de cada um. E você torce por todos, e ama cada um por sua particularidade. Tirando o Wolfgang e o Will, que estão lá no topo, cada dia me vejo gostando mais de um dos outros, mas, na verdade, amo todos, porque eles são todos fantásticos – e, o mais importante (pelo menos, pra mim), nenhum deles é perfeito!

Também gosto MUITO do jeito que as relações são mostradas na série. Todas as relações: pais e filhos, romances, de amizade. E o mais legal ainda é ter dois casais homossexuais, um composto por dois homens e outro por duas mulheres, sendo uma delas transsexual, o que, até hoje, é difícil de se ver em seriados, infelizmente. Então, além de tudo, Sense8 está quebrando barreiras.

Will (esquerda), Amanita e Nomi (centro), e Wolfgang. Não coloquei o casal de homens porque senão estaria dando spoiler.

Will (esquerda), Amanita e Nomi (centro), e Wolfgang. Não coloquei o casal de homens porque senão estaria dando spoiler.

Acredito que não tem muito mais que eu possa falar sem estragar as reviravoltas e surpresas do seriado pra vocês. Mas eu juro que é sensacional! Vejam e depois venham me contar que amaram!

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Netflix me representa – Orphan Black

Segunda parte da série sobre séries que comecei ontem, quando falei sobre Orange is the new black. Hoje falarei sobre a série que me está pirando o cabeção (porém não tanto quanto Sense8, sobre a qual falarei amanhã), Orphan Black.

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Cês tão achando que tem muita gente igual nesse pôster aí de cima? Pois é, mas é isso mesmo. Orphan Black fala sobre clones – e, mais especificamente, clonagem humana. #polêmica Mas vamos procurar uma sinopse melhor pra vocês terem uma ideia mais clara do seriado.

“Uma órfã britânica com um histórico de delitos criminais se depara com uma envolvente conspiração depois de presenciar o suicídio de mulher que é exatamente igual a ela” – Essa é a série nas palavras do Wikipedia e do IMDB. Porém, obviamente, é muito mais do que isso, só não falarei o quanto mais para não dar spoiler.

Essa é a série que mencionei ontem que não é original do Netflix, e sim uma parceria da BBC americana com o canal canadense Space (yep, Orphan Black é uma série do Canada, assim como Being Erica, que também contou com a participação da Tatiana Maslany, protagonista da série). Mas ela está presente no Netflix, só que, infelizmente, somente a primeira temporada (ela está na terceira temporada atualmente, mas já foi confirmada uma quarta temporada. yay!) Portanto, você vai ter que baixar o restante das temporadas porque, sim, você vai se viciar, assim como aconteceu comigo.

Atualização: A Netflix já disponibilizou a segunda temporada também agora. Yay!

Eu já ouvia alguma galera falando bem de Orphan Black e a curiosidade foi aparecendo. Uma vez, eu quase comecei a ver com o marido, mas aí foi lançada a terceira temporada de House of Cards (que um dia falarei por aqui) e a gente nunca troca o certo pelo duvidoso (e já era certo que amávamos HoC). Só que a terceira temporada acabou, e ficamos sem série pra vermos juntos. Daí, lancei novamente: “Bora ver Orphan Black?” (um “finalmente” escondido no final da pergunta). Ele aceitou e começamos a assistir e eu viciei. No primeiro episódio eu já sabia que ficaria viciada, não foi igual a OITNB ou Girls que demorou um pouco pra eu gostar. Não, com a orfã negra eu me apeguei de imediato. E no momento que você vir a série vai entender por quê. É tudo muito instigante. Uma cena te leva à outra que te leva à outra. “Mas Livia não é assim com todo seriado?” VOCÊ NÃO TÁ ENTENDENDO! Eu quero dizer que uma cena te deixa querendo ver a próxima, porque essa próxima vai te explicar algo da anterior, mas aí vai te deixar curioso para saber outra coisa que só a próxima cena vai te mostrar, e quando você percebe acabou o episódio e ele ainda deixou um gancho que faz você querer ver o próximo imediatamente! E quando você vai ver, you’re hooked. Porque é tudo absurdamente bom!

Helena também acha óbvio que você vai se viciar.

Sem contar que esse tema é um tema muito novo em séries, pelo menos para mim. Eu nunca fui muito de assistir ficção científica, mas de uns tempos pra cá, tenho assistido várias – e amado! Acho que é influência do marido em mim. E como eu não costumava ver esse tipo de audiovisual, não sei se clonagem humana já foi tema de algum seriado (só sei da *péssima* novela O Clone mesmo). Mas como pra mim é novidade, tô achando tudo fantástico e surpreendente. Sério, fico super alucinada com os episódios, tentando entender a parte científica e tentando ligar todos os pontos, sabe? E não fica nenhum fio solto, é incrível, eles pensam em tudo! Assim como é incrível a atriz principal da série, a Tatiana Maslany, que interpreta todos os clones. Imagina o quão cansativo deve ser pra ela! E imagina o quão boa atriz ela tem que ser pra fazer um clone totalmente diferente do outro! Parece várias atrizes interpretando, e não uma só. Sem contar que ela é linda, né, gente? Como eu disse ontem, todo episódio eu falo pro marido “Ela é muito linda, eu queria ser igual a ela”, porque eu queria mesmo. Ela é MUITO bonita!!!!!!

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Buuuuuuuuuuut, o meu personagem é, de longe, o Felix. Minha amiga que já está na terceira temporada (acabando, as a matter of fact), quando eu contei que tinha começado a assistir Orphan Black, perguntou logo: “Você gosta do Felix, né?” Ela me conhece! Mas ele é o mais estiloso, mais inteligente, mais protetor, mais fala-as-melhores-coisas-nas-melhores-horas do mundo! Ameeeeeeeeeeeeei!!!!!!!!!! E é melhor ainda ele falar todas as coisas maravilhosas que ele fala com sotaque inglês. E ainda mais incrível foi descobrir que o ator Jordan Gavaris NÃO É INGLÊS!!!!!! Porque o sotaque dele é perfeito! O sotaque da Tatiana quando ela interpreta a Sarah não é tão bom assim, mas o do Jordan é sem defeito! Impossível dizer que ele é canadense, e não britânico. Mas o que importa é que na série Felix é britânico e diz as melhores coisas ever com aquele sotaque que é o melhor ever.

Divo!

Ok, que outros motivos além de personagens foda, atriz linda e muito boa, história sensacional e instigante vocês podem querer pra começar a assistir a série? Ok, para as meninas, tem mais um motivo: Paul. Eu não acho ele nada demais, mas tem gente que fica babando por aquele corpitcho (exemplo: minha amiga que sabia que eu gostaria do Felix). E, se você continuar e for até a segunda temporada (o que é óbvio que vai acontecer porque uma vez assistido um episódio, impossível não querer ver tudo), também vai se deparar com Cal, esse sim gato de verdade – e que, acabei de descobrir, faz o Daario Naharis em Game of Thrones, quem diria, nem reconheci. Tá bom ou quer mais?

Paul (Dylan Bruce) à esquerda e Cal (Michiel Huisman) à direita. Qual você prefere?

Paul (Dylan Bruce) à esquerda e Cal (Michiel Huisman) à direita. Qual você prefere?

Qual deles, Alison?

Gente, chega de falar de Orphan Black porque não é possível que até agora vocês ainda não correram pro Netflix pra assistir a primeira temporada? Sério, o que vocês estão esperando? É uma das melhores séries que já vi nos últimos tempos e vocês não sabem o que estão perdendo caso ainda não vejam! Ah! Pra quem gosta dessas besteirinhas (eu adoro!), achei um teste pra descobrir qual clone do seriado você é. Eu sou a Sarah – minha clone preferida (mas também amo a Cosima)! Yay!

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Netflix me representa – OITNB

Ok, nem todas as séries que vou falar aqui hoje são originais do Netflix. Mas eu comecei a assistir porque achei lá, então ele é o responsável pelo meu vício. Porque eu sou daquelas pessoas velhas que não sabem baixar série e, quando tenta, infesta o computador de vírus. Pra vocês terem ideia, fui baixar o Popcorn Time no meu computador e agora meu computador abre pop-up de 5 em 5 segundos (o que está me fazendo levar o dobro do tempo escrevendo esse post, porque de tempos em tempos tenho que fechar uma série de abas)! Por isso, pra mim, Netflix é salvação, senão ficaria dependendo do marido pra tudo! E foi lá que achei as 3 séries que estou viciada no momento: Sense8, Orphan Black e Orange is the new black, que falarei ao longo dessa semana porque o post acabou ficando muito grande e se eu fosse falar sobre as três hoje vocês iam desistir de ler rapidinho! 😉

Orange is the new black

Já começo falando que eu só vi TRÊS episódios da terceira temporada então, pelo amor, NÃO COMENTEM SOBRE O RESTANTE DOS EPISÓDIOS!!!!!!!!!!! Obrigada, de nada.

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Acho que, a essa altura, todo mundo já sabe sobre o que é o seriado, né? Mulher de elite e prestes a se casar é condenada a prisão por causa de um esquema de drogas que participou há anos atrás com uma ex-namorada e tem que aprender a lidar com essa nova vida, com pessoas e situações que não está acostumada a conviver – e totalmente trancafiada, o que é muito pior. Não sei é se todos sabem que a série é baseada no livro de Piper Kerman, que por sua vez é baseado em sua própria vida! É, senhoras e senhores, Piper Chapman é real – e Alex Vause também (mas, no caso, se chama Catherine Wolters e não é, nem de longe, tão bonita quanto a Laura Prepon).

Taylor Schilling, a intérprete de Piper Chapman, e a Piper real (acima), e Laura Prepon no papel de Alex Vause, e a Alex da vida real.

Taylor Schilling, a intérprete de Piper Chapman, e a Piper real (acima), e Laura Prepon no papel de Alex Vause, e a Alex da vida real.

OITNB (geralmente, odeio siglas para séries, mas é que essa tem o nome tãããããããão grande!) é mais uma série que não me disse nada quando comecei a assistir. Como o buzz tava imenso, fui procurar e vi 3 ou 4 episódios da primeira temporada (na época, acho que só tinha a primeira mesmo). Não achei nada demais e não continuei. Não que eu não tenha gostado, achei legal, mas não me prendeu, sabe? Mas aí saí do meu emprego, passei a ficar muito tempo em casa, todas as séries que eu via acabaram as temporadas (Once upon a time, Modern family), Game of Thrones eu só tinha como ver aos domingos, portanto me encontrei em busca de uma série para assistir pra passar o tempo ocioso. Então pensei: “É, acho que vou dar uma segunda chance pra Piper e cia.” E não sei se foi porque eu não tinha mais nada pra ver ou se a série realmente é muito boa, mas eu me viciei. Vi, em uma semana (ok, uma semana e meia), TODOS os episódios restantes da primeira temporada E a segunda temporada inteira (que, a essa altura, já tinha sido lançada e tava até velha para os espectadores assíduos da série). E comecei a contagem dos dias para a terceira temporada, que foi lançada agorinha, dia 12 de junho – e eu só assisti TRÊS EPISÓDIOS, lembrando, então NADA DE SPOILERS!

E eu vou dizer o motivo principal de eu ter gostado da série: Alex Vause. E um segundo motivo: Poussey Washington (interpretada pela atriz Samira Wiley). Pra mim, são as melhores personagens. A Alex é muito melhor desenvolvida (como personagem) do que a Poussey, mas todos sabemos o motivo disso – e se você não sabe é porque ainda não viu o seriado, então não vou te spoilar. Mas a Poussey é o máximo e tem uma voz tremenda! Adoro ela e o jeito inocente e ao mesmo tempo defensor e cheia das manhas que ela tem.

Mas, falando sério, todas as personagens são muito bem desenvolvidas. Fica muito claro quem é cada uma, e por causa dos flashbacks, você entende de onde cada uma vem e o motivo de serem como são. Nenhuma ação é inconsistente, nenhuma personalidade é mal feita, daquele jeito que você pensa “essa personagem nunca faria isso”. E as histórias são muito boas, o jeito que eles (eles sendo os roteiristas, que na verdade acho que são mulheres, em sua maioria, então seria “elas”, e não “eles”) conseguem ligar o passado com o presente e até as histórias paralelas é muito fantástico. Super bem feito. E só de conseguirem fazer com que quem está assistindo se relacione com os dramas e situações de pessoas que estão presas, ou seja, pessoas que os espectadores achavam que nunca iriam se relacionar é sensacional. É ótimo para as pessoas perceberem que por trás de “bandidos” também há vidas, há motivos, e, muitas vezes, você percebe que faria o mesmo se estivesse na mesma situação.

E uma coisa que não posso deixar de mencionar: puta que pariu, como a Laura Prepon é bonita! Eu já achava a atriz bonita em That 70’s Show (não sei se todo mundo que vai ler conhece essa série porque ela passou por aqui no final dos anos 90, início dos anos 2000, e sei que tem uma galera bem novinha por aqui, mas a série era sensacionalmente engraçada! procurem-na! a série foi, inclusive, o primeiro trabalho de Mila Kunis e Ashton Kutcher), quando ela era ruiva e tinha 18 anos (!!!!!!!!), mas ela parecia tão imensa ao lado do Topher Grace (que fazia seu par romântico, Eric) que acho que isso me fez não perceber o tanto de beleza que ela tem. Mas agora tô achando ela linda – e acho que o cabelo preto caiu muito bem nela! Não tem um episódio que eu veja que eu não repita pra mim mesma, “Nossa, ela é muito linda”, a mesma coisa que acontece toda vez que assisto Orphan Black e vejo a Tatiana Maslany (ou seja, a série inteira). Mas com a Tatiana eu sempre penso: “Eu queria ser igual a ela”, porque ela é menorzinha, mais mignon, como eu, e eu nunca na minha vida quis ser mais alta (talvez só durante shows, quando não consigo enxergar o palco direito). Mas a Tatiana e Orphan Black são assuntos para o próximo post!

Ah! Eu fiz lá no canal uma homenagem, pra não dizer que paguei mico, muito engraçada a Orange is the new black. Olha só! E aproveita e se inscreve no canal porque coloco muita coisa legal por lá e não é sempre que divulgo o vídeo por aqui. 😉

Beijocas!

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30 Livros em 1 Ano – A garota das laranjas (Jostein Gaarder) – Livro 8

Hoje é domingo, dia de que? De fazer nada. Ou de que? Ficar deitada na cama embaixo de um edredom bem quentinho (porque aqui no Rio tá bem frio, pelo menos pra nós, cariocas) lendo um livrinho. Então achei que era o dia perfeito pra falar de mais um livro que li no meu projeto de 30 livros em 1 ano – que estou com sério medo de não conseguir cumprir, mas não vamos pensar nisso agora, não é? (Negação forevah!) Esse foi um livro que li em um dia só (fazia tempo que não lia um livro inteiro num dia só) numa situação muito parecida com a de um domingo – embaixo de um edredom, deitada na cama. Mas a situação foi completamente diferente: eu estava doente. E já estava deitada fazia três dias, não aguentava mais! Como já tinha melhorado um pouco e já conseguia me concentrar em algo, catei um livro da biblioteca dos meus pais pra ler. Escolhi A garota das laranjas, do Jostein Gaarder, autor norueguês muito adorado pela minha prima Clarissa e pela minha amiga Priscila, e foi por isso que escolhi esse livro – ter boas referências sempre é bom, né? Por isso que dou indicações de livros aqui pra vocês!

Perdoem a qualidade ruim da foto, mas eu estava doente!

Perdoem a qualidade ruim da foto, mas eu estava doente!

O livro lançado em 2005 conta a história de uma carta escrita há muito tempo pelo pai do adolescente Georg Roed, que morreu há 11 anos (o pai, e o não Georg). A carta conta uma história muito interessante e romântica sobre uma garota que carregava laranjas e o pai dele se apaixonou perdidamente – mesmo sem saber como encontrá-la ou quem ela era. Além de conter essa história, a carta também é uma despedida do pai ao menino, que era bem pequeno quando o pai morreu. E é muito bonito, emocionante e sensível – ou seja, preparem os lencinhos.

Jostein escreve daquele jeito característico dele, que não é muito fácil de se ler. Se você não está acostumado, pode achar um pouco cansativo, porque suas descrições são longas, e há muitos trechos em que o personagem da carta filosofa sobre o mundo e afins, o que eu acho muito legal, mas tem gente que pode não gostar. Como eu já havia lido O dia do curinga (sensacional, leiam!), eu já estava acostumada com o estilo do autor – o que não impediu que eu me cansasse um pouco quando ele falava sobre planetas e satélites, mas isso é porque é um assunto que eu não me interesso muito. Mas depois que você se acostuma com o jeitinho particular de escrita de Jostein, que é, na verdade. até meio genial, a leitura flui muito bem. Até porque você fica muito curioso para saber o que vai acontecer na história da carta, isso porque, como bom escritor que é, Jostein deixa o leitor envolto em mistério todo tempo porque alterna durante todo o livro a história da carta e a vida em tempo real do menino que lê a carta. Então quando você tá lá, querendo saber qual vai ser o próximo passo do personagem da carta, vem Georg te contar o que tá achando daquilo tudo. Esperto esse Jostein…

Mas, pra resumir, é um livro que mexe muito com suas emoções, que te faz pensar na vida (como todos os livros do autor), e que você fecha, depois de ler a última frase, com um sorriso no rosto – e muitas lágrimas enxugadas em lencinhos.

O autor norueguês Jostein Garrder.

O autor norueguês Jostein Garrder.

Para quem não sabe, Jostein é o autor do famoso livro O mundo de Sofia. Ele dava aula de filosofia antes de se dedicar exclusivamente à leitura, por isso seus livros tem esse teor filosófico tão forte. A garota das laranjas foi lançado por aqui pela editora Companhia das Letras, e custa no site da editora, R$35 (R$24, se você preferir a versão em e-book).

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Explicação e Top 5 YoutubOs Favoritos

Buenos días, chicos!

Essa já é a terceira vez que tento escrever esse post e já tá me dando nos nervos. Não tentem fazer nada no seu computador quando ele estiver cheio de vírus, pelo menos não na internet, porque senão ela vai cair o tempo todo e apagar tudo que você escreveu, mesmo você tendo salvo no rascunho – PORQUE ELA VAI TE ENGANAR E NÃO VAI SALVAR PORCARIA NENHUMA!

Enfim, descarga de raiva passada, quero, primeiramente dar dois avisos. Ou explicações. Quero pedir desculpas por estar um pouco sumida daqui, mas é que tem uma amiga minha passando por uns problemas e estou tentando ajudá-la, por isso o tempo para escrever anda um pouco escasso. E na minha vida é sempre amigos e família antes de tudo, então mil desculpas mesmo por não ter escrito por aqui.

Vocês também devem ter percebido que faz umas semanas que Nina não pinta por aqui. E ela nem vai aparecer mais mesmo. Eu não estava gostando muito da história, então achei melhor parar do que ficar escrevendo por escrever algo que não estava legal. Mas pode deixar que em breve terá novo personagem por aqui pra vocês conhecerem um pouco mais do meu lado escritora de livros. Aliás, vocês já conhecem meus livros Queria tanto e Coisas não ditas?

Enfim, vamos parar de falação e vamos logo pro assunto principal de hoje?

Top 5 YoutubOs Favoritos

Naquela semana que não me lembro mais qual foi, mostrei pra vocês as vlogueiras que eu mais gosto no Youtube. Hoje é dia dos meninos/homens mais legais de lá.

  1. Greg Holden

Conheci Greg na mesma época que conheci Julia Nunes, por isso ele merece estar aqui no número 1. Mas não é só por isso, e sim porque ele é um cara mega talentoso. Só pra dar um exemplo desse talento, ele é o autor da música Home, cantada por Philip Phillips e conhecida ao redor do globo. Mas vamos lá contar a história de Greg Holden.

Foto de Greg retirada da sua página no Facebook, https://www.facebook.com/gregholden

Foto de Greg retirada da sua página no Facebook, https://www.facebook.com/gregholden

Greg é um artista britânico que começou a colocar suas músicas no Youtube lá pelos idos de 2007 – mais ou menos quando eu o “encontrei”. Tava lá eu, descobrindo o Youtube, e me deparo com esse cara gato com esse sotaque lindo e uma voz maravilhosa. Não podia deixar ele pra lá, né? Vi todos os vídeos dele e me apaixonei por sua voz e suas músicas (tanto que até coloquei uma das músicas dele no meu segundo livro).

Alguns anos depois, ele decidiu se mudar pra NY pra ver se sua carreira deslanchava. Nessa época, perguntou para as pessoas que seguiam seu canal o que achávamos da ideia, e eu dei minha opinião (nessa época, lembro que tinha uma sessão de mensagens no youtube, algo como o inbox do Facebook, mas fui procurar dia desses e não achei mais). E ele me respondeu, todo fofo e simpático! Obviamente me apaixonei mais ainda, ainda mais sendo a solteira romântica que eu era na época. Mas tô aqui pra falar de Greg, e não de mim, né.

Greg foi pra NY e lá conheceu várias pessoas e foi crescendo, crescendo, crescendo. Até uma música sua parar na trilha sonora das séries Private Practice (spin-off de Grey’s Anatomy) e One Three Hill e de mais alguns filmes independentes. Depois sua música Home foi escolhida para ser a música final de Philip Phillips em American Idol e agora ele está lançando um novo cd, após vários eps. Ou seja, agora Greg tá recebendo tudo que merece – e que passou anos batalhando pra conseguir. E ele continua lá no Youtube postando coisas. Com menos frequência, mas ainda tá lá. Os vídeos não são mais amadores e ele não aparece mais na casa das pessoas pra fazer shows (como na série de vídeos “Not in my living room”, onde as pessoas se inscreviam para Greg dar um show particular na casa das pessoas, e ele ia, claro, e colocava no youtube). Agora os vídeos tem uma qualidade mega foda e ele aparece cantando em palcos fazendo tour pelos EUA. Mas continua o mesmo Greg fofo e simples de sempre. E lindo. J

  1. PC Siqueira
Pc Siqueira e Lola.

Pc Siqueira e Lola.

PC foi o terceiro youtuber que conheci, e primeiro brasileiro que comecei a ver todos os vídeos, em seu canal maspoxavida (AMO o nome do canal). Eu não perdia um. Hoje em dia, não sou mais tão fanática por ele, mas ele tinha que estar nessa lista por ter importância na minha vida youtubística. O PC é aquele cara sincero que não tem medo de falar palavrão e o que pensa sobre as coisas. Eu gosto dele porque ele é 100% ele no vídeo e não deixa de falar sobre certo assunto só porque é tabu ou porque a maioria das pessoas não vai concordar ou vai se chocar com sua opinião. Meio como o Cauê Moura, mas sem toda aquela berração (que é o motivo de eu não conseguir assistir os vídeos do Cauê). Claro que PC me conquistou mais ainda quando ele ganhou a Lola e aquela buldogue francesa fofucha começou a aparecer nos vídeos com ele (o que é ela fazendo hi-5?!). Mas mesmo sem Lola eu já gostava da franqueza de seus vídeos. Porque eu gosto de gente assim, sem papas na língua e que é sincera e natural, sem precisar ficar criando personagens falsos na tela só pra agradar.

  1. Tyler Oakley
Tyler Oakley e seu sorriso contagiante.

Tyler Oakley e seu sorriso contagiante.

Descobri o Tyler super recentemente, apesar de ele ser meio o rei do Youtube lá fora. Tyler faz vídeos há uns 8 anos já, e fala sobre vários assuntos. Como é assumidamente gay, é um ativista pela causa LGBT e fala muito sobre isso em seus vídeos, em grande parte para dar apoio e ajudar seus espectadores que estão passando por questões por serem homossexuais, como bullying, vergonha de se assumir, entre outros assuntos. E só de falar sobre sua sexualidade abertamente também mostra para as pessoas que não é errado ser homossexual, fazendo-as se sentir melhor com elas mesmas.

O que me fez gostar dos vídeos de Tyler foi, primeiro, as participações. Eu sempre gosto quando os youtubers participam uns dos vídeos dos outros. É tão divertido vê-los interagindo. E no caso de Tyler, sua dupla dinâmica é a Mamrie Hart. Os vídeos dos dois juntos são os mais engraçados ever, porque ela é tão divertida quanto ele. Sério, a risada do Tyler é totalmente contagiante. E esse é o principal motivo de eu gostar de ver os vídeos dele, pra poder rir feito louca por minutos sem parar! Por favor, assistam e me digam se vocês também não escangalharam de rir assistindo algum vídeo dele!

  1. Tavião

O canal do Tavião é mega novo, é novíssimo, o primeiro vídeo é do dia 18 de maio de 2015! Mas como era Tavião, eu não podia deixar de me inscrever. Conheci o Tavião (ou Otávio, para os mais íntimos) no canal Rolê Gourmet, canal foda de culinária dele e de PC Siqueira. Obviamente, eu me inscrevi no Rolê Gourmet por causa do PC (e porque amo gastronomia), mas posso dizer com certeza que fiquei por causa do Otávio. É ele quem faz a maioria das receitas, e a medida que eu via os vídeos, eu percebia que ele tinha muita coisa pra dizer, que ele é um cara muito legal e com pensamentos muito parecidos com os meus. Reparei mais ainda nisso quando assisti esse vídeo do Jacaré Banguela, onde o Jacaré entrevista Tavião sozinho, ou seja, temos a oportunidade de conhecê-lo melhor, sem o PC. E gostei muito. Por isso, quando vi que ele criou um canal só dele, não pensei duas vezes antes de correr pra assistir os vídeos.

Otávio Albuquerque, ou Tavião.

Otávio Albuquerque, ou Tavião.

O nome do canal é Coisas que nunca vivi (ou evitava viver), e lá ele fala exatamente disso, de coisas que ele nunca tinha vivido até então. Pelo que parece, aconteceu uma mudança na vida dele, ele terminou um namoro e tal, e aí está contando várias coisas que tem feito que nunca havia feito parte de sua vida. Não sei quanto tempo isso vai dar pano pra manga, mas por enquanto tô achando bem legal. E gosto muito mesmo do jeito que ele fala, do jeito que ele pensa, ele é um cara bem inteligente! Nota 10 pro canal novo do Tavião!

  1. Tom Fletcher

Esse canal está aqui única e exclusivamente porque não sou inscrita em outros canais de homens, pela primeira vez na vida gosto mais de coisas que mulheres fazem do que de homens (agora é a hora que várias pessoas me chamam de machista – mas não é nada disso! Mas também tô com preguiça de ficar me explicando aqui, então qualquer dia escrevo um post sobre isso).

Tom Fletcher!

Tom Fletcher! Sim, esse é o Tom, e não o Tyler.

Tom Fletcher é irmão da Carrie Fletcher, que entrou na minha lista de Top 5 youtubAs favoritas. Mas Tom Fletcher também é cantor/guitarrista/songwriter da banda Mcfly. Quer dizer, agora é tudo isso na banda McBusted (porque, infelizmente, entraram integrantes da banda Busted no Mcfly e aí viraram esse supergroup aí que canta músicas não tão legais quanto as do Mcfly). E super ligado em internet como é (pra não dizer viciado em redes sociais e afins), Tom criou um canal do Youtube pra divulgar seu trabalho e mostrar um pouco da vida dele pessoal pra galera – que, pra mim, é a parte mais legal. Quando ele tá com os meninos do Mcfly eles parecem voltar a ter 13 anos e ficam fazendo um bando de palhaçada boba. Mas quando ele cria músicas novas ou faz coisas bobas com o filho ou os gatos ou sua família, aí é bem divertido. Gosto muito de um vídeo em que ele fez um dueto com sua esposa, Giovanna (que é escritora e também tem um canal no youtube), de uma música dos Beatles.

Mas vocês podem já conhecer Tom por um vídeo dele com o filho (que se chama Buzz, pobre coitado) que tá rolando pela internet e as pessoas estão compartilhando como se fosse a coisa mais normal do mundo e como se Tom fosse só mais um pai andando por um campo de dandelions com o filho assoprando flores. SIM, EU TÔ ACHANDO BIZARRO PESSOAS QUE NÃO FAZEM IDEIA DE QUEM TOM SEJA COMPARTILHANDO UM VÍDEO DELE! Enfim… Esse é o Tom!

E esses foram meus 5 favoritos. Vocês conheciam? Vocês gostam? Quem são os seus favoritos? Me contem! Tô numa fissura tão grande com Youtube que quero conhecer todos os vlogueiros do mundo!

Beijos!

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A força de uma música

Não sei quem por aí tá vendo Sense8, ótima nova série origina do Netflix, mas tem uma cena especial que a música What’s Up, da extinta banda 4 Non Blonds tem toda uma imensa relevância (sem mais pra não dar spoilers). Essa cena em particular não seria a mesma e não seria tão forte sem essa música, assim como a minha adolescência não seria a mesma sem essa música.

O lançamento de What’s up foi em 1993 (mais especificamente no dia 23 de junho de 1993), o que significa que eu só tinha 8 aninhos. Mas, naquela época, os produtos lá de fora demoram mais tempo pra chegar por aqui, e elas acabavam durando um pouco mais também, pela falta de diversidade. Mas essa música em especial virou meio que um clássico, todo mundo conhecia, e eu lembro de o clipe ainda passar na MTV (quando ela era boa) quando eu comecei a assistir o canal, lá com meus 12 anos (ou seja, em 1997). Não sei exatamente quando essa música grudou em mim – com certeza não foi quando eu tinha 12 anos, porque eu ainda não tinha crises existenciais com essa idade -, mas no momento em que grudou, não foi embora nunca mais.

Eu sempre fui uma adolescente meio revoltada. Quem me conhecesse na época nunca ia imaginar isso, porque eu era aquela menina tímida que não abria a boca e nunca era reparada em lugar nenhum. Mas na minha cabeça havia milhares de questões e eu me perguntava por que as coisas no mundo são como são – algo que me pergunto até hoje, na verdade. Me revoltava com injustiças, me revoltava por pessoas consideradas bonitas pela sociedade terem muito mais facilidade no mundo (eu via as menininhas bonitas conseguirem tudo – o que significa todos os garotos que ela queriam – e eu não conseguia nada), me revoltada contra as regras da sociedade e não entendia porque as coisas tinham que ser daquele jeito quando claramente aquele jeito estava errado. Ou seja, eu era uma revolucionária dentro da minha cabeça, só não agia como tal. Por isso essa música me tocou tão forte, porque cada palavra dela fazia um sentido imenso pra mim. E eu a ouvia trancada no meu quarto e gritava junto com a música, sentindo todo sentimento que ela passa fluir no meu corpo. Era bem catártico.

"E eu tento, oh meu deus, eu tento, eu tento o tempo todo nessa instituição. E eu rezo, oh meu deus, eu rezo, eu rezo todo dia por uma revolução!"

“E eu tento, oh meu deus, eu tento, eu tento o tempo todo nessa instituição. E eu rezo, oh meu deus, eu rezo, eu rezo todo dia por uma revolução!”

E ainda hoje essa música tem esse poder em mim, de invocar todas as sensações que eu tinha quando eu era adolescente, e a eu-revolucionária, que, na verdade, nunca saiu de dentro de mim, vem a tona novamente. Porque a música tem isso, ela mexe com seus sentimentos, com suas sensações, e é por isso que música é tão sensacional. Por isso que eu acredito que música tem sim o poder de mudar pensamentos e fazer as pessoas pensarem. O movimento hippie tá aí pra provar isso, né? Quer música que mais mexeu com as pessoas e fez pessoas modificarem seus pensamentos quanto as da geração flower-power? Tem o punk também como exemplo. Porque, na verdade, uma coisa leva à outra. São pessoas que pensam certo tipo de coisa que escrevem músicas de um certo jeito, e atingem pessoas com o mesmo tipo de pensamento, ou influenciam outras pessoas que talvez nunca tinham pensado assim antes, mas que enxergaram as coisas de outro jeito por causa da música, e aí agem de acordo com o novo pensamento, e por aí vai. E assim se cria um movimento. Aqui no Brasil temos a Tropicália como exemplo, né? E eu fico tão emocionada quando falo sobre isso porque acho que a cultura como um todo tem uma potência tão grande para modificar ações e pensamentos e vidas. É só ser bem utilizada. Cultura como forma de educação. Mas isso é outra história e eu tô fugindo do assunto.

"A música me mantém viva" (imagem retirada de http://m-u-s-i-c-a-s.tumblr.com/)

“A música me mantém viva” (imagem retirada de http://m-u-s-i-c-a-s.tumblr.com/)

O que eu quero dizer é que música pode modificar tudo. Uma música pode mudar seu humor em segundos. Uma música pode te fazer lembrar de momentos maravilhosos, te dar força, te relembrar quem você é de verdade. E foi isso que essa música fez pra mim. E eu agradeço cinquenta milhões de vezes à Linda Perry, autora de What’s up, por ter escrito essa música tão maravilhosa que me energiza de um jeito que talvez nenhuma outra consiga fazer. E obrigada aos irmãos Wachowski por inserirem essa música numa série igualmente maravilhosa e me darem um pouco mais de força pra enfrentar esse mundo maluco.

E viva a música!

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Sobre a necessidade dos filmes “ruins”

Eu já estou há 5 meses sem trabalhar, o que significa que fico muito tempo em casa, o que significa que eu fico angustiada e nervosa e ansiosa e deprê costumeiramente (porque uma coisa e você trabalhar e ter um tempo pra fazer nada, outra e esse tempo perdurar para sempre). E eu ainda tenho insônia, o que piora tudo ainda mais. E essa semana eu ainda estava doente, o que piorou minha insônia. Mas Livia, essa avalanche de coisas ruins vai ter um fim e tem um propósito ou, pelo menos, uma ligação com o tema do post?, você me pergunta. Vai sim, padawan, paciência tenha.

E numa noite dessas (mais exatamente, dois dias atrás) de insônia gripada e ansiedade extrema, eu percebi que não podia deixar isso tomar conta de mim e liguei a televisão (depois de varias tentativas frustradas de escrever algo). Como não tinha nada interessante passando e eu não tava a fim de ligar o videogame (para entrar no Netflix), procurei um filme pra ver no Now da Net (pra quem não tem, e tipo um Netflix da Net, de programas dos canais da Net, mas você paga por filme que assiste, porem, tem filmes grátis também, no caso, era entre esses filmes que eu procurava um). Eu tinha um objetivo em mente: encontrar um filme idiota que me fizesse rir e tirasse todos os problemas da minha cabeça. Encontrei o filme Vizinhos, que eu já tinha visto trailer um tempo atrás e sabia ser exatamente assim, e ainda tinha o plus de ter Seth Rogen, ator que adoro. Outro plus foi ter Zac Efron assim como esta na foto, mas isso só soube depois de já ter dado play.

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Hey-yo!!!!

O filme atingiu em cheio meu objetivo. Obviamente, não da pra esperar um filme super cheio de mensagens boas e que você sai pensando varias coisas sobre a vida, o universo e tudo mais. Mas consegue sim te fazer rir, e como era isso que eu queria, por mim a missão foi super bem cumprida.

So pra contextualizar, Neighbors (no original) conta a historia de um casal de 30 e poucos anos que tem uma filha pequena e acabou de comprar uma casa em um bairro legal. So que, pouquíssimo tempo de se mudarem, a casa ao lado e ocupada por uma fraternidade (olha que merda!) barulhenta. Como eles estão naquela fase da vida de tentar se afastar do rotulo de velhos (aquela fase horrorosa que você ainda se considera jovem, mas os jovens de verdade já te consideram velhos, e você quer se manter jovem, mas não tem mais atitudes de jovem e… ah! pra resumir, a faixa dos 30. I`m there!), se aproximam dos presidentes da fraternidade (Zac Effron e o adorável – adorável porque eu adoro ele – Dave Franco, sim, irmão de James Franco) pra mostrar que são cool, mas ao mesmo tempo querem pedir pra eles maneirarem na zoeira. A melhor cena pra mim e a dos dois treinando o jeito que vão chegar para falar com os garotos. Me escangalhei de rir! Ok que qualquer coisa que o Seth Rogen faz eu rio horrores (adoro o tipo de comédia que ele faz, e esse filme tem a cara dele, apesar do roteiro e da direção não serem dele).

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Poster do filme.

Enfim, pra resumir, eu adorei o filme, ri muito, e fui dormir muito mais tranquila e leve, mesmo tendo me identificado muito mais com o casal de 30 e blaus anos do que com os garotos da fraternidade, o que só indica que estou mesmo velha. Não que eu fosse me identificar com os caras de fraternidade quando era mais nova, porque sempre achei idiota essa ideia toda de fraternidade e de festas sem fim e de pessoas que só pensam em beber e em pegação. Se eu visse o filme há dez anos, me identificaria muito mais com o casal também, mesmo estando longe de ter filhos (o que continua sendo o caso hoje) e não tendo minha casa própria nem sendo casada.

Mas, voltando ao filme, exatamente por essa sensação de leveza que o filme me passou que filmes assim são necessários. Eles são os filmes que gosto mais de ver? Não. Eu escolheria esse filme num dia normal? Não. (se bem que como puxo sardinha pro Seth, eu veria sim, de qualquer jeito) Mas esse estilo de filme cabe exatamente em dias assim, quando tudo que você quer e precisa e rir e se divertir. Eu sou totalmente contra o movimento de que todos os filmes devem fazer você pensar e passarem uma lição e uma mensagem profundas. Eu acho que a maioria das pessoas só vê filme que não acrescenta muita coisa e deveria ver mais filmes que tem a qualidade melhor? Sim. Eu acho que, principalmente no Brasil, a maioria dos incentivos são dados a realizadores que produzem filmes de comédia e filmes que não tem uma qualidade técnica muito boa? Sim. Mas essa e uma discussão sobre a cultura no Brasil que não cabe discutir no momento. Mas isso não quer dizer que os filmes bobos não devam existir, porque as nossas mentes precisam descansar. Imagina se num dia como o que eu estava tendo quando vi Vizinhos eu buscasse um filme e só tivesse filmes que são considerados bons pela critica? Eu acho que não ia dormir com a mesma leveza. Sim, eu sei que também existem comédias excelentes e de melhor qualidade, como os filmes do Wes Andersen (falei um pouco sobre ele nesse post aqui), mas eu queria algo muito bobo e rapidinho, o que não e o caso. Então Vizinhos foi ideal pra minha cabeça e meu estado de espírito do momento. Esses filmes mais bobinhos são muito necessários!

Como eu disse uma vez sobre literatura, acho que deve haver um equilíbrio. Acho péssimo, como mencionei acima, pessoas que só assistem a esse tipo de filmes porque ficam muito limitados intelectualmente. Ha vários filmes maravilhosos que adicionam muito para nossa experiência de vida e o modo como enxergamos o mundo – e filmes como Vizinhos, sejamos sinceros, não estão incluídos nessa categoria. Mas eles tem sua função no mundo, que e divertir, distrair, fazer rir, e isso pode mudar pra melhor o dia de uma pessoa, exatamente como aconteceu comigo. Por isso, graças a todos os deuses existem esses filmes bobos pra inserir um pouco graça nas nossas vidas serias e colorir um pouco mais os dias.

Assim como ver Zac Efron também ajuda.


Gente, mudando um pouco de assunto, amanha tem aquele dia que gostamos de chamar de Dia dos Namorados, e se você ainda não sabe o que dar pro seu bo ou pra sua boo (alguém ainda usa essas expressões ridículas?), no meu canal no YouTube eu ensinei a fazer uma caixinha mega fácil e mega barata usando fotos de vocês dois. Super dica! Beijos!

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