“Pa vê ou pa comê?” Porque não tá dando pra fazer as duas coisas, não!

Eu amo os cinemas do grupo Estação. Amo mesmo, com todas as minhas forças e coração (você pode entender melhor a intensidade do meu amor nesse post aqui). Mas, infelizmente, hoje em dia está muito difícil ir aos cinemas do grupo Estação. Pelo menos, pra uma pessoa desempregada sem renda nenhuma – e sem nenhuma forma de meia entrada.

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Semana passada, li no Facebook a indicação de um amigo sobre o novo filme do diretor francês François Ozon. Fingi que lembrava quem era o diretor (apesar de reconhecer o nome, não lembrava seus outros filmes, mas agora procurando por ele, vi que fez 8 Mulheres, filme que amei!) e fui. Na verdade, pra mim, tanto faz o diretor, o que importa é que o filme é francês. Sim, sou obcecada por cinema francês (obsessão que, um dia, ainda rendará um post), e esse ainda tinha o plus de ter meu queridinho Romain Duris. Achei o filme passando no Estação Net Botafogo e fui, no impulso, sem nem ver se estava passando em outro cinema – eu já estava feliz por poder ir em algum cinema do Estação e fingi que as outras salas de cinema não existiam (depois vi que também estava passando no Itaú Arteplex, ou seja lá o nome que aquele complexo de cinemas em Botafogo tem agora).

Eu esperando pelo filme - e não muito feliz com tudo que tive que pagar.

Eu esperando pelo filme – e não muito feliz com tudo que tive que pagar. (desculpa pela qualidade da foto, a câmera do meu celular não é boa)

E lá fui eu, feliz, contente e pobre – pois não se deixa de ser pobre quando se sai de casa, mesmo o destino sendo a zona sul (pra quem não é do Rio, a zona sul aqui é a parte mais cara da cidade) – assistir Uma nova amiga. Cheguei, entrei na fila, disse o nome do filme e horário que queria. Depois da bilheteira perguntar “meia entrada de que?”, apesar de eu já ter falado que a minha era inteira, repeti que não tinha meia entrada e, então, depois de escolher meu lugar, ela me falou o quanto eu tinha que pagar: TRINTA REAIS! Meu queixo caiu e eu travei. Eu não estava esperando algo tão caro at all! Mesmo sabendo que tinha escolhido um dos piores dias da semana pra se ir ao cinema (6a feira), eu achava que o ingresso seria, no máximo, uns vinte e poucos reais, valor que paguei da última vez que fui no mesmo cinema, alguns poucos meses atrás. E pra piorar tudo: só aceitava débito e dinheiro. Visto que minha conta está quase zerada – só não está zerada por bondade da minha mãe -, paguei em dinheiro porque, por sorte, tinha o suficiente (dinheiro que “ganhei” no brechó).

Parte fofa em frente à sala maior - e meus pés no espelho, porque esse chão quadriculado é super fotografável!

Parte fofa em frente à sala maior – e meus pés no espelho, porque esse chão quadriculado é super fotografável!

Quem conhece esse cinema do grupo Estação em particular sabe que as instalações e estrutura não são lá as melhores. Tem mosquitinho, tem sala congelante, tem sala pequenina que de tão pequena você se sente meio claustrofóbica. Mas sendo grupo Estação, ou seja, você sabe que a qualidade do filme é sempre boa, você ignora esses pequenos detalhes. Mas não por esse preço, né? Pelo menos, meu filme estava passando na maior e melhor sala de lá (são três, se não me engano), então até que não foi desconfortável e consegui assistir o filme de uma distância boa (não gosto de ficar muito perto da tela). Há um tempo atrás, eu até evitava ir nessas salas no Estação porque eu sabia que não eram as melhores e eu achava muito pequenas as salas (tirando essa que fui, mas sempre esquecia de sua existência). Só que o meu queridinho Espaço de cinema (ou seja lá como ele se chama agora – Estação Net Rio, na verdade) entrou em reforma e só me restou o Estação Net Botafogo (ok, sei que tem na Gávea e em Ipanema, mas Botafogo é muito mais fácil de chegar). Sem contar que lá é onde todos os filmes que já saíram de todos os outros cinemas ficam passando por mais tempo, então, às vezes, não tem nem opção.

A sala que estava passando o filme era a maior que tem por lá - ainda bem!

A sala que estava passando o filme era a maior que tem por lá – ainda bem!

Ok, não tem como negar que a qualidade dos filmes que passam nos Estações é maravilhosa. Em nenhum outro lugar aqui no Rio conseguimos encontrar filmes que não são blockbusters comerciais porque, além das salas de cinema do Estação (e as do Itaú, que já mencionei antes), só temos os Kinoplex e Cinemarks da vida nos shopping e, como todos sabem, passam o mesmo filme em várias salas, e sempre esses mais comerciais, pra ganharem bastante grana. (ai, como sinto falta de mais cinemas de rua…) E sei que as salas do Estação quase fecharam as portas há um tempo por falta de verba e, agora que foram compradas por grandes empresas e tudo está sendo reformado e melhorado, o valor do ingresso aumentaria (sem contar toda essa polêmica da meia entrada que, inevitavelmente, faz todos esses lugares aumentarem seus preços). E sei também que as salas do Estação são frequentadas pela elite intelectual do Rio de Janeiro que, em sua maioria, também é a elite econômica/financeira. Mas, ainda assim, é caro demais pra uma simples desempregada como eu – e também pra galera que trabalha com cultura e que não ganha bem e que, com certeza, também frequenta esses lugares. O que me deixa bem triste porque, provavelmente, não poderei ir ao cinema por bastante tempo – porque me recuso a fazer carteirinha falsa.

Pipoca do cinema e pipoca do lado de fora.

Pipoca do cinema e pipoca do lado de fora.

O pior é que até o café é caro, então não dá pra ver filme e comer, você tem que escolher um dos dois. Pra vocês terem ideia, nesse dia, como cheguei cedo pro filme e ia esperar mais de uma hora pra ele começar, resolvi fazer um lanche. Não queria ir muito longe e os lugares ali por perto estavam cheios, então resolvi comer algo ali no café do Estação mesmo. Comi um pastelzinho pequeno de peito de peru (que, ok, estava uma delícia) e uma xícara pequena (do tamanho de uma xícara de cafézinho) de cappuccino e gastei 11 reais. Aí você pensa: “Vou comer uma pipoca então”. Não adianta, queridos, porque até o pipoqueiro que fica em frente ao cinema é caro – os saquinhos vão de 8 a 12 reais! Complicado.

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Tá difícil ter cultura de qualidade aqui no Rio de Janeiro… (Ou vai ver eu que tenho que escolher uma profissão qualquer que pague muito bem em vez de tentar fazer o que eu amo – que, no momento, nem vaga tem! Sim, eu tô frustrada!)

PS. Aliás, o filme é maravilhoso! Super recomendo, faz pensar pra caramba e todos os atores estão fantásticos! Vejam! Só não num cinema do Estação – a não ser que não ligue de pagar 30 reais.

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30 LIVROS EM 1 ANO – QUEM É VOCÊ, ALASCA? (JOHN GREEN) – LIVRO 10

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Vou para procurar um grande “talvez” (em tradução livre).

Primeira vez que ouvi falar de John Green, autor do livro Looking for Alaska (no original), foi no canal do Adam, um garoto lindo divertido que falava sobre assuntos que me interessavam pra cacete no You Tube. Nem sei se o canal dele ainda existe, mas sempre terei ele a agradecer por me apresentar ao John Green, um dos escritores mais fofos da humanidade – e que mais me identifico. Adam falava exatamente do livro Looking for Alaska, e insistia que era um dos melhores livros que já havia lido, e me apresentou ao lema dos nerdfighters (como os fãs de John e Hank Green são chamados): Don’t forget to be awesome (não se esqueça de ser espetacular, numa tradução livre da minha parte). Esse lema nunca saiu da minha cabeça, o que significa que eu sempre tive vontade de ler John Green. Mas, na época, não tínhamos os livros dele por aqui. Eu sei, eu procurei. A lot! Até que, anos depois, consegui com uma amiga a versão original de Paper Towns. Me apaixonei e entendi totalmente o que Mister Adam estava falando. Depois li A culpa é das estrelas, que também adorei (não tanto quanto Paper Towns). E então, finalmente, consegui um exemplar de Quem é você, Alasca?

A versão da capa que eu li.

A versão da capa que eu li.

Acho que estava esperando muito do livro, porque da primeira vez que comecei a ler, não gostei. Não que eu tenha achado ruim, mas não me instigou. Mas o que fiz eu? Deixei de lado por um tempo e esperei. Esperei o momento certo. Porque, com livros, muitas vezes acontece isso: às vezes, você não está no momento certo para lê-lo. Então aguardei. E passado um ano (ou mais, ou menos), senti que era hora de voltar a ele. Não voltei a lê-lo do início, afinal, eu já tinha começado e ainda me lembrava quase tudo que tinha lido. Mas, ainda assim, li rápido, para os meus parâmetros (não sou uma pessoa que consegue ler livros muito rápido porque perco o foco e minha atenção desvia loucamente, não consigo ficar parada por muito tempo). E sabe o que isso quer dizer? Que eu gostei do livro! Viu como tudo tem a ver com o seu momento?

Diversas capas que o livro já teve lá fora.

Diversas capas que o livro já teve lá fora. A segunda é meio brega, né?

Enquanto eu lia o livro, eu pensava: com certeza esse livro também vai virar filme (visto que outros dois livros de John Green, exatamente os outros dois que li, já viraram). E bingo! O filme de Quem é você, Alasca? está em fase de pré-produção. *aguardando ansiosamente para saber o elenco do filme* E por que todos os livros do John Green estão virando filmes?, você me pergunta. Porque os personagens dele são altamente identificáveis e interessantes. E não, não são somente para adolescentes, como muita gente pode pensar. Qualquer um, de qualquer idade, consegue se identificar com os dilemas de Miles e Alasca, Hazel e Augustus (A culpa é das estrelas), Margo e Quentin (Paper Towns). Até porque eles são adolescentes muito maduros, com questões que vão muito além das comuns de sua idade (e eu me identifico taaaaaaaaaaaaaaaanto, porque era super assim na época! fui desamadurecendo com o tempo. hahahahahahaha). Miles, por exemplo, o protagonista de Quem é você, Alasca?, coleciona últimas palavras de pessoas famosas. Como assim, Livia? Explico: ele tem uma paixão inexplicável por últimas palavras de pessoas, e sabe todas elas de cor. Me diz se isso não é uma característica incrível pra um personagem ter? E não sei como John Green consegue fazer todos os personagens terem algo interessante, diferente. Eu, como escritora, sei como é difícil encontrar em equilíbrio entre todos os personagens em relação a serem interessantes. Mas todos eles são, principalmente em Quem é você, Alasca? O amigo dele então, que divide o quarto com ele, é fantástico!

Quote de um dos amigos de Miles que já não me lembro mais de quem é. Minha memória é péssima, gente desculpa eu!

Quote de um dos amigos de Miles que já não me lembro mais de quem é. Minha memória é péssima, gente desculpa eu! (“Por que você está usando um gorro de raposa?” “Porque ninguém consegue pegar uma motherfucking raposa”)

Como visto na imagem acima, além do protagonista do livro ser fascinado por últimas palavras, o livro também é cheio de quotes sensacionais. Mas todos os livros do John Green são, isso não é novidade, né?

Algumas frases tiradas do livro.

Algumas frases tiradas do livro.

Enfim, falei, falei, e não disse ainda a sinopse do livro (sabia que, na Inglaterra, eles chamam sinopse de livro de “blurb”? adorei essa palavra!). Então lá vai a blurb, tirada do Skoob: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

E Alasca e Miles o farão pensar em diversas coisas sobre a vida, você vai se ver filosofando mesmo e pensando no que realmente importa pra você. É fantástico, leia! E leia também Paper Towns (Cidades de papel) que, pra mim, é o melhor livro de John Green. Falando em Paper Towns, o John Green esteve recentemente no Brasil pra divulgar o filme do livro, que estreou dia 09 de julho por aqui (e eu tô louca pra ver!). E a Iris Figueiredo, que também é escritora e tem um blog literário, fez uma entrevista gracinha com ele, umas das melhores perguntas que já vi perguntarem pra um autor: claro que faz toda a diferença quando a entrevistadora conhece realmente o trabalho do entrevistado – e é fã dele. Olha que lindo que o John é!

Mas agora me digam, vocês já leram algo do John Green? Ou já viram os filmes? Ou foram sortudos de encontrá-lo quando ele estava no Brasil? Me contem suas experiências, vou adorar ler! Escreve pra mim nos comentários! E até depois!

Beijocas!

Pra pensar. Eu falei que o livro faria você filosofar!

Pra pensar. Eu falei que o livro faria você filosofar!

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Eu escrevo!

Ok, esse post talvez seja visto meio de nariz torcido por algumas pessoas, mas é algo que preciso gritar pro mundo: EU ESCREVO!!!!!!! Na verdade, sou escritora, e tenho dois livros publicados pela editora Benvirá: Queria tanto e Coisas não ditas. Por que estou dizendo isso agora? Porque eu acho só agora, finalmente, eu me aceitei como escritora. Como escritora do tipo de livros que escrevo. Confuso? Explico.

Meus dois livros lindos, lado a lado, em um dos book signings que fiz, na livraria Eldorado.

Meus dois livros lindos, lado a lado, em um dos book signings que fiz, na livraria Eldorado.

Eu sempre escrevi romance, o que muita gente chama de chicklit. E eu nunca aceitei muito bem isso. Eu queria ser aquela escritora que escreve coisas profundas, filosóficas, que “fazem pensar”. Escrever livros com tramas complexas e que fossem bem faladas pela crítica. Mas a crítica não vê com bons olhos os livros de romance. E por isso eu também não via. Mas depois de muito tempo percebi que isso era uma grande besteira. Eu via autores brasileiros como a Babi Dewet e a Iris Figueiredo, que também escrevem o mesmo tipo de literatura que escrevo (só que o público delas é um pouco mais novo), super orgulhosas de seus livros e eu pensava por que também não podia ter orgulho dos meus livros. Afinal, eu me matei de escrever durante meses seguidos, trabalhando com muita dedicação nas minhas histórias, meus personagens, e não vou ter orgulho disso? E não é que eu não gostasse dos meus livros, eu era (e sou) apaixonada por cada personagem meu, mas eu achava que tinha que escrever coisas que tinham um peso maior, sabe? Porque os outros diziam que o que eu escrevia não era importante. Mas quem são os outros pra dizer o que é ou não importante? E quem são os outros pra dizer que o que escrevo não pode tocar as vidas de outras pessoas e ter um impacto positivo?

Meus amigos lindos, sempre presentes nos lançamentos, sempre me dando apoio - mesmo quando eu não me dava.

Meus amigos lindos, sempre presentes nos lançamentos, sempre me dando apoio – mesmo quando eu não me dava.

E pode! Quando comecei a receber mensagens na minha página de pessoas que tinham lido meus livros e que tinham adorado, e que me disseram que meus livros tinham deixado suas vidas mais felizes, eu comecei a perceber que meu pensamento anterior era uma imensa besteira. E fiquei mais feliz ainda quando recebi a mensagem de uma menina dizendo que meu livro Coisas não ditas deu à ela a força para continuar escrevendo suas próprias histórias. E aí eu percebi que tava fazendo a coisa certa. Que era por isso que escrevi, e que eu não tinha que ter vergonha ou menos orgulho dos meus livros, porque eu estava conseguindo o meu objetivo: tocando vidas de pessoas. E eu sigo até hoje querendo saber da história dessa menina, que até decidiu fazer faculdade de letras por causa do meu livro, e fico torcendo muito por ela. E por todo mundo que quer ser escritor, principalmente aqui no Brasil, um país que a cultura é tão desvalorizada e é muito difícil viver de livros. Mas vale muito à pena quando você ouve histórias como a dessa menina (não citarei nomes por questão de privacidade mesmo).

Minha família maravilhosa - esses então, totalmente sem palavras pro nível de apoio e animação.

Minha família maravilhosa – esses então, totalmente sem palavras pro nível de apoio e animação.

Por isso, hoje eu vim aqui dizer que sou escritora, que escrevo romances, e que tenho muito orgulho deles! Dos dois já publicados e dos que ainda estão guardados, esperando uma avaliação ou serem mandados para editoras. E eu ficaria imensamente feliz se vocês lessem eles também – e depois viessem me contar o que acharam, mesmo se não gostarem tanto.

Beijocas!

Eu no lançamento de Queria tanto na Bienal do Rio em setembro de 2011, e assinando o Coisas não ditas no evento da Eldorado, em setembro de 2013.

Eu no lançamento de Queria tanto na Bienal do Rio em setembro de 2011, e assinando o Coisas não ditas no evento da Eldorado, em setembro de 2013.

Onde vocês podem encontrar meus livros, caso interesse: nas livrarias físicas e virtuais. Pra facilitar, deixo aqui alguns links pra vocês, só clicar nos nomes dos livros.

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, baseado numa fanfic que escrevi de Mcfly, publicado em 2013)

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Tem dois vídeos no meu canal falando um pouco sobre cada um dos meus livros, se interessar vocês. E se gostarem, se inscrevam no canal! 🙂

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Uma saudade: Buenos Aires

Minha amiga Fernanda, do blog Algumas Observações, tem me deixado maluca com as fotos que tem postado no Instagram dela. Isso porque ela passou a semana passada em Buenos Aires, a cidade que mais amo na face da Terra, mais ainda que São Paulo. Não que eu tenha viajado para muitos lugares, mas senti algo em Buenos Aires que nunca senti em qualquer outro lugar. Amei tanto a cidade que já fui pra lá três vezes: a primeira vez para turistar, a segunda pra estudar castellano (nem pense em chamar a língua que eles falam de espanhol, senão eles te olham de um jeito que dá medo!), e a terceira pra mostrar a cidade pra marido (na época, namorado), e fazem exatos três anos dessa última vez (ficamos lá de 16 a 24 de julho). E cada vez que vejo alguém falando de Buenos Aires ou postando fotos de passeio por lá, me dá uma vontade imensa de estar lá: imediatamente! Pra vocês terem noção, eu fiquei tão consumida pela vontade de voltar à cidade que saí mandando mensagens para as amigas perguntando se elas não queriam viajar pra lá comigo – mesmo eu não tendo nenhuma condição financeira de realizar esse feito! Porém, minha amiga Marina comprou a ideia e, se tudo der certo, passaremos um final de semana por lá em outubro ou novembro. Yay! Vamos rezar pra eu já estar empregada quando a época chegar!

Eu na Plaza del Congreso na primeira vez que fui a Buenos Aires, quase dez anos atrás. #tôvelha

Eu na Plaza del Congreso, na primeira vez que fui a Buenos Aires, quase dez anos atrás. #tôvelha

Pra matar essa crise de abstinência que estou tendo da cidade, resolvi postar umas fotos que tirei na cidade por aqui (e preparem-se, porque são muitas). Já fiz alguns posts sobre Buenos Aires, mais informativos, mas esse será totalmente celebrativo, só uma maneira de me sentir por lá de novo – e espero que vocês consigam sentir a vibe dessa cidade linda também.

Comidas

Vamos começar com coisa boa, né? Apesar de que vocês só vão encontrar medialunas e helados por aqui – e, claro, cafés!

Cafés de vários lugares diferentes. Se quiser saber mais sobre os cafés de Buenos Aires, clique aqui.

Cafés de vários lugares diferentes. Se quiser saber mais sobre os cafés de Buenos Aires, clique aqui.

O que você vai mais encontrar por Buenos Aires: medialunas!

O que você vai mais encontrar por Buenos Aires: medialunas!

Sanduíches: o da esquerda é do Hard Rock Café, o da direita do Manduca el Paso.

Sanduíches: o da esquerda é do Hard Rock Café, o da direita do Manduca el Paso.

As batatas fritas e a carne mais gostosas que comemos, de um boteco que encontramos no meio da caminho (em Palermo) que não faço ideia do nome.

As batatas fritas e a carne mais gostosas que comemos, de um boteco que encontramos no meio da caminho (em Palermo) que não faço ideia do nome.

Os sorvetes de lá são os melhores!!!!!!!!!!

Os sorvetes de lá são os melhores!!!!!!!!!!

Natureza

Eu, particularmente, AMO lugares cheios de natureza. Em Buenos Aires, tem lugares maravilhosos, além das praças, que sempre tem alguém estendido na grama verde, mesmo no inverno. O Jardín Japonés é o meu lugar favorito da cidade, porque é lindo demais. Sou tão apaixonada pelo local que até já fiz um post falando sobre ele. Mas existem vários outros lugares tão lindos quanto, só sair andando pela cidade que você encontra!

A beleza que é o Jardín Japonés.

A beleza que é o Jardín Japonés.

Duas praças (San Martín, à esq., e Francia, à direita) cheias de argentinos passando o tempo - quer mais delícia?

Duas praças (San Martín, à esq., e Francia, à direita) cheias de argentinos passando o tempo – quer mais delícia?

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Senhorzinho descansando na sombra de uma árvore, bem no centro da cidade.

Senhorzinho descansando sob a sombra de uma árvore, bem no centro da cidade.

Monumentos

Buenos Aires, como toda cidade, é cheia de estátuas e monumentos espalhados pela cidade. Alguns eu não faço ideia do motivo de existir, como o Obelisco que, pra falar a verdade, acho totalmente desnecessário em qualquer cidade, e isso inclui aqui no Rio, que temos aquele obelisco no meio de Ipanema. Outros são interessantes, homenageando seus heróis e seus personagens, como a maravilhosa Mafalda (em San Telmo, tem até um caminho cheio de estátuas dos personagens do quadrinho famoso de Quino).

O Obelisco, no meio da 9 de Julio. Sério, por que?

O Obelisco, no meio da 9 de Julio. Sério, por que?

General San Martín, super importante para a independência da Argentina.

General San Martín, super importante para a independência da Argentina.

Torre Monumental. Foi construída por residentes britânicos na cidade para comemorar o centenário da Revolução de Maio.

Torre Monumental. Foi construída por residentes britânicos na cidade para comemorar o centenário da Revolução de Maio.

Marido e o monumento em homenagem ao piloto Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial de Fórmula 1. Fica em Puerto Madero.

Marido e o monumento em homenagem ao piloto Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial de Fórmula 1. Fica em Puerto Madero.

Eu e Mafalda, Mafalda e eu.

Eu e Mafalda, Mafalda e eu.

Pra turistar

Claro que Buenos Aires tem aqueles lugares turísticos, que todo mundo vai e são considerados paradas obrigatórias. Tem muita gente que não gosta de visitar lugares mais turísticos assim, mas eu garanto, vale a pena. Tudo vale a pena nessa cidade!

O Caminito é um dos lugares mais visitados da cidade, com sua arquitetura toda colorida e muitos, muitos restaurantes e lojinhas. E fica pertinho do estádio do Boca Juniors, La Bombonera. Tem post sobre o Caminito aqui.

O Caminito é um dos lugares mais visitados da cidade, com sua arquitetura toda colorida e muitos, muitos restaurantes e lojinhas. E fica pertinho do estádio do Boca Juniors, La Bombonera. Tem post sobre o Caminito aqui.

Estádios do Boca Junior e do River Plate. Juro que é legal até pra quem não liga muito pra futebol, como eu. Mais sobre os estádios aqui.

Estádios do Boca Junior e do River Plate. Juro que é legal até pra quem não liga muito pra futebol, como eu. Mais sobre os estádios aqui.

Casa Rosada. Precisa nem comentar, né?

Casa Rosada (à direita). Precisa nem comentar, né?

Por incrível que pareça, o cemitério da Recoleta é um ponto turístico, principalmente por seus famosos que estão por lá (como Evita Perón). Mas muita gente gosta de ir pra olhar as esculturas feitas para os mausoléus, como essa dramática da foto.

Por incrível que pareça, o cemitério da Recoleta é um ponto turístico, principalmente por seus famosos que estão por lá (como Evita Perón). Mas muita gente gosta de ir pra olhar as esculturas feitas para os mausoléus, como essa dramática da foto.

Museu Malba, um dos únicos museus que eu me diverti de verdade. É de arte moderna, então tem sempre exposições bem interessantes.

Museu Malba, um dos únicos museus que eu me diverti de verdade. É de arte moderna, então tem sempre exposições bem interessantes.

Livraria El Ateneo, maior livraria da América Latina - e maravilhosamente linda!

Livraria El Ateneo, maior livraria da América Latina – e maravilhosamente linda!

Puente de la Mujer, que fica no bairro Puerto Madero, que é cheio de restaurantes e é lindo pra se ir à noite.

Puente de la Mujer (ao fundo, foto da esquerda), que fica no bairro Puerto Madero (direita), que é cheio de restaurantes e é lindo pra se ir à noite.

Imagens do dia a dia na cidade

Show de banda de jazz-rock no bairro da Recoleta.

Show de banda de jazz-rock no bairro da Recoleta.

Manifestação, algo muuuuuuuuito comum no dia da cidade portenha. E você achando que era só por aqui. Lá tem muito mais!

Manifestação, algo muuuuuuuuito comum no dia da cidade portenha. E você achando que era só por aqui. Lá tem muito mais!

Animais pela cidade. Não me aguento!

Animais pela cidade. Não me aguento!

Senhorinha pegando um sol no Jardim Botânico, com a companhia de um gatinho!

Senhorinha pegando um sol no Jardim Botânico, com a companhia de um gatinho!

Outro músico de rua, algo muito comum por lá.

Outro músico de rua, algo muito comum por lá.

Moça fazendo seu tricô (ou seria crochê) no meio da praça.

Moça fazendo seu tricô (ou seria crochê) no meio da praça.

Até no aeroporto dá pra tirar fotos legais - basta prestar atenção.

Até no aeroporto dá pra tirar fotos legais – basta prestar atenção.

Ufa! Quanta foto! Claro que tem mais, mas deixarei pra outro dia, não quero bombardear vocês com mais foto ainda! Espero que tenham gostado e que tenham conseguido sentir um gostinho de Buenos Aires ou, para os que já visitaram a cidade, que as fotos tenham feito vocês lembrarem de bons momentos vividos por lá. Digam pra mim nos comentários se já foram à Buenos Aires, o que acharam, e caso não tenham visitado, se tem vontade de conhecer. Adoro conhecer as histórias de vocês!

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Gente! Como eu tinha dito pra vocês, mudei um pouco a cara do blog. Ainda tem mais coisa que quero mudar, mas por enquanto, isso  é tudo que consigo mexer. hahahahaha Sou muito ignorante interneticamente! Me digam o que acharam, please! Só saibam que o layout foi escolhido com muito amor, pensando em deixar esse espacinho nosso mais bonito pra vocês! 🙂

Beijocas!

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Cafézinho: Pek170

Eu sou uma pessoa que tem muita dificuldade com mudanças. Quando vim morar no meu apartamento com Raphael (vulgo marido), demorei quase 1 ano pra me acostumar. Por isso, é muito difícil pra mim modificar uma programação já feita. Pois bem, dito isso, imaginem como foi difícil o dia de hoje pra mim, com tudo já combinado, desde ontem, que eu iria no Sofá Café, em Copacabana, e ao chegar lá, não encontrar o dito café e ter que ir em outro. Foi beeeeeeeeeeem complicado. Eu entrei no lugar, com meus pais e Raphael, e tudo que eu pensava era “Não era pra eu estar aqui, cadê os pães de queijo nos filtros de café coloridos????” Mas depois que ficou claro que eu estava estragando a manhã/início da tarde dos meus acompanhantes por causa dessa minha atitude, resolvi transformar minha mente, mudar minha configuração mental, e começar a desfrutar o local onde eu estava, e não ficar remoendo a ausência do primeiro café escolhido.

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O café que acabamos tomando nosso café da manhã se chama Pek 170 e, conversando com um dos donos, descobrimos que eles abriram há uns nove, dez meses. O café, pelo que entendi, pertence a um casal, sendo que só conversamos (eu e meu pai) com o marido e ele é um italiano muito estiloso (vocês vão ver nas fotos) e simpático. Meu pai, que adora tagarelar conversar, pediu para ver o andar de cima (de onde tirei a maioria das fotos), onde geralmente é alugado para fazer festas, e ele foi todo solícito mostrar, e ainda ficou explicando sobre os quadros pendurados na parede (meu pai adora pintura, ficou super interessado). Tinha um quadro de um pintor italiano lá (que, segundo o o dono, é até bem conhecido na Itália) que eu gostei muito, e olha que eu nem ligo muito pra artes plásticas e tal (é o único tipo de arte que eu não me interesso muito).

Acima: segundo andar (esq) e meu pai conversando sobre arte com o dono do café e o salão visto de cima. Abaixo: mamis e Raphael na nossa mesa (esq.) e o salão visto de baixo.

Acima: segundo andar (esq) e meu pai conversando sobre arte com o dono do café e o salão visto de cima. Abaixo: mamis e Raphael na nossa mesa (esq.) e o salão visto de baixo.

O café tem super cara de alguns cafés de Buenos Aires, mais clássico, só não sei se achei isso só porque essa semana tô com uma pesada crise de abstinência da cidade portenha (que eu amo de paixão). Achei uma mistura de casa de chá com sala de jantar de avó, sabe? Os objetos utilizados, os móveis, os lustres, tudo remetia a umas boas décadas atrás, fugindo um pouco da cara modernosa que encontramos em alguns cafés por aqui. E, pensando bem, combina bastante com o bairro de Copacabana, já que o estereótipo do bairro é realmente verdadeiro – tem muito idoso em Copa. Então nada mais justo do que fazer um café que faça as senhorinhas e senhorzinhos se sentirem à vontade e confortáveis – e, talvez, saudosos.

Detalhes tão pequenos de nós dois...

Detalhes tão pequenos de nós dois… (olha essa faca que fica em pé!)

O quadro que gostei.

O quadro que gostei.

Mas chega de falar sobre o ambiente, vamos à parte importante: a comida! O cardápio é bem vasto, tem até empanada (talvez por isso tenha me feito lembrar mais ainda Buenos Aires – só teria me feito lembrar mais se tivesse medialuna!). Como fomos pra tomar café da manhã (apesar de serem quase meio-dia!), não olhei muito o que tinha para além de pães e cafés, mas o que achei interessante é que tinha comidinhas pra você pedir se quisesse montar seu próprio café (pães, ovos, omeletes, sanduíches), mas também tinha opção de cafés já preparados para pedir que, geralmente, acaba sendo mais barato do que pedir tudo separado e dá pra dividir com quem vai com você. Nesse caso específico, só dá pra dividir com alguém se você não tiver lá muita fome de manhã ou se comer pouco mesmo com muita fome, como é meu caso, porque se você comer bastante, como um sozinho sem dúvida!

Meu café com leite na louça chinesa linda e com cara de vovó!

Meu café com leite na louça chinesa linda e com cara de vovó!

Meu pai e Raphael, por exemplo, pediram um café cada. Meu pai pediu o café Copacabana e Raphael pediu o Leblon (também tinha Café Ipanema e mais um que não lembro o nome, provavelmente Leme), e os dois não dividiram, comeram tudo sem problemas. Já eu e minha mãe dividimos um Café Leblon e, pelo menos pra mim, veio a quantia certa, não precisei pedir mais nada – além de uma xícara de café com leite.

As omeletes diliça. À esquerda, a que dividi com minha mãe, de queijo, e à direita, a de bacon, do Raphael (que também tava gostosa e com muito bacon, eu sei, eu provei. hihi).

As omeletes diliça. À esquerda, a que dividi com minha mãe, de queijo, e à direita, a de bacon, do Raphael (que também tava gostosa e com muito bacon, eu sei, eu provei. hihi).

O Café Copacabana veio com meio mamão, pão na chapa, ovos mexidos, suco de laranja e capuccino. O Leblon contém meio mamão, pão na chapa, cesta de pães, uma omelete (que pode ser de queijo ou de bacon – eu e mãe fomos no de queijo, Raphael, obviamente, escolheu o de bacon), um suco de laranja e um cappuccino (por isso pedi um café com leite à parte). Um dos cafés prontos também vinha com bolo, mas como ninguém liga muito pra doce (não pra comer no café da manhã, pelo menos), deixamos pra lá (mas os bolos eram bem bonitos). Tudo tava muito bom, do suco à omelete (só não posso falar sobre o mamão porque não gosto, mas marido tá falando aqui que tava gostoso), mas o que mais gostei foi do pãozinho na chapa, que estava uma delícia! Os pãezinhos que vieram na cesta de pão também eram bem gostosos, com sal grosso e alecrim por cima (AMO alecrim!).

Acima: mamãozinho e o pão na chapa do meu pai com os ovos mexidos. Abaixo, a cesta de pães e o pãozinho com sal grosso e alecrim.

Acima: mamãozinho e o pão na chapa do meu pai com os ovos mexidos. Abaixo, a cesta de pães e o pãozinho com sal grosso e alecrim.

A única coisa que achei ruim é que tanto o meu café quanto o de marido vinham com cesta de pão, e só veio uma cestinha para a mesa. Ok que íamos acabar não comendo a segunda cesta, mas se tava na descrição do prato, tinha que vir, né? Marido disse que eles devem ter colocado todos os pães numa cestinha só, mas ainda assim acho que tinha que ter vindo outra. E não teve nem explicação, sabe? E também senti falta de outro tipo de pão na cestinha, Não sei vocês, mas eu gosto de variedade, gosto de provar várias coisinhas diferentes, nem que seja pouco de cada. Mas esse foi o único ponto negativo do café. Além de terem esquecido do cappuccinos e termos que lembrar, mas todos estamos propensos a lapsos de memória, né?

Suquinhos de laranja que estavam uma delícia - e geladinhos!

Suquinhos de laranja que estavam uma delícia – e geladinhos!

Agora a parte braba, que dói no coração: valores. Não posso dizer que é um lugar barato, mas também não é um lugar caro. Fica bem na média mesmo (e isso não sou eu quem penso somente, marido concordou. na verdade, essas são palavras dele, porque eu fico meio perdida com preços, o que acho barato muita gente acha caro, mas é que com comida eu pago o preço que for! hahahahaha). O meu café, por exemplo, foi 22 reais. Como dividi com mamis, foi 11 reais pra cada (e mais algum dinheiro pro café com leite, que não lembro quanto foi), então acabou que foi bem baratinho pra mim, e eu comi bem. Já os que comem bastante pagam os 22 reais inteiros mesmo, mas 22 reais pra uma omelete, uma cesta de pães, um suco, um cappuccino, um mamão e um pão na chapa até que tá bem bom, não é mesmo?

Detalhes dos banheiros, porque até lá tinha coisa bonita!

Detalhes dos banheiros, porque até lá tinha coisa bonita!

Acabou que o dia foi bem divertido no final das contas, e valeu a pena errar o lugar e encontrar esse café que não conhecíamos. Depois ainda demos uma volta pela orla de Copa, o que é sempre bom – e mais ainda quando se vê váááááários cachorros andando e um deles ainda vem falar com você, como aconteceu comigo. Então às vezes vale você dar um chega pra lá na sua mania de controle e dar uma chance para as mudanças – mesmo você descobrindo depois que era só dar mais alguns passos pra frente que encontraria o café que tinha se programado para ir.

Móveis retrô e lindos.

Móveis retrô e lindos.

Balcão e eu no espelho lindo do andar de cima - que, espertamente, não consegui mostrar a moldura, a parte mais bonita dele.

Balcão e eu no espelho lindo do andar de cima – que, espertamente, não consegui mostrar a moldura, a parte mais bonita dele.

Café Pek170

Endereço: R. Nossa Senhora de Copacabana, 308 – Copacabana.

Horário de funcionamento: Domingo à 5a – 08h à meia-noite/6a e sábado – 08h à 01h.

Cartões: Todos.

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Bolinhos pra terminar bem!

Bolinhos pra terminar bem!

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Gente, vocês devem ter percebido que o blog deu uma mudada e tá meio louco, sem várias coisinhas que tinha por aqui antes, como arquivo, fotinhos do instagram, e otras cositas más. É que fui tentar dar uma reviravolta por aqui, mas não deu muito certo. Ainda tô tentando dar um jeitinho e, logo logo, fica tudo bonito de novo! Juro! Apesar de eu não ter muito jeito pra arrumar essas coisas, fico toda confusa, mas tô tentando!

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30 Livros em 1 Ano – Se só me restasse uma hora de vida (Roger-Pol Droit) – Livro 9

Hey people!

Sabe quanto tempo faz que escrevi sobre um livro por aqui? Eu também não, mas faz muito tempo! Muito! Por isso tô aqui pra falar do nono livro que eu li, que foi um pequeno soquinho no estômago porque te faz pensar bastante, a lot, very very much. Durante e depois. Pero é muito bom livros que te fazem pensar, não é? Sobre a vida, sobre o universo, sobre tudo!

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Se só me restasse uma hora de vida é é escrito pelo filósofo francês Roger-Pol Droit e nele o autor discorre sobre várias possibilidades de o que faria se só restasse a ele uma hora de vida. Porém, é mais do que isso, porque ele acaba discorrendo sobre vários aspectos da vida, que nos servem mesmo quando não estamos a um passo da morte. São vários assuntos interessantes para pensarmos durante nossa vida, e na verdade é melhor pensarmos sobre esses assuntos ao longo da vida mesmo, para, no leito de morte, não termos arrependimentos.

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Eu realmente acho que não tem muito que posso falar sobre o livro porque um livro cheio de pensamentos, filosofias e maneiras de ver a vida não foi feito para e ficar aqui falando sozinha, e sim para ser discutidos com pessoas. Por isso peço para que todos leiam, para que eu não fique maluca sozinha aqui falando sobre ele, e sim para que possamos conversar e opinar sobre os aspectos que constituem uma vida plena, e o que cada um acha disso. E é por isso que deixarei mais fotos com fragmentos do livro aqui do que palavras minhas, porque são as frases do livro que realmente importam. E não sei vocês, mas eu adoro algo que nos faz parar e pensar.

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Tem mais algo muito legal nesse livro: sua estética. Como dá pra ver pelas fotos, ele não é escrito de maneira normal, suas frases não começam em letra maiúscula, não há ponto final no término de cada frase (e, ainda assim, entende-se sem dificuldade onde termina e onde começa uma ideia).  Essa maneira de se expôr as palavras no papel parece muito com o fluxo de pensamento, como se o autor estivesse pensando tudo isso nessa hora que tem antes de morrer, e isso, para mim, é muito interessante. Gosto quando os autores brincam com a formalidade do texto, com seu padrão, e quando fogem do que tem que ser, mas com um motivo. Quando fazem por fazer, só para mostrar que são diferentes, aí não tem graça e fica até ridículo. Mas aqui tem significado, aqui você entende a rapidez do pensamento de uma pessoa que está prestes a morrer, então não tem tempo de ficar escrevendo direitinho ou bonitinho, ele só quer dizer o que acha, só quer dar sua opinião, não importa como. E o pensamento flui assim, não é mesmo, solto, sem ponto final ou letra maiúscula.

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Mais outra coisa que achei legal nesse livro: o fato de Roger-Pol (olha minha intimidade!), apesar de filósofo, contradizer e duvidar de filósofos. Quer mais filósofo que isso? Porque, segundo o dicionário, o filósofo é aquele “que ou quem investiga os princípios, fundamentos ou essências da realidade circundante, seja numa perspectiva imanente, seja propugnando causas e explicações transcendentes, transcendentais ou metafísicas.” E quer maior investigação do que a não aceitação simples e clara do que a própria classe diz? Não não não, você tem que pensar por si próprio, investigar a fundo o que aquele pensamento quer dizer para, só então, aceitar ou não aquilo. E não é sempre que ele aceta. Ou seja, fantástico. Filósofo. Ou não-filósofo, já que ele contaria filósofos. Too much? (desculpem, a minha natureza é essa, de pensar sem parar e ir contra os pensamentos ditos padrões e comuns e normais)

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Anyway, já falei demais sobre esse livro que já havia mencionado ser impossível falar sobre porque é preciso lê-lo. Então tá esperando o que? E depois não esquece de vir aqui me falar o que achou pra gente poder discutir sobre esses assuntos da vida, universo e tudo mais (não em canso de fazer essa referência, apesar de nunca ter lido O Guia do Mochileiro das Galáxias). Ah! O livro foi lançado por aqui pela Bertrand (selo da Record) e custa uma média de R$17.

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Escrever

Sabe quando você está tão cansado que não consegue fazer nada? Não para de encarar a bagunça da sala,  mas sente que não tem condições físicas de colocar tudo no lugar? Você até esquece que colocou a garrafa de água pra encher e quando entra na cozinha, uma hora depois, ela está transbordando e alagando a pia inteira, molhando toda a louça que já estava seca, mas você não teve ânimo para guardar.

Sua cabeça lateja e você tem certeza de que toda exaustão física está,  de algum jeito, ligada à sua exaustão mental, à sua incansável tentativa de arrumar algo pra fazer da vida, de encontrar alguma coisa que você faça bem, ou de, pelo menos, arranjar um emprego qualquer que parece não existir em meio à crise econômica em que seu país se encontra. E aí você cansa. Cansa de pensar, de tentar, de tudo. E a cabeça está quase explodindo. Apesar de você saber que só existe uma coisa que você sabe fazer bem: contar histórias.

Sabe, eu ando por aí inventando histórias. Toda situação é passível a anotações. Até a situação mais trivial, como encher uma garrafa de água ou arrumar uma sala, acaba nas folhas de papel, como se fosse o acontecimento mais importante do mundo. Foi assim que esse texto começou. Mas não sai daí. Nada sai dos cadernos, fica por aí mesmo. Nas histórias,  na minha cabeça. Porque na vida real nada acontece. Não num país onde não dá pra viver de livro. E aí,  o que fazer,  além de continuar a ver histórias incríveis em detalhes cotidianos?

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Pessoas bonitas! Quero pedir desculpas pelo sumiço. Tava organizando um brechó esperto com as amigas e o tempo das últimas semanas foi todo pra ele. Mas o evento foi um sucesso e, em breve, falarei mais dele por aqui. Mas agora estou de volta!  Tava com saudades de vocês!

Beijocas!

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