Cafézinho: Pek170

Eu sou uma pessoa que tem muita dificuldade com mudanças. Quando vim morar no meu apartamento com Raphael (vulgo marido), demorei quase 1 ano pra me acostumar. Por isso, é muito difícil pra mim modificar uma programação já feita. Pois bem, dito isso, imaginem como foi difícil o dia de hoje pra mim, com tudo já combinado, desde ontem, que eu iria no Sofá Café, em Copacabana, e ao chegar lá, não encontrar o dito café e ter que ir em outro. Foi beeeeeeeeeeem complicado. Eu entrei no lugar, com meus pais e Raphael, e tudo que eu pensava era “Não era pra eu estar aqui, cadê os pães de queijo nos filtros de café coloridos????” Mas depois que ficou claro que eu estava estragando a manhã/início da tarde dos meus acompanhantes por causa dessa minha atitude, resolvi transformar minha mente, mudar minha configuração mental, e começar a desfrutar o local onde eu estava, e não ficar remoendo a ausência do primeiro café escolhido.

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O café que acabamos tomando nosso café da manhã se chama Pek 170 e, conversando com um dos donos, descobrimos que eles abriram há uns nove, dez meses. O café, pelo que entendi, pertence a um casal, sendo que só conversamos (eu e meu pai) com o marido e ele é um italiano muito estiloso (vocês vão ver nas fotos) e simpático. Meu pai, que adora tagarelar conversar, pediu para ver o andar de cima (de onde tirei a maioria das fotos), onde geralmente é alugado para fazer festas, e ele foi todo solícito mostrar, e ainda ficou explicando sobre os quadros pendurados na parede (meu pai adora pintura, ficou super interessado). Tinha um quadro de um pintor italiano lá (que, segundo o o dono, é até bem conhecido na Itália) que eu gostei muito, e olha que eu nem ligo muito pra artes plásticas e tal (é o único tipo de arte que eu não me interesso muito).

Acima: segundo andar (esq) e meu pai conversando sobre arte com o dono do café e o salão visto de cima. Abaixo: mamis e Raphael na nossa mesa (esq.) e o salão visto de baixo.

Acima: segundo andar (esq) e meu pai conversando sobre arte com o dono do café e o salão visto de cima. Abaixo: mamis e Raphael na nossa mesa (esq.) e o salão visto de baixo.

O café tem super cara de alguns cafés de Buenos Aires, mais clássico, só não sei se achei isso só porque essa semana tô com uma pesada crise de abstinência da cidade portenha (que eu amo de paixão). Achei uma mistura de casa de chá com sala de jantar de avó, sabe? Os objetos utilizados, os móveis, os lustres, tudo remetia a umas boas décadas atrás, fugindo um pouco da cara modernosa que encontramos em alguns cafés por aqui. E, pensando bem, combina bastante com o bairro de Copacabana, já que o estereótipo do bairro é realmente verdadeiro – tem muito idoso em Copa. Então nada mais justo do que fazer um café que faça as senhorinhas e senhorzinhos se sentirem à vontade e confortáveis – e, talvez, saudosos.

Detalhes tão pequenos de nós dois...

Detalhes tão pequenos de nós dois… (olha essa faca que fica em pé!)

O quadro que gostei.

O quadro que gostei.

Mas chega de falar sobre o ambiente, vamos à parte importante: a comida! O cardápio é bem vasto, tem até empanada (talvez por isso tenha me feito lembrar mais ainda Buenos Aires – só teria me feito lembrar mais se tivesse medialuna!). Como fomos pra tomar café da manhã (apesar de serem quase meio-dia!), não olhei muito o que tinha para além de pães e cafés, mas o que achei interessante é que tinha comidinhas pra você pedir se quisesse montar seu próprio café (pães, ovos, omeletes, sanduíches), mas também tinha opção de cafés já preparados para pedir que, geralmente, acaba sendo mais barato do que pedir tudo separado e dá pra dividir com quem vai com você. Nesse caso específico, só dá pra dividir com alguém se você não tiver lá muita fome de manhã ou se comer pouco mesmo com muita fome, como é meu caso, porque se você comer bastante, como um sozinho sem dúvida!

Meu café com leite na louça chinesa linda e com cara de vovó!

Meu café com leite na louça chinesa linda e com cara de vovó!

Meu pai e Raphael, por exemplo, pediram um café cada. Meu pai pediu o café Copacabana e Raphael pediu o Leblon (também tinha Café Ipanema e mais um que não lembro o nome, provavelmente Leme), e os dois não dividiram, comeram tudo sem problemas. Já eu e minha mãe dividimos um Café Leblon e, pelo menos pra mim, veio a quantia certa, não precisei pedir mais nada – além de uma xícara de café com leite.

As omeletes diliça. À esquerda, a que dividi com minha mãe, de queijo, e à direita, a de bacon, do Raphael (que também tava gostosa e com muito bacon, eu sei, eu provei. hihi).

As omeletes diliça. À esquerda, a que dividi com minha mãe, de queijo, e à direita, a de bacon, do Raphael (que também tava gostosa e com muito bacon, eu sei, eu provei. hihi).

O Café Copacabana veio com meio mamão, pão na chapa, ovos mexidos, suco de laranja e capuccino. O Leblon contém meio mamão, pão na chapa, cesta de pães, uma omelete (que pode ser de queijo ou de bacon – eu e mãe fomos no de queijo, Raphael, obviamente, escolheu o de bacon), um suco de laranja e um cappuccino (por isso pedi um café com leite à parte). Um dos cafés prontos também vinha com bolo, mas como ninguém liga muito pra doce (não pra comer no café da manhã, pelo menos), deixamos pra lá (mas os bolos eram bem bonitos). Tudo tava muito bom, do suco à omelete (só não posso falar sobre o mamão porque não gosto, mas marido tá falando aqui que tava gostoso), mas o que mais gostei foi do pãozinho na chapa, que estava uma delícia! Os pãezinhos que vieram na cesta de pão também eram bem gostosos, com sal grosso e alecrim por cima (AMO alecrim!).

Acima: mamãozinho e o pão na chapa do meu pai com os ovos mexidos. Abaixo, a cesta de pães e o pãozinho com sal grosso e alecrim.

Acima: mamãozinho e o pão na chapa do meu pai com os ovos mexidos. Abaixo, a cesta de pães e o pãozinho com sal grosso e alecrim.

A única coisa que achei ruim é que tanto o meu café quanto o de marido vinham com cesta de pão, e só veio uma cestinha para a mesa. Ok que íamos acabar não comendo a segunda cesta, mas se tava na descrição do prato, tinha que vir, né? Marido disse que eles devem ter colocado todos os pães numa cestinha só, mas ainda assim acho que tinha que ter vindo outra. E não teve nem explicação, sabe? E também senti falta de outro tipo de pão na cestinha, Não sei vocês, mas eu gosto de variedade, gosto de provar várias coisinhas diferentes, nem que seja pouco de cada. Mas esse foi o único ponto negativo do café. Além de terem esquecido do cappuccinos e termos que lembrar, mas todos estamos propensos a lapsos de memória, né?

Suquinhos de laranja que estavam uma delícia - e geladinhos!

Suquinhos de laranja que estavam uma delícia – e geladinhos!

Agora a parte braba, que dói no coração: valores. Não posso dizer que é um lugar barato, mas também não é um lugar caro. Fica bem na média mesmo (e isso não sou eu quem penso somente, marido concordou. na verdade, essas são palavras dele, porque eu fico meio perdida com preços, o que acho barato muita gente acha caro, mas é que com comida eu pago o preço que for! hahahahaha). O meu café, por exemplo, foi 22 reais. Como dividi com mamis, foi 11 reais pra cada (e mais algum dinheiro pro café com leite, que não lembro quanto foi), então acabou que foi bem baratinho pra mim, e eu comi bem. Já os que comem bastante pagam os 22 reais inteiros mesmo, mas 22 reais pra uma omelete, uma cesta de pães, um suco, um cappuccino, um mamão e um pão na chapa até que tá bem bom, não é mesmo?

Detalhes dos banheiros, porque até lá tinha coisa bonita!

Detalhes dos banheiros, porque até lá tinha coisa bonita!

Acabou que o dia foi bem divertido no final das contas, e valeu a pena errar o lugar e encontrar esse café que não conhecíamos. Depois ainda demos uma volta pela orla de Copa, o que é sempre bom – e mais ainda quando se vê váááááários cachorros andando e um deles ainda vem falar com você, como aconteceu comigo. Então às vezes vale você dar um chega pra lá na sua mania de controle e dar uma chance para as mudanças – mesmo você descobrindo depois que era só dar mais alguns passos pra frente que encontraria o café que tinha se programado para ir.

Móveis retrô e lindos.

Móveis retrô e lindos.

Balcão e eu no espelho lindo do andar de cima - que, espertamente, não consegui mostrar a moldura, a parte mais bonita dele.

Balcão e eu no espelho lindo do andar de cima – que, espertamente, não consegui mostrar a moldura, a parte mais bonita dele.

Café Pek170

Endereço: R. Nossa Senhora de Copacabana, 308 – Copacabana.

Horário de funcionamento: Domingo à 5a – 08h à meia-noite/6a e sábado – 08h à 01h.

Cartões: Todos.

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Bolinhos pra terminar bem!

Bolinhos pra terminar bem!

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Gente, vocês devem ter percebido que o blog deu uma mudada e tá meio louco, sem várias coisinhas que tinha por aqui antes, como arquivo, fotinhos do instagram, e otras cositas más. É que fui tentar dar uma reviravolta por aqui, mas não deu muito certo. Ainda tô tentando dar um jeitinho e, logo logo, fica tudo bonito de novo! Juro! Apesar de eu não ter muito jeito pra arrumar essas coisas, fico toda confusa, mas tô tentando!

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2 comentários sobre “Cafézinho: Pek170

    • É bem legal lá sim, Clá, mas de primeira a gente dá uma estranhada. Pelo menos eu achei tudo com cara de antigo. Mas, como eu disse no post, tava com a cabeça no outro café. Aí, quando coloquei mente e corpo no café que eu estava, comecei a apreciar os detalhes e achei bem legal.

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