A arquitetura de Buenos Aires

Estou me repetindo falando sempre de Buenos Aires? Talvez. Mas é que todo dia penso que queria muito estar por lá, e me animo pela provável visita que farei à cidade no ano que vem (sei que havia dito que seria no fim desse ano, mas adiamos um pouquinho), e aí me dá vontade de escrever sobre a cidade pra vocês.

Mas, antes de mostrar pra vocês minha visão sobre a cidade, quero indicar alguns blogs que gosto muito e que fizeram posts deliciosos sobre essa cidade que mora em meu coração – e tem um espaço maior que qualquer outra.

  • Uma garota Carioca: a Clá é minha amiga e visitou a cidade no ano passado com o namorado dela, o Guilherme, que é amigo do meu marido. Eles foram em vários lugares interessantes e bonitos e ela fez vários posts sobre a cidade, que super valem a pena serem lidos. De dicas de lugares bem turísticos a fotos lindas que ela tirou por lá, tem de tudo.
  • Algumas observações: foi por causa da Fernanda que minha vontade de voltar à cidade reapareceu. Ela esteve lá no mês passado e, como dá pra perceber pelas fotos de seu instagram, se divertiu muito! Até agora, ela só fez uma postagem sobre a viagem, mas tenho certeza de que não pararão por aí.
  • OhPera Blog: descobri o OhPera há pouquíssimo tempo (exatamente quando procurava oportunidades de estudo em Buenos Aires) e me apaixonei. Além do nome do blog ser genial, o jeito que a Myrella escreve é muito gostoso de ler, as fotos são lindas (ela é designer e diretora de arte, não tinha como ser um blog visualmente feio), e ela tem muuuuuuuuita informação legal sobre Buenos Aires. Como já morou na cidade, tem dicas que saem do lugar-comum e que são ótimas principalmente pra quem já visitou a cidade (como eu) ou pra quem gosta de roteiros que fogem dos lugares turísticos (tem até um post sobre sites que ela gosta que falam sobre Buenos Aires). Tem muita informação também pra quem quer estudar por lá, seja fazendo cursos surtinhos ou mais longos. Adorei!
  • My Villa Crespo: Esse blog é TODO dedicado à cidade de Buenos Aires. A dona do blog, a Mariana, é uma brasileira que mora na cidade porteña desde 2005, ou seja, há 10 anos, ou seja, ela tem muuuuuuuita dica e sugestão pra dar! Além disso, ela também é dona de um hotel, que eu morro de vontade de ficar hospedada, porque é muito lindinho. O blog da Mariana é daquele de passar o dia inteiro lendo, coisa que já fiz, e tem dica pra tudo quanto é tipo e gosto e estilo de vida. Amo, amo, amo, e indico pra todo mundo que me diz que quer visitar a cidade. (o blog não anda muito atualizado porque ela teve uma filhinha há pouco tempo, mas, ainda assim, tem MUITA coisa pra ler)

Bem, passado o momento das indicações, vamos ao verdadeiro tema desse post, que é a arquitetura da cidade. Vocês sabem que será um post lotado de fotos, né? Espero que gostem!

Buenos Aires é conhecida como Paris del Plata, por causa do Rio de la Plata (informação tirada do blog OhPera Blog). Mas podia ser comparada a quase qualquer cidade da Europa (acredito eu, já que nunca viajei à Europa) por causa de sua arquitetura, é a cidade mais europeia da América do Sul com certeza! Diferente daqui do Rio, muitos prédios tem um estilo mais clássico e a conservação dos edifícios antigos de lá é muito melhor que dos daqui. De lugares turísticos, como a livraria El Ateneo, à prédio residenciais, as construções são super fofas e dá vontade de tirar foto de tudo! Claro que existem construções mais modernas. Mas tive a sensação de existirem em menor quantidade, e de estarem concentradas em algumas partes da cidade. No centro, por exemplo, é muito difícil encontrar prédios modernosos. Ah, mas pra que ficar falando tanto? Vamos às fotos!

O belíssimo Palácio Barollo visto do lado de fora.
O belíssimo Palácio Barolo visto do lado de fora, inspirado na Divina Comédia.
Vista lá de cima do Palácio Barollo. Dá pra ver todas as torres dos prédios.
Vista lá de cima do Palácio Barolo. Dá pra ver todas as torres dos prédios.
Plaza del Congreso vista de uma das torres do Palacio Barollo.
Plaza del Congreso vista de uma das torres do Palacio Barolo.
Estátua do chafariz da Plaza del Congreso, que dá pra ver bem de longe na foto anterior.
Monumento  que fica na beira do chafariz da Plaza del Congreso, que dá pra ver bem de longe na foto anterior.

Acho muito interessante como os prédios são cheios de detalhes, principalmente os mais antigos e que ficam localizados em praças. Como reparo muito em tudo e fico que nem uma panaca parada no meio da rua observando cada detalhe de cada construção, notei que no topo de vários prédios há estátuas ou afrescos ou o que quer que seja que arquitetos nomeiem esses detalhes (eu realmente não sei).

Estátuas no topo de um prédio, prestes a tocar o sino.
Estátuas no topo de um prédio, prestes a tocar o sino.
Monumento de los dos Congresos, no topo do Palácio del Congreso.
Monumento de los dos Congresos, no topo do Palácio del Congreso.
Várias estátuas na entrada no cemitério da Recoleta (medo!).
Várias estátuas na entrada no cemitério da Recoleta (medo!).
E um moinho!
E um moinho!

Mas não é só de prédios tradicionais que Buenos Aires é feita – apesar de serem meus preferidos. Também existem construções mais modernas, como eu mencionei anteriormente. Alguns exemplos são shopping centers, o Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (o MALBA), e prédios empresariais e até residenciais. O Edifício Kavanagh, que, infelizmente, não tenho foto, também é um exemplo de arquitetura moderna, e era considerado, antigamente, o maior edifício de concreto do mundo. Hoje não tem mais esse título, mas foi o primeiro arranha-céu de Buenos Aires.

Construções modernas vistas de dentro de um táxi. Essas ficam no centro.
Construções modernas vistas de dentro de um táxi. Essas ficam no centro.
O interior do Malba.
O interior do Malba.
Prédio com imagem da (acho) cantora Mercedes Sosa, que acendia à noite.
Prédio com imagem da (acho) cantora Mercedes Sosa, que acendia à noite.

Segundo a Wikipedia, “a cidade de Buenos Aires evolucionou a partir de diversas correntes imigratórias pertencentes a diferentes culturas e, em consequência, tem criado um remarcado ecletismo que se evidência em sua arquitetura”. Por isso, os variados estilos de construções, mas como a cidade teve forte presença de arquitetos franceses, italianos e alemães, as cúpulas e torres são características marcantes por fazer parte de seus estilos arquitetônicos. Não achei nada sobre influência de holandeses, mas eu poderia jurar que teve por causa desse prédio da foto abaixo!

Não tem a cara das construções holandesas?
Não tem a cara das construções holandesas?
Igreja Santo Inacio de Loyola.
Igreja Santo Inacio de Loyola.
Teatro Colón, um dos mais importantes teatros da América latina.
Teatro Colón, um dos mais importantes teatros da América latina.
Ruas do microcentro de Buenos Aires.
Ruas do microcentro de Buenos Aires.

Depois dessas inúmeras fotos, acho que já dá pra ter uma noção o quanto a arquitetura de Buenos Aires é linda, né? Essa é uma cidade para se reparar em todos detalhe, porque cada um deles conta uma história – é só procurar. Em breve, mas não tão em breve assim senão vocês enjoam, falo mais um pouquinho sobre essa cidade dona do meu pensamento e alma. E contem pra mim se gostam de posts assim e todas as suas histórias sobre suas cidades do coração!

Beijos!

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, baseado numa fanfic que escrevi de Mcfly, publicado em 2013)

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Meu pai faz arte!

Já falei por aqui que não sou muito fã de artes plásticas. Mas isso não se aplica quando a arte em questão é a arte do meu pai.

Sim, senhores, meu pai é um talentosíssimo pintor, e não, ele não faz isso profissionalmente, é somente um hobbie, mas ele super poderia, porque ele é muito bom! E não é só porque ele é meu pai que eu tô dizendo isso. Mas claro que vocês não vão acreditar até eu mostrar alguma coisa dele, não é? Então… mostrarei!

A atriz Mariana Ximenes, by meu pai.
A atriz Mariana Ximenes, by meu pai.
Carlos Gardel, by meu pai.
Carlos Gardel, by meu pai.
Título: Barcos descansando.
Título: Barcos descansando.

E sim, sei que vocês devem estar pensando: mas parecem fotos. Pois é, mas não são! A característica principal dos desenhos do meu pai é um detalhismo imenso, o que, na verdade, tá dificultando um pouco agora que ele tá fazendo curso de história em quadrinho (algo que ele sempre foi fã) e pintura. Mas ele tá aprendendo. Está desconstruindo seus desenhos e tentando levar menos tempo pra desenhar (ele ficava horas e horas, dias e dias, fazendo um único quadro), pra descobrir novos estilos. E tem gostado bastante dessa desconstrução toda e começando a perceber que consegue sim fazer coisas diferentes (eu nunca duvidei).

Um novo estilo que meu pai tá descobrindo, meio geométrico.
Um novo estilo que meu pai tá descobrindo, meio geométrico.
Esses ainda não tem títulos.
Esses ainda não tem títulos. A foto tá meio desfocada, sorry!

Incrível? Eu também acho. Assim como as inúmeras pessoas que vem aqui em casa e me perguntam se o quadro que tenho pendurado na sala é uma foto, no que sempre respondo, com muito orgulho: “Não, é um desenho do meu pai.”

O quadro que fica pendurado na minha sala, que meu pai intitulou de
O quadro que fica pendurado na minha sala, que meu pai intitulou de “Saudade”.

Mas erra quem pensa que ele não tem treino nenhum. Ok, obviamente meu pai nasceu com habilidade para desenhar – habilidade essa que não herdei nem um pouquinho! Mas se ele não treinasse constantemente, nunca melhoraria. E olha, é constantemente mesmo! Agora que está aposentado, meu pai desenha ou pinta todo santo dia! Além das aulas que ele faz em um lugar super legal que é de um amigo da nossa família. Marido costumava fazer aulas lá também, mas agora está sem tempo (*dinheiro*). O legal de lá é que eles incentivam muito os alunos, e sempre fazem exposições com seus trabalhos, que é um meio de divulgar o trabalho dos alunos e de elevar sua autoestima, porque todo mundo que vai às exposições fica super impressionado com todas as obras – eu sei que SEMPRE fico!

Papi e um de seus trabalhos.
Papi e um de seus trabalhos numa exposição.
Outros trabalhos de uma das exposições, intitulada
Outros trabalhos de uma das exposições, intitulada “Arte se ensina?”.
Família em peso na exposição. Na frente, o Cris, dono do estúdio.
Família em peso na exposição. Na frente, o Cris, dono do estúdio.

Há pouco tempo, teve outra exposição – que eu também fui, claro -, intitulada “Tondo Mondo”, que todos os trabalhos foram feitos em telas redondas. Achei muito diferente e todos os trabalhos ficaram espetaculares. Meu pai falou que foi difícil fazer a pintura para essa exposição porque teve que fazer em um tempo menor do que está acostumado, mas ainda assim seu quadro ficou ótimo. Duvida? Então veja:

Viu?
Viu?

Os outros trabalhos também estavam muito legais. Tirei foto dos meus preferidos e vou colocar aqui pra vocês.

Bichinhos fofos. O último da direita pode ser considerado um bichinho fofo, né?
Bichinhos fofos. O último da direita pode ser considerado um bichinho fofo, né?
Mais trabalhos.
Mais trabalhos.
Esse foi o meu favorito! Depois do quadro do meu pai, claro.
Esse foi o meu favorito! Depois do quadro do meu pai, claro.

Depois faço um post falando mais sobre essa escola de arte maravilhosa por aqui. Hoje eu queria só mostrar o talento espetacular do meu pai mesmo. Aproveitando que o dia dos pais tá chegando (e que o aniversário dele foi agorinha) queria dizer que tenho muito orgulho desse talento dele, e que foi todo esse amor dele por arte que me fez gostar tanto de cultura. E eu tenho tanto orgulho que até criei uma página no Facebook pra ele, pra ele divulgar seu trabalho, a Antonio Carlos Brazil Artista. Fica sendo um presente de dia dos pais adiantado, pai! 😉 E quero ver todo mundo por lá, curtindo a página, hein!

Família mais uma vez comparecendo a exposição e apoiando esse artista maravilhoso que é meu pai!
Família mais uma vez comparecendo à exposição e apoiando esse artista maravilhoso que é meu pai!

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E vocês, curtem arte? Tem alguém talentoso na família? Ou é você o talento? Manda link pra mim, quero ver os trabalhos de vocês!

Beijinhos e até a próxima!

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, baseado numa fanfic que escrevi de Mcfly, publicado em 2013)

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Gênios da música

Tem dois caras que eu adoro. Amo de paixão! São dois músicos que sinto que derramam a alma em suas composições e que nos fazem sentir como nenhum outro músico consegue. Claro que isso vai de pessoa pra pessoa e tem gente que sentir a mesma coisa com outros cantores, mas, no meu caso, sinto isso, essa sensação de extrapolamento de alma e identificação total com a música com Paulinho Moska e Zeca Baleiro. Gosto de pessoas que me fazem sentir intensamente, esses dois fazem isso.

Moska (à esq.) e Zeca (dir.).
Moska (à esq.) e Zeca (dir.).

Minha admiração por ambos começou na adolescência, quando conheci o trabalho dos dois. Minha paixão veio maior e mais arrebatadora por Zeca, e era tanta que eu dizia que queria casar com ele, mesmo sendo 19 anos mais nova e, bem, ele sendo ele e eu sendo eu (ou seja, ele sendo um cantor famoso e eu uma estudante adolescente). Imagina então o que senti quando fui num show super intimista dele e, no final, falei com ele! Ai, meu coração de menina!

Zeca tinha – e ainda tem – um jeito de fazer música que eu achava – e ainda acho – fantástico. Por ser do Maranhão, sempre teve contato com os ritmos tradicionais brasileiros, muito ouvidos no nordeste, como baião, frevo, forró, e o samba. Sua música é uma junção disso tudo, e ainda inserindo um pouco de rock pra melhorar ainda mais. Sempre achei muito diferente tudo que ele fazia, exatamente por essa mistura de ritmos brasileiros, usando também elementos de músicas lá de fora. Era algo que eu nunca tinha ouvido antes, não em pessoas da minha geração (a Tropicália fez uma mistureba só, mas eles tinham vindo antes de mim, não estavam ativos na minha época de adolescente, que é quando começamos a descobrir o que realmente gostamos). E aquilo me pegou de jeito. A música de Zeca me pegou de jeito. E me pegou mais ainda quando comecei a ir nos shows que ele fazia por aqui – e, graças a Deus, ele fazia bastante show por aqui na época. Eu ia sozinha, ia com amigas (na verdade, ia sempre com a mesma amiga, a Camila), não importava, eu só queria estar lá e sentir a emoção e a experiência de se ver Zeca ao vivo – que era totalmente diferente de ouvir os CDs, que viviam espalhados pelo chão do meu quarto (e uma das músicas que mais gostava de ver ao vivo era Heavy metal do senhor, do seu primeiro cd).

Zeca Baleiro me transformou como pessoa. Ele me mostrou que era possível inovar e fazer coisas loucas e diferentes, que não era preciso seguir um padrão e uma fórmula, como estava bem comum na época com as boybands e cantoras como Britney Spears e Christina Aguilera (que eu também adorava). Zeca me mostrou ritmos e letras e que a simplicidade também pode ser genial. E até hoje acredito não existir ninguém como Zeca por aí, apesar de não ouvir mais sua música como ouvia antigamente. Quer dizer, até semana passada, que deu um surto de vontade de ouvir Zeca e agora tô ouvindo quase todo dia de novo.

Uma das minhas músicas preferidas e uma fofa, depois de uma mais “heavy metal” (trocadilho!):

Paulinho Moska e eu num show que fui dele em Niterói, há muito tempo, vide minhas bochechas redondas. Preciso de uma foto com ele mais recente!
Paulinho Moska e eu num show que fui dele em Niterói, há muito tempo, vide minhas bochechas redondas. Preciso de uma foto com ele mais recente!

Já Moska, ah, o Moska… Meu amor por ele começou mais tarde, mas nunca, NUNCA, parou de crescer. Moska é aquele cantor que só de pensar meu coração derrete, e eu não ligo de estar sendo totalmente brega ao escrever isso. Mas Moska é o mais genial de todos. Sem comparação. É maravilhoso, fantástico, sensacional. Moska é tudo isso porque é completo. Ele é cantor, compositor, fotógrafo, artista, simpático (Zeca também é), e ainda tem um amor imenso pela Argentina como eu tenho! hahahaha

O show do Moska é um espetáculo a parte. Todos os que já fui (tive a sorte imensa de conseguir assistir mais de um show dele, e ainda vi um aqui do lado da minha casa, super intimista, super maravilhoso) tem algo especial, ele pensa em tudo. O último que fui, ele conseguia ligar de forma perfeita a música que estava cantando com a imagem, foto tirada por ele, que passava no telão que ficava atrás dele. Sensacional! Genial!

Eu não tenho palavras pra explicar o que Moska é pra mim. Ele é muso, é modelo, é um poço de sensibilidade, suas letras batem tão fundo na alma que só de procurar vídeos dele pra colocar nesse post eu já tô chorando loucamente porque é tudo tão maravilhoso, o que deixa muito difícil a tarefa de escolher uma música pra colocar aqui, porque parece que ao colocar uma, estou deixando de fora tantas tão maravilhosas… Enquanto no Zeca o que me fascina é o ritmo, em Moska são as letras. As letras são lindas, sensíveis, são poesias em forma de música que exprimem tudo, TUDO  que eu penso. Olha A seta e o alvo, gente, A seta e o alvo é objetivo de vida, é poesia, é respiração, é inspiração mais profunda, é tudo, tudo, tudo! E Lágrimas de diamante? E a versão dele de A idade do céu (ok que é uma tradução quase literal da música do Kevin Johansen, aliás, as parceiras dele também são divinas!)? É tudo tão, tão, tão profundo, intenso, tão… ah! Desculpa pela explosão de sentimento, mas é que estou ouvindo Paulinho nesse exato momento e é isso que ele me faz, sentir, ao máximo, ao extremo. E isso é maravilhoso. A arte não foi feita pra te mover?

É isso. Coloquei minha alma aqui nesse pedaço de tela. Espero que tenha dado pra entender o quanto esses dois homens são importantes na minha vida. O quanto eles são maravilhosos. E espero que tenha conseguido ter dado um pingo que seja de vontade em você pra ouvi-los. Por favor, ouça-os. Sua vida vai mudar.

Ah! E olha a preciosidade que achei aqui! Meus dois divos juntos!

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Pra saber um pouco mais sobre meu gosto musical, fiz uma tag exatamente com esse nome no meu canal! E aproveita pra se inscrever no meu canal e assistir vários vídeos diferentes e engraçados!

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Um post no meio da madrugada pra dizer que, às vezes, as coisas extrapolam. Os sentimentos, as sensações, as emoções. Elas extrapolam e querem sair de você. Não sabem exatamente como, mas querem. Por isso ficam pulando, se remexendo, fazendo você se sentir de um jeito que fica até difícil explicar. É uma inquietude intríseca. Que é momentânea, mas que você sente que sempre esteve lá. talvez poelos sentimentos estarem sempre lá, porém inertes, quietos, esperando a hora certa de se movimentarem. E quando chega o momento, eles não consegue esperar. São impacientes, querem sair de qualquer jeito, e naquele momneto. Não importa o que você quer, importa o que eles querem.

E então eles saem, errando palavras, fazendo você digitar tão rápido que os erros são constantes. Porque é isso que eles querem, os sentimentos, eles querem os erros, eles querem a imperfeição, sentimentos não são perfeitos. Não são bonitos. Eles arrasam. Eles fazem estragos. Eles querem o feio e o mais arrebatador dos movimentos. Eles querem tudo, ao mesmo tempo, eles querem todos falar ao mesmo tempo. E você aguenta? Não, não aguenta, mas não tem outro jeito, é aceitação, é um exercício contínuo de aceitação de suas verades interiores: os sentimentos, sensações, pensamentos. Que não parecem seus, não são seus, eles tem vontade próprias. Você sabe disso, eles sabem que você sabe disso, por isso se aproveitam. Se apropriam de você, se apropriam deles mesmos, são mais reais que seus próprios ossos e carne. Eles são você, vocês é eles, vocês arrasam, extrapolam, estragam, não se seguram.

E continuam, continuam, continuam, até dar sono, até a insônia cansar, até seu corpo sucumbir. O corpo de vocês. Vocês são um só. Alma, pensamento, sentimento, sensação, pessoa. Tudo um só. E ainda assim, vocês não se entendem. Se se entendessem, tinham hora certa pra sair, mas não, eles saem sem avisar antes, sem nenhum prenúncio. Vontade própria. É assim, assim que tem que ser, assim sempre vai ser.

Desculpa gente, mas eles quiseram sair. E agora acho que, talvez, me deixem finalmente dormir.