XVII Bienal do Livro – eu fui!

*peço desculpas antecipadamente pela qualidade péssima das fotos desse post, mas só levei meu celular, que está bem ferradinho, coitado, e com a lente da câmera ruim.

Olá honey babies! Como vocês estão?

Acabou que fui à Bienal do livro aqui do Rio (que ainda está rolando e vai até dia 13 de setembro, ou seja, até domingo), apesar de dizer que não ia. Mas é que consegui carona e nunca se dispensa uma carona, né? Pra quem não sabe, a Bienal acontece, de dois em dois anos, no Riocentro, que é um centro de convenções muito afastado de praticamente toda a cidade e é muito ruim de se chegar. Por isso, se eu não tivesse conseguido ir de carro, eu não teria visitado a Bienal esse ano porque é um perrengue enorme chegar até lá (você tem que pegar, pelo menos, dois ônibus). Mas como tenho amigos maravilhosos que me oferecem carna, eu fui e vou contar um pouquinho pra vocês sobre como foi – e dar algumas dicas.

(também mostrei um pouco do evento num vídeo que coloquei no meu canal e você pode ver abaixo)

A primeira dica que quero dar é algo que me salvou de ficar horas e horas numa fila imensa: compre seu ingresso adiantado. E pra complementar essa dica: chegue o mais cedo possível (principalmente se você for no último dia de feira). Digo isso porque cheguei lá às dez da manhã em ponto e já tinha uma fila enorme para compra de ingresso que eu não faço ideia de quando acabou – e nem se acabou. Tinha uma fila grande também para quem já tinha comprado ingresso, mas como era só entregar o papelzinho e entrar, ela andou bem rápido. Já a fila para compra de ingresso estava demorando bastante (aliás, o ingresso está R$16, R$8 para quem paga meia). E sobre chegar cedo, bem, se você não se importar em ficar em lugares lotados, não tem problema. Mas se você é como eu e é um pouco claustrofóbico em lugares atolados de gente, quanto mais cedo, menos gente e menos gente esbarrando em você e te empurrando (principalmente dentro dos estandes das editoras), porque a maior parte da galera vai à tarde, a partir de meio-dia, uma hora. Nós fomos embora às três horas da tarde e já tava ficando insuportável para uma pessoa nervosa e neurótica como eu.

A fila imensa de pessoas com ingresso - mas que andou bem rapidinho.

A fila imensa – mas que andou bem rapidinho – das pessoas com ingresso.

Quando você entra, você cai logo no pavilhão laranja, que não tem nada muito interessante se você não tiver crianças e não se interessar por livros de animais – e não estiver mais precisando de livros acadêmicos. Nesse pavilhão, tem muitos estandes com promoções de livros a 5 reais, mas a maioria é livro pra criança. Passamos meio que direto pelo pavilhão laranja e fomos logo para o azul, que é onde tem a maioria das editoras e grandes e conhecidas (como Rocco, Intrínseca, Record, Aleph, Casa da Palavra, Martins Fontes, Zahar, Ediouro, etc etc etc). Logo na entrada do pavilhão azul, demos de cara com o Grupo Editorial Record, que era um dos estandes que marido queria entrar. Estava uma fila pequena (e isso porque era 10 e pouco da manhã e o evento começou às dez!), então logo conseguimos entrar. Só que, pra decepção dele, os livros que ele queria estavam com o mesmo valor que estão nas livrarias por aí, e isso não só na Record. Em toda editora que entrávamos, marido pesquisava na internet os livros que queríamos comprar e nenhum tinha um pequeno desconto lá na Bienal (como costumava acontecer alguns anos atrás). Então não valia a pena entrar nas filas quilométricas dos caixas pra comprar os livros. Único livro que comprei lá que valeu a pena porque estava com um bom desconto foi o Toda Mafalda, com a coleção completa da minha querida Mafalda. Comprei por R$65 na editora Martins Fontes (também no pavilhão azul), quando, procurando na internet, o valor mais barato que achamos foi R$81. Ponto pra Martins Fontes!

Eu toda feliz com minha Mafalda linda na Bienal, e a Mafalda na minha casa, sendo lida pelo meu ratinho Arry.

Eu toda feliz com minha Mafalda linda na Bienal, e a Mafalda na minha casa, sendo lida pelo meu ratinho Arry.

Momento mágico: ver Mauricio de Sousa!

Momento mágico: ver Mauricio de Sousa!

E bem ali pertinho da Record, quem estava assinando livros/gibis e tirando fotos? O mais que amado Mauricio de Sousa, figura certa de toda Bienal, mas que, apesar de eu sempre vê-lo por lá, eu nunca consigo chegar muito perto devido a imensa fila que sempre tem esperando para falar com ele. Bem, mas só de conseguir tirar uma foto (na verdade, foi meu amigo que tirou, porque ele é beeeeeeem mais alto que eu e conseguiu enxergar por cima de todas aquelas cabecinhas) e vê-lo de longe já me deixou bem feliz! Porque as revistas da Turma da Mônica foram presença constante e diária da minha infância (e acredito que de todo mundo).

Intrínseca é só amor!

Intrínseca é só amor!

Depois de ficar que nem uma boba vendo ver o Mauricio, fui pra Intrínseca, minha editora do coração (e onde eu secretamente sonho em trabalhar um dia), que estava muuuuuito lotada. Mas só de ver os livros do John Green, do Matthew Quick e da Gillian Flynn ali nas estantes já me deixou com um baita sorriso no rosto – apesar de não ter comprado nada porque estava tudo no mesmo valor que nas livrarias, como eu já disse (realmente não valia a pena comprar livros na Bienal, o que é uma pena). Também achei um livro da Keri Smith, rainha dos livros criativos que eu, particularmente, tô meio de saco cheio. Mas, porém, todavia, contudo, achei O mundo imaginário de… (assim mesmo, com três pontinhos, porque você completa com seu nome) bem interessante. Com partes como “escreva aqui seus personagens” e “crie o invisível” e coisas do tipo, enquanto eu passava as páginas sentia como se quem fosse preencher aquelas páginas em branco estivesse criando um filme só seu, e como maníaca por filmes achei aquilo incrível. Me deu vontade de comprar (porém, não o fiz por questões de sem nenhum desconto).

Estantes com livros maravilhosos e eu feliz dentro da Intrínseca.

Estantes com livros maravilhosos e eu feliz dentro da Intrínseca.

O livro mega interessante da Keri Smith.

O livro mega interessante da Keri Smith.

Depois da Intrínseca, eu não fiz questão de entrar em mais nenhuma editora. Marido quis ir na Leya, porque tem vários livros de fantasia que ele gosta (inclusive, os livros do Martin são de lá e o trono de ferro das Crônicas de gelo e fogo estava lá para as pessoas tirarem foto nele – com uma fila de espera imensa, lógico), e também entrou em alguns estandes de jogos, mas não levou nada. Só comprou um quadrinho na Editora Draco e eu comprei um livro de receitas que minha mãe pediu para levar pra ela (na Senac SP).

Os livros do Chuck Palahniuk no estande da Leya, alguns livros que achei interessante, e o Trono de Ferro.

Os livros do Chuck Palahniuk no estande da Leya, alguns livros que achei interessante, e o Trono de Ferro.

Como começou a ficar mais cheio e eu estava com pessoas um pouco sem paciência (hehe), não parei muito para ver outras coisas interessantes que tinham lá, como uma exposição da Turma da Mônica e a exposição sobre a Argentina. Mas tirei foto de tudo que achei legal e inusitado, como os robôs dançantes e as armaduras antigas que não faço ideia do motivo de estarem lá (Raphael me explicou que tinha ligação com algum livro, mas já esqueci, vide que não tenho memória).

Exposição da Mônica.

Exposição da Mônica. E não, eu não conheço essa menina da foto.

Exposição Argentina. Consegue me ver ali na foto da direita, de cima?

Exposição Argentina. Consegue me ver ali na foto da direita, de cima?

 

 

Em sentido horário, começando de cima à esquerda: cavaleiro medieval, estratégia de marketing fantástica (só faltou uma pizza real ali), vascaínos (hahahaha) e os robozinhos fofos que dançavam ao som de Gangnam Style.

Em sentido horário, começando de cima à esquerda: cavaleiro medieval, estratégia de marketing fantástica (só faltou uma pizza real ali), vascaínos (hahahaha) e os robozinhos fofos que dançavam ao som de Gangnam Style.

Acabei conhecendo, no estande da Leitura Rio (pavilhão azul também), a autora Iris Figueiredo, que eu conhecia e falava pelas redes sociais, mas nunca tinha visto ao vivo. Ela é uma fofa, super simpática, e nem ligou que eu não pude comprar o livro dela lá na hora (mas comprei no dia seguinte!). Pelo que tenho visto, ela tem ido todo dia lá na Bienal e esse sábado, dia 12, às 12:30, ela estará por lá pra autografar o livro novo dela, Confissões on-line 2. Eu comecei a ler o 1 e estou adorando! No dia 12, também terá bate-papo no estande da editora Planeta com as autoras Fernanda França (livro O pulo da gata) e Carolina Estrella (Entre dois amores), às 11h, o famosérrimo Raphael Dracon estará na editora Leya com a também escritora (e sua esposa) Carolina Munhóz das 11h às 13h dando autógrafos e tirando fotos com os leitores, às 16h tem bate-papo com a Paula Pimenta no auditório Madureira (senhas a partir das 13h) e às 17h tem bate-papo com Pedro Gabriel, do maravilhoso Eu me chamo Antônio (pavilhão verde). Também terá lançamentos de livros de vários autores nacionais, como o do livro Surpreendente, de Maurício Gomide (às 12h, na Intrínseca), Onde o amor se esconde, de Veridiana Maenaka (estande da Record, às 13h), Por onde andam as pessoas interessantes, de Daniel Bovolento (às 14h no estande da Planeta), a nova edição de #Partiu vida nova, de Leila Rego (às 14h, no estande da Gutemberg), Rotina e rabisco, da Bruna Vettori (às 17h na Ediouro), e Um amor no caminho, de Paula Pilar (no estande da Qualis, às 19h).

Eu e Iris Figueiredo no estande da Leitura Rio.

Eu e Iris Figueiredo no estande da Leitura Rio.

Dia 13, último dia de Bienal, também contará com a presença de vários autores nacionais, e eu sempre acho que devemos dar mega apoio aos nossos autores brasileiros, porque além de serem daqui e terem realidades parecidas com a nossa, todo mundo sabe quão difícil é ser escritor aqui no Brasil, né?

10h: Anna e a trilha secreta, Ana Lúcia Merege (editora Draco)

11h: O mundo das vozes silenciadas, Carolina Munhóz e Sophia Abrãao (auditório Madureira)

12h: Bate-papo com Clarice Freire (do fofíssimo Pó de lua), Bianca Mól (do blog Garota Desdobrável) e o ilustrador Rui de Oliveira (Café Literário, no pavilhão azul)

13h: O pulo da gata, Fernanda França (editora Planeta)

15h: Bate-papo com Babi Dewet, Bruna Vieira, Paula Pimenta e Thalita Rebouças, que estão lançando o livro Um ano inesquecível (auditório Madureira) – distribuição de senhas às 10h

16h: Vilarejo, Raphael Montes (Companhia das Letras)

17h: Bate-papo com André Gordirro (Os portões do inferno) e Raphael Draccon (auditório Madureira)

Vendo essa programação, dá até vontade de voltar lá esse final de semana, mas como não terei carona e vai estar lotado, já que o último fim de semana é sempre o mais cheio, provavelmente não irei. Mas, se você for, me conte depois como foi!

A coleção completa do Guia do mochileiro das galáxias no estande da editora Arqueiro.

A coleção completa do Guia do mochileiro das galáxias no estande da editora Arqueiro.

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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