Micróbio & Gasolina| Festival do Rio

E foi dada a largada para os filmes do Festival do Rio! Ontem eu vi o primeiro filme – de muitos, se tudo der certo. E foi ótimo, lindo, gostoso, fofo, leve, e eu amei! (acho que já tinha dado pra perceber, né?) O filme escolhido foi Micróbio & Gasolina, um filme francês que eu nunca escolheria assistir lendo a sinopse (Micróbio recebeu este apelido por conta de seu tamanho, já Gasolina, por seu amor por tudo que é mecânico. Jovens e desajustados, os dois logo ficam amigos. A fim de fugir de seus problemas em casa, eles decidem construir um lar sobre rodas e seguir juntos para um acampamento onde Micróbio esteve quando era criança e que desde então tem papel fundamental em sua memória afetiva.). E de fato não fui eu quem escolheu o filme, e sim marido. Mas como Festival do Rio é Festival do Rio e topo qualquer filme, topei. E tive uma grata e deliciosa surpresa.

Daniel, ou Micróbio (o loiro), e Gasolina, ou Theo (moreno).

Daniel, ou Micróbio (o loiro), e Gasolina, ou Theo (moreno).

Como disse pro marido ontem quando saímos do cinema, o filme é todo na medida certa. Ele é engraçado na medida certa, é fofo na medida certa, é delicado na medida certa. É um filme que você sai mais leve do cinema, mesmo se tiver entrado nele um pouco pra baixo, porque ele te põe pra cima. É a história de dois garotos de 14 anos que não parecem ter 14 anos pelas coisas que falam. Mas eles não são aqueles inteligentes chatos, porque tudo que eles falam vem com um tom de humor e você acaba rindo. E, ao mesmo tempo, trata de temas típicos da adolescência (amor, sexo, independência, identidade) de uma forma que não fica chata para não-adolescentes e de maneira, adivinha!, inteligente. Acreditem, não é um filme para adolescentes. Não é aquela coisa estereotipada com piadas bobas e momentos presentes em todo filme de adolescente que você já sabe o que vai acontecer. Não, é um filme que atinge a todos porque você se identifica com aqueles garotos, mesmo eles sendo anos mais novos que você. E você lembra de como era quando tinha aquela idade também, e eu era bem como eles, deslocada, diferente e me sentindo diferente, deixada de lado. A única coisa que me difere deles é que minha família é e sempre foi maravilhosa. Já a deles… Mas pinta direitinho o quadro das famílias de hoje em dia, principalmente as que tem filhos só para seguir um padrão social.

Microbio e gasolina

Eu me impressionei com a qualidade da atuação dos dois garotos (Ange Dargent e Théophile Baquet) também. Eles tem uma força muito grande em tão tenra idade (falei bonito agora, hein). E representam muito bem seus papéis que, vou dizer, não são tão fáceis assim não. Mas mesmo sem ser papéis super fáceis, eles conseguiram levar leveza e esperteza que o filme carrega. É um filme gostoso de assistir, sem aquele besterol todo que costumamos ver em filme americanos e que preza pela inteligência e criatividade – o que os dois fazem juntos é coisa de gênio (gênio maluco), e claro que não falar aqui o que é pra não dar spoiler! Ah! Vale (muito) dizer também que esse filme é do diretor Michel Gondry, que também dirigiu (e escreveu) o divertidíssimo filme Rebobine, por favor, o fofo A espuma dos dias e o maravilhoso Brilho eterno de uma mente sem lembranças (agora deu vontade de ver, né?).

O diretor (e também roteirista) Michel Gondry.

O diretor (e também roteirista) Michel Gondry.

Próximas sessões:

03/10 – 21h – Cinépolis Lagoon 5

08/10 – 17h – Estação NET Ipanema 1

14/10 – 16:14 – Cine Odeon

_________♡_____________♥________

Vocês devem perceber que não sou muito ligada no mundo da moda e da beleza, vide que não posto quase nada aqui sobre esse assunto. Porém, todo Festival do Rio eu coloco aqui as roupas que vou assistir os filmes (só que fazia isso no meu outro blog). Não sei o motivo de ter feito isso pela primeira vez, mas agora virou tradição. Acho que acabo fazendo isso pra mostrar pra galera que não existe uma moda só, um estilo só de roupa que você tem que usar, que você pode fazer seu próprio estilo do jeito que quiser – e é uma coisa que fica muito clara quando se vai nesses eventos de cinema, onde me sinto totalmente no meu mundo, com pessoas que se vestem e se portam de um jeito muito mais parecido com o meu. É o meu mundo, e nada mais perfeito do que você se sentir inserido em um lugar, e não um peixe fora d’água (como em sinto na maioria dos lugares). Porém, ontem eu coloquei uma roupa que nunca colocaria para assistir um filme, só que como estava comemorando um ano de casada, fui com esse vestido porque foi o que usei no dia do meu casamento. Cês gostaram?

Vestido comprado na C&A (no ano passado) e sapatilha da Pontapé (adquirido de minha amiga Marina).

Vestido comprado na C&A (no ano passado) e sapatilha da Pontapé (adquirido de minha amiga Marina).

_________♥_____________♡________

Segue eu!

Facebook * Twitter * Instagram * YouTube

Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

1535031_10202135446521247_1053149576_n1

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s