Os Exilados Românticos| Festival do Rio

Os Exilados Românticos é bem meu tipo de filme: cheio de diálogos e conversas filosóficas. É um filme sem muita coisa acontecendo de fato, mas muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. “Como assim, Livia?” Não tem muita coisa acontecendo em termos de ação: nenhuma explosão, nenhuma correria, os personagens nem andam tanto assim. Mas tem muita coisa acontecendo dentro dos personagens. Muitas questões a serem respondidas, muitas dúvidas, muitas resoluções a serem feitas, caminhos de vida a serem tomados. São três personagens expostos a caminhos que eles precisam escolher e seguir, e nem sempre são escolhas claras.

Os três personagens principais do filme: Luis, Vito e Francesco.

Os três personagens principais do filme: Luis, Vito e Francesco.

O filme começa com uma viagem, e uma viagem sempre é um começo que leva a pesquisas e descobertas. Nesse caso, a viagem, da Espanha à França, não tem um propósito definido: eles dizem estar a procura de um amigo que nunca encontram. Mas vão encontrando outras pessoas pelo caminho, e é só a partir da introdução dessas novas personagens que conhecemos mais a fundo a personalidade e a vida de cada um desses homens, que tem uma certa dificuldade em não serem mais meninos. Achei muito interessante esse fato, de só conhecermos mais detalhadamente cada um pelo relacionamento que eles tem com um novo personagem introduzido. Porque a vida é isso, só sabemos quem nós somos nas nossas relações. Podemos dizer que somos de um jeito, fingir que somos de outro, mas nos relacionamentos mais profundos é que mostramos quem realmente somos e todas as nossas fragilidades, não importa o quão durão ou relaxados fingimos ser. Em uma das minhas cenas favoritas, o integrante que parecia ser o mais bobalhão do grupo se mostra profundo, inteligente e totalmente frágil, talvez mais do que todos os outros. E tudo por causa de uma mulher por quem ele ficou apaixonado. E essa cena dá muito nervoso de ver, porque não estamos acostumado a observar uma pessoa sendo tão vulnerável e sincera. E olha, é lindo!

Prenuncio da minha cena favorita.

Prenúncio da minha cena favorita.

Outra coisa que me marcou muito também foi a questão de como a música envolve cada situação. Toda “resolução” (entre aspas porque nada foi muito resolvido de verdade) é embalada, ao final, por uma música, da mesma cantora, que passa a ser personagem também. Outra cena que gostei muito envolve exatamente essa cantora na estrada, lado a lado com nossos outros personagens. Eu tenho uma ligação muito forte com música, e acho que esse filme quis mostrar que todos nós temos.E algo muito interessante do filme também é o fato de ele ser falado em várias línguas. Os personagens são espanhóis que viajam para a França, onde encontram uma amiga de um deles que é italiana, depois encontram outra amiga de outro deles que fala alemão, e nessa mesma cena também tem um senhor americano que fala inglês, e tem uma cena que é toda falada em francês mais a frente, ou seja, essa junção de idiomas num filme só o torna universal, e achei isso o máximo. Meio que mostra que todos somos iguais, não importa de onde viemos, as questões são as mesmas. Adorei!

Minha segunda cena favorita, que envolve música.

Minha segunda cena favorita, que envolve música.

Só teve uma cena que não gostei, e foi a que antecede à cena final. As duas personagens femininas do filme (as que permanecem por mais tempo nele) conversam sobre a teoria que esqueci o nome de que mulheres em filmes não tem nomes, geralmente não conversam entre si e que, quando conversam, falam sobre homens. Só que está tão batido falar sobre essa teoria em filmes que achei muito forçado. Não soou natural. Então o filme foi quebrado quase na hora de acabar, o que me entristeceu um pouco. Mas achei o final bem legal, então pelo menos se redimiu nos últimos minutos.

E esse

E esse “cenário”, hein? Cada locação mais linda que a outra!

Infelizmente, ontem foi a última exibição do filme no Festival, mas aconselho a ficar de olho para ver quando vai estrear por aqui (procurando pela internet, achei que ele estreará “em breve”) ou então tentar achar outro jeito de assisti-lo, porque é um filme super bom. Se você gostar de filmes do estilo de Antes do Amanhecer, como eu, vai amar!

_________♡_____________♥________

Roupinha do dia:

Blusa que eu amo da Renner, calça da Opção, mas que comprei num brechó, e All Star mega velho, companheiro de Festivais.

Blusa que eu amo da Renner, calça da Opção, mas que comprei num brechó, e All Star mega velho, companheiro de Festivais.

Bolsa de gatinhos que minhas primas trouxeram pra mim do Japão (ou da Coreia, não lembro).

Bolsa de gatinhos que minhas primas trouxeram pra mim do Japão (ou da Coreia, não lembro).

E pra quem gosta de saber dessas coisas, batom Make B da Boticário.

E pra quem gosta de saber dessas coisas, batom Make B da Boticário (que eu ganhei de presente).

_________♥_____________♡________

Segue eu!

Facebook * Twitter * Instagram * YouTube

Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

1535031_10202135446521247_1053149576_n1

Um comentário sobre “Os Exilados Românticos| Festival do Rio

  1. Oh, seu primeiro parágrafo já me convenceu a assistir. Tem tudo que eu gosto. Aí depois, você conta que é sobre viagem… agora tô morta de curiosidade pra ver hahahaha Tô nessa vibe de filmes de viagem, sabe? Road trip e tal… Quem sabe consigo assistir algum dia!
    :*

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s