30 livros em 1 ano – O filho de mil homens (Valter Hugo Mãe) – Livro 18

Um dos melhores livros que li nesse projeto. Mas sem sombra de dúvidas (só não foi o melhor porque, bem, vocês saberão em breve). Um livro diferente, poético, lindo, sensível, único. Incrível. Acho que eu nunca tinha lido um livro desse jeito, com esse tipo de linguagem, com uma escrita tão bonita. É um rebuscado que não soa rebuscado, é um simples que diz muito. Sabem como é? Talvez pelo autor ser português e não ter havido tradução, e sabemos bem que o português de Portugal é bem diferente (e mais literário) que o nosso, não é mesmo? (e isso não quer dizer que não acho o nosso português lindo)

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O filho de mil homens narra a história do pescador Crisóstomo, “um homem que chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter tido um filho”. Com vontade imensa de ser pai, o protagonista conhece o órfão Camilo, que um dia aparece em sua traineira. Ao redor dos dois, outros personagens testemunham a invenção e construção de uma família. (sinopse tirada do site da editora Cosac Naify) E toda essa construção é narrada de um jeito belíssimo, delicado, e novo. O autor aborda, a todo tempo, temas que passam por nossas vidas mas, que muitas vezes, nem pensamos sobre. Ou, se pensamos, nunca daquela maneira ou, pelo menos, não dito da maneira que ele escreve, tão sincera e sensivelmente. É livro bonito, essa é a principal definição dele, tanto pela narrativa quanto esteticamente.

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Orelhas do livro.

Sendo produzido por uma editora tão detalhista quanto a Cosac Naify, não poderia esperar outra coisa senão um livro super bem feito e, como sempre, com um quê de obra de arte. Os livros da Cosac são sempre pensados cada pedacinho, sempre lindos, e O filho de mil homens não é diferente. Além de ter uma história emocionante, é um livro que você quer ter na estante de tão deslumbrante que é (pena que esse eu peguei emprestado da minha amiga, e não enfeitará minha futura estante).

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Cada capítulo começava assim, com uma página “pintada” de preto. Lindo, né?

Apesar de ser um livro emprestado, minha amiga foi super hiper mega legal e me deixou marcar as minhas passagens favoritas. Só que marquei tanta coisa porque achei tanta coisa tão bonita e válida para deixar anotado para pensar sobre futuramente que se fosse escrever aqui, viraria um post longuíssimo. Portanto, deixo para vocês algumas poucas passagens do primeiro capítulo, o meu preferido (o da foto acima), para vocês verem quão belo é o livro de Valter Hugo Mãe.

” (…) o Crisóstomo assumiu a tristeza para reclamar a esperança.”

“Aquele homem que chegou aos quarenta anos sorriu, e aquele sorriso já não era o mesmo do dia anterior. Já não era como nenhum outro do passado. Era o dobro de um sorriso.”

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Valter Hugo Mãe, o autor dessa beleza de livro. Sim, eu também achei que ele fosse mais velho, mas tem só 44 anos!

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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