30 LIVROS EM 1 ANO – O BANQUEIRO ANARQUISTA (FERNANDO PESSOA) – LIVRO 21

Me sinto muito culta por falar de um livro de Fernando Pessoa aqui. Mas me sentiria mais culta se tivesse gostado muito do livro. Hahahahahaha

O banqueiro anarquista conta a história de uma banqueiro que é, adivinhem!, anarquista. O livro todo é um diálogo entre ele e um amigo em que ele conta como pode um banqueiro ser anarquista. O argumento final dele não me convenceu muito, mas pode ser que convença você. hahahaha

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Minha mãe me trouxe esse livro de uma viagem que fez a Portugal, e eu fiquei mega feliz por ganhar um livro de Pessoa diretamente de sua terrinha. Nunca tinha lido algo que não fosse poesia de Fernando Pessoa, e exatamente por isso mamis deu-me essa obra. Porém, preciso admitir que prefiro seus poemas. Talvez seja por causa do tema – não sou muito ligada a política, e esse livro não é nada mais que política. Há de convir, apesar de não ter ficado fã do livro, que ele é super atual, mesmo sendo de 1922! Não sei se continua sendo atual lá por Portugal, mas aqui… Infelizmente, nosso país parece não evoluir, e os problemas relatados no livro estão muito presentes na nossa vida cotidiana. E o lema do eu-lírico do livro é o lema – utópico, há de se convir – de muita gente nos nossos dias, isso porque há uma confusão geral no Brasil politicamente, parece que nada está certo e nada anda bem. Mas não é disso que vim falar aqui, né gente?

VII-1

Como todo mundo sabe quem é Fernando Pessoa, vai uma foto descontraída dele pra ilustrar e ser diferente.

Mas, apesar de político, há vários temas para se pensar, e pensar muito. Porque são coisas tão comuns na nossa sociedade que não tem como não parar para refletir, e em como podemos modificar a situação em que nos encontramos. E em como, depois de tanto tempo da publicação desse livro, parecemos ainda estar no mesmo lugar.

Separei alguns trechos do livro que achei interessante pra vocês conhecerem um pouquinho da obra.

“Ora, o que é um anarquista? É um revoltado contra a injustiça de nascermos desiguais socialmente.” – apesar do tema ser político, esse ponto é algo que podemos nos identificar totalmente, não é mesmo?

“Um nasce filho de um milionário, protegido desde o berço contra aqueles infortúnios – e não são poucos – que o dinheiro pode evitar ou atenuar; outro nasce miserável, a ser, quando criança uma boca a mais numa família onde as bocas são de sobra para o comer que pode haver. Um nasce conde ou marquês, e tem por isso a consideração de toda a gente, faça ele o que fizer; outro nasce assim como eu, e tem que andar direitinho como um prumo para ser ao menos tratado como gente.” – Bum! Tapa na cara! E olha essa frase, que lindeza de escrita, gente: onde as bocas são de sobra para o comer que pode haver.

“O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e ficções sociais, que se sobrepõe às realidades naturais. (…) Ora, essas ficções são más porquê? Porque são ficções, porque não são naturais.

Eu não sei se alguma editora brasileira publicou esse livro por aqui, procurei pela internet da vida e não achei. Mas como já caiu em domínio público, é possível baixá-lo aqui. E depois me conta se vocês gostaram ou não.

Beijocas!

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

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