Venha ver o pôr-do-sol & outros contos (Lygia Fagundes Telles) – LIVRO 24

Sim, eu assumo: na reta final do projeto, comecei a ler vários livros de contos porque eu estava com medo de não conseguir chegar aos 30 livros, que era meu objetivo final, e contos são mais rápidos de ler. Por isso, fiquei muito feliz e contente quando minha amiga me emprestou esse livro da Lygia Fagundes Telles, autora que ela adora e eu estava, na verdade, bem curiosa pra conhecer de tanto que ela falava (isso depois de eu parar de confundi-la com a Lygia Bojunga Nunes, autora de livros infantis que eu amava quando era criança). Eu li Venha ver o pôr do sol & outros contos muito rápido mesmo, já que os contos são curtos e fáceis de serem lidos – e interessantes. Bem, alguns. Não posso dizer que amei o livro. Achei o livro todo bem ok. São contos legaizinhos e bom de passar o tempo, mas não achei nada espetacular (desculpa, Marina!).

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Confesso que não sou muito fã de clássicos. Livros clássicos, autores clássicos, pele menos, não os brasileiros (tirando Machado de Assis, que sou apaixonada, e Monteiro Lobato). Gosto muito da literatura atual, de escritores jovens e com linguagem mais informal. Talvez por isso não tenha ficado tão fã assim do livro de Lygia, autora super de renome, ganhadora não só uma, mas duas vezes, do prêmio Jabuti. Lygia também é autora do famoso Ciranda de pedra, que depois foi transformado em novela. Mas não é de Lygia e muito menos de outros livros dela que estou aqui para falar, e sim desse livro específico de contos.

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Como o livro é de 1988, preferi colocar uma foto mais antiga de Lygia também.

O livro tem contos bem dark, clima não muito comum para mulheres escreverem, muito menos naquela época. É algo bem interessante e diferente, difícil de ser encontrado até na literatura aqui do país. Isso achei bem legal, essa peculiaridade e que torna sua escrita única. Porém, como todo livro de contos, alguns são mais legais e outros menos. Gostei, particularmente, de um intitulado Natal na barca. Foi o que mais me tocou e alguns trechos mexeram bastante comigo. Mas acho que nenhum outro me moveu internamente como esse. Por isso, não achei o livro sensacional, porque pra eu considerar um livro muito bom, ele tem que transformar ou tocar alguma coisa em mim, e esse, além do conto acima citado, não fez.

“Como não bastasse a pobreza que espiava pelos remendos da sua roupa, perdera o filhinho, o marido, e ainda via pairar uma sombra sobre o segundo filho que ninava nos braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Intocável.Apatia? Não, não podiam ser de uma apática aqueles olhos vivíssimos e aquelas mãos enérgicas.”

Trecho do conto Natal na barca.

Ainda quero ler mais coisas da Lygia porque confio muito nas indicações da minha amiga que me emprestou o livro. Mas esse, infelizmente, não tocou o fundo do meu âmago. Ah! O livro saiu por aqui pela editora Ática, mas entrei no site de várias livrarias e ele se encontra indisponível. Se você tiver interesse de ler, acho que a solução vai ser catar em alguma biblioteca ou pegar emprestado de algum amigo, como eu fiz. 🙂

The Blurb (retirado do Skoob): Oito textos envolventes falam, com sensibilidade, de pessoas comuns, cujas vidas são abaladas por fatos insólitos ou dramáticos.

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