Mistério de Natal (Jostein Gaarder)

Dando uma pausa nos filmes indicados ao Oscar para falar um pouco sobre literatura porque acabei de ler o primeiro livro do ano, uhu! Ok, preciso dizer que comecei ele no finalzinho de 2015, então não sei se pode ser considerado livro de 2016. Ah, mas pode ser 2015/2016, vai? Enfim, o que importa é que li Mistério de Natal e vim aqui contar pra vocês.

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Esse foi mais um livro lido de Jostein Gaarder e posso me sentir vitoriosa porque já é o terceiro, e eu que achava que nunca conseguiria ler nenhum dele (devido a complexidade de O mundo de Sofia, que ainda não li). Mas posso me considerar vitoriosa por ter chegado ao final desse livro também porque, bem, não gostei dele. Antes de Mistério de Natal , já havia lido O dia do curinga e A garota das laranjas e gostei bastante dos dois (principalmente do primeiro), e esse é parecido com os outros dois no que se diz às duas (bem, no caso, três) histórias presentes no livro. Jostein parece sempre escrever uma história principal e uma paralela, que o personagem principal do livro está lendo ao mesmo tempo que a gente, e que geralmente tem a ver com a história desse mesmo personagem, ou seja, as histórias estão ligadas de algum jeito. Em Mistério de Natal, a história principal é a de Joaquim, que vai numa livraria com seu pai e compra um calendário de Natal que parece bem velho e esquecido mas que, por algum motivo, chama a sua atenção. A segunda história é a que Joaquim encontra em cada papelzinho que cai das janelinhas do calendário, que ele abre a cada dia que passa.

Momento para explicação: lá nas zoropa (e talvez nos eua, não sei ao certo), eles tem algo chamado advent calendar, que é um calendário que faz uma contagem regressiva para os dias do Natal, do dia primeiro de dezembro até o dia 24 (aprendi isso com Tom Fletcher, da banda McFly, que é completamente viciado em Natal e todo ano compra um desses. Viu? McFly também é cultura). Esse calendário pode ser de várias maneiras: podem ser papeis que você vai arrancando, ou portinhas que você vai abrindo e cada dia sai uma coisa de lá, seja chocolate ou um papel contando um pedaço de uma história, como no da história.

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Advent Calendars. Vários.

Enfim, voltando à história do livro, há também uma terceira história, que é a de Elisabet Hansen, menininha presente na história do calendário, mas que também dá nome a uma criança que desapareceu na cidade em que Joaquim mora, muitos anos antes de Joaquim pensar em nascer. Pra mim, essa é a única história interessante do livro, a da Elisabet que sumiu na cidade. Tanto que eu só comecei a me interessar mais no livro e a ler com mais afinco (antes disso, eu lia cada capítulo com muita dificuldade, porque a história não me cativou) depois que começaram a focar mais no desaparecimento da garota (pode ser porque ando vendo muita série policial e minha cabeça anda pensando em desvendar crimes e mistérios o tempo todo). Isso porque, tirando essa história em particular, achei o livro bastante infantil, tanto por causa da linguagem, quanto pelas inúmeras repetições de situações. Parecia novela, que você tem que repetir inúmeras vezes uma situação que aconteceu pra que o povo lembre de tudo que já passou, algo que só é necessário quando o livro é dedicado ao público infantil. Não sei se esse era realmente o público alvo de Jostein e eu peguei o livro pra ler por engano, mas essa repetição excessiva me incomodou muito. Assim como o tema religioso. Ok que você tá contando a história de Jesus e tal (na história contada no calendário, mas não exatamente a história de Jesus, vocês entenderão se forem ler o livro), mas achei uma escrita muito evangelizadora, sabe? Como se aquilo fosse o certo e ponto final. Não gosto de livros que não são religiosos (ou não são pra ser) e acabam tendo um teor religioso muito forte como se o autor estivesse tentando passar para o leitor o que é certo acreditar. Acho que o tema pode até aparecer e ser tema de fundo, ou ser a característica de um personagem, mas quando percebo que um autor está tentando catequizar o leitor, isso me incomoda. E foi o que me pareceu no livro. E olha que eu nem sou uma pessoa que não acredita nas coisas, eu tenho minha religião, apesar de não ser super religiosa e achar que ser bom com os outros é mais importante do que ter uma religião. Enfim, isso me incomodou bastante, e tiveram partes que até passei batido exatamente por perceber esse teor catequizador.

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Jostein Gaarder, o autor.

Então não, eu não gostei do livro, achei fraco e chato, e até a solução do mistério foi insatisfatória. Mas não é por isso que deixarei de ler os outros livros do autor, afinal, a balança ainda está 2 por 1, então ainda tá ganhando. 😉

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A grande aposta

A grande aposta tem um pequeno e sutil problema: o tema. Mercado financeiro/imobiliário realmente é um assunto de extremo tédio pra mim, e é sobre isso que o filme fala. Portanto, vocês já devem saber o que achei dele, né? Mas antes de eu explicar detalhadamente o que achei dele, vamos aos dados do filme.

A grande aposta (The big short)

Indicações: Melhor filme, Melhor ator coadjuvante (Christian Bale), Melhor direção (Adam McKay), Melhor roteiro adaptado (Adam McKay, Charles Randolph), Melhor edição.

Sinopse: O filme, adaptação do livro The Big Short: Inside the Doomsday Machine, conta a história de quatro homens que anteciparam a crise imobiliária e econômica dos Estados Unidos em 2008. Eles resolvem fazer um investimento, mas acabam no “mercado negro” bancário onde precisam questionar a tudo e a todos. (retirada do Omelete)

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Cartaz do filme.

Ok, como já era de se esperar pelo que falei acima, eu achei o filme excruciante. Passei as duas horas e dez minutos de duração torcendo pra que acabasse logo (ok, não tudo isso, porque no começo eu não sabia que seria tão chato). Tema entediante, cheio de jargões próprios que não importa a quantidade de pessoas famosas que eles coloquem pra explicar sobre o assunto, continuam sendo impossíveis de se entender. Mas, confesso, achei genial colocarem Selena Gomez (minha long lost little sister), Margot Robbie (homens pirarão com essa mulher linda dentro de uma banheira de espuma) e mais algumas pessoas conhecidas (mais por americanos do que por nós, brasileiros) para explicar um linguajar específico de uma área de forma simples – ou menos difícil (e que não adiantou muito pra mim porque, bem, quando não me interesso por um assunto é muito difícil manter o foco). Mas, apesar disso, não gostei do filme e achei extremamente cansativo assisti-lo até o fim, mesmo sendo um longa com Ryan Gosling, meu amorzinho (bem, um dos) – apesar de terem conseguido enfeiar bastante Ryanzinho (kudos pra equipe de maquiagem e cabelo, porque é uma tarefa bem difícil).

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Ryan Gosling feioso no filme VS Ryan Gosling lindo da vida real. Ainda bem que não é o contrário, né?

Porém, há harmonia no caos, o que significa que é possível ver aspectos positivos num filme de assunto tão zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. E todos os aspectos positivos estão concorrendo ao Oscar, porque sim, haveria de ter um motivo para essas indicações, não é mesmo? Vamos comentá-los um por um.

  1. Melhor Filme

Yes, baby, o filme realmente merecia indicação por ser um filme pensado detalhadamente, o que é algo que eu me importo muito. Cada corte, cada ângulo de câmera, cada piada inserida, tudo tem seu timing exato e tudo está ali por um motivo, não são somente cenas jogadas que parecem não ter a ver com o todo e você fica pensando “tá, mas e daí?”. O que nos leva à segunda indicação.

2. Melhor direção

Se o filme está tão tecnicamente perfeito, é porque tem a mão do diretor aí. Foi ele que pensou nos detalhes do filme (claro, em conjunto com sua equipe) e o fez ficar tão fenomenal. “Mas Livia, se você achou o filme um saco, como pode dizer que ele é fenomenal?” Tecnicamente falando, pequeno gafanhoto, tecnicamente falando (eu nunca daria um prêmio pra esse roteiro, por isso nem comentarei sobre essa indicação). As inserções das cenas dos famosos, como falei anteriormente, que além de deixarem mais fluidas cenas que poderiam ser explicativas e chatas, foram uma ótima solução que outro diretor poderia não ter pensado. Há também os momentos engraçados, como quando os personagens falam diretamente para a câmera, o que me lembrou MUITO O Lobo de WallStreet,  e descontraem o filme de temática pesada. Os cortes rápidos me incomodaram um pouco (o que significa que também não concordo totalmente com a indicação de melhor edição), fiquei um pouco tonta (se você tiver problema de labirinto, não assista ao filme, ou vire para o outro lado, como eu fiz), mas tirando isso, acho que o diretor fez escolhas muito boas, como na apresentação de todos os personagens. Além do fato dos atores estarem atuando tão bem (alguns melhores que outros, como todo filme), o que também mostra que tem dedo do diretor aí. Sem contar que antes desse filme, Adam McKay havia feito, em sua maioria, filmes de comédia (que, todos sabemos, acabam sendo ignorados pela Academia, que adora um drama), então foi um belo início nos longas mais “maduros”, digamos assim.

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Adam McKay dirigindo Christian Bale no filme.

3. Melhor ator coadjuvante

Vou te dizer que discordo e concordo ao mesmo tempo dessa indicação do Christian Bale. Acho sim que ele está ótimo no filme, interpretando no ponto o cara excêntrico que tem ideias geniais e todo mundo vai contra e acha que ele é maluco (juro que não consegui entender como um cara desses pode ser casado, ele só pensa em trabalho!). As expressões faciais, o jeito de falar e até como se movimenta não escrachadas, são maneiras únicas de uma pessoa com personalidade tão única se portar no mundo, ele interpretou de um jeito que não ficou ridículo e nem estereotipado. Então sim, é uma atuação digna de Oscar. Mas eu queria muito, muito mesmo, que o indicado fosse Steve Carrel, porque pra mim ele está maravilhoso no papel do único cara que tem coração nesse mundo horroroso da economia. A maioria das pessoas está acostumado a ver Steve em papéis cômicos (tanto que todos pra quem eu falei que ele está ótimo no filme me perguntaram se era um papel sério), então esquecemos como ele pode ser maravilhoso como um personagem que não faz piadas. E ele arrasa. Eu sou muito fã do Steve, então talvez não seja a melhor pessoa pra opinar, mas acho que ele merecia sim a indicação de melhor ator coadjuvante, até porque acho o personagem dele mais importante que o de Christian (e ele aparece bem mais). E agora Carrel se redimiu, ao meu ver, depois do insuportável Foxcacther do ano passado (não importa que ele foi indicado por esse filme nem 2015, o filme era um saco!).

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Carrel em cena.

Do mais, os outros atores também estão ótimos, dos mais conhecidos aos mais desconhecidos (apesar de Brad Pitt estar meio nhé pra mim, nem fede, nem cheira). E tem cenas que até as pessoas que não suportam esse mercado (tipo eu) dão umas risadas. Mas eu não veria esse filme de novo. Nunca mais, na verdade. Tá achando que tô exagerando na chatice? É porque você não viu que o filme é TODO sobre o mercado financeiro, sem focar nem um tico na vida particular desses caras e em como seus trabalhos influenciam na vida deles (ok, fala um pouco disso, mas é bem superficialmente), o que seria bem mais interessante. Ainda sem acreditar? Então saca só!

Viu?

Ah! A grande aposta já tá nos cinemas por aqui (e foi onde eu vi, sim, eu gastei horrores de dinheiro pra ver esse filme chato), então se você quiser ter a experiência da telona, corre antes que ele saia de cartaz! E até o próximo filme! (o que? O Oscar tá chegando eu não vou saber falar de outro assunto por aqui!)

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Seleninha querida em ação! Acharam que eu tava de sacanagem, né? Não! Ela tá lá mesmo, ensinando o que é uma… O que era mesmo?

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Ponte dos espiões

Boa segunda-feira, todo mundo! Hoje tô aqui pra falar e mais um dos filmes indicados ao Oscar, e esse eu gostei BASTANTE!

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Ponte de espiões (Bridge of spies)

Indicações: Melhor filme, Melhor ator coadjuvante (Mark Rylance), Melhor roteiro original (Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen), Melhor design de produção (antigo direção de arte), Melhor trilha sonora, Melhor mixagem de som.

Sinopse: Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos. (retirado do site Filmow)

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que depois de ler a crítica do filme no site Adoro cinema, me sinto um poeirinha no cantinho do rodapé de uma sala enorme, então vou focar a minha humilde crítica somente no que eu me chamou a atenção no filme e dizer do que gostei muito nele, deixando a resenha técnica e explicativa para essa crítica que, eu suplico-vos, LEIAM (é só clicar no nome do site algumas linhas acima).

Agora, falando sobre as coisas que me chamaram muito a atenção em Ponte dos espiões (que eu fiquei até agora achando que se chamava Ponte DE espiões, preciso começar mencionando a cor desse filme, que é fenomenal! A cor foi trabalhada (não sei se na pós-produção ou se já foi filmado assim, provavelmente não, provavelmente foi na pós mesmo) para ter um clima de filme dos anos 50 (1957, mais especificamente), década em que o filme se passa. Estamos em plena guerra fria, e pelas cores parece mesmo que estamos lá (o que eu super não gostaria de estar). Eu amei essa ideia e já disse aqui mais de uma vez que adoro diretores (ou diretores de fotografia) que pensam em cada detalhe do filme.

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Tom Hanks em cena como o advogado James Donovan.

Outra surpresa grata do filme, que só é surpresa porque eu não conhecia (ou me lembrava) do ator, é a atuação totalmente no ponto de Mark Rylance, o soldado russo. Não pensarei duas vezes antes de aplaudir de pé se ele ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante, o que estou torcendo muito pra que aconteça. E vou ficar MUITO p da vida se quem ganhar o prêmio for o Stalonne, que está concorrendo na mesma categoria com o filme Creed. Muito mesmo! O cara faz um espião calado e sério ser carismático. E você acaba torcendo por ele o tempo todo. Óbvio que isso vai muito também da construção do personagem pelo roteirista (no caso, roteiristas) e das cenas que mostram Rudolf Abel (o personagem de Mark) como uma pessoa comum, com interesses e hábitos como o de quaquer outra pessoa, e não como um espião estereotipado, da direção (de Steven Spielberg), mas a interpretação do ator também faz diferença, claro. Se fosse um ator ruim, nunca conseguiria nos cativar como Mark faz.

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Mark Rylance.

Gostei muito da história também porque eu nunca fui grande entendedora da Guerra Fria, e como ela é pouco explorada nos produtos cinematográficos (II Guerra Mundial é rainha nesse quesito), não tinha tido oportunidade antes de vê-la nas telas e entender um pouco mais. (Poderia ter lido mais sobre ela? Poderia. Fiz isso? Não.)  E é interessante ver que mesmo não sendo uma guerra que chegou as vias de fato, não foi algo fácil de se viver mesmo assim, a violência não é só física, não é mesmo? (se bem que existia violência física também, e como!) Gostei de conhecer um pouco mais sobre a Guerra Fria e de como ela foi explorada pelo filme, os personagens que o filme explorou, e de como não fizeram os EUA parecerem os grandes mocinhos e todo o resto os bandidos que tem que se lutar contra sempre (como diz a crítica que mencionei acima). E olha, eu tinha pego uma certa implicância com Tom Hanks desde O código Da Vinci (não com o ator em si, mas com sua atuação), mas nesse filme ele se redimiu. Interpreta muito bem o papel, e não colocou tanto a personalidade que sempre imprime nos personagens. Também gostei bastante dos pontos cômicos comedidos e nos lugares certos, deu uma equilibrada na tensão e deu realmente pra rir, são tiradas inteligentes.

Resumindo, é um filme de excelente qualidade, que mereceu sim estar no hall dos indicados a melhor filme, e, por enquanto, para mim, é o segundo melhor filme da lista (porque o melhor é Spotlight até agora, mas isso fica pra um próximo post – segundo post que deixo um tom no mistério no ar. hahahahahahaha). Deixo pra vocês agora o trailer do filme, pra vocês entenderem um pouco do que estou falando.

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Projeto Esqueça um livro

Olá pessoas! Venho aqui hoje falar sobre um projeto literário super legal, que será colocado em prática amanhã! É o Esqueça um livro, criado pelo Felipe Brandão, que resolveu criar o projeto porque estava com a estante muito abarrotada de livros. Como diz o nome, a intenção é você “esquecer” um livro em um local público da sua cidade, seja ela qual for, para que outras pessoa possam lê-lo e, se puder, depois esquecê-lo em algum outro lugar pra que ele possa ser pego por outra pessoa e por aí vai. Eu já conhecia o projeto que originou essa ideia doo Felipe, chamado Book Crossing, que veio dos EUA e é todo organizadinho, cada livro tem uma ficha e você escreve quem pegou e pode procurar o livro num site e deixar até comentário sobre o livro e tal. E eu sempre achei o máximo porque é um modo de incentivar a leitura e talvez fazer com que alguém que não teria condição de comprar um livro possa ler um. Eu mesma já esqueci alguns livros em alguns lugares da cidade várias vezes. Mas como amanhã, dia 25 de janeiro, será o dia oficial de esquecer um livro, venho convidar todos vocês que façam o mesmo e esqueçam um livro pela cidade de vocês! Eu ainda vou procurar um por aqui pra esquecer, mas com certeza vou participar do projeto. E, ah! Esqueçam um livro que vocês tenham gostado, porque nada a ver passar pra frente um livro chato, não é mesmo?

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Foto retirada da página do projeto.

Se alguém quiser saber mais sobre o projeto, só ir na página do Facebook ou no blog do Esqueça o livro. E se alguém quiser saber mais sobre as coisas que o Felipe escreve, ele tem um blog muito interessante.

Beijocas!

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Fry’s – Hamburgueria

Olá pessoas!

Hoje é sábado, ou seja, dia de sair, ou seja, dia de comer! (o que? sair não é sinônimo de comer?) Por isso, darei uma dica de uma hamburgueria diliça pra vocês. 🙂

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Única foto que consegui achar da parte externa da hamburgueria, tirada do próprio site deles.

A Fry’s fica em Botafogo, pertinho dos cinemas do Estação, então é pedida certa prum combo cinema + hambúrguer. Além dos sanduíches serem gostosos, o mais legal é que você pode adicionar o que você quiser a eles: e de graça! Ok, ok, não são todos os ingredientes adicionados que você não paga nada além, mas se até cheddar é possível colocar no seu sanduíche por zero reais, tá bom demais! Eles tem uma bancadinha super bonitinha com queijo cheddar derretido, molho barbecue, mostarda e ketchup, além de cebola e alho em pó e um tempero próprio deles, que você pode colocar no seu sanduíche, a quantidade que quiser! Eu enchi o meu de cheddar porque, apesar da carne e dos cogumelos que vinham nele estarem super gostosos, eu quase não conseguia sentir o gosto do queijo (ementhal, no caso), e como sanduíche sem queijo não é sanduíche pra mim, taquei cheddar nele! Pra quem gosta de sanduíches com mais coisas natureba, também tem uma bancada, que mais parece uma barraquinha de feira gourmet, com complementos como alface, cebola picada, pimentão, tomate e coisas do tipo pra adicionar ao seu sanduíche pela mísera quantia de zero reais. Show, né?

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Temperos, molhos, queijo e salada!

Mas já digo: não é barato. Mas hamburguerias não são baratas, não é mesmo, visto que os hamburgueres são muito melhor feitos do que num fast-food comum da vida. Então, sim, será mais caro. Eu gostaria que fosse mais barato? Gostaria, mas é a vida… E a Fry’s não sai muito da média não. Não lembro exatamente quanto pagamos em cada sanduíche, mas acho que eu e marido juntos gastamos uns oitenta reais, e foram dois sanduíches, uma batata frita, uma coca-cola e um milkshake de chocolate, que era quase o mesmo valor que o sanduíche (também, era feito com sorvete da Diletto!). Pedi um Shitake Gourmet que, como eu disse, tava delicioso, mas eu ficaria mais contente se fosse com cheddar, e não com o ementhal. Raphael pediu um Chilli Burguer, que ele adorou, mas eu não gostei muito, mas eu não sou muito fã de chilli. Pedimos também as batata-fritas onduladas (tinha um nome específico, mas esqueci. hehe), pra provarmos, e estava uma maravilha – e olha que nem sou muito fã de fritas.  E o milkshake do Raphael me deixou completamente sem palavras de tão bom! A qualidade do produto usado faz toda a diferença mesmo!

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Nham nham!

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Batatinhas onduladas fofas – e deliciosas!

A decoração do lugar dá um charme a parte também. Parece um pouco aquelas lanchonetes americanas, só que com um clima um pouco mais obscuro, porque as luzes são um pouco baixas. Mas nada que incomode, pelo menos não na hora em que fui, quando ainda estava claro lá fora. Mas adorei a parede de tijolos e o chão quadriculado. Amo quando os restaurantes pensam nesse tipo de coisa também, na decoração e na ambientação do lugar, porque faz toda a diferença! Lugares bonitinhos fazem a gente querer ficar por mais tempo! Gostei bastante. E com certeza vou querer voltar pra provar outras gordices.

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A bancada onde fazemos o pedido e o restaurante visto de cima (do segundo andar).

Endereço: R. Voluntários da Pátria, 53, loja C – Botafogo.

Cartões: Todos.

Funcionamento: Domingo à 5a – 11:30 às 23:30/ 6a e sábado – 11:30 à 01h.

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Bem isso mesmo.

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Ex-Machina

Depois de alguns dias de molho por causa de uma horrível dor de estômago (ainda não tô 100% bem, mas tô melhor), estou aqui de volta! E chegou aquela época do ano em que esse blog fica lotado de filmes do Oscar porque, bem, essa é uma das minhas poucas tradições: assistir aos filmes indicados ao Oscar. Esse ano fiquei mais perdida que nos anteriores, acho que porque a maioria dos filmes indicados ainda não tinham sido lançados aqui e nem ao menos comentados. Então tô sendo pega de surpresa por todas as histórias, menos por O quarto de Jack (The Room, no original), que eu já tinha ouvido falar, e muito bem, e é o que mais quero ver. Mas como ainda não assisti a esse, vamos falar de um que já assisti, não é mesmo?

Ex-Machina

Indicações: Melhor roteiro original (Alex Garland) e Melhor Efeito Visual

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Já vi três filmes indicados ao Oscar até agora e, de longe, esse foi o que mais me surpreendeu. Não sou muito chegada a robôs e inteligência artificial, por isso nem tava muito animada pra assistir, mas o filme trata muito mais do aspecto psicológico e moral da inteligência artificial do que da parte tecnológica, por isso acabei gostando. Bastante. No filme, um programador (Caleb, interpretado por Domhnall Gleeson) que trabalha na empresa Bluebook, o buscador mais usado do mundo (porque eles não podiam usar o nome Google no filme, né) é sorteado para passar uma semana na casa do dono da empresa (Nathan, interpretado por Oscar Isaac), trabalhando em um projeto secreto. Esse projeto secreto tem a ver exatamente com inteligência artificial, e Caleb será a parte humana do Teste de Turing, que consiste em, muito resumidamente e em termos bem leigos da minha parte, um teste para ver se um “robô” (só pra não ficar usando inteligência artificial muitas vezes) consegue ser entendido por um humano como outro humano, ou se o humano só consegue vê-lo como robô mesmo. E, a partir daí, Caleb terá encontros diários com Ava (Alicia Vikander), a tal inteligência artificial feita por Nathan, para testar a interação dela com uma pessoa. E é exatamente dessa interação que vem a parte interessante do filme – que não vou falar, porque…

Gostei muito do filme exatamente por causa desse aspecto psicológico dele. Psicológico, social, moral, até religioso. Ele trata de vários assuntos polêmicos. Qual é o limite da tecnologia? Como podemos perceber uma máquina como somente isso, uma máquina, quando ela tem rosto, expressões, fala, anda, e parece um ser humano normal? Como não sentir tudo que sentimos por outra pessoa quando a máquina é igual uma pessoa? Como não pensar que tudo que ela está expressando são dados que foram postos ali para ela poder se comunicar? É muito difícil enxergar essa linha de divisão entre máquina e pessoa quando tudo que você enxerga é uma pessoa. Eu queria entender mais sobre tecnologia para poder escrever sobre os aspectos técnicos da inteligência artificial, mas como não entendo, só posso falar que o filme nos deixa com questões muito importantes – e fortes – para pensar.

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Um dos encontros diários entre Caleb e Ava.

Sobre os aspectos técnicos do filme, tô torcendo muito pra ele ganhar o Oscar de efeitos visuais, porque os efeitos estão mesmo perfeitos. Alicia parece mesmo uma robô, e não um ser humano. Incrível! As atuações dos quatro (além dos três, há também uma empregada na casa, Kyoko, interpretada por Sonoya Mizuno) está muito boa, o que significa que a direção também está. É uma direção sutil que, além dos efeitos especiais em Ava, não tem muita movimentação intensa, nem nada – até porque é um filme que não pede isso. Sobre o roteiro, gostei muito. Ele é bastante crível, não tem nenhuma falha, mas não posso dizer se merece o Oscar porque ainda não vi todos os indicados, só Ponte de espiões e Divertida mente. Mas olha, é um filme muito bem feito, bem diferente dos outros filmes ingleses que eu estava acostumada a ver (a produção é muito maior e o tema completamente diferente) e eu acho que devia ter sido indicado como Melhor Filme também (ele é bem mais legal que A grande aposta, por exemplo, mas isso fica prum outro post).

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O lugar maravilhoso onde o filme se passa.

E você aí, já assistiu a Ex-machina? O que achou? Conta pra mim nos comentários pra gente continuar essa conversa! Beijocas!

PS. Achei um artigo (em inglês) muito interessante sobre o filme, mas recomendo só para quem já tiver assistido ao filme, porque tem muitos spoilers. Clique aqui pra ler.

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Dando uma mudada

É raro, muito raro, eu falar de moda aqui. Mais raro ainda eu colocar uma foto de look do dia e essas coisas que, geralmente, não me interessam (só faço isso durante o Festival do Rio, já é tradição). Mas hoje coloquei uma roupinha, fiquei felizinha, e resolvi vir aqui mostrar procês. E sabe o que é mais legal? Ela foi super baratinha (pra quem comprou, porque pra mim foi 0800 porque me foi dado de presente!).

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Eu e minha mesa desorganizada. E eu sei, a pessoa não sabe mesmo posar pra foto.

Ok, ok, não foi tuuuuuuuuudo super barato. A bota deve ter custado uns duzentos reais (mas pra mim custou zero reais porque marido me deu de presente quando éramos namorados). Mas a meia-calça foi barata (não lembro quanto e nem onde comprei, people, desculpe), a faixa da cintura na verdade é uma faixa de cabelo que é tão antiga que deve estar valendo centavos hoje em dia, e o vestido… Ah, o vestido, minha gente, ele custou SOMENTE dez reais! Siiiiim!!!!!!!! E ele é a coisa mais linda do mundo, né? Minha amiga Marina, que é veterana de brechós e feirinhas, achou ele lá na feira da Praça XV, que rola na praça todo sábado, por esse precinho mínimo e levou pra mim porque achou a minha cara. E realmente é! Viu? Por isso que agora tô nessa onde de brechós e afins, porque dá pra achar muito coisa boa e linda por valores que seriam impossíveis de se achar numa loja.

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Detalhe do pinguim.

E o vestido tá super em bom estado, viu? Uma belezura de achado! Confesso que não tenho muita paciência pra cavucar e só vejo o que está exposto, mas Marina xereta tudo e sempre aparece com umas coisas lindinhas dessa feira de Praça XV. A feira fica localizada ao lado do Paço Imperial, é bem fácil de achar. Só que é melhor ir bem cedo, pra conseguir levar as melhores peças. E como lá não fica “aberto” até muito tarde, é bom ir de manhã pra aproveitar bastante!

Ah! Detalhe para o brinquinho fofo de boneco de neve – mas esse minha prima, que mora na Inglaterra, que trouxe pra mim de Natal. E eu quase morri de tanta fofura e amor por esse brinco! Claro que não usarei só em época de Natal – o que já foi comprovado, vide que usei hoje.

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E aí, vocês gostaram do look? Cês gostam desse tipo de post, gente? É que como eu não gosto de ler essas coisas, também não coloco por aqui. Mas nem deve ter isso de look muito por aqui mesmo (por que perguntar então, não é mesmo?), mas de vez em quando, quem sabe, quando eu gostar muito de uma roupa, dou uma publicada por aqui pra ver a opinião de vocês. (falou a insegura! hahahahahaha)

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Ah! Quero aproveitar o post de hoje também pra dar parabéns pra minha amiga Clarissa, do blog Uma garota carioca, que faz um ano a mais que eu hoje e fica velha! Não pude ir comemorar com ela hoje, mas queria deixar aqui um super parabéns – e vocês também podem desejar tudo de lindo pra ela lá no blog dela, só clicar aqui!

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Eu e Cla no aniversário dela no ano passado.

É isso, gente. Até outro dia e não esqueçam de ser incríveis! (já diria João Verde) Ah! E me digam também se gostaram da nova cara do blog! 🙂

Beijocas!

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