30 LIVROS EM 1 ANO – Guia do Mochileiro das galáxias, O restaurante no fim do universo, e A vida, o Universo e tudo mais (Douglas Adams) – LIVROS 28, 29 e 30

Yo Bros! (desculpa, gente, desculpa, é a maratona How I met your mother fritando o cérebro da pessoa)

Anyways… Feliz 2016, pessoas! E nada melhor pra começar o ano do que o melhor livro que li em 2015! Quer dizer, os melhores livros, visto que é uma série fantástica, sensacional, fabulosa, e todos os adjetivos que consigo e não consigo pensar. Desde Harry Potter não fico tão maravilhada com uma série de livros. E contarei o todos os motivos. Mas antes vamos falar um pouco sobre a série em si.

O guia do mochileiro das galáxias foi escrito por Douglas Adams, escritor inglês que, infelizmente, faleceu em 2001, nos fazendo perder, assim, mais um gênio. Sim, gênio, pois engana-se quem pensa que o Guia é só mais um livro sobre viagem no espaço. Se fosse, não seria a febre que é, existindo até um dia para celebrá-lo, o Towel Day (Dia da toalha), comemorado em 25 de maio. Originalmente, era uma série de rádio transmitida pela rádio BBC, na Inglaterra, e depois foi adaptada para outras mídias, como livros, peças de teatro e filme. O primeiro livro da série (ou “trilogia de cinco livros”, como é chamada ironicamente) foi publicado em 1979, sendo seguido por O restaurante no fim do universo, de 1980, e depois por A vida, o universo e tudo mais, que foi lançado em 1982. E vou parar por aí porque foram os três livros da série que li até agora.

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Os dois primeiros livros da série.

Meu livro preferido entre os três é, de longe, o segundo, O restaurante no fim do universo. O primeiro, O guia do mochileiro das galáxias, é mais uma apresentação da história, dos personagens, e onde você vai se acostumando com o humor sensacional de Douglas Adams. Meu tipo de humor favorito é o inglês, que é mais irônico, sarcástico, mais dry (desculpem, mas não achei uma palavra em português para esse tipo de humor, onde a pessoa diz a coisa engraçada sem mudar expressão facial ou entonação), e eu adoro. Pra quem gosta de Doctor Who, é exatamente o mesmo tipo de humor (E, Douglas Adams escreveu TRÊS episódios de Doctor Who!). Aliás, há várias semelhanças entre o seriado e os livros, e comecei a achar que Steven Moffat se inspirou bastante no Guia para escrever os episódios de Doctor. O terceiro livro, A vida, o universo e tudo mais (expressão que vocês vão me ver mencionar muito por aqui), é uma maluquice só. Sério, demorei pra entender o que aquele bando de situação totalmente sem sentido significava. Mas no fim, teve um motivo. Tudo tem um motivo e faz sentido nos livros da série, tudo mesmo. Nem que seja uma pessoa andando numa praia longe de onde todos os personagens estão (“Um mágico vagava pela praia, mas ninguém precisava dele”) – essa cena serve pra mostrar que a vida é assim, um bando de situações rotineiras empilhadas e que nem tudo tem que ser fantástico (admito: esse foi um comentário do meu marido que eu achei tão bom que tive que escrever aqui).

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Falando em marido, essas são as costas dele junto com o terceiro livro da série.

O segundo livro é meu favorito porque ele tem todos os elementos de que gosto num livro: uma boa história, o maravilhoso humor inglês, frases sensacionais e metáforas incríveis que te deixam pensando por muito tempo sobre a vida, o universo e tudo mais (desculpem, eu não podia deixar passar). E como eu disse na resenha de Dias roucos e vontades absurdas, eu adoro livros que nos fazem pensar na vida e na mente e no comportamento e etc. Eu me sentia lendo um livro de filosofia e meu coração dava pulinhos a cada frase de tão sensacional que são as análises de Douglas Adams (por isso o chamei de gênio). Foi o livro que mais anotei coisas para reler depois (não pude sublinhar no próprio livro porque ele era emprestado), e em alguns momentos eu queria anotar uma página inteira! Você lê e pensa na vida o tempo todo, nas grandes questões.Mas não ache que você fica desesperado lendo isso, tipo “ai meu Deus (ou amontoado de vagas percepções sensoriais), o que eu estou fazendo da minha vida?”. Não! Porque é tudo passado de uma forma muito leve. Enfim, vou colocar aqui alguns trechos que gostei muito, pra vocês terem uma pequena noção do que estou falando.

“Num universo infinito, tudo pode acontecer, até a sobrevivência.”

“Não sei. Por que? Vocês acham que eu deveria ter um? Parece-me muito estranho dar um nome a um amontoado de vagas percepções sensoriais.” – Homem que rege o universo ao ser perguntado de seu nome.

“Como você pode garantir que tem alguma coisa lá fora se a porta está fechada?”

“Elas (as pessoas) têm seus próprios universos a partir de seus olhos e seus ouvidos.”

“(…) puderam enfrentar os problemas da falta de objetivos e do isolamento simplesmente decidindo ignorá-los.”

Mas não é só no segundo livros que existem frases sensacionais. Nos outros também tem, como essa do terceiro:

“Não somos obcecados com coisa alguma, entende? E esse é o fator decisivo. Não podemos vencer contra a obsessão. Eles se importam, nós não. Então eles vencem.”

Ou esse trecho, também do terceiro, que mostra exatamente o tipo de humor da série:

 “São/eram de uma beleza indizível. Em outras palavras, você não seria capaz de recitar um trecho longo de uma só vez sem ser tomado fortemente pela emoção e por um senso de verdade, totalidade e unicidade das coisas sem que, rapidamente, você precisasse dar uma volta rápida pelo quarteirão, possivelmente parando em um bar ao retornar para tomar uma dose rápida de perspectiva e bebida. Eram realmente bons.”

Ou esse outro trecho, do primeiro livro:

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Bem, acho que já deu pra entender que eu amei tudo sobre o Guia e o motivo, né? Acho melhor parar antes que fique um post interminável. Mas antes de eu ir, dizendo que vocês todos TEM QUE LER ESSA SÉRIE TODA, deixo uma pequena sinopse da série, que foi a única coisa que faltou aqui: Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse (sinopse retirada do Skoob). E a partir daí, bem, VOCÊ TEM QUE LER PRA VER (toda a série do Guia do mochileiro foi relançada aqui pela Editora Sextante e cada livro tá em torno de uns R$25, mas você consegue achar a coleção completa no Submarino por R$39,90).

douglas adams inspired "Hitch hikers guide to the galaxy" H2G2

Douglas Adams, o geniozinho por trás dessa série maravilhosa!

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Falando no melhor livro que li em 2015, lá no meu canal tem vídeo falando sobre os 5 melhores livros que li em 2015 (e os 5 piores também). Dá uma olhadinha lá! E não esquece de se inscrever no canal!

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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