Ex-Machina

Depois de alguns dias de molho por causa de uma horrível dor de estômago (ainda não tô 100% bem, mas tô melhor), estou aqui de volta! E chegou aquela época do ano em que esse blog fica lotado de filmes do Oscar porque, bem, essa é uma das minhas poucas tradições: assistir aos filmes indicados ao Oscar. Esse ano fiquei mais perdida que nos anteriores, acho que porque a maioria dos filmes indicados ainda não tinham sido lançados aqui e nem ao menos comentados. Então tô sendo pega de surpresa por todas as histórias, menos por O quarto de Jack (The Room, no original), que eu já tinha ouvido falar, e muito bem, e é o que mais quero ver. Mas como ainda não assisti a esse, vamos falar de um que já assisti, não é mesmo?

Ex-Machina

Indicações: Melhor roteiro original (Alex Garland) e Melhor Efeito Visual

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Já vi três filmes indicados ao Oscar até agora e, de longe, esse foi o que mais me surpreendeu. Não sou muito chegada a robôs e inteligência artificial, por isso nem tava muito animada pra assistir, mas o filme trata muito mais do aspecto psicológico e moral da inteligência artificial do que da parte tecnológica, por isso acabei gostando. Bastante. No filme, um programador (Caleb, interpretado por Domhnall Gleeson) que trabalha na empresa Bluebook, o buscador mais usado do mundo (porque eles não podiam usar o nome Google no filme, né) é sorteado para passar uma semana na casa do dono da empresa (Nathan, interpretado por Oscar Isaac), trabalhando em um projeto secreto. Esse projeto secreto tem a ver exatamente com inteligência artificial, e Caleb será a parte humana do Teste de Turing, que consiste em, muito resumidamente e em termos bem leigos da minha parte, um teste para ver se um “robô” (só pra não ficar usando inteligência artificial muitas vezes) consegue ser entendido por um humano como outro humano, ou se o humano só consegue vê-lo como robô mesmo. E, a partir daí, Caleb terá encontros diários com Ava (Alicia Vikander), a tal inteligência artificial feita por Nathan, para testar a interação dela com uma pessoa. E é exatamente dessa interação que vem a parte interessante do filme – que não vou falar, porque…

Gostei muito do filme exatamente por causa desse aspecto psicológico dele. Psicológico, social, moral, até religioso. Ele trata de vários assuntos polêmicos. Qual é o limite da tecnologia? Como podemos perceber uma máquina como somente isso, uma máquina, quando ela tem rosto, expressões, fala, anda, e parece um ser humano normal? Como não sentir tudo que sentimos por outra pessoa quando a máquina é igual uma pessoa? Como não pensar que tudo que ela está expressando são dados que foram postos ali para ela poder se comunicar? É muito difícil enxergar essa linha de divisão entre máquina e pessoa quando tudo que você enxerga é uma pessoa. Eu queria entender mais sobre tecnologia para poder escrever sobre os aspectos técnicos da inteligência artificial, mas como não entendo, só posso falar que o filme nos deixa com questões muito importantes – e fortes – para pensar.

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Um dos encontros diários entre Caleb e Ava.

Sobre os aspectos técnicos do filme, tô torcendo muito pra ele ganhar o Oscar de efeitos visuais, porque os efeitos estão mesmo perfeitos. Alicia parece mesmo uma robô, e não um ser humano. Incrível! As atuações dos quatro (além dos três, há também uma empregada na casa, Kyoko, interpretada por Sonoya Mizuno) está muito boa, o que significa que a direção também está. É uma direção sutil que, além dos efeitos especiais em Ava, não tem muita movimentação intensa, nem nada – até porque é um filme que não pede isso. Sobre o roteiro, gostei muito. Ele é bastante crível, não tem nenhuma falha, mas não posso dizer se merece o Oscar porque ainda não vi todos os indicados, só Ponte de espiões e Divertida mente. Mas olha, é um filme muito bem feito, bem diferente dos outros filmes ingleses que eu estava acostumada a ver (a produção é muito maior e o tema completamente diferente) e eu acho que devia ter sido indicado como Melhor Filme também (ele é bem mais legal que A grande aposta, por exemplo, mas isso fica prum outro post).

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O lugar maravilhoso onde o filme se passa.

E você aí, já assistiu a Ex-machina? O que achou? Conta pra mim nos comentários pra gente continuar essa conversa! Beijocas!

PS. Achei um artigo (em inglês) muito interessante sobre o filme, mas recomendo só para quem já tiver assistido ao filme, porque tem muitos spoilers. Clique aqui pra ler.

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2 comentários sobre “Ex-Machina

  1. Olha, eu também sou como você, não ligo muito pra filmes com essas temáticas que envolvem inteligência artificial, mas… esse surpreende! Tem uma história bem original e os efeitos são impressionantes! Se eu visse alguma coisa tipo a Ava na minha frente acho que eu dava um treco! hahahaha
    :*

    • E eu! Não ia lidar de boa como ele age não. Tenho medo de robôs! Hahahahahhaa. Mas o filme é mesmo muito bom! Adorei e superou minhas expectativas.
      (a pessoa que comenta sem estar logada no próprio blog,vai parecer que sou outra. Hahahahaha)

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