Ponte dos espiões

Boa segunda-feira, todo mundo! Hoje tô aqui pra falar e mais um dos filmes indicados ao Oscar, e esse eu gostei BASTANTE!

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Ponte de espiões (Bridge of spies)

Indicações: Melhor filme, Melhor ator coadjuvante (Mark Rylance), Melhor roteiro original (Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen), Melhor design de produção (antigo direção de arte), Melhor trilha sonora, Melhor mixagem de som.

Sinopse: Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos. (retirado do site Filmow)

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que depois de ler a crítica do filme no site Adoro cinema, me sinto um poeirinha no cantinho do rodapé de uma sala enorme, então vou focar a minha humilde crítica somente no que eu me chamou a atenção no filme e dizer do que gostei muito nele, deixando a resenha técnica e explicativa para essa crítica que, eu suplico-vos, LEIAM (é só clicar no nome do site algumas linhas acima).

Agora, falando sobre as coisas que me chamaram muito a atenção em Ponte dos espiões (que eu fiquei até agora achando que se chamava Ponte DE espiões, preciso começar mencionando a cor desse filme, que é fenomenal! A cor foi trabalhada (não sei se na pós-produção ou se já foi filmado assim, provavelmente não, provavelmente foi na pós mesmo) para ter um clima de filme dos anos 50 (1957, mais especificamente), década em que o filme se passa. Estamos em plena guerra fria, e pelas cores parece mesmo que estamos lá (o que eu super não gostaria de estar). Eu amei essa ideia e já disse aqui mais de uma vez que adoro diretores (ou diretores de fotografia) que pensam em cada detalhe do filme.

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Tom Hanks em cena como o advogado James Donovan.

Outra surpresa grata do filme, que só é surpresa porque eu não conhecia (ou me lembrava) do ator, é a atuação totalmente no ponto de Mark Rylance, o soldado russo. Não pensarei duas vezes antes de aplaudir de pé se ele ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante, o que estou torcendo muito pra que aconteça. E vou ficar MUITO p da vida se quem ganhar o prêmio for o Stalonne, que está concorrendo na mesma categoria com o filme Creed. Muito mesmo! O cara faz um espião calado e sério ser carismático. E você acaba torcendo por ele o tempo todo. Óbvio que isso vai muito também da construção do personagem pelo roteirista (no caso, roteiristas) e das cenas que mostram Rudolf Abel (o personagem de Mark) como uma pessoa comum, com interesses e hábitos como o de quaquer outra pessoa, e não como um espião estereotipado, da direção (de Steven Spielberg), mas a interpretação do ator também faz diferença, claro. Se fosse um ator ruim, nunca conseguiria nos cativar como Mark faz.

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Mark Rylance.

Gostei muito da história também porque eu nunca fui grande entendedora da Guerra Fria, e como ela é pouco explorada nos produtos cinematográficos (II Guerra Mundial é rainha nesse quesito), não tinha tido oportunidade antes de vê-la nas telas e entender um pouco mais. (Poderia ter lido mais sobre ela? Poderia. Fiz isso? Não.)  E é interessante ver que mesmo não sendo uma guerra que chegou as vias de fato, não foi algo fácil de se viver mesmo assim, a violência não é só física, não é mesmo? (se bem que existia violência física também, e como!) Gostei de conhecer um pouco mais sobre a Guerra Fria e de como ela foi explorada pelo filme, os personagens que o filme explorou, e de como não fizeram os EUA parecerem os grandes mocinhos e todo o resto os bandidos que tem que se lutar contra sempre (como diz a crítica que mencionei acima). E olha, eu tinha pego uma certa implicância com Tom Hanks desde O código Da Vinci (não com o ator em si, mas com sua atuação), mas nesse filme ele se redimiu. Interpreta muito bem o papel, e não colocou tanto a personalidade que sempre imprime nos personagens. Também gostei bastante dos pontos cômicos comedidos e nos lugares certos, deu uma equilibrada na tensão e deu realmente pra rir, são tiradas inteligentes.

Resumindo, é um filme de excelente qualidade, que mereceu sim estar no hall dos indicados a melhor filme, e, por enquanto, para mim, é o segundo melhor filme da lista (porque o melhor é Spotlight até agora, mas isso fica pra um próximo post – segundo post que deixo um tom no mistério no ar. hahahahahahaha). Deixo pra vocês agora o trailer do filme, pra vocês entenderem um pouco do que estou falando.

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