And the Oscar went to…

E ontem foi o Oscar! E finalmente aconteceu o que muitos esperavam por anos e anos: Leonardo DiCaprio ganhou! Yay! Mas esse não foi o único bom prêmio, alguns dos indicados que eu queria que ganhassem venceram mesmo! E tiveram umas surpresinhas que me deixaram bem feliz. 🙂 Hoje comentarei um pouco sobre os vencedores do Oscar – e me digam , nos comentários, se vocês concordam ou não com cada ganhador.

*Pra não ficar um post enorme, falarei hoje dos prêmios mais conhecidos e no próximo comentarei sobre as categorias técnicas*

Roteiro original: Spotlight (Tom McCarthy e Josh Singer)

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Prêmio muito merecido pela temática do filme (sobre uma equipe de jornal que desmascara padres que abusam sexualmente de crianças, para saber mais sobre ele, clique aqui) e pela qualidade do roteiro. Era exatamente o filme para qual eu estava torcendo nessa categoria. Singer e McCarthy fizeram um trabalho fenomenal na escrita desse roteiro e merecem estarem com essas estatuetas na mão – e olha essas carinhas felizes, gente! Fofuras!

Roteiro adaptado: A grande aposta (Adam McKay e Charles Randolph)

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Os roteiristas recebendo o prêmio.

Não posso falar que fiquei feliz com esse prêmio porque queria que Room ganhasse e não gostei do filme (minha opinião sobre o filme nesse post aqui). Mas, como disse marido, a única coisa que gostei em A grande aposta, que foram as inserções para explicar os jargões de WallStreet, estavam no roteiro, ou seja, foi um filme bem escrito. Só é chato pra dedéu!

Atriz coadjuvante: Alicia Vikander (A garota dinamarquesa)

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Como eu disse nesse post aqui, achei um absurdo imenso A garota dinamarquesa ser indicado em somente duas categorias (melhor atriz coadjuvante e melhor ator). Mas, pelo menos, Alicia ganhou esse prêmio porque não havia ninguém mais merecedor do que ela. Ela está incrível no filme e acredito ser um dos novos nomes do cinema que vai bombar a partir de agora. Alicia é sueca, por isso só começamos a ouvir falar dela agora, pois faz pouco tempo que ingressou no mundo dos filmes de Hollywood. Como ela mesmo disse no discurso dela pós-palco, ela não imaginava que poderia um dia fazer filmes em inglês, quem diria ganhar um Oscar! Mas você mereceu, Alicia, e que esse seja somente o primeiro de muitos!

Animação: Divertida mente

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Os criadores de Divertida mente, Jonas Rivera e Pete Docter.

Vou nem falar que estou super decepcionada com essa vitória. Esse filme não merecia ganhar nem um pouco, vide que é um filme totalmente previsível e sem graça. Nem se compara a O menino e o mundo, nossa animação brasileira concorrente ao Oscar dessa categoria. Mas eu preferia que qualquer um ganhasse que não esse filme, que ficou muito aquém das minhas expectativas pra um filme da Disney. Sem contar um detalhe que li numa entrevista com Alê Abreu, diretor de O menino e o mundo, que concordo totalmente: por que a Alegria, que todos adoravam, tinha que ser toda bonitinha e magra e a Tristeza, que ninguém gostava, era baixinha, gordinha e usava óculos? ESTERIÓTIPO RIDÍCULO! Odiei o filme. E odiei que ele ganhou a categoria.

Ator coadjuvante: Mark Rylance (Ponte dos espiões)

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Mark Rylance fosíssimo segurando seu Oscar.

Eu disse pra todo mundo que estava torcendo tanto para que Mark Rylance ou que Tom Hardy (indicado por O regresso) ganhassem esse prêmio. Mas acho que, na verdade verdadeira, eu queria mesmo que Mark vencesse, vide o escândalo que fiz quando seu nome foi chamado pra receber a estatueta (quem me segue no snapchat pode ver minha gritaria). Mas é que ele tá incrível em Ponte dos espiões, e só de ver a cara de felicidade e verdadeira emoção dele ao subir ao palco… Foi a coisa mais linda! Acho que os prêmio de ator e atriz coadjuvantes eram os que eu estava torcendo mais, porque foram os que eu fiquei mais feliz com os resultados.

Direção: Alejandro G. Iñárritu (O regresso)

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Esse era um prêmio bastante esperado já, apesar de eu estar torcendo pro Lenny Abrahamson, de Room. Mas não fiquei totalmente triste porque o Iñárritu é meu diretor favorito. E lendo mais sobre o processo de filmagem de O regresso, foi um filme bem difícil de fazer mesmo e ele mereceu o prêmio. Acho que agora todo ano esse prêmio vai ser dele, hein?! E eu não fico triste. Galera latina for the win!

Fotografia (ou cinematografia): O regresso (Emmanuel Lubzki)

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O fotógrafo mexicano com sua estatueta.

Aproveitando que estamos falando de O regresso, vamos falar do terceiro prêmio de Emmanuel Lubézki, que ganhou o prêmio ano passado por Birdman e no ano anterior por Gravidade, ambos de Alejandro Iñárritu. O regresso foi todo feito em luz natural, o que significa que foi mega difícil de ser feito. Imagina você ter que utilizar somente a luz natural e não colocar outras fontes de iluminação pra iluminar o que você tá querendo destacar. Parece que é mais fácil trabalhar com luz natural, mas não é quando é só ela que você tem. É muito complicado, até porque é uma iluminação que você não controla, você trabalha com o que tem. Portanto, foi um prêmio merecido, apesar de eu estar torcendo por A garota dinamarquesa, que nem indicado estava!

Melhor atriz: Brie Larson (Room)

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O que foi a Brie virando pra trás após passar a sua cena em O quarto de Jack pra dar um hi-5 em Jacob Tremblay, seu parceiro de cena no filme? Aliás, o que foi o Jacob Teamblay durante o Oscar inteiro, coisa fofa com sua meia de Star Wars e todo feliz quando C3P0, R2D2 e o outro robô que não sei o nome subiram no palco? E ele apresentando o prêmio? Queria apertar a televisão toda vez que ele aparecia! Mas enfim, não é sobre ele que estou falando, e sim sobre Brie, belíssima (e nisso digo em relação a sua atuação, e não a sua aparência física) vencedora do prêmio. Óbvio que eu estava torcendo pra ela, assim como eu estava torcendo pra Room em quase todas as categorias, porque esse filme… É arrasador! Só não é melhor que A garota dinamarquesa, mas olha, fica bem perto no pódio. E a Brie estava maravilhosa no filme e tinha mesmo que ganhar esse prêmio. Parabéns, Brie! Você é o máximo! E é outra que vai começar a ser chamada pra tudo quanto é papel, igual a Alicia Vikander. Com certeza!

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Brie abraçando Jacob ao ser chamada para receber a estatueta.

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Jacob e sua meia de Star Wars.

Melhor filme: Spotlight 

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Essa foi uma imensa surpresa pra mim, porque eu tinha certeza absoluta de que O regresso ganharia – apesar de estar torcendo por, adivinhem!, Room. Mas fiquei imensamente feliz com a vitória de Spotlight, meu segundo filme favorito entre os indicados a categoria. E fiquei feliz por causa do tema, como disse na primeira categoria comentada aqui, por dar luz a um assunto que precisa ser discutido e é preciso que ajam em relação a esse absurdo, que a Igreja pare de encobrir esses padres que abusam sexualmente as crianças – o que não acontece somente em Boston, onde o filme é passado, mas no mundo todo. Amei. E gostei mais ainda de os jornalistas verdadeiros, em quem o filme foi baseado, subirem ao palco com a equipe, pois eles são os verdadeiros heróis por exporem toda essa situação.

Melhor ator: Leonardo DiCaprio (O regresso)

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Leozinho com seu tão antecipado Oscar.

Chegamos a categoria mais aguardada da noite. Geralmente o prêmio de melhor filme é o mais importante, mas esse ano não foi porque havia Leonardo DiCaprio. E havia todos os Oscars que ele não ganhou – e que ele deveria ter ganhado. Então, eis que Julianne Moore (maravilhosa!) anuncia o vencedor de melhor ator e eis que Leonardo DiCaprio é chamado. E a mesma palavra brota na cabeça de todo mundo: finalmente! E a sala inteira fica de pé aplaudindo sem parar. E Leonardo fica sem graça, fofo, sorri. E faz um discurso maravilhoso – que, vocês perceberam, foi bem mais longo do que de qualquer outro vencedor da noite? Teve nem musiquinha pra interromper! Além de agradecer aos diretores que o ajudaram até esse momento, ele discursou a favor do meio-ambiente, e lembrou a todos que é preciso cuidar da natureza porque senão, tchau humanidade! Pessoa incrível! Eddie Redmayne interpretou muito melhor que ele em A garota dinamarquesa? Sem sombra de dúvidas! Mas Leo mereceu esse prêmio, por tudo que fez até agora.

 

Agora, algumas categorias que os filmes concorrentes não foram assistidos por mim, por isso não posso comentar.

  • Filme estrangeiro: Filho de Saul (Hungria)
  • Curta live action: Stutterer
  • Curta de animação: Bear story
  • Documentário: Amy (queria que o da Nina Simone tivesse ganhado, mesmo sem ter visto nenhum, mas acredito que a história é mais forte)
  • Documentário curta-metragem: A girl in the river – the price of forgiveness (achei o máximo o que a diretora falou, de ter sido mudada uma lei por causa de curta, incrível e mostra o poder do cinema)

E vocês, o que acharam do Oscar? Queriam que os vencedores fossem outros? Digam suas opiniões! Eu, no geral, fiquei satisfeita com as vitórias, tirando uma ou outra. Lembrando que ainda farei um post sobre os prêmio técnicos, tão importante quanto esses!

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Joy + dia de Oscar!

Hoje é dia de Oscar! E hoje também é dia de falar do último filme que vi, Joy. Joy só está indicado a uma categoria – melhor atriz – e entendo totalmente o motivo: ele é ruim. Bem ruim.

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Indicações: Melhor atriz (Jennifer Lawrence).

Sinopse: Criativa desde a infância, Joy Mangano entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos. (sinopse do AdoroCinema)

Joy é um filme bem mal feito. A história, ok, é legal, como a menina que não tinha muito futuro conseguiu dar uma guinada e se fazer por conta própria. Legal (apesar de eu não gostar dessa mentalidade de vendas e tal). Mas o filme em si… É bem, bem ruim.

As coisas vão acontecendo numa rapidez que você até se perde, e as coisas não se explicam. Em determinado momento, Joy aparece com as mãos cortadas e não entendemos o motivo. A partir daí, ficamos grande parte do filme sem entender o motivo pelas quais as coisas vão acontecendo. Muito depois, quase no final do filme já, é explicado o por que das mãos cortadas, mas aí já faz tanto tempo, meu amigo, que não faz nem mais sentido explicar. Aquela cadeia de situações já saiu há muito tempo da cabeça das pessoas. E tudo vai acontecendo assim, do nada, sem explicação, como se Joy fosse tendo vários momentos eureka e, cara, a vida não é assim. Ok, ela é uma mulher criativa, mas não é assim que acontece, sabe? Não do jeito mostrado no filme. Aliás, mostrado com cortes horríveis! Marido, que percebe mais essas coisas que eu, disse que, em certo momento, Robert DeNiro (que imagino que só tenha feito esse filme porque é amigo do diretor, não é possível) sai de um cômodo falando, e quando cortam e mostram ele, ele não está falando, e é como se ele não tivesse falado em momento nenhum. Enfim, bem ruim.

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Enfim, achei um filme tão ruim, tão fraco, que não tem nem muito o que falar aqui. A própria indicação da Jennifer acredito que tenha sido só porque ela é a personagem central do filme, o filme é todo em torno dela, só por isso.  Mas se você assistiu e gostou, me diga os motivos, por favor.

 

E não se esqueça do Oscar hoje! Na TNT, que é geralmente onde assisto, a transmissão começa às 20:30, com a chegada dos atores no tapete vermelho. Mas a premiação em si começa às 22h. Bora torcer (mas não pra Joy, porque pelo amor).

Ah! E eu devo comentar a premiação pelo Snapchat de vez em quando, se quiserem dar uma olhadinha, é só me seguir!

Beijos e bom Oscar pra vocês!

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O menino e o mundo e a vez dos oprimidos

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Indicações: Melhor Animação.

Sinopse: Um garoto mora com o pai e a mãe, em uma pequena casa no campo. Diante da falta de trabalho, no entanto, o pai abandona o lar e parte para a cidade grande. Triste e desnorteado, o menino faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora. Para a sua surpresa, a criança encontra uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas. (sinopse do site AdoroCinema)

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É quase certo que Divertida mente vai ganhar o prêmio de melhor animação do Oscar, o que é muito triste por dois motivos: 1) o filme (Divertida mente) é chato, previsível e muito infantil demais; 2) O menino e o mundo deveria ser o grande ganhador dessa categoria porque é um filme sensacional – apesar de eu não ter assistido aos outros indicados.

Fui ver O menino e o mundo sabendo que ele seria especial – críticas e as poucas pessoas que conheço que já tinham visto disseram que é um filme muito, muito bom. Mas eu não esperava que seria tão especial quanto foi. Pra vocês terem noção, depois que acabei de assisti-lo, fiquei uns bons muitos minutos sem conseguir me mexer – juro! -, de tanto que o filme toca a gente, de tanto que ele mexe com vários sentimentos e questões que temos. Pela sinopse acima, dá pra perceber que é um filme de denúncia. Denúncia da nossa sociedade que só enxerga uma parcela da população – e uma parcela do país, pois sabemos que quase todo mundo acha que o Brasil é somente o sudeste do país, fazendo todas as outras áreas, tão importantes quanto, ficarem esquecidas. É um filme que conta uma história que nós achamos que só acontecia há muito tempo atrás, mas que não, continua acontecendo. E isso nos obriga a olhar pras nossas próprias vidas, e ver o quanto somos abençoados e privilegiados por ter a vida que temos, apesar das dificuldades, e perceber que, na verdade, as nossas dificuldades e o nossos problemas são minúsculos se comparados aos problemas e dificuldades de grande parte da população brasileira. E isso mexe, e isso toca, e isso dói, e isso angustia, e por isso o filme é tão importante. Pra gente perceber que não dá pra ficar parado, que a gente tem que fazer algo pela gente e pelos outros também. Que a gente tem que lutar por um governo que enxergue a todos, e não só por uma parcela da população. Que a gente tem que fazer mais, muito mais. Sério, se você não se sentir mexido por esse filme, você não tem coração.

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Agora aos aspectos técnicos do filme: são impressionantes! O filme não tem falas, não falas que a gente consiga entender, pelo menos. As falas foram todas gravadas por atores, mas foram invertidas para soar como uma língua inventada. Exatamente pra gente não entender o que fala. E, ainda assim, mesmo sem entender as palavras, nós sabemos exatamente o que cada personagem quer dizer e como estão se sentindo. Mesmo sendo desenhos simples – eles não usaram 3D, foi tudo feito com canetinha, giz de cera e colagens-, com quase nenhum traço nos rostos. Ainda assim, é claro o sentimento. E é de uma sensibilidade o filme! E de uma beleza! Os desenhos todos, as músicas, os sons! Aliás, os sons foram feitos, em sua maioria, pelo grupo musical Barbatuques (que eu amo!) e do Grupo Experimental de Música, o GEM; Foram sons todos criados especialmente para o filme, pra representar como uma criança interpreta cada som que está na sua vida – só os sons de chuva e trovão não foram criados dessa forma. E todo esse preciosismo e detalhes que esse filme exibe o transformam num filme espetacular. Nenhum filme de animação me tocou tanto quanto esse, nenhum foi tão forte e encantador quanto O menino e o mundo.

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Os grupos Barbatuques (esq.) e GEM (dir.).

É um filme tão especial e único que não tem nem muito como explica-lo. O melhor é assisti-lo. Mas pra explicar um pouquinho melhor pra vocês, deixo um pequeno vídeo do making of, pra verem como foi incrível o processo de produção dele – ou uma partezinha mínima dele.

Deixo também uma entrevista com o diretor do filme, Alê Abreu, onde fala um pouco sobre o filme e sobre a indicação ao Oscar. Aliás, sabia que o filme ganhou o prêmio Annie Awards, na categoria melhor animação independente, no dia 06 de fevereiro desse ano, lá nos Estados Unidos? Vamos torcer pra seguir esse caminho e ganhar também o prêmio nesse domingo (sim, o Oscar já é nesse próximo domingo, dia 28!), pra que mais pessoas se interessem em assistir esse filme tão maravilhoso.

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Discutindo A garota dinamarquesa

Começarei esse post com a sinopse do filme, como forma de contextualização: O drama biográfico apresenta ao público a história de Lili Elbe – primeira mulher transgênero a se submeter a uma cirurgia de redesignação de sexo. Ao lado de Alicia Vikander – no papel da mulher de Lili, Gerda Wegener -, Eddie Redmayne dá vida à artista e traz para os cinemas os dramas pessoais, a vida profissional e a jornada de Lili até ser considerada pioneira transgênero. (sinopse retirada do site Cinepop)

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Pintura original de Gerda, que retrata a própria pintora e Lili Elbe.

Agora, ao post.

Li outro dia que algumas salas de cinema do Brasil estão se recusando a passar A garota dinamarquesa e percebi, mais ainda do que quando assisti ao filme, o quanto ele é importante. Se em pleno 2016 um filme lindo como esse sofre boicote somente porque conta a vida de uma pessoa transexual, então ele é, mais do que nunca, necessário. Aliás, esse preconceito não é visto somente no Brasil, em outros países o filme também encontrou dificuldade para ser exibido, sendo até proibido em alguns. Proibido! E acredito que por conta dessa polêmica e por causa do tema, A garota dinamarquesa não foi indicado em mais categorias, inclusive a de melhor filme, porque ele é melhor, não só pelo roteiro, mas pela direção, fotografia, e vários aspectos técnicos, do que a maioria dos filmes indicados – pra não dizer que é melhor que todos, que é a minha opinião. (a lista das categorias pelas quais o filme foi indicado está no final desse post)

Acho revoltante o modo como a Academia acha mais fácil esnobar um filme porque trata de um assunto polêmico (que não deveria ser polêmico, mas ok) do que fazer justiça à maestria que é esse filme. Começando pela fotografia (que agora é chamada de cinematografia pela Oscars Academy), feita por Danny Cohen (mesmo diretor de fotografia de O quarto e Jack, inclusive) que achei, de longe, a mais injustiçada. O que é a fotografia desse filme? Uma das melhores que já vi em muitos anos. Cada cena que aparece é um quadro. Um quadro! Como os personagens principais são pintores (acredito – tenho quase certeza – que é por isso), a maioria das cenas, seja de paisagem, seja de um grupo de pessoas em uma festa, se parece um quadro pintado. É um quadro pintado na tela do cinema! As cores, as texturas, tudo faz parecer um quadro, uma pintura. E isso é incrível! Fiquei tão abismada com esse fato que fiquei repetindo durante o filme inteiro, pra irritação do marido, que “meu Deus, parece um quadro!”. Como um detalhe incrível desse, e que foi tão bem feito, visto que é impossível não perceber a intenção, e você se sente transportado para dentro de uma pintura de verdade, não recebeu uma indicação ao Oscar de melhor cinematografia? Como?

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Percebam o que falei, gente. É um quadro! Uma pintura! E percebam também a Pixie, a cachorrinha no colo de Eddie Redmayne. Mas sobre ela falarei mais pra frente.

Assim como a roteirista Lucinda Coxon, que conseguiu transformar o livro de David Ebershoff em um filme lindíssimo, com um roteiro cheio de sutilezas. Tinha que ter sido indicada a melhor roteiro adaptado! E o diretor, Tom Hooper (que dirigiu os incríveis O discurso do rei e Os miseráveis), que fez um filme tão bonito e sensível, e conseguiu tirar de Alicia Vikander e Eddie Redmayne atuações no auge da excelência. Como um diretor desses não é indicado ao Oscar? Continuarei pra sempre sem entender, e principalmente sem entender o motivo de um grupo de pessoas que deveria estar preocupado com a qualidade de um filme se deixar influenciar por quanto um filme choca as pessoas.

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Sim, essa é uma captura do filme. De uma beleza ímpar! E essa é Alicia Vikander.

Bem, mas não é só de controvérsias e injustiças que esse filme é feito e tivemos indicações justíssimas para Alicia Vikander e Eddie Redmayne, os atores que interpretam de forma magistral os protagonistas do filme – inclusive, os dois são tão protagonistas que algumas pessoas até reclamaram por Alicia ser indicada somente como atriz coadjuvante, e não melhor atriz. Mas não há como negar que o tema central do filme é Lili/Einar, então vejo problema nessa questão. Até porque Alicia, sem sombra de dúvidas, vai ganhar. Não tem como não ganhar. Ela tem vencido todas as premiações até agora com esse filme, e o Oscar não será diferente. Isso porque, como eu já disse antes, ela está fenomenal. Gerda não é uma personagem fácil de ser interpretada. É forte, determinada, tem espírito livre e um jeito de ser que não era comumente visto nas mulheres da época (comecinho do século XX) – mas, sendo Gerda uma artista, e tendo os artistas, geralmente, cabeças e almas mais abertas, é possível entender o motivo de ser a mulher sensacional que era.

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A Gerda verdadeira.

É uma personagem cheia de camadas e nuances, e Alicia consegue interpretar todas, nos fazendo entender o motivo de cada decisão e ação – e nos fazendo sentir junto com ela. É uma atuação emocionante, mas o filme todo é assim. Só que é uma personagem tão boa, tão forte, tão sensível, que não é qualquer atriz que conseguiria dar vida a ela. E Alicia consegue, de forma incrível. E é mais incrível ainda pensar que aquela personagem existiu de verdade. Obviamente, ela não era, na vida real, exatamente igual à personagem do filme, mas por saber que deu força ao então marido e foi crucial na aceitação e transformação na vida dele, só por isso ela já é especial.

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Alicia como Gerda.

E então chegamos a Eddie Redmayne, intérprete de Einar/Lili. E olha, o Oscar que ele ganhou ano passado não é nada em comparação a sua atuação em A garota dinamarquesa. Aliás, a escolha de Eddie para interpretar uma transexual foi outro aspecto que causou rebuliço, porque muitos diziam que uma mulher trans deveria ter sido escalada. Porém, acho que a escolha do ator coube muito bem porque sua vida é mostrada desde antes de ele sequer pensar em fazer qualquer cirurgia, e Eddie conseguiu demonstrar muito bem toda a transformação ocorrida em seu corpo e em seu modo de agir – e até de se movimentar. Ele faz uma atuação minuciosa, impecável, delicada e sensível. E, claro, emocionante, palavra que se repete inúmeras ao falar desse filme.

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Eddie está frágil, forte, corajoso, verdadeiro, todas características de Lili que Eddie demonstra com perfeição. É um papel de total entrega, e foi o que o ator fez, se entregou totalmente. Podemos notar a urgência de Einar para ser Lili, sentimos seu desespero, e também sua felicidade quando consegue ser quem realmente sempre se sentiu ser: Lili. É lindo demais. É tocante. E cada detalhe da atuação de Eddie nos leva a sentir tudo que Lili está sentindo. É tão incrível que eu tenho até dificuldade em explicar – o que sempre acontece com coisas que gosto muito. E nossa, como eu gostei desse filme. Da parte técnica, da delicadeza com que o relacionamento de Lili e Gerda é tratado, do respeito que mostra para com pessoas que passam situações como as que Lili passa. É de uma beleza absoluta esse filme, é indescritível, é preciso assistir.

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Lili e Gerda.

Esse filme me tocou tanto, mas tanto, que, além de fazer esse post imenso sobre ele, eu estou até hoje, mais de duas semanas depois de assisti-lo, pensando sobre ele. Em como as pessoas tem dificuldade em sentir empatia pelos outros, principalmente quando é algo que não entendem ou não aconteceu com eles. E também pensando em como há tanta ignorância, ainda, em relação ao tema. Pensando em como Lili e Greta foram corajosas, em como deve ter sido sofrido para Lili, física e emocionalmente. E em como ainda é sofrido para tantas pessoas que nascem em corpos que não sentem serem seus, que sentem serem errados (eu só me acho feia e já é uma sofrência só), e ainda ter que aguentar o preconceito de pessoas que não conseguem entender e respeitar.

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Einar e Lili.

Como eu disse antes, é um tema muito importante de ser abordado. É preciso ser conversado com naturalidade, para o preconceito e a ignorância terem um fim. Por isso esse post imenso. Por isso as palavras emocionadas. Porque precisamos falar mais sobre isso. A garota dinamarquesa precisa ser vista, todas elas, todos eles.

Indicações: Melhor ator (Eddie Redmayne), Melhor atriz coadjuvante (Alicia Vikander), Melhor figurino (Paco Delgado), Melhor design de produção (Eve Stewart, Michael Standish).

Ah! Como eu havia prometido no início, vou falar agora da cadelinha da foto, que no filme acho que é macho, e é do casal protagonista do filme. Gente, que coisa mais linda que ela é! Ela é super boa atriz! Tem uma hora que estão todos tristes na cena – e ela também está! Gente, morri! Até marido, que gosta de animais, mas não é maluco por eles como eu, comentou sobre ela enquanto assistíamos. Pesquisando sobre ela (achei um vídeo que é uma fofura!), descobri que seu nome é Pixie, tem três anos e é a coisa mais linda do mundo! Ah não, isso a gente já sabia, né?

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Pixie. Olha essa carinha! Não dá vontade de apertar?

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Creed

Adivinha quem voltou? Acertou! Filme do Oscar! Parece que vocês gostaram do post de ontem (e eu também amei fazê-lo), obrigada pelos comentários! E terão mais aqui desse estilo (fotos mais a cidade que mais amo no mundo, como não repetir essa dupla perfeita?) Mas, por enquanto, vamos de Creed pra vocês poderem conhecer mais um filme indicado ao Oscar – isso se já não assistiram, claro! (e, se assistiram, me digam o que acharam!)

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Creed

Indicações: Melhor ator coadjuvante (Sylvester Stalone).

Sinopse: Adonis Johnson nunca conheceu o pai, Apollo Creed, que faleceu antes de seu nascimento. Ainda assim, a luta está em seu sangue e ele decide entrar no mundo das competições profissionais de boxe. Após muito insistir, Adonis consegue convencer Rocky Balboa a ser seu treinador e, enquanto um luta pela glória, o outro luta pela vida.  (sinopse por AdoroCinema)

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Preciso dizer que esperava muito menos de Creed. Não é um filme fantástico, mas é um filme bom. Eu gostei, e eu nem me lembro dos anteriores do Rocky – aliás, só vi o primeiro, mas não me lembrava de nada, tive que fazer uma retrospectiva com marido. Acredito que as pessoas que tenham os filmes anteriores mais frescos na memória ou os fãs de toda a saga Rocky se emocionem mais, principalmente em uma cena mais pro final – que não vou contar porque seria um mega spoiler. Mas é um filme legal e distrai – e a história não é imbecil, apesar de totalmente previsível. Eu sabia tudo que ia acontecer nas próximas cenas antes mesmo de acontecerem. Como quando Adonis (adorei o nome) se incomodou com a música alta do vizinho de baixo e foi reclamar e antes mesmo do tal vizinho abrir a porta eu já sabia que seria uma mulher e que seria seu par romântico. Aliás, totalmente desnecessário esse romance. Mas parece que quiseram seguir super à risca a fórmula dos filmes dos anos 80 e 90, onde SEMPRE tinha que ter um romancezinho, não importa o estilo. Não que não façam isso hoje em dia, mas pelo menos já perceberam que não é preciso colocar um romance besta e todo e qualquer filme.

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Adonis e Bianca.

Algumas questões sobre essa personagem, a Bianca (par do Adonis), são desnecessárias também, até porque não foram aprofundadas e nem resolvidas, e não tem significância nenhuma no enredo da história (só serviu pra juntar o casal mesmo, o que, pra mim, não é motivo suficiente pra existir). E o papel da mãe, que é uma das personagens mais legais, foi muito pouco desenvolvido e mostrado, e senti falta de mais cenas com ela. Pelo menos, o desfecho dela foi bom.

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A mãe maravilhosa!

Falando de Adonis, ele é um gato atua bem. Não é um mega ator, mas faz seu papel direitinho. Assim como Sylvester Stallone, que não sei por que foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante. Talvez marido esteja certo e esse prêmio seja por causa do conjunto de sua obra (que não é nada demais, ao meu ver, mas enfim), e não por esse papel específico, porque sabemos que a Academia faz isso de vez em quando. Mas admito que senti um carinho pelo personagem durante o filme, algo que nunca pensei que fosse acontecer em relação a Sylvester Stallone. Mas deve ser porque ele tá parecendo um vovozinho, e eu tenho muita simpatia por pessoas idosas.

Sylvester Stallone takes time to play with a neighborhood kid on set of the new Rocky movie "Creed" in Philadelphia, PA

Vovô Stallone.

Gostei de algumas tomadas, como quando Adonis anda em direção ao ringue e a cena é toda filmada por trás, pegando as costas de Creed durante todo o percurso. Gostei bastante das cores do filme também, que me remetia, muitas vezes, a um filme antigo do Rocky, daquela época. Mas o filme não foi indicado a nenhuma outra categoria além de melhor ator coadjuvante, e esse espero que não leve.

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Mas, no final das contas, achei um filme divertido de ver (menos as cenas das lutas, que eu não conseguia olhar pra tela, exatamente como acontece quando assisto as lutas de MMA), e até me emocionou em algumas partes. Mais um filme que vou com zero expectativas e me surpreende. Muito melhor do que se acontecesse o contrário.

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Assuntos de domingo

Venho hoje aqui dar uma pausa dos filmes indicados ao Oscar pra falar sobre dois assuntos. O primeiro é o fim do horário de verão. Ô, coisa triste! Sei que muitos não gostam (não entendo o motivo, mas ok), mas eu AMO horário de verão. Os dias são mais longos, fica claro por mais tempo, parece que aproveitamos muito mais nossos dias no horário de verão. E agora ele acabou. Um minuto de silêncio pelo fim do horário de verão, e pelo início dos dias virando noite mais cedo. 😦

O segundo assunto de hoje é Buenos Aires. Hoje acordei com vontade de Buenos Aires. Ok, mentira, não acordei assim, mas vi uma foto de lá e a nostalgia daquela cidade linda me atingiu com toda a força. E por isso, e pelo motivo de essa saudade ter batido (uma foto), venho hoje indicar 5 contas do instagram que tem a cidade de Buenos Aires como personagem principal. Eu sei, eu sei, por que faço isso comigo mesma? Por que fico vendo fotos do lugar que amo se não posso ir pra lá tão cedo? Ah gente, porque assim me sinto um pouquinho lá – além de conhecer novos lugares pra visitar quando de fato puder viajar para Argentina novamente.

(listados por ordem de “conhecimento”, ou seja, dos que conheci primeiro para os que conheci por último)

  1. Aires Buenos Blog (@airesbuenosblog)

O Aires Buenos Blog é um dos blogs mais conhecidos sobre Buenos Aires entre os brasileiros, criado por Túlio Pires Bragança, morador da cidade há nove anos. O instagram do Aires Buenos é uma extensão do blog, cheia de fotos sensacionais e dicas de viagem não clichés, que também fazem parte do tour que eles fazem por lá com turistas brasileiros, o Tour Lado  B (que eu morro de vontade de fazer) – e várias dessas fotos da  galera que participa desses tour acabam no instagram do blog, o que é super legal. Também tem fotos de pontos turísticos típicos, mas confesso que gosto muito mais das fotos dos lugares não tradicionais, que os próprios argentinos frequentam.

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Algumas fotos do instagram do Aires Buenos Blog.

 

2. Henderson Moret (@hendersonmoret)

Não sei exatamente como conheci o Henderson Moret, só sei que não foi pelo Aires Buenos Blog. E estou dizendo isso porque o Henderson é o fotógrafo oficial dos tours do Aires Buenos Blog. Henderson é fotógrafo, brasileiro, e mora em Buenos Aires. Além de fotografar os passeios do blog acima, ele também fotografa brasileiros (e qualquer pessoa que quiser, na verdade) que estão visitando a capital argentina. É só entrar em contato com ele por e-mail (contato@hendersonmoret.com) e marcar a sua sessão de fotos por lá (que é como um tour, já que ele te leva a lugares pela cidade pra tirar as fotos), que é sempre super original. Adoro as fotos dele e já até falei pra ele que super quero marcar uma sessão de fotos da próxima vez que for pra lá. Ah é! O Henderson, além de ótimo profissional, é muito simpático e geralmente responde as mensagens deixadas no instagram, nem que seja somente para agradecer a um elogio que alguém deixou em alguma foto. Um fofo.

collagehenderson

Algumas fotos do Instagram do Henderson. E olha, foi muito difícil escolher as melhores, porque todas são MARAVILHOSAS!

 

3. Buenos Bares BA (@buenosbaresba)

Conheci essa conta pela Fernanda Rodrigues, do blog Algumas Observações, que conheceu quando visitou a cidade no ano passado. Ela, inclusive, se encontrou com a galerinha que administra a conta (Daniel e Nathalia, dois brasileiros) e disse que eles são muito divertidos. Porém, se engana quem acha que, por causa do nome, só encontrará fotos e dicas de bares de Buenos Aires. Claro que grande parte das fotos é sim de bares para se visitar na cidade, mas eles também mostram outros lugares interessantes para ir. E o mais legal é que como os donos do instagram já estão morando em Buenos Aires há um tempinho, mostram lugares que os moradores da cidade costumam frequentar, e não só pontos turísticos. Ah! Foi por causa de uma foto deles (a do doce de leite na casquinha da colagem abaixo) que essa nostalgia pela cidade me abateu hoje, até porque o doce de leite argentino é o único que eu gosto.

collagebuenosbares

Fotos do instagram do Buenos Bares BA.

 

4. Turista en Buenos Aires (@turistaenbuenosaires)

Única conta da lista que pertence a uma argentina, descobri Turista en Buenos Aires há pouquíssimo tempo e já adorei. O instagram pertence a Cin (é o nome que consta na bio), que se propôs o desafio de enxergar sua própria cidade com os olhos de um turista, ou seja, a ir além da familiaridade e naturalidade em que costumamos ter com nossas cidades e enxergar a graça e a beleza daquilo que se vê todo dia. Adorei a proposta e até pensei em fazer o mesmo com o Rio, mas não gosto tanto assim da minha cidade pra tentar. Já de Buenos Aires, aí sim eu amo. E tô adorando enxergá-la pelos olhos da Cin.

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Fotos da Turista en Buenos Aires.

 

5. Querido Hotel (@queridobuenosaires)

Acabei de descobrir que o Querido Hotel tem um instagram, mas já entrou na lista porque conheço o hotel e o blog da dona dele (o My Villa Crespo) faz tempo. O Querido Hotel é administrado pela Mariana, brasileira que mora em Buenos Aires desde 2005, e por seu marido Ali, que é inglês (os dois se conheceram em Buenos Aires e hoje em dia, além do hotel tem um filha, a Nina). E pelo que já vi nas fotos do site, é o hotel mais fofo do mundo (e fica numa parte de BsAs que não conheço direito e quero muito conhecer, Villa Crespo). No instagram do hotel, eles dão dicas do que fazer na cidade, além de mostrar novidades sobre o hotel.

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Hotel, Villa Crespo e a cidade de Buenos Aires no instagram do Querido.

 

E aí, gostaram? Agora vocês, que são tão loucos por Buenos Aires quanto eu, podem matar um pouquinho as saudades de lá –  ou, se ainda não conhece,  pode pegar várias dicas para quando visitar a cidade. Qual dessas contas vocês gostaram mais? Me contem! E até amanhã, com a programação normal (até o final de fevereiro, pelo menos) dos filmes indicados ao Oscar.

Beijocas!

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Trumbo

Indicações: Melhor ator (Bryan Cranston).

Sinopse: O roteirista Dalton Trumbo tem uma história singular em Hollywood: apesar de ter escrito algumas das histórias de maior sucesso da época, como A Princesa e o Plebeu, ele se recusou a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas do congresso e acabou preso e proibido de trabalhar. Mesmo quando saiu da prisão, Trumbo demorou anos para vencer o boicote do governo, sofrendo com uma série de problemas envolvendo familiares e amigos próximos. (sinopse do filme Adorocinema)

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Trumbo é aquele filme que a gente sabe exatamente porque não foi indicado para mais categorias além de melhor ator: ele é uma denúncia e crítica ao próprio sistema de Hollywood. Não somos bobos de achar que arte e política não se misturam (apesar de os artistas tentarem ao máximo que isso não aconteça), ainda mais numa indústria endinheirada como Hollywood. Grande parte dos produtores, executivo e tal pensam mais nos lucros do filme do que na qualidade dele, e pra isso às vezes precisam ter dedinhos na política. Sem contar que pessoas que só pensam em dinheiro geralmente apoiam um lado da política que o outro lado dos artistas não apoiam. Pois bem, para muitos da época, o roteirista Dalton Trumbo tinha os dedinhos do lado errado da política: ele era comunista. E não escondia de ninguém. E por isso, ele e mais outros roteiristas, também comunistas, foram colocados na lista negra de Hollywood. E simplesmente por ser comunista, Trumbo foi preso. E simplesmente por serem comunistas, os dez da lista negra de Hollywood não conseguiam mais trabalho, mesmo a qualidade de seus trabalhos sendo reconhecida. Totalmente screwed up? Pois é.

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The Hollywood ten.

O filme conta sobre a vida de Trumbo, profissional e pessoal, e falando também dos outros roteiristas. Na verdade, mostra como esse boicote a eles afetou suas vidas. Aliás, falando em vida pessoal, Diane Lane foi totalmente injustiçada ao não ser indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante porque ela está muito boa no papel da esposa de Trumbo, Cleo: forte, determinada, dedicada e alicerce de sua família. Diane Lane atua muito melhor que Rooney Mara, por exemplo, indicada ao prêmio por Carol, e seu papel é mais importante e significativo do que o de Rachel McAdams (outra indicada) em Spotlight. Também senti falta da indicação para melhor roteiro adaptado (o filme é adaptação da biografia do roteirista, escrita por Bruce Cook), mas essa ausência nós sabemos o motivo: o tema político denunciando a indústria de Hollywood, caso que, aliás, eu nem sabia haver acontecido (pra ver o quanto eles escondem de sua história pra não denegrir sua imagem).

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Bryan Cranston e Diane Lane.

Bryan Cranston está merecidamente no páreo para o prêmio de melhor ator, porque sua performance como o personagem principal desse filme está de arrasar. Desde Breaking Bad já sabemos o quanto ele pode ser bom, e no filme não é diferente. É claro que ele tenta ao máximo parecer o roteirista, pelo jeito de se movimentar, por seus gestos, pelo modo de falar e até na postura. Mas, além disso, sua performance é emocionante mesmo.

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Dalton Trumbo (esq.) e Bryan Cranston interpretando-o (dir.).

Ah! Preciso destacar minha surpresa ao ver Elle Fanning, a irmã mais nova da (diva) Dakota Fanning, all grown up! Tô tendo vários sustos em relação a idade das atrizes nesse Oscar. Isso quer dizer que tô ficando velha? (por favor, não responda) E pra mim também foi muito estranho ter raiva da Helen Mirren porque, for God’s sake, é a Helen *diva* Mirren! Mas a personagem dela… Odiosa!

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Elle Fanning (esq.) e Helen Mirren (dir.).

Enfim, é um filme muito bom, com uma história ótima que se desenrola de maneira a querer saber logo o que acontecerá em seguida (e olha, não é previsível). Um filme pra se discutir e pensar sobre o papel da arte e sobre a influência que a política deve ou não ter sobre ela. E se as crenças políticas de um artista deve ou não influenciar na escolha dele para um trabalho (para mim, a resposta é não). Amei o filme, e amei mais ainda por ser sobre um roteirista que além de eu me identificar pela profissão, me identifico mais ainda por ser considerado meio que rebelde.

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