Spotlight

Spotlight

Indicações: Melhor filme, Melhor ator coadjuvante (Mark Ruffalo), Melhor atriz coadjuvante (Rachel McAdams), Melhor direção (Tom McCarthy), Melhor roteiro original (Josh Singer e Tom McCarthy), Melhor edição (Tom McArdle).

Sinopse: Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso. (retirada do site Adoro cinema)

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Pôster do filme.

Tem duas frases que acho que resumem esse filme pra mim. Uma está no pôster aí de cima: “Break the story, break the silence”, ou “Desvenda a história, quebre o silêncio“, em tradução livre. A outra vem do discurso do Mark Ruffalo quando o filme ganhou o prêmio de melhor elenco no Sag Awards, que ocorreu no sábado e premia os atores de filmes e seriados, quando ele disse, agradecendo aos roteiristas do filme “que aproveitaram a oportunidade para contar a verdade, não aceitaram desvios, contaram sempre a verdade, e honraram essas pessoas, as vítimas que morreram e as sobreviventes de uma das coisas mais horríveis que nossa cultura permitiu que acontecesse.” E é exatamente isso, a cultura, a sociedade e a imensa politicagem que ocorre dentro da Igreja (veja bem, estou falando da Igreja como instituição, e não da religião, são coisas totalmente diferentes) que permite que seus padres e outros funcionários (desculpa gente, por não ser católica, não sei o nome dos cargos dentro de uma igreja) façam coisas horríveis e escondem seus atos, e não são punidos, por mera politicagem e pela instituição não poder perder sua fama, seu status. E isso me revolta tanto, que permitam que pessoas inocentes percam suas vidas por causa de pessoas que nem sequer são punidas por isso. É injusto, e a justiça é algo que mexe muito comigo. E a verdade, e os valores morais que são totalmente hipócritas, uma vez que não são seguidos por uma parcela da sociedade que prega exatamente isso. Foi por isso que me afastei da religião (qualquer uma), por ver pessoas que pregavam várias coisas bonitas fazerem exatamente o contrário daquilo que diziam (e vejo isso até hoje, em várias escalas), e por isso esse filme me pegou em cheio. Por isso gostei tanto dele. Por isso ele foi tão importante pra mim, ver pessoas fazendo seu trabalho tão bem feito que eles ajudam outras pessoas, ver pessoas, no caso, os jornalistas, tentando achar justiça para outras que foram tão abusadas. É lindo isso, um trabalho desse, que é o contrario do trabalho dos economistas retratados em A grande virada.

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O time do jornal, vencedores do prêmio de melhor elenco no Sag Awards: Michael Keaton, Liev Schreiber, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, John Slattery, e Brian D’Arcy James. 

Não acho que o filme ganhará algum dos prêmios pelos quais foi indicado. Talvez o de melhor roteiro, o que eu ficaria muito feliz porque é muito bem escrito e, como eu disse, desmascara todos os atos feitos para esconder tais feitos dos padres católicos. Eu já vi a maioria dos filmes indicados na mesma categoria (Ponte dos espiões, Ex-Machina, Divertida mente, só faltando assistir a Straight Outta Compton) e Spotlight ganha em disparado, pelo tema abordado, pela maneira de abordar o tema, como tudo vai sendo destrinchado de forma a compreendermos cada passo do que a equipe estava passando e todos os envolvidos nessa empreitada, que não é só mérito da equipe do jornal, mas de advogados e sobreviventes dos abusos. E em como ele envolve a gente na vida de cada um e no drama das crianças abusadas, muitas já adultas (a maioria mostrada no filme) e, ainda assim, com as repercussões do que passaram ainda presentes em suas vidas. É um filme incrível, mesmo, de verdade. Fica páreo a páreo com O quarto de Jack, este talvez estando um pouco acima de Spotlight pela maneira que o Jack do filme atua (mas isso comentarei em post sobre o filme).

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Tom McCarthy e Josh Singer, roteiristas do filme.

Eu fiquei tão envolvida na história do filme e ele se comunicou tanto comigo (ele sendo o filme) que é muito difícil pra mim falar mais dele. Mas continuo dizendo que achei sensacional trazerem a tona temática tão importante, e que realmente aconteceu (como diz a sinopse, foi um caso real), e acho mais sensacional ainda os repórteres que tiveram coragem de fazer essa reportagem (e os advogados que os ajudaram), sabendo de todos os riscos que corriam. Eles também merecem palmas, assim como os sobreviventes que lutaram para suas histórias serem ouvidas e seus agressores serem punidos.

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Os repórteres retratados no filme, o real time Spotlight.

Dessa vez não falarei muito do aspecto técnico porque o que mais importou pra mim foi o que o filme me fez sentir, e isso que tentei passar pra vocês. Espero que tenha feito um bom trabalho e que vocês tenham sentido vontade de assistir ao filme. Se ainda não ficaram convencidos, segue o trailer para adicionar a tudo que já falei.

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