Bita e os animais

Vamos esquecer todo esse clima tenso que tomou conta do país, pelo menos por uns minutinhos? Vamos! E não tem nada melhor do que um programinha fofo pra se distrair, não é mesmo? Pois bem, por isso vou mostrar pra vocês um programa infantil que nem só criança vai gostar – prova disso é que estou viciada nele e fico cantando as musiquinhas sem parar por aí. E pra vocês comprovarem como é legal e não desistirem de ler o post só porque fala sobre um desenho infantil, vou deixar logo um videozinho pra que vocês se encantem – e também saiam cantarolando a musiquinha por aí!

Bita e os animais faz parte de um mundo maior, chamado O mundo de Bita. Quem é Bita? É esse senhor de bigode laranja aí. Dentro do mundo dele, temos também Bita e o nosso dia e Bita e as brincadeiras, mas como até hoje só vi Bita e os animais (que foi a primeira temporada no programa, que nasceu em 2013), falarei somente sobre esse mundo específico, ok?

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Todo esse mundo de Bita foi criado por uma produtora brasileira, a Mr. Plot, que fica lá em Recife (PE). Vocês não tem ideia do quanto fiquei feliz ao descobrir que esse desenho, de tanta qualidade e tão bem feito, é de criação brasileira. É pra jogar na cara das pessoas que ficam falando que a gente não sabe fazer nada bem (o que eu discordo totalmente). O programa é educativo, claro, feito para crianças pequenas,  no intuito de que as crianças se tornem crianças de bem, portanto as informações que elas acessam precisam ser muito construtivas e responsáveis. E muito divertidas também! E Bita é tudo isso. E, como eu disse antes, não é só porque foi feito para crianças que pessoas mais velhas não vão gostar, porque o programa é tão lindinho e as músicas são tão bem feitas que você acaba se apaixonando. E, claro, super indico a todos que tem filhos, porque, como dito acima, é um programa construtivo que não passa nada de ruim, só coisa linda e fofa!

Cada videozinho que coloquei aqui é um programa, ou seja, são programas curtos e rápidos, que não deixam a criança presa à televisão o dia inteiro. E as musiquinhas são fáceis de aprender e muito, muito bem feitas! Fiquei impressionada com a qualidade musical do programa e, antes de saber que era brasileiro, ou seja, são todas músicas originais mesmo, eu ficava pensando “cara, essa galera da dublagem fez um trabalho muito bom na tradução das músicas”. Hahahahahahahahaha Bita (olha a intimidade!) é super leve, com um astral lá pra cima que te deixa sorrindo e dançando a cada música. Eu abro um sorriso cada vez que vejo um programinha desses. E acho mesmo um programa super saudável pras crianças, e ainda ensina sobre os animaizinhos, além de ter um viés lúdico, principalmente nesse vídeo abaixo, sobre os animais que não existem. Ativa a imaginação, sabe?

Enfim, estou apaixonada pelo mundo mágico de Bita e acho que todo mundo que tem filhos deveria mostrar pras suas crianças. E todo adulto deveria assistir pra voltar um pouco àquele mundo que, muitas vezes, a gente tem dificuldade de acessar, o mundo da imaginação, ainda mais nesse mundo maluco que estamos vivendo hoje. É uma deliciosa válvula de escape!

Fonte para o post: Entrevista com um dos criadores do programa, feito pelo site Corujices.

Site do Mundo Bita

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Alice Maria (cap. 4)

(e às 23:46 de uma 5a feira, ela surge de volta. com vocês, Alice Maria)

*

Faltam dois dias pro ano novo, estamos todos no apartamento de Ulisses e Elisa, decidindo como será o ano novo. Na verdade, como vamos para o ano novo, que esse ano não será no apartamento de Ulisses (e Elisa), como todo ano, e sim na casa de Fausto em Búzios (“Foi um ano difícil, a gente tem que pelo menos terminar ele com uma festa de arromba”, disse alguém que não lembro quem foi). Não consigo parar de olhar pra Bernardo, sentado ao lado de Daniela, batendo altos papos. Como pode Bernardo, sabendo que somos todos inimigos declarados de Daniela (a garota quase expulsou Elisa da própria casa por ciúmes do Ulisses!), ter ficado amigo dela? “Ela não é tão ruim quando se conhece melhor”, disse ele. Não importa! Você não devia sequer ter querido conhece-la, pra começo de conversa, eu disse. Ou não disse, talvez tenha ficado somente na minha cabeça. Não, eu provavelmente disse. Mas ainda assim Bernardo não me ouviu e agora fica aí, de amizade com o inimigo. Traidor! Tô com tanta raiva que nem escuto quando Elisa pergunta se minha irmã vai mesmo com a gente pra Búzios, como ela tinha dito da última vez que encontrou a galera. Só reparo quando Elisa enfia a cabeça bem na minha frente e grita:

“Aliceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!”

Dou uma breve golfada para dentro da boca devido ao susto. Os outros riem. Daniela também. Ah, eu quebro todos os seus dentinhos , um a um, e faço você engolir! Os outros são meus melhores amigos desde sempre, já você…

“Sua irmã vai com a gente?” Elisa repete, provavelmente mais enfática que da última vez.

“Vai, cruzes.” Respondo, soltando a perna de Rodrigo, que agarrei automaticamente quando Elisa berrou na minha cara. Logo depois, ele puxa a perna pra cima da cadeira que está sentado. Será que tem alguma ligação?

“Então somos onze.”

“Doze.” Diz Valentina de sua cadeira. “Meu irmão também vai porque meus pais vão pra uma festa de adultos.

Todos reparamos na irritação na voz de Valentina, mas decidimos ignorar para não deixar a situação ainda pior. A gente sabe que Valentina odeia a pouca atenção que seus pais dão ao Lucca e ela tá super certa – se é pra ter filho, é pra cuidar (ai meu deus, se é pra ter filho, é pra cuidar!!!!!!!!!!!!!!!) – , mas melhor não incentivar pra ela não se entristecer mais ainda.

“Mais alguém que não tinha avisado antes que ia e agora decidiu que vai, mesmo a gente já tendo comprado tudo pro ano novo?”

Tenho até medo de levantar o dedo pra falar que meu irmão vai com a namorada, mas tenho que fazer, mesmo tendo que enfrentar o olhar fuzilante de Elisa.

“Mas ele vai de carro, então, na verdade, mais ajuda do que atrapalha.” Adiciono.

Não adianta. Elisa bufa. Me lembrou alguém…

Portanto, assim vamos no dia 31: Valentina, Estevão e Lucca no carro do Ulisses;  Bernardo e a namorada (Érika) no carro da recém bff do Bernardo (ew!); Amanda e Julia, minha “cunhada”, no carro do Alan; e eu, Rodrigo e Elisa com Fausto. Eu só rezava pro Fausto e pra Elisa não darem com a língua nos dentes no caminho, e nem ninguém falar NADA durante a estada em Búzios.

 

Magicamente, conseguimos todos acordar cedo para a viagem no dia 31. Saímos um pouco mais tarde que o esperado (às sete, em vez de cinco, como Estevão sugeriu), mas ainda cedo. Não sei como consegui acordar às seis da manhã depois de ter dormido às quatro, isso porque Rodrigo dormiu em casa e quis fazer coisas e eu não quis (pois é, nunca achei que isso fosse possível) porque senão, bem, ele iria ver minha barriga. E com isso fiquei pensando que eu teria que contar logo, antes que eu pareça uma grávida de verdade – e antes também de ouvir algum telefonema da minha mãe, que desde que soube, me liga todo dia, perguntando como estou me sentindo e com várias dicas de como passar uma gravidez tranquila – e com isso a insônia imperou, claro. Não sei mais que desculpa dar, não sei mais como agir, e isso está me dando nos nervos. Talvez tenha sido por isso que passei tão mal durante o caminho até Búzios porque, até então, eu não tinha ficado nem enjoada. Fausto e Elisa se entreolhavam toda vez que eu pedia pra parar o carro pra vomitar (ODEIO vomitar em saquinhos, só me faz querer vomitar mais ainda, com aquela gosma tão perto do meu nariz e o cheiro que fica impregnado ali dentro), mas Rodrigo não desconfiou de nada. Achou só que eu tinha comido alguma coisa estragada – ainda bem.

Por causa dessas paradas, chegamos mais tarde que o resto das pessoas. O que foi bom, porque escapamos de pelo menos duas horas de arrumação, já que eles acharam que “se Fausto chegar e as coisas não estiverem em ordem, ele vai dar um chilique”. O que era verdade. Porém, fui liberada da arrumação. Fausto disse que depois de fazer tanto esforço pra colocar tanta coisa pra fora, eu precisava de um tempo pra recalibrar. Não me opus, obviamente. Por isso, deixei minhas coisas no quarto que eu dividiria com Rodrigo, meus irmãos e Julia (a casa era grande, mas não infinita), e fui pegar um ar na beira da piscina.

*

“De onde você acha que surgiu o vento?”

“A gente já teve essa conversa, Alice.”

Olho para o céu. E então para Fausto. E tento outra conversa.

“Você acha que a gente vai confundir estrela com fogos de novo?”

“Isso não vai colar dessa vez, Alice.”

Cara confusa da minha parte.

“Você não vai ficar falando de assuntos aleatórios pra fugir dos seus problemas, ainda mais quando eles são in-fugíveis.”

Cara irritada da minha parte.

“Não é mais fácil resolver tudo logo?”

Cara de ódio da minha parte.

Levanto e vou ajudar a arrumar a casa. Melhor do que ouvir o sermão de Fausto. Decepção.

 

Depois disso, passo o dia emburrada. Entristecida. Amuada. Como você quiser chamar. Finjo escutar conversas que, na verdade, estão passando batidas por mim. Me concentro em atividades que só faço para fugir de qualquer contato humano. Não quero conversar. Não quero estar na presença de outras pessoas, nem de Lucca, que afasto com peso no coração quando vem me chamar pra jogar videogame. Eu amo essa criança, mas não tô conseguindo lidar. E eu não quero lidar com porra nenhuma. Por que Fausto foi falar isso? Logo ele, cheio dos problemas pra resolver e só empurra com a barriga. Barriga… Melhor pensar em outra coisa.

 

Alice Maria é personagem do livro Queria tanto, de minha autoria, publicado em 2011 pela editora Benvirá. Porém, a história que aparecerá aqui no blog de vez em quando não é a mesma do livro, é uma história totalmente nova, uma continuação, feita somente para vocês.

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Fuller House

Boa segunda-feira, pessoal!

Vamos esquecer que hoje é um dos dias mais odiados da semana e falar de uma coisa que vem deixando malucas todas as pessoas que nasceram nos anos 80: Fuller House! Pra quem é muito novinho e não sabe do que estou falando (e o nome também não ativa a memória), Fuller House é a continuação da série Full House (conhecida aqui no Brasil como Três é demais), que lá nos EUA foi ao ar de 1987 a 1995, mas aqui no Brasil passou um pouquinho mais tarde – o que não fez a gente ficar menos viciado nas histórias da família Tanner. Full House foi a série onde as gêmeas Olsen começaram, elas interpretavam, as duas, pois eram muito pequetitas quando a série estreou, a filha mais nova da família, Michelle. Bem, pra resumir, Full House era sobre um homem que ficou e se via, de repente, com três meninas para criar sozinho. Seu melhor amigo, Joey, e o irmão de sua esposa, Jesse, se mudam para sua casa, então, para ajudá-lo. Além desses personagens, também tinha a melhor amiga da filha mais velha, Kimmy Gibbler, e depois uncle Jesse começou a namorar a Becky, que virou personagem fixa, assim como seus filhos gêmeos e o namorado de DJ (a filha mais velha), Steve. Ah! E claro, Comet Jr., o cachorro foférrimo da família.

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Da esquerda para direita: Uncle Jesse e Becky com seus filhos Alex e Nicky, Joey, Kimmy, Danny (o pai), Stephanie com Michelle na sua frente, DJ e Steve.

Eis que uns meses atrás, a Netflix anuncia que estão gravando uma continuação da série, intilulada Fuller House, com todos os atores originais (menos as irmãs Olsen). E eis que em fevereiro a série é colocada no ar. E eis que eu corro pra assistir, é óbvio, visto que eu era completamente viciada em Full House quando era mais nova. O primeiro episódio é a coisa mais linda do mundo, com todo mundo, todo mundo mesmo, até os gêmeos Niky e Alex (mas não Michelle), aparecendo. Os bordões da série original, a casa da série original, as pessoas, tá tudo ali. E no momento que toca a música tema, os olhinhos enchem de água, não tem como não encher! É muita emoção.

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Da esquerda para a direita: Kimmy e sua filha Ramona, Max, um dos filhos de DJ, Stephanie, Joey, Danny, Uncle Jesse (ainda lindo), Becky, DJ e Jackson, o filho mais velho de DJ. Tem ainda o bebê Tommy, filho caçula de DJ, que não está na foto.

O foco de Fuller House é DJ, a filha mais velha da família Tanner que, assim como aconteceu com seu pai no início da primeira série, está recém-viúva e com três filhos pra criar. Ela se muda para sua antiga casa para que seu pai a ajude no início dessa nova vida sem seu marido. E então, aparecem Stephanie (que sempre foi a minha personagem preferida) e Kimmy, com sua filha Ramona. Ambas se mudam para a casa de DJ para ajudá-la na tarefa de criar seus filhos, exatamente como aconteceu com Danny. As aparições de Danny, Joey, Jesse e Becky são eventuais, cada episódio um deles aparece. Só no primeiro que vemos todos eles mesmo. Portanto, a série fica exatamente como Full House, só que com mulheres: uma mãe viúva criando seus três filhos homens e tendo duas amigas para ajudar (no caso, uma irmã e uma amiga), e a amiga trazendo uma filha dessa vez.

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Kimmy, Stephanie e DJ com o bebê Tommy (que, assim como Michelle em Full House, é interpretado por gêmeos), o filho que faltou na foto acima.

A série vai cativar, e muito, os fãs antigos, principalmente os que vivem de lembrar o passado, como eu (nossa, parece que sou uma pessoa amarga falando isso. hahahahaha). Porém, duvido que consiga fãs novos. Por que? Porque a série não é boa. Isso porque os produtores e roteiristas tentaram manter um humor de época, da época em que Full House passava, mas que, hoje em dia, não funciona mais. Sem contar nessa história de família perfeita, que resolve tudo com abraço, podia funcionar há vinte anos, mas agora… Fica irreal demais. Falso. E em uma época em que os seriados estão ficando o mais próximo da realidade possível (vide Love, que falarei por aqui em breve, Master of none, Girls, e até House of cards). Essa coisa muito inocente e com piadas prontas ficou no passado, por isso Fuller House não funciona e é sem graça. Eu só ri de algumas piadas que eram claras referências a série antiga, mas exatamente por isso, por ser referência e por eu amar a série antiga e me fazer lembrar ela. Acredito que só por causa dos fãs antigos que a série foi renovada e uma segunda temporada foi confirmada. Porque não acredito que pessoas que nunca assistiram Full House tenham gostado da série – ainda bem que ela foi uma série de MUITO sucesso e tem muitos fãs, senão Fuller House teria ido pro espaço.

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Fuller House

Bem, essa é a minha opinião, claro. Eu achei a série com uma história fraquíssima, com piadas ruins, e personagens que não cativam – além de ser cheia de esteriótipos e um pouco machista (mesmo sendo em torno de três mulheres fortes). Aí vemos como a sociedade era antigamente, e como, ainda bem, já avançamos um pouco nesse aspecto, apesar de não parecer e a luta continuar. Mas, obviamente, outras pessoas podem ter adorado a série e não concordarem comigo. Você, por exemplo, o que achou? Assistiu e gostou? Não gostou? Não gostou, mas tanto faz porque É FULL HOUSE! Me conta! E até o próximo post!

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Mas com o novo cachorro da família, e Andrea Barber como Kimmy.

Ah! Esqueci de dizer que agora minha personagem favorita é, de longe, a Kimmy. Apesar de Andrea Barber ter ficado longe das telinhas desde Full House praticamente, ela é a que tem o mais perfeito timing pra comédia até hoje. E claro, temos que agradecer também aos roteiristas, que construíram uma personagem muito engraçada! Das crianças, dessa vez meu “filho favorito” é o Max, o filho do meio que, assim como Stephanie, que também era a filha do meio, era, é o comic relief da série. É o que faz as tiradas mais engraçadinhas e o único realmente interessante das crianças. Mas vamos esperar a próxima temporada para ver se os outros personagens crescem, não é mesmo?

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45 anos

Enquanto aguardo a chuva passar pra poder ir pra casa, escreverei sobre um filme que, só depois de ver o Oscar, lembrei que não escrevi sobre ele. Absurdo. Você talvez pense que isso indique que ele não é um filme muito bom e que é esquecível. Não é verdade. É só que assisti tantos filmes antes do Oscar, que um outro que não ME marcaram tanto (veja bem, não me marcaram, o que não significa que não são bons) eu ia acabar esquecendo mesmo. Enfim, vamos a ele.

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Indicações: Melhor atriz (Charlotte Rampling).

Sinopse: Kate Mercer está planejando a festa de comemoração dos 45 anos de casada. Porém, cinco dias antes do evento, o marido recebe uma carta: o corpo de seu primeiro amor foi encontrado congelado no meio dos Alpes Suíços. A estrutura emocional dele é seriamente abalada e Kate já não sabe se vai ter o que comemorar durante a festa.

É um filme que te faz pensar. Muito, na vida, nos seus relacionamentos (principalmente amoroso), e em como tudo pode mudar por causa de um detalhe pequeno. E também em como você não conhece nunca uma pessoa totalmente, mesmo depois de 45 anos de casado. E como tudo depende de escolhas. Claro, todas essas são questões bastante superficiais, não dá pra falar tudo que um filme engloba em um post rápido e curto de blog. Mas vá preparado pra começar a analisar sua vida.

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Charlotte Rampling, a indicada ao Oscar, está sensacional. Eu confesso não me lembrar dela de nenhum outro filme, mas virei fã. A performance contida, porém que diz tudo. Tom Courtney, seu par na tela, também está impecável na atuação. Gente, dá nem pra acreditar que ambos estão na faixa dos 70 anos! E isso, na verdade, é mais legal. Muito raro fazerem filmes com personagens nessa faixa etária, o mundo do cinema parece ser dos jovens, o que é uma tristeza, visto que podem existir histórias tão ou até mais interessantes com personagens mais velhos.

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Ou seja, um filme muito bom com um tema diferente e interessante. Vejam! Sério mesmo! Porque além de ter atuações fortes e uma história muito legal, também tem paisagens lindíssimas – e um cachorro muito, hiper, super fofo!

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Café Sierra e Mar

Olá pessoas!

Desculpem-me a escassez de posts – depois de uma enxurrada na época do Oscar, é até estranho ficar três dias sem postar. Mas é que comecei um trabalho novo essa semana e ainda estou me acostumando com o horário. Aliás, falei um pouco sobre conhecer pessoas novas e entrar num lugar novo lá no meu canal.

Mas, sobre o assunto do post, falarei pra vocês hoje de um lugar maravilhoso que tomei café durante o carnaval, época em que eu estava cuidando da Judith, gata da minha amiga (lembram?). Não é um lugar de muito fácil acesso – na verdade, é bem complicadinho chegar até lá -, mas super vale a pena o perrengue! O café Sierra e Mar fica dentro do Parque da Cidade, em Niterói, muito frequentando por quem gosta de natureza e de fazer trilhas. Como ele fica lá no alto do parque, aconselho irem de carro (ônibus não entram no parque) ou ter muita disposição pra caminhar bastante!

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O buffet.

O esquema do café é buffet. Você paga um preço fixo (R$39,90) e pode comer e beber o quanto quiser. Pra quem come bem pouquinho, não vale muito a pena – a não ser que você seja uma louca do café da manhã, como eu. Eu como pouco, mas pago o que for em cafés da manhã porque é minha refeição preferida e sempre acabo comendo bastante, mais do que no almoço e no jantar, por exemplo. Mas eu acho que o valor é super válido porque tem muita diversidade de tudo: comidas e bebidas. Tem uma bancada imensa de pães e salgadinhos e também de doces. É tanta coisa que, quando você chega, fica meio tonto, sem saber o que colocar no prato. A solução é ir por partes e escolher bem suas preferências, porque de jeito nenhum você vai conseguir comer tudo que tem por lá! Então não vai colocar muito de uma coisa só, coloca pouquinho de cada pra conseguir comer o máximo de variedade possível – conselho de amiga!

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O balcão imenso de doces e salgados. É MUITA coisa!

Além disso, eles também fazem tapiocas na hora, com o recheio que você escolher (com os ingredientes que tem disponível, claro). E também tem salsicha, ovo mexido, vários frios, frutas, iogurtes e cereais. De bebida, tem café, chocolate, leite e alguns sucos (no dia que fomos, os sucos eram de laranja, melancia e mais um que não lembro agora). Porém, minha mãe não podia tomar nenhum desses sucos. O atendente, então, perguntou se ela queria que fizesse outro e ela disse que sim, então fizeram uma jarra de suco de abaxi pra ela. Aliás, o atendimento foi algo excepcional. Todo mundo lá é de uma simpatia ímpar e eles fazem de tudo pra você se sentir bem e satisfeito por lá – vide esse caso do suco.

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Outro diferencial de lá é a vista magnífica. Como eu disse, o café fica no alto do parque, o que significa que você consegue ver a cidade de Niterói (e acho que um pouco do Rio) inteira lá de cima. É lindo demais! E tomar café com aquela vista é algo surreal! Falando em vista, esse foi mais um ponto em que vimos a simpatia dos atendentes. Quando fomos tirar uma foto nossa, perguntamos para o garçom se ele poderia fazer esse favor pra gente. Ele não só aceitou como nos ajudou a nos arrumar da melhor forma para que a vista saísse na foto também – exatamente o que queríamos! E ele não sossegou até que saísse uma foto boa. Ele já deve estar super acostumado a tirar fotos das famílias que aprecem por lá, então sabia até o melhor lugar tirarmos a foto e nos posicionou direitinho lá – e olha que éramos oito e ele não perdeu a paciência com a gente nem um segundo!

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É com essa vista que você toma café!

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Foto da gente em evidência.

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Foto com a vista em evidência – muito melhor!

Foi uma experiência incrível esse café e eu amei! Adoro ficar perto da natureza, então, pra mim, foi delicioso – em todos os sentidos! Mas não esqueçam de levar repelente! Eu não fui picada nem nada, mas com esse surto de dengue, zika e etc, nunca se sabe, né? Ah! No dia que fui, na hora em que cheguei, tinha bastante lugar livre. Mas um pouco depois encheu, então é melhor ligar e reservar antes (eu reservei). O telefone para reserva é 26192001, ou você pode reservar pela página do Facebook deles também (foi como eu fiz).

Endereço: Parque da Cidade, São Francisco, Niterói (não achei em nenhum lugar o endereço certinho do parque).

Horário de funcionamento: sábados, domingos e feriados, das 08:30 às 12:30.

Aceita todos os cartões.

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Ah! Pra quem pediu foto da Judith, aproveitando que hoje tô falando de um lugar que fui durante os dias que cuidei dela, aqui vai! Diz se ela não é uma fofurete?

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And the Oscars went to – Parte II

Olá pessoas!

Muito tempo sem vir aqui! Mas foi por um bom motivo: consegui um emprego! E essa semana tive que resolver todas as coisas que temos que resolver antes de começar em um emprego novo, então não deu tempo de vir aqui escrever pra vocês. E, provavelmente, passarei a escrever menos no blog do que quando estava com tempo livre, claro, mas isso não quer dizer que não terão posts incríveis e interessantes (modesta eu, né?).

Enfim, sei que agora muito tempo já se passou desde que o Oscar foi ao ar, todo mundo já tá sabendo dos vencedores de todas as categorias, mas comigo promessa é dívida, então venho aqui falar sobre os vencedores das categorias técnicas – e explicar um pouquinho sobre elas.

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O grande vencedor das categorias técnicas foi Mad Max, o que significa que não posso opinar se concordo ou não com a vitória porque foi um dos únicos filmes indicados que eu não assisti. O filme ganhou em seis categorias: edição, figurino, cabelo e maquiagem, edição de som, mixagem de som e design de produção.Mas muita gente pode não sabe o que significa cada um desses prêmios. Fear not! Explicarei (com ajuda do Google) agora! Bem, cabelo e maquiagem e figurino é bastante óbvio, então, desses seis que Mad Max recebeu a estatueta, focarei em edição, design de produção, e edição e mixagem de som – e também falarei dos outros prêmios técnicos que não foram para Mad Max. Essa será uma explicação muito resumida dos processos, sem muito aprofundamento, ok?

Edição

Esse é um processo feito na pós-produção de um filme. Depois que ele já está todo gravado, um editor recebe todos os arquivos pra editá-lo. Hoje em dia, é um processo feito, em sua maioria, digitalmente (vide que as câmeras utilizadas são, geralmente, digitais). O editor pega todo o material gravado e seleciona as cenas que serão utilizadas (geralmente indicadas pelo diretor e utilizando o roteiro do filme), montando o produto final do filme.

Design de produção (ou direção de arte)

O diretor de arte é aquele profissional que cria a concepção artística de um filme. Ele é responsável pela concepção visual de um produto audiovisual e orienta toda a equipe de arte.

Edição de som

Em relação a som, já é um pouco mais difícil de explicar porque até alguns minutos atrás, nem eu sabia a diferença entre edição e mixagem de som! Mas, pedi ajuda aos universitários (aka marido), e eles me explicaram que o editor de som somente edita os diálogos, os organiza. Ele é responsável pelos diálogos somente, todos os outros sons existentes em um filme são responsabilidade do mixador.

Mixagem de som

Na mixagem, como eu disse acima, entra tudo: música, efeitos sonoros, e outros sons existentes no filme. O mixador organiza os sons para que o espectador ouça tudo. Porém, deve ficar atento pra um som não sobressair ao outro. Por exemplo, um som de um copo sendo colocado em cima da mesa não pode ser tão alto que o espectador não consiga ouvir o que o ator está falando.

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Os vencedores do Oscar. Acima: Jenny Beaven (figurino), Lesley Vanderwalt, Damien Martin e Elka Wardega (cabelo e maquiagem), Margaret Sixel (edição). Abaixo: Colin Gibson e Lisa Thompson (design de produção), Mark Mingini e David White (edição de som), Gregg Rudlof, Chris Jenkins e Ben Osmo (mixagem de som).

 

Continuando no tema som, vamos falar de trilha sonora original e melhor canção original, que muita gente confunde.

Canção original

Nessa categoria, o grande vencedor foi Sam Smith (que, de tão velha que sou, eu não conhecia) com a música Writings on the wall. Como era uma música do filme 007, já era quase certo que venceria, já que sempre que tem uma música do 007 no jogo, ela vence. Eu não conhecia nenhuma, mas das três que foram tocadas durante a premiação, torci para a que Lady Gaga interpretou, Til it happens to you. Pelo tema (estupro), algo muito relevante e que precisa ser comentado, pela performance da Lady Gaga (milhões de vezes melhor que o desafinado Sam Smith), pela letra. Maaaas, todos sabemos que o Oscar não é justo não é mesmo? Pelo menos, o tema foi comentado no palco – e pelo vice presidente dos EUA! Também rolou a polêmica de que as outras duas músicas concorrentes não foram apresentadas (Manta Ray e Simple song #3). Não sei o motivo dessa não apresentação, então não posso falar sobre. Mas o que posso falar é que o prêmio de melhor canção original é dado a uma música composta especialmente para um filme, música que, geralmente, é a música tema. E o prêmio é entregue para o compositor daquela música, e não para o intérprete (só que, muitas vezes, como foi o caso esse ano, o intérprete é também o compositor, junto com Jimmy Napes).

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Jimmy e Sam.

Trilha sonora original

A trilha sonora, diferente da canção original, é toda uma trilha sonora composta especialmente para o filme. Toda aquela “música de fundo”, como muita gente diz, mas que faz toda a diferença em um filme. É a trilha que, muitas vezes (se não todas as vezes), nos permite sentir determinada sensação durante um filme. As músicas que compõe a trilha sonora de um filme geralmente são orquestradas. Esse ano, o grande vencedor desse prêmio foi Ennio  Morricone, por Os oito odiados (de Tarantino). Ennio é muito conhecido por fazer a trilha sonora dos filmes de western spaghetti do cineasta Sergio Leoni, uma trilha de faroeste que todo mundo conhece. Ganhou esse ano seu primeiro Oscar, aos 87 anos, mesmo tendo mais de 500 trilhas compostas por ele (é sério, entra no imdb pra ver!). Coisa mais fofa e linda e emocionante seu discurso em italiano e foi muito bonito ver o respeito de todos no salão por ele.

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Efeitos especiais

E por último, um prêmio que foi super merecido. Na categoria efeitos especiais, que acho que todo mundo sabe que é o prêmio para os efeitos que não podem ser obtidos por meios normais de filmagem ou por ação ao vivo (segundo a wikipedia!), o filme vitorioso foi Ex-Machina e eu vibrei muito quando foi anunciado. Baita filme difícil de ser feito! Imagina você que foi preciso “fingir” que Alicia Vikander (sim, a vencedora do prêmio de melhor atriz coadjuvante) era uma robô durante o filme inteiro. Ela se movimentava, fazia ações dificílimas de depois sincronizar com os pedaços robô dela. Gente, aquilo foi de uma criatividade e inovação incrível! Não tinha como não vencer. E eu fiquei muito feliz de ver a equipe de efeitos visuais naquele palco segurando as estatuetas!

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Andrew Whitehurst, Paul Norris, Mark Williams Ardington e Sara Bennet, a equipe de efeitos visuais de Ex Machina.

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Alicia Vikander como a inteligência artificial do filme.

Pronto! Foram essas as categorias. Gostaram de saber um pouquinho mais sobre cada uma? Espero que sim! E se interessar vocês conhecer mais sobre esse mundo do cinema, só falar que escrevo mais aqui!

Beijocas e até semana que vem!

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Para os que seguem meu canal no YouTube, peço desculpas por não ter tido vídeo novo essa semana, mas o motivo foi o mesmo de não ter post essa semana: falta de tempo! Mas semana que vem tem (se tudo der certo)! Aliás, deixem nos comentários assuntos que vocês gostariam que eu falasse nos vídeos! 🙂

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