And the Oscars went to – Parte II

Olá pessoas!

Muito tempo sem vir aqui! Mas foi por um bom motivo: consegui um emprego! E essa semana tive que resolver todas as coisas que temos que resolver antes de começar em um emprego novo, então não deu tempo de vir aqui escrever pra vocês. E, provavelmente, passarei a escrever menos no blog do que quando estava com tempo livre, claro, mas isso não quer dizer que não terão posts incríveis e interessantes (modesta eu, né?).

Enfim, sei que agora muito tempo já se passou desde que o Oscar foi ao ar, todo mundo já tá sabendo dos vencedores de todas as categorias, mas comigo promessa é dívida, então venho aqui falar sobre os vencedores das categorias técnicas – e explicar um pouquinho sobre elas.

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O grande vencedor das categorias técnicas foi Mad Max, o que significa que não posso opinar se concordo ou não com a vitória porque foi um dos únicos filmes indicados que eu não assisti. O filme ganhou em seis categorias: edição, figurino, cabelo e maquiagem, edição de som, mixagem de som e design de produção.Mas muita gente pode não sabe o que significa cada um desses prêmios. Fear not! Explicarei (com ajuda do Google) agora! Bem, cabelo e maquiagem e figurino é bastante óbvio, então, desses seis que Mad Max recebeu a estatueta, focarei em edição, design de produção, e edição e mixagem de som – e também falarei dos outros prêmios técnicos que não foram para Mad Max. Essa será uma explicação muito resumida dos processos, sem muito aprofundamento, ok?

Edição

Esse é um processo feito na pós-produção de um filme. Depois que ele já está todo gravado, um editor recebe todos os arquivos pra editá-lo. Hoje em dia, é um processo feito, em sua maioria, digitalmente (vide que as câmeras utilizadas são, geralmente, digitais). O editor pega todo o material gravado e seleciona as cenas que serão utilizadas (geralmente indicadas pelo diretor e utilizando o roteiro do filme), montando o produto final do filme.

Design de produção (ou direção de arte)

O diretor de arte é aquele profissional que cria a concepção artística de um filme. Ele é responsável pela concepção visual de um produto audiovisual e orienta toda a equipe de arte.

Edição de som

Em relação a som, já é um pouco mais difícil de explicar porque até alguns minutos atrás, nem eu sabia a diferença entre edição e mixagem de som! Mas, pedi ajuda aos universitários (aka marido), e eles me explicaram que o editor de som somente edita os diálogos, os organiza. Ele é responsável pelos diálogos somente, todos os outros sons existentes em um filme são responsabilidade do mixador.

Mixagem de som

Na mixagem, como eu disse acima, entra tudo: música, efeitos sonoros, e outros sons existentes no filme. O mixador organiza os sons para que o espectador ouça tudo. Porém, deve ficar atento pra um som não sobressair ao outro. Por exemplo, um som de um copo sendo colocado em cima da mesa não pode ser tão alto que o espectador não consiga ouvir o que o ator está falando.

collageoscar

Os vencedores do Oscar. Acima: Jenny Beaven (figurino), Lesley Vanderwalt, Damien Martin e Elka Wardega (cabelo e maquiagem), Margaret Sixel (edição). Abaixo: Colin Gibson e Lisa Thompson (design de produção), Mark Mingini e David White (edição de som), Gregg Rudlof, Chris Jenkins e Ben Osmo (mixagem de som).

 

Continuando no tema som, vamos falar de trilha sonora original e melhor canção original, que muita gente confunde.

Canção original

Nessa categoria, o grande vencedor foi Sam Smith (que, de tão velha que sou, eu não conhecia) com a música Writings on the wall. Como era uma música do filme 007, já era quase certo que venceria, já que sempre que tem uma música do 007 no jogo, ela vence. Eu não conhecia nenhuma, mas das três que foram tocadas durante a premiação, torci para a que Lady Gaga interpretou, Til it happens to you. Pelo tema (estupro), algo muito relevante e que precisa ser comentado, pela performance da Lady Gaga (milhões de vezes melhor que o desafinado Sam Smith), pela letra. Maaaas, todos sabemos que o Oscar não é justo não é mesmo? Pelo menos, o tema foi comentado no palco – e pelo vice presidente dos EUA! Também rolou a polêmica de que as outras duas músicas concorrentes não foram apresentadas (Manta Ray e Simple song #3). Não sei o motivo dessa não apresentação, então não posso falar sobre. Mas o que posso falar é que o prêmio de melhor canção original é dado a uma música composta especialmente para um filme, música que, geralmente, é a música tema. E o prêmio é entregue para o compositor daquela música, e não para o intérprete (só que, muitas vezes, como foi o caso esse ano, o intérprete é também o compositor, junto com Jimmy Napes).

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Jimmy e Sam.

Trilha sonora original

A trilha sonora, diferente da canção original, é toda uma trilha sonora composta especialmente para o filme. Toda aquela “música de fundo”, como muita gente diz, mas que faz toda a diferença em um filme. É a trilha que, muitas vezes (se não todas as vezes), nos permite sentir determinada sensação durante um filme. As músicas que compõe a trilha sonora de um filme geralmente são orquestradas. Esse ano, o grande vencedor desse prêmio foi Ennio  Morricone, por Os oito odiados (de Tarantino). Ennio é muito conhecido por fazer a trilha sonora dos filmes de western spaghetti do cineasta Sergio Leoni, uma trilha de faroeste que todo mundo conhece. Ganhou esse ano seu primeiro Oscar, aos 87 anos, mesmo tendo mais de 500 trilhas compostas por ele (é sério, entra no imdb pra ver!). Coisa mais fofa e linda e emocionante seu discurso em italiano e foi muito bonito ver o respeito de todos no salão por ele.

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Efeitos especiais

E por último, um prêmio que foi super merecido. Na categoria efeitos especiais, que acho que todo mundo sabe que é o prêmio para os efeitos que não podem ser obtidos por meios normais de filmagem ou por ação ao vivo (segundo a wikipedia!), o filme vitorioso foi Ex-Machina e eu vibrei muito quando foi anunciado. Baita filme difícil de ser feito! Imagina você que foi preciso “fingir” que Alicia Vikander (sim, a vencedora do prêmio de melhor atriz coadjuvante) era uma robô durante o filme inteiro. Ela se movimentava, fazia ações dificílimas de depois sincronizar com os pedaços robô dela. Gente, aquilo foi de uma criatividade e inovação incrível! Não tinha como não vencer. E eu fiquei muito feliz de ver a equipe de efeitos visuais naquele palco segurando as estatuetas!

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Andrew Whitehurst, Paul Norris, Mark Williams Ardington e Sara Bennet, a equipe de efeitos visuais de Ex Machina.

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Alicia Vikander como a inteligência artificial do filme.

Pronto! Foram essas as categorias. Gostaram de saber um pouquinho mais sobre cada uma? Espero que sim! E se interessar vocês conhecer mais sobre esse mundo do cinema, só falar que escrevo mais aqui!

Beijocas e até semana que vem!

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Para os que seguem meu canal no YouTube, peço desculpas por não ter tido vídeo novo essa semana, mas o motivo foi o mesmo de não ter post essa semana: falta de tempo! Mas semana que vem tem (se tudo der certo)! Aliás, deixem nos comentários assuntos que vocês gostariam que eu falasse nos vídeos! 🙂

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