Viagens: Paraty – Parte I

Vamos falar hoje de algo que estou pra falar por aqui há MUITO tempo, mas sempre acabo deixando para depois que é Paraty. Esse post é somente um post introdutório, porque não tenho lá taaaaaanta coisa pra falar de Paraty em si. “Mas por que, Livia?” Porque todas as vezes que fui pra Paraty, fui para ir na FLIP – ou Feira Literária Internacional de Paraty – e só fiquei por ali, pelo centro histórico, indo para eventos relacionados a feira, portanto, não posso falar sobre praias, passeios de barco e coisas do tipo. (uma vez, muito tempo atrás, fui pra Paraty sem ser durante a FLIP, mas a colega que foi comigo passou mal e não aproveitei nada da cidade, ou seja, é como se eu não tivesse ido) Mas tem coisas que todo mundo que vai a Paraty deve saber, seja durante a época da FLIP ou não, e é sobre elas que falarei hoje.

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Bem, primeiro, dados básicos. Paraty é uma cidade que fica dentro do estado do Rio de Janeiro, porém, bastante perto de São Paulo: ela fica a 258 km do Rio e a 305 km da cidade de São Paulo, ou seja, a diferença é bem pouca. Do Rio até Paraty, de ônibus, são  em torno de quatro horas e meia de viagem, e a única viação que faz esse percurso é a Costa Verde. Tem vários horários de ônibus saindo de cá (RJ) para lá, mas de Paraty para o Rio os horários já são mais escassos, então sugiro já dar uma olhadinha nas passagens quando chegar lá (ou até antes de sair do Rio, ou da cidade que for). O valor da passagem, por enquanto, está a R$77 (não se esqueça, estou falando saindo do Rio de Janeiro, não sei o valor se for sair das outras cidades). Mas se você tiver carro, aproveita, porque o trajeto não é ruim, não (disse um amigo meu que acabou de ir – e voltar – pra lá dirigindo).

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Centro histórico de Paraty bem cedinho.

Sobre lugares para ficar: a melhor escolha é se hospedar no centro histórico (o que não dá pra fazer caso você vá de carro porque não entra carro no centro histórico) ou perto dele. Qualquer lugar mais afastado vai demandar muita caminhada, já que os principais pontos ficam no centro (centro de informações para turistas, restaurantes, e até boates), principalmente se você for especificamente para a FLIP, como eu fiz, onde TUDO é dentro do centro histórico. Na primeira vez que fui, fiquei em uma pousada, até bem legal, mas que ficava bem longe do centro, inclusive, ficava fora dos “portões da cidade” (sabe, aqueles portais que dizem “bem-vindo a cidade tal”?), totalmente por falta de pesquisa e por deixar pra procurar pousada muito em cima da data da FLIP. Era horrível voltar para a pousada à noite, porque tínhamos que passar por lugares mal iluminados e com circulação frequente de veículos, além do fato de não podermos dar uma descansadinha no meio da tarde, caso ficássemos cansados e tivéssemos uns minutinhos para matar, porque a pousada era muito longe. Já da segunda vez, aprendemos a lição e nos hospedamos em uma pousada dentro do centro histórico (a foto acima foi tirada da janela do nosso quarto), a Pousada do Careca. Foi ótimo. Apesar de ter uma boate bem na frente e à noite ficar um barulhinho alto, nada que fechar a janela não melhorasse. Porém, se você é daquelas pessoas que gostam de um mega conforto, não é o melhor lugar para você. É uma pousada limpa, gostosinha, com café da manha incluso na diária e banheiro dentro do quarto, e não é cara, porém, ela é bem simples. Então, se você quiser um lugar mais chiquezinho e não se importar em pagar um pouco mais caro, melhor procurar algo na Av. Otávio Gama,que fica tipo na orla do centro histórico (meus pais ficaram na pousada Villas de Paraty e amaram, e realmente é uma gracinha lá, eu visitei).

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A orla do centro histórico -mas não do lado onde ficam as pousadas.

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Agora, sobre o que fazer. Como eu disse anteriormente, só fui pra lá na época da feira literária, portanto fiz programas relacionados à feira e não saí do centro histórico. Porém, dicas que posso dar por ali que nada tem a ver com a FLIP são as comidas, e quem não gosta de uma gordice, não é mesmo? O centro histórico é repleto de restaurantes, cafés, sorveterias e barzinhos, esses principalmente pela Praça Matriz, praça principal do centro. Tenho duas sugestões de restaurantes ótimas, uma de comida japonesa e outra de hambúrgueres, ambos na Rua do Comércio, perto da praça Matriz e da ponte. O japonês se chama Disk Japa e, apesar do nome, não faz só entregas. E é maravilhoso! Uma pena eu não ter foto para mostrar aqui, mas olha, vale a pena comer lá um dia. E a hamburgueria é a Dona Maricota, onde comi uma das batatas fritas mais deliciosas da vida (vem temperada com alho e alecrim!) e um hambúrguer de fazer dar pulinhos no banco. Sem contar que o lugar era todo fofo. Porém, não era muito grande,portanto talvez você tenha que ter um pouco de paciência pra esperar um pouquinho (apesar de que nós esperamos quase nada, e olha que era bem no meio da ferveção da FLIP). Dele eu tenho fotos pra vocês babarem!

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A batata frita imensa e o hambúrguer delícia que pedi, ambos do Dona Maricota.

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Outro lugar de comida que fui até me encher foi o Café Pingado (da foto acima). Como boa viciada em café que sou e péssima em localização, era o único café que eu conseguir chegar sem ter que ficar pesquisando no mapa (até porque olhar no mapa e não olhar é a mesma coisa pra mim porque não consigo entender aquelas linhas, gente, tenho problemas!). Mas mesmo se eu conseguisse chegar em outro, teria dificuldade em deixar de lado meu Café Pingado, porque me apaixonei pelo lugar. Não é barato, mas é tudo muito gostoso e super bonitinho! E claro, um lugar super típico de Paraty e que você não pode sair de lá sem ir é o Pastelonni, uma casa de pastéis (ó!) que vende pastéis IMENSOS (têm 30 cm!) e de sabores super diversos, inclusive doces. Eles (os pastéis) são tão grandes que dá até pra comer de almoço! Sério! O único ponto não muito positivo de lá é que os atendentes não são as pessoas mais simpáticas do mundo. Mas nada que respirar fundo não adiante, porque não dá pra sair de lá sem pelo menos um pastelzinho deles. E tem também, claro, as sorveterias. Nesse quesito, não tem muito erro, não. Qualquer uma você sai ganhando!

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Dá pra ver a enormidade desses pastéis?

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Paraty tem alguns centros culturais, como a Casa da Cultura, a Casa Azul e o Museu de Arte Sacra, além do Sesc, que tem programação cultural também. Não sei como é em épocas normais, mas na FLIP tem muitos shows na praça também. Paraty também é muito marcada por eventos culturais. Além da FLIP (29/06 a 03/07), a cidade abriga vários outros festivais, como o Bourbon Fest (festival de jazz, de 20 a 22 de maio), o Festival da Cachaça (11 a 14 de agosto), o Paraty em Foco (de fotografia, de 14 a 18 de setembro), o MIMO (festival de música, de 14 a 16 de outubro), entre vários outros. O que achei muito inteligente da cidade que, apesar de uma cidade pequena, investiu pesado no turismo e está fazendo vários eventos como esses pra animar. Se eu pudesse, ia em todos, menos o do cachaça, que não me desperta o mínimo interesse. Aliás, falando em cachaça, essa é uma das “iguarias” típicas da cidade, tendo várias lojinhas vendendo variados tipos de cachaça.

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Praça Matriz lotada durante a FLIP.

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Como dá pra ver na foto acima, o centro de Paraty é todo feito de pedras, portanto, evite sapatos com salto e prefira sempre os fechados e confortáveis, porque imagina andar de salto nesse chão aí! Falando em o que colocar no pé, vamos falar no que colocar no restante do corpinho. A FLIP costuma ser em meados de julho, portanto, em pleno inverno, e na cidade faz bastante frio, principalmente à noite. Então pode tirar aquele casacão do armário porque você vai usar – se for friorento como eu, aí que não vai ficar sem ele! Mas durante o dia, até no inverno, faz um calorzinho, então dá pra andar por lá de blusa de manga curta sem problemas – mas sempre carregue um casaco com você! No restante do ano, não sei como fica a temperatura, mas acredito que no verão faça um calorzinho safado, então dá pra levar roupas mais frescas. Mas veja bem, isso é apenas uma suposição, porque nunca fui a Paraty sem ser no inverno, então só segue a dica da tia Livia pro inverno mesmo, pras outras estações, pergunta pra alguém que tenha ido lá durante a época que você vai e aí não vai ter erro!  😉

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Roupinha básica de uma noite em Paraty.

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Todo mundo mega agasalhado por causa do frio.

Paraty só tem duas coisas ruins. Uma é que tem muitos cachorros na rua, e são muitos mesmo, principalmente quando você compara a quantidade de cachorros que vê com o tamanico da cidade. Porém, já me disseram que vários donos de doguinhos deixam seus bichinhos passearem pelas ruas, retornando às suas casas à noite. Eu espero encarecidamente que isso seja verdade porque, pelo menos, diminui o número de cachorros que não tem onde morar.

Outra coisa negativa é a quantidade de crianças indígenas pedindo dinheiro nas ruas. Não sei se elas só são exploradas por seus pais na época de festivais e tal, mas na FLIP sempre fica cheio de criança indígena pedindo dinheiro e cantando (em língua indígena) pra ganhar um trocado. Não sei direito como foi a ocupação da cidade e a expulsão desses indígenas de lá, mas sei que ainda há alguns indígenas morando por lá, lutando para manter suas tradições e, infelizmente, em condições não muito boas. O que faz com que seus pais mandem seus filhos para a cidade pedir dinheiro, e é algo bem triste.

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Crianças indígenas cantando na rua.

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Em cima: Negão, cachorro de estimação de uma loa do centro (esq.) e eu tentando conversar com um gatinho (dir.)/ Abaixo: Amigo que fiz que ficava nos seguindo (esq.) e um cachorro de boas pegando sol numa loja (não é o Negão!).

Ah! Tem outra coisa ruim. Eu sou mega contra transportes puxados por cavalos porque acho que não faz sentido eles ficarem levando pessoas e se esforçando enormemente pra que pessoas preguiçosas fiquem confortáveis. E Paraty é uma cidade que tem muita charrete ainda. E nossa, como isso me revolta. Os cavalos parecem ser bem tratados, pelo menos os que vi, mas ainda assim, não gosto e não fiquei feliz de ver.

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Os cavalos esperando na praça.

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Mas Paraty tem muitos mais pontos positivos do que negativos, como já deu pra perceber nesse post enoooooooorme! (espero que vocês leiam todo) É super segura (eu andei por lá com minha câmera pendurada e nada aconteceu), linda e perfeita pra quem gosta de fotografia. Ah! Também têm muito comércio de rua, artesãos e artistas vendendo seus produtos em feirinhas que ocorrem, geralmente, na praça Matriz. O símbolo do comércio de feirinhas de Paraty, o que mais se encontra lá, são uns balãozinhos coloridos para decorar a casa e pendurar onde você quiser. Acho muito difícil sair de lá sem um porque são a coisa mais fofa do mundo! Eu tenho o meu. Do mais, é uma cidade muito tranquila, pra você passar uns dias relaxando – se não for pra FLIP e passar todos os dias correndo pra não chegar atrasado na palestra que quer ir! Falando em FLIP, o próximo post será inteirinho dedicado a ela, então se você quer conhecer um pouquinho mais sobre essa feira literária maravilhosa, fica ligado! (depois farei também um post só com fotos de Paraty, já que, fazendo esse post, percebi que tirei mais fotos meio “artísticas” por lá do que mostrando a cidade em si. hahahahahaha)

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As barraquinhas do lado de lá! Tão vendo?

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Artista com suas obras.

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4 comentários sobre “Viagens: Paraty – Parte I

  1. Adorei o post, porque apesar de já ter ido a Paraty, tem várias dicas que eu não sabia!!! Por exemplo, não sabia do Festival de Fotografia – vamos tentar nos planejar pra ir, o que acha???

    Quanto ao Dona Maricota, eu também fui e adorei, ótima dica!

    Ah, amei as fotos também! 🙂

  2. Com certeza mais das metades das pessoas que conheço aqui de JF já foram em Paraty! Ô cidade linda e bem falada, viu? Parece que tem muitas opções de passeios pra todos os gostos, né?
    Suas fotos tão lindíssimas também 😉
    Beijinhos!

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