Viagens: Paraty – Parte II – FLIP

A FLIP – ou Feira Literária Internacional de Paraty – acontece, esse ano, entre os dias 29 de junho e 03 de julho. Não conseguirei ir, infelizmente, mas fui por dois anos seguidos (2013 e 2014) e foi uma experiência maravilhosa! Um evento em que você respira cultura – e que todos presentes estão lá para fazer exatamente o mesmo e tão empolgados quanto você – por dias a fio não tem como não ser delicioso!

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Parte de fora da Tenda dos Autores, em 2013, cujo tema foi Graciliano Ramos – por isso o desenho da Baleia, personagem de Vidas Secas.

Como diz o nome, a FLIP é uma feira dedicada a literatura. Além da venda de livros (porém, os preços não são muito diferentes das livrarias, apesar de ter alguns descontos),  há vários debates e palestras, sempre com a literatura como pano de fundo, alguns de graça, outros pagando. Os eventos principais são sempre na Tenda dos Autores, cujo ingresso está a R$50, mas é possível acompanhar os debates de graça por telões colocados do lado de fora. Às vezes, os lugares do lado de fora acabam e você tem que ver as palestras em pé (ou sentado no chão), mas olha, vale a pena. Porque é cada palestra a debate interessante que você nem vai se importar de estar do lado de fora. Há programação para crianças (Flipinha), uma programação que é mais voltada para jovens (FlipZona) e a FlipMais é feita de outros eventos que não são debates e palestras, como teatro, apresentações musicais e oficinas, espalhados pela cidade. Os eventos da Flipinha, da FlipZona e da FlipMais são de graça, com ingressos distribuídos uma hora antes de cada evento. Os ingressos para a programação principal da FLIP estarão a venda no site Tickets for fun a partir do dia 03 de junho, às 12h.  Ah! E têm, claro, as apresentações de artistas que aproveitam o clima da FLIP de pura cultura e fazem performances no meio da rua, e autores independentes que levam seus livros para vender por lá. É maravilhoso!

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Declamação de poesia.

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Apresentação de violino.

Todo ano, a FLIP homenageia um autor, e esse ano a homenageada é a poeta Ana Cristina Cesar, que faz parte dos poetas marginais, movimento que surgiu durante a ditadura aqui no Brasil e propunha uma crítica ao conservadorismo da sociedade. E preciso dizer que fico muito feliz de ser uma mulher a homenageada da vez, ainda mais em uma época em que nós, mulheres, estamos lutando tão intensamente contra o imenso machismo que ainda existe na sociedade. Ter uma feira como a FLIP saudando a obra de uma mulher tão importante para a literatura é saber que um passo foi dado nesse luta.

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Ana Cristina e um de seus poemas, “Psicografia”. 

Já assisti muita palestra maravilhosa e debates enriquecedores na FLIP. Assisti um bate-papo com o documentarista Eduardo Coutinho um pouco antes de sua morte – e, até hoje, foi uma das melhores coisas que vi lá. Assisti palestras com Daniel Galera, Fernanda Torres, e vários outros autores maravilhosos. Assisti, em plena ebulição das manifestações, um debate sobre política e, claro, as manifestações que me agregou muito. E assisti também palestras e debates em um lugar que, infelizmente, acho que não existe mais, chamado Casa do Autor Roteirista, que era dedicado à arte de se escrever para o audiovisual e que foi o maior achado que fiz na FLIP. Foram aulas maravilhosas que tive lá, com informações que guardarei para sempre, mesmo se eu nunca trabalhar com cinema.

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Casa do Autor Roteirista e algumas das experiências que tive por lá – debate sobre humor (acima) com Marcos Caruso e Allan Sieber, e apresentações de Mariana Ximenes e Domingos Montagner.

 

 

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Tenda dos Autores do lado de fora, com a galera reunida pra ver Fernanda Torres (acima) e a Tenda do lado de dentro (abaixo) no debate sobre política.

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FLIP é lugar de discutir sobre manifestações e de fazer manifestações.

Pra resumir, a FLIP é um evento maravilhoso com um clima maravilhoso que é impossível não se envolver. Só de estar lá, com tanta gente pensando cultura e discutindo cultura já faz você ter um pouco de esperança que o mundo pode melhorar. E, no meu caso, me sinto em casa, com pessoas que são muito parecidas comigo e pensam como eu, o que é tão difícil de encontrar por aí. São dias pra deixar o coração quentinho e o cérebro mais cheio. Ou seja, não tem como ser ruim! Se você por acaso já foi na FLIP ou se for na desse ano, depois vem aqui me contar!

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Mais informações sobre a FLIP: http://flip.org.br/

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