Nada sobre mim

É, eu sei, tô há séculos sem entrar por aqui. Desculpa, galera! Vida confusa. Não é desculpa, eu sei. Mas por isso que vim aqui com surpresa e coisa boa hoje! Sabe qual é?

TEM LIVRO NOVO MEU NA AMAZON!

nada

Publiquei pela plataforma online da Amazon meu mais novo livro, chamado Nada sobre mim que quem já leu disse que é o melhor que já escrevi! 🙂

“Mas Livia, como é que vou saber se quero ler, se nem sei do que fala?” Tudo bem, padawan, eu deixo aqui uma pequena provinha pra você.

 

Um quarto de hotel. Copos pela metade por todos os lados. Corpos espalhados tão displicentemente quanto os copos. Acordo com a cabeça latejando e consigo ver, com o pouco que abro dos olhos, duas meninas desconhecidas, seminuas (ou talvez totalmente nuas, não percebo direito desse ângulo), uma deitada no chão com o braço por cima de Anthony e a outra espremida em uma poltrona com Alan. Não vejo Thiago. Levanto a cabeça para procurá-lo e constato que a menina — ok, mulher, mas pra mim é difícil chamá-la de mulher já que teria de admitir que eu mesma sou uma adulta — que faz Anthony de travesseiro está de fato nua. E isso porque somos apenas uma bandinha de bar.

Thiago definitivamente não está no recinto. Decido ir atrás dele. No primeiro movimento, porém, desisto. Quanto a gente bebeu ontem? Não consigo me lembrar de nada, apesar da quantidade de copos responder que foi muito. O que lembro é de tocar num bar xexelento nessa cidade que não lembro o nome, só sei que não é a minha, de comprar vários packs de cerveja, devidamente tomadas desde o momento em que colocamos o pé de volta no quarto compartilhado do hotel. Não lembro de meninas. E lembro muito menos da hora em que dormi. Que horas são agora?

Escorrego o corpo lentamente pela cama até sentir o chão gelado. Puxo o pé rapidamente pra cima, antes de repetir o primeiro movimento, já sabendo a temperatura que vou encontrar. Quando sinto que consigo aguentar o frio, escorrego a outra perna e, aos poucos, feito uma pessoa sem coordenação — ou melhor, feito alguém com uma puta ressaca —, fico em pé. Onde é o banheiro mesmo? Porque é pra lá que eu preciso ir — IMEDIATAMENTE! O simples fato de ficar em pé faz meu corpo se conscientizar de toda bebida que consumiu no dia anterior — que significa algumas horas antes — e querer expurgá-la de uma só vez. Em três segundos atravesso o quarto inteiro — que, diga-se de passagem, não é nem um pouco grande. Parece que meu cérebro desesperado não tem nenhuma dificuldade em encontrar o banheiro.

Após ver a última gota daquela gosma nojenta atingir o vaso, ouço um gemido de dor. E assim foi desvendado o mistério do sumiço de Thiago. Ele está jogado, completamente torto, no espaço vazio embaixo da pia. E eu me pergunto: por quê? Mas eu mesma poderia estar na mesma posição no mesmíssimo lugar, então, como julgar? Ainda mais depois de ter colocado quatro litros (pelo menos) de álcool pra fora de mim.

— Ajuda? — pergunto, a voz rouca pós-vômito.

Thiago estende a mão e eu o ajudo a sair daquela posição desconfortável. Levanta-se, segurando-se em mim, e sem conseguir abrir os olhos, como eu minutos atrás. Abro o chuveiro e deixo Thiago sentado no chão, e ele nem se incomoda com a força da água grudando seu cabelo no rosto. Em pouco tempo ele estará bem novamente.

Ao voltar para o quarto, Alan e sua menina continuam dormindo profundamente, mas Anthony e sua mulher estão transando. Devem ter aproveitado que ela já estava nua. Decido, então, que é hora de deixar esse local devasso. Cato meus óculos escuros na bolsa, calço o tênis número 42 do Alan (o primeiro que acho no meio da bagunça) e saio. Não, não conheço nenhum cara lindo e romântico no lobby do hotel e nos apaixonamos perdidamente. Apenas sento no sol e faço nada. Algum tempo depois, aparece Thiago, já recuperado, apesar de ainda não conseguir abrir os olhos direito – o que vejo por baixo de seus óculos escuros.

— Tá há quanto tempo aí? — ele pergunta, sentando-se ao meu lado.

— Há exatamente… — olho no relógio, que não havia tirado no dia anterior.  — … uma hora e 22 minutos. As garotas ainda estão lá?

Thiago balança a cabeça positivamente, tirando um maço de cigarros do bolso da bermuda.

— Every fucking time. — eu digo.

— Every fucking time. — ele repete, antes de enfiar um cigarro apagado na boca e olharmos, os dois, para a rua vazia à nossa frente.

 

Foi uma provinha bem grande, hein! E se você gostou do que leu, é só baixar o aplicativo da Amazon no celular ou computador e procurar pelo livro. Tá somente 9 reais! Se você tiver Kindle, é mais fácil ainda, só procurar pelo livro na lojinha e pronto! Ou, pra facilitar, você pode clicar aqui.

E depois volte aqui pra dizer o que achou da história, ok?

Beijocas!

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