Chez Lalu – Café

Fui num café tão maravilhosinho que tive que escrever sobre ele. Sabe um lugar tão fofo que você fica embasbacado, olhando todos os detalhes, de tão encantada? Foi o que aconteceu comigo no Chez Lalu, que fica em Ipanema.

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Apesar da decoração lindinha, toda em madeira, que dá uma sensação confortável e de aconchego ao lugar (e olha esse balanço que tinha dentro do café!), o que me chamou a atenção mesmo foram os produtos que eles vendem lá. Tem muita coisa! O que primeiro captou meu olhar foram as geleias – e olha que nem gosto de geleia! Os vidros eram as coisas mais fofas e dava muita vontade de levar pra casa só pra servir de decoração pra minha cozinha. Também tinha várias camponatas,a maioria de abobrinha, mas a que levei (pra dar de presente) foi a de beringela, que parece que estava muito boa, já que acabou rapidinho quando foi aberta! Elas têm 170g e custam, em média, 22 reais, que eu sei que não é barato, mas são artesanais, então valem o preço. Continuando com o tema “coisas em vidro”, também vi azeites especiais vendendo, granolas e vinhos orgânicos, esses últimos fiquei com muita vontade de comprar! Custavam 36 reais, e eu, como conhecedora nula de vinhos, achei um preço bom pra um vinho orgânico. Além disso, eles têm pães, congelados, cafés e até flores vendendo lá! É bem variado.

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Quanto as comidinhas pra consumir lá, tinha várias opções, e todas saudáveis. Pelo que percebi, o café privilegia alimentos mais naturais e artesanais. Os pães de queijo que pedi (R$6 a porção com 5), por exemplo, são feitos sem corantes e sem conservantes (e estavam uma delícia!). O cappuccino é feito numa prensa especial (que, infelizmente, não consegui tirar foto), que dá um gosto diferente (e maravilhoso) à bebida e vem numa louça que dá vontade de levar pra casa de tão linda. Não acredita? Olha só!

Se eu tivesse passado lá com mais fome, teria comida muito mais, porque era cada coisa no cardápio que dava vontade de pedir! Como, por exemplo, o queijo quente com queijo canastra, o pão de queijo recheado com tomate marinado, pesto e queijo canastra (R$10,50), ou a coxinha de cogumelo (R$8). E mais um bando de bebida gostosa. Ou seja, se você for lá, vá de estômago beeeeeeeeeeeem vazio!

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Único problema de lá é que é pequetito, mas até que a questão do espaço foi bem resolvida. As mesinhas ficam do lado de fora (o café fica numa galeria), mas dentro tem dois balcões (fiquei em um deles) bem grandes, onde dá pra se comer tranquilamente e com conforto. O atendimento também é muito bom, as duas atendentes que anotaram e entregaram meu pedidos foram muito simpáticas. Um lugar pra se voltar sempre. Ah! Eles também fazem entregas de cestas orgânicas, é só programar antes.

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Chez Lalu

R. Visconde de Pirajá, 444, loja 127 – Ipanema

Horários: 2a à 6a, de 10h às 19h/ Sábado, de 10h às 15h.

Serviço

Você tem um amigo escritor que tá precisando de ajuda? Diz que a amiga aqui faz esse serviço! Revisão de texto, copidesque, leitura crítica. Diz que já trabalhei em editora e sou escritora. E fala pra mandar e-mail para liviagbrazil@yahoo.com.br pra pedir orçamento. Grata!

A vida secreta dos casais

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Não há tantas séries brasileiras. Elas estão aumentando de número – que bom -, mas não são muitas. Um canal que investe bastante em séries brasileiras, e foi, inclusive, onde assisti minha série nacional favorita (Alice), é a HBO, canal onde A vida secreta dos casais é exibida. Na verdade, foi exibida, já que passou no ano passado (mas continua lá na HBO GO, que agora pode ser assinada como um Netflix e tem até aplicativo). Porém, já sabemos que haverá uma segunda temporada da série, provavelmente no ano que vem, como disse Hugo Bonemer, um dos atores da série, nessa entrevista. E ainda bem que vai ter, porque a primeira temporada acaba de uma forma bem “misteriosa”.

Mas do que se trata a série? O foco de A vida secreta dos casais é em Sofia, vivida por Bruna Lombardi, que é também criadora (e roteirista) da série. Pra quem não lembra da Bruna, ela foi uma atriz bem famosinha por aqui nos anos 80 e 90, mas depois ela foi morar nos EUA e passou a se dedicar mais a cinema. Sofia é sexóloga e dona de um centro de terapias alterativas para casais especializado em tantra. Porém ela se vê no meio de uma investigação policial quando um de seus pacientes, Daniel, é morto logo depois de sair de sua casa, paciente esse que trabalhava em um grande banco, que é o foco da reportagem de Vicente, jornalista interpretado por Alejandro Claveaux que, coincidentemente, é sobrinho de um detetive particular que também está investigando a morte de Daniel.

A série intercala momentos dessas investigações (policial e jornalística) com as consultas no centro de terapias e a vida de alguns pacientes de Sofia que, pra mim, ficaram meio soltas no meio da história. Tudo bem que essas histórias servem pra dar alguma lições para os telespectadores, como aceitar as diferenças, diminuir o preconceito, e fazer o público enxergar o tantra como algo normal e desmistificá-lo um pouco (apesar de achar que eles falham nisso ao iluminar as cenas de tantra sempre com luz baixa e vermelha, que só deixa mais estereotipado), mas me parece que essas histórias ficam flutuando no pano geral da trama e deveriam ser contadas em outra série, parece que são duas séries em uma e as histórias não conversam. Até porque a história da investigação policial é bem interessante e toda vez que um dos pacientes de Sofia aparece na tela a gente só fica torcendo pra passar logo pra gente ver como o conflito vai ser resolvido (talvez seja essa a intenção mesmo, vai saber).

No geral, a série é bastante boa. Como eu disse, a investigação te deixa querendo saber o que vai acontecer logo e é meio impossível você não clicar logo pra ver o próximo quando um episódio acaba. A trama investigativa faz sentido e não fica devendo muito às séries policiais lá de fora, e olha que eu assisto MUITA série policial. Mas o foco aqui não é a parte técnica, como num CSI, por exemplo. É muito mais focado no entendimento dos personagens e qual deles poderia ter cometido aquele crime, personagens esses muito bem desenvolvidos. Ao contrário do que vemos nas novelas brasileiras, por exemplo, os personagens dessa série são densos, cheios de camadas e profundidade. Todos eles têm seus defeitos e qualidades e nenhum tem só um lado.

Infelizmente não temos somente atuações impecáveis, portanto os personagens acabam não chegando ao ápice que poderiam chegar por conta disso. Alguns porque os atores não são bons mesmo (como a própria Bruna Lombardi), e outros claramente por falta de boa direção (há alguns bons atores que não estão atuando na capacidade de seu talento, e isso é obra de má direção). Mas tem atores que, mesmo com a falta de direção (que é de Carlos Alberto Riccelli, marido da Bruna), retratam seus personagens com maestria, como Paulo Gorgulho, o presidente do banco, Alejandro Claveaux, o jornalista Vicente, e Letícia Colin, fotógrafa contratada pelo jornal onde Vicente trabalha. A Letícia eu posso estar sendo um pouco imparcial, porque acho ela fantástica. Eita menina pra atuar bem! Sou fãzoca dela desde que a vi, incrível e irreconhecível, no musical Hair. Mas ela está ótima como Renata, uma fotógrafa cheia de problemas passados. Acho que ela consegue equilibrar a força e impenetrabilidade que só uma pessoa que já sofreu muito nessa vida sabe como é, mas também com uma certa doçura “sem querer”, como alguém que não quer mostrar seu lado sensível. E ainda é uma mulher power inteligente pra caramba que sem ela o Vicente não conseguiria chegar a lugar nenhum. Sem contar que a química (nada amoroso, gente, só profissional mesmo) entre os dois atores é super aparente.

Pelos personagens serem cheios de camadas, a história vai seguindo por um caminho que muitas vezes surpreende, e isso deixa a série muito interessante de se ver. E ela toca em assuntos muito em voga no nosso mundo hoje em dia, como política, corrupção, e essas coisas que estamos mais do que acostumados (infelizmente) em ver. Mas algumas coisas me incomodaram, como a iluminação muito escura algumas vezes, alguns diálogos clichês e com frases de efeito, geralmente ditos pela Sofia (que só soam mais truncados ainda por causa da má atuação da Bruna), e alguns palavrões ditos por alguns personagens, que não pareciam naturais, não cabiam na boca dos atores, sabe? Teve também uma situação envolvendo a filha do detetive, que não vou falar o que é pra não dar spoiler, que eu não gostei nem um pouco da resolução, foi bem machista (quando vocês assistirem vocês vão entender). Mas eu prometo que vale a pena assistir a série, acho que Bruna criou um bom enredo e uma boa trama. Sem contar que é produto nacional, né gente. Vamos valorizar o que a gente faz! Ainda mais quando produto é bom.

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Letícia Colin como a fotógrafa Renata.

A vida secreta dos casais (2017)/ HBO.

Número de episódios: 12.

Criada por Bruna Lombardi.

Roteiro por Bruna Lombardi e Kim Riccelli.

Dirigida por Carlos Alberto Riccelli e Kim Riccelli.