Séries LGBTQ+

Oi querides!

Estamos num mês tenso, né? O resultado das eleições não foi nem um pouco satisfatório e já estamos com medo do que pode acontecer no segundo turno. Aqui no Rio de Janeiro piora também com a possível candidatura de um governador que vai na mesma onda do ódio e discriminação com minorias. Portanto, resolvi, aqui no blog, dedicar essas semanas à diversidade. Indicar séries, filmes , livros e o que for que retratem a diversidade em todas as formas. Começando essa semana com as séries que retratam personagens LGBTQ+. Isso porque hoje vi o filme Looking, derivado da série Looking, e relembrei da maravilhosidade que é essa série. Então vamos lá. Indicarei 5 séries porque, bem, tenho mania de fazer listas de 5. (lembrando que, se eu falar alguma besteira aqui, tanto em relação às séries quanto a termos utilizados, pode me falar, mas fale com carinho e educação, ok?)

  1. Looking

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Não poderia começar com outra, já que foi o que ativou essa lista. Essa série de  conta a história de 2014 é sobre as vidas de um grupo de amigos que mora em San Francisco, na Califórnia (EUA). Os personagens principais são Patrick (Jonathan Groff), Agustín (Frakie J. Alvarez) e Dom (Murray Bartlett), mas há vários outros personagens que aparecem ao longo da série que são tão (e às vezes até mais) interessantes que os principais. Eu tenho uma certa queda (uma enooooorme queda) pelo Richie, interpretado pelo Raúl Castillo, mas não falarei muito sobre ele porque não quero dar spoilers, mas todos os personagens são super identificáveis, porque eles passam por situações e têm questionamentos que qualquer um de nós tem.

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Raúl Castillo, que interpreta o Richie.

A série foi super bem recebida por público e crítica. Ela foi exibida pela HBO e hoje você pode encontrá-la na HBO GO. Mas, infelizmente, teve SÓ 2 temporadas (e o filme, de 2016, que também está disponível na HBO GO).

2. The L Word

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Essa foi a primeira série com “temática” LGBTQ+ que vi, acho. Centrada em um grupo de mulheres lésbicas, é uma série cheia de personagens fodas e inspiradoras. Foi muito importante na época por ser um tempo em que tanto personagens femininas quanto personagens lésbicas eram escassas,e quando existiam eram retratadas de uma forma muito estereotipada. The L Word é de 2004 (10 anos antes de Looking!), teve 6 temporadas, e lá nos EUA passou no canal Showtime. Aqui no Brasil, se não me engano, era exibido pela Warner. São muitas personagens para colocar os nomes de todas aqui – ao contrário de Looking, que era focado em três amigos, o grupo de amigas de The L Word era bem extenso. Mas eu sempre escolho personagens preferidos e a minha era a Shane, interpretada pela Katherine Moenning (admito que minha escolha se baseava muito pelo de ela ter feito Young Americans, uma série adolescente que eu adorava).

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Katherine Moennig, a Shane e minha personagem preferida.

3. Queer as Folk

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Preciso admitir que não lembro mais de detalhes da série, mas lembro que eu adorava! Talvez tenha visto Queer as Folk até antes de The L Word. Também uma das primeiras séries focada em personagens da comunidade LGBTQ+, porém em homens homossexuais,  portanto tão importante quanto The L Word, já que era uma época em que pessoas LGBT não se viam representadas em produtos audiovisuais, algo muito grave. A série é de 2000 (!!!!!!!) e teve 5 temporadas, passadas também no canal Showtime lá fora e aqui passou no canal Cinemax (segundo a Wikipedia). Também segundo a Wikipedia, “Queer As Folk narra a história de cinco homens homossexuais que vivem em Pittsburgh, Pennsylvania: Brian, Justin, Michael, Emmett e Ted. Compondo o elenco principal, ainda temos o casal de lésbicas Lindsay e Melanie e a mãe orgulhosa de Michael, Debbie“. Retratava, como Looking, suas vidas amorosas, relacionamentos com a família, vida profissional e coisas que todo jovem passa.

4. Queer Eye for the Straight Guy

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Quem não passou horas da adolescência vendo esses 5 homens fabulosos transformando a vida de um hétero que parecia não ter solução (querendo que eles transformassem a SUA vida completamente também, mesmo você não sendo um homem hétero)? Eu era completamente VICIADA em “Queer Eye” e foi um dos únicos realities shows que eu nunca tive vergonha de dizer que assistia! Sim! Era um reality show onde 5 homens gays, cada um com uma especialidade, iam na casa de um homem hétero para endireitar sua vida. Thom Filicia era responsável pela decoração (era o que eu ficava mais louca com as mudanças, queria Thom na minha casa pra transformar ela toda!), Ted Allen pela parte gastronômica, Carson Kressley era responsável pelo visual do cara, Kyan Douglas pela aparência do hétero sem noção, e Jai Rodriguez era o homem cultural (e eu AMAVA ele!).

O reality estreou em 2003 e teve 5 temporadas, porém esse ano a Netflix estreou “Queer Eye”, uma segunda versão do mesmo programa, porém com outros 5 especialistas (na ordem da foto): Tan France (moda), Bobby Berk (decoração), Jonathan Van Ness (aparência), o maravilhoso gato salve-salve Antoni  Porowski (gastronomia) e Karamo Brown (cultura). Eu demorei pra assistir porque fiquei com medo de não ser tão bom quanto o original, mas é MARAVILHOSO e eu chorei em todos os 16 episódios das 2 temporadas que já estão liberadas. Assistam!!!!

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5. Sense8

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A mais contemporânea de todas essas séries (tirando a nova edição de Queer Eye), e talvez uma das mais importantes séries já feitas,já que engloba todo tipo de diversidade. Apesar de achar que não tenha ninguém que não tenha assistido Sense8 ou ao menos ouvido falar dela, contarei a premissa da série: oito pessoas ao redor do mundo descobrem, um dia, serem mentalmente ligadas a outras pessoas (as outras sete) e tentam entender como isso acontece. Porém, além de terem que lidar com essa novidade, ainda precisam fugir de pessoas que os caçam por serem exatamente como são (algum traço parecido com a realidade?). Entre esses sensates (como são chamados os que têm essa ligação mental), há um homem cis gay (Lito), uma mulher trans lésbica (Nomi) e uma mulher cis bissexual (Riley), além de vários outros personagens de sexualidades diversas. E, durante a série, o tema da sexualidade é tratado de forma muito natural e fluida, como sempre deveria ser, o que, pra mim, faz da série tão importante (além de abordar vários outros assuntos). Ah! Sem contar que as duas criadoras e diretoras são duas mulheres trans (as irmãs Wachowski, criadoras também de Matrix). É uma série incrível original da Netflix, que estreou em 2015 e teve duas temporadas e um filme, feito porque a Netflix cancelou a série antes de ela ter um fechamento real. Uma das melhores séries que já vi na vida, e olha que já assisti muuuuuuuuitas séries, mais de 200!

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Amanita e Nomi: MELHOR CASAL!

Claro que deixei de falar de várias,afinal foi uma lista de somente 5 séries. Então diz aí nos cometários quais séries que você gosta e eu não falei por aqui. E diz também o que você acha dessas que eu escolhi, se assistia, qual personagem preferido, me conta tudo! E vamos lutar pela diversidade SEMPRE, gente!

Beijos!