30 LIVROS EM 1 ANO – Guia do Mochileiro das galáxias, O restaurante no fim do universo, e A vida, o Universo e tudo mais (Douglas Adams) – LIVROS 28, 29 e 30

Yo Bros! (desculpa, gente, desculpa, é a maratona How I met your mother fritando o cérebro da pessoa)

Anyways… Feliz 2016, pessoas! E nada melhor pra começar o ano do que o melhor livro que li em 2015! Quer dizer, os melhores livros, visto que é uma série fantástica, sensacional, fabulosa, e todos os adjetivos que consigo e não consigo pensar. Desde Harry Potter não fico tão maravilhada com uma série de livros. E contarei o todos os motivos. Mas antes vamos falar um pouco sobre a série em si.

O guia do mochileiro das galáxias foi escrito por Douglas Adams, escritor inglês que, infelizmente, faleceu em 2001, nos fazendo perder, assim, mais um gênio. Sim, gênio, pois engana-se quem pensa que o Guia é só mais um livro sobre viagem no espaço. Se fosse, não seria a febre que é, existindo até um dia para celebrá-lo, o Towel Day (Dia da toalha), comemorado em 25 de maio. Originalmente, era uma série de rádio transmitida pela rádio BBC, na Inglaterra, e depois foi adaptada para outras mídias, como livros, peças de teatro e filme. O primeiro livro da série (ou “trilogia de cinco livros”, como é chamada ironicamente) foi publicado em 1979, sendo seguido por O restaurante no fim do universo, de 1980, e depois por A vida, o universo e tudo mais, que foi lançado em 1982. E vou parar por aí porque foram os três livros da série que li até agora.

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Os dois primeiros livros da série.

Meu livro preferido entre os três é, de longe, o segundo, O restaurante no fim do universo. O primeiro, O guia do mochileiro das galáxias, é mais uma apresentação da história, dos personagens, e onde você vai se acostumando com o humor sensacional de Douglas Adams. Meu tipo de humor favorito é o inglês, que é mais irônico, sarcástico, mais dry (desculpem, mas não achei uma palavra em português para esse tipo de humor, onde a pessoa diz a coisa engraçada sem mudar expressão facial ou entonação), e eu adoro. Pra quem gosta de Doctor Who, é exatamente o mesmo tipo de humor (E, Douglas Adams escreveu TRÊS episódios de Doctor Who!). Aliás, há várias semelhanças entre o seriado e os livros, e comecei a achar que Steven Moffat se inspirou bastante no Guia para escrever os episódios de Doctor. O terceiro livro, A vida, o universo e tudo mais (expressão que vocês vão me ver mencionar muito por aqui), é uma maluquice só. Sério, demorei pra entender o que aquele bando de situação totalmente sem sentido significava. Mas no fim, teve um motivo. Tudo tem um motivo e faz sentido nos livros da série, tudo mesmo. Nem que seja uma pessoa andando numa praia longe de onde todos os personagens estão (“Um mágico vagava pela praia, mas ninguém precisava dele”) – essa cena serve pra mostrar que a vida é assim, um bando de situações rotineiras empilhadas e que nem tudo tem que ser fantástico (admito: esse foi um comentário do meu marido que eu achei tão bom que tive que escrever aqui).

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Falando em marido, essas são as costas dele junto com o terceiro livro da série.

O segundo livro é meu favorito porque ele tem todos os elementos de que gosto num livro: uma boa história, o maravilhoso humor inglês, frases sensacionais e metáforas incríveis que te deixam pensando por muito tempo sobre a vida, o universo e tudo mais (desculpem, eu não podia deixar passar). E como eu disse na resenha de Dias roucos e vontades absurdas, eu adoro livros que nos fazem pensar na vida e na mente e no comportamento e etc. Eu me sentia lendo um livro de filosofia e meu coração dava pulinhos a cada frase de tão sensacional que são as análises de Douglas Adams (por isso o chamei de gênio). Foi o livro que mais anotei coisas para reler depois (não pude sublinhar no próprio livro porque ele era emprestado), e em alguns momentos eu queria anotar uma página inteira! Você lê e pensa na vida o tempo todo, nas grandes questões.Mas não ache que você fica desesperado lendo isso, tipo “ai meu Deus (ou amontoado de vagas percepções sensoriais), o que eu estou fazendo da minha vida?”. Não! Porque é tudo passado de uma forma muito leve. Enfim, vou colocar aqui alguns trechos que gostei muito, pra vocês terem uma pequena noção do que estou falando.

“Num universo infinito, tudo pode acontecer, até a sobrevivência.”

“Não sei. Por que? Vocês acham que eu deveria ter um? Parece-me muito estranho dar um nome a um amontoado de vagas percepções sensoriais.” – Homem que rege o universo ao ser perguntado de seu nome.

“Como você pode garantir que tem alguma coisa lá fora se a porta está fechada?”

“Elas (as pessoas) têm seus próprios universos a partir de seus olhos e seus ouvidos.”

“(…) puderam enfrentar os problemas da falta de objetivos e do isolamento simplesmente decidindo ignorá-los.”

Mas não é só no segundo livros que existem frases sensacionais. Nos outros também tem, como essa do terceiro:

“Não somos obcecados com coisa alguma, entende? E esse é o fator decisivo. Não podemos vencer contra a obsessão. Eles se importam, nós não. Então eles vencem.”

Ou esse trecho, também do terceiro, que mostra exatamente o tipo de humor da série:

 “São/eram de uma beleza indizível. Em outras palavras, você não seria capaz de recitar um trecho longo de uma só vez sem ser tomado fortemente pela emoção e por um senso de verdade, totalidade e unicidade das coisas sem que, rapidamente, você precisasse dar uma volta rápida pelo quarteirão, possivelmente parando em um bar ao retornar para tomar uma dose rápida de perspectiva e bebida. Eram realmente bons.”

Ou esse outro trecho, do primeiro livro:

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Bem, acho que já deu pra entender que eu amei tudo sobre o Guia e o motivo, né? Acho melhor parar antes que fique um post interminável. Mas antes de eu ir, dizendo que vocês todos TEM QUE LER ESSA SÉRIE TODA, deixo uma pequena sinopse da série, que foi a única coisa que faltou aqui: Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse (sinopse retirada do Skoob). E a partir daí, bem, VOCÊ TEM QUE LER PRA VER (toda a série do Guia do mochileiro foi relançada aqui pela Editora Sextante e cada livro tá em torno de uns R$25, mas você consegue achar a coleção completa no Submarino por R$39,90).

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Douglas Adams, o geniozinho por trás dessa série maravilhosa!

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Falando no melhor livro que li em 2015, lá no meu canal tem vídeo falando sobre os 5 melhores livros que li em 2015 (e os 5 piores também). Dá uma olhadinha lá! E não esquece de se inscrever no canal!

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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30 LIVROS EM 1 ANO – Dias roucos e vontades absurdas (Vivian Pizzinga) – LIVRO 27

Começo dizendo que será muito difícil fazer uma resenha desse livro, e ainda mais uma resenha adequada, no nível que o livro merece, porque, como já deve ter dado para perceber, eu AMEI Dias roucos e vontades absurdas, entrou até pra minha lista de melhores livros do ano, e pra mim é muito difícil falar sobre coisas que gostei tanto. Mas depois dessa frase imensa, vou tentar dizer um pouquinho do que esse livro de contos me fez sentir.

The Blurb (retirada do site da editora Oito e meio, porém, bastante editada): Como diria o Dr. Freud para o Dr. Jung: um pouco de neurose é fundamental para a saúde mental. Mas a questão é: qual medida seria razoável, com quanto de neurose se atinge um mínimo de sanidade? Entre o absurdo das vontades e a rouquidão dos dias, os personagens se dividem: se a loucura é uma sensação térmica, uma hora faz calor, outra hora faz frio. Uma autoanálise permanente só traria incertezas ainda mais dramáticas.

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Olha essa capa sensacional!

Preciso começar dizendo que Vivian Pizzinga, a autora do livro, é psicóloga. Sim, começo assim porque enquanto lia o livro não conseguia parar de pensar como uma pessoa sabia explicar tão bem o ser-humano – e suas neuroses – como ela. Quando soube que ela é psicóloga entendi tudo (principalmente porque tenho uma amiga psicóloga que me diz, às vezes, coisas como as de alguns textos). Em seguida, preciso dizer que sou completamente viciada no estudo do comportamento humano, chegando a me perguntar, dia sim, dia não, por que eu não cursei psicologia na faculdade (teria amado, com certeza). E em terceiro, é necessário dizer que faço terapia desde os 14 anos de idade (hoje tenho 30), e me tornei, por causa disso, uma grande analisadora das pessoas (não, eu não fico falando disso com as pessoas porque sei que elas não gostam – a não ser com minha amiga psicóloga. mas pode ter certeza que se algum dia eu te conheci, eu te analisei internamente). Portanto, fica muito claro porque eu fiquei tão apaixonada por esse livro, livro onde a autora expõe, de forma muito clara, nua, crua e cheia de neuroses, a forma como as pessoas agem, pensam, se comunicam e se relacionam. Prato cheio para minha curiosidade insaciável sobre o comportamento e a mente humanos.

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Trecho do meu conto favorito, que dá nome ao livro.

Sabe aquela máxima de que “de perto ninguém é normal”? Nesse livro, isso fica bem claro. São modos de agir que mostram que não existe o “certo”, o “normal”, só o que há é o jeito de cada um e todos eles são possíveis, nenhum está errado, você pode fazer o que quiser. Ok, alguns personagens de alguns contos agem de uma forma condenável, quer dizer, vão contra as leis impostas pela sociedade e lei é lei, né? Mas tirando eles, fica muito claro que tudo depende da forma como você observa uma situação, tudo é explicável e nada é condenável.

A escrita da Vivian também é absurdamente boa. Ela mescla a formalidade e a informalidade e em momento nenhum soa pretensiosa ou forçada. Apesar do assunto tratado (a loucura, a sanidade, a saúde mental), é uma leitura leve, fluida, que você não tem vontade de largar e quer devorar tudo de uma só vez. Fiquei muito impressionada e positivamente surpresa com o livro, ainda mais porque eu havia desistido de lê-lo uma vez porque não gostei do primeiro conto (pois é, nem tudo são beija-flores e arco-íris) e não tive, na época, vontade de continuar. Cheguei a quase dá-lo várias vezes. Ainda bem que não o fiz. Porque é daqueles livros que quero na minha estante pra sempre, pra sempre reler e, com certeza, cada vez que o fizer as palavras terão significados totalmente diferentes, de acordo com o momento da vida. Falando em vida, esse é, com certeza, um dos melhores que li nela. O livro é da editora Oito e meio e custa, em média, 35 reais.

Ah! Ele já tá aqui, separadinho, pra emprestar praquela minha amiga psicóloga que falei que, com certeza absoluta, vai amar! Mas eu quero ele de volta depois, viu Marina? 😉

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A autora, Vivian Pizzinga. Essa foi a melhor foto que encontrei dela, sorry!

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Vende-se uma geladeira azul (Rafael Cal) – LIVRO 26

Hoje vou falar de um livro que na verdade é uma peça de teatro, que foi vencedora de 2014 do Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural, mas se saiu em formato de livro, então é livro (assim como as peças de Shakespeare, ou vocês não contam Rei Lear e etc como livro?). E o mais legal é que é de uma pessoa que eu conheço! Ok, conheci muito brevemente, num curso de roteiro que fiz, mas a internet tá aí pra aproximar as pessoas e descobri pelo Facebook que o Rafael escreveu essa peça e faz pouco que ela saiu em formato digital, nesse link aqui, dando oportunidade pra quem não assistiu a peça, como eu, de conhecê-la. E cara, eu adorei! E fiquei pensando “por que eu não fui assistir a peça quando tava em cartaz???”

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A história de Vende-se uma geladeira azul é, basicamente, a história de três irmãos, Anna, Bernardo e João, que se reencontram depois de um tempo por causa da morte de sua avó e para receber a herança da mesma, que descobrem ser somente uma geladeira. Azul, no caso. E aí vem todos os percalços que pensar o que fazer com aquela geladeira velha -e azul – causam. Parece uma história boba, mas não é. Em poucas páginas (são apenas 90 e poucas páginas, se não me engano), dá pra entender todos os nós e origens dessa relação entre os três – ajuda o fato de ter flashbacks dos irmãos quando crianças. Eu gostei muito da linguagem, fácil e informal (todo mundo sabe que adoro linguagem informal), e com jogos de palavras e situações muito interessantes. Gostei muito mesmo da modernidade e do ritmo do texto, me surpreendi. Positivamente. E ficarei no aguardo de mais peças e textos do Rafael Cal por vir.

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O autor da obra.

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Lucia McCartney (Rubem Fonseca) – LIVRO 25

Sim sim, mais um livro de continhos. Aliás, continhos não, Contos, com C maiúsculo, porque não tem nada de inho nesses contos. São bem picantes, indeed. Mas já era de se esperar vindo de Rubem Fonseca, não é mesmo? Eu estava há séculos querendo ler algo dele, desde que uma amiga minha deu um livro dele pra um amigo achando que era algo light e deu um mega rolo no final das contas. Mas essa história é outra e não está em nenhum dos contos presentes em Lucia McCartney, coletânea de contos de 1967 que transformou o autor em best-seller.

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Todos os contos do livro retratam personagens considerados marginais, não no sentido que usamos hoje, de ladrões, assassinos e etc, mas personagens à margam da sociedade e que fazem coisas que a sociedade repudia. Rubem Fonseca nos mostra o que se passa na cabeça dessas pessoas e dá humanidade à um núcleo de ser humanos que, na maioria das vezes, nem sequer são considerados como tal. Nos faz ver o motivo de suas ações que, é verdade, nem sempre concordamos. Mas às vezes sim. O que só nos mostra como somos hipócritas e pré-julgadores. E espere sim muito, muito, sexo.

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Meu sonho ter uma biblioteca como essa aí atrás do Rubem Fonseca.

São contos de humor ácido, de escrita informal (graças! adoro!), e que mostra toda a violência, falta de pudor e às vezes até a ingenuidade do ser humano. E retrata como aquela galera que ganha muito mais que nós, reles mortais, pode ser muito mais sacana e idiota do que já sabíamos que eles podem ser. Enfim, é um livro para se ler. Leitura obrigatória. Bom demais.

Comprei o meu exemplar digital pela amazon, e foi barato demais, uns seis reais. Mas estava em época de Black Friday. Porém, não acredito que seja difícil encontrar o livro por preços baixos, não. Ah! Ele foi lançado pela editora Agir.

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Venha ver o pôr-do-sol & outros contos (Lygia Fagundes Telles) – LIVRO 24

Sim, eu assumo: na reta final do projeto, comecei a ler vários livros de contos porque eu estava com medo de não conseguir chegar aos 30 livros, que era meu objetivo final, e contos são mais rápidos de ler. Por isso, fiquei muito feliz e contente quando minha amiga me emprestou esse livro da Lygia Fagundes Telles, autora que ela adora e eu estava, na verdade, bem curiosa pra conhecer de tanto que ela falava (isso depois de eu parar de confundi-la com a Lygia Bojunga Nunes, autora de livros infantis que eu amava quando era criança). Eu li Venha ver o pôr do sol & outros contos muito rápido mesmo, já que os contos são curtos e fáceis de serem lidos – e interessantes. Bem, alguns. Não posso dizer que amei o livro. Achei o livro todo bem ok. São contos legaizinhos e bom de passar o tempo, mas não achei nada espetacular (desculpa, Marina!).

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Confesso que não sou muito fã de clássicos. Livros clássicos, autores clássicos, pele menos, não os brasileiros (tirando Machado de Assis, que sou apaixonada, e Monteiro Lobato). Gosto muito da literatura atual, de escritores jovens e com linguagem mais informal. Talvez por isso não tenha ficado tão fã assim do livro de Lygia, autora super de renome, ganhadora não só uma, mas duas vezes, do prêmio Jabuti. Lygia também é autora do famoso Ciranda de pedra, que depois foi transformado em novela. Mas não é de Lygia e muito menos de outros livros dela que estou aqui para falar, e sim desse livro específico de contos.

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Como o livro é de 1988, preferi colocar uma foto mais antiga de Lygia também.

O livro tem contos bem dark, clima não muito comum para mulheres escreverem, muito menos naquela época. É algo bem interessante e diferente, difícil de ser encontrado até na literatura aqui do país. Isso achei bem legal, essa peculiaridade e que torna sua escrita única. Porém, como todo livro de contos, alguns são mais legais e outros menos. Gostei, particularmente, de um intitulado Natal na barca. Foi o que mais me tocou e alguns trechos mexeram bastante comigo. Mas acho que nenhum outro me moveu internamente como esse. Por isso, não achei o livro sensacional, porque pra eu considerar um livro muito bom, ele tem que transformar ou tocar alguma coisa em mim, e esse, além do conto acima citado, não fez.

“Como não bastasse a pobreza que espiava pelos remendos da sua roupa, perdera o filhinho, o marido, e ainda via pairar uma sombra sobre o segundo filho que ninava nos braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Intocável.Apatia? Não, não podiam ser de uma apática aqueles olhos vivíssimos e aquelas mãos enérgicas.”

Trecho do conto Natal na barca.

Ainda quero ler mais coisas da Lygia porque confio muito nas indicações da minha amiga que me emprestou o livro. Mas esse, infelizmente, não tocou o fundo do meu âmago. Ah! O livro saiu por aqui pela editora Ática, mas entrei no site de várias livrarias e ele se encontra indisponível. Se você tiver interesse de ler, acho que a solução vai ser catar em alguma biblioteca ou pegar emprestado de algum amigo, como eu fiz. 🙂

The Blurb (retirado do Skoob): Oito textos envolventes falam, com sensibilidade, de pessoas comuns, cujas vidas são abaladas por fatos insólitos ou dramáticos.

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ARTEMIS FOWL – O MENINO PRÓDIGO DO CRIME E UMA AVENTURA NO ÁRTICO (EOIN COLFER) – LIVROS 22 e 23

E agora começa a corrida contra o tempo pra falar de todos os livros que faltam eu falar nesse projeto de 30 livros em um ano que, sim, eu consegui chegar ao objetivo! Li todos os 30 livros que me comprometi ler – e agora será uma maratona alucinada para falar de todos eles ainda em 2015! Então sem mais delongas, vamos falar do livro número 21. Ou melhor, dos livros 21 e 22.

Tô há muito tempo pra ler Artemis Fowl, desde que saiu o primeiro livro (o que significa que tem muito tempo mesmo, já que o primeiro livro da série saiu em 2001). Mas confesso que no começo não li porque me sentiria traindo meu querido e amado Harry Potter, já que quando foi publicado Artemis, a mídia começou a fazer um paralelo com Harry Potter, colocando os dois como concorrentes. O que não tem nada a ver, já que a história e todo o contexto são totalmente diferentes. Então, aproveitei que minha amiga estava vendendo os quatro primeiros livros da série (de 8 livros) e comprei (os 4 por 15 reais!) pra conhecer, finalmente, a história desse garoto “malvado” (que, na verdade, sente mais falta dos pais do que é mau, tudo mecanismo de defesa).

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Sinopses (retiradas do Skoob): O menino Artemis Fowl é, com apenas 12 anos de idade , um verdadeiro gênio do crime. Muita magia e ação compõem esta trama que conquistou jovens e adultos. Após o desaparecimento misterioso de seu pai, o garoto fará de tudo para recuperar a fortuna da família. (O menino pródigo do crime)/ Artemis está ainda mais rico, por conta do ouro que roubou do povo das fadas, mas uma coisa ainda preocupa o astuto criminoso mirim – o desaparecimento de seu pai, o Sr. Fowl, feito prisioneiro pela máfia russa por dois anos e oficialmente dado como morto. Mas o coração de Artemis Jr. se nega a acreditar no fim trágico do pai. (Uma aventura no ártico)

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Eoin Colfer, autor da série. Ele não tem cara de elfo?

Quando iniciei a leitura, não estava gostando. Achei até que só leria o primeiro e não continuaria a ler a série, porque achei o livro bem infantil, ao contrário do que acho Harry Potter. Mas, como eu disse, as duas séries são bem diferentes, então não dá pra ficar fazendo essa comparação entre elas. Porém, com o passar das páginas, os personagens foram me conquistando (principalmente Potrus, o centauro, e a elfa Holly) e fiquei com vontade de ler os próximos. Mas, ainda assim, não acho o livro tão bem escrito (porém, acredito que seja um problema de tradução), e mais infantil mesmo, mesmo o personagem principal, Artemis Fowl, sendo mais malvado. Acontece que, pra mim, Artemis é só um pretexto pra contar a história, porque ele é mais coadjuvante do que principal, o foco é mais nos personagens da polícia do mundo das fadas, a LEPrecon. Aliás, sensacionais as tiradas de vocabulário.

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Desenho da Holly Short que minha amiga fez no livro. Adoro encontrar esse tipo de coisa nos livros, torna o livro especial e cheio de personalidade.

Uma coisa muito interessante é que Eon mostra o mundo das fadas todo tecnológico, totalmente ao contrário do que estamos acostumados a ver nas histórias, e achei essa uma ótima ideia do autor. Gostei mais do primeiro livro do que do segundo, e o segundo livro tem ainda menos Artemis do que o primeiro. Agora preciso ler o restante da série pra ver se Artemis aparece mais ou se ele vai sumindo mais ainda. Acredito que fique mais interessante, já que ele vai envelhecendo a cada livro (nisso sim há semelhança com Harry Potter).

Artemis Fowl foi lançado por aqui pela editora Record e tá numa média de R$30.

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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30 LIVROS EM 1 ANO – O BANQUEIRO ANARQUISTA (FERNANDO PESSOA) – LIVRO 21

Me sinto muito culta por falar de um livro de Fernando Pessoa aqui. Mas me sentiria mais culta se tivesse gostado muito do livro. Hahahahahaha

O banqueiro anarquista conta a história de uma banqueiro que é, adivinhem!, anarquista. O livro todo é um diálogo entre ele e um amigo em que ele conta como pode um banqueiro ser anarquista. O argumento final dele não me convenceu muito, mas pode ser que convença você. hahahaha

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Minha mãe me trouxe esse livro de uma viagem que fez a Portugal, e eu fiquei mega feliz por ganhar um livro de Pessoa diretamente de sua terrinha. Nunca tinha lido algo que não fosse poesia de Fernando Pessoa, e exatamente por isso mamis deu-me essa obra. Porém, preciso admitir que prefiro seus poemas. Talvez seja por causa do tema – não sou muito ligada a política, e esse livro não é nada mais que política. Há de convir, apesar de não ter ficado fã do livro, que ele é super atual, mesmo sendo de 1922! Não sei se continua sendo atual lá por Portugal, mas aqui… Infelizmente, nosso país parece não evoluir, e os problemas relatados no livro estão muito presentes na nossa vida cotidiana. E o lema do eu-lírico do livro é o lema – utópico, há de se convir – de muita gente nos nossos dias, isso porque há uma confusão geral no Brasil politicamente, parece que nada está certo e nada anda bem. Mas não é disso que vim falar aqui, né gente?

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Como todo mundo sabe quem é Fernando Pessoa, vai uma foto descontraída dele pra ilustrar e ser diferente.

Mas, apesar de político, há vários temas para se pensar, e pensar muito. Porque são coisas tão comuns na nossa sociedade que não tem como não parar para refletir, e em como podemos modificar a situação em que nos encontramos. E em como, depois de tanto tempo da publicação desse livro, parecemos ainda estar no mesmo lugar.

Separei alguns trechos do livro que achei interessante pra vocês conhecerem um pouquinho da obra.

“Ora, o que é um anarquista? É um revoltado contra a injustiça de nascermos desiguais socialmente.” – apesar do tema ser político, esse ponto é algo que podemos nos identificar totalmente, não é mesmo?

“Um nasce filho de um milionário, protegido desde o berço contra aqueles infortúnios – e não são poucos – que o dinheiro pode evitar ou atenuar; outro nasce miserável, a ser, quando criança uma boca a mais numa família onde as bocas são de sobra para o comer que pode haver. Um nasce conde ou marquês, e tem por isso a consideração de toda a gente, faça ele o que fizer; outro nasce assim como eu, e tem que andar direitinho como um prumo para ser ao menos tratado como gente.” – Bum! Tapa na cara! E olha essa frase, que lindeza de escrita, gente: onde as bocas são de sobra para o comer que pode haver.

“O mal verdadeiro, o único mal, são as convenções e ficções sociais, que se sobrepõe às realidades naturais. (…) Ora, essas ficções são más porquê? Porque são ficções, porque não são naturais.

Eu não sei se alguma editora brasileira publicou esse livro por aqui, procurei pela internet da vida e não achei. Mas como já caiu em domínio público, é possível baixá-lo aqui. E depois me conta se vocês gostaram ou não.

Beijocas!

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Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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