30 LIVROS EM 1 ANO – CLUBE DA LUTA (CHUCK PALAHNIUK) – LIVRO 20

Yeah, baby, mais um livro de Chuck. Por que? Porque Chuck é foda (não tanto quanto Neil Gaiman e Douglas Adams, mas ainda foda). Clube da luta foi, na verdade, o primeiro livro que li de Chuck nesse projeto, antes mesmo de Condenada. Mas por que? Porque eu já tinha visto o filme há séculos atrás, porém não lembrava muito bem dele. Meu marido é fissuradérrimo por Clube da luta e ouso dizer que é seu filme favorito (junto com Gladiador, filme este que dormi assistindo, pois é um saco), e ele sabe várias coisas de cor, sequências, situações, eteceteras e tals, mas eu não lembrava mais de muita coisa, somente do final surpreendente. Mas isso porque gostei muito do filme, mas não amei, como amei Memento. Por que a correlação entre os dois? porque ambos tiveram finais surpreendentes, o que na época não era muito comum, porém Memento tem um final muito mais foda, ao meu ver. Mas não é de filme que vim falar aqui hoje, não é mesmo, então bora dar breve sinopse sobre o livro para aqueles que viveram dentro de cavernas escondidos e até hoje não viram nem sequer o filme de David Fincher com Brad Pitt e *salve-salve* Edward Norton (sim, sou mais fã do Edward Norton do que do Brad Pitt, e passei a gostar menos do sr. Pitt quando ele casou com a insuportável da Angelina Jolie. e não, eu não acho ela bonita).

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The Blurb: O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente. (sinopse – bem genérica – retirada do Skoob)

Tenho que dizer que esse é um raro caso de filme melhor que o livro – na minha opinião, veja bem. Sim, eles modificaram algumas coisas do livro para o filme – como sabemos, são duas mídias diferentes e não tem como transportar a história exatamente igual para a tela, tem coisa que só funciona na palavra -, porém, ficou melhor, não pior. Acredito que o filme tenha uma atmosfera que te causa mais ansiedade, o que é muito bom e tem super a ver com o livro, porque a atmosfera do livro todo é bem caótica. A escrita de Chuck é bem ácida, como eu disse na resenha sobre Condenada, e muito, muito rápida e explícita. Quem não gosta de detalhes grotescos não vai ficar feliz lendo o livro. Mas, mais uma vez, assim como Condenada (desculpa ficar comparando o tempo todo com Condenada, mas foi o único livro que li de Chuck além desse e eu já falei dele aqui, então é legal fazer esse paralelo), é um crítica escancarada da sociedade, e como ela é hipócrita. E também mostra como não há certo e errado, tudo depende da situação.

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Chuck, o autor do livro.

Agora, uma coisa foi ruim por eu ter visto o filme antes: o final impactante não me impactou. Eu queria saber como teria sido ler o livro e só no final eu descobrir que Tyler é o narrador (o eu-lírico da história) e o narrador é Tyler. E queria saber como eu construiria as cenas e cenários na minha mente, porque enquanto eu lia, o filme ia se mostrando lentamente na minha cabeça, e eu não precisei criar nada, sabe? Mas claro que temos que tirar o chapéu pra essa ideia sensacional de sr. Chuck de o personagem ter essa dupla personalidade. E de não ficar claro em nenhum momento que ele é assim, você passa o livro (se não tiver visto o filme antes) todo achando que são dois personagens diferentes. Isso é incrível e precisa-se ter um envolvimento e controle muito grande de história e, claro, tem que saber escrever muito bem pra conseguir fazer isso tão bem feito como ele faz.

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Edinho (ou Edward Norton para os não íntimos), Brad Pitt, e a diva Helena Bonham Carter em cenas do filme baseado no livro.

Anyways, resumindo, Clube da luta é livro bom, forte, com certeza não é pra qualquer um (mamãe ficaria chocada e falando um “ai meu deus, por que isso?” a cada página), mas é leitura essencial para quem quer pensar fora da caixinha e reconsiderar seus conceitos e ver que o que é considerado normal nem sempre é aquilo mesmo.

Beijocas e think big!

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30 LIVROS EM 1 ANO – Condenada (Chuck Palahniuk) – LIVRO 19

“Mais livro, Livia?” Sim, porque é o único assunto que estou tendo ideias no momento. hehe

Anyway, o livro de hoje faz parte de uma trilogia, porém eu só li o primeiro e o terceiro ainda nem foi lançado. Vamos rezar para Maldita, segundo livro da série, estar em promoção durante a Black Friday para eu conseguir comprar, amiguinhos? “Mas por que eu faria isso por você, Livia?” Porque você é super legal! 🙂

Enfim, antes de qualquer coisa, vamos para a sinopse (retirada do Skoob, porém levemente modificada): Madison, a filha de uma estrela de cinema narcisista e de um bilionário, morre de uma overdose de maconha – e a próxima coisa que sabe é que está no inferno. Madison compartilha sua cela com um grupo heterogêneo de jovens pecadores que é quase bom demais para ser verdade: uma líder de torcida, um atleta, um nerd, e um punk. Madison e seus amigos caminham através do Deserto de Caspas e escalam a Montanha Traiçoeira de Unhas para enfrentar Satanás em sua cidadela.

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Como deu pra perceber pela sinopse, não é um livro comum. E a cada vez que leio uma história como essa, penso de onde esses autores tiram essas ideias e me sinto uma farsa como autora (mas essa é outra história e estou fugindo do tema). Pra quem leu Clube da luta, ou até quem viu o filme (porque é muito parecido) tem uma noção do estilo de Chuck Palahniuk. Ele não abranda nada. Ele é direto. Ele é ácido, e tem um senso de humor afiado. Porque sim, há senso de humor numa história como essa, e bastante. E assim ele é em Condenada.

“O que faz com que a terra pareça o Inferno é a nossa expectativa de que deveria ser como o Paraíso.”

 

“A triste verdade é que a maioria das pessoas são igualmente falsas com você após a sua morte.”

O livro é uma forma de criticar várias parcelas da sociedade. Não posso falar muito sobre o estilo de Chuck, afinal só li Condenada e Clube da luta (que escreverei sobre mais adiante), mas me parece que isso é algo normal na escrita dele, a crítica. E a nossa sociedade, ah como ela é digna de críticas! E Chuck não poupa nenhum segmento, do mundo glamouroso das celebridades às organizações religiosas. Mesmo sendo adolescentes, os personagens são maliciosos e sarcásticos. Mas não há dicotomia, ou seja, ou um personagem é bom ou é mau. Não, não. Há várias camadas nos personagens de Chuck, como todo personagem de um bom escritor. Falando em personagens, achei sensacional a comparação do grupo de amigos ao grupo do filme Clube do cinco (que está bem claro na sinopse acima), mas admito que é porque eu, particularmente, adoro esse filme.

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O autor Chuck Palahniuk.

Eu queria lembrar de mais coisas para escrever mais detalhadamente (porém, sem spoilers) sobre esse livro. Mas como já tem um tempinho que li, as frases não me vem com facilidade à mente. Mas garanto que é um livro sensacional, crítico, pungente, e muito, muito diferente.

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30 livros em 1 ano – O filho de mil homens (Valter Hugo Mãe) – Livro 18

Um dos melhores livros que li nesse projeto. Mas sem sombra de dúvidas (só não foi o melhor porque, bem, vocês saberão em breve). Um livro diferente, poético, lindo, sensível, único. Incrível. Acho que eu nunca tinha lido um livro desse jeito, com esse tipo de linguagem, com uma escrita tão bonita. É um rebuscado que não soa rebuscado, é um simples que diz muito. Sabem como é? Talvez pelo autor ser português e não ter havido tradução, e sabemos bem que o português de Portugal é bem diferente (e mais literário) que o nosso, não é mesmo? (e isso não quer dizer que não acho o nosso português lindo)

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O filho de mil homens narra a história do pescador Crisóstomo, “um homem que chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter tido um filho”. Com vontade imensa de ser pai, o protagonista conhece o órfão Camilo, que um dia aparece em sua traineira. Ao redor dos dois, outros personagens testemunham a invenção e construção de uma família. (sinopse tirada do site da editora Cosac Naify) E toda essa construção é narrada de um jeito belíssimo, delicado, e novo. O autor aborda, a todo tempo, temas que passam por nossas vidas mas, que muitas vezes, nem pensamos sobre. Ou, se pensamos, nunca daquela maneira ou, pelo menos, não dito da maneira que ele escreve, tão sincera e sensivelmente. É livro bonito, essa é a principal definição dele, tanto pela narrativa quanto esteticamente.

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Orelhas do livro.

Sendo produzido por uma editora tão detalhista quanto a Cosac Naify, não poderia esperar outra coisa senão um livro super bem feito e, como sempre, com um quê de obra de arte. Os livros da Cosac são sempre pensados cada pedacinho, sempre lindos, e O filho de mil homens não é diferente. Além de ter uma história emocionante, é um livro que você quer ter na estante de tão deslumbrante que é (pena que esse eu peguei emprestado da minha amiga, e não enfeitará minha futura estante).

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Cada capítulo começava assim, com uma página “pintada” de preto. Lindo, né?

Apesar de ser um livro emprestado, minha amiga foi super hiper mega legal e me deixou marcar as minhas passagens favoritas. Só que marquei tanta coisa porque achei tanta coisa tão bonita e válida para deixar anotado para pensar sobre futuramente que se fosse escrever aqui, viraria um post longuíssimo. Portanto, deixo para vocês algumas poucas passagens do primeiro capítulo, o meu preferido (o da foto acima), para vocês verem quão belo é o livro de Valter Hugo Mãe.

” (…) o Crisóstomo assumiu a tristeza para reclamar a esperança.”

“Aquele homem que chegou aos quarenta anos sorriu, e aquele sorriso já não era o mesmo do dia anterior. Já não era como nenhum outro do passado. Era o dobro de um sorriso.”

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Valter Hugo Mãe, o autor dessa beleza de livro. Sim, eu também achei que ele fosse mais velho, mas tem só 44 anos!

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30 LIVROS EM 1 ANO – LUGAR NENHUM (NEIL GAIMAN) – LIVRO 17

Eu sempre ouvia várias pessoas falarem de Neil Gaiman. Marido falava de seus quadrinhos. Amigos falavam de seus livros. A crítica sempre falava positivamente dele. Então quando tive oportunidade de ler algo dele, não hesitei. E a oportunidade veio como um livro que meu pai pegou emprestado de um primo meu e eu roubei peguei emprestado também num dia que tava visitando a casa dos meus pais. O livro era Lugar nenhum, segundo livro do autor (em alguns lugares diz que é o primeiro, mas ele lançou uma comédia anteriormente). E eu levei pra minha casa como se não houvesse amanhã. Mas amanhã, um amanhã cheio de personagens fantásticos que imploravam pra ser lidos. Sério, eu não conseguia largar o livro e queria ler a cada segundo do meu dia.

Neil Gaiman, o criador do mundo maravilhoso de Lugar Nenhum.
Neil Gaiman, o criador do mundo maravilhoso de Lugar Nenhum.

Vamos começar falando que Neil é inglês, o que já é meio caminho andado para uma literatura de qualidade (convenhamos, tudo cultural que vem da Inglaterra é muito bom). E de fato, é. Todas essas pessoas falando bem dele não poderiam estar mentindo, né? (tudo bem que todo mudo fala bem de Chico Buarque e eu não gosto dele, mas enfim…) Mas admito que o livro é totalmente diferente do que eu esperava. Pode ter sido falta de pesquisa minha, mas a história tem um quê (um muito, na verdade) de fantasia que eu não esperava que tivesse. Personagens que não existem no “mundo real”, animais que falam (fiquei muito feliz de os ratos serem muito importantes na história, ando com uma paixão louca por eles desde que adotei um), um outro mundo que co-existe com o nosso e que seria o máximo se realmente existisse (não tanto para eles, já que são ignorados). Tá difícil de entender do que tô falando? Deixo para vocês, então, um pequena sinopse para se situarem.

The Blurb: Richard Mayhew, um jovem escocês, vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra, a Londres de Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos – e é para lá que Richard vai. (fonte: Skoob)

Neil Gaiman e uma xícara de café (cappuccino, actually).
Neil Gaiman e uma xícara de café (cappuccino, actually).

Eu não tenho o hábito de ler histórias fantásticas, os livros que escolho pra ler são, geralmente, uma réplica da realidade, livros que discutem relações humanas e tal. Mas esse livro não deixa de discutir isso também e, parando pra pensar, talvez a crítica fique até mais clara do que em um livro cheio de realidade. Porque quando se fala de uma sociedade subterrânea que ninguém vê, a crítica social está escancarada nas páginas, não há nem entrelinhas para se entender, está muito claro.

Além dessa crítica da sociedade evidente no livro, a história em si também é muito interessante. Tanto que, como eu disse, é impossível você não querer devorar cada linha imediatamente em seguida da que você leu a anterior. Não dá vontade de parar nunca e você até fica triste de ter que dar uma pausa pra dormir (porque comer e tomar banho você pode fazer lendo. e sair de casa pra que, né?). E olha que eu demorei um pouco pra me acostumar com essa coisa toda de história fantástica, imagina se já estivesse acostumada (o que agora já estou). E além disso tudo que já falei, a história tem uma tensão que te deixa na beira da cadeira em vários momentos. Você quer ler pra saber o que vai acontecer porque você fica nervoso pra saber qual vai ser a próxima reviravolta e descoberta do pobre coitado do Richard, que se vê, do nada, nessa Londres que ele nunca tinha ouvido falar e que tem que lutar (às vezes, literalmente) pra entender como se vive ali. É muito espetacular!

Imagens da primeira versão da minissérie Neverwhere.
Imagens da primeira versão da minissérie Neverwhere.

Neverwhere (no original) começou como uma minissérie do canal britânico BBC, que foi televisionado em 1996 (e contava com o mais recente Doctor, Peter Capaldi, no elenco), e somente depois foi transformado em livro. Porém, agora houve uma regravação com seis episódios que será passado por lá no Natal, com atores como (nada mais, nada menos) Benedict Cumberbatch, Natalie Dormer (a Margaery Tyrell de Game of thrones) e o maravilhoso gato divino ótimo ator James McAvoy. Quero muuuuuito assistir! As duas versões, na realidade. E quero ler mais e mais livros de Neil Gaiman!

Elenco da versão que irá ao ar esse ano na Inglaterra.
Elenco da versão que irá ao ar esse ano na Inglaterra.

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30 Livros em 1 Ano – Fangirl (Rainbow Rowell) – Livro 16

Percebi que meu blog está virando um blog cultural, and I like it! hahahaha E hoje falarei de mais um livro que li nesse meu projeto de 30 livros em 1 ano, que percebi, mais uma vez, que se não escrever logo por aqui sobre os livros o ano acabará e eu não vou ter falado de todos eles! (e nem lido todos, mas isso é outro assunto)

Vou falar de um livro hoje que é um sucesso, todo mundo adora, e eu achei bem chato e ruim. Aliás, é o segundo livro que leio da Rainbow Rowell (o primeiro foi Eleanor & Park e nem consegui acabar de ler de tão chatinho que achei) e não consigo entender todo o alvoroço que fazem quando mencionam seu nome. Mas ok, gosto é gosto e cada um tem o seu, né? Enfim, começarei contando a sinopse do livro.

The blurb: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias? (retirada do Skoob)

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Pode ser que eu esteja muito longe da minha adolescência (ai, como é triste isso, 10 anos se param a Livia adolescente da adulta, ai que velhice!), mas achei os dilemas e conflitos da Cath, personagem principal, insuportáveis. Toda hora eu falava alto, “ai garota, para de frescura e age logo”. Não adianta, não consegui me identificar em nada com ela. E olha que eu era uma adolescente tímida e que me sentia sozinha no mundo. Mas a Cath é tão parada e fora da realidade que não dá pra aguentar. Eu só conseguia pensar que os problemas dela eram muito idiotas se comparados aos problemas da vida real de adulto (falta de dinheiro pra pagar as contas, escassez de empregos, violência sem fim que encontramos aqui no Rio de Janeiro, etc etc etc). Aí não conseguia me comover com as questões dela. Aliás, achei todos os personagens meio chatinhos e sem graça. Ok, todos não, porque Levi é totalmente gostável (pra não dizer apaixonante). E eu queria um amigo como ele. E por que ele é mais legal? Porque ele é mais velho e não fica reclamando das besteiras que adolescentes reclamam como se fosse acabar o mundo e, na verdade, depois verão, quando crescerem mais um pouco, que aquele problema não era nada se comparado à vida real. E eu fui uma adolescente assim também, que reclamava das coisas sem saber que tudo ia piorar. Talvez por isso a Cath tenha me irritado tanto. Mas eu não era tão paralisada e chata quanto ela, não. E a fanfic que Cath escreve no livro era tão cópia de Harry Potter (provavelmente a autora é fã de HP e quis homenagear o livro, sei lá) que eu não conseguia ler. Pulava todas as partes que tinha a fanfic de Cath e, quando eu lia, achava beeeeeeeeeeeeem ruim.

Rainbow Rowell e seu livro.
Rainbow Rowell e seu livro.

Não vou dizer que não tenha nada de bom no livro, afinal, eu até já disse que Levi é um personagem foda. E o estilo de escrita da Rainbow é bem legal também, informal e com sacadas inteligentes. Mas a história não me cativou nem um pouco, por tudo que já falei acima. Pra mim, eram personagens fracos com problemas bobos (tirando o problema com a mãe), e até mal desenvolvidos (os problemas). Mas como eu disse, gosto é gosto e muita gente adorou esse livro, então vai que você gosta? Mas admito que agora tô com bastante medo de ler qualquer outra coisa da Rainbow, já que me decepcionei com dois livros dela até agora, e nem a indicação da minha prima de outra história dela está me animando a ler, e olha que confio bastante no gosto da minha prima.

Ah! Fangirl foi lançado por aqui pela editora Novo Século e custa, em média, R$30 (ainda bem que comprei a versão digital pela Amazon e não gastei essa grana toda no livro, senão eu teria ficado bem p da vida).

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30 LIVROS EM 1 ANO – Como eu era antes de você (Jojo Moyes) – LIVRO 15

Só digo uma coisa sobre esse livro: não leia se estiver passando por momentos difíceis na sua vida, emocionalmente falando. Porém, se mesmo depois dessa dica, você resolver ler, não esqueça de deixar a caixa de lenços do seu lado porque, olha, eita livro triste! E eita livro bom também!

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The Blurb: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã que é mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. (sinopse retirada do Skoob)

Você pode ler essa sinopse e pensar “ah, que coisa chata e melosa”, mas você se engana, amiguinho! A escrita de Jojo Moyes não tem nada de melosa e é bastante vivaz, cheia de referências (algumas bem inglesas, que talvez a gente não entenda direito) e muito identificável. Falando em referências, quase explodi de emoção quando ela citou um Dalek, inimigo número um do Doctor na série que eu sou completamente apaixonada, Doctor Who. Já ganhou um ponto (um não, mil) só aí. E os pontos só iam aumentando a medida que eu lia o livro. É uma história comumente vista por aí em livros de drama? Pode até ser. Mas o jeito que é desenvolvido faz toda a diferença.

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A personagem principal, Louisa, é tudo que algumas personagens de alguns livros ruins que li (e depois comentarei por aqui) também são, mas muito melhor descrita e escrita. Ela tem camadas, ela não é uma coisa só (só atrapalhada, ou só tímida, ou só loser). Ela sofreu um evento traumático (não vou dizer qual é, óbvio!), mas a vida dela não é guiada por isso (o que não significa que não a afeta), como acontece na vida real. Ela é uma boa pessoa, mas isso não significa que não deixa de se irritar com fatos de sua vida que não tem como não se irritar – ela não é uma Pollyanna, o que é maravilhoso! É uma personagem 100% real, que poderia estar aqui do nosso lado. E eu acho até que conheço pessoas bem parecidas com ela (eu sendo uma delas. hahahaha).

Yes, Lou, yes! Obrigada por não ser perfeita.
Yes, Lou, yes! Obrigada por não ser perfeita.

Já Will é um pouco mais caricato. Caricato nem seria a palavra correta, mas sim o que se espera de uma pessoa que era super ativa e, de repente, se vê preso a uma cadeira de rodas, sem poder fazer nada sozinho. Mas, pense bem, não tem nada muito diferente que se possa fazer com esse personagem. Se Jojo inventasse um personagem todo feliz, os leitores iam achá-lo falso, porque ninguém fica super feliz por estar tetraplégico. E para muitos (imagino que para a maioria) é bem difícil aceitar essa realidade, não importa quanto tempo se passe. Então o personagem é tudo que ele poderia ser. E com um ar de ironia que faz qualquer um se apaixonar (sim, eu adoro pessoas irônicas e sarcásticas). E caro que tem toda aquela coisa de salvadora da pátria que eu tenho que quer salvar todo mundo e me atrai pessoas que precisam ser “salvas”, mas isso vocês não precisam saber, não é mesmo?

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Os outros personagens também são muito bem trabalhados e descritos, desde o sobrinho de Lou, que é apenas uma criança, passando pelo avô dela, que nem interage direito, ao enfermeiro de Will e seus pais, e até sua irmã (de Will), Georgina, que aparece bem pouco no livro. É possível entender a motivação e os sentimentos de cada um deles, até dos bêbados que só aparecem em uma cena!

Esse livro também faz você pensar muito em diversos assuntos, inclusive em assuntos que você não gostaria de pensar. E quebra paradigmas e certezas que antes tínhamos e que depois de ler o livro começamos a nos questionar se aquilo é mesmo o certo. Aliás, faz muito pensar se existe mesmo um certo e um errado. Muito vago? Eu sei, mas não posso ser mais direta senão estragaria todo o livro pra vocês. E eu não quero fazer isso, porque foi exatamente o que mais me chocou – e tocou – no livro.

Jojo Moyes e sua cara da santinha, mas que na verdade fez um livro pra botar muito marmanjo pensando - e chorando - por aí.
Jojo Moyes e sua cara da santinha, mas que na verdade fez um livro pra botar muito marmanjo pensando – e chorando – por aí.

Como eu era antes de você é, de longe, um dos melhores livros que li nesse ano. Em questão de romance/drama, é O melhor. Porque, pra mim, livro bom é aquele que te deixa pensando por muito tempo sobre ele, e sobre as questões propostas por ele, e esse livro fez isso comigo. E como! Indico muito!!!!!!!

I know the feeling...
I know the feeling…

Aaaaaaaaaaaaaah! E foi gravada a versão cinematográfica do livro, com Emilia Clarke (a Khalisi, de Game of Thrones) no papel principal, o delícia Sam Claflin (Finnick Odair, de Jogos Vorazes) como Will Traynor, e ainda Neville Longbottom Matthew Lewis como o chatérrimo namorado de Lou, Patrick. Se eu gostei da escalação? Em se tratando de Sam Claflin, hell yeah! Não importa o que ele faça, contanto que apareça na tela, eu já fico feliz. Já Lou, não sei se Emilia foi a escolha certa porque imaginava a personagem como alguém um pouco mais desengonçada, e Emilia é muito bonita para o papel. Mas vamos esperar pra ver, né? Vai que ela surpreende? O filme está marcado para estrear somente em 2016, então teremos que esperar bastante ainda pra chorar litros no cinema.

Emilia com Sam (à esquerda) e com um Matt todo malhadinho à direita. Pra mim, sempre será estranho ver Matthew Lewis crescido e com corpinho bonitinho desse jeito.
Emilia com Sam (à esquerda) e com um Matt todo malhadinho à direita. Pra mim, sempre será estranho ver Matthew Lewis crescido e com corpinho bonitinho desse jeito.

E vocês? Leram o livro? O que acharam? Estão ansiosos pra ver o livro no cinema? Me contem tudo!!!!!!! Os comentários estão aí pra isso, pra eu saber a opinião de vocês. Adoro saber o que pensam. 🙂

E até outro dia!

Muah!

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30 LIVROS EM 1 ANO – Invisível (David Levithan e Andrea Cremer) – Livro 14

The Blurb: Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida – por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizabeth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição. Elizabeth e Stephen devem decidir o quão grande é o sacrifício que estão dispostos a fazer para que Stephen se torne visível – porque a resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. (sinopse retirada do Skoob)

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Agora a minha opinião: eu gostei do livro. Achei interessante o tema principal, tão diferente e original: um garoto invisível, que ninguém consegue ver, nem ele mesmo. Esse é um assunto que pode criar uma discussão imensa e que pode, daí, surgir um livro maravilhoso e trilhar caminhos fantásticos. Porém, uma coisa estragou o livro: o fator romântico. Me incomodou o jeito como o casal protagonista (Stephen e Elizabeth) se ama, tão melodramático e não-real. Em certa parte, um deles (não me lembro qual dos dois) diz que eles são dois que viram um. “Dois como um”, são as palavras exatas. E isso me incomoda. Um casal não são dois que viram um, e sim um mais um que viram dois, unidos. Entende a diferença? Essa ideia de que 1+1=1 me revira o estômago porque parece que as duas pessoas perdem a sua individualidade e se transformam em um ser único que não sabem ser separados, que pensam e agem igual e precisam estar em sintonia o tempo todo, e a realidade não é assim – ainda bem! O amor não é isso, é poder pensar diferente, agir diferente, não estar em sintonia e, ainda assim, continuar amando um ao outro. Essa ideia de amor ultra romântico é que estraga muito relacionamento por aí (tô cansada de ouvir e ler sobre casos) e que faz as pessoas, principalmente as mulheres, esperarem por algo que não existe e nunca existirá. Sem contar que é altamente piegas e brega, né? Tem uma frase do livro que quase vomitei quando li: “O rosto de Laurie se transforma em linhas e curvas de ansiedade e amor.” REALLY? E olha que essa frase nem é em relação ao casal principal, e sim ao irmão da protagonista (o personagem mais legal). Imagina as falas do casalzinho? “Agora estão livres e inundam meu olho. São tantas, por tanto tempo, que que penso que provavelmente vou me afogar nelas.” Oh God, why so melodramatic????????? E quando ela está sendo chata e errada e impulsiva e fazendo uma grande merda e ele fica defendendo ela como se todos os demais estivessem errados e ela certa (sendo que ela não estava certa at all)?????? Pelo amor de Deus!!!!!!! Deu vontade de dar uma sacudida em ambos e gritar, “enxerguem a realidade!”, o que é meio irônico quando o personagem principal. é invisível.

Os autores David Levithan e Andrea Cremer.
Os autores David Levithan e Andrea Cremer.

Há vários exageros também, o que torna tudo um pouco over, como eu já disse. Algumas frases toscas, às vezes querendo ser muito inteligente quando não há nada de genial ali (uma frase que me fez revirar os olhos foi “O que acontece quando o Lobo Mau chega ? Será que a casa se mantém em pé ou será que tudo é destruído?”, uma analogia desnecessária e que não faz muito sentido).Mas sei que a tradução pode piorar um pouco as coisas e, nesse livro, piorou bastante. Não gostei da tradução, e no Kindle sempre tem uns errinhos de edição que me incomodam bastante. Mas, tradução a parte, achei muito novela mexicana para o meu gosto de qualquer jeito.

Porém, não só de coisas ruins é feito esse livro. Nem de frases dramáticas demais. Tem sim algumas que são bastante interessantes e te fazem pensar, como a da foto a seguir.

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Além disso, como eu disse lá no início, a ideia do livro É boa. Fiquei bastante surpresa com o rumo que ele tomou, indo para um caminho mais fantástico, de fantasia que, apesar de enquanto eu lia eu achar estranho, pensando agora achei uma boa direção a se tomar. E tem personagens legais, como o irmão da Elizabeth (Laurie) e senhora dona de uma loja de gibis (esqueci o nome dela). É um livro com uma história diferente e interessante, mas você tem que deixar de lado a historinha de amor que é chatinha. A não ser que você goste de relacionamentos assim, mega românticos. E inexistentes.

Alguns trechos que gostei.
Alguns trechos que gostei.

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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