30 LIVROS EM 1 ANO – LUGAR NENHUM (NEIL GAIMAN) – LIVRO 17

Eu sempre ouvia várias pessoas falarem de Neil Gaiman. Marido falava de seus quadrinhos. Amigos falavam de seus livros. A crítica sempre falava positivamente dele. Então quando tive oportunidade de ler algo dele, não hesitei. E a oportunidade veio como um livro que meu pai pegou emprestado de um primo meu e eu roubei peguei emprestado também num dia que tava visitando a casa dos meus pais. O livro era Lugar nenhum, segundo livro do autor (em alguns lugares diz que é o primeiro, mas ele lançou uma comédia anteriormente). E eu levei pra minha casa como se não houvesse amanhã. Mas amanhã, um amanhã cheio de personagens fantásticos que imploravam pra ser lidos. Sério, eu não conseguia largar o livro e queria ler a cada segundo do meu dia.

Neil Gaiman, o criador do mundo maravilhoso de Lugar Nenhum.
Neil Gaiman, o criador do mundo maravilhoso de Lugar Nenhum.

Vamos começar falando que Neil é inglês, o que já é meio caminho andado para uma literatura de qualidade (convenhamos, tudo cultural que vem da Inglaterra é muito bom). E de fato, é. Todas essas pessoas falando bem dele não poderiam estar mentindo, né? (tudo bem que todo mudo fala bem de Chico Buarque e eu não gosto dele, mas enfim…) Mas admito que o livro é totalmente diferente do que eu esperava. Pode ter sido falta de pesquisa minha, mas a história tem um quê (um muito, na verdade) de fantasia que eu não esperava que tivesse. Personagens que não existem no “mundo real”, animais que falam (fiquei muito feliz de os ratos serem muito importantes na história, ando com uma paixão louca por eles desde que adotei um), um outro mundo que co-existe com o nosso e que seria o máximo se realmente existisse (não tanto para eles, já que são ignorados). Tá difícil de entender do que tô falando? Deixo para vocês, então, um pequena sinopse para se situarem.

The Blurb: Richard Mayhew, um jovem escocês, vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra, a Londres de Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos – e é para lá que Richard vai. (fonte: Skoob)

Neil Gaiman e uma xícara de café (cappuccino, actually).
Neil Gaiman e uma xícara de café (cappuccino, actually).

Eu não tenho o hábito de ler histórias fantásticas, os livros que escolho pra ler são, geralmente, uma réplica da realidade, livros que discutem relações humanas e tal. Mas esse livro não deixa de discutir isso também e, parando pra pensar, talvez a crítica fique até mais clara do que em um livro cheio de realidade. Porque quando se fala de uma sociedade subterrânea que ninguém vê, a crítica social está escancarada nas páginas, não há nem entrelinhas para se entender, está muito claro.

Além dessa crítica da sociedade evidente no livro, a história em si também é muito interessante. Tanto que, como eu disse, é impossível você não querer devorar cada linha imediatamente em seguida da que você leu a anterior. Não dá vontade de parar nunca e você até fica triste de ter que dar uma pausa pra dormir (porque comer e tomar banho você pode fazer lendo. e sair de casa pra que, né?). E olha que eu demorei um pouco pra me acostumar com essa coisa toda de história fantástica, imagina se já estivesse acostumada (o que agora já estou). E além disso tudo que já falei, a história tem uma tensão que te deixa na beira da cadeira em vários momentos. Você quer ler pra saber o que vai acontecer porque você fica nervoso pra saber qual vai ser a próxima reviravolta e descoberta do pobre coitado do Richard, que se vê, do nada, nessa Londres que ele nunca tinha ouvido falar e que tem que lutar (às vezes, literalmente) pra entender como se vive ali. É muito espetacular!

Imagens da primeira versão da minissérie Neverwhere.
Imagens da primeira versão da minissérie Neverwhere.

Neverwhere (no original) começou como uma minissérie do canal britânico BBC, que foi televisionado em 1996 (e contava com o mais recente Doctor, Peter Capaldi, no elenco), e somente depois foi transformado em livro. Porém, agora houve uma regravação com seis episódios que será passado por lá no Natal, com atores como (nada mais, nada menos) Benedict Cumberbatch, Natalie Dormer (a Margaery Tyrell de Game of thrones) e o maravilhoso gato divino ótimo ator James McAvoy. Quero muuuuuito assistir! As duas versões, na realidade. E quero ler mais e mais livros de Neil Gaiman!

Elenco da versão que irá ao ar esse ano na Inglaterra.
Elenco da versão que irá ao ar esse ano na Inglaterra.

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30 Livros em 1 Ano – Fangirl (Rainbow Rowell) – Livro 16

Percebi que meu blog está virando um blog cultural, and I like it! hahahaha E hoje falarei de mais um livro que li nesse meu projeto de 30 livros em 1 ano, que percebi, mais uma vez, que se não escrever logo por aqui sobre os livros o ano acabará e eu não vou ter falado de todos eles! (e nem lido todos, mas isso é outro assunto)

Vou falar de um livro hoje que é um sucesso, todo mundo adora, e eu achei bem chato e ruim. Aliás, é o segundo livro que leio da Rainbow Rowell (o primeiro foi Eleanor & Park e nem consegui acabar de ler de tão chatinho que achei) e não consigo entender todo o alvoroço que fazem quando mencionam seu nome. Mas ok, gosto é gosto e cada um tem o seu, né? Enfim, começarei contando a sinopse do livro.

The blurb: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias? (retirada do Skoob)

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Pode ser que eu esteja muito longe da minha adolescência (ai, como é triste isso, 10 anos se param a Livia adolescente da adulta, ai que velhice!), mas achei os dilemas e conflitos da Cath, personagem principal, insuportáveis. Toda hora eu falava alto, “ai garota, para de frescura e age logo”. Não adianta, não consegui me identificar em nada com ela. E olha que eu era uma adolescente tímida e que me sentia sozinha no mundo. Mas a Cath é tão parada e fora da realidade que não dá pra aguentar. Eu só conseguia pensar que os problemas dela eram muito idiotas se comparados aos problemas da vida real de adulto (falta de dinheiro pra pagar as contas, escassez de empregos, violência sem fim que encontramos aqui no Rio de Janeiro, etc etc etc). Aí não conseguia me comover com as questões dela. Aliás, achei todos os personagens meio chatinhos e sem graça. Ok, todos não, porque Levi é totalmente gostável (pra não dizer apaixonante). E eu queria um amigo como ele. E por que ele é mais legal? Porque ele é mais velho e não fica reclamando das besteiras que adolescentes reclamam como se fosse acabar o mundo e, na verdade, depois verão, quando crescerem mais um pouco, que aquele problema não era nada se comparado à vida real. E eu fui uma adolescente assim também, que reclamava das coisas sem saber que tudo ia piorar. Talvez por isso a Cath tenha me irritado tanto. Mas eu não era tão paralisada e chata quanto ela, não. E a fanfic que Cath escreve no livro era tão cópia de Harry Potter (provavelmente a autora é fã de HP e quis homenagear o livro, sei lá) que eu não conseguia ler. Pulava todas as partes que tinha a fanfic de Cath e, quando eu lia, achava beeeeeeeeeeeeem ruim.

Rainbow Rowell e seu livro.
Rainbow Rowell e seu livro.

Não vou dizer que não tenha nada de bom no livro, afinal, eu até já disse que Levi é um personagem foda. E o estilo de escrita da Rainbow é bem legal também, informal e com sacadas inteligentes. Mas a história não me cativou nem um pouco, por tudo que já falei acima. Pra mim, eram personagens fracos com problemas bobos (tirando o problema com a mãe), e até mal desenvolvidos (os problemas). Mas como eu disse, gosto é gosto e muita gente adorou esse livro, então vai que você gosta? Mas admito que agora tô com bastante medo de ler qualquer outra coisa da Rainbow, já que me decepcionei com dois livros dela até agora, e nem a indicação da minha prima de outra história dela está me animando a ler, e olha que confio bastante no gosto da minha prima.

Ah! Fangirl foi lançado por aqui pela editora Novo Século e custa, em média, R$30 (ainda bem que comprei a versão digital pela Amazon e não gastei essa grana toda no livro, senão eu teria ficado bem p da vida).

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30 LIVROS EM 1 ANO – Como eu era antes de você (Jojo Moyes) – LIVRO 15

Só digo uma coisa sobre esse livro: não leia se estiver passando por momentos difíceis na sua vida, emocionalmente falando. Porém, se mesmo depois dessa dica, você resolver ler, não esqueça de deixar a caixa de lenços do seu lado porque, olha, eita livro triste! E eita livro bom também!

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The Blurb: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã que é mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. (sinopse retirada do Skoob)

Você pode ler essa sinopse e pensar “ah, que coisa chata e melosa”, mas você se engana, amiguinho! A escrita de Jojo Moyes não tem nada de melosa e é bastante vivaz, cheia de referências (algumas bem inglesas, que talvez a gente não entenda direito) e muito identificável. Falando em referências, quase explodi de emoção quando ela citou um Dalek, inimigo número um do Doctor na série que eu sou completamente apaixonada, Doctor Who. Já ganhou um ponto (um não, mil) só aí. E os pontos só iam aumentando a medida que eu lia o livro. É uma história comumente vista por aí em livros de drama? Pode até ser. Mas o jeito que é desenvolvido faz toda a diferença.

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A personagem principal, Louisa, é tudo que algumas personagens de alguns livros ruins que li (e depois comentarei por aqui) também são, mas muito melhor descrita e escrita. Ela tem camadas, ela não é uma coisa só (só atrapalhada, ou só tímida, ou só loser). Ela sofreu um evento traumático (não vou dizer qual é, óbvio!), mas a vida dela não é guiada por isso (o que não significa que não a afeta), como acontece na vida real. Ela é uma boa pessoa, mas isso não significa que não deixa de se irritar com fatos de sua vida que não tem como não se irritar – ela não é uma Pollyanna, o que é maravilhoso! É uma personagem 100% real, que poderia estar aqui do nosso lado. E eu acho até que conheço pessoas bem parecidas com ela (eu sendo uma delas. hahahaha).

Yes, Lou, yes! Obrigada por não ser perfeita.
Yes, Lou, yes! Obrigada por não ser perfeita.

Já Will é um pouco mais caricato. Caricato nem seria a palavra correta, mas sim o que se espera de uma pessoa que era super ativa e, de repente, se vê preso a uma cadeira de rodas, sem poder fazer nada sozinho. Mas, pense bem, não tem nada muito diferente que se possa fazer com esse personagem. Se Jojo inventasse um personagem todo feliz, os leitores iam achá-lo falso, porque ninguém fica super feliz por estar tetraplégico. E para muitos (imagino que para a maioria) é bem difícil aceitar essa realidade, não importa quanto tempo se passe. Então o personagem é tudo que ele poderia ser. E com um ar de ironia que faz qualquer um se apaixonar (sim, eu adoro pessoas irônicas e sarcásticas). E caro que tem toda aquela coisa de salvadora da pátria que eu tenho que quer salvar todo mundo e me atrai pessoas que precisam ser “salvas”, mas isso vocês não precisam saber, não é mesmo?

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Os outros personagens também são muito bem trabalhados e descritos, desde o sobrinho de Lou, que é apenas uma criança, passando pelo avô dela, que nem interage direito, ao enfermeiro de Will e seus pais, e até sua irmã (de Will), Georgina, que aparece bem pouco no livro. É possível entender a motivação e os sentimentos de cada um deles, até dos bêbados que só aparecem em uma cena!

Esse livro também faz você pensar muito em diversos assuntos, inclusive em assuntos que você não gostaria de pensar. E quebra paradigmas e certezas que antes tínhamos e que depois de ler o livro começamos a nos questionar se aquilo é mesmo o certo. Aliás, faz muito pensar se existe mesmo um certo e um errado. Muito vago? Eu sei, mas não posso ser mais direta senão estragaria todo o livro pra vocês. E eu não quero fazer isso, porque foi exatamente o que mais me chocou – e tocou – no livro.

Jojo Moyes e sua cara da santinha, mas que na verdade fez um livro pra botar muito marmanjo pensando - e chorando - por aí.
Jojo Moyes e sua cara da santinha, mas que na verdade fez um livro pra botar muito marmanjo pensando – e chorando – por aí.

Como eu era antes de você é, de longe, um dos melhores livros que li nesse ano. Em questão de romance/drama, é O melhor. Porque, pra mim, livro bom é aquele que te deixa pensando por muito tempo sobre ele, e sobre as questões propostas por ele, e esse livro fez isso comigo. E como! Indico muito!!!!!!!

I know the feeling...
I know the feeling…

Aaaaaaaaaaaaaah! E foi gravada a versão cinematográfica do livro, com Emilia Clarke (a Khalisi, de Game of Thrones) no papel principal, o delícia Sam Claflin (Finnick Odair, de Jogos Vorazes) como Will Traynor, e ainda Neville Longbottom Matthew Lewis como o chatérrimo namorado de Lou, Patrick. Se eu gostei da escalação? Em se tratando de Sam Claflin, hell yeah! Não importa o que ele faça, contanto que apareça na tela, eu já fico feliz. Já Lou, não sei se Emilia foi a escolha certa porque imaginava a personagem como alguém um pouco mais desengonçada, e Emilia é muito bonita para o papel. Mas vamos esperar pra ver, né? Vai que ela surpreende? O filme está marcado para estrear somente em 2016, então teremos que esperar bastante ainda pra chorar litros no cinema.

Emilia com Sam (à esquerda) e com um Matt todo malhadinho à direita. Pra mim, sempre será estranho ver Matthew Lewis crescido e com corpinho bonitinho desse jeito.
Emilia com Sam (à esquerda) e com um Matt todo malhadinho à direita. Pra mim, sempre será estranho ver Matthew Lewis crescido e com corpinho bonitinho desse jeito.

E vocês? Leram o livro? O que acharam? Estão ansiosos pra ver o livro no cinema? Me contem tudo!!!!!!! Os comentários estão aí pra isso, pra eu saber a opinião de vocês. Adoro saber o que pensam. 🙂

E até outro dia!

Muah!

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30 LIVROS EM 1 ANO – Invisível (David Levithan e Andrea Cremer) – Livro 14

The Blurb: Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida – por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizabeth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição. Elizabeth e Stephen devem decidir o quão grande é o sacrifício que estão dispostos a fazer para que Stephen se torne visível – porque a resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. (sinopse retirada do Skoob)

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Agora a minha opinião: eu gostei do livro. Achei interessante o tema principal, tão diferente e original: um garoto invisível, que ninguém consegue ver, nem ele mesmo. Esse é um assunto que pode criar uma discussão imensa e que pode, daí, surgir um livro maravilhoso e trilhar caminhos fantásticos. Porém, uma coisa estragou o livro: o fator romântico. Me incomodou o jeito como o casal protagonista (Stephen e Elizabeth) se ama, tão melodramático e não-real. Em certa parte, um deles (não me lembro qual dos dois) diz que eles são dois que viram um. “Dois como um”, são as palavras exatas. E isso me incomoda. Um casal não são dois que viram um, e sim um mais um que viram dois, unidos. Entende a diferença? Essa ideia de que 1+1=1 me revira o estômago porque parece que as duas pessoas perdem a sua individualidade e se transformam em um ser único que não sabem ser separados, que pensam e agem igual e precisam estar em sintonia o tempo todo, e a realidade não é assim – ainda bem! O amor não é isso, é poder pensar diferente, agir diferente, não estar em sintonia e, ainda assim, continuar amando um ao outro. Essa ideia de amor ultra romântico é que estraga muito relacionamento por aí (tô cansada de ouvir e ler sobre casos) e que faz as pessoas, principalmente as mulheres, esperarem por algo que não existe e nunca existirá. Sem contar que é altamente piegas e brega, né? Tem uma frase do livro que quase vomitei quando li: “O rosto de Laurie se transforma em linhas e curvas de ansiedade e amor.” REALLY? E olha que essa frase nem é em relação ao casal principal, e sim ao irmão da protagonista (o personagem mais legal). Imagina as falas do casalzinho? “Agora estão livres e inundam meu olho. São tantas, por tanto tempo, que que penso que provavelmente vou me afogar nelas.” Oh God, why so melodramatic????????? E quando ela está sendo chata e errada e impulsiva e fazendo uma grande merda e ele fica defendendo ela como se todos os demais estivessem errados e ela certa (sendo que ela não estava certa at all)?????? Pelo amor de Deus!!!!!!! Deu vontade de dar uma sacudida em ambos e gritar, “enxerguem a realidade!”, o que é meio irônico quando o personagem principal. é invisível.

Os autores David Levithan e Andrea Cremer.
Os autores David Levithan e Andrea Cremer.

Há vários exageros também, o que torna tudo um pouco over, como eu já disse. Algumas frases toscas, às vezes querendo ser muito inteligente quando não há nada de genial ali (uma frase que me fez revirar os olhos foi “O que acontece quando o Lobo Mau chega ? Será que a casa se mantém em pé ou será que tudo é destruído?”, uma analogia desnecessária e que não faz muito sentido).Mas sei que a tradução pode piorar um pouco as coisas e, nesse livro, piorou bastante. Não gostei da tradução, e no Kindle sempre tem uns errinhos de edição que me incomodam bastante. Mas, tradução a parte, achei muito novela mexicana para o meu gosto de qualquer jeito.

Porém, não só de coisas ruins é feito esse livro. Nem de frases dramáticas demais. Tem sim algumas que são bastante interessantes e te fazem pensar, como a da foto a seguir.

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Além disso, como eu disse lá no início, a ideia do livro É boa. Fiquei bastante surpresa com o rumo que ele tomou, indo para um caminho mais fantástico, de fantasia que, apesar de enquanto eu lia eu achar estranho, pensando agora achei uma boa direção a se tomar. E tem personagens legais, como o irmão da Elizabeth (Laurie) e senhora dona de uma loja de gibis (esqueci o nome dela). É um livro com uma história diferente e interessante, mas você tem que deixar de lado a historinha de amor que é chatinha. A não ser que você goste de relacionamentos assim, mega românticos. E inexistentes.

Alguns trechos que gostei.
Alguns trechos que gostei.

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30 Livros em 1 Ano – Billy & Me/ You’re the One that I Want (Giovanna Fletcher) – Livros 12 e 13

Hoje falarei de dois livros da mesma autora, a Giovanna Fletcher (sim, esposa do Tom Fletcher, do McFly). O nome dela de solteira era Giovanna Falcone e eu achava tão bonito, bem mais do que o atual. Não entendo pessoas que trocam seus nomes quando se casam. Mas enfim, não é sobre isso que vim falar, né, e sim dos livros. E por que vou falar dos dois livros no mesmo dia? Porque achei eles bem parecidos e ambos meio meh. Explico.

Giovanna com o livro Billy and me, que foi lançado aqui no Brasil como Billy e eu.
Giovanna com o livro Billy and me, que foi lançado aqui no Brasil como Billy e eu.

Billy & Me foi o primeiro livro que ela lançou e também o primeiro que comecei. Comecei, porém não o primeiro que acabei de ler. E por que isso?, vocês me perguntam. Porque achei o livro muito chato. Assim que saiu, eu quis lê-lo, porque gosto muito da Giovanna (tanto que a sigo no Twitter, no instagram, assisto os vídeos dela no youtube). Então comprei no Kindle do marido (que na época nem era marido ainda), um pouco depois do lançamento lá na Inglaterra (que foi em junho de 2013). Mas nossa, era impossível de ler. Achei o ritmo arrastado, a personagem principal chata, as situações bem clichés e sem nada de especial. Como o livro é sobre uma menina de cidade pequena que começa a namorar um ator super famoso, achei que fosse ser mais dinâmico. Porém, do início até mais ou menos a metade, é um tédio só. Tanto que parei de ler e fiquei um bom tempo ser ler. Tanto tempo que Giovanna lançou seu segundo livro, eu li esse segundo livro inteiro, e só depois tive coragem de voltar para Billy & Me.  Mas deixa eu colocar a sinopse aqui pra vocês se situarem melhor na história.

The Blurb: Quando Sophie e Billy se conheceram e se apaixonaram, ela pensou que estava vivendo em um conto de fadas. Afinal de contas, Billy é um ator, um galã adorado por adolescentes em todo o mundo – e ele ama Sophie. Ela é a única garota para ele. Mas estar nos braços de Billy tem um preço. Este relacionamento tem deixado Sophie no centro dos holofotes, após anos mantendo-se afastada de atenção. Será que ela poderá lidar com todo o assédio resultante de estar com Billy? Mas acima de tudo, estaria ela preparada para que sua mágoa seja descoberta por toda a nação? (sinopse retirada do Skoob)

A fofa da Izzy Judd (outra que mudou o sobrenome. Por que???), esposa do Harry Judd, do Mcfly, com o livro.
A fofa da Izzy Judd (outra que mudou o sobrenome. Por que???), esposa do Harry Judd, do Mcfly, com o livro.

Agora que vocês já sabem a história do livro, digo mais minhas impressões sobre ele.

Quando finalmente consegui voltar ao livro, fiquei aliviada por Sophie e Billy chegarem à Londres (podem ficar tranquilos, isso não faz diferença nenhuma na história, não é um spoiler, já fica claro que isso vai acontecer). Porque aí a história começou a ficar um pouco interessante. Acho que Giovanna prolongou demais a parte em que os dois se conhecem e ficam de romancinho na cidade natal de Sophie, que é totalmente entediante. Mas essa é uma característica dela como autora, porque ela fez exatamente a mesma coisa em You’re the one that I want. Chegando em Londres, é interessante descobrir como funciona um set de filmagem (que Giovanna tem conhecimento por ter participado de um filme), como é feita toda a escolha das roupas dos atores e de seus acompanhantes para eventos de premiação (outra coisa que é bem familiar à Giovanna, dado que Tom já compareceu à inúmeras premiações), e como é a relação (muitas vezes interesseira) entre os ricos e famosos. Essa parte é legal e eu até gostei. Mas a história em si é sem graça, previsível e os personagens não tem nada de especial, somente Molly, a única personagem que pensei “ah, essa é legal!”. Sophie e Billy são totalmente insossos. E eu tive que me esforçar pra ler o livro até o final, apesar de o final ser mais fácil de digerir.

You’re the one that I want segue o mesmo caminho, passa pelos mesmos problemas e melhora do meio para o final, exatamente como Billy & Me. Mas dessa vez vou colocar a sinopse antes de dar qualquer outra opinião.

The Blurb: O livro conta a história de três melhores amigos desde a infância, Maddie, Rob e Ben. Maddie está na porta da igreja prestes a se casar com Rob, mas será que ela fez a escolha certa, ou seria melhor casar com Ben?

Giovanna com o You're the one that I want.
Giovanna com o You’re the one that I want.

You’re the one that I want é narrada por Maddie e Ben, e tem alguns poucos capítulos narrados por Rob. O livro começa com o dia do casamento de Maddie e Rob, mas volta para a infância dos três, quando se conheceram, e vai nos levando até chegar novamente ao dia do casamento. Achei a ideia interessante, mas, mais uma vez, o início, principalmente, é muito arrastado. Não sei vocês, mas eu não tenho muito interesse na vida de uma criança e de alguém muito novo – a não ser que essa pessoa seja Harry Potter. Ou que, pelo menos, a história tenha acontecimentos interessantes que tem façam querer ler mais. Não foi o que aconteceu no livro em questão. Entendo que Giovanna quis mostrar como a amizade entre os três personagens principais foi acontecendo, mas já deu pra entender a intensidade da relação e a personalidade de cada um nas primeiras páginas. As que vieram em seguida foram totalmente desnecessárias. O livro só foi começar a ficar interessante quando Ben (de longe, o melhor personagem), Maddie e Rob foram para a faculdade. Até porque é uma realidade muito diferente da vivida por aqui, com as pessoas saindo de suas cidades natais para estudarem fora e morarem sozinhos pela primeira vez, o que estamos acostumados de ver em filmes americanos, mas a vida dos ingleses é diferente, né.

A versão que eu li, no meu lindo Kindle (falo tanto de kindle por aqui que a amazon devia me patrocinar. hahahaha).
A versão que eu li, no meu lindo Kindle (falo tanto de kindle por aqui que a amazon devia me patrocinar. hahahaha).

Os fatos que vão acontecendo a partir da faculdade e como cada personagem vive cada situação deixa o livro um pouco mais legal. Achei You’re the one that I want mais fácil de ler que Billy & Me, mais gostosinho. Mas não posso falar que é um livro super legal e não indicaria para as amigas. Não que a Giovanna não tenha achado seu estilo de escrever, longe disso, ela achou sim. Mas é um estilo sem graça, previsível, e com personagens desinteressantes – apesar de Maddie e Ben serem bem mais interessantes que Sophie e Billy. Rob não, Rob é chato. Mas, na verdade, como Ben e Maddie são os narradores, só o conhecemos através dos olhos dos outros dois, então é mais difícil se identificar e sentir uma certa proximidade a ele. Maddie também não é a mais cativantes das personagens, mas entre ela e Sophie, ela ganha disparado. Já Ben, esse sim ganhou meu coração. Um ponto pra Giovanna, pelo menos!

Ah! Preciso dizer que achei ambos os livros, principalmente Billy & Me, bem anti-feminista. Então se você se irrita com submissão (como eu me irrito), passe bem longe deles! E também que li ambos os livros em sua versão original em inglês (o segundo, que foi lançado lá na Inglaterra em 2014, ainda não tem versão em português), então não posso opinar sobre a tradução.

Fico bem triste de falar mal dos livros da Gi (olha a intimidade!), mas se não gostei, não posso mentir, né? Queria saber opinião de pessoas que já leram eles e se gostaram, por que gostaram? Tell me!

Beijocas!

Billy e eu – Editora Phorte – R$39 (em média)

You’re the one that I want – Penguin – R$35 (na Amazon)

30 Livros em 1 Ano – Dark Places (Gillian Flynn) – Livro 11

Gente, eu esqueço tanto de escrever de escrever sobre os livros que tô lendo esse ano por aqui, que daqui a pouco 2015 acaba e eu ainda não falei sobre nem metade dos livros! Mas também, vou ver se faço uma semana inteira só falando de livros pra ver se não me perco nesse meu projeto! hahahaha

Enfim, o livro de hoje é de uma autora que descobri esse ano ser espetacular e já falei sobre um livro dela por aqui. E sim, sei que ela tá famosinha por causa de Gone Girl, mas eu não ligo se falarem que eu gosto dela só por ser modinha, porque sei que não é! Eu nem li Garota Exemplar! Mas como fiquei absolutamente fascinada quando li Objetos Cortantes, saí correndo em busca de um próximo livro dela, ela sendo a Gillian Flynn, e encontrei Dark Places – sim, em inglês porque ainda não tinha sido lançado aqui no Brasil, então li na língua original mesmo que, como eu já disse aqui antes, acho bem melhor.

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Percebam como meu kindle está sujinho. Isso significa muito uso! 😉

Antes de qualquer opinião da minha parte, vamos ao blurb do livro, tirada do SkoobLibby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas pelo irmão mais velho, Ben. Passados vinte e cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela. Localizada pelo Kill Club, uma sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários, o grupo tenta sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), e Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada quantia, estabelecerá contato com os envolvidos naquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido.

Algumas capas do livro Dark Places, inclusive a da versão espanhola.
Algumas capas do livro Dark Places, inclusive a da versão espanhola.

Dark Places foi lançado nos Estados Unidos no dia 05 de maio de 2009 (no dia do meu aniversário!), mas aqui a editora Intrínseca só o publicou esse ano, talvez pelo sucesso que Garota exemplar fez e pelo filme já lançado, com Charlize Theron interpretando a personagem principal Libby. E olha, esse é um filme que vou ter que assistir com alguém do meu lado porque eu tenho certeza absoluta que vou morrer de medo! Sério, eu me cagava (desculpe a palavra) lendo o livro. Não tive problema nenhum lendo Objetos cortantes, mas enquanto eu lia esse livro, e muitas vezes eu lia com marido dormindo ao meu lado porque eu simplesmente não conseguia parar de ler, eu tive que deixar pelo menos a televisão ligada quando finalmente decidia largar o livro de lado e dormir porque eu ficava com muuuuuuuuuuuito medo!

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O livro conta a história de uma chacina, o que já te faz ficar pensando que aquilo podia acontecer com você – uma pessoa entrar na sua casa e te matar com um machado. E eu, que sou uma pessoa muito impressionável, e já fico achando que tudo que vejo e leio pode acontecer comigo, imagina ler sobre um assassinato tão brutal como é o do livro? Foram noites e noites sem conseguir dormir direito! Mas sabe por que isso aconteceu? Porque o livro é muito bem escrito! Se não fosse, não daria pra pensar que tudo aquilo é real e que pode mesmo acontecer. E é totalmente intrigante, você fica querendo saber o que vai acontecer, qual será  novo mistério que será desvendado – e que vai levar pra várias outras perguntas e criação de novos mistérios.

Nicholas Hault, que interpreta Lyle, o líder do grupo do Kill Club que
Nicholas Hault, que interpreta Lyle, o líder do grupo do Kill Club que “estuda” o caso da chacina da família de Libby, e Charlize Theron, a Libby.

Dark Places se diferencia de Objetos Cortantes por ter algumas características de terror também, enquanto Objetos cortantes é muito mais mistério com muita ênfase na personalidade e relacionamento entre as pessoas. Apesar de Lugares escuros (como ficou traduzido por aqui) também mostrar a personalidade forte e introvertida (e, muitas vezes, super egoísta) de Libby, o foco se deu mais mesmo em desvendar o mistério que circundava o assassinato, principalmente em saber se Ben é ou não o verdadeiro culpado (o que, obviamente, não falarei pra vocês e deixarei vocês descobrirem lendo o livro).

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Uma coisa que gostei muito do livro é o fato de ter três narradores: Libby, Ben e Patty, a mãe de Libby (e de Ben, e das outras duas meninas assassinadas). Cada um tem seu estilo próprio de contar a história e a junção de todas elas é o que vai fazer o leitor conhecer a verdade sobre aquele fato chocante que aconteceu 25 anos atrás. É bem interessante, mas isso também deixa você em duvida o tempo todo de quem é o verdadeiro culpado. É bem estressante – não leia se tiver o coração fraco.

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Mas o estilo de escrita de Gillian Flynn já me cativou, não tem jeito, principalmente por sempre criar personagens fora do lugar comum e problemáticos, com sua carga de bagagem emocional ferrada e psicologicamente mexidos. Adoro! Amo! E já quero ler o próximo livro de personagem com probleminhas na cabeça dela! Me identifico tanto! hahahahaha (agora vocês estão todos com medo de mim) Mas admito que com a Libby não me identifiquei muito, não. Já com o Ben… (risada de psicopata)

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, baseado numa fanfic que escrevi de Mcfly, publicado em 2013)

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30 LIVROS EM 1 ANO – QUEM É VOCÊ, ALASCA? (JOHN GREEN) – LIVRO 10

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Vou para procurar um grande “talvez” (em tradução livre).

Primeira vez que ouvi falar de John Green, autor do livro Looking for Alaska (no original), foi no canal do Adam, um garoto lindo divertido que falava sobre assuntos que me interessavam pra cacete no You Tube. Nem sei se o canal dele ainda existe, mas sempre terei ele a agradecer por me apresentar ao John Green, um dos escritores mais fofos da humanidade – e que mais me identifico. Adam falava exatamente do livro Looking for Alaska, e insistia que era um dos melhores livros que já havia lido, e me apresentou ao lema dos nerdfighters (como os fãs de John e Hank Green são chamados): Don’t forget to be awesome (não se esqueça de ser espetacular, numa tradução livre da minha parte). Esse lema nunca saiu da minha cabeça, o que significa que eu sempre tive vontade de ler John Green. Mas, na época, não tínhamos os livros dele por aqui. Eu sei, eu procurei. A lot! Até que, anos depois, consegui com uma amiga a versão original de Paper Towns. Me apaixonei e entendi totalmente o que Mister Adam estava falando. Depois li A culpa é das estrelas, que também adorei (não tanto quanto Paper Towns). E então, finalmente, consegui um exemplar de Quem é você, Alasca?

A versão da capa que eu li.
A versão da capa que eu li.

Acho que estava esperando muito do livro, porque da primeira vez que comecei a ler, não gostei. Não que eu tenha achado ruim, mas não me instigou. Mas o que fiz eu? Deixei de lado por um tempo e esperei. Esperei o momento certo. Porque, com livros, muitas vezes acontece isso: às vezes, você não está no momento certo para lê-lo. Então aguardei. E passado um ano (ou mais, ou menos), senti que era hora de voltar a ele. Não voltei a lê-lo do início, afinal, eu já tinha começado e ainda me lembrava quase tudo que tinha lido. Mas, ainda assim, li rápido, para os meus parâmetros (não sou uma pessoa que consegue ler livros muito rápido porque perco o foco e minha atenção desvia loucamente, não consigo ficar parada por muito tempo). E sabe o que isso quer dizer? Que eu gostei do livro! Viu como tudo tem a ver com o seu momento?

Diversas capas que o livro já teve lá fora.
Diversas capas que o livro já teve lá fora. A segunda é meio brega, né?

Enquanto eu lia o livro, eu pensava: com certeza esse livro também vai virar filme (visto que outros dois livros de John Green, exatamente os outros dois que li, já viraram). E bingo! O filme de Quem é você, Alasca? está em fase de pré-produção. *aguardando ansiosamente para saber o elenco do filme* E por que todos os livros do John Green estão virando filmes?, você me pergunta. Porque os personagens dele são altamente identificáveis e interessantes. E não, não são somente para adolescentes, como muita gente pode pensar. Qualquer um, de qualquer idade, consegue se identificar com os dilemas de Miles e Alasca, Hazel e Augustus (A culpa é das estrelas), Margo e Quentin (Paper Towns). Até porque eles são adolescentes muito maduros, com questões que vão muito além das comuns de sua idade (e eu me identifico taaaaaaaaaaaaaaaanto, porque era super assim na época! fui desamadurecendo com o tempo. hahahahahahaha). Miles, por exemplo, o protagonista de Quem é você, Alasca?, coleciona últimas palavras de pessoas famosas. Como assim, Livia? Explico: ele tem uma paixão inexplicável por últimas palavras de pessoas, e sabe todas elas de cor. Me diz se isso não é uma característica incrível pra um personagem ter? E não sei como John Green consegue fazer todos os personagens terem algo interessante, diferente. Eu, como escritora, sei como é difícil encontrar em equilíbrio entre todos os personagens em relação a serem interessantes. Mas todos eles são, principalmente em Quem é você, Alasca? O amigo dele então, que divide o quarto com ele, é fantástico!

Quote de um dos amigos de Miles que já não me lembro mais de quem é. Minha memória é péssima, gente desculpa eu!
Quote de um dos amigos de Miles que já não me lembro mais de quem é. Minha memória é péssima, gente desculpa eu! (“Por que você está usando um gorro de raposa?” “Porque ninguém consegue pegar uma motherfucking raposa”)

Como visto na imagem acima, além do protagonista do livro ser fascinado por últimas palavras, o livro também é cheio de quotes sensacionais. Mas todos os livros do John Green são, isso não é novidade, né?

Algumas frases tiradas do livro.
Algumas frases tiradas do livro.

Enfim, falei, falei, e não disse ainda a sinopse do livro (sabia que, na Inglaterra, eles chamam sinopse de livro de “blurb”? adorei essa palavra!). Então lá vai a blurb, tirada do Skoob: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

E Alasca e Miles o farão pensar em diversas coisas sobre a vida, você vai se ver filosofando mesmo e pensando no que realmente importa pra você. É fantástico, leia! E leia também Paper Towns (Cidades de papel) que, pra mim, é o melhor livro de John Green. Falando em Paper Towns, o John Green esteve recentemente no Brasil pra divulgar o filme do livro, que estreou dia 09 de julho por aqui (e eu tô louca pra ver!). E a Iris Figueiredo, que também é escritora e tem um blog literário, fez uma entrevista gracinha com ele, umas das melhores perguntas que já vi perguntarem pra um autor: claro que faz toda a diferença quando a entrevistadora conhece realmente o trabalho do entrevistado – e é fã dele. Olha que lindo que o John é!

Mas agora me digam, vocês já leram algo do John Green? Ou já viram os filmes? Ou foram sortudos de encontrá-lo quando ele estava no Brasil? Me contem suas experiências, vou adorar ler! Escreve pra mim nos comentários! E até depois!

Beijocas!

Pra pensar. Eu falei que o livro faria você filosofar!
Pra pensar. Eu falei que o livro faria você filosofar!

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30 Livros em 1 Ano – Se só me restasse uma hora de vida (Roger-Pol Droit) – Livro 9

Hey people!

Sabe quanto tempo faz que escrevi sobre um livro por aqui? Eu também não, mas faz muito tempo! Muito! Por isso tô aqui pra falar do nono livro que eu li, que foi um pequeno soquinho no estômago porque te faz pensar bastante, a lot, very very much. Durante e depois. Pero é muito bom livros que te fazem pensar, não é? Sobre a vida, sobre o universo, sobre tudo!

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Se só me restasse uma hora de vida é é escrito pelo filósofo francês Roger-Pol Droit e nele o autor discorre sobre várias possibilidades de o que faria se só restasse a ele uma hora de vida. Porém, é mais do que isso, porque ele acaba discorrendo sobre vários aspectos da vida, que nos servem mesmo quando não estamos a um passo da morte. São vários assuntos interessantes para pensarmos durante nossa vida, e na verdade é melhor pensarmos sobre esses assuntos ao longo da vida mesmo, para, no leito de morte, não termos arrependimentos.

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Eu realmente acho que não tem muito que posso falar sobre o livro porque um livro cheio de pensamentos, filosofias e maneiras de ver a vida não foi feito para e ficar aqui falando sozinha, e sim para ser discutidos com pessoas. Por isso peço para que todos leiam, para que eu não fique maluca sozinha aqui falando sobre ele, e sim para que possamos conversar e opinar sobre os aspectos que constituem uma vida plena, e o que cada um acha disso. E é por isso que deixarei mais fotos com fragmentos do livro aqui do que palavras minhas, porque são as frases do livro que realmente importam. E não sei vocês, mas eu adoro algo que nos faz parar e pensar.

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Tem mais algo muito legal nesse livro: sua estética. Como dá pra ver pelas fotos, ele não é escrito de maneira normal, suas frases não começam em letra maiúscula, não há ponto final no término de cada frase (e, ainda assim, entende-se sem dificuldade onde termina e onde começa uma ideia).  Essa maneira de se expôr as palavras no papel parece muito com o fluxo de pensamento, como se o autor estivesse pensando tudo isso nessa hora que tem antes de morrer, e isso, para mim, é muito interessante. Gosto quando os autores brincam com a formalidade do texto, com seu padrão, e quando fogem do que tem que ser, mas com um motivo. Quando fazem por fazer, só para mostrar que são diferentes, aí não tem graça e fica até ridículo. Mas aqui tem significado, aqui você entende a rapidez do pensamento de uma pessoa que está prestes a morrer, então não tem tempo de ficar escrevendo direitinho ou bonitinho, ele só quer dizer o que acha, só quer dar sua opinião, não importa como. E o pensamento flui assim, não é mesmo, solto, sem ponto final ou letra maiúscula.

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Mais outra coisa que achei legal nesse livro: o fato de Roger-Pol (olha minha intimidade!), apesar de filósofo, contradizer e duvidar de filósofos. Quer mais filósofo que isso? Porque, segundo o dicionário, o filósofo é aquele “que ou quem investiga os princípios, fundamentos ou essências da realidade circundante, seja numa perspectiva imanente, seja propugnando causas e explicações transcendentes, transcendentais ou metafísicas.” E quer maior investigação do que a não aceitação simples e clara do que a própria classe diz? Não não não, você tem que pensar por si próprio, investigar a fundo o que aquele pensamento quer dizer para, só então, aceitar ou não aquilo. E não é sempre que ele aceta. Ou seja, fantástico. Filósofo. Ou não-filósofo, já que ele contaria filósofos. Too much? (desculpem, a minha natureza é essa, de pensar sem parar e ir contra os pensamentos ditos padrões e comuns e normais)

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Anyway, já falei demais sobre esse livro que já havia mencionado ser impossível falar sobre porque é preciso lê-lo. Então tá esperando o que? E depois não esquece de vir aqui me falar o que achou pra gente poder discutir sobre esses assuntos da vida, universo e tudo mais (não em canso de fazer essa referência, apesar de nunca ter lido O Guia do Mochileiro das Galáxias). Ah! O livro foi lançado por aqui pela Bertrand (selo da Record) e custa uma média de R$17.

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30 Livros em 1 Ano – A garota das laranjas (Jostein Gaarder) – Livro 8

Hoje é domingo, dia de que? De fazer nada. Ou de que? Ficar deitada na cama embaixo de um edredom bem quentinho (porque aqui no Rio tá bem frio, pelo menos pra nós, cariocas) lendo um livrinho. Então achei que era o dia perfeito pra falar de mais um livro que li no meu projeto de 30 livros em 1 ano – que estou com sério medo de não conseguir cumprir, mas não vamos pensar nisso agora, não é? (Negação forevah!) Esse foi um livro que li em um dia só (fazia tempo que não lia um livro inteiro num dia só) numa situação muito parecida com a de um domingo – embaixo de um edredom, deitada na cama. Mas a situação foi completamente diferente: eu estava doente. E já estava deitada fazia três dias, não aguentava mais! Como já tinha melhorado um pouco e já conseguia me concentrar em algo, catei um livro da biblioteca dos meus pais pra ler. Escolhi A garota das laranjas, do Jostein Gaarder, autor norueguês muito adorado pela minha prima Clarissa e pela minha amiga Priscila, e foi por isso que escolhi esse livro – ter boas referências sempre é bom, né? Por isso que dou indicações de livros aqui pra vocês!

Perdoem a qualidade ruim da foto, mas eu estava doente!
Perdoem a qualidade ruim da foto, mas eu estava doente!

O livro lançado em 2005 conta a história de uma carta escrita há muito tempo pelo pai do adolescente Georg Roed, que morreu há 11 anos (o pai, e o não Georg). A carta conta uma história muito interessante e romântica sobre uma garota que carregava laranjas e o pai dele se apaixonou perdidamente – mesmo sem saber como encontrá-la ou quem ela era. Além de conter essa história, a carta também é uma despedida do pai ao menino, que era bem pequeno quando o pai morreu. E é muito bonito, emocionante e sensível – ou seja, preparem os lencinhos.

Jostein escreve daquele jeito característico dele, que não é muito fácil de se ler. Se você não está acostumado, pode achar um pouco cansativo, porque suas descrições são longas, e há muitos trechos em que o personagem da carta filosofa sobre o mundo e afins, o que eu acho muito legal, mas tem gente que pode não gostar. Como eu já havia lido O dia do curinga (sensacional, leiam!), eu já estava acostumada com o estilo do autor – o que não impediu que eu me cansasse um pouco quando ele falava sobre planetas e satélites, mas isso é porque é um assunto que eu não me interesso muito. Mas depois que você se acostuma com o jeitinho particular de escrita de Jostein, que é, na verdade. até meio genial, a leitura flui muito bem. Até porque você fica muito curioso para saber o que vai acontecer na história da carta, isso porque, como bom escritor que é, Jostein deixa o leitor envolto em mistério todo tempo porque alterna durante todo o livro a história da carta e a vida em tempo real do menino que lê a carta. Então quando você tá lá, querendo saber qual vai ser o próximo passo do personagem da carta, vem Georg te contar o que tá achando daquilo tudo. Esperto esse Jostein…

Mas, pra resumir, é um livro que mexe muito com suas emoções, que te faz pensar na vida (como todos os livros do autor), e que você fecha, depois de ler a última frase, com um sorriso no rosto – e muitas lágrimas enxugadas em lencinhos.

O autor norueguês Jostein Garrder.
O autor norueguês Jostein Garrder.

Para quem não sabe, Jostein é o autor do famoso livro O mundo de Sofia. Ele dava aula de filosofia antes de se dedicar exclusivamente à leitura, por isso seus livros tem esse teor filosófico tão forte. A garota das laranjas foi lançado por aqui pela editora Companhia das Letras, e custa no site da editora, R$35 (R$24, se você preferir a versão em e-book).

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30 Livros em 1 Ano – And so we were (Kelly Castle) – Livro 7

Cês sabiam que a amazon tem tipo uma editora? Ok, não é uma editora, mas você pode publicar seus livros pela amazon, o que é o máximo porque leva pouquíssimo tempo para o livro aparecer na loja (ou pelo menos é o que eles dizem aqui), seu livro aparece na loja mundial da amazon (o que significa que é muito mais interessante escrever em inglês, se você for fluente na língua) e você ainda ganha um dimdim pelo seu trabalho (segundo a própria amazon, você recebe até 70% por direitos autorais, enquanto em editoras comuns a média é somente 10%). Uma desvantagem é que você tem que escolher sua capa entre um catálogo de capas que estão disponíveis para o autor que vai publicar com a amazon publicar, o que é o único ponto negativo desse livro, porque a capa não tem nada a ver com o tema do livro. E essa é uma grande desvantagem porque, se o livro já não tivesse sido indicado para mim por amigos, eu provavelmente não compraria por causa da capa, porque pensaria que se trata de um livro sobre mulheres que adoram roupas e sapatos – e não poderia ser mais longe disso!

Capa de And so we were.
Capa de And so we were.

Iris é uma garota bem tomboy, na verdade. Não liga para estética e essas coisas (chatas) de mulher, como cabelo, roupas, sapatos, ou seja, ela prefere roupas confortáveis a se vestir com roupas e sapatos que apertam só pra ficar bonita “para os caras”. E ela também adora livros. E escrever. E um certo cara chamado Dean. Que é um babaca, mas the heart wants what the heart wants. E eu não conseguia entender porque o heart da Iris não podia querer o Jordan, melhor amigo do irmão mais velho da Iris, que sempre a viu como a irmã mais nova de seu melhor amigo, mas agora… Enfim, eough said porque senão darei spoilers!

Esse é o primeiro livro de Kelly Castle e, man, como ela escreve bem! Fiquei abismada! Eu, sendo também escritora, sei como é difícil tornar histórias em coisas que você não consegue mais parar de ler, e And so we were é assim, no momento que você começa a ler, você não quer mais parar. E isso tudo se dá pelo jeito fantástico e diferente da Kelly escrever. Sério, eu queria ser amiga dela e perguntar pra ela como ela consegue escrever desse jeito! Ainda mais nas cenas de sexo. Quem já escreveu cenas de sexo sabe o quanto você tem que se conter para não acabar virando um 50 tons de cinza da vida. Porque você quer dizer o que aconteceu, mas de um jeito natural, sem ficar vulgar demais, mas também sem adocicar muito e acabar virando trash (nada de “ela pegou seu instrumento”). E ela consegue! Já aviso, para as que adoram um romance sexual, que as partes sexuais são bem poucas, então não se empolguem tanto! hahahaha Mas se você decidir ler esse livro, vai passar horas bem tensa com toda a história. Porque, vou te falar, tinha horas que eu queria dar uns tapas na Iris, sacudir ela e gritar “minha filha, pelo amor de Deus!!!!!!!!!!!!”. Sério, de longe, um dos melhores romances que li nos últimos tempos.

Eu queria ter escrito sobre o livro aqui assim que acabei de ler, porque assim teria coisas mais substanciais para escrever. Porque esse livro merece todas as críticas positivas da vida. Mas como já faz um tempinho que li, ele não tá mais tão fresh na memória, mas a sensação que tive ao ler o livro está, e é “meu deus, que livro bom. e como essa autora escreve bem!”. Aliás, não achei foto dela, o que é uma pena. Mas posso garantir que é um livro muito bom, até meio angustiante, mesmo sendo um romance, e um bom exemplo como coisas do nosso cotidiano podem modificar aos nossos olhos só por causa de um momento ou pequenos acontecimentos. Ah! E todo o desenvolvimento é muito bem feito, nenhum personagem ou situação parece de forma forçada, tudo parece ocorrer naturalmente – o que não acontece em um outro livro que falarei aqui mais pra frente.

And so we were está à venda na amazon (mas acho que só na versão ebook) por 7 reais, baratinho! Corre lá agora pra comprar! Mas lembre-se de que o livro é em inglês! Depois que você ler, me diz o que achou!

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