Poesia em forma de pessoa – Feira do Lavradio, parte 2

Das coisas mais gostosas da vida é conhecer pessoas do bem, pra cima, generosas e simpáticas. E foi isso que aconteceu sábado passado, em mais uma ida à Feira do Lavradio. Eu já tinha prestado atenção na barraca do Marcelo na primeira vez que fui na feira esse mês, dia 05. Mostrei pra minha mãe e ela também ficou encantada. Mas acabamos não parando, devido a diversos fatores. Nesse sábado, porém, em que fui na feira para ir em barracas específicas e foi muito mais rápido, passei na frente de novo, lembrei da beleza que é o trabalho do Marcelo e resolvi parar. Ainda bem.

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A barraquinha de Marcelo, com suas obras surpreendentes.

Marcelo é uma pessoa fantástica. No pouco tempo em que conversei com ele, senti uma energia tão boa que me deu vontade de não parar a conversa. Mas estava muito calor, até para mim que, geralmente, não sinto muito calor, e eu tinha hora, então tive que ir. Mas vou te falar, foram minutos que vão se estender pela minha vida toda, provavelmente, porque ele deixou uma vibe tão gostosa no ar que não tem como esquecer. Marcelo é simpático, tem um pensamento e ideias sobre a vida que se todo mundo pensasse igual, o mundo seria bem melhor. Sabe positivo? Então, isso. Pelo pouco que conversamos, entendi que ele veio de uma ilha pequena, é artista de rua, tinha uma mãe que amava muito e que já faleceu, e mesmo diante das dificuldades tenta levar a vida numa boa. Porque é sabido as dificuldades de artistas de rua, é difícil ser artista no Brasil, não importa onde. E olha, a obra dele é boa, viu? É tudo lindo. São aquarelas e blusas pintadas com misturas de cores lindas e imagens de mulheres de arrepiar. Tem que ser muito sensível pra pintar assim, vou dizer. E ter um olhar… Fico muito feliz em dizer que sou a orgulhosa dona de uma dessas blusas aí da foto e não liguei de dar R$60 por ela, é arte! As aquarelas não sei quanto são, mas vai na feira da Praça São Salvador, em Laranjeiras, em algum domingo (das 09h às 15h) que Marcelo estará por lá, como todo domingo. E com certeza ele terá um sorriso e palavras de gratidão para lhe dar em troca.

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A pessoa incrível que é Marcelo e eu.

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Falando em Lavradio, esse sábado voltei na barraca da Incomun., que já tinha falado por aqui, e acabei levando mais (muitos) brinquinhos. Tô mais apaixonada ainda pelas peças de lá! Quase mandando e-mail pra encomendar mais!

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Os dois brincos que comprei esse sábado nas pontas e o do meio é o que comprei na primeira vez que fui.

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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Incomun.

Eu tinha planejado escrever aqui ontem, mas passei o dia na Feira do Lavradio (na verdade foi só a manhã, mas tava tanto sol e andei tanto que pareceu o dia inteiro) e quando cheguei em casa, estava morta e com dor de cabeça e só quis saber de dormir (depois de comer, claro, porque mesmo sem conseguir levantar da cama dá pra comer, não é mesmo?). A Feira do Rio Antigo, popularmente conhecida como Feira do Lavradio (não conheço ninguém que a chame pelo nome oficial), pra quem não conhece, é uma feira de arte/moda que acontece no primeiro sábado de todo mês na rua Lavradio (por isso a alcunha), que fica na Lapa, no centro do Rio. É atividade certa para turistas e também para moradores da cidade que, como eu, gostam de coisas diferentes e baratas (porque, como outras feiras destinadas somente pra turistas, como a de Ipanema, os produtos vendidos não são o olho da cara). Como tá chegando o Natal, fui lá dar uma bizoiada pra ver se achava algo legal pra dar de presente. Até achei, mas o que fiquei apaixonada mesmo foi por uma marca de brincos/anéis/pulseiras/colares que comprei foi pra mim mesmo! E como coisa linda é pra divulgar, aqui estou eu pra divulgar o trabalho do Incomun.

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Passei pela barraquinha da Incomun na feira e tanto eu quanto minha mãe, que estava comigo, fomos imediatamente atraídas por aquelas peças coloridas e lindas. E nossa, como era diferente de tudo que eu já tinha visto antes! As peças são feitas com muito cuidado e são cheias de detalhes! Dá pra ver que tudo é feito com muito carinho e pesquisando sobre a história da marca no site deles, vi que eu não estava errada, é tudo feito com muito amor por mãe e filhas. Descobri também que o material que os brincos, colares, pulseiras, anéis são feitos é cerâmica plástica. Eu já tinha visto acessórios feitos do mesmo material (mas não tão bonitos), mas nunca soube o nome. Agora descobri.

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E a cerâmica plástica é maleável, o que significa que molda no seu corpo, o que significa que pessoas com o pulso magro e o dedo fino como eu podem usar pulseiras e anéis feitas do material sem ficar sambando no dedo e/ou pulso. Porque é uma dificuldade pra mim usar pulseira, vou te dizer, tudo fica mega largo! E anel também! Mas experimentei a pulseira do Incomun e ficou certinho no pulso, nem acreditei, fiz até ode aos céus!

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Pulseira certinha no meu pulso fino, nem acreditei!

Claro que por ser tão diferente, nem todo mundo vai gostar das peças, mas eu sei que eu fiquei encantada e quero tudo! Tô até pensando em voltar lá pra comprar mais! Mas agora vou parar de falar e mostrar as peças pra vocês.

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Brincos auriculares. Tem foto de como fica acima.

Se você está olhando essas fotos e pensando “nossa, é tudo lindo mesmo”, saiba que, além de eles aceitarem pedidos pelo site (que informei acima qual é), por causa do Natal, vai ter feira do Lavradio novamente dia 19 de dezembro e eles estarão por lá! Então é só aparecer lá e falar com o Thiago, o vendedor mega simpático – e super paciente, porque minha mãe e eu ficamos horas escolhendo o que iríamos levar – que fica lá na barraquinha. Ah! E as peças não são caras, a maioria gira em torno de R$20 que, pensando que é um trabalho único e artesanal, não está nem um pouco caro.

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A barraquinha e um pedaço do Thiago, moço simpático!

Incomun também tem uma página no Facebook, onde vocês podem encontrar mais fotos das peças fantásticas que eles fazem e de pessoas “normais”, gente como a gente, com seus produtinhos adquiridos. Se vocês gostarem e por acaso forem à feira e comprarem qualquer coisa lá, depois me mostrem suas fotos! E me digam se vocês não acharam as coisas deles as mais lindas e diferentes que já viram!

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2 em 1: Loja e Café “Zuper Cool”

Hoje vou falar de algo que, geralmente, não falo por aqui: roupa (o post sobre fantasias não conta, vai). Tudo porque estava dando uma volta por Botafogo, um bairro aqui do Rio, e dei de cara com uma loja que eu não conhecia e adorei! Não, eu não levei nada. Não, eu não experimentei. Não, as fotos não estão sensacionais (sorry). Mas achei muito digno falar da loja aqui pra vocês porque tem muita coisa legal – e diferente, e é exatamente isso que me chama a atenção.

Fachada da loja em Botafogo.

Fachada da loja em Botafogo.

A Raury Beury (que, pelo que encontrei ao pesquisar, é o nome da dona da loja e estilista – Beury) tem dois tipos de roupas: um alternativo (e meio nerd) e outro não. Claro que entrei e fui direto para o lado alternativo. Afinal, já do lado de fora tinha visto as camisas do Bob (do Fantástico Mundo de Bob, que eu AMAVA quando era criança) e do Mestre dos Magos (de Caverna do Dragão, outro desenho que eu era viciada) e queria procurar mais blusas com esse tipo de estampa. E encontrei: tinha Luluzinha, Mafalda, além de estampas fofas como corujinhas, gatos e a minha preferida: a de sorvetes.

A blusinha linda que fiquei apaixonada. Olha o detalhe da manga!

A blusinha linda que fiquei apaixonada. Olha o detalhe da manga!

Se eu não estivesse totalmente sem poder gastar, teria comprado fácil pelo menos três blusinhas. E isso porque nem olhei o outro lado, que parecia ter roupas bem bonitas também.

Lado A, lado B: camisetas estampadas alternativas de um lado, vestidinhos e blusinhas mais tradicionais, e ainda assim lindos, do outro.

Lado A, lado B: camisetas estampadas alternativas de um lado, vestidinhos e blusinhas mais tradicionais, e ainda assim lindos, do outro.

Os valores não eram muito baixos, mas também não muito caros. As blusas estampadas custavam R$49,90 que, apesar de eu achar caro, infelizmente não encontramos preços muito diferentes nas lojas por aí. Não fui para o outro lado da loja para checar os valores, mas imagino que não deve ser lá muito mais caro. Temos que lembrar que lojas de estilistas independentes sempre terão um valor um pouco mais alto porque é bem difícil manter todos os custos (material, aluguel da loja, funcionários, etc etc etc), mas não achei assim tão caro para ter uma roupa mais diferentezinha. Eu, pelo menos, adoro coisas assim.

Algumas das blusinhas que encontrei por lá.

Algumas das blusinhas que encontrei por lá.

Eu com certeza quero voltar lá com amigas que tenho certeza que amarão a loja, mas só quando a situação ($$) estiver melhor. Espero que até lá essa promoção de 50% e de “leve 3 blusas e pague menos” que tava rolando continue!

Bob e Mestre dos Magos: muito amor!

Bob e Mestre dos Magos: muito amor!

Agora, mudando um pouco de assunto, dando mais uma andada por Botafogo, no mesmo dia, visitei um café que marido há muito tinha recomendado. E se tratando de café, sempre quero conhecer mais e mais. Da última vez que dei uma passada no bairro, não tinha achado, visto que marido não lembrava o nome nem a localização certa, o que deixava tudo mais difícil. Mas dessa vez fui determinada e achei – e ele é uma gracinha, por fora e por dentro!

Exterior do Café e Prosa Bistrô.

Exterior do Café e Prosa Bistrô.

Ok, só tomei um cappuccino porque tinha acabado de almoçar, então não deu pra avaliar as comidinhas do local, mas uma coisa eu amei: o atendimento. Desde o momento em que entrei até o momento que saí fui bem atendida. Como o Café e Prosa Bistrô é pequenininho (único ponto negativo), não tem muitos funcionários. Pelo que percebi, tem alguém na cozinha (não sei quantas pessoas, não dava pra ver), um atendente de balcão, que é quem faz os cafés, uma pessoa no caixa (que acho que era a dona ou gerente) e um garçom, este último foi o único com quem interagi de verdade. E ele era muito simpático e engraçado. Como pedi cappuccino sem canela (como sempre), ficou repetindo sem parar isso pro menino que fez o café e depois brincou comigo sobre esse fato também. Ri muito. Adoro pessoas divertidas. Pena que não soube o nome dele (fico com vergonha de perguntar) nem tirei nenhuma foto dele para vocês pedirem para serem atendidos por ele. hehehehe

Já que não tem foto do atendente simpático, tem do mocinho do que fez meu café. E da parte interna (e fofa) do café/bistrô.

Já que não tem foto do atendente simpático, tem do mocinho do que fez meu café. E da parte interna (e fofa) do café/bistrô.

Meu cappuccino, aliás, estava muito gostoso. Nenhum açúcar foi adicionado a ele e, ainda assim, estava delicinha. Bem delicinha. Valeu totalmente os R$7 que paguei por ele (muito mais do que os R$8 que paguei outro dia no Otto Café, onde eles me trouxeram cappuccino com cappucino com canela uma vez, apesar de eu ter dito desde o começo que queria sem canela, e depois que pedi para trocarem, me trouxeram com canela de novo!).

Meu cappuccino. E um livro muito bom.

Meu cappuccino. E um livro muito bom.

E se tem uma coisa que adoro são os detalhes e quando as pessoas prestam atenção e cuidam deles. Lá eles fazem exatamente isso. Primeiro: toda vez que alguém chegava, o atendente simpático levava um livro para a pessoa ler enquanto esperava. Quase ninguém aceitava, mas só de ter essa opção já é fantástico. O porta-guardanapo também era uma gracinha e deixa o ambiente com uma cara mais bonitinha, assim como os quadros pendurados na parede, lindos, e todos do Jasmim Manga, que eu já conhecia, porém, só os cadernos que eu sempre quis comprar. E só de ser um café que divulga arte já ganhou meu coração! Então aconselho imensamente a todos que deem uma passadinha por lá, nem que seja pra tomar só um cafézinho, como fiz. E ainda bem que fiz. Foi uma tarde muito proveitosa!

Os quadros do Jasmim Manga (acima), o regador porta-guardanapo fofo e os livros que são oferecidos aos clientes. Detalhes que fazem a diferença.

Os quadros do Jasmim Manga (acima), o regador porta-guardanapo fofo e os livros que são oferecidos aos clientes. Detalhes que fazem a diferença.

Endereços:

Raury Beury: Rua Camuirano , 142 Loja A (esquina com Voluntários da Pátria).

Café e Prosa Bistrô: R. Voluntários da Pátria, 340.

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“Pa vê ou pa comê?” Porque não tá dando pra fazer as duas coisas, não!

Eu amo os cinemas do grupo Estação. Amo mesmo, com todas as minhas forças e coração (você pode entender melhor a intensidade do meu amor nesse post aqui). Mas, infelizmente, hoje em dia está muito difícil ir aos cinemas do grupo Estação. Pelo menos, pra uma pessoa desempregada sem renda nenhuma – e sem nenhuma forma de meia entrada.

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Semana passada, li no Facebook a indicação de um amigo sobre o novo filme do diretor francês François Ozon. Fingi que lembrava quem era o diretor (apesar de reconhecer o nome, não lembrava seus outros filmes, mas agora procurando por ele, vi que fez 8 Mulheres, filme que amei!) e fui. Na verdade, pra mim, tanto faz o diretor, o que importa é que o filme é francês. Sim, sou obcecada por cinema francês (obsessão que, um dia, ainda rendará um post), e esse ainda tinha o plus de ter meu queridinho Romain Duris. Achei o filme passando no Estação Net Botafogo e fui, no impulso, sem nem ver se estava passando em outro cinema – eu já estava feliz por poder ir em algum cinema do Estação e fingi que as outras salas de cinema não existiam (depois vi que também estava passando no Itaú Arteplex, ou seja lá o nome que aquele complexo de cinemas em Botafogo tem agora).

Eu esperando pelo filme - e não muito feliz com tudo que tive que pagar.

Eu esperando pelo filme – e não muito feliz com tudo que tive que pagar. (desculpa pela qualidade da foto, a câmera do meu celular não é boa)

E lá fui eu, feliz, contente e pobre – pois não se deixa de ser pobre quando se sai de casa, mesmo o destino sendo a zona sul (pra quem não é do Rio, a zona sul aqui é a parte mais cara da cidade) – assistir Uma nova amiga. Cheguei, entrei na fila, disse o nome do filme e horário que queria. Depois da bilheteira perguntar “meia entrada de que?”, apesar de eu já ter falado que a minha era inteira, repeti que não tinha meia entrada e, então, depois de escolher meu lugar, ela me falou o quanto eu tinha que pagar: TRINTA REAIS! Meu queixo caiu e eu travei. Eu não estava esperando algo tão caro at all! Mesmo sabendo que tinha escolhido um dos piores dias da semana pra se ir ao cinema (6a feira), eu achava que o ingresso seria, no máximo, uns vinte e poucos reais, valor que paguei da última vez que fui no mesmo cinema, alguns poucos meses atrás. E pra piorar tudo: só aceitava débito e dinheiro. Visto que minha conta está quase zerada – só não está zerada por bondade da minha mãe -, paguei em dinheiro porque, por sorte, tinha o suficiente (dinheiro que “ganhei” no brechó).

Parte fofa em frente à sala maior - e meus pés no espelho, porque esse chão quadriculado é super fotografável!

Parte fofa em frente à sala maior – e meus pés no espelho, porque esse chão quadriculado é super fotografável!

Quem conhece esse cinema do grupo Estação em particular sabe que as instalações e estrutura não são lá as melhores. Tem mosquitinho, tem sala congelante, tem sala pequenina que de tão pequena você se sente meio claustrofóbica. Mas sendo grupo Estação, ou seja, você sabe que a qualidade do filme é sempre boa, você ignora esses pequenos detalhes. Mas não por esse preço, né? Pelo menos, meu filme estava passando na maior e melhor sala de lá (são três, se não me engano), então até que não foi desconfortável e consegui assistir o filme de uma distância boa (não gosto de ficar muito perto da tela). Há um tempo atrás, eu até evitava ir nessas salas no Estação porque eu sabia que não eram as melhores e eu achava muito pequenas as salas (tirando essa que fui, mas sempre esquecia de sua existência). Só que o meu queridinho Espaço de cinema (ou seja lá como ele se chama agora – Estação Net Rio, na verdade) entrou em reforma e só me restou o Estação Net Botafogo (ok, sei que tem na Gávea e em Ipanema, mas Botafogo é muito mais fácil de chegar). Sem contar que lá é onde todos os filmes que já saíram de todos os outros cinemas ficam passando por mais tempo, então, às vezes, não tem nem opção.

A sala que estava passando o filme era a maior que tem por lá - ainda bem!

A sala que estava passando o filme era a maior que tem por lá – ainda bem!

Ok, não tem como negar que a qualidade dos filmes que passam nos Estações é maravilhosa. Em nenhum outro lugar aqui no Rio conseguimos encontrar filmes que não são blockbusters comerciais porque, além das salas de cinema do Estação (e as do Itaú, que já mencionei antes), só temos os Kinoplex e Cinemarks da vida nos shopping e, como todos sabem, passam o mesmo filme em várias salas, e sempre esses mais comerciais, pra ganharem bastante grana. (ai, como sinto falta de mais cinemas de rua…) E sei que as salas do Estação quase fecharam as portas há um tempo por falta de verba e, agora que foram compradas por grandes empresas e tudo está sendo reformado e melhorado, o valor do ingresso aumentaria (sem contar toda essa polêmica da meia entrada que, inevitavelmente, faz todos esses lugares aumentarem seus preços). E sei também que as salas do Estação são frequentadas pela elite intelectual do Rio de Janeiro que, em sua maioria, também é a elite econômica/financeira. Mas, ainda assim, é caro demais pra uma simples desempregada como eu – e também pra galera que trabalha com cultura e que não ganha bem e que, com certeza, também frequenta esses lugares. O que me deixa bem triste porque, provavelmente, não poderei ir ao cinema por bastante tempo – porque me recuso a fazer carteirinha falsa.

Pipoca do cinema e pipoca do lado de fora.

Pipoca do cinema e pipoca do lado de fora.

O pior é que até o café é caro, então não dá pra ver filme e comer, você tem que escolher um dos dois. Pra vocês terem ideia, nesse dia, como cheguei cedo pro filme e ia esperar mais de uma hora pra ele começar, resolvi fazer um lanche. Não queria ir muito longe e os lugares ali por perto estavam cheios, então resolvi comer algo ali no café do Estação mesmo. Comi um pastelzinho pequeno de peito de peru (que, ok, estava uma delícia) e uma xícara pequena (do tamanho de uma xícara de cafézinho) de cappuccino e gastei 11 reais. Aí você pensa: “Vou comer uma pipoca então”. Não adianta, queridos, porque até o pipoqueiro que fica em frente ao cinema é caro – os saquinhos vão de 8 a 12 reais! Complicado.

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Tá difícil ter cultura de qualidade aqui no Rio de Janeiro… (Ou vai ver eu que tenho que escolher uma profissão qualquer que pague muito bem em vez de tentar fazer o que eu amo – que, no momento, nem vaga tem! Sim, eu tô frustrada!)

PS. Aliás, o filme é maravilhoso! Super recomendo, faz pensar pra caramba e todos os atores estão fantásticos! Vejam! Só não num cinema do Estação – a não ser que não ligue de pagar 30 reais.

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Uma saudade: Buenos Aires

Minha amiga Fernanda, do blog Algumas Observações, tem me deixado maluca com as fotos que tem postado no Instagram dela. Isso porque ela passou a semana passada em Buenos Aires, a cidade que mais amo na face da Terra, mais ainda que São Paulo. Não que eu tenha viajado para muitos lugares, mas senti algo em Buenos Aires que nunca senti em qualquer outro lugar. Amei tanto a cidade que já fui pra lá três vezes: a primeira vez para turistar, a segunda pra estudar castellano (nem pense em chamar a língua que eles falam de espanhol, senão eles te olham de um jeito que dá medo!), e a terceira pra mostrar a cidade pra marido (na época, namorado), e fazem exatos três anos dessa última vez (ficamos lá de 16 a 24 de julho). E cada vez que vejo alguém falando de Buenos Aires ou postando fotos de passeio por lá, me dá uma vontade imensa de estar lá: imediatamente! Pra vocês terem noção, eu fiquei tão consumida pela vontade de voltar à cidade que saí mandando mensagens para as amigas perguntando se elas não queriam viajar pra lá comigo – mesmo eu não tendo nenhuma condição financeira de realizar esse feito! Porém, minha amiga Marina comprou a ideia e, se tudo der certo, passaremos um final de semana por lá em outubro ou novembro. Yay! Vamos rezar pra eu já estar empregada quando a época chegar!

Eu na Plaza del Congreso na primeira vez que fui a Buenos Aires, quase dez anos atrás. #tôvelha

Eu na Plaza del Congreso, na primeira vez que fui a Buenos Aires, quase dez anos atrás. #tôvelha

Pra matar essa crise de abstinência que estou tendo da cidade, resolvi postar umas fotos que tirei na cidade por aqui (e preparem-se, porque são muitas). Já fiz alguns posts sobre Buenos Aires, mais informativos, mas esse será totalmente celebrativo, só uma maneira de me sentir por lá de novo – e espero que vocês consigam sentir a vibe dessa cidade linda também.

Comidas

Vamos começar com coisa boa, né? Apesar de que vocês só vão encontrar medialunas e helados por aqui – e, claro, cafés!

Cafés de vários lugares diferentes. Se quiser saber mais sobre os cafés de Buenos Aires, clique aqui.

Cafés de vários lugares diferentes. Se quiser saber mais sobre os cafés de Buenos Aires, clique aqui.

O que você vai mais encontrar por Buenos Aires: medialunas!

O que você vai mais encontrar por Buenos Aires: medialunas!

Sanduíches: o da esquerda é do Hard Rock Café, o da direita do Manduca el Paso.

Sanduíches: o da esquerda é do Hard Rock Café, o da direita do Manduca el Paso.

As batatas fritas e a carne mais gostosas que comemos, de um boteco que encontramos no meio da caminho (em Palermo) que não faço ideia do nome.

As batatas fritas e a carne mais gostosas que comemos, de um boteco que encontramos no meio da caminho (em Palermo) que não faço ideia do nome.

Os sorvetes de lá são os melhores!!!!!!!!!!

Os sorvetes de lá são os melhores!!!!!!!!!!

Natureza

Eu, particularmente, AMO lugares cheios de natureza. Em Buenos Aires, tem lugares maravilhosos, além das praças, que sempre tem alguém estendido na grama verde, mesmo no inverno. O Jardín Japonés é o meu lugar favorito da cidade, porque é lindo demais. Sou tão apaixonada pelo local que até já fiz um post falando sobre ele. Mas existem vários outros lugares tão lindos quanto, só sair andando pela cidade que você encontra!

A beleza que é o Jardín Japonés.

A beleza que é o Jardín Japonés.

Duas praças (San Martín, à esq., e Francia, à direita) cheias de argentinos passando o tempo - quer mais delícia?

Duas praças (San Martín, à esq., e Francia, à direita) cheias de argentinos passando o tempo – quer mais delícia?

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Senhorzinho descansando na sombra de uma árvore, bem no centro da cidade.

Senhorzinho descansando sob a sombra de uma árvore, bem no centro da cidade.

Monumentos

Buenos Aires, como toda cidade, é cheia de estátuas e monumentos espalhados pela cidade. Alguns eu não faço ideia do motivo de existir, como o Obelisco que, pra falar a verdade, acho totalmente desnecessário em qualquer cidade, e isso inclui aqui no Rio, que temos aquele obelisco no meio de Ipanema. Outros são interessantes, homenageando seus heróis e seus personagens, como a maravilhosa Mafalda (em San Telmo, tem até um caminho cheio de estátuas dos personagens do quadrinho famoso de Quino).

O Obelisco, no meio da 9 de Julio. Sério, por que?

O Obelisco, no meio da 9 de Julio. Sério, por que?

General San Martín, super importante para a independência da Argentina.

General San Martín, super importante para a independência da Argentina.

Torre Monumental. Foi construída por residentes britânicos na cidade para comemorar o centenário da Revolução de Maio.

Torre Monumental. Foi construída por residentes britânicos na cidade para comemorar o centenário da Revolução de Maio.

Marido e o monumento em homenagem ao piloto Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial de Fórmula 1. Fica em Puerto Madero.

Marido e o monumento em homenagem ao piloto Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial de Fórmula 1. Fica em Puerto Madero.

Eu e Mafalda, Mafalda e eu.

Eu e Mafalda, Mafalda e eu.

Pra turistar

Claro que Buenos Aires tem aqueles lugares turísticos, que todo mundo vai e são considerados paradas obrigatórias. Tem muita gente que não gosta de visitar lugares mais turísticos assim, mas eu garanto, vale a pena. Tudo vale a pena nessa cidade!

O Caminito é um dos lugares mais visitados da cidade, com sua arquitetura toda colorida e muitos, muitos restaurantes e lojinhas. E fica pertinho do estádio do Boca Juniors, La Bombonera. Tem post sobre o Caminito aqui.

O Caminito é um dos lugares mais visitados da cidade, com sua arquitetura toda colorida e muitos, muitos restaurantes e lojinhas. E fica pertinho do estádio do Boca Juniors, La Bombonera. Tem post sobre o Caminito aqui.

Estádios do Boca Junior e do River Plate. Juro que é legal até pra quem não liga muito pra futebol, como eu. Mais sobre os estádios aqui.

Estádios do Boca Junior e do River Plate. Juro que é legal até pra quem não liga muito pra futebol, como eu. Mais sobre os estádios aqui.

Casa Rosada. Precisa nem comentar, né?

Casa Rosada (à direita). Precisa nem comentar, né?

Por incrível que pareça, o cemitério da Recoleta é um ponto turístico, principalmente por seus famosos que estão por lá (como Evita Perón). Mas muita gente gosta de ir pra olhar as esculturas feitas para os mausoléus, como essa dramática da foto.

Por incrível que pareça, o cemitério da Recoleta é um ponto turístico, principalmente por seus famosos que estão por lá (como Evita Perón). Mas muita gente gosta de ir pra olhar as esculturas feitas para os mausoléus, como essa dramática da foto.

Museu Malba, um dos únicos museus que eu me diverti de verdade. É de arte moderna, então tem sempre exposições bem interessantes.

Museu Malba, um dos únicos museus que eu me diverti de verdade. É de arte moderna, então tem sempre exposições bem interessantes.

Livraria El Ateneo, maior livraria da América Latina - e maravilhosamente linda!

Livraria El Ateneo, maior livraria da América Latina – e maravilhosamente linda!

Puente de la Mujer, que fica no bairro Puerto Madero, que é cheio de restaurantes e é lindo pra se ir à noite.

Puente de la Mujer (ao fundo, foto da esquerda), que fica no bairro Puerto Madero (direita), que é cheio de restaurantes e é lindo pra se ir à noite.

Imagens do dia a dia na cidade

Show de banda de jazz-rock no bairro da Recoleta.

Show de banda de jazz-rock no bairro da Recoleta.

Manifestação, algo muuuuuuuuito comum no dia da cidade portenha. E você achando que era só por aqui. Lá tem muito mais!

Manifestação, algo muuuuuuuuito comum no dia da cidade portenha. E você achando que era só por aqui. Lá tem muito mais!

Animais pela cidade. Não me aguento!

Animais pela cidade. Não me aguento!

Senhorinha pegando um sol no Jardim Botânico, com a companhia de um gatinho!

Senhorinha pegando um sol no Jardim Botânico, com a companhia de um gatinho!

Outro músico de rua, algo muito comum por lá.

Outro músico de rua, algo muito comum por lá.

Moça fazendo seu tricô (ou seria crochê) no meio da praça.

Moça fazendo seu tricô (ou seria crochê) no meio da praça.

Até no aeroporto dá pra tirar fotos legais - basta prestar atenção.

Até no aeroporto dá pra tirar fotos legais – basta prestar atenção.

Ufa! Quanta foto! Claro que tem mais, mas deixarei pra outro dia, não quero bombardear vocês com mais foto ainda! Espero que tenham gostado e que tenham conseguido sentir um gostinho de Buenos Aires ou, para os que já visitaram a cidade, que as fotos tenham feito vocês lembrarem de bons momentos vividos por lá. Digam pra mim nos comentários se já foram à Buenos Aires, o que acharam, e caso não tenham visitado, se tem vontade de conhecer. Adoro conhecer as histórias de vocês!

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Gente! Como eu tinha dito pra vocês, mudei um pouco a cara do blog. Ainda tem mais coisa que quero mudar, mas por enquanto, isso  é tudo que consigo mexer. hahahahaha Sou muito ignorante interneticamente! Me digam o que acharam, please! Só saibam que o layout foi escolhido com muito amor, pensando em deixar esse espacinho nosso mais bonito pra vocês! 🙂

Beijocas!

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Andanças: Food Trucks e Suqueria Carioca

Hello!!! Como estão vocês?

Hoje não vou falar de filmes, mas coisas tão boas quanto: comida!!!!!!!!

Dia desses, teve o I Encontro Nacional de Food Trucks aqui no Rio, num lugar lindo e que eu amo chamado Parque Lage. Como adoro ir em eventos diferentes e tendo amado o festival de food trucks que fui no Planetário, chamei minha mãe e minhas tias (e Raphael, claro), e fui.

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Maaaaas, tivemos um pequeno contratempo: a chuva. Logo quando chegávamos no local, começou a chover. Mas pensamos: “Ah, daqui a pouco passa”. Nada disso! A chuva só aumentou! E ao passarmos pelo portal que nos levaria ao mundo mágico do food truck, percebemos que seria impossível ficar ali. Além da chuva nos obrigar a ficar o tempo todo em baixo de guarda-chuvas, estava muito cheio – o que só piorava o fato de estarmos com guarda-chuvas – e todos os lugares que foram feitos pra sentar estavam encharcados. Então imagina se ia dar pra ficar por lá com filas imensas nos furgões, nenhum lugar pra ficar, esbarrando nas pessoas o tempo todo e ainda com 3 senhoras (minha mãe e minhas tias). Não dava!

As filas imensas nos furgões.

As filas imensas nos furgões.

O truck mais fofo e que me deu muita vontade de enfrentar a fila só pra provar as delícias.

O truck mais fofo e que me deu muita vontade de enfrentar a fila só pra provar as delícias.

Mas fiquei com muita pena porque tava tudo muito lindo, bem arrumadinho, fofamente decorado. E sabia que tinha comida gostosa porque alguns dos trucks que estavam lá também encontrei no festival do Planetário. Mas achei falha da produção não pensar na possibilidade da chuva, ainda mais num período em que estava chovendo bastante, e não criar nenhum abrigo contra ela, nem um toldinho que seja! Mandaram mal nessa.

Galera se protegendo da chuva como podia - até as almofadas dos lugares pra sentar tavam servindo!

Galera se protegendo da chuva como podia – até as almofadas dos lugares pra sentar tavam servindo!

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Porém, o dia não estava acabado e muito menos perdido. Resolvemos ir na Suqueria Carioca, cafeteria/lanchonete que conheço desde que abriu (e, inclusive, já havia falado sobre nesse post aqui) e sou apaixonada desde então. Mamis e tias não conheciam, portanto levamos as três para experimentar. Comemos tantas coisas deliciosas que não sei como não saímos de lá rolando!

Nossos almoços deliciosos!

Nossos almoços gostosos! Tem salada, crepe, omelete de claras, e hambúrguer delícia!

Conheci a omelete de claras deles, totalmente saudável, e mega apetitosa! Era com peito de peru e queijo, se não me engano. Raphael pediu crepe de queijo e presunto, mamis pediu hambúrguer com salada (aí vem sem o pão), minha tia pediu salada e crepe também, e Vera pediu um sanduíche que dava água na boca só de olhar!

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Eu gosto muito de lá também porque, além de tudo ser muito bom, o atendimento é excelente! Já falei inúmeras vezes que odeio atendimento ruim, que é um dos motivos pra eu não voltar em um lugar. E também é um dos motivos pra eu voltar. E lá com certeza é um dos motivos. Sempre que vamos lá somos muito bem atendidos, sem exceção. E nesse dia a menina – que eu devia ter perguntado o nome – nos tratou super bem, foi divertida, brincalhona, e até aturou nossas piadinhas! hahahaha

Crepe de chocolate com morango do Raphael.

Crepe de chocolate com morango do Raphael.

O legal de lá também é que, como estão começando (a Suqueria tem somente alguns meses de existência), eles aceitam dicas, sugestões e críticas construtivas.  E foi o que fizemos nesse dia, porque minhas tias acharam o brownie um pouco mole demais, e avisamos pro dono, que disse que mudaria isso. Mas tirando o brownie, todas as outras coisas que pedimos de sobremesa estava totalmente divino! Meu bolo de cenoura com chocolate então… Hm…

O brownie. Bonito ele tava!

O brownie. Bonito ele tava!

Meu bolo de cenoura. Aiai, água na boca só de lembrar...

Meu bolo de cenoura. Aiai, água na boca só de lembrar…

Então não, não foi um dia nem um pouco perdido! E se vocês quiserem saber mais um pouco sobre esse dia, tem um vídeo no meu canal com imagens super legais dos dois lugares! E, se vocês gostarem do vídeo, vocês podem até seguir o canal, se quiserem. E não esqueçam também de me seguir nas redes sociais, ok?

Beijos!

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