Zoom (o do Pedro Morelli, não o de super heróis)

Eu e marido fomos ver Zoom. Sim, eu esperava muito do filme, afinal, era um filme produzido pela O2, do Fernando Meirelles (de quem sou fã enlouquecida), com Gael García Bernal (outro que amo) no elenco (mesmo ele sendo somente uma animação). Eu também havia lido e visto algumas coisas sobre o filme que me deixaram mega empolgada. E como sabemos (se você não sabe, tá sabendo agora), a expectativa sempre estraga tudo. Porém, esse foi um dos raros casos em que ela (a expectativa) não estragou NADA! Porque ele me surpreendeu positivamente e, apesar de eu já saber mais ou menos como o filme seria, várias coisas aconteceram que eu não estava esperando, em relação a história e ao estilo do filme.

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Cartaz do filme.

O filme é uma co-produção brasileira e canadense, ou seja, a produção é do Brasil e do Canadá (quando falamos em produção, geralmente estamos falando em quem dá o dinheiro para o filme ser feito). O roteiro é de Matt Hansen, mas o filme foi dirigido por Pedro Morelli, diretor da O2. Ele (o filme) é falado majoritariamente em inglês, mas também tem diálogos em português. O filme tem três histórias principais: a de Emma (Alison Pill), a de Eddie (Gael García Bernal) e a de Michelle (Mariana Ximenes), sendo a última a única com falas em português e que tem cenas rodadas no Brasil (quer dizer, o personagem de Gael também aparece no Brasil, mas ele é um desenho). Uma coisa incrível, que não acho que estrague de jeito nenhum o filme (ou seja, não é spoiler), tanto que eu já sabia disso quando fui assisti-lo e em momento nenhum deixei de ficar encantada com ele, é que as histórias se ligam de uma maneira super original. Explico. Emma é uma desenhista que está fazendo uma história em quadrinhos que tem Eddie como personagem. Eddie é um diretor de cinema que dirige um filme com Michelle como protagonista. E Michelle está escrevendo um livro cujo Emma é a personagem principal. Foda, né? Pois é.

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Alison Pill como Emma.

Além da originalidade do enredo, o desenvolvimento das três histórias também se dá de forma original e sem deixar a peteca cair em nenhuma delas. Tudo faz sentido, até quando não faz (vocês vão entender o que quero dizer quando assistirem ao filme). E o jeito em que uma história passa para a outra também é bem coeso e fluido, ou seja, palmas para a edição! Palmas para tudo, porque está tudo tão espetacular nesse filme que é difícil até dizer o que é melhor – e fica mais difícil ainda falar sobre ele porque, como vocês sabem, tenho muito mais dificuldade de escrever sobre algo que gostei muito.

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Gael como o diretor Eddie.

Mas preciso falar sobre a animação. Não sei quem fez a parte da animação do filme (podia ter pesquisado melhor, não é mesmo, Livia?), mas ela é incrível! O jeito como as imagens vão mudando a medida que a desenhista vai criando ou mudando de ideia, e como é bem história em quadrinhos mesmo (um estilo de quadrinhos), com os cabelos e roupas mudando de cor a cada quadro… Eu fiquei embasbacada e boquiaberta (literalmente) com isso. Era como se eu tivesse assistindo alguém criar uma história em quadrinho na minha frente mesmo, e não um filme. Sério, me impressionou a qualidade. Do filme inteiro, mas especialmente da história focada em Gael, quer dizer, Eddie. O estilo de animação me lembrou muito Waking Life (um filme fantástico que todos DEVEM ver, algum dia falo dele por aqui) e A scanner darkly, mas marido falou que não é o mesmo estilo, não. Acredito porque ele entende muito mais de animação do que eu.

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Jason Priestley, Claudia Ohana e Mariana Ximenes, atores do filme, e o diretor Pedro Morelli.

Sim, senhoras e senhores, esse aí de cima da foto é Jason Priestley, o eterno Brandon de Barrados no Baile (se você for tão velho quanto eu), que atua no filme, e faz par com nossa Mariana Ximenes. É, eu também me surpreendi com a presença dele porque eu nem sabia que ele ainda atuava! Mas a escalação dele para o papel foi perfeita, combinou direitinho! E com isso dou início ao comentário sobre as atuações. Não posso falar muito de Claudia Ohana porque ela aparece muito pouco, mas Mariana Ximenes está bastante bem, o que me fez parar de ver com o preconceito que eu tinha contra ela. Sabe aquelas birras que a gente tem com uma pessoa? Eu tinha com ela. Achava ela super sem graça nas novelas que ela fazia por aqui. Mas então a vi em Muito gelo e dois dedos d’água e já comecei a mudar um pouco minha visão sobre ela (aliás, filme ótimo da Fernanda Young com Paloma Duarte e Laura Cardoso no elenco que precisa ser visto!). Depois, na FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty), ela foi em um dos debates que fui na Casa do Autor Roteirista e leu ali na nossa frente uma ceninha e arrasou! Além de ter sido mega simpática. Meu preconceito já caiu mais um pouco. Agora, com esse filme, desisti de vez de implicar com ela e fica muito claro que tudo depende da direção e do personagem (porque, coitada, difícil ter algum personagem interessante nessas novelas, não é mesmo?). A personagem dela no filme – e a história – é a menos empolgante das três, mas ainda assim é melhor do que novela, né? (desculpa aí se você é fã de novelas, mas eu pessoalmente as acho insuportáveis)

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Mariana e Jason num cenário pouco paradisíaco.

Não tenho muito o que falar de Gael, mas Alison Pill está sensacional como Emma. Até porque é a história mais legal de todas (a do Gael também é bem engraçada). E ela se encaixou perfeitamente na personagem (o que não acho que aconteceu na personagem que interpreta no seriado The Family, que tá passando na Sony, mas essa é outra história). Gostei muito do jeito da personagens e as tiradas são sensacionais, e digo isso porque eu nunca seria capaz de pensar rápido como ela pensa, e eu tenho muito inveja dessa capacidade! hahahahaha Mas sério, vocês PRECISAM assistir esse filme porque ele é sensacional, incrível, maravilhoso, impressionante e todos os adjetivos positivos que vocês podem imaginar. Só espero não ter aumentando demais as expectativas de vocês e que o filme acabe decepcionando por causa disso. Se for esse o caso, esqueçam tudo o que falei e vão assistir pensando que ele vai ser um fracasso. Vocês vão se surpreender. 😉

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45 anos

Enquanto aguardo a chuva passar pra poder ir pra casa, escreverei sobre um filme que, só depois de ver o Oscar, lembrei que não escrevi sobre ele. Absurdo. Você talvez pense que isso indique que ele não é um filme muito bom e que é esquecível. Não é verdade. É só que assisti tantos filmes antes do Oscar, que um outro que não ME marcaram tanto (veja bem, não me marcaram, o que não significa que não são bons) eu ia acabar esquecendo mesmo. Enfim, vamos a ele.

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Indicações: Melhor atriz (Charlotte Rampling).

Sinopse: Kate Mercer está planejando a festa de comemoração dos 45 anos de casada. Porém, cinco dias antes do evento, o marido recebe uma carta: o corpo de seu primeiro amor foi encontrado congelado no meio dos Alpes Suíços. A estrutura emocional dele é seriamente abalada e Kate já não sabe se vai ter o que comemorar durante a festa.

É um filme que te faz pensar. Muito, na vida, nos seus relacionamentos (principalmente amoroso), e em como tudo pode mudar por causa de um detalhe pequeno. E também em como você não conhece nunca uma pessoa totalmente, mesmo depois de 45 anos de casado. E como tudo depende de escolhas. Claro, todas essas são questões bastante superficiais, não dá pra falar tudo que um filme engloba em um post rápido e curto de blog. Mas vá preparado pra começar a analisar sua vida.

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Charlotte Rampling, a indicada ao Oscar, está sensacional. Eu confesso não me lembrar dela de nenhum outro filme, mas virei fã. A performance contida, porém que diz tudo. Tom Courtney, seu par na tela, também está impecável na atuação. Gente, dá nem pra acreditar que ambos estão na faixa dos 70 anos! E isso, na verdade, é mais legal. Muito raro fazerem filmes com personagens nessa faixa etária, o mundo do cinema parece ser dos jovens, o que é uma tristeza, visto que podem existir histórias tão ou até mais interessantes com personagens mais velhos.

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Ou seja, um filme muito bom com um tema diferente e interessante. Vejam! Sério mesmo! Porque além de ter atuações fortes e uma história muito legal, também tem paisagens lindíssimas – e um cachorro muito, hiper, super fofo!

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And the Oscar went to…

E ontem foi o Oscar! E finalmente aconteceu o que muitos esperavam por anos e anos: Leonardo DiCaprio ganhou! Yay! Mas esse não foi o único bom prêmio, alguns dos indicados que eu queria que ganhassem venceram mesmo! E tiveram umas surpresinhas que me deixaram bem feliz. 🙂 Hoje comentarei um pouco sobre os vencedores do Oscar – e me digam , nos comentários, se vocês concordam ou não com cada ganhador.

*Pra não ficar um post enorme, falarei hoje dos prêmios mais conhecidos e no próximo comentarei sobre as categorias técnicas*

Roteiro original: Spotlight (Tom McCarthy e Josh Singer)

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Prêmio muito merecido pela temática do filme (sobre uma equipe de jornal que desmascara padres que abusam sexualmente de crianças, para saber mais sobre ele, clique aqui) e pela qualidade do roteiro. Era exatamente o filme para qual eu estava torcendo nessa categoria. Singer e McCarthy fizeram um trabalho fenomenal na escrita desse roteiro e merecem estarem com essas estatuetas na mão – e olha essas carinhas felizes, gente! Fofuras!

Roteiro adaptado: A grande aposta (Adam McKay e Charles Randolph)

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Os roteiristas recebendo o prêmio.

Não posso falar que fiquei feliz com esse prêmio porque queria que Room ganhasse e não gostei do filme (minha opinião sobre o filme nesse post aqui). Mas, como disse marido, a única coisa que gostei em A grande aposta, que foram as inserções para explicar os jargões de WallStreet, estavam no roteiro, ou seja, foi um filme bem escrito. Só é chato pra dedéu!

Atriz coadjuvante: Alicia Vikander (A garota dinamarquesa)

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Como eu disse nesse post aqui, achei um absurdo imenso A garota dinamarquesa ser indicado em somente duas categorias (melhor atriz coadjuvante e melhor ator). Mas, pelo menos, Alicia ganhou esse prêmio porque não havia ninguém mais merecedor do que ela. Ela está incrível no filme e acredito ser um dos novos nomes do cinema que vai bombar a partir de agora. Alicia é sueca, por isso só começamos a ouvir falar dela agora, pois faz pouco tempo que ingressou no mundo dos filmes de Hollywood. Como ela mesmo disse no discurso dela pós-palco, ela não imaginava que poderia um dia fazer filmes em inglês, quem diria ganhar um Oscar! Mas você mereceu, Alicia, e que esse seja somente o primeiro de muitos!

Animação: Divertida mente

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Os criadores de Divertida mente, Jonas Rivera e Pete Docter.

Vou nem falar que estou super decepcionada com essa vitória. Esse filme não merecia ganhar nem um pouco, vide que é um filme totalmente previsível e sem graça. Nem se compara a O menino e o mundo, nossa animação brasileira concorrente ao Oscar dessa categoria. Mas eu preferia que qualquer um ganhasse que não esse filme, que ficou muito aquém das minhas expectativas pra um filme da Disney. Sem contar um detalhe que li numa entrevista com Alê Abreu, diretor de O menino e o mundo, que concordo totalmente: por que a Alegria, que todos adoravam, tinha que ser toda bonitinha e magra e a Tristeza, que ninguém gostava, era baixinha, gordinha e usava óculos? ESTERIÓTIPO RIDÍCULO! Odiei o filme. E odiei que ele ganhou a categoria.

Ator coadjuvante: Mark Rylance (Ponte dos espiões)

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Mark Rylance fosíssimo segurando seu Oscar.

Eu disse pra todo mundo que estava torcendo tanto para que Mark Rylance ou que Tom Hardy (indicado por O regresso) ganhassem esse prêmio. Mas acho que, na verdade verdadeira, eu queria mesmo que Mark vencesse, vide o escândalo que fiz quando seu nome foi chamado pra receber a estatueta (quem me segue no snapchat pode ver minha gritaria). Mas é que ele tá incrível em Ponte dos espiões, e só de ver a cara de felicidade e verdadeira emoção dele ao subir ao palco… Foi a coisa mais linda! Acho que os prêmio de ator e atriz coadjuvantes eram os que eu estava torcendo mais, porque foram os que eu fiquei mais feliz com os resultados.

Direção: Alejandro G. Iñárritu (O regresso)

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Esse era um prêmio bastante esperado já, apesar de eu estar torcendo pro Lenny Abrahamson, de Room. Mas não fiquei totalmente triste porque o Iñárritu é meu diretor favorito. E lendo mais sobre o processo de filmagem de O regresso, foi um filme bem difícil de fazer mesmo e ele mereceu o prêmio. Acho que agora todo ano esse prêmio vai ser dele, hein?! E eu não fico triste. Galera latina for the win!

Fotografia (ou cinematografia): O regresso (Emmanuel Lubzki)

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O fotógrafo mexicano com sua estatueta.

Aproveitando que estamos falando de O regresso, vamos falar do terceiro prêmio de Emmanuel Lubézki, que ganhou o prêmio ano passado por Birdman e no ano anterior por Gravidade, ambos de Alejandro Iñárritu. O regresso foi todo feito em luz natural, o que significa que foi mega difícil de ser feito. Imagina você ter que utilizar somente a luz natural e não colocar outras fontes de iluminação pra iluminar o que você tá querendo destacar. Parece que é mais fácil trabalhar com luz natural, mas não é quando é só ela que você tem. É muito complicado, até porque é uma iluminação que você não controla, você trabalha com o que tem. Portanto, foi um prêmio merecido, apesar de eu estar torcendo por A garota dinamarquesa, que nem indicado estava!

Melhor atriz: Brie Larson (Room)

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O que foi a Brie virando pra trás após passar a sua cena em O quarto de Jack pra dar um hi-5 em Jacob Tremblay, seu parceiro de cena no filme? Aliás, o que foi o Jacob Teamblay durante o Oscar inteiro, coisa fofa com sua meia de Star Wars e todo feliz quando C3P0, R2D2 e o outro robô que não sei o nome subiram no palco? E ele apresentando o prêmio? Queria apertar a televisão toda vez que ele aparecia! Mas enfim, não é sobre ele que estou falando, e sim sobre Brie, belíssima (e nisso digo em relação a sua atuação, e não a sua aparência física) vencedora do prêmio. Óbvio que eu estava torcendo pra ela, assim como eu estava torcendo pra Room em quase todas as categorias, porque esse filme… É arrasador! Só não é melhor que A garota dinamarquesa, mas olha, fica bem perto no pódio. E a Brie estava maravilhosa no filme e tinha mesmo que ganhar esse prêmio. Parabéns, Brie! Você é o máximo! E é outra que vai começar a ser chamada pra tudo quanto é papel, igual a Alicia Vikander. Com certeza!

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Brie abraçando Jacob ao ser chamada para receber a estatueta.

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Jacob e sua meia de Star Wars.

Melhor filme: Spotlight 

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Essa foi uma imensa surpresa pra mim, porque eu tinha certeza absoluta de que O regresso ganharia – apesar de estar torcendo por, adivinhem!, Room. Mas fiquei imensamente feliz com a vitória de Spotlight, meu segundo filme favorito entre os indicados a categoria. E fiquei feliz por causa do tema, como disse na primeira categoria comentada aqui, por dar luz a um assunto que precisa ser discutido e é preciso que ajam em relação a esse absurdo, que a Igreja pare de encobrir esses padres que abusam sexualmente as crianças – o que não acontece somente em Boston, onde o filme é passado, mas no mundo todo. Amei. E gostei mais ainda de os jornalistas verdadeiros, em quem o filme foi baseado, subirem ao palco com a equipe, pois eles são os verdadeiros heróis por exporem toda essa situação.

Melhor ator: Leonardo DiCaprio (O regresso)

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Leozinho com seu tão antecipado Oscar.

Chegamos a categoria mais aguardada da noite. Geralmente o prêmio de melhor filme é o mais importante, mas esse ano não foi porque havia Leonardo DiCaprio. E havia todos os Oscars que ele não ganhou – e que ele deveria ter ganhado. Então, eis que Julianne Moore (maravilhosa!) anuncia o vencedor de melhor ator e eis que Leonardo DiCaprio é chamado. E a mesma palavra brota na cabeça de todo mundo: finalmente! E a sala inteira fica de pé aplaudindo sem parar. E Leonardo fica sem graça, fofo, sorri. E faz um discurso maravilhoso – que, vocês perceberam, foi bem mais longo do que de qualquer outro vencedor da noite? Teve nem musiquinha pra interromper! Além de agradecer aos diretores que o ajudaram até esse momento, ele discursou a favor do meio-ambiente, e lembrou a todos que é preciso cuidar da natureza porque senão, tchau humanidade! Pessoa incrível! Eddie Redmayne interpretou muito melhor que ele em A garota dinamarquesa? Sem sombra de dúvidas! Mas Leo mereceu esse prêmio, por tudo que fez até agora.

 

Agora, algumas categorias que os filmes concorrentes não foram assistidos por mim, por isso não posso comentar.

  • Filme estrangeiro: Filho de Saul (Hungria)
  • Curta live action: Stutterer
  • Curta de animação: Bear story
  • Documentário: Amy (queria que o da Nina Simone tivesse ganhado, mesmo sem ter visto nenhum, mas acredito que a história é mais forte)
  • Documentário curta-metragem: A girl in the river – the price of forgiveness (achei o máximo o que a diretora falou, de ter sido mudada uma lei por causa de curta, incrível e mostra o poder do cinema)

E vocês, o que acharam do Oscar? Queriam que os vencedores fossem outros? Digam suas opiniões! Eu, no geral, fiquei satisfeita com as vitórias, tirando uma ou outra. Lembrando que ainda farei um post sobre os prêmio técnicos, tão importante quanto esses!

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Joy + dia de Oscar!

Hoje é dia de Oscar! E hoje também é dia de falar do último filme que vi, Joy. Joy só está indicado a uma categoria – melhor atriz – e entendo totalmente o motivo: ele é ruim. Bem ruim.

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Indicações: Melhor atriz (Jennifer Lawrence).

Sinopse: Criativa desde a infância, Joy Mangano entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos. (sinopse do AdoroCinema)

Joy é um filme bem mal feito. A história, ok, é legal, como a menina que não tinha muito futuro conseguiu dar uma guinada e se fazer por conta própria. Legal (apesar de eu não gostar dessa mentalidade de vendas e tal). Mas o filme em si… É bem, bem ruim.

As coisas vão acontecendo numa rapidez que você até se perde, e as coisas não se explicam. Em determinado momento, Joy aparece com as mãos cortadas e não entendemos o motivo. A partir daí, ficamos grande parte do filme sem entender o motivo pelas quais as coisas vão acontecendo. Muito depois, quase no final do filme já, é explicado o por que das mãos cortadas, mas aí já faz tanto tempo, meu amigo, que não faz nem mais sentido explicar. Aquela cadeia de situações já saiu há muito tempo da cabeça das pessoas. E tudo vai acontecendo assim, do nada, sem explicação, como se Joy fosse tendo vários momentos eureka e, cara, a vida não é assim. Ok, ela é uma mulher criativa, mas não é assim que acontece, sabe? Não do jeito mostrado no filme. Aliás, mostrado com cortes horríveis! Marido, que percebe mais essas coisas que eu, disse que, em certo momento, Robert DeNiro (que imagino que só tenha feito esse filme porque é amigo do diretor, não é possível) sai de um cômodo falando, e quando cortam e mostram ele, ele não está falando, e é como se ele não tivesse falado em momento nenhum. Enfim, bem ruim.

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Enfim, achei um filme tão ruim, tão fraco, que não tem nem muito o que falar aqui. A própria indicação da Jennifer acredito que tenha sido só porque ela é a personagem central do filme, o filme é todo em torno dela, só por isso.  Mas se você assistiu e gostou, me diga os motivos, por favor.

 

E não se esqueça do Oscar hoje! Na TNT, que é geralmente onde assisto, a transmissão começa às 20:30, com a chegada dos atores no tapete vermelho. Mas a premiação em si começa às 22h. Bora torcer (mas não pra Joy, porque pelo amor).

Ah! E eu devo comentar a premiação pelo Snapchat de vez em quando, se quiserem dar uma olhadinha, é só me seguir!

Beijos e bom Oscar pra vocês!

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O menino e o mundo e a vez dos oprimidos

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Indicações: Melhor Animação.

Sinopse: Um garoto mora com o pai e a mãe, em uma pequena casa no campo. Diante da falta de trabalho, no entanto, o pai abandona o lar e parte para a cidade grande. Triste e desnorteado, o menino faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora. Para a sua surpresa, a criança encontra uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas. (sinopse do site AdoroCinema)

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É quase certo que Divertida mente vai ganhar o prêmio de melhor animação do Oscar, o que é muito triste por dois motivos: 1) o filme (Divertida mente) é chato, previsível e muito infantil demais; 2) O menino e o mundo deveria ser o grande ganhador dessa categoria porque é um filme sensacional – apesar de eu não ter assistido aos outros indicados.

Fui ver O menino e o mundo sabendo que ele seria especial – críticas e as poucas pessoas que conheço que já tinham visto disseram que é um filme muito, muito bom. Mas eu não esperava que seria tão especial quanto foi. Pra vocês terem noção, depois que acabei de assisti-lo, fiquei uns bons muitos minutos sem conseguir me mexer – juro! -, de tanto que o filme toca a gente, de tanto que ele mexe com vários sentimentos e questões que temos. Pela sinopse acima, dá pra perceber que é um filme de denúncia. Denúncia da nossa sociedade que só enxerga uma parcela da população – e uma parcela do país, pois sabemos que quase todo mundo acha que o Brasil é somente o sudeste do país, fazendo todas as outras áreas, tão importantes quanto, ficarem esquecidas. É um filme que conta uma história que nós achamos que só acontecia há muito tempo atrás, mas que não, continua acontecendo. E isso nos obriga a olhar pras nossas próprias vidas, e ver o quanto somos abençoados e privilegiados por ter a vida que temos, apesar das dificuldades, e perceber que, na verdade, as nossas dificuldades e o nossos problemas são minúsculos se comparados aos problemas e dificuldades de grande parte da população brasileira. E isso mexe, e isso toca, e isso dói, e isso angustia, e por isso o filme é tão importante. Pra gente perceber que não dá pra ficar parado, que a gente tem que fazer algo pela gente e pelos outros também. Que a gente tem que lutar por um governo que enxergue a todos, e não só por uma parcela da população. Que a gente tem que fazer mais, muito mais. Sério, se você não se sentir mexido por esse filme, você não tem coração.

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Agora aos aspectos técnicos do filme: são impressionantes! O filme não tem falas, não falas que a gente consiga entender, pelo menos. As falas foram todas gravadas por atores, mas foram invertidas para soar como uma língua inventada. Exatamente pra gente não entender o que fala. E, ainda assim, mesmo sem entender as palavras, nós sabemos exatamente o que cada personagem quer dizer e como estão se sentindo. Mesmo sendo desenhos simples – eles não usaram 3D, foi tudo feito com canetinha, giz de cera e colagens-, com quase nenhum traço nos rostos. Ainda assim, é claro o sentimento. E é de uma sensibilidade o filme! E de uma beleza! Os desenhos todos, as músicas, os sons! Aliás, os sons foram feitos, em sua maioria, pelo grupo musical Barbatuques (que eu amo!) e do Grupo Experimental de Música, o GEM; Foram sons todos criados especialmente para o filme, pra representar como uma criança interpreta cada som que está na sua vida – só os sons de chuva e trovão não foram criados dessa forma. E todo esse preciosismo e detalhes que esse filme exibe o transformam num filme espetacular. Nenhum filme de animação me tocou tanto quanto esse, nenhum foi tão forte e encantador quanto O menino e o mundo.

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Os grupos Barbatuques (esq.) e GEM (dir.).

É um filme tão especial e único que não tem nem muito como explica-lo. O melhor é assisti-lo. Mas pra explicar um pouquinho melhor pra vocês, deixo um pequeno vídeo do making of, pra verem como foi incrível o processo de produção dele – ou uma partezinha mínima dele.

Deixo também uma entrevista com o diretor do filme, Alê Abreu, onde fala um pouco sobre o filme e sobre a indicação ao Oscar. Aliás, sabia que o filme ganhou o prêmio Annie Awards, na categoria melhor animação independente, no dia 06 de fevereiro desse ano, lá nos Estados Unidos? Vamos torcer pra seguir esse caminho e ganhar também o prêmio nesse domingo (sim, o Oscar já é nesse próximo domingo, dia 28!), pra que mais pessoas se interessem em assistir esse filme tão maravilhoso.

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Discutindo A garota dinamarquesa

Começarei esse post com a sinopse do filme, como forma de contextualização: O drama biográfico apresenta ao público a história de Lili Elbe – primeira mulher transgênero a se submeter a uma cirurgia de redesignação de sexo. Ao lado de Alicia Vikander – no papel da mulher de Lili, Gerda Wegener -, Eddie Redmayne dá vida à artista e traz para os cinemas os dramas pessoais, a vida profissional e a jornada de Lili até ser considerada pioneira transgênero. (sinopse retirada do site Cinepop)

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Pintura original de Gerda, que retrata a própria pintora e Lili Elbe.

Agora, ao post.

Li outro dia que algumas salas de cinema do Brasil estão se recusando a passar A garota dinamarquesa e percebi, mais ainda do que quando assisti ao filme, o quanto ele é importante. Se em pleno 2016 um filme lindo como esse sofre boicote somente porque conta a vida de uma pessoa transexual, então ele é, mais do que nunca, necessário. Aliás, esse preconceito não é visto somente no Brasil, em outros países o filme também encontrou dificuldade para ser exibido, sendo até proibido em alguns. Proibido! E acredito que por conta dessa polêmica e por causa do tema, A garota dinamarquesa não foi indicado em mais categorias, inclusive a de melhor filme, porque ele é melhor, não só pelo roteiro, mas pela direção, fotografia, e vários aspectos técnicos, do que a maioria dos filmes indicados – pra não dizer que é melhor que todos, que é a minha opinião. (a lista das categorias pelas quais o filme foi indicado está no final desse post)

Acho revoltante o modo como a Academia acha mais fácil esnobar um filme porque trata de um assunto polêmico (que não deveria ser polêmico, mas ok) do que fazer justiça à maestria que é esse filme. Começando pela fotografia (que agora é chamada de cinematografia pela Oscars Academy), feita por Danny Cohen (mesmo diretor de fotografia de O quarto e Jack, inclusive) que achei, de longe, a mais injustiçada. O que é a fotografia desse filme? Uma das melhores que já vi em muitos anos. Cada cena que aparece é um quadro. Um quadro! Como os personagens principais são pintores (acredito – tenho quase certeza – que é por isso), a maioria das cenas, seja de paisagem, seja de um grupo de pessoas em uma festa, se parece um quadro pintado. É um quadro pintado na tela do cinema! As cores, as texturas, tudo faz parecer um quadro, uma pintura. E isso é incrível! Fiquei tão abismada com esse fato que fiquei repetindo durante o filme inteiro, pra irritação do marido, que “meu Deus, parece um quadro!”. Como um detalhe incrível desse, e que foi tão bem feito, visto que é impossível não perceber a intenção, e você se sente transportado para dentro de uma pintura de verdade, não recebeu uma indicação ao Oscar de melhor cinematografia? Como?

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Percebam o que falei, gente. É um quadro! Uma pintura! E percebam também a Pixie, a cachorrinha no colo de Eddie Redmayne. Mas sobre ela falarei mais pra frente.

Assim como a roteirista Lucinda Coxon, que conseguiu transformar o livro de David Ebershoff em um filme lindíssimo, com um roteiro cheio de sutilezas. Tinha que ter sido indicada a melhor roteiro adaptado! E o diretor, Tom Hooper (que dirigiu os incríveis O discurso do rei e Os miseráveis), que fez um filme tão bonito e sensível, e conseguiu tirar de Alicia Vikander e Eddie Redmayne atuações no auge da excelência. Como um diretor desses não é indicado ao Oscar? Continuarei pra sempre sem entender, e principalmente sem entender o motivo de um grupo de pessoas que deveria estar preocupado com a qualidade de um filme se deixar influenciar por quanto um filme choca as pessoas.

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Sim, essa é uma captura do filme. De uma beleza ímpar! E essa é Alicia Vikander.

Bem, mas não é só de controvérsias e injustiças que esse filme é feito e tivemos indicações justíssimas para Alicia Vikander e Eddie Redmayne, os atores que interpretam de forma magistral os protagonistas do filme – inclusive, os dois são tão protagonistas que algumas pessoas até reclamaram por Alicia ser indicada somente como atriz coadjuvante, e não melhor atriz. Mas não há como negar que o tema central do filme é Lili/Einar, então vejo problema nessa questão. Até porque Alicia, sem sombra de dúvidas, vai ganhar. Não tem como não ganhar. Ela tem vencido todas as premiações até agora com esse filme, e o Oscar não será diferente. Isso porque, como eu já disse antes, ela está fenomenal. Gerda não é uma personagem fácil de ser interpretada. É forte, determinada, tem espírito livre e um jeito de ser que não era comumente visto nas mulheres da época (comecinho do século XX) – mas, sendo Gerda uma artista, e tendo os artistas, geralmente, cabeças e almas mais abertas, é possível entender o motivo de ser a mulher sensacional que era.

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A Gerda verdadeira.

É uma personagem cheia de camadas e nuances, e Alicia consegue interpretar todas, nos fazendo entender o motivo de cada decisão e ação – e nos fazendo sentir junto com ela. É uma atuação emocionante, mas o filme todo é assim. Só que é uma personagem tão boa, tão forte, tão sensível, que não é qualquer atriz que conseguiria dar vida a ela. E Alicia consegue, de forma incrível. E é mais incrível ainda pensar que aquela personagem existiu de verdade. Obviamente, ela não era, na vida real, exatamente igual à personagem do filme, mas por saber que deu força ao então marido e foi crucial na aceitação e transformação na vida dele, só por isso ela já é especial.

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Alicia como Gerda.

E então chegamos a Eddie Redmayne, intérprete de Einar/Lili. E olha, o Oscar que ele ganhou ano passado não é nada em comparação a sua atuação em A garota dinamarquesa. Aliás, a escolha de Eddie para interpretar uma transexual foi outro aspecto que causou rebuliço, porque muitos diziam que uma mulher trans deveria ter sido escalada. Porém, acho que a escolha do ator coube muito bem porque sua vida é mostrada desde antes de ele sequer pensar em fazer qualquer cirurgia, e Eddie conseguiu demonstrar muito bem toda a transformação ocorrida em seu corpo e em seu modo de agir – e até de se movimentar. Ele faz uma atuação minuciosa, impecável, delicada e sensível. E, claro, emocionante, palavra que se repete inúmeras ao falar desse filme.

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Eddie está frágil, forte, corajoso, verdadeiro, todas características de Lili que Eddie demonstra com perfeição. É um papel de total entrega, e foi o que o ator fez, se entregou totalmente. Podemos notar a urgência de Einar para ser Lili, sentimos seu desespero, e também sua felicidade quando consegue ser quem realmente sempre se sentiu ser: Lili. É lindo demais. É tocante. E cada detalhe da atuação de Eddie nos leva a sentir tudo que Lili está sentindo. É tão incrível que eu tenho até dificuldade em explicar – o que sempre acontece com coisas que gosto muito. E nossa, como eu gostei desse filme. Da parte técnica, da delicadeza com que o relacionamento de Lili e Gerda é tratado, do respeito que mostra para com pessoas que passam situações como as que Lili passa. É de uma beleza absoluta esse filme, é indescritível, é preciso assistir.

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Lili e Gerda.

Esse filme me tocou tanto, mas tanto, que, além de fazer esse post imenso sobre ele, eu estou até hoje, mais de duas semanas depois de assisti-lo, pensando sobre ele. Em como as pessoas tem dificuldade em sentir empatia pelos outros, principalmente quando é algo que não entendem ou não aconteceu com eles. E também pensando em como há tanta ignorância, ainda, em relação ao tema. Pensando em como Lili e Greta foram corajosas, em como deve ter sido sofrido para Lili, física e emocionalmente. E em como ainda é sofrido para tantas pessoas que nascem em corpos que não sentem serem seus, que sentem serem errados (eu só me acho feia e já é uma sofrência só), e ainda ter que aguentar o preconceito de pessoas que não conseguem entender e respeitar.

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Einar e Lili.

Como eu disse antes, é um tema muito importante de ser abordado. É preciso ser conversado com naturalidade, para o preconceito e a ignorância terem um fim. Por isso esse post imenso. Por isso as palavras emocionadas. Porque precisamos falar mais sobre isso. A garota dinamarquesa precisa ser vista, todas elas, todos eles.

Indicações: Melhor ator (Eddie Redmayne), Melhor atriz coadjuvante (Alicia Vikander), Melhor figurino (Paco Delgado), Melhor design de produção (Eve Stewart, Michael Standish).

Ah! Como eu havia prometido no início, vou falar agora da cadelinha da foto, que no filme acho que é macho, e é do casal protagonista do filme. Gente, que coisa mais linda que ela é! Ela é super boa atriz! Tem uma hora que estão todos tristes na cena – e ela também está! Gente, morri! Até marido, que gosta de animais, mas não é maluco por eles como eu, comentou sobre ela enquanto assistíamos. Pesquisando sobre ela (achei um vídeo que é uma fofura!), descobri que seu nome é Pixie, tem três anos e é a coisa mais linda do mundo! Ah não, isso a gente já sabia, né?

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Pixie. Olha essa carinha! Não dá vontade de apertar?

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Creed

Adivinha quem voltou? Acertou! Filme do Oscar! Parece que vocês gostaram do post de ontem (e eu também amei fazê-lo), obrigada pelos comentários! E terão mais aqui desse estilo (fotos mais a cidade que mais amo no mundo, como não repetir essa dupla perfeita?) Mas, por enquanto, vamos de Creed pra vocês poderem conhecer mais um filme indicado ao Oscar – isso se já não assistiram, claro! (e, se assistiram, me digam o que acharam!)

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Creed

Indicações: Melhor ator coadjuvante (Sylvester Stalone).

Sinopse: Adonis Johnson nunca conheceu o pai, Apollo Creed, que faleceu antes de seu nascimento. Ainda assim, a luta está em seu sangue e ele decide entrar no mundo das competições profissionais de boxe. Após muito insistir, Adonis consegue convencer Rocky Balboa a ser seu treinador e, enquanto um luta pela glória, o outro luta pela vida.  (sinopse por AdoroCinema)

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Preciso dizer que esperava muito menos de Creed. Não é um filme fantástico, mas é um filme bom. Eu gostei, e eu nem me lembro dos anteriores do Rocky – aliás, só vi o primeiro, mas não me lembrava de nada, tive que fazer uma retrospectiva com marido. Acredito que as pessoas que tenham os filmes anteriores mais frescos na memória ou os fãs de toda a saga Rocky se emocionem mais, principalmente em uma cena mais pro final – que não vou contar porque seria um mega spoiler. Mas é um filme legal e distrai – e a história não é imbecil, apesar de totalmente previsível. Eu sabia tudo que ia acontecer nas próximas cenas antes mesmo de acontecerem. Como quando Adonis (adorei o nome) se incomodou com a música alta do vizinho de baixo e foi reclamar e antes mesmo do tal vizinho abrir a porta eu já sabia que seria uma mulher e que seria seu par romântico. Aliás, totalmente desnecessário esse romance. Mas parece que quiseram seguir super à risca a fórmula dos filmes dos anos 80 e 90, onde SEMPRE tinha que ter um romancezinho, não importa o estilo. Não que não façam isso hoje em dia, mas pelo menos já perceberam que não é preciso colocar um romance besta e todo e qualquer filme.

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Adonis e Bianca.

Algumas questões sobre essa personagem, a Bianca (par do Adonis), são desnecessárias também, até porque não foram aprofundadas e nem resolvidas, e não tem significância nenhuma no enredo da história (só serviu pra juntar o casal mesmo, o que, pra mim, não é motivo suficiente pra existir). E o papel da mãe, que é uma das personagens mais legais, foi muito pouco desenvolvido e mostrado, e senti falta de mais cenas com ela. Pelo menos, o desfecho dela foi bom.

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A mãe maravilhosa!

Falando de Adonis, ele é um gato atua bem. Não é um mega ator, mas faz seu papel direitinho. Assim como Sylvester Stallone, que não sei por que foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante. Talvez marido esteja certo e esse prêmio seja por causa do conjunto de sua obra (que não é nada demais, ao meu ver, mas enfim), e não por esse papel específico, porque sabemos que a Academia faz isso de vez em quando. Mas admito que senti um carinho pelo personagem durante o filme, algo que nunca pensei que fosse acontecer em relação a Sylvester Stallone. Mas deve ser porque ele tá parecendo um vovozinho, e eu tenho muita simpatia por pessoas idosas.

Sylvester Stallone takes time to play with a neighborhood kid on set of the new Rocky movie "Creed" in Philadelphia, PA

Vovô Stallone.

Gostei de algumas tomadas, como quando Adonis anda em direção ao ringue e a cena é toda filmada por trás, pegando as costas de Creed durante todo o percurso. Gostei bastante das cores do filme também, que me remetia, muitas vezes, a um filme antigo do Rocky, daquela época. Mas o filme não foi indicado a nenhuma outra categoria além de melhor ator coadjuvante, e esse espero que não leve.

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Mas, no final das contas, achei um filme divertido de ver (menos as cenas das lutas, que eu não conseguia olhar pra tela, exatamente como acontece quando assisto as lutas de MMA), e até me emocionou em algumas partes. Mais um filme que vou com zero expectativas e me surpreende. Muito melhor do que se acontecesse o contrário.

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