O Incêndio|Festival do Rio

Não sei porque demorei tanto tempo pra escrever sobre o último filme que assisti no Festival do Rio (que, infelizmente, acabou dia 14 de outubro, me deixando com somente cinco filmes assistidos, o que achei muito pouco). Na verdade, sei. Primeiro porque não tive tempo (as horas foram tão escassas que nem postei nenhum vídeo no meu canal do You Tube na 4a passada, o que peço desculpas). E segundo porque foi um filme que mexeu tanto comigo que fiquei meio sem saber o que escrever dele. Prova disso é que ele nem foi o último filme que vi no festival, e ainda sim escrevi sobre o último mesmo que assisti (Schneider vc Bax), mas sobre ele… Não deu. Mas hoje vai dar de algum jeito, mesmo tendo que espremer sentimentos que eu não tava muito a fim de mexer.

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El incendio (no original) é o retrato fiel da maioria dos casais de hoje. Na verdade, acho que é o que acontece em todas as relações que temos hoje em dia. Se resume em um principal problema: falta de comunicação. É incrível como as coisas acontecem entre o casal protagonista e eles não se comunicam. Cada um tem um problema específico e não conversa sobre esse problema com o outro. E isso resulta em que? Em frustração, raiva, irritabilidade, e tudo isso é jogado para cima do outro, resultando em brigas, brigas e mais brigas. O que acontece é que eles estão juntos, mas não estão juntos. Estão presentes no mesmo lugar, mas a cabeça está longe, não está ali, eles não compartilham uma vida de verdade visto que não se comunicam, não expressam suas vontades, seus problemas. E quando não dá mais pra segurar tudo, vem tudo como numa explosão. Seria tão mais fácil se desde o começo as coisas tivessem sido conversadas, não é mesmo? E a vida é exatamente assim. A gente nunca fala, por diversos motivos, e no fim dá tudo errado por causa dessa falta de diálogo. Nós é que acabamos dificultando tudo, quando poderia ser mais fácil. Afinal, um problema compartilhado sempre é mais fácil de ser levado, certo? O peso fica menor.

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Logo na primeira cena, é clara a distância entre o casal principal, mesmo estando lado a lado.

É um tema super atual, essa não-comunicação entre casais. Esse amor sem amor, esse não amor do amor, e a dificuldade em lidar com tudo isso. Em lidar com a decepção com o par, hoje em dia tão idealizado nas nossas cabeças (por causa de filmes, livros, contos de fadas, histórias da Disney). Estamos preparados para viver uma vida adulta compartilhada e ao mesmo tempo não estamos. Queremos apoio, mas ao mesmo tempo não contamos o que acontece com a gente. Queremos compreensão, mas ao mesmo tempo não compreendemos o outro. E digo “queremos” porque faço parte dessa geração, da geração dos vinte e tantos, trinta anos. E é exatamente como se relaciona o casal principal de O Incêndio que nos relacionamos, sempre olhando pra nós mesmos primeiro, depois para o outro, sempre tentando achar um culpado quando, na verdade, não é nenhum ou os dois. Uma distância estando perto. E é incrível a identificação com eles. Tão incrível que nos faz olhar para a própria vida e pensar que tá na hora de mudar tudo.

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Claro que além de o tema ser tão tocante, há também toda a parte técnica do filme que nos faz sentir tudo aquilo que o casal está sentindo. Os silêncios, a câmera, as atuações, o roteiro. Tudo feito com maestria. Fiquei muito chateada quando vi que perdi o diretor do filme, Juan Schnitman, que estava no Festival e abriu uma sessão, falando um pouco sobre o filme, no exato dia e no exato cinema em que assisti O Incêndio, porém em outro horário. Se eu soubesse que o filme era tão bom ou se ao menos eu tivesse pesquisado antes para ver se teria presença de convidados, eu poderia ter trocado a hora da sessão e ter ido mais tarde, para ouvir um pouquinho do que o diretor quis passar, e talvez ele pudesse também falar onde roteirista Agustina Liendo quis tocar as pessoas, se eu acertei um pouco na minha análise. Ah! É um filme argentino, e ele só mostrou, mais uma vez, como os argentinos sabem fazer um bom filme. E como sabem!

O casal Lucía e Marcelo.

O casal Lucía e Marcelo.

E pra terminar, uma pequena sinopse do filme, que não diz nada da intensidade que ele realmente tem, mas que me fez ter vontade de assisti-lo, então quem sabe não te dá vontade também? (se você não quis assistir até agora com tudo que falei)

​Lucía e Marcelo estão sitiados entre caixas e malas. Eles estão prestes a deixar o apartamento alugado em que moraram nos últimos anos para viver em um novo imóvel recém-comprado. Sem grandes explicações, a mudança é cancelada, adiando os planos do casal para o dia seguinte. Esse inesperado contratempo os força a ponderar sobre suas vidas e o seu relacionamento – e o que parecia ser o início de um futuro compartilhado torna-se um pesadelo. Nessas 24 horas da vida do casal, constrói-se um retrato de uma sociedade neurótica prestes a explodir. (retirado do site do Festival)

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Roupa de Festival:

Vestidinho que herdei da minha tia (mas era uma blusa), tênis Imaginarium.

Vestidinho que herdei da minha tia (mas era uma blusa), tênis Imaginarium.

Bolsa claquete e chaveiro oficial do Festival do Rio.

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Schneider vs Bax| Festival do Rio

Esse, sem dúvida, foi o filme mais diferente que vi no Festival so far. O filme conta a história de um assassino de aluguel (Schneider) que recebe um telefonema  (de Mertens, seu cliente) com um novo trabalho. Ele recusa, pois é seu aniversário e ele havia prometido a Lucy, sua esposa, ajudar nos preparativos para a comemoração. Mertens insiste que essa é uma tarefa importante e diz a Schneider que o alvo é o escritor Ramon Bax, que vive em um local isolado e é infanticida. Schneider aceita a missão, acreditando que será fácil e que estará em casa por volta da hora do almoço. Mas, o que parecia simples, será bem mais do que ele esperava. Lendo assim, parece que será um filme tenso, cheio de ação e violência, não é mesmo? Pois você está redondamente enganado e acho que foi o filme mais engraçado que já no num festival.

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Esse não era o filme que eu tinha escolhido pra ver ontem (dia 12), mas foi um dos filmes que marquei pra assistir. Como fui com marido e um amigo nosso, escolhemos um filme que achamos que esse nosso amigo ia gostar (drama não é com ele, por exemplo, muito menos romance). E foi saldo positivo pra todo mundo, porque nós três adoramos! Com produção holandesa e belga, não sabíamos muito o que esperar do filme, porque como ele não é de um lugar que estamos acostumados de assistir filmes, não sabíamos o clima e estilo dos filmes holandeses/belga. E olha, me surpreendeu muito o humor deles. E me agradou demais! Lembra um pouco o humor inglês, mas mais contido um pouco. Porém, é sensacional! Você não espera a sequência de acontecimentos que vai sucedendo na sua frente, e cada coisa que acontece é uma surpresa. Não é nem um pouco previsível. Nem um pouco mesmo!

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Tem umas cenas que dão uma angustiazinha no coração, mas logo depois passa, até porque é bem merecido tudo o que acontece. E cada personagem que vai entrando na trama tem um impacto na história e um motivo para estar ali, nada é de graça, nada é não pensado – apesar de, às vezes, parecer que sim. Mas eu gostei mesmo por ter um clima totalmente diferente do que eu esperava, e bem diferente de tudo que vemos por aí. E por ser algo que não é costumeiro de assistirmos, nem nos cinemas mais cults. É uma pena que ontem tenha sido o último dia que ele passou no Festival. Mas, se conseguirem, procurem para ver, porque é muitíssimo interessante!

Amigo, marido e eu horrorosa na foto de má qualidade do celular. Adoro quando levo pessoas no festival e elas gostam do filme!

Amigo, marido e eu horrorosa na foto de má qualidade do celular. Adoro quando levo pessoas no festival e elas gostam do filme!

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Roupa de Festival:

Blusinha por dentro (da Marisa), blusinha por fora (da Opção), shortinho jeans (não faço ideia daonde) e sandália (da Pontapé). Look simples.

Blusinha por dentro (da Marisa), blusinha por fora (da Opção), shortinho jeans (não faço ideia daonde) e sandália (da Pontapé). Look simples.

Blusa de asas.

Blusa de asas.

Sandália com meu pé inchado de picada de formiga e a bolsa que minha prima que mora na Inglaterra mandou pra mim. Muito amor!

Sandália com meu pé inchado de picada de formiga e a bolsa que minha prima que mora na Inglaterra mandou pra mim. Muito amor!

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Mon Roi| Festival do Rio

Raiva. Foi isso que senti durante todo o tempo em que eu assistia Mon Roi (quer dizer, a maior parte do tempo). E eu pensava em como Tony, a personagem principal (Marie-Antoinette, na verdade, apelido Tony), é burra. Burra, idiota, imbecil, cega, auto destrutiva. Principalmente isso: auto destrutiva. E o filme mostra isso claramente: quando uma pessoa quer se auto destruir, não importa o que falem para ela ou o que aconteça com ela, ela nunca vai parar. E Tony é prova viva (ou pelo menos ficcional) disso.

Tony e seu roi, ou rei, Georgio.

Tony e seu roi, ou rei, Georgio.

Desde o princípio, Tony sabe que está se envolvendo com um cafajeste. Georgio deixa bem claro que é um cafajeste, ele até se autointitula “o rei dos cafajestes” (por isso o nome do filme). Mas ainda assim ela insiste porque, vocês sabem, às vezes a gente tem mania de pensar que vamos mudar o outro, que vai ser diferente com a gente. E Georgio até parece realmente amá-la. Mas depois dos primeiros sinais de que nada vai ser diferente, gente, é hora de sair correndo. Mas não, Tony fica, por motivos absurdamente idiotas e impostos pela sociedade, ah, a sociedade imbecil sempre nos fazendo cometer atos estúpidos. Mas dá pra perceber que é um padrão de Tony, já que ela diz, logo no princípio do filme, que tem um ex-marido que era bem horrível com ela (isso antes de Georgio). Ou seja, é um padrão. É um padrão da personagem procurar pessoas que a tratarão mal. Por que? Porque por algum motivo ela é autodestrutiva, ela se sabota (e psicólogos podem assistir ao filme e me contar qual é esse motivo, porque não ficou claro para mim). E nossa, como dá raiva e dá vontade de sacudi-la e gritar na cara dela: vai embora, mulher!!!!!!!!!!!

Louis Garrel e Vincent Cassel com a diretora Maïwenn.

Louis Garrel e Vincent Cassel com a diretora Maïwenn.

E com certeza essa também era a vontade do personagem de (amorzinho) Louis Garrel, irmão da personagem e também psicólogo, que é quem cata os pedaços da Tony quando ela se desespera por causa de Georgio. Todos os atores estão maravilhosos em seus papéis (principalmente Vincent Cassel no papel de Georgio), mas fiquei impressionada com Louis porque nunca havia visto nenhum filme com ele onde ele não era o principal ou o galã, e olha, o bichinho manda bem em qualquer situação. A bondade e preocupação em seu olhar eram de emocionar. Mas claro que não posso deixar de elogiar a atuação de Emmanuelle Bercot, a intérprete da personagem principal, porque não é um papel fácil, é um papel de cheio de camadas, e ela conseguiu chegar a todos os extremos que o papel exigia com muita naturalidade. Incrível.

Tony toda ferrada tomando banho na clínica.

Tony toda ferrada tomando banho na clínica.

Mon Roi é contado todo por meio de flashbacks. Logo no início, Tony chega a uma clínica de reabilitação para cuidar de seu joelho, machucado em uma queda enquanto ela esquiava. Durante todo o período em que está lá, pensa sobre a relação – além de sofrer horrores com a recuperação de sua lesão. E sinceramente, ainda bem que tem esses períodos passados na clínica, porque não sei se eu aguentaria assistir todo o terror psicológico que Georgio faz em Tony sem esses intervalos leves – sim, eu disse que ver uma pessoa recuperando um lesão grave no joelho é algo leve, para você ver como é conturbada a relação dos dois.

Tony em um momento de descontração na clínica.

Tony em um momento de descontração na clínica.

O filme também trata de outros temas além do principal, como preconceito, vício, o culto à beleza, e você não sente que esses temas estão ali só pra “cumprir um papel” ou que poderiam ser mais explorados. Não sente porque eles são tocados de uma maneira bem natural, como acontece na vida. Ando com uma tendência a gostar mais de filmes que agem em torno de um assunto como agimos com eles na vida, dando importância e sabendo que são temas importantes de serem tratados, mas não fazendo de tudo um bicho de sete cabeças e tratando de um jeito irreal. Ando cada vez mais realista. hahahaha E claro que o fato de a diretora ser mulher mostra uma visão bem diferente de todos os assuntos, principalmente do relacionamento do casal principal, porque geralmente vimos tudo pelos olhos dos homens, mesmo quando a personagem principal é uma mulher. Mas quando a história é contada por uma mulher é totalmente diferente porque ela sabe verdadeiramente como é aquilo porque ela passa por aquilo, não é mesmo? Mas de jeito nenhum estou falando que um homem não consegue tocar nesses assuntos com qualidade também, ok?

Bem, resumindo, assistam Mon Roi, é ótimo! Mas vão preparados para sentir muita raiva!

Próximas sessões:

11/10 – 16:30 – Cinépolis Lagoon 6

13/10 – 13:15 – Estação NET Ipanema 2

13/10 – 21:40 – Estação NET Ipanema 2

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Hoje não tem foto da minha roupa de festival (esqueci de tirar), mas tem vídeo sobre o Festival, com dicas de coisas para se levar quando for assistir um filme. E se você ainda não é inscrito no canal, se inscreve lá, faça uma amiguinha feliz! E assim você também é avisado sempre que tiver um vídeo novo!

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Os Exilados Românticos| Festival do Rio

Os Exilados Românticos é bem meu tipo de filme: cheio de diálogos e conversas filosóficas. É um filme sem muita coisa acontecendo de fato, mas muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. “Como assim, Livia?” Não tem muita coisa acontecendo em termos de ação: nenhuma explosão, nenhuma correria, os personagens nem andam tanto assim. Mas tem muita coisa acontecendo dentro dos personagens. Muitas questões a serem respondidas, muitas dúvidas, muitas resoluções a serem feitas, caminhos de vida a serem tomados. São três personagens expostos a caminhos que eles precisam escolher e seguir, e nem sempre são escolhas claras.

Os três personagens principais do filme: Luis, Vito e Francesco.

Os três personagens principais do filme: Luis, Vito e Francesco.

O filme começa com uma viagem, e uma viagem sempre é um começo que leva a pesquisas e descobertas. Nesse caso, a viagem, da Espanha à França, não tem um propósito definido: eles dizem estar a procura de um amigo que nunca encontram. Mas vão encontrando outras pessoas pelo caminho, e é só a partir da introdução dessas novas personagens que conhecemos mais a fundo a personalidade e a vida de cada um desses homens, que tem uma certa dificuldade em não serem mais meninos. Achei muito interessante esse fato, de só conhecermos mais detalhadamente cada um pelo relacionamento que eles tem com um novo personagem introduzido. Porque a vida é isso, só sabemos quem nós somos nas nossas relações. Podemos dizer que somos de um jeito, fingir que somos de outro, mas nos relacionamentos mais profundos é que mostramos quem realmente somos e todas as nossas fragilidades, não importa o quão durão ou relaxados fingimos ser. Em uma das minhas cenas favoritas, o integrante que parecia ser o mais bobalhão do grupo se mostra profundo, inteligente e totalmente frágil, talvez mais do que todos os outros. E tudo por causa de uma mulher por quem ele ficou apaixonado. E essa cena dá muito nervoso de ver, porque não estamos acostumado a observar uma pessoa sendo tão vulnerável e sincera. E olha, é lindo!

Prenuncio da minha cena favorita.

Prenúncio da minha cena favorita.

Outra coisa que me marcou muito também foi a questão de como a música envolve cada situação. Toda “resolução” (entre aspas porque nada foi muito resolvido de verdade) é embalada, ao final, por uma música, da mesma cantora, que passa a ser personagem também. Outra cena que gostei muito envolve exatamente essa cantora na estrada, lado a lado com nossos outros personagens. Eu tenho uma ligação muito forte com música, e acho que esse filme quis mostrar que todos nós temos.E algo muito interessante do filme também é o fato de ele ser falado em várias línguas. Os personagens são espanhóis que viajam para a França, onde encontram uma amiga de um deles que é italiana, depois encontram outra amiga de outro deles que fala alemão, e nessa mesma cena também tem um senhor americano que fala inglês, e tem uma cena que é toda falada em francês mais a frente, ou seja, essa junção de idiomas num filme só o torna universal, e achei isso o máximo. Meio que mostra que todos somos iguais, não importa de onde viemos, as questões são as mesmas. Adorei!

Minha segunda cena favorita, que envolve música.

Minha segunda cena favorita, que envolve música.

Só teve uma cena que não gostei, e foi a que antecede à cena final. As duas personagens femininas do filme (as que permanecem por mais tempo nele) conversam sobre a teoria que esqueci o nome de que mulheres em filmes não tem nomes, geralmente não conversam entre si e que, quando conversam, falam sobre homens. Só que está tão batido falar sobre essa teoria em filmes que achei muito forçado. Não soou natural. Então o filme foi quebrado quase na hora de acabar, o que me entristeceu um pouco. Mas achei o final bem legal, então pelo menos se redimiu nos últimos minutos.

E esse

E esse “cenário”, hein? Cada locação mais linda que a outra!

Infelizmente, ontem foi a última exibição do filme no Festival, mas aconselho a ficar de olho para ver quando vai estrear por aqui (procurando pela internet, achei que ele estreará “em breve”) ou então tentar achar outro jeito de assisti-lo, porque é um filme super bom. Se você gostar de filmes do estilo de Antes do Amanhecer, como eu, vai amar!

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Roupinha do dia:

Blusa que eu amo da Renner, calça da Opção, mas que comprei num brechó, e All Star mega velho, companheiro de Festivais.

Blusa que eu amo da Renner, calça da Opção, mas que comprei num brechó, e All Star mega velho, companheiro de Festivais.

Bolsa de gatinhos que minhas primas trouxeram pra mim do Japão (ou da Coreia, não lembro).

Bolsa de gatinhos que minhas primas trouxeram pra mim do Japão (ou da Coreia, não lembro).

E pra quem gosta de saber dessas coisas, batom Make B da Boticário.

E pra quem gosta de saber dessas coisas, batom Make B da Boticário (que eu ganhei de presente).

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Micróbio & Gasolina| Festival do Rio

E foi dada a largada para os filmes do Festival do Rio! Ontem eu vi o primeiro filme – de muitos, se tudo der certo. E foi ótimo, lindo, gostoso, fofo, leve, e eu amei! (acho que já tinha dado pra perceber, né?) O filme escolhido foi Micróbio & Gasolina, um filme francês que eu nunca escolheria assistir lendo a sinopse (Micróbio recebeu este apelido por conta de seu tamanho, já Gasolina, por seu amor por tudo que é mecânico. Jovens e desajustados, os dois logo ficam amigos. A fim de fugir de seus problemas em casa, eles decidem construir um lar sobre rodas e seguir juntos para um acampamento onde Micróbio esteve quando era criança e que desde então tem papel fundamental em sua memória afetiva.). E de fato não fui eu quem escolheu o filme, e sim marido. Mas como Festival do Rio é Festival do Rio e topo qualquer filme, topei. E tive uma grata e deliciosa surpresa.

Daniel, ou Micróbio (o loiro), e Gasolina, ou Theo (moreno).

Daniel, ou Micróbio (o loiro), e Gasolina, ou Theo (moreno).

Como disse pro marido ontem quando saímos do cinema, o filme é todo na medida certa. Ele é engraçado na medida certa, é fofo na medida certa, é delicado na medida certa. É um filme que você sai mais leve do cinema, mesmo se tiver entrado nele um pouco pra baixo, porque ele te põe pra cima. É a história de dois garotos de 14 anos que não parecem ter 14 anos pelas coisas que falam. Mas eles não são aqueles inteligentes chatos, porque tudo que eles falam vem com um tom de humor e você acaba rindo. E, ao mesmo tempo, trata de temas típicos da adolescência (amor, sexo, independência, identidade) de uma forma que não fica chata para não-adolescentes e de maneira, adivinha!, inteligente. Acreditem, não é um filme para adolescentes. Não é aquela coisa estereotipada com piadas bobas e momentos presentes em todo filme de adolescente que você já sabe o que vai acontecer. Não, é um filme que atinge a todos porque você se identifica com aqueles garotos, mesmo eles sendo anos mais novos que você. E você lembra de como era quando tinha aquela idade também, e eu era bem como eles, deslocada, diferente e me sentindo diferente, deixada de lado. A única coisa que me difere deles é que minha família é e sempre foi maravilhosa. Já a deles… Mas pinta direitinho o quadro das famílias de hoje em dia, principalmente as que tem filhos só para seguir um padrão social.

Microbio e gasolina

Eu me impressionei com a qualidade da atuação dos dois garotos (Ange Dargent e Théophile Baquet) também. Eles tem uma força muito grande em tão tenra idade (falei bonito agora, hein). E representam muito bem seus papéis que, vou dizer, não são tão fáceis assim não. Mas mesmo sem ser papéis super fáceis, eles conseguiram levar leveza e esperteza que o filme carrega. É um filme gostoso de assistir, sem aquele besterol todo que costumamos ver em filme americanos e que preza pela inteligência e criatividade – o que os dois fazem juntos é coisa de gênio (gênio maluco), e claro que não falar aqui o que é pra não dar spoiler! Ah! Vale (muito) dizer também que esse filme é do diretor Michel Gondry, que também dirigiu (e escreveu) o divertidíssimo filme Rebobine, por favor, o fofo A espuma dos dias e o maravilhoso Brilho eterno de uma mente sem lembranças (agora deu vontade de ver, né?).

O diretor (e também roteirista) Michel Gondry.

O diretor (e também roteirista) Michel Gondry.

Próximas sessões:

03/10 – 21h – Cinépolis Lagoon 5

08/10 – 17h – Estação NET Ipanema 1

14/10 – 16:14 – Cine Odeon

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Vocês devem perceber que não sou muito ligada no mundo da moda e da beleza, vide que não posto quase nada aqui sobre esse assunto. Porém, todo Festival do Rio eu coloco aqui as roupas que vou assistir os filmes (só que fazia isso no meu outro blog). Não sei o motivo de ter feito isso pela primeira vez, mas agora virou tradição. Acho que acabo fazendo isso pra mostrar pra galera que não existe uma moda só, um estilo só de roupa que você tem que usar, que você pode fazer seu próprio estilo do jeito que quiser – e é uma coisa que fica muito clara quando se vai nesses eventos de cinema, onde me sinto totalmente no meu mundo, com pessoas que se vestem e se portam de um jeito muito mais parecido com o meu. É o meu mundo, e nada mais perfeito do que você se sentir inserido em um lugar, e não um peixe fora d’água (como em sinto na maioria dos lugares). Porém, ontem eu coloquei uma roupa que nunca colocaria para assistir um filme, só que como estava comemorando um ano de casada, fui com esse vestido porque foi o que usei no dia do meu casamento. Cês gostaram?

Vestido comprado na C&A (no ano passado) e sapatilha da Pontapé (adquirido de minha amiga Marina).

Vestido comprado na C&A (no ano passado) e sapatilha da Pontapé (adquirido de minha amiga Marina).

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Festival do Rio 2015

Hoje é dia primeiro de outubro, o que significa que hoje começa o Festival de Cinema do Rio 2015, também conhecida pelo evento mais esperado por mim no ano inteiro! Ano passado não consegui ir em nenhum filme, então esse ano vou aproveitar que estou desempregada e com tempo livre (única coisa boa de estar desempregada) e vou tentar ir no máximo de filmes que conseguir – e óbvio que contarei tudo aqui no blog!

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Mas pra quem não conhece, o Festival do Rio é um festival de cinema que acontece todo ano aqui no Rio de Janeiro e esse ano vai do dia 01/10 (hoje, que, na verdade, é mais para convidados, para o público começa mesmo amanhã, dia 02) até o dia 14/10. Por que ele é fantástico? Porque a produção do festival traz à cidade filmes que, normalmente, não estariam em cartaz nos cinemas da cidade e agora todo mundo pode assistir. Tem filmes de todos os lugares do mundo (olhando a programação do festival, achei filmes da Romênia, Coreia do Sul, Paquistão, República Tcheca, entre vários outros países), de todos os tipos e para todos os gostos. Durante festivais passados, já vi filme chinês, japonês, mexicano, francês, indiano, argentino, e até americano! (hehe) Além de conseguir achar filmes que em outras ocasiões não seriam encontrados nos cinemas, ainda tem filmes que serão lançados daqui a muito tempo por aqui. Por exemplo, amigos meus assistiram, no festival do ano passado, o filme Whiplash, que concorreu ao Oscar desse ano e só foi lançado por aqui no início de 2015. É uma oportunidade única de assistir filmes maravilhosos (e outros não tão bons também, não posso mentir e dizer que só tem filme bom) e ainda participar de encontros com atores, diretores, roteiristas, produtores e de vários cursos da área (fui num debate ontem que foi simplesmente divino!). Ah! Vale dizer que também rola uma premiação entre os filmes brasileiros e, ao final do festival, os prêmios são entregues. Também é muito legal que tem uma categoria que quem vota são as pessoas, e no ano que o filme Apenas o fim participou, ele foi o grande vencedor dessa categoria. Vencedor super merecido porque o filme é lindo demais! (outro dia falo sobre ele por aqui) 

Troféu Redentor, prêmio dado aos vencedores do festival.

Troféu Redentor, prêmio dado aos vencedores do festival.

Mas claro que eu não vou só ficar falando do cinema sem dar nenhuma dica de filme. Eu ainda não li a programação inteira (parei na letra “N” e já marquei mais de 20 filmes que quero ver!), mas escolhi três filmes que achei muito interessantes pra indicar pra vocês.

  1. Mon Roi

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O filme é francês, e se você leem sempre meu blog, sabem que sou apaixonada por filmes franceses. Mas no caso desse filme, minha indicação é totalmente baseada nos atores, porque um filme com Vincent Cassel E Louis Garrel não tem como não querer ver! E eu espero muito que eles estejam presentes em alguma exibição para eu conhecer os dois (e, quem sabe, se eu tiver cara de pau, tirar uma fotinho com ambos).

A história é sobre uma mulher, Tony, que está internada em um centro de reabilitação ortopédica desde que sofreu uma grave queda de esqui e vive à base de analgésicos. Ela passa a maior parte de seu tempo tentando relembrar detalhes de sua tumultuada e destrutiva história com George. Para Tony, esta difícil reconstrução começa agora, com um trabalho corporal que talvez permita a ela se libertar para sempre. (sinopse retirada do site do festival) Além de atores lindos bons, a história também é interessante, vai!

2. Escritório

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Escritório é um musical chinês. Pronto, só aí já me deu vontade de ver. Além disso, se passa no mundo corporativo. É tão diferente que não tem como não ficar curioso. Quero ver, quero ver demais! Mas vamos à história: em meio à crise global causada pelo colapso da Lehman Brothers, Miss Cheng, uma alta executiva temida e respeitada, se prepara para colocar sua empresa de um bilhão de dólares na bolsa. Ho Chung-ping, o presidente da empresa, que já foi seu mentor e agora é seu amante, prometeu-lhe uma gorda fatia das ações assim que o capital da companhia fosse aberto. Mas quando uma auditoria expõe anos de corrupção, a promessa de Chung-ping corre o risco de não se concretizar. (sinopse retirada do site do festival)

3. Nise – O coração da loucura

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Esse filme me foi indicado por uma amiga hoje, antes mesmo de eu ver que estava na programação do festival. É um filme brazuca, e eu amo apoiar coisas nossas, porque fazemos sim coisas boas, e nossos filmes são sensacionais (claro que não todos, mas temos obras maravilhosas). E esse filme tem tudo pra dar certo: uma história boa sobre uma pessoa muito importante, uma atriz que sabemos atuar bem, um tema interessantíssimo. Conta a história de uma psiquiatra brasileira que se recusou a tratar seus pacientes com eletrochoque e lobotomia e acreditava que a arte poderia ajudar em muito a recuperação de uma pessoa com problemas psicológicos. Minha amiga disse que ela também acreditava que os animais eram ótimas companhias para esses pacientes e também ajudavam em seus tratamentos. Ela foi revolucionária em sua profissão e segue sendo muito importante até hoje, após sua morte.

Vocês podem encontrar os horários e locais que esses filmes passarão no site do Festival do Rio, assim como todos os outros filmes do festival com suas sinopses, horários e datas. Há também uma página no Facebook, constantemente atualizada. E bora respirar cinema por duas semanas!

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Pra quem perdeu lá no canal, onde publiquei a parte 2 da conversa sobre processo criativo com meus amigos Marina e Daniel, agora você pode ver por aqui!

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