Mistério de Natal (Jostein Gaarder)

Dando uma pausa nos filmes indicados ao Oscar para falar um pouco sobre literatura porque acabei de ler o primeiro livro do ano, uhu! Ok, preciso dizer que comecei ele no finalzinho de 2015, então não sei se pode ser considerado livro de 2016. Ah, mas pode ser 2015/2016, vai? Enfim, o que importa é que li Mistério de Natal e vim aqui contar pra vocês.

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Esse foi mais um livro lido de Jostein Gaarder e posso me sentir vitoriosa porque já é o terceiro, e eu que achava que nunca conseguiria ler nenhum dele (devido a complexidade de O mundo de Sofia, que ainda não li). Mas posso me considerar vitoriosa por ter chegado ao final desse livro também porque, bem, não gostei dele. Antes de Mistério de Natal , já havia lido O dia do curinga e A garota das laranjas e gostei bastante dos dois (principalmente do primeiro), e esse é parecido com os outros dois no que se diz às duas (bem, no caso, três) histórias presentes no livro. Jostein parece sempre escrever uma história principal e uma paralela, que o personagem principal do livro está lendo ao mesmo tempo que a gente, e que geralmente tem a ver com a história desse mesmo personagem, ou seja, as histórias estão ligadas de algum jeito. Em Mistério de Natal, a história principal é a de Joaquim, que vai numa livraria com seu pai e compra um calendário de Natal que parece bem velho e esquecido mas que, por algum motivo, chama a sua atenção. A segunda história é a que Joaquim encontra em cada papelzinho que cai das janelinhas do calendário, que ele abre a cada dia que passa.

Momento para explicação: lá nas zoropa (e talvez nos eua, não sei ao certo), eles tem algo chamado advent calendar, que é um calendário que faz uma contagem regressiva para os dias do Natal, do dia primeiro de dezembro até o dia 24 (aprendi isso com Tom Fletcher, da banda McFly, que é completamente viciado em Natal e todo ano compra um desses. Viu? McFly também é cultura). Esse calendário pode ser de várias maneiras: podem ser papeis que você vai arrancando, ou portinhas que você vai abrindo e cada dia sai uma coisa de lá, seja chocolate ou um papel contando um pedaço de uma história, como no da história.

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Advent Calendars. Vários.

Enfim, voltando à história do livro, há também uma terceira história, que é a de Elisabet Hansen, menininha presente na história do calendário, mas que também dá nome a uma criança que desapareceu na cidade em que Joaquim mora, muitos anos antes de Joaquim pensar em nascer. Pra mim, essa é a única história interessante do livro, a da Elisabet que sumiu na cidade. Tanto que eu só comecei a me interessar mais no livro e a ler com mais afinco (antes disso, eu lia cada capítulo com muita dificuldade, porque a história não me cativou) depois que começaram a focar mais no desaparecimento da garota (pode ser porque ando vendo muita série policial e minha cabeça anda pensando em desvendar crimes e mistérios o tempo todo). Isso porque, tirando essa história em particular, achei o livro bastante infantil, tanto por causa da linguagem, quanto pelas inúmeras repetições de situações. Parecia novela, que você tem que repetir inúmeras vezes uma situação que aconteceu pra que o povo lembre de tudo que já passou, algo que só é necessário quando o livro é dedicado ao público infantil. Não sei se esse era realmente o público alvo de Jostein e eu peguei o livro pra ler por engano, mas essa repetição excessiva me incomodou muito. Assim como o tema religioso. Ok que você tá contando a história de Jesus e tal (na história contada no calendário, mas não exatamente a história de Jesus, vocês entenderão se forem ler o livro), mas achei uma escrita muito evangelizadora, sabe? Como se aquilo fosse o certo e ponto final. Não gosto de livros que não são religiosos (ou não são pra ser) e acabam tendo um teor religioso muito forte como se o autor estivesse tentando passar para o leitor o que é certo acreditar. Acho que o tema pode até aparecer e ser tema de fundo, ou ser a característica de um personagem, mas quando percebo que um autor está tentando catequizar o leitor, isso me incomoda. E foi o que me pareceu no livro. E olha que eu nem sou uma pessoa que não acredita nas coisas, eu tenho minha religião, apesar de não ser super religiosa e achar que ser bom com os outros é mais importante do que ter uma religião. Enfim, isso me incomodou bastante, e tiveram partes que até passei batido exatamente por perceber esse teor catequizador.

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Jostein Gaarder, o autor.

Então não, eu não gostei do livro, achei fraco e chato, e até a solução do mistério foi insatisfatória. Mas não é por isso que deixarei de ler os outros livros do autor, afinal, a balança ainda está 2 por 1, então ainda tá ganhando. 😉

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Projeto Esqueça um livro

Olá pessoas! Venho aqui hoje falar sobre um projeto literário super legal, que será colocado em prática amanhã! É o Esqueça um livro, criado pelo Felipe Brandão, que resolveu criar o projeto porque estava com a estante muito abarrotada de livros. Como diz o nome, a intenção é você “esquecer” um livro em um local público da sua cidade, seja ela qual for, para que outras pessoa possam lê-lo e, se puder, depois esquecê-lo em algum outro lugar pra que ele possa ser pego por outra pessoa e por aí vai. Eu já conhecia o projeto que originou essa ideia doo Felipe, chamado Book Crossing, que veio dos EUA e é todo organizadinho, cada livro tem uma ficha e você escreve quem pegou e pode procurar o livro num site e deixar até comentário sobre o livro e tal. E eu sempre achei o máximo porque é um modo de incentivar a leitura e talvez fazer com que alguém que não teria condição de comprar um livro possa ler um. Eu mesma já esqueci alguns livros em alguns lugares da cidade várias vezes. Mas como amanhã, dia 25 de janeiro, será o dia oficial de esquecer um livro, venho convidar todos vocês que façam o mesmo e esqueçam um livro pela cidade de vocês! Eu ainda vou procurar um por aqui pra esquecer, mas com certeza vou participar do projeto. E, ah! Esqueçam um livro que vocês tenham gostado, porque nada a ver passar pra frente um livro chato, não é mesmo?

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Foto retirada da página do projeto.

Se alguém quiser saber mais sobre o projeto, só ir na página do Facebook ou no blog do Esqueça o livro. E se alguém quiser saber mais sobre as coisas que o Felipe escreve, ele tem um blog muito interessante.

Beijocas!

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Filmes para ver antes de morrer

Hey guys! (desculpe, tava vendo uns vídeos de Youtubers americanos, todos eles começando com essa frase, não consegui fugir)

Aproveitando a onda cinematográfica aumentada pelo Oscar essa semana, achei que era hora de falar sobre o livro 1001 filmes para ver antes de morrer (ou, no meu caso, um pouco mais de 1001). Quer dizer, sobre o projeto que tenho em cima desse livro (que explico um pouco sobre no vídeo abaixo).

Bem, pra resumir, existe esse livro, e ele diz 1001 filmes pra se ver antes de morrer (de vários países do mundo, e não só americanos), e eu tô tentando ver eles. Na semana passada, passei um tempão marcando todos os filmes que já vi. Só que tem um problema. Como já passaram uns aninhos desde a publicação desse livro, outros já entraram na lista. Então o que fiz eu? Catei a lista mais recente e vi todos os filmes que saíram depois do último filme do livro que eu tenho (esse aí com Indiana Jones na capa). E a lista de todos os filmes que vi tá aqui – dá uma olhadinha pra ver se você já assistiu a alguns desses!

  1. Viagem à lua
  2. O grande roubo do trem
  3. Nosferatu
  4. Metrópolis
  5. Tempos modernos
  6. Branca de Neve e os sete anões
  7. O mágico de Oz
  8. E o vento levou
  9. Fantasia
  10. Pinóquio
  11. Dumbo
  12. Um dia em Nova York
  13. Crepúsculo dos deuses
  14. Cantando na chuva
  15. A princesa e o plebeu
  16. Sete noivas para sete irmãos
  17. Juventude transviada
  18. La dolce vita
  19. Bonequinha de luxo
  20. Jules e Jim
  21. West side story
  22. Vidas secas
  23. Os reis de iê iê iê
  24. Deus e o diabo na terra do sol
  25. A noviça rebelde
  26. Weekend à francesa (na verdade, eu sei que vi algum do Godard, então marquei esse pra representá-lo, porque não lembro do nome do filme, mas acho que foi esse)
  27. Mogli
  28. Primavera para Hitler
  29. Macunaíma
  30. Laranja mecânica
  31. A fantástica fábrica de chocolate
  32. O poderoso chefão
  33. Chinatown
  34. Monty Python – Em busca do cálice sagrado
  35. Cría cuervos
  36. Rocky, um lutador
  37. Taxi driver
  38. Star wars – Episódio IV
  39. Annie Hall
  40. Os embalos de sábado à noite
  41. Grease
  42. Star wars – Episódio V
  43. Indiana Jones – Caçadores da arca perdida
  44. Eles não usam black-tie
  45. Picardias estudantis
  46. E.T. – O extraterrestre
  47. Star wars – Episódio VI
  48. Amadeus
  49. O exterminador do futuro
  50. Os caça-fantasmas
  51. O clube dos cinco
  52. Entre dois amores
  53. De volta para o futuro
  54. Conta comigo
  55. Hannah e suas irmãs
  56. Curtindo a vida adoidado
  57. Top gun
  58. Mulheres a beira de um ataque de nervos
  59. Um peixe chamado Wanda
  60. Corra que a polícia vem aí
  61. Quero ser grande
  62. Duro de matar
  63. Uma cilada para Roger Rabbit
  64. Rain man
  65. Batman
  66. Harry e Sally
  67. Meu pé esquerdo
  68. Sexo, mentiras e videotape
  69. Diga o que quiserem
  70. Uma linda mulher
  71. Edward mãos de tesoura
  72. Thelma e Louise
  73. Cães de aluguel
  74. Feitiço do tempo
  75. Short cuts
  76. Jurassic Park
  77. Forrest Gump
  78. O rei leão
  79. O balconista
  80. Um sonho de liberdade
  81. Babe, o porquinho atrapalhado
  82. Coração valente
  83. Toy story
  84. As patricinhas de Beverly Hills
  85. Cortina de fumaça
  86. Seven
  87. Independence day
  88. Trainspotting
  89. Pânico
  90. Tempestade de gelo
  91. Boogie Nights (que eu vi com 12 anos, louca pra ver o dito-cujo de Mark Wahlberg!)
  92. Jogos perigosos
  93. Titanic
  94. Quem vai ficar com Mary
  95. Central do Brazil
  96. Magnólia
  97. Clube da luta
  98. Tudo sobre minha mãe
  99. Quero ser John Malkovich
  100. Beleza americana
  101. Matrix
  102. O sexto sentido
  103. Gladiador (marido diz que não posso considerar que vi esse filme porque dormi enquanto assistia, mas o que posso fazer se o filme é um saco?)
  104. Réquiem para um sonho
  105. Entrando numa fria
  106. Traffic
  107. O tigre e o dragão
  108. Amnésia
  109. O fabuloso destino de Amélie Poulain
  110. Moulin Rouge
  111. Os excêntricos Tennenbaums
  112. O senhor dos anéis
  113. Cidade de Deus
  114. Fale com ela
  115. Oldboy (o original, coreano)
  116. Adeus, Lênin
  117. Crash
  118. Farenheit 9/11
  119. O segredo de Brokeback Mountain
  120. Little miss sunshine
  121. Os infiltrados
  122. O labirinto do Fauno
  123. Borat
  124. A vida dos outros
  125. Once
  126. A rainha
  127. Piaf
  128. Onde os fracos não tem vez
  129. Na natureza selvagem
  130. Desejo e reparação
  131. Guerra ao terror
  132. Batman, o cavaleiro das trevas
  133. Quem quer ser um milionário
  134. Avatar
  135. Cisne negro
  136.  rede social
  137. A origem
  138. O artista
  139. Drive
  140. Amor
  141. Django livre
  142. As aventuras de Pi
  143. Lincoln
  144. 12 anos de escravidão
  145. Trapaça
  146. Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum
  147. Nebraska
  148. O lobo de Wall Street

Claro que nem tudo é lindo e tem uns filmes aí que não gostei, como E o vento levou, Metrópole, Titanic, Fantasia, West side story (pois é, um musical que não gostei, eles existem!), Deus e o diabo na terra do sol, A rainha, Gladiador, mas o saldo, no geral, é positivo! E eu AMO cinema, ver filmes é o que mais gosto de fazer na vida, então mesmo não gostando do filme no final, só estar vendo um filme já é uma delícia. Aliás, qual dos filmes que vão estrear esse ano será que vão entrar nessa lista especial dos filmes que não podemos perder por nada nessa vida? Aiai, suposições…

Enfim, aguardem, mais pra frente, resenhas e dicas sobre filmes que estão nesse livro. E se você assistiu algum desses filmes que coloquei aí em cima (ou se tem o livro e viu algum dos outros que estão nele e eu ainda não vi), me conta nos comentários o que achou deles! Quais vocês gostaram, quais não gostaram, vamos continuar essa conversa cinematográfica que é sempre a melhor de todas! 🙂

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Edição de 2014 do mesmo livro.

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Alice Maria

“Mas é claro que dá, Alice!” foram as palavras gritadas de Elisa enquanto eu me desesperava me olhando no espelho. Pela expressão em seu rosto, ela estava se esforçando ao máximo para não me dar umas sacudidas. “Você acha que o que, seus pais são cegos?”

“Mas Rodrigo não percebeu nada até agora.” eu disse, os olhos marejados, a ansiedade aumentando, a ânsia de vômito crescendo…

“Porque o Rodrigo tem algum problema visual, só pode ser!” Elisa, sempre tão sutil. “E vocês tão há quanto tempo sem fazer sexo? Porque pra ele não ter percebido…” Eu não disse? Sutileza a nível máximo.

“Um tempo aí…” minha resposta.

“Desde que essa criança foi gerada?”

Flashback para explicar a cena atual.

Alice, vulgo eu, e Rodrigo, vulgo namorado, na cama, prestes a… Ah, vocês entenderam. A vontade é imensa, a excitação é múltipla, e a disposição para sair e comprar uma camisinha que está em falta em casa é zero, portanto, decidimos fazer sem. “Você tá tomando pílula mesmo…”, diz ele. No que concordo, afinal, o desejo é sempre maior do que qualquer prudência. Só esqueci de dizer, e também esqueci como um todo, que eu não tinha tomado todos os dias certinho. O que posso fazer? Esqueci. E deu no que deu. Depois de dar. Putz, trocadilho infame.

Enfim, voltando ao presente…

“Três meses sem transar?????” Elisa, estupefata.

Elisa tem tido o costume de ficar estupefata com tudo que falo. “Tô grávida.” Elisa estupefata. “Não contei pro Rodrigo.” Elisa estupefata. “Não Elisa, pelo amor de Deus, não conta pra ele.” Elisa estupefata e puta da vida que vai ter que guardar mais um segredo.

“Três meses e meio.” digo porque, segundo a médica, é quanto tempo estou grávida.

“O que você tá fazendo com esse coitado, Alice?”

“O que?” digo, indignada. “Só porque ele é homem não pode ficar muito tempo sem sexo?”

“NINGUÉM deveria ficar tanto tempo sem sexo, Alice!”

Bufo. Tenho tido o costume de bufar quando Elisa fala. “Alice, você precisa contar pro Rodrigo.” Bufo. “Alice, pelo amor de Deus, eu vou contar pro garoto. O filho não é só seu.” Bufo. “Ok, Alice, faz o que você quiser. É você que tá grávida, não eu.” Bufo. Só pelo costume.

“Esse não é o foco agora, Elisa. O foco é como eu vou disfarçar esse negócio aqui” aponto para minha barriga estufada de bebê, e não de comer demais, como sempre aconteceu, que impede que eu feche o zíper da calça. “no Natal com meus pais!”

“Diz pra eles que deu uma engordada.”

Bufo. Merecidamente.

Alice Maria é personagem do livro Queria tanto, de minha autoria, publicado em 2011 pela editora Benvirá, e dará as caras por aqui de vez em quando.

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Obsessões

Queridos e queridas, não sei vocês, mas eu, volta e meio, fico obcecada com algumas coisas e só consigo ouvir/falar/pensar nessas coisas. Pois bem, hoje vou mostrar a vocês algumas das coisas que ando totalmente viciada nos últimos tempos. Me digam se vocês também gostam delas!

  1. Ed Sheeran

O garoto é inglês e é ruivo. Pronto, só por isso já é razão suficiente pra eu ter uma obsessão louca por ele – o que eu nem deveria ter porque ele é um pirralho de 24 anos. Mas, além disso, ele ainda faz músicas incríveis, não importa se são lentas ou mais agitadas, todas elas são sensacionais. E sim, eu só descobri ele agora porque antes eu não estava no clima de conhecer algo novo (isso acontece bastante quando ficamos velhos). Mas ainda bem que eu dei chance pra esse garoto fofo que canta para gatos e dança em seus clipes. Os clipes dele, aliás, são outras coisas fantásticas, porque todos eles são muito pensados e diferentes. A coreografia de Thinking out loud é linda demais e o clipe de Lego house, com Rupert Grint, preciso nem falar nada, né? Ed + Rupy = muito amor! Mas não é nenhum desses dois clipes que deixo aqui pra quem ainda não conhece Ed (existe alguém assim?), e sim o da música Don’t, uma das minhas preferidas do álbum X (que eu não consigo parar de ouvir) e que tem um clipe com um casal de dançarinos que, meu deus, me deixou boquiaberta!

 

2. O guia do mochileiro das galáxias

Pois é, parece que minhas obsessões andam um pouco desatualizadas, né? Afinal, esse é um livro (ou melhor, uma série de livros) de 1979 (quando o primeiro livro foi lançado) que tem uma legião imensa de fãs e tem até dia oficial para se comemorar sua existência (Towel Day, comemorado no dia 25 de maio). Porém, só fui ler o livro esse ano, e isso porque marido tinha ele no armário e não era um livro assim muito grande – e estou precisando de livros curtos pra conseguir terminar meu projeto de 30 livros em 1 ano. Se eu não tivesse casado com Raphael, um nerd com orgulho (e eu também tenho orgulho disso), acho que nunca teria lido esse livro. E eu não saberia, mas teria perdido uma das coisas mais fodas da vida! Vou falar mais sobre o livro por aqui, exatamente no projeto de 30 livros em 1 ano, mas posso dizer que viciei no tipo de humor de Douglas Adams (o autor do livro, que é inglês, e não tem como não amar o humor inglês) e quero devorar todos s livros da série, porque são sensacionais! Tô tão apaixonada que tô buscando várias informações sobre o livro, sobre o autor, sobre tudo, pra conhecer mais e mais sobre essa série fabulosa! Amei!

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3. Meu celular novo

Ai gente, que coisa mais fútil, né? Mas é que depois de aturar um celular com a tela toda quebrada e que trava a cada coisa que você vai tentar fazer (até uma simples ligação) por quase um ano, não tinha como eu não ficar feliz com um celular novo. Ainda mais porque eu ganhei ele de mãe e pai, nem precisei gastar dinheiro (até porque não o tenho). E ele é a coisa mais linda do mundo pelo simples motivo de que ele funciona! E não trava! E é rápido! Mas o que mais gostei mesmo foi da resolução das fotos. A qualidade é ótima e eu, como fotógrafa frustrada, tô muito feliz em poder tirar fotos que não ficam embaçadas (porque, além de tudo, tinha entrado água no meu outro celular, e acabou embaçando a lente). Esse novo celular é da marca chinesa Mi, que é pouquíssima conhecida aqui no Brasil, está há pouco no mercado, e por isso mesmo acaba sendo mais barato para comprar. Mas a qualidade é tão boa quanto as outras marcas, até porque todos os aparelhos dessas outras marcas são feitos também na China, com tecnologia chinesa, então na verdade é a mesma coisa, porém como é uma marca menos conhecida, o preço é menor. Perfeito, né?

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Redmi2, da marca chinesa Mi.

 

4. David Tennant e Louis Garrel no Brasil

Ha pouco tempo, descobri que esses dois atores que eu sou completamente apaixonada vem pro Brasil e eu estou totalmente obcecada em achar um jeito de vê-los por aqui! Pra quem não sabe quem são, David Tennant é somente o melhor Doctor que a série Doctor Who já viu, e Louis Garrel é um ator francês que, além de ótimo ator, é lindo e sensual demais!

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Louis Garrel (esq.) e David Tennant (dir.) como o vilão da série.

Louis virá ao Brasil para divulgar seu primeiro filme como diretor, Dois amigos, e irá primeiro à São Paulo e depois virá ao Rio para a pré-estreia do filme que, se tudo der certo, estarei presente. Já David virá a Comic Con Experience divulgar a série Jessica Jones, onde interpreta o Homem-Púrpura (ou Mr. Purple). Só que a Comic Con será em São Paulo (como todas as coisas realmente legais), e eu moro no Rio! Então estou desesperada tentando descobrir um jeito de vê-lo, de ir até lá, qualquer coisa! O que eu já sei com antecedência que vai ser bem difícil. Bem que o David podia vir ao Rio depois, né? Para a alegria de todos os fãs cariocas de Doctor Who!

E vocês? Qual as obsessões de vocês no momento? Me contem nos comentários! E me digam também se, assim como eu, você ficou nervoso por essa lista ter só 4 itens, e não 5! hahahahaha

Muah!

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XVII Bienal do Livro – eu fui!

*peço desculpas antecipadamente pela qualidade péssima das fotos desse post, mas só levei meu celular, que está bem ferradinho, coitado, e com a lente da câmera ruim.

Olá honey babies! Como vocês estão?

Acabou que fui à Bienal do livro aqui do Rio (que ainda está rolando e vai até dia 13 de setembro, ou seja, até domingo), apesar de dizer que não ia. Mas é que consegui carona e nunca se dispensa uma carona, né? Pra quem não sabe, a Bienal acontece, de dois em dois anos, no Riocentro, que é um centro de convenções muito afastado de praticamente toda a cidade e é muito ruim de se chegar. Por isso, se eu não tivesse conseguido ir de carro, eu não teria visitado a Bienal esse ano porque é um perrengue enorme chegar até lá (você tem que pegar, pelo menos, dois ônibus). Mas como tenho amigos maravilhosos que me oferecem carna, eu fui e vou contar um pouquinho pra vocês sobre como foi – e dar algumas dicas.

(também mostrei um pouco do evento num vídeo que coloquei no meu canal e você pode ver abaixo)

A primeira dica que quero dar é algo que me salvou de ficar horas e horas numa fila imensa: compre seu ingresso adiantado. E pra complementar essa dica: chegue o mais cedo possível (principalmente se você for no último dia de feira). Digo isso porque cheguei lá às dez da manhã em ponto e já tinha uma fila enorme para compra de ingresso que eu não faço ideia de quando acabou – e nem se acabou. Tinha uma fila grande também para quem já tinha comprado ingresso, mas como era só entregar o papelzinho e entrar, ela andou bem rápido. Já a fila para compra de ingresso estava demorando bastante (aliás, o ingresso está R$16, R$8 para quem paga meia). E sobre chegar cedo, bem, se você não se importar em ficar em lugares lotados, não tem problema. Mas se você é como eu e é um pouco claustrofóbico em lugares atolados de gente, quanto mais cedo, menos gente e menos gente esbarrando em você e te empurrando (principalmente dentro dos estandes das editoras), porque a maior parte da galera vai à tarde, a partir de meio-dia, uma hora. Nós fomos embora às três horas da tarde e já tava ficando insuportável para uma pessoa nervosa e neurótica como eu.

A fila imensa de pessoas com ingresso - mas que andou bem rapidinho.
A fila imensa – mas que andou bem rapidinho – das pessoas com ingresso.

Quando você entra, você cai logo no pavilhão laranja, que não tem nada muito interessante se você não tiver crianças e não se interessar por livros de animais – e não estiver mais precisando de livros acadêmicos. Nesse pavilhão, tem muitos estandes com promoções de livros a 5 reais, mas a maioria é livro pra criança. Passamos meio que direto pelo pavilhão laranja e fomos logo para o azul, que é onde tem a maioria das editoras e grandes e conhecidas (como Rocco, Intrínseca, Record, Aleph, Casa da Palavra, Martins Fontes, Zahar, Ediouro, etc etc etc). Logo na entrada do pavilhão azul, demos de cara com o Grupo Editorial Record, que era um dos estandes que marido queria entrar. Estava uma fila pequena (e isso porque era 10 e pouco da manhã e o evento começou às dez!), então logo conseguimos entrar. Só que, pra decepção dele, os livros que ele queria estavam com o mesmo valor que estão nas livrarias por aí, e isso não só na Record. Em toda editora que entrávamos, marido pesquisava na internet os livros que queríamos comprar e nenhum tinha um pequeno desconto lá na Bienal (como costumava acontecer alguns anos atrás). Então não valia a pena entrar nas filas quilométricas dos caixas pra comprar os livros. Único livro que comprei lá que valeu a pena porque estava com um bom desconto foi o Toda Mafalda, com a coleção completa da minha querida Mafalda. Comprei por R$65 na editora Martins Fontes (também no pavilhão azul), quando, procurando na internet, o valor mais barato que achamos foi R$81. Ponto pra Martins Fontes!

Eu toda feliz com minha Mafalda linda na Bienal, e a Mafalda na minha casa, sendo lida pelo meu ratinho Arry.
Eu toda feliz com minha Mafalda linda na Bienal, e a Mafalda na minha casa, sendo lida pelo meu ratinho Arry.
Momento mágico: ver Mauricio de Sousa!
Momento mágico: ver Mauricio de Sousa!

E bem ali pertinho da Record, quem estava assinando livros/gibis e tirando fotos? O mais que amado Mauricio de Sousa, figura certa de toda Bienal, mas que, apesar de eu sempre vê-lo por lá, eu nunca consigo chegar muito perto devido a imensa fila que sempre tem esperando para falar com ele. Bem, mas só de conseguir tirar uma foto (na verdade, foi meu amigo que tirou, porque ele é beeeeeeem mais alto que eu e conseguiu enxergar por cima de todas aquelas cabecinhas) e vê-lo de longe já me deixou bem feliz! Porque as revistas da Turma da Mônica foram presença constante e diária da minha infância (e acredito que de todo mundo).

Intrínseca é só amor!
Intrínseca é só amor!

Depois de ficar que nem uma boba vendo ver o Mauricio, fui pra Intrínseca, minha editora do coração (e onde eu secretamente sonho em trabalhar um dia), que estava muuuuuito lotada. Mas só de ver os livros do John Green, do Matthew Quick e da Gillian Flynn ali nas estantes já me deixou com um baita sorriso no rosto – apesar de não ter comprado nada porque estava tudo no mesmo valor que nas livrarias, como eu já disse (realmente não valia a pena comprar livros na Bienal, o que é uma pena). Também achei um livro da Keri Smith, rainha dos livros criativos que eu, particularmente, tô meio de saco cheio. Mas, porém, todavia, contudo, achei O mundo imaginário de… (assim mesmo, com três pontinhos, porque você completa com seu nome) bem interessante. Com partes como “escreva aqui seus personagens” e “crie o invisível” e coisas do tipo, enquanto eu passava as páginas sentia como se quem fosse preencher aquelas páginas em branco estivesse criando um filme só seu, e como maníaca por filmes achei aquilo incrível. Me deu vontade de comprar (porém, não o fiz por questões de sem nenhum desconto).

Estantes com livros maravilhosos e eu feliz dentro da Intrínseca.
Estantes com livros maravilhosos e eu feliz dentro da Intrínseca.
O livro mega interessante da Keri Smith.
O livro mega interessante da Keri Smith.

Depois da Intrínseca, eu não fiz questão de entrar em mais nenhuma editora. Marido quis ir na Leya, porque tem vários livros de fantasia que ele gosta (inclusive, os livros do Martin são de lá e o trono de ferro das Crônicas de gelo e fogo estava lá para as pessoas tirarem foto nele – com uma fila de espera imensa, lógico), e também entrou em alguns estandes de jogos, mas não levou nada. Só comprou um quadrinho na Editora Draco e eu comprei um livro de receitas que minha mãe pediu para levar pra ela (na Senac SP).

Os livros do Chuck Palahniuk no estande da Leya, alguns livros que achei interessante, e o Trono de Ferro.
Os livros do Chuck Palahniuk no estande da Leya, alguns livros que achei interessante, e o Trono de Ferro.

Como começou a ficar mais cheio e eu estava com pessoas um pouco sem paciência (hehe), não parei muito para ver outras coisas interessantes que tinham lá, como uma exposição da Turma da Mônica e a exposição sobre a Argentina. Mas tirei foto de tudo que achei legal e inusitado, como os robôs dançantes e as armaduras antigas que não faço ideia do motivo de estarem lá (Raphael me explicou que tinha ligação com algum livro, mas já esqueci, vide que não tenho memória).

Exposição da Mônica.
Exposição da Mônica. E não, eu não conheço essa menina da foto.
Exposição Argentina. Consegue me ver ali na foto da direita, de cima?
Exposição Argentina. Consegue me ver ali na foto da direita, de cima?

 

 

Em sentido horário, começando de cima à esquerda: cavaleiro medieval, estratégia de marketing fantástica (só faltou uma pizza real ali), vascaínos (hahahaha) e os robozinhos fofos que dançavam ao som de Gangnam Style.
Em sentido horário, começando de cima à esquerda: cavaleiro medieval, estratégia de marketing fantástica (só faltou uma pizza real ali), vascaínos (hahahaha) e os robozinhos fofos que dançavam ao som de Gangnam Style.

Acabei conhecendo, no estande da Leitura Rio (pavilhão azul também), a autora Iris Figueiredo, que eu conhecia e falava pelas redes sociais, mas nunca tinha visto ao vivo. Ela é uma fofa, super simpática, e nem ligou que eu não pude comprar o livro dela lá na hora (mas comprei no dia seguinte!). Pelo que tenho visto, ela tem ido todo dia lá na Bienal e esse sábado, dia 12, às 12:30, ela estará por lá pra autografar o livro novo dela, Confissões on-line 2. Eu comecei a ler o 1 e estou adorando! No dia 12, também terá bate-papo no estande da editora Planeta com as autoras Fernanda França (livro O pulo da gata) e Carolina Estrella (Entre dois amores), às 11h, o famosérrimo Raphael Dracon estará na editora Leya com a também escritora (e sua esposa) Carolina Munhóz das 11h às 13h dando autógrafos e tirando fotos com os leitores, às 16h tem bate-papo com a Paula Pimenta no auditório Madureira (senhas a partir das 13h) e às 17h tem bate-papo com Pedro Gabriel, do maravilhoso Eu me chamo Antônio (pavilhão verde). Também terá lançamentos de livros de vários autores nacionais, como o do livro Surpreendente, de Maurício Gomide (às 12h, na Intrínseca), Onde o amor se esconde, de Veridiana Maenaka (estande da Record, às 13h), Por onde andam as pessoas interessantes, de Daniel Bovolento (às 14h no estande da Planeta), a nova edição de #Partiu vida nova, de Leila Rego (às 14h, no estande da Gutemberg), Rotina e rabisco, da Bruna Vettori (às 17h na Ediouro), e Um amor no caminho, de Paula Pilar (no estande da Qualis, às 19h).

Eu e Iris Figueiredo no estande da Leitura Rio.
Eu e Iris Figueiredo no estande da Leitura Rio.

Dia 13, último dia de Bienal, também contará com a presença de vários autores nacionais, e eu sempre acho que devemos dar mega apoio aos nossos autores brasileiros, porque além de serem daqui e terem realidades parecidas com a nossa, todo mundo sabe quão difícil é ser escritor aqui no Brasil, né?

10h: Anna e a trilha secreta, Ana Lúcia Merege (editora Draco)

11h: O mundo das vozes silenciadas, Carolina Munhóz e Sophia Abrãao (auditório Madureira)

12h: Bate-papo com Clarice Freire (do fofíssimo Pó de lua), Bianca Mól (do blog Garota Desdobrável) e o ilustrador Rui de Oliveira (Café Literário, no pavilhão azul)

13h: O pulo da gata, Fernanda França (editora Planeta)

15h: Bate-papo com Babi Dewet, Bruna Vieira, Paula Pimenta e Thalita Rebouças, que estão lançando o livro Um ano inesquecível (auditório Madureira) – distribuição de senhas às 10h

16h: Vilarejo, Raphael Montes (Companhia das Letras)

17h: Bate-papo com André Gordirro (Os portões do inferno) e Raphael Draccon (auditório Madureira)

Vendo essa programação, dá até vontade de voltar lá esse final de semana, mas como não terei carona e vai estar lotado, já que o último fim de semana é sempre o mais cheio, provavelmente não irei. Mas, se você for, me conte depois como foi!

A coleção completa do Guia do mochileiro das galáxias no estande da editora Arqueiro.
A coleção completa do Guia do mochileiro das galáxias no estande da editora Arqueiro.

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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Bienal do Livro do Rio e Setembro Literário

Pessoas, você não curtiram o Louis Garrel?????? Ah, que maldade, deixaram o menino triste!

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Não sei como puderam ignorar a belezinha mór, maaaaas ok, entendo (na verdade, não, mas tudo bem).

Mas hoje não falarei de beldades masculinas, e sim de Bienal. Quem é do Rio sabe que tá rolando aqui a XVII Bienal do Livro. Começou no dia 03 de setembro e vai até o dia 13 desse mês. Terão inúmeros debates, manhãs/tardes/noites de autógrafos, presença de autores famosos, bate-papos e muitas, muitas editoras do Brasil inteiro vendendo seus livrinhos. Como eu não estava contando ir, eu não fiz minha listinha de livros que quero comprar, mas vi um livro que estará às vendas no estande da Senac que é a coisa mais linda do mundo e eu super quero ele pra mim agora. É o Caderno de receitas da Magali. Sim, a Magali da queridíssima Turma da Mônica. Olha que lindeza!

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Como não ter vontade de colocar dentro do carrinho pra levar? Não dá!!!!!! E como esse livro é lançamento, sabe quem vai estar na Bienal para assiná-lo? Maurício de Sousa!!!!!! Ah, que sonho ter uma foto com ele ou algo autografado por ele, o homem que fez mais feliz as minhas tardes de criança com seus gibis que eu devorava! Mas como todo mundo ama Maurício tanto quanto eu, é sempre impossível conseguir uma senha para pegar um autógrafo dele, então acho que esse sonho vai ficar pra uma próxima encarnação – ou pra um esbarrão casual no meio da rua que teremos um dia (o que? uma garota pode sonhar!). Mas pra quem quiser enfrentar uma filinha básica pra tentar um tet-a-têt com o criador da Mônica, ele estará na Bienal na próxima 2a feira (07/09), às 11h no Auditório Madureira (Pavilhão 4 – Verde) e a distribuição de senhas começa às 10h,  na Central de Distribuição de Senhas, localizada entre a Praça Copacabana e o Espaço Maracanã, ao lado da Praça Central, na área externa do pavilhão.

Estande da Argentina. Foto tirada da página da Bienal do Livro no Facebook.
Estande da Argentina. Foto tirada da página da Bienal do Livro no Facebook.

Outra coisa legal dessa Bienal é que o país homenageado é a Argentina e eu pago o maior pau sou apaixonada pelo país. Então, tem um estande especial do país (foto) e uma programação exclusiva com e sobre autores argentinos, o máximo!

E, como homenagem à Bienal e porque percebi que sou uma escritora que fala muito pouco sobre livro, esse mês inteirinho, lá no meu canal no You Tube, falarei sobre livros e o mundo literário. Ou seja, setembro será um mês literário lá no canal. Quarta-feira passada já coloquei um vídeo falando um pouquinho sobre a Bienal e toda quarta-feira desse mês terá um vídeo novo sobre esse universo dos livros. Se você ainda não está inscrito no canal, dá um pulinho lá e se inscreva pra saber sempre que eu postar um vídeo novo. Ah! E também se tiver alguma dúvida (ou alguma sugestão de assunto) sobre livros, vida de escritor, vida de editora ou qualquer coisa relacionada ao tema, deixa nos comentários que respondo e um vídeo, ok? Espero que tenham gostado dessa novidade do canal! E preparem-se para encontrarem mais posts sobre literatura por aqui também este mês. 😉

E que, quem for à Bienal, se divirta muito e volte carregado de livros!

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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30 Livros em 1 Ano – O lado bom da vida (Matthew Quick) – Livro 2

Hey soul sister!

Estive meio sumida no final de semana porque fiquei sem computador! Meu marido foi reformatar porque eu não faço ideia de como se mexe nesse negócio Fui reformatar meu notebook e deu um problema e fiquei sem ele por três dias! Quase morri! Mas agora ele está de volta e cá estou eu, escrevendo de novo! Ufa, crise de abstinência over, graças!

Hoje falarei de mais um livro, livro esse de um autor que ando meio viciada no momento, o Matthew Quick. Já li dois livros dele esse ano (O lado bom da vida e The Good Luck of Right Now), hoje comecei o terceiro (Quase uma rock star) e estou muuuuuuuuuito sedenta por Perdão, Leonard Peacock. Mas, porém, contudo, todavia, hoje falarei do primeiro citado – e também mais conhecido -: O lado bom da vida.

Matthew Quick aí pra vocês darem uma conferida nele. Ele não tem cara de que seria aquele amigo fabuloso que fala milhares de coisas engraçadas pra você?
Matthew Quick aí pra vocês darem uma conferida nele. Ele não tem cara de que seria aquele amigo fabuloso que fala milhares de coisas engraçadas pra você?

Esse livro de 2008 (mas que só foi lido por mim 7 anos depois de seu lançamento, até porque só foi lançado no Brasil em 2013, pela editora Intrínseca) que teve um filme baseado em sua história (só baseado mesmo, porque o filme é todo diferente e, desculpe a expressão, cagado) em 2013, é um dos livros mais identificáveis por mim da face da Terra (adicione a ele Carta para alguém bem perto, da Fernanda Young, O apanhador no campo de centeio que, aliás, é citado no livro, de J.D. Salinger, e Eu sou o mensageiro, de *suspiro* Markus Zusak) . “Isso quer dizer que você é maluca, Livia?” (já que o personagem principal do livro tem probleminhas mentais) Sim, isso quer dizer, sim. O QUE VOCÊ TEM COM ISSO? TEM CERTEZA QUE QUER IR CONTRA ALGUÉM LEVEMENTE (BASTANTE) DESPIROCADO? Mentira, gente, nem tô gritando…

Enfim, voltando à resenha do livro. O livro é realmente muito bom. E eu sei que falo muito isso das coisas, mas eu só falo muito isso das coisas que eu gosto de verdade, porque o que não gosto, eu não tenho vergonha de deixar claro que não gosto (como o livro que tô lendo agora, o terceiro do projeto, que até agora tô achando bem chato, mas isso é assunto para outro post). Mas ele é bom. Muito. Por que?, vocês me perguntam. Porque sim! Mentira, vou explicar.

Algumas capas do livro Silver Linings Playbook.
Algumas capas do livro Silver Linings Playbook.

Bem, só pra fazer um resumo do livro para quem não leu (e nem adianta falar que viu o filme, porque a história é BEM diferente), O lado bom da vida conta a história de Pat Peoples (adorei o nome, by the way), um homem de 30 e meios anos, meio que recém separado (na cabeça dele) de sua mulher, e que acaba de sair de uma instituição mental (apelidado “carinhosamente” por ele de Lugar Ruim). O sentido da vida dele pós-Lugar Ruim é reconquistar sua esposa, que ele não vê desde que entrou na instituição e, para isso, faz tudo que ele considera que ela gostaria que ele fizesse: perde peso, lê livros clássicos da literatura (sendo Nikki, sua esposa, professora de inglês) e, o mais importante de tudo, decide ver o lado bom da vida (daí o nome do livro) sendo positivo e agradável (e não tendo que ter sempre a razão, como fazia antes. Aiai, tão eu esse Pat Peoples). Porém, como não vive sozinho no mundo (apesar de mundo ideal de Pat só existir ele e Nikki), Pat precisa lidar com seus pais, seu irmão, seu terapeuta e também com Tiffany, irmã recém-viúva da esposa de um de seus melhores amigos, que decide começar a seguir Pat e não largar mais dele. Obviamente, Tiffany é vista por todos como mulher-problema, visto que diz o que quer, faz o quer e estar claramente passando por um difícil momento depois da morte de seu marido, Tommy.

Como dá para perceber, tanto Pat quanto Tifffany não estão em seu melhor momento mental. Ambos estão deprimidos e mentalmente não saudáveis. Acho incrível como o autor, Matthew Quick, consegue mostrar facilmente que Pat criou um mundo próprio na cabeça dele. E não importa o que as outras pessoas a seu redor falem, ele não acredita porque o mundo que criou é muito real. Apesar de totalmente desconexo. Ele não lembra de várias partes da sua vida pré-Lugar Ruim, e não consegue nem lembrar quantos anos ficou na instituição. Achei, inclusive, essa uma das partes mais sensacionais do livro e da criação dos personagens. Imagina você ter que conversar com uma pessoa sem mencionar tempo! É muito difícil! E é isso que a mãe de Pat, sempre tão protetora, sempre tão linda, sempre tão carinhosa e verdadeira (e tão mal explorada no filme) obriga todos a seu redor a fazer. Às vezes, isso acaba sendo prejudicial para o próprio Pat, mas conseguimos entender de onde está vindo esse desejo totalmente protetor da mãe: ela não quer que o filho sofra e ponto final. Ela trata Pat como uma criança porque, no momento, ele é uma criança. E isso fica bem claro no jeito de Pat se expressar, algo que me incomodou muito no começo do livro e que até achei que fosse um erro de tradução, uma tradução mal feita. Mas depois percebi que era intencional, pois era assim que Pat estava naquele momento: sendo uma criança, frágil como uma. Talvez por isso a pessoa com quem ele se sinta melhor (além de Tiffany) seja a filha bebê de seu amigo Ronnie, porque ele se identifica com ela e consegue entendê-la. E talvez ele sinta que ela também consegue entendê-lo porque, naquele momento, mais ninguém consegue.

“A vida não é um filme água com açúcar. A vida real, com frequência, acaba mal. A literatura tenta documentar essa realidade, enquanto nos mostra que é possível suportar isso com nobreza.” Trecho do livro O lado bom da vida. (super me identificando com o primeiro trecho dessa frase no dia de hoje)
“A vida não é um filme água com açúcar. A vida real, com frequência, acaba mal. A literatura tenta documentar essa realidade, enquanto nos mostra que é possível suportar isso com nobreza.” Trecho do livro O lado bom da vida. (super me identificando com o primeiro trecho dessa frase no dia de hoje)

Achei muito bonita e delicada como toda essa questão da doença mental é tratada por todos os personagens que permeiam o livro: dos que entendem e tentam ajudar aos que fingem que não existe e não conseguem lidar, como o pai de Pat, um sujeito totalmente fechado e avesso à “emocionalidades”. É incrível ver como uma pessoa é guiada na vida por coisas aparentemente sem valor, como um time (no caso, de futebol americano), e como o amor por um time pode modificar relações. Gostei muito dese aspecto do livro e me fez enxergar os fanáticos por futebol de uma maneira completamente diferente (mas continuo achando os que batem – e às vezes até matam! – nos outros por causa de um time totalmente babacas e idiotas).

Ver Pat enxergar essa realidade real, e não a realidade da cabeça dele, aos poucos e ver como ele lida com tudo é muito interessante. Nos faz perceber como lidamos com a nossa vida também. E, claro, a compreender um pouco mais aqueles que tem um pouco mais de dificuldade em viver a vida, que são mais sensíveis, que tem problemas, e a perceber que coisas como depressão, bipolaridade,anorexia, ansiedade exacerbada, e toda essas doenças da mente não são brincadeira. Até mesmo pra mim, que já enfrentei algumas dessas doenças (depressão e anorexia), foi importante, porque você acaba achando que esses problemas são só seus e os outros não sofrem tanto quanto você, e acaba desvalorizando os sentimentos de algumas pessoas, quando elas podem estar sofrendo tanto ou até mais que você. E desvalorizá-las com certeza não as ajuda. Talvez esse livro tenha me tocado tanto exatamente por isso, porque eu sei o que Pat sente. E a relação que se forma entre Pat e Tiffany também tem a ver com isso, porque um sabe o que o outro está sentindo – apesar de Tiffany entender Pat muito mais do que ele a entende, já que ele está naquele mundo obcecado do Pat onde só enxerga uma coisa: Nikki.

Fico com medo de dizer mais coisa e acabar dando spoiler dimais. Sei que é um livro antigo, que até já saiu filme (que, repito, não tem nada a ver com o livro!), mas sei que muitas pessoas podem ainda não ter lido, como eu, e não quero estragar mais nada para essas pessoas. Acabo, então, dizendo que é um puta livro, delicado e sincero, muito bem escrito e com personagens muito bem delineados, com função exata para cada um. E nenhum fio fica solto no final, o que também é um grande ponto. Só não espere um final cliché porque, afinal, não é um filme água com açúcar. 😉

A capa do livro aqui. Acho tão chato quando mudam a capa por causa do filme, fica tão sem graça.
A capa do livro aqui. Acho tão chato quando mudam a capa por causa do filme, fica tão sem graça.

Ah! Se vocês quiserem me ver falando sobre esse livro, fiz um vídeo sobre  a diferença entre o livro e o filme e coloquei lá no canal. Na época, eu ainda tinha o outro blog sobre o projeto 30 livros em um ano, então falo do blog lá, mas é só ignorar. hahahahahaha

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A (nem sempre) deliciosa vida de Nina – Episódio 3

Bom dia, amiguinhos, já estou aqui! *rola os olhos por ter feito tal referência*

Hoje, não vou ficar de delongas, vou direto pra mais um capítulo da vida de Nina. Não esqueçam de comentar sobre a história, sobre o que estão achando, se estão gostando de Nina etc e tal, ok?

Besos!


A volta dos que já tinham ido – e a ida de quem já devia ter ido faz tempo!

Vida,

Você lembra do Renato? Ele é um dos ex-namorados que falei da última vez que conversamos. Ah, claro que você lembra. Não tem como esquecer, não é mesmo? Pois bem, eu encontrei com ele e, adivinha!, agora somos roomates. Ele estava precisando de um lugar pra morar, eu tinha um quarto livre no meu apartamento e um leve (lê-se imenso) desespero em conseguir pagar minhas contas em dia (por falta de dinheiro), então eis que ele  foi minha solução.

Mas não pense, Vida, que por causa disso voltaremos a namorar ou que eu ao menos tentarei reconquistá-lo. Não vou mesmo. Hoje sei que não tínhamos nada a ver e foi realmente uma benção aquela cascavel que ele chamada de ex-namorada ter infernizado tanto a nossa vida, mesmo a distância, que a gente se separou. Aliás, lembra dela? Pois é, ela morreu. Não podia ter sido antes de eu e Renato namorarmos, ela continuar melhor amiga da mãe e falar comigo todo dia querendo saber dele? Mas enfim, ela morreu. Você imagina minha cara quando ele me contou isso?

Hm… Tell me about it.

Bem, que coisa, né? Bebeu tanto que morreu de cirrose aos 33 anos. Não que isso me surpreenda, de jeito nenhum, era de se esperar. Quando ele me contou, eu ri. Desculpa, mas eu ri. Eu, que nunca desejei a morte nem sequer de uma barata (ok, mau exemplo, de uma mosquinha), ri quando fiquei sabendo. Mas você sabe o infortúnio que ela era. Agora entendo ainda mais a lei de ação e reação. Você faz o mal para os outros, o mal um dia vai chegar até você. E, no caso dela, o mal chegou em forma de uma senhora de capa preta e foice nas mãos. Ou de uma interminável garrafa de cachaça.

Renato disse que não ligou muito para o fato, e eu acredito nele. Afinal, acho que ele deixou de ligar para aquela maluca quando os dois ainda estavam juntos. A mãe, porém, ficou triste.

Mas, como eu já disse, nem o fato da cascavel estar morta e nem o fato de morarmos juntos vai mudar o fato de que nosso tempo já passou (e eu nem quero que volte mesmo) e que, talvez, dê até pra nascer uma amizade daí. E vou poder mostrar pra falecida de que é possível ser uma ex-namorada suportável.

Da sua,

Nina.

Eu no momento, sem conseguir parar de sorrir. Sou má?

Unsaid Things/Coisas não ditas

Olá pessoas!

Desculpa pelo sumiço, mas semana passada foi bem complicada. Minha mãe foi internada e só saiu do hospital no sábado. Mas agora ela está bem! 🙂 Eba eba, palminhas pra minha mãe!

Coisas não ditas e eu no lançamento oficial, ano passado.
Coisas não ditas e eu no lançamento oficial, ano passado.

Bem, acho que talvez todos saibam (e se não souberem, será uma novidade!), mas escrevi um livro. Dois na verdade, mas o último foi Coisas não ditas, que foi lançado ano passado pela editora Benvirá. O Coisas não ditas, além de ser muito legal (hehe), ele vem com uma playlist. Logo no começo do livro, coloco uma lista de músicas para você escutar lendo o livro, uma música para cada capítulo. Isso porque foi a música que inspirou o capítulo e também a que dá o nome ao capítulo. A partir de hoje, vou colocar aqui (não em posts seguidos) as músicas do livro, a letra traduzida, e explicar um pouco o motivo dessa música especifica estar ali. Vou falar um pouquinho também do cantor ou banda que interpreta a música. Hoje começo com o título do livro, tirado da música Unsaid Things.

A música é do grupo inglês Mcfly, banda que amo e que, inclusive, escrevia várias fanfics (e que me deu várias amigas fofas). Coisas não ditas começou como uma fanfic (fan fiction) de Mcfly, foi repaginada (lê-se: trocaram-se os nomes e as referências à Inglaterra e à banda) e transformou-se em livro. Mas um bom conhecedor de Mcfly consegue reparar as características de cada integrante nos personagens do livro (inclusive, fãs de Mcfly que leram a história, palpitem qual integrante você acha que cada personagem é!).

Não consigo colocar uma foto do Mcfly sério, porque eles simplesmente não são!
Não consigo colocar uma foto do Mcfly sério, porque eles simplesmente não são!

Escolhi essa música por todo o teor do livro, mas só pelo título mesmo, porque o conteúdo dela não tem nada a ver com a história do livro! Olha a tradução!

Coisas não ditas

Essa garota que se mudou pra minha rua

Tinha as pernas mais bonitas que eu já tinha visto até então

Ela me escrevia cartas só pra dizer que me amava

Mas agora seu rosto é apenas uma lembrança

Agora que se passaram 7 anos

Eu cresci e ela se mudou

Mas por algum motivo não consigo esquecê-la

 

Ainda tenho tantas coisas não ditas que queria falar

E não posso esperar mais um dia

Queria que ela soubesse

Que continuo esperando, imaginando se ela se lembra de mim

Mas não tem como saber

 

Agora ela está grávida

Parece que ela está se afastando cada vez mais de mim

Ela vai se casar, estou sofrendo muito

Porque seu noivo é muito maior que eu

Porque ele malha muito

E não tem nada que ele não tenha

E agora estou perdendo a briga, e ela também

 

E eu quero que ela saiba

Antes que se case e tenha o bebê

Que preciso dela

Além disso, tenho algo pra vocês rirem um pouco. Na época do lançamento do livro, namorado e eu (e alguns amigos) fizemos um vídeo com essa música pra convidar todos a comparecerem. É bem ridículo, e por isso é bom. Rs. Podem rir das nossas caras com vontade!

É isso. Espero que tenham gostado de saber de onde veio o nome do livro. E espero vocês em outro post!

Beijos!

Somente o Mcfly (há muitos anos) com Roger Daltrey do The Who.
Somente o Mcfly (há muitos anos) com Roger Daltrey do The Who.

 

Não esqueçam de comentar no coraçãozinho ali em cima! Deixem uma pessoa mais feliz! 🙂