Bita e os animais

Vamos esquecer todo esse clima tenso que tomou conta do país, pelo menos por uns minutinhos? Vamos! E não tem nada melhor do que um programinha fofo pra se distrair, não é mesmo? Pois bem, por isso vou mostrar pra vocês um programa infantil que nem só criança vai gostar – prova disso é que estou viciada nele e fico cantando as musiquinhas sem parar por aí. E pra vocês comprovarem como é legal e não desistirem de ler o post só porque fala sobre um desenho infantil, vou deixar logo um videozinho pra que vocês se encantem – e também saiam cantarolando a musiquinha por aí!

Bita e os animais faz parte de um mundo maior, chamado O mundo de Bita. Quem é Bita? É esse senhor de bigode laranja aí. Dentro do mundo dele, temos também Bita e o nosso dia e Bita e as brincadeiras, mas como até hoje só vi Bita e os animais (que foi a primeira temporada no programa, que nasceu em 2013), falarei somente sobre esse mundo específico, ok?

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Todo esse mundo de Bita foi criado por uma produtora brasileira, a Mr. Plot, que fica lá em Recife (PE). Vocês não tem ideia do quanto fiquei feliz ao descobrir que esse desenho, de tanta qualidade e tão bem feito, é de criação brasileira. É pra jogar na cara das pessoas que ficam falando que a gente não sabe fazer nada bem (o que eu discordo totalmente). O programa é educativo, claro, feito para crianças pequenas,  no intuito de que as crianças se tornem crianças de bem, portanto as informações que elas acessam precisam ser muito construtivas e responsáveis. E muito divertidas também! E Bita é tudo isso. E, como eu disse antes, não é só porque foi feito para crianças que pessoas mais velhas não vão gostar, porque o programa é tão lindinho e as músicas são tão bem feitas que você acaba se apaixonando. E, claro, super indico a todos que tem filhos, porque, como dito acima, é um programa construtivo que não passa nada de ruim, só coisa linda e fofa!

Cada videozinho que coloquei aqui é um programa, ou seja, são programas curtos e rápidos, que não deixam a criança presa à televisão o dia inteiro. E as musiquinhas são fáceis de aprender e muito, muito bem feitas! Fiquei impressionada com a qualidade musical do programa e, antes de saber que era brasileiro, ou seja, são todas músicas originais mesmo, eu ficava pensando “cara, essa galera da dublagem fez um trabalho muito bom na tradução das músicas”. Hahahahahahahahaha Bita (olha a intimidade!) é super leve, com um astral lá pra cima que te deixa sorrindo e dançando a cada música. Eu abro um sorriso cada vez que vejo um programinha desses. E acho mesmo um programa super saudável pras crianças, e ainda ensina sobre os animaizinhos, além de ter um viés lúdico, principalmente nesse vídeo abaixo, sobre os animais que não existem. Ativa a imaginação, sabe?

Enfim, estou apaixonada pelo mundo mágico de Bita e acho que todo mundo que tem filhos deveria mostrar pras suas crianças. E todo adulto deveria assistir pra voltar um pouco àquele mundo que, muitas vezes, a gente tem dificuldade de acessar, o mundo da imaginação, ainda mais nesse mundo maluco que estamos vivendo hoje. É uma deliciosa válvula de escape!

Fonte para o post: Entrevista com um dos criadores do programa, feito pelo site Corujices.

Site do Mundo Bita

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Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

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Obsessões

Queridos e queridas, não sei vocês, mas eu, volta e meio, fico obcecada com algumas coisas e só consigo ouvir/falar/pensar nessas coisas. Pois bem, hoje vou mostrar a vocês algumas das coisas que ando totalmente viciada nos últimos tempos. Me digam se vocês também gostam delas!

  1. Ed Sheeran

O garoto é inglês e é ruivo. Pronto, só por isso já é razão suficiente pra eu ter uma obsessão louca por ele – o que eu nem deveria ter porque ele é um pirralho de 24 anos. Mas, além disso, ele ainda faz músicas incríveis, não importa se são lentas ou mais agitadas, todas elas são sensacionais. E sim, eu só descobri ele agora porque antes eu não estava no clima de conhecer algo novo (isso acontece bastante quando ficamos velhos). Mas ainda bem que eu dei chance pra esse garoto fofo que canta para gatos e dança em seus clipes. Os clipes dele, aliás, são outras coisas fantásticas, porque todos eles são muito pensados e diferentes. A coreografia de Thinking out loud é linda demais e o clipe de Lego house, com Rupert Grint, preciso nem falar nada, né? Ed + Rupy = muito amor! Mas não é nenhum desses dois clipes que deixo aqui pra quem ainda não conhece Ed (existe alguém assim?), e sim o da música Don’t, uma das minhas preferidas do álbum X (que eu não consigo parar de ouvir) e que tem um clipe com um casal de dançarinos que, meu deus, me deixou boquiaberta!

 

2. O guia do mochileiro das galáxias

Pois é, parece que minhas obsessões andam um pouco desatualizadas, né? Afinal, esse é um livro (ou melhor, uma série de livros) de 1979 (quando o primeiro livro foi lançado) que tem uma legião imensa de fãs e tem até dia oficial para se comemorar sua existência (Towel Day, comemorado no dia 25 de maio). Porém, só fui ler o livro esse ano, e isso porque marido tinha ele no armário e não era um livro assim muito grande – e estou precisando de livros curtos pra conseguir terminar meu projeto de 30 livros em 1 ano. Se eu não tivesse casado com Raphael, um nerd com orgulho (e eu também tenho orgulho disso), acho que nunca teria lido esse livro. E eu não saberia, mas teria perdido uma das coisas mais fodas da vida! Vou falar mais sobre o livro por aqui, exatamente no projeto de 30 livros em 1 ano, mas posso dizer que viciei no tipo de humor de Douglas Adams (o autor do livro, que é inglês, e não tem como não amar o humor inglês) e quero devorar todos s livros da série, porque são sensacionais! Tô tão apaixonada que tô buscando várias informações sobre o livro, sobre o autor, sobre tudo, pra conhecer mais e mais sobre essa série fabulosa! Amei!

O-Guia-do-Mochileiro-das-Galáxias-Série

3. Meu celular novo

Ai gente, que coisa mais fútil, né? Mas é que depois de aturar um celular com a tela toda quebrada e que trava a cada coisa que você vai tentar fazer (até uma simples ligação) por quase um ano, não tinha como eu não ficar feliz com um celular novo. Ainda mais porque eu ganhei ele de mãe e pai, nem precisei gastar dinheiro (até porque não o tenho). E ele é a coisa mais linda do mundo pelo simples motivo de que ele funciona! E não trava! E é rápido! Mas o que mais gostei mesmo foi da resolução das fotos. A qualidade é ótima e eu, como fotógrafa frustrada, tô muito feliz em poder tirar fotos que não ficam embaçadas (porque, além de tudo, tinha entrado água no meu outro celular, e acabou embaçando a lente). Esse novo celular é da marca chinesa Mi, que é pouquíssima conhecida aqui no Brasil, está há pouco no mercado, e por isso mesmo acaba sendo mais barato para comprar. Mas a qualidade é tão boa quanto as outras marcas, até porque todos os aparelhos dessas outras marcas são feitos também na China, com tecnologia chinesa, então na verdade é a mesma coisa, porém como é uma marca menos conhecida, o preço é menor. Perfeito, né?

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Redmi2, da marca chinesa Mi.

 

4. David Tennant e Louis Garrel no Brasil

Ha pouco tempo, descobri que esses dois atores que eu sou completamente apaixonada vem pro Brasil e eu estou totalmente obcecada em achar um jeito de vê-los por aqui! Pra quem não sabe quem são, David Tennant é somente o melhor Doctor que a série Doctor Who já viu, e Louis Garrel é um ator francês que, além de ótimo ator, é lindo e sensual demais!

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Louis Garrel (esq.) e David Tennant (dir.) como o vilão da série.

Louis virá ao Brasil para divulgar seu primeiro filme como diretor, Dois amigos, e irá primeiro à São Paulo e depois virá ao Rio para a pré-estreia do filme que, se tudo der certo, estarei presente. Já David virá a Comic Con Experience divulgar a série Jessica Jones, onde interpreta o Homem-Púrpura (ou Mr. Purple). Só que a Comic Con será em São Paulo (como todas as coisas realmente legais), e eu moro no Rio! Então estou desesperada tentando descobrir um jeito de vê-lo, de ir até lá, qualquer coisa! O que eu já sei com antecedência que vai ser bem difícil. Bem que o David podia vir ao Rio depois, né? Para a alegria de todos os fãs cariocas de Doctor Who!

E vocês? Qual as obsessões de vocês no momento? Me contem nos comentários! E me digam também se, assim como eu, você ficou nervoso por essa lista ter só 4 itens, e não 5! hahahahaha

Muah!

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Gênios da música

Tem dois caras que eu adoro. Amo de paixão! São dois músicos que sinto que derramam a alma em suas composições e que nos fazem sentir como nenhum outro músico consegue. Claro que isso vai de pessoa pra pessoa e tem gente que sentir a mesma coisa com outros cantores, mas, no meu caso, sinto isso, essa sensação de extrapolamento de alma e identificação total com a música com Paulinho Moska e Zeca Baleiro. Gosto de pessoas que me fazem sentir intensamente, esses dois fazem isso.

Moska (à esq.) e Zeca (dir.).

Moska (à esq.) e Zeca (dir.).

Minha admiração por ambos começou na adolescência, quando conheci o trabalho dos dois. Minha paixão veio maior e mais arrebatadora por Zeca, e era tanta que eu dizia que queria casar com ele, mesmo sendo 19 anos mais nova e, bem, ele sendo ele e eu sendo eu (ou seja, ele sendo um cantor famoso e eu uma estudante adolescente). Imagina então o que senti quando fui num show super intimista dele e, no final, falei com ele! Ai, meu coração de menina!

Zeca tinha – e ainda tem – um jeito de fazer música que eu achava – e ainda acho – fantástico. Por ser do Maranhão, sempre teve contato com os ritmos tradicionais brasileiros, muito ouvidos no nordeste, como baião, frevo, forró, e o samba. Sua música é uma junção disso tudo, e ainda inserindo um pouco de rock pra melhorar ainda mais. Sempre achei muito diferente tudo que ele fazia, exatamente por essa mistura de ritmos brasileiros, usando também elementos de músicas lá de fora. Era algo que eu nunca tinha ouvido antes, não em pessoas da minha geração (a Tropicália fez uma mistureba só, mas eles tinham vindo antes de mim, não estavam ativos na minha época de adolescente, que é quando começamos a descobrir o que realmente gostamos). E aquilo me pegou de jeito. A música de Zeca me pegou de jeito. E me pegou mais ainda quando comecei a ir nos shows que ele fazia por aqui – e, graças a Deus, ele fazia bastante show por aqui na época. Eu ia sozinha, ia com amigas (na verdade, ia sempre com a mesma amiga, a Camila), não importava, eu só queria estar lá e sentir a emoção e a experiência de se ver Zeca ao vivo – que era totalmente diferente de ouvir os CDs, que viviam espalhados pelo chão do meu quarto (e uma das músicas que mais gostava de ver ao vivo era Heavy metal do senhor, do seu primeiro cd).

Zeca Baleiro me transformou como pessoa. Ele me mostrou que era possível inovar e fazer coisas loucas e diferentes, que não era preciso seguir um padrão e uma fórmula, como estava bem comum na época com as boybands e cantoras como Britney Spears e Christina Aguilera (que eu também adorava). Zeca me mostrou ritmos e letras e que a simplicidade também pode ser genial. E até hoje acredito não existir ninguém como Zeca por aí, apesar de não ouvir mais sua música como ouvia antigamente. Quer dizer, até semana passada, que deu um surto de vontade de ouvir Zeca e agora tô ouvindo quase todo dia de novo.

Uma das minhas músicas preferidas e uma fofa, depois de uma mais “heavy metal” (trocadilho!):

Paulinho Moska e eu num show que fui dele em Niterói, há muito tempo, vide minhas bochechas redondas. Preciso de uma foto com ele mais recente!

Paulinho Moska e eu num show que fui dele em Niterói, há muito tempo, vide minhas bochechas redondas. Preciso de uma foto com ele mais recente!

Já Moska, ah, o Moska… Meu amor por ele começou mais tarde, mas nunca, NUNCA, parou de crescer. Moska é aquele cantor que só de pensar meu coração derrete, e eu não ligo de estar sendo totalmente brega ao escrever isso. Mas Moska é o mais genial de todos. Sem comparação. É maravilhoso, fantástico, sensacional. Moska é tudo isso porque é completo. Ele é cantor, compositor, fotógrafo, artista, simpático (Zeca também é), e ainda tem um amor imenso pela Argentina como eu tenho! hahahaha

O show do Moska é um espetáculo a parte. Todos os que já fui (tive a sorte imensa de conseguir assistir mais de um show dele, e ainda vi um aqui do lado da minha casa, super intimista, super maravilhoso) tem algo especial, ele pensa em tudo. O último que fui, ele conseguia ligar de forma perfeita a música que estava cantando com a imagem, foto tirada por ele, que passava no telão que ficava atrás dele. Sensacional! Genial!

Eu não tenho palavras pra explicar o que Moska é pra mim. Ele é muso, é modelo, é um poço de sensibilidade, suas letras batem tão fundo na alma que só de procurar vídeos dele pra colocar nesse post eu já tô chorando loucamente porque é tudo tão maravilhoso, o que deixa muito difícil a tarefa de escolher uma música pra colocar aqui, porque parece que ao colocar uma, estou deixando de fora tantas tão maravilhosas… Enquanto no Zeca o que me fascina é o ritmo, em Moska são as letras. As letras são lindas, sensíveis, são poesias em forma de música que exprimem tudo, TUDO  que eu penso. Olha A seta e o alvo, gente, A seta e o alvo é objetivo de vida, é poesia, é respiração, é inspiração mais profunda, é tudo, tudo, tudo! E Lágrimas de diamante? E a versão dele de A idade do céu (ok que é uma tradução quase literal da música do Kevin Johansen, aliás, as parceiras dele também são divinas!)? É tudo tão, tão, tão profundo, intenso, tão… ah! Desculpa pela explosão de sentimento, mas é que estou ouvindo Paulinho nesse exato momento e é isso que ele me faz, sentir, ao máximo, ao extremo. E isso é maravilhoso. A arte não foi feita pra te mover?

É isso. Coloquei minha alma aqui nesse pedaço de tela. Espero que tenha dado pra entender o quanto esses dois homens são importantes na minha vida. O quanto eles são maravilhosos. E espero que tenha conseguido ter dado um pingo que seja de vontade em você pra ouvi-los. Por favor, ouça-os. Sua vida vai mudar.

Ah! E olha a preciosidade que achei aqui! Meus dois divos juntos!

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Pra saber um pouco mais sobre meu gosto musical, fiz uma tag exatamente com esse nome no meu canal! E aproveita pra se inscrever no meu canal e assistir vários vídeos diferentes e engraçados!

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A força de uma música

Não sei quem por aí tá vendo Sense8, ótima nova série origina do Netflix, mas tem uma cena especial que a música What’s Up, da extinta banda 4 Non Blonds tem toda uma imensa relevância (sem mais pra não dar spoilers). Essa cena em particular não seria a mesma e não seria tão forte sem essa música, assim como a minha adolescência não seria a mesma sem essa música.

O lançamento de What’s up foi em 1993 (mais especificamente no dia 23 de junho de 1993), o que significa que eu só tinha 8 aninhos. Mas, naquela época, os produtos lá de fora demoram mais tempo pra chegar por aqui, e elas acabavam durando um pouco mais também, pela falta de diversidade. Mas essa música em especial virou meio que um clássico, todo mundo conhecia, e eu lembro de o clipe ainda passar na MTV (quando ela era boa) quando eu comecei a assistir o canal, lá com meus 12 anos (ou seja, em 1997). Não sei exatamente quando essa música grudou em mim – com certeza não foi quando eu tinha 12 anos, porque eu ainda não tinha crises existenciais com essa idade -, mas no momento em que grudou, não foi embora nunca mais.

Eu sempre fui uma adolescente meio revoltada. Quem me conhecesse na época nunca ia imaginar isso, porque eu era aquela menina tímida que não abria a boca e nunca era reparada em lugar nenhum. Mas na minha cabeça havia milhares de questões e eu me perguntava por que as coisas no mundo são como são – algo que me pergunto até hoje, na verdade. Me revoltava com injustiças, me revoltava por pessoas consideradas bonitas pela sociedade terem muito mais facilidade no mundo (eu via as menininhas bonitas conseguirem tudo – o que significa todos os garotos que ela queriam – e eu não conseguia nada), me revoltada contra as regras da sociedade e não entendia porque as coisas tinham que ser daquele jeito quando claramente aquele jeito estava errado. Ou seja, eu era uma revolucionária dentro da minha cabeça, só não agia como tal. Por isso essa música me tocou tão forte, porque cada palavra dela fazia um sentido imenso pra mim. E eu a ouvia trancada no meu quarto e gritava junto com a música, sentindo todo sentimento que ela passa fluir no meu corpo. Era bem catártico.

"E eu tento, oh meu deus, eu tento, eu tento o tempo todo nessa instituição. E eu rezo, oh meu deus, eu rezo, eu rezo todo dia por uma revolução!"

“E eu tento, oh meu deus, eu tento, eu tento o tempo todo nessa instituição. E eu rezo, oh meu deus, eu rezo, eu rezo todo dia por uma revolução!”

E ainda hoje essa música tem esse poder em mim, de invocar todas as sensações que eu tinha quando eu era adolescente, e a eu-revolucionária, que, na verdade, nunca saiu de dentro de mim, vem a tona novamente. Porque a música tem isso, ela mexe com seus sentimentos, com suas sensações, e é por isso que música é tão sensacional. Por isso que eu acredito que música tem sim o poder de mudar pensamentos e fazer as pessoas pensarem. O movimento hippie tá aí pra provar isso, né? Quer música que mais mexeu com as pessoas e fez pessoas modificarem seus pensamentos quanto as da geração flower-power? Tem o punk também como exemplo. Porque, na verdade, uma coisa leva à outra. São pessoas que pensam certo tipo de coisa que escrevem músicas de um certo jeito, e atingem pessoas com o mesmo tipo de pensamento, ou influenciam outras pessoas que talvez nunca tinham pensado assim antes, mas que enxergaram as coisas de outro jeito por causa da música, e aí agem de acordo com o novo pensamento, e por aí vai. E assim se cria um movimento. Aqui no Brasil temos a Tropicália como exemplo, né? E eu fico tão emocionada quando falo sobre isso porque acho que a cultura como um todo tem uma potência tão grande para modificar ações e pensamentos e vidas. É só ser bem utilizada. Cultura como forma de educação. Mas isso é outra história e eu tô fugindo do assunto.

"A música me mantém viva" (imagem retirada de http://m-u-s-i-c-a-s.tumblr.com/)

“A música me mantém viva” (imagem retirada de http://m-u-s-i-c-a-s.tumblr.com/)

O que eu quero dizer é que música pode modificar tudo. Uma música pode mudar seu humor em segundos. Uma música pode te fazer lembrar de momentos maravilhosos, te dar força, te relembrar quem você é de verdade. E foi isso que essa música fez pra mim. E eu agradeço cinquenta milhões de vezes à Linda Perry, autora de What’s up, por ter escrito essa música tão maravilhosa que me energiza de um jeito que talvez nenhuma outra consiga fazer. E obrigada aos irmãos Wachowski por inserirem essa música numa série igualmente maravilhosa e me darem um pouco mais de força pra enfrentar esse mundo maluco.

E viva a música!

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Projeto 5 em 52 – 4a Semana

Lá vamos nós de novo para mais uma semana do projeto 5 em 52. Não é que tô conseguindo manter firme e forte?

O tema dessa semana é Citações Preferidas e até agora foi o mais difícil pra mim (não que tenham sido muitos temas até agora). Eu nunca entendi como algumas pessoas conseguiam recitar poesias de cabeça ou guardar trechos inteiros de livros porque eu nunca consegui. O que significa que eu não tenho citações preferidas porque eu não tenho memória!

Então, decidi fazer o tema dessa semana com citações de músicas. Essas sim eu consigo decorar sem problema. 🙂 As listarei aqui, mas sem ordem de preferência específica, ok?

1. “Toda bossa é nova e você não liga se é usada.”

Acho esse verso da música Todo carnaval tem seu fim, dos Los Hermanos, simplesmente incrível! Na verdade, essa música tem vários versos incríveis (como “Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado”), mas acho esse o melhor de todos. Por que? Simplesmente porque é!

2. “The opposite of war isn’t peace, it’s creation!”

Outra música que é toda fantástica, cada verso. Mas essa frase… Ah, essa frase… Eu queria colocá-la pintada na minha parede porque é a ideia pela qual vivo! Ela é da música La vie bohéme, do musical Rent, que é meu musical favorito de todos os tempos (algum dia escrevo sobre ele aqui). E eu acho que se as artes, a cultura fossem mais valorizadas no mundo (e, principalmente, no Brasil) teríamos bem menos guerras e pessoas melhores desenvolvidas. Mas acho que isso é uma utopia e só verei a cultura ganhando valor daqui a muitos e muitos séculos… Infelizmente.

(me desculpem, mas só achei La vie bohéme com legenda em espanhol. E vocês poderão ver a maravilhosa Idina Menzel, muuuuuito antes de ela explodir por causa de Let it go, de Frozen. Ela é uma das atrizes que estava no elenco da primeira versão de Rent, na Broadway. Diva!)

3. “Os dias que me vejo só são os dias que me encontro mais.”

Mais uma dos Los Hermanos porque, bem, Los Hermanos são os Los Hermanos, somente a melhor banda do Brasil (ok, agora que também existe Móveis Coloniais de Acaju fico na dúvida). E as músicas deles são todas poesia pura, então não tinha como eu não escolher mais de uma para colocar aqui. E essa frase foi escolhida simplesmente porque ela me define. Eu não sou uma pessoa muito sociável. Eu até gosto de ficar entre pessoas, mas tudo tem seu limite. E eu preciso dos meus momentos sozinha. Não sei se isso é porque sou filha única e me acostumei a ficar sozinha, brincar sozinha (quando era criança), fazer coisas sozinha, não depender de ninguém. E quando dependo de alguém, meu Deus, como me agonia! Sem contar que quando estamos cheios de gente em volta fica impossível pensar, racionar, analisar, imaginar… Por isso os dias que me vejo só são dias que me encontro mais, porque é quando dá pra parar e pensar, e fazer e sentir e ser do jeito que eu sou, e não do que os outros querem.

Ah! A frase é da musica Condicional.

4. “Are we all lost stars trying to light up the dark?”

Essa é novíssima, da música Lost stars, do filme Begin Again (que eu escreverei sobre por aqui em breve), e inclusive foi indicada ao Oscar de Melhor Música esse ano, sendo interpretada no palco por nada mais, nada menos que o gatérrimo Adam Levine (que também atua no filme). Mais uma música que parecer exprimir o que sinto na vida. Sem mais comentários.

(cena do filme Begin Again)

5. “Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido —
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver …

Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro —
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.”

Só pra não dizer que não escolhi nenhuma citação sem ser música. Esse trecho é do poema Na noite terrível, de Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa, amorzinho maior) e é simplesmente perfeito.

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