Filmes franceses: uma obsessão

I have a thing for french movies. Na verdade, não é só a thing, eu sou totalmente apaixonada por filmes franceses. Não me pergunte nome de diretores, atores, isso eu não sei (só de alguns poucos). Mas acontece algo comigo quando vejo um filme francês que não sei explicar – e olha que eu nem sou fã da França, é um país que nunca tive vontade de visitar (a não ser pelos cafés). É tiro e queda e não tenho dúvida: coloco na sessão de filmes estrangeiros no Netflix (geralmente é onde busco os filmes pra assistir) e eu sempre acabo escolhendo um filme francês, mesmo sem saber que é francês – foi o que aconteceu hoje. Tem alguma coisa no jeito de contar uma história, e até no tipo de história que é contada, que me chama, que grita meu nome, e quando percebo, já tô com mais um francês na tela. Então, nada mais adequado do que indicar 5 filmes (e mais 1 extra) para assistir no Netflix. Não são meus filmes franceses favoritos de todos os tempos (esses eu deixarei para outro dia), mas são filmes que assisti recentemente (e outros há um tempinho já) e que gostei muito. Espero que vocês se interessem e gostem também.

1. Os nomes do amor

Esse foi o filme que assisti hoje e que eu não tinha ideia de que era francês quando li a sinopse no Netflix. Aliás, a sinopse lá tá bem tosca e não representa o filme em nada! Na verdade, Le nom des gens (no original) conta a história de um homem (Arthur Martin), o mais francês dos franceses, que conhece uma mulher (Bahia  Benmahmoud), que tem descendência argelina (pois é, esse Bahia do nome dela não tem nada a ver com o Brasil) e é radicalmente contra tudo que vem da direita política, tão contra que dorme com homens de direita com o intuito de transformá-los em esquerdistas. Sensacional, né? Quem é a pessoa que tem a ideia de fazer um filme com uma personagem assim? Achei fantástico! Arthur, apesar de não ser de direita, é o oposto de Bahia, que é super extrovertida e nada conservadora. Lembrei muito da briga PT x PSDB que tá enchendo o saco acontecendo aqui no Brasil e em como ficar com essa briga interminável é uma tremenda besteira. Perfeito para se assistir nos dias atuais.

Sara Forestier como Bahia (achei ela linda!) e Jacques Gamblin como Athur, em cena do filme.

Sara Forestier como Bahia (achei ela linda!) e Jacques Gamblin como Athur, em cena do filme.

2. Les Adoptés

Cena do filme Les Adoptés.

Mélanie Laurent e Marie Denarnaud, as irmãs de Les Adoptés.

Esse filme é pra ser visto com uma caixa imensa de lenço de papel do lado. Dirigido (e roteirizado e atuado) pela belíssima Mélanie Laurent (as francesas são lindas! os homens, charmosos), foca na história de duas irmãs, Marine e Lisa que, apesar de irmãs adotivas (Marine foi adotada pela família de Lisa quando criança), são como uma pessoa só. Vivem juntas, se ajudam (Lisa é mãe solteira de um filho pequeno que Marine ajuda a criar) e se falam todos os dias, mesmo tendo personalidades completamente diferentes (mas nada de irmã boa e irmã má, como Ruth e Raquel). Porém, Marine se apaixona por Alex, modificando a dinâmica entre as duas. E depois algo mais acontece (claaaaaaro que não vou contar o que) pra modificar ainda mais. É um filme sensível, diferente, bonito, delicado, simples, leve, e muito, muito triste. E um dos melhores, se não o melhor, dos que já vi no Netflix.

3. Até a eternidade

Personagens verdadeiros e reconhecíveis (e totalmente críveis), é o que você vai encontrar em Le petit mouchoirs (no original). E olha, são muuuuuuuuitos personagens, todos amigos de muitos anos que costumam fazer uma viagem anual para uma cidade de praia, para a casa de um deles. Porém, nesse ano, um deles sofreu um acidente e está internado em estado grave em um hospital em Paris, e sua ausência altera a dinâmica e a relação entre os amigos restantes.

Os personagens amigos de Até a eternidade.

Os personagens amigos de Até a eternidade.

O filme é longo, mas é muito bom e vale a pena ver todas as suas duas horas e trinta minutos. A forma como cada relação é retratada e vai sendo dissecada ao longo do filme é emocionante, e te faz pensar muito em tudo que não está sendo dito entre seu grupo de amigos. E pra completar, tem a Marion Cotillard, que é uma puta atriz!

4. Piaf

Marion Cotillard, irreconhecível como Édith Piaf.

Marion Cotillard, irreconhecível como Édith Piaf.

Falando em Marion Cotillard, lá vem o filme que fez a atriz ganhar o Oscar de melhor atriz em 2008, e olha que atriz não-americana ganhar Oscar é algo muito raro de acontecer. Francesa então! É porque ela arrasou muito, muito mesmo! Marion ficou incrivelmente, assustadoramente, parecida com a famosa e sofrida cantora francesa (louros para a equipe de maquiagem) e arrasou na performance. É um filme imperdível, tanto para se conhecer a vida de Édith Piaf (conhecida, principalmente, pelas músicas La vie en rose e Non, je ne regrette rien), que era fenomenal, quanto para ver a tremenda atuação de Marion, e também porque o filme é fantástico e ponto final.

5. Qual é o nome do bebê?

A premissa de Le prénom (no original) é uma das mais diferentes que já vi: o caos se instala numa família quando o nome do primeiro filho de um deles é revelado. Sério, alguém já viu um filme com uma ideia inicial tão diferente? Claro que tudo vai além de somente o nome da criança. Claro que existe um motivo real para acontecer uma confusão tão grande somente por causa do nome de uma criança, e logo no início se entende o motivo. Mas como qualquer reunião em família, esse fato é só o estopim inicial para uma jogação sem fim de merda no ventilador. É hilário, é metafórico, é super francês. E super bom.

Cartaz do filme.

Cartaz do filme.

Filme Extra

Eu não podia falar de filme francês, sem falar de:

O Fabuloso Destino de Amélia Poulain!

O Fabuloso Destino de Amélíe Poulaín!

Um dos filmes mais citados, mais referenciados, mais amado por culturetes e não culturetes do mundo inteiro – bem, pelo menos do Brasil. E com razão, porque ele é incrível. É um filme que mostrou uma história e um estilo de filmagem diferente do que existia no momento (o antigo ano de 2002) e impulsionou o cinema francês pelo mundo afora. Admito que não gostei da primeira vez que vi, mas eu era uma pessoa que não entendia de cinema e muito do contra, ou seja, não gostava do que todo mundo gostava e gostava do que ninguém gostava – ou pelo menos falava isso. Mas quando revi o filme, percebi, enfim, o motivo de ser tão adorado: é porque é muito bom. As cores, a delicadeza, a narrativa, as atuações, é tudo na medida certa e sensacional. Não podia de jeito nenhum ficar de fora dessa lista deliciosa! E tá lá, no Netflix, prontinho pra ser visto!

"São tempos difíceis para os sonhadores."

“São tempos difíceis para os sonhadores.”

E vocês? Costumam ver filmes franceses? Se sim, quais seus filmes favoritos? Se não, gostam de filmes de qual país? Contem-me! E até o próximo post!

Muah! (isso foi um beijo)

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