Fry’s – Hamburgueria

Olá pessoas!

Hoje é sábado, ou seja, dia de sair, ou seja, dia de comer! (o que? sair não é sinônimo de comer?) Por isso, darei uma dica de uma hamburgueria diliça pra vocês. 🙂

frys

Única foto que consegui achar da parte externa da hamburgueria, tirada do próprio site deles.

A Fry’s fica em Botafogo, pertinho dos cinemas do Estação, então é pedida certa prum combo cinema + hambúrguer. Além dos sanduíches serem gostosos, o mais legal é que você pode adicionar o que você quiser a eles: e de graça! Ok, ok, não são todos os ingredientes adicionados que você não paga nada além, mas se até cheddar é possível colocar no seu sanduíche por zero reais, tá bom demais! Eles tem uma bancadinha super bonitinha com queijo cheddar derretido, molho barbecue, mostarda e ketchup, além de cebola e alho em pó e um tempero próprio deles, que você pode colocar no seu sanduíche, a quantidade que quiser! Eu enchi o meu de cheddar porque, apesar da carne e dos cogumelos que vinham nele estarem super gostosos, eu quase não conseguia sentir o gosto do queijo (ementhal, no caso), e como sanduíche sem queijo não é sanduíche pra mim, taquei cheddar nele! Pra quem gosta de sanduíches com mais coisas natureba, também tem uma bancada, que mais parece uma barraquinha de feira gourmet, com complementos como alface, cebola picada, pimentão, tomate e coisas do tipo pra adicionar ao seu sanduíche pela mísera quantia de zero reais. Show, né?

collage

Temperos, molhos, queijo e salada!

Mas já digo: não é barato. Mas hamburguerias não são baratas, não é mesmo, visto que os hamburgueres são muito melhor feitos do que num fast-food comum da vida. Então, sim, será mais caro. Eu gostaria que fosse mais barato? Gostaria, mas é a vida… E a Fry’s não sai muito da média não. Não lembro exatamente quanto pagamos em cada sanduíche, mas acho que eu e marido juntos gastamos uns oitenta reais, e foram dois sanduíches, uma batata frita, uma coca-cola e um milkshake de chocolate, que era quase o mesmo valor que o sanduíche (também, era feito com sorvete da Diletto!). Pedi um Shitake Gourmet que, como eu disse, tava delicioso, mas eu ficaria mais contente se fosse com cheddar, e não com o ementhal. Raphael pediu um Chilli Burguer, que ele adorou, mas eu não gostei muito, mas eu não sou muito fã de chilli. Pedimos também as batata-fritas onduladas (tinha um nome específico, mas esqueci. hehe), pra provarmos, e estava uma maravilha – e olha que nem sou muito fã de fritas.  E o milkshake do Raphael me deixou completamente sem palavras de tão bom! A qualidade do produto usado faz toda a diferença mesmo!

IMG_20160102_165012

Nham nham!

IMG_20160102_165019

Batatinhas onduladas fofas – e deliciosas!

A decoração do lugar dá um charme a parte também. Parece um pouco aquelas lanchonetes americanas, só que com um clima um pouco mais obscuro, porque as luzes são um pouco baixas. Mas nada que incomode, pelo menos não na hora em que fui, quando ainda estava claro lá fora. Mas adorei a parede de tijolos e o chão quadriculado. Amo quando os restaurantes pensam nesse tipo de coisa também, na decoração e na ambientação do lugar, porque faz toda a diferença! Lugares bonitinhos fazem a gente querer ficar por mais tempo! Gostei bastante. E com certeza vou querer voltar pra provar outras gordices.

collage2

A bancada onde fazemos o pedido e o restaurante visto de cima (do segundo andar).

Endereço: R. Voluntários da Pátria, 53, loja C – Botafogo.

Cartões: Todos.

Funcionamento: Domingo à 5a – 11:30 às 23:30/ 6a e sábado – 11:30 à 01h.

IMG_20160102_170824

Bem isso mesmo.

_________♥_____________♡________

Segue eu!

Facebook * Twitter * Instagram * YouTube

Snapchat: liviabrazil

Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

para o blog

Poesia em forma de pessoa – Feira do Lavradio, parte 2

Das coisas mais gostosas da vida é conhecer pessoas do bem, pra cima, generosas e simpáticas. E foi isso que aconteceu sábado passado, em mais uma ida à Feira do Lavradio. Eu já tinha prestado atenção na barraca do Marcelo na primeira vez que fui na feira esse mês, dia 05. Mostrei pra minha mãe e ela também ficou encantada. Mas acabamos não parando, devido a diversos fatores. Nesse sábado, porém, em que fui na feira para ir em barracas específicas e foi muito mais rápido, passei na frente de novo, lembrei da beleza que é o trabalho do Marcelo e resolvi parar. Ainda bem.

IMG_20151219_122654

A barraquinha de Marcelo, com suas obras surpreendentes.

Marcelo é uma pessoa fantástica. No pouco tempo em que conversei com ele, senti uma energia tão boa que me deu vontade de não parar a conversa. Mas estava muito calor, até para mim que, geralmente, não sinto muito calor, e eu tinha hora, então tive que ir. Mas vou te falar, foram minutos que vão se estender pela minha vida toda, provavelmente, porque ele deixou uma vibe tão gostosa no ar que não tem como esquecer. Marcelo é simpático, tem um pensamento e ideias sobre a vida que se todo mundo pensasse igual, o mundo seria bem melhor. Sabe positivo? Então, isso. Pelo pouco que conversamos, entendi que ele veio de uma ilha pequena, é artista de rua, tinha uma mãe que amava muito e que já faleceu, e mesmo diante das dificuldades tenta levar a vida numa boa. Porque é sabido as dificuldades de artistas de rua, é difícil ser artista no Brasil, não importa onde. E olha, a obra dele é boa, viu? É tudo lindo. São aquarelas e blusas pintadas com misturas de cores lindas e imagens de mulheres de arrepiar. Tem que ser muito sensível pra pintar assim, vou dizer. E ter um olhar… Fico muito feliz em dizer que sou a orgulhosa dona de uma dessas blusas aí da foto e não liguei de dar R$60 por ela, é arte! As aquarelas não sei quanto são, mas vai na feira da Praça São Salvador, em Laranjeiras, em algum domingo (das 09h às 15h) que Marcelo estará por lá, como todo domingo. E com certeza ele terá um sorriso e palavras de gratidão para lhe dar em troca.

IMG_20151219_122731

A pessoa incrível que é Marcelo e eu.

_________♡_____________♥________

Falando em Lavradio, esse sábado voltei na barraca da Incomun., que já tinha falado por aqui, e acabei levando mais (muitos) brinquinhos. Tô mais apaixonada ainda pelas peças de lá! Quase mandando e-mail pra encomendar mais!

IMG_20151221_182810

Os dois brincos que comprei esse sábado nas pontas e o do meio é o que comprei na primeira vez que fui.

_________♥_____________♡________

Segue eu!

Facebook * Twitter * Instagram * YouTube

Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

1535031_10202135446521247_1053149576_n1

Castelo Rá-Tim-Bum e Ausência

Oi Pessoas, quero me desculpar pela ausência por aqui, mas é que as coisas não estão fáceis. As coisas não tem sido fáceis. 2015 foi um ano que vou te contar, seria melhor que não tivesse existido. Não que não tenha acontecido coisas boas. Aconteceram, principalmente no quesito amizade. Mas nesse quesito, amizade, também aconteceram coisas bem ruins que não convém comentar por aqui. Mas, pra resumir, não foi um ano fácil em nenhuma área. Não foi um ano bom nem pro Brasil, e isso, obviamente, repercute na vida dos que aqui moram também. Não sei onde você mora, mas aqui no Rio tá difícil conseguir emprego, e estar desempregado quando se é recém-casado e recém-saído da casa dos seus pais não é uma coisa fácil, muito menos satisfatória, e muito menos tranquila, e dá uma sensação imensa de fracasso, sabe? Porque uma área afeta a outra que afeta a outra, e quando você vai ver, tá tudo bem ruim e parece que você não sabe fazer nada direito.

E aí dá desânimo, e aí você fica parada esperando todo esse caos sumir como por mágica, mas aí você lembra que não vai sumir por mágica, você que tem que resolver, e aí dá um desespero e um cansaço maior ainda do que você está sentindo por estar envolto em tantas emoções ao mesmo tempo e por sempre tentar, mesmo muitas vezes não sendo reconhecido pelos que estão mais próximos, e fracassar, e ter que tentar de novo, e fracassar, e não ter reconhecimento, e ter que enfrentar o julgamento dos outros… Enfim, é muita coisa, e por isso não tem me dado ânimo de escrever por aqui. O que é uma burrice, já que escrever me anima, mas somos todos paradoxais mesmo, não é? De qualquer jeito, peço desculpas pela ausência e prometo tentar escrever com mais frequência.

_____________________*__________________*_____________________

Mas, mudando de assunto para algo (muito) mais interessante e divertido, tá rolando aqui no Rio, no CCBB, a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum e ela está absolutamente fantástica! Eu amava Castelo Rá-Tim-Bum quando era criança, gostava tanto que quando a exposição estava em São Paulo, eu cogitei viajar só para ver (mas não rolou por questão de grana, as always). Mas ainda bem que veio pra cá, porque tá tudo incrível! Desde o momento que você passa pelas “portas do castelo”, você realmente se sente dentro dele. Eles conseguiram montar tudo de um jeito que você sente o clima do castelo e sente como se ele estivesse ali, a sua volta. Tá surreal de bom! Vou colocar algumas fotos aqui pra vocês terem uma ideia, mas já aviso que se você quiser ser surpreendido como eu fui, não as olhe e se deixe ser tomado pela energia maravilhosa do Castelo Rá-Tim-Bum quando visitar a exposição.

Ah! Me desculpem pela qualidade das fotos, mas é que foram todas tiradas de celular.

Na porta do Castelo com o Porteiro - que fala de verdade!

Na porta do Castelo com o Porteiro – que fala de verdade!

E aí você é logo recebido pelo Nino! Olha que incrível!

E aí você é logo recebido pelo Nino! Olha que incrível!

O Castelo é todo dividido pelos cômodos da casa, e, espalhados por eles, os personagens que os habitam. Como, por exemplo, o Gato Pintado na Biblioteca! E uma curiosidade incrível que eu não sabia e achei o máximo quando descobri (e está lá escrito na parede de biblioteca): o Gato era um gato de rua que andava pela região do Castelo em busca de comida e de um jornal para ler, até que foi encontrado por Nino e adotado! A partir daí, ele virou o “tomador de conta” da biblioteca. Não é lindo?

Nós na biblioteca e com o gato Pintado.

Nós na biblioteca e com o gato Pintado.

A sala do Tíbio e do Perônio vista pelo

A sala do Tíbio e do Perônio vista pelo “microscópio” deles.

Uma das salas, e a cozinha (acima), o quarto do Nino e o da Morgana (abaixo).

Uma das salas, e a cozinha (acima), o quarto do Nino e o da Morgana (abaixo).

Nas paredes, você encontra várias informações sobre a produção do programa e fotos. Coisas como desenhos dos figurinos (que também estavam lá), a montagem de cenários e fotos dos bastidores das gravações, que mostram quanto trabalho eles tiveram pra fazer o programa, quanto tiveram que se dedicar – e o quanto eles deviam se divertir muito fazendo tudo também!

Mapa do Castelo.

Mapa do Castelo.

Acima: Montagem da maquete do Castelo, identidade da Biba (curiosamente, a única identidade de personagem que havia). Abaixo: estudo do figurino da Caipora e foto dos bastidores.

Acima: Montagem da maquete do Castelo, identidade da Biba (curiosamente, a única identidade de personagem que havia).
Abaixo: estudo do figurino da Caipora e foto dos bastidores.

Os figurinos!

Os figurinos!

Mas admito que o que me deixou mais emocionada (e quase chorei) foi quando entrei no “ninho” dos passarinhos cantores. A música que a gente já sabe de cor (“passarinho, que som é esse?) toca sem parar e te leva diretamente de volta à infância. Eu, que sempre fui muito ligada à música desde criança (e principalmente na infância), amava quando passava esse quadro e ficava toda feliz quando acertava o instrumento que o passarinho estava tocando (que eu sempre achava que era o mesmo “passarinho”, mas que pessoa vai saber tocar todos aqueles instrumentos?). Então imaginem a minha emoção quando entrei no ninho deles, e mais, dentro dos ovinhos! Gente, eu parecia uma criança! Não conseguia parar de sorrir! (e pular)

Os pássaros cantores!

Os pássaros cantores!

Olha a cara de felicidade!

Olha a cara de felicidade!

Ah! E não posso esquecer de falar do nosso amigo rato, que nos ensinou a tomar banho direitinho e a nunca esquecer do pé, meu querido pé, que me aguenta o dia inteiro! Tenho certeza que até hoje você sabe cantar essa música inteirinha! (eu sei e vivo cantarolando ela por aí)

O ratomóvel do rato!

O ratomóvel do rato!

Eu a Marina na saída do rato e colocando meu rato Arry pra sair dali.

Eu a Marina na saída do rato e colocando meu rato Arry pra sair dali.

E pra quem não lembra do querido Ratinho (como não lembrar?):

Lá também tinha os bonecos originais de vários personagens, e imagina o que é ter do seu lado o personagem que você passou dias e dias da sua vida quando criança assistindo! Juro, é uma exposição sensacional e imperdível!

Os originais: o Porteiro, o Gato, o Mau (e minha amiga Priscila, que é apaixonada por ele), o Rato e os Dedinhos.

Os originais: o Porteiro, o Gato, o Mau (e minha amiga Priscila, que é apaixonada por ele), o Rato e os Dedinhos.

Adelaide e Celeste, que não eram as originais, mas merecem - e muito - estarem aqui!

Adelaide e Celeste, que não eram as originais, mas merecem – e muito – estarem aqui!

É tanta coisa fantástica que tem pela exposição que se eu ficar colocando fotos aqui, não vou parar nunca mais! Até porque tem várias partes que são interativas, e você pode tocar, mexer, abrir coisas que assistia Pedro, Biba, Zequinha, Nino abrindo na televisão… É incrível! E tem uns vídeos que ficam passando por lá que vão fazendo você lembrar de tudo e revirando sua memória e você vai ficando emocionado… E, claro, acaba cantando junto, como esse vídeo aqui:

Diz se não é impossível não cantar junto? (e cara, só agora descobri que a música é do Arnaldo Antunes e cantada por ele!) E, depois que você for na exposição, me diz se não está incrivelmente perfeita? Porque não importa qual era seu personagem preferido, ele estará lá! Os curadores fizeram um trabalho genial!

IMG_6494

IMG_6540

Sala do Etevaldo, a mais lúdica de todas! (olha ele lá atrás!)

Sala do Etevaldo, a mais lúdica de todas! (olha ele lá atrás!)

Indo pro quarto do Nino!

Indo pro quarto do Nino!

_________♥_____________♡________

Segue eu!

Facebook * Twitter * Instagram * YouTube

Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

1535031_10202135446521247_1053149576_n1

XVII Bienal do Livro – eu fui!

*peço desculpas antecipadamente pela qualidade péssima das fotos desse post, mas só levei meu celular, que está bem ferradinho, coitado, e com a lente da câmera ruim.

Olá honey babies! Como vocês estão?

Acabou que fui à Bienal do livro aqui do Rio (que ainda está rolando e vai até dia 13 de setembro, ou seja, até domingo), apesar de dizer que não ia. Mas é que consegui carona e nunca se dispensa uma carona, né? Pra quem não sabe, a Bienal acontece, de dois em dois anos, no Riocentro, que é um centro de convenções muito afastado de praticamente toda a cidade e é muito ruim de se chegar. Por isso, se eu não tivesse conseguido ir de carro, eu não teria visitado a Bienal esse ano porque é um perrengue enorme chegar até lá (você tem que pegar, pelo menos, dois ônibus). Mas como tenho amigos maravilhosos que me oferecem carna, eu fui e vou contar um pouquinho pra vocês sobre como foi – e dar algumas dicas.

(também mostrei um pouco do evento num vídeo que coloquei no meu canal e você pode ver abaixo)

A primeira dica que quero dar é algo que me salvou de ficar horas e horas numa fila imensa: compre seu ingresso adiantado. E pra complementar essa dica: chegue o mais cedo possível (principalmente se você for no último dia de feira). Digo isso porque cheguei lá às dez da manhã em ponto e já tinha uma fila enorme para compra de ingresso que eu não faço ideia de quando acabou – e nem se acabou. Tinha uma fila grande também para quem já tinha comprado ingresso, mas como era só entregar o papelzinho e entrar, ela andou bem rápido. Já a fila para compra de ingresso estava demorando bastante (aliás, o ingresso está R$16, R$8 para quem paga meia). E sobre chegar cedo, bem, se você não se importar em ficar em lugares lotados, não tem problema. Mas se você é como eu e é um pouco claustrofóbico em lugares atolados de gente, quanto mais cedo, menos gente e menos gente esbarrando em você e te empurrando (principalmente dentro dos estandes das editoras), porque a maior parte da galera vai à tarde, a partir de meio-dia, uma hora. Nós fomos embora às três horas da tarde e já tava ficando insuportável para uma pessoa nervosa e neurótica como eu.

A fila imensa de pessoas com ingresso - mas que andou bem rapidinho.

A fila imensa – mas que andou bem rapidinho – das pessoas com ingresso.

Quando você entra, você cai logo no pavilhão laranja, que não tem nada muito interessante se você não tiver crianças e não se interessar por livros de animais – e não estiver mais precisando de livros acadêmicos. Nesse pavilhão, tem muitos estandes com promoções de livros a 5 reais, mas a maioria é livro pra criança. Passamos meio que direto pelo pavilhão laranja e fomos logo para o azul, que é onde tem a maioria das editoras e grandes e conhecidas (como Rocco, Intrínseca, Record, Aleph, Casa da Palavra, Martins Fontes, Zahar, Ediouro, etc etc etc). Logo na entrada do pavilhão azul, demos de cara com o Grupo Editorial Record, que era um dos estandes que marido queria entrar. Estava uma fila pequena (e isso porque era 10 e pouco da manhã e o evento começou às dez!), então logo conseguimos entrar. Só que, pra decepção dele, os livros que ele queria estavam com o mesmo valor que estão nas livrarias por aí, e isso não só na Record. Em toda editora que entrávamos, marido pesquisava na internet os livros que queríamos comprar e nenhum tinha um pequeno desconto lá na Bienal (como costumava acontecer alguns anos atrás). Então não valia a pena entrar nas filas quilométricas dos caixas pra comprar os livros. Único livro que comprei lá que valeu a pena porque estava com um bom desconto foi o Toda Mafalda, com a coleção completa da minha querida Mafalda. Comprei por R$65 na editora Martins Fontes (também no pavilhão azul), quando, procurando na internet, o valor mais barato que achamos foi R$81. Ponto pra Martins Fontes!

Eu toda feliz com minha Mafalda linda na Bienal, e a Mafalda na minha casa, sendo lida pelo meu ratinho Arry.

Eu toda feliz com minha Mafalda linda na Bienal, e a Mafalda na minha casa, sendo lida pelo meu ratinho Arry.

Momento mágico: ver Mauricio de Sousa!

Momento mágico: ver Mauricio de Sousa!

E bem ali pertinho da Record, quem estava assinando livros/gibis e tirando fotos? O mais que amado Mauricio de Sousa, figura certa de toda Bienal, mas que, apesar de eu sempre vê-lo por lá, eu nunca consigo chegar muito perto devido a imensa fila que sempre tem esperando para falar com ele. Bem, mas só de conseguir tirar uma foto (na verdade, foi meu amigo que tirou, porque ele é beeeeeeem mais alto que eu e conseguiu enxergar por cima de todas aquelas cabecinhas) e vê-lo de longe já me deixou bem feliz! Porque as revistas da Turma da Mônica foram presença constante e diária da minha infância (e acredito que de todo mundo).

Intrínseca é só amor!

Intrínseca é só amor!

Depois de ficar que nem uma boba vendo ver o Mauricio, fui pra Intrínseca, minha editora do coração (e onde eu secretamente sonho em trabalhar um dia), que estava muuuuuito lotada. Mas só de ver os livros do John Green, do Matthew Quick e da Gillian Flynn ali nas estantes já me deixou com um baita sorriso no rosto – apesar de não ter comprado nada porque estava tudo no mesmo valor que nas livrarias, como eu já disse (realmente não valia a pena comprar livros na Bienal, o que é uma pena). Também achei um livro da Keri Smith, rainha dos livros criativos que eu, particularmente, tô meio de saco cheio. Mas, porém, todavia, contudo, achei O mundo imaginário de… (assim mesmo, com três pontinhos, porque você completa com seu nome) bem interessante. Com partes como “escreva aqui seus personagens” e “crie o invisível” e coisas do tipo, enquanto eu passava as páginas sentia como se quem fosse preencher aquelas páginas em branco estivesse criando um filme só seu, e como maníaca por filmes achei aquilo incrível. Me deu vontade de comprar (porém, não o fiz por questões de sem nenhum desconto).

Estantes com livros maravilhosos e eu feliz dentro da Intrínseca.

Estantes com livros maravilhosos e eu feliz dentro da Intrínseca.

O livro mega interessante da Keri Smith.

O livro mega interessante da Keri Smith.

Depois da Intrínseca, eu não fiz questão de entrar em mais nenhuma editora. Marido quis ir na Leya, porque tem vários livros de fantasia que ele gosta (inclusive, os livros do Martin são de lá e o trono de ferro das Crônicas de gelo e fogo estava lá para as pessoas tirarem foto nele – com uma fila de espera imensa, lógico), e também entrou em alguns estandes de jogos, mas não levou nada. Só comprou um quadrinho na Editora Draco e eu comprei um livro de receitas que minha mãe pediu para levar pra ela (na Senac SP).

Os livros do Chuck Palahniuk no estande da Leya, alguns livros que achei interessante, e o Trono de Ferro.

Os livros do Chuck Palahniuk no estande da Leya, alguns livros que achei interessante, e o Trono de Ferro.

Como começou a ficar mais cheio e eu estava com pessoas um pouco sem paciência (hehe), não parei muito para ver outras coisas interessantes que tinham lá, como uma exposição da Turma da Mônica e a exposição sobre a Argentina. Mas tirei foto de tudo que achei legal e inusitado, como os robôs dançantes e as armaduras antigas que não faço ideia do motivo de estarem lá (Raphael me explicou que tinha ligação com algum livro, mas já esqueci, vide que não tenho memória).

Exposição da Mônica.

Exposição da Mônica. E não, eu não conheço essa menina da foto.

Exposição Argentina. Consegue me ver ali na foto da direita, de cima?

Exposição Argentina. Consegue me ver ali na foto da direita, de cima?

 

 

Em sentido horário, começando de cima à esquerda: cavaleiro medieval, estratégia de marketing fantástica (só faltou uma pizza real ali), vascaínos (hahahaha) e os robozinhos fofos que dançavam ao som de Gangnam Style.

Em sentido horário, começando de cima à esquerda: cavaleiro medieval, estratégia de marketing fantástica (só faltou uma pizza real ali), vascaínos (hahahaha) e os robozinhos fofos que dançavam ao som de Gangnam Style.

Acabei conhecendo, no estande da Leitura Rio (pavilhão azul também), a autora Iris Figueiredo, que eu conhecia e falava pelas redes sociais, mas nunca tinha visto ao vivo. Ela é uma fofa, super simpática, e nem ligou que eu não pude comprar o livro dela lá na hora (mas comprei no dia seguinte!). Pelo que tenho visto, ela tem ido todo dia lá na Bienal e esse sábado, dia 12, às 12:30, ela estará por lá pra autografar o livro novo dela, Confissões on-line 2. Eu comecei a ler o 1 e estou adorando! No dia 12, também terá bate-papo no estande da editora Planeta com as autoras Fernanda França (livro O pulo da gata) e Carolina Estrella (Entre dois amores), às 11h, o famosérrimo Raphael Dracon estará na editora Leya com a também escritora (e sua esposa) Carolina Munhóz das 11h às 13h dando autógrafos e tirando fotos com os leitores, às 16h tem bate-papo com a Paula Pimenta no auditório Madureira (senhas a partir das 13h) e às 17h tem bate-papo com Pedro Gabriel, do maravilhoso Eu me chamo Antônio (pavilhão verde). Também terá lançamentos de livros de vários autores nacionais, como o do livro Surpreendente, de Maurício Gomide (às 12h, na Intrínseca), Onde o amor se esconde, de Veridiana Maenaka (estande da Record, às 13h), Por onde andam as pessoas interessantes, de Daniel Bovolento (às 14h no estande da Planeta), a nova edição de #Partiu vida nova, de Leila Rego (às 14h, no estande da Gutemberg), Rotina e rabisco, da Bruna Vettori (às 17h na Ediouro), e Um amor no caminho, de Paula Pilar (no estande da Qualis, às 19h).

Eu e Iris Figueiredo no estande da Leitura Rio.

Eu e Iris Figueiredo no estande da Leitura Rio.

Dia 13, último dia de Bienal, também contará com a presença de vários autores nacionais, e eu sempre acho que devemos dar mega apoio aos nossos autores brasileiros, porque além de serem daqui e terem realidades parecidas com a nossa, todo mundo sabe quão difícil é ser escritor aqui no Brasil, né?

10h: Anna e a trilha secreta, Ana Lúcia Merege (editora Draco)

11h: O mundo das vozes silenciadas, Carolina Munhóz e Sophia Abrãao (auditório Madureira)

12h: Bate-papo com Clarice Freire (do fofíssimo Pó de lua), Bianca Mól (do blog Garota Desdobrável) e o ilustrador Rui de Oliveira (Café Literário, no pavilhão azul)

13h: O pulo da gata, Fernanda França (editora Planeta)

15h: Bate-papo com Babi Dewet, Bruna Vieira, Paula Pimenta e Thalita Rebouças, que estão lançando o livro Um ano inesquecível (auditório Madureira) – distribuição de senhas às 10h

16h: Vilarejo, Raphael Montes (Companhia das Letras)

17h: Bate-papo com André Gordirro (Os portões do inferno) e Raphael Draccon (auditório Madureira)

Vendo essa programação, dá até vontade de voltar lá esse final de semana, mas como não terei carona e vai estar lotado, já que o último fim de semana é sempre o mais cheio, provavelmente não irei. Mas, se você for, me conte depois como foi!

A coleção completa do Guia do mochileiro das galáxias no estande da editora Arqueiro.

A coleção completa do Guia do mochileiro das galáxias no estande da editora Arqueiro.

_________♥_____________♡________

Segue eu!

Facebook * Twitter * Instagram * YouTube

Meus livros!

Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, publicado em 2013)

1535031_10202135446521247_1053149576_n1

“Pa vê ou pa comê?” Porque não tá dando pra fazer as duas coisas, não!

Eu amo os cinemas do grupo Estação. Amo mesmo, com todas as minhas forças e coração (você pode entender melhor a intensidade do meu amor nesse post aqui). Mas, infelizmente, hoje em dia está muito difícil ir aos cinemas do grupo Estação. Pelo menos, pra uma pessoa desempregada sem renda nenhuma – e sem nenhuma forma de meia entrada.

collageestação

Semana passada, li no Facebook a indicação de um amigo sobre o novo filme do diretor francês François Ozon. Fingi que lembrava quem era o diretor (apesar de reconhecer o nome, não lembrava seus outros filmes, mas agora procurando por ele, vi que fez 8 Mulheres, filme que amei!) e fui. Na verdade, pra mim, tanto faz o diretor, o que importa é que o filme é francês. Sim, sou obcecada por cinema francês (obsessão que, um dia, ainda rendará um post), e esse ainda tinha o plus de ter meu queridinho Romain Duris. Achei o filme passando no Estação Net Botafogo e fui, no impulso, sem nem ver se estava passando em outro cinema – eu já estava feliz por poder ir em algum cinema do Estação e fingi que as outras salas de cinema não existiam (depois vi que também estava passando no Itaú Arteplex, ou seja lá o nome que aquele complexo de cinemas em Botafogo tem agora).

Eu esperando pelo filme - e não muito feliz com tudo que tive que pagar.

Eu esperando pelo filme – e não muito feliz com tudo que tive que pagar. (desculpa pela qualidade da foto, a câmera do meu celular não é boa)

E lá fui eu, feliz, contente e pobre – pois não se deixa de ser pobre quando se sai de casa, mesmo o destino sendo a zona sul (pra quem não é do Rio, a zona sul aqui é a parte mais cara da cidade) – assistir Uma nova amiga. Cheguei, entrei na fila, disse o nome do filme e horário que queria. Depois da bilheteira perguntar “meia entrada de que?”, apesar de eu já ter falado que a minha era inteira, repeti que não tinha meia entrada e, então, depois de escolher meu lugar, ela me falou o quanto eu tinha que pagar: TRINTA REAIS! Meu queixo caiu e eu travei. Eu não estava esperando algo tão caro at all! Mesmo sabendo que tinha escolhido um dos piores dias da semana pra se ir ao cinema (6a feira), eu achava que o ingresso seria, no máximo, uns vinte e poucos reais, valor que paguei da última vez que fui no mesmo cinema, alguns poucos meses atrás. E pra piorar tudo: só aceitava débito e dinheiro. Visto que minha conta está quase zerada – só não está zerada por bondade da minha mãe -, paguei em dinheiro porque, por sorte, tinha o suficiente (dinheiro que “ganhei” no brechó).

Parte fofa em frente à sala maior - e meus pés no espelho, porque esse chão quadriculado é super fotografável!

Parte fofa em frente à sala maior – e meus pés no espelho, porque esse chão quadriculado é super fotografável!

Quem conhece esse cinema do grupo Estação em particular sabe que as instalações e estrutura não são lá as melhores. Tem mosquitinho, tem sala congelante, tem sala pequenina que de tão pequena você se sente meio claustrofóbica. Mas sendo grupo Estação, ou seja, você sabe que a qualidade do filme é sempre boa, você ignora esses pequenos detalhes. Mas não por esse preço, né? Pelo menos, meu filme estava passando na maior e melhor sala de lá (são três, se não me engano), então até que não foi desconfortável e consegui assistir o filme de uma distância boa (não gosto de ficar muito perto da tela). Há um tempo atrás, eu até evitava ir nessas salas no Estação porque eu sabia que não eram as melhores e eu achava muito pequenas as salas (tirando essa que fui, mas sempre esquecia de sua existência). Só que o meu queridinho Espaço de cinema (ou seja lá como ele se chama agora – Estação Net Rio, na verdade) entrou em reforma e só me restou o Estação Net Botafogo (ok, sei que tem na Gávea e em Ipanema, mas Botafogo é muito mais fácil de chegar). Sem contar que lá é onde todos os filmes que já saíram de todos os outros cinemas ficam passando por mais tempo, então, às vezes, não tem nem opção.

A sala que estava passando o filme era a maior que tem por lá - ainda bem!

A sala que estava passando o filme era a maior que tem por lá – ainda bem!

Ok, não tem como negar que a qualidade dos filmes que passam nos Estações é maravilhosa. Em nenhum outro lugar aqui no Rio conseguimos encontrar filmes que não são blockbusters comerciais porque, além das salas de cinema do Estação (e as do Itaú, que já mencionei antes), só temos os Kinoplex e Cinemarks da vida nos shopping e, como todos sabem, passam o mesmo filme em várias salas, e sempre esses mais comerciais, pra ganharem bastante grana. (ai, como sinto falta de mais cinemas de rua…) E sei que as salas do Estação quase fecharam as portas há um tempo por falta de verba e, agora que foram compradas por grandes empresas e tudo está sendo reformado e melhorado, o valor do ingresso aumentaria (sem contar toda essa polêmica da meia entrada que, inevitavelmente, faz todos esses lugares aumentarem seus preços). E sei também que as salas do Estação são frequentadas pela elite intelectual do Rio de Janeiro que, em sua maioria, também é a elite econômica/financeira. Mas, ainda assim, é caro demais pra uma simples desempregada como eu – e também pra galera que trabalha com cultura e que não ganha bem e que, com certeza, também frequenta esses lugares. O que me deixa bem triste porque, provavelmente, não poderei ir ao cinema por bastante tempo – porque me recuso a fazer carteirinha falsa.

Pipoca do cinema e pipoca do lado de fora.

Pipoca do cinema e pipoca do lado de fora.

O pior é que até o café é caro, então não dá pra ver filme e comer, você tem que escolher um dos dois. Pra vocês terem ideia, nesse dia, como cheguei cedo pro filme e ia esperar mais de uma hora pra ele começar, resolvi fazer um lanche. Não queria ir muito longe e os lugares ali por perto estavam cheios, então resolvi comer algo ali no café do Estação mesmo. Comi um pastelzinho pequeno de peito de peru (que, ok, estava uma delícia) e uma xícara pequena (do tamanho de uma xícara de cafézinho) de cappuccino e gastei 11 reais. Aí você pensa: “Vou comer uma pipoca então”. Não adianta, queridos, porque até o pipoqueiro que fica em frente ao cinema é caro – os saquinhos vão de 8 a 12 reais! Complicado.

20150724_162754

Tá difícil ter cultura de qualidade aqui no Rio de Janeiro… (Ou vai ver eu que tenho que escolher uma profissão qualquer que pague muito bem em vez de tentar fazer o que eu amo – que, no momento, nem vaga tem! Sim, eu tô frustrada!)

PS. Aliás, o filme é maravilhoso! Super recomendo, faz pensar pra caramba e todos os atores estão fantásticos! Vejam! Só não num cinema do Estação – a não ser que não ligue de pagar 30 reais.

_________♥_____________♡________

Segue eu!

Facebook * Twitter * Instagram * YouTube

1535031_10202135446521247_1053149576_n