Assuntos de domingo

Venho hoje aqui dar uma pausa dos filmes indicados ao Oscar pra falar sobre dois assuntos. O primeiro é o fim do horário de verão. Ô, coisa triste! Sei que muitos não gostam (não entendo o motivo, mas ok), mas eu AMO horário de verão. Os dias são mais longos, fica claro por mais tempo, parece que aproveitamos muito mais nossos dias no horário de verão. E agora ele acabou. Um minuto de silêncio pelo fim do horário de verão, e pelo início dos dias virando noite mais cedo. 😦

O segundo assunto de hoje é Buenos Aires. Hoje acordei com vontade de Buenos Aires. Ok, mentira, não acordei assim, mas vi uma foto de lá e a nostalgia daquela cidade linda me atingiu com toda a força. E por isso, e pelo motivo de essa saudade ter batido (uma foto), venho hoje indicar 5 contas do instagram que tem a cidade de Buenos Aires como personagem principal. Eu sei, eu sei, por que faço isso comigo mesma? Por que fico vendo fotos do lugar que amo se não posso ir pra lá tão cedo? Ah gente, porque assim me sinto um pouquinho lá – além de conhecer novos lugares pra visitar quando de fato puder viajar para Argentina novamente.

(listados por ordem de “conhecimento”, ou seja, dos que conheci primeiro para os que conheci por último)

  1. Aires Buenos Blog (@airesbuenosblog)

O Aires Buenos Blog é um dos blogs mais conhecidos sobre Buenos Aires entre os brasileiros, criado por Túlio Pires Bragança, morador da cidade há nove anos. O instagram do Aires Buenos é uma extensão do blog, cheia de fotos sensacionais e dicas de viagem não clichés, que também fazem parte do tour que eles fazem por lá com turistas brasileiros, o Tour Lado  B (que eu morro de vontade de fazer) – e várias dessas fotos da  galera que participa desses tour acabam no instagram do blog, o que é super legal. Também tem fotos de pontos turísticos típicos, mas confesso que gosto muito mais das fotos dos lugares não tradicionais, que os próprios argentinos frequentam.

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Algumas fotos do instagram do Aires Buenos Blog.

 

2. Henderson Moret (@hendersonmoret)

Não sei exatamente como conheci o Henderson Moret, só sei que não foi pelo Aires Buenos Blog. E estou dizendo isso porque o Henderson é o fotógrafo oficial dos tours do Aires Buenos Blog. Henderson é fotógrafo, brasileiro, e mora em Buenos Aires. Além de fotografar os passeios do blog acima, ele também fotografa brasileiros (e qualquer pessoa que quiser, na verdade) que estão visitando a capital argentina. É só entrar em contato com ele por e-mail (contato@hendersonmoret.com) e marcar a sua sessão de fotos por lá (que é como um tour, já que ele te leva a lugares pela cidade pra tirar as fotos), que é sempre super original. Adoro as fotos dele e já até falei pra ele que super quero marcar uma sessão de fotos da próxima vez que for pra lá. Ah é! O Henderson, além de ótimo profissional, é muito simpático e geralmente responde as mensagens deixadas no instagram, nem que seja somente para agradecer a um elogio que alguém deixou em alguma foto. Um fofo.

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Algumas fotos do Instagram do Henderson. E olha, foi muito difícil escolher as melhores, porque todas são MARAVILHOSAS!

 

3. Buenos Bares BA (@buenosbaresba)

Conheci essa conta pela Fernanda Rodrigues, do blog Algumas Observações, que conheceu quando visitou a cidade no ano passado. Ela, inclusive, se encontrou com a galerinha que administra a conta (Daniel e Nathalia, dois brasileiros) e disse que eles são muito divertidos. Porém, se engana quem acha que, por causa do nome, só encontrará fotos e dicas de bares de Buenos Aires. Claro que grande parte das fotos é sim de bares para se visitar na cidade, mas eles também mostram outros lugares interessantes para ir. E o mais legal é que como os donos do instagram já estão morando em Buenos Aires há um tempinho, mostram lugares que os moradores da cidade costumam frequentar, e não só pontos turísticos. Ah! Foi por causa de uma foto deles (a do doce de leite na casquinha da colagem abaixo) que essa nostalgia pela cidade me abateu hoje, até porque o doce de leite argentino é o único que eu gosto.

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Fotos do instagram do Buenos Bares BA.

 

4. Turista en Buenos Aires (@turistaenbuenosaires)

Única conta da lista que pertence a uma argentina, descobri Turista en Buenos Aires há pouquíssimo tempo e já adorei. O instagram pertence a Cin (é o nome que consta na bio), que se propôs o desafio de enxergar sua própria cidade com os olhos de um turista, ou seja, a ir além da familiaridade e naturalidade em que costumamos ter com nossas cidades e enxergar a graça e a beleza daquilo que se vê todo dia. Adorei a proposta e até pensei em fazer o mesmo com o Rio, mas não gosto tanto assim da minha cidade pra tentar. Já de Buenos Aires, aí sim eu amo. E tô adorando enxergá-la pelos olhos da Cin.

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Fotos da Turista en Buenos Aires.

 

5. Querido Hotel (@queridobuenosaires)

Acabei de descobrir que o Querido Hotel tem um instagram, mas já entrou na lista porque conheço o hotel e o blog da dona dele (o My Villa Crespo) faz tempo. O Querido Hotel é administrado pela Mariana, brasileira que mora em Buenos Aires desde 2005, e por seu marido Ali, que é inglês (os dois se conheceram em Buenos Aires e hoje em dia, além do hotel tem um filha, a Nina). E pelo que já vi nas fotos do site, é o hotel mais fofo do mundo (e fica numa parte de BsAs que não conheço direito e quero muito conhecer, Villa Crespo). No instagram do hotel, eles dão dicas do que fazer na cidade, além de mostrar novidades sobre o hotel.

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Hotel, Villa Crespo e a cidade de Buenos Aires no instagram do Querido.

 

E aí, gostaram? Agora vocês, que são tão loucos por Buenos Aires quanto eu, podem matar um pouquinho as saudades de lá –  ou, se ainda não conhece,  pode pegar várias dicas para quando visitar a cidade. Qual dessas contas vocês gostaram mais? Me contem! E até amanhã, com a programação normal (até o final de fevereiro, pelo menos) dos filmes indicados ao Oscar.

Beijocas!

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Séries pra te salvar do carnaval!

Pleno carnaval e eu aqui falando de séries. Mas sou daquelas que odeia esses quatro piores dias do ano. Odeio carnaval na mesma intensidade que amo Natal: MUITO! Pode não ser assim em todas as cidades, mas no Rio de Janeiro fica um caos completo, você não consegue sair de casa direito porque tá tudo lotado, principalmente os meios de transporte – e cheios de pessoas bêbadas, que falam alto (ou gritam mesmo) e não respeitam ninguém por perto. Enfim, não vou ficar explicando por aqui o motivo de eu odiar carnaval, até porque deixei tudo muito claro nesse vídeo aqui:

Hoje estou aqui para dar algumas dicas para pessoas que, como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones preferem ficar em casa assistindo a inúmeros filmes e séries do que sair e ficar se esfregando com pessoas suadas e nojentas na rua. De filmes, indico todos os filmes indicados ao Oscar, que estou falando sobre nos últimos aqui do blog. Já séries, tem algumas muito boas no Netflix que são perfeitas para você fazer uma mega maratona nesses dias que é melhor nem pisar na rua. Dá pra ver uma série em cada dia (até porque, pelo menos no Rio, o carnaval vai até domingo da semana que vem, né).

  1. Brooklyn Nine-Nine

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Passei muuuuuuuuuuito tempo querendo assistir essa série, mas nunca sentava pra ver. O motivo (além de preguiça de baixar, antes de ter no netflix): eu achava que não seria lá tão boa. Sim, tem o Andy Samberg, que eu amo desde Saturday Night Live. Mas alguma coisa me dizia que não seria tão engraçada quanto eu esperava. Ledo engano. A série é hilária! É sobre uma delegacia de polícia com personagens super caricatos, mas não de uma maneira mega cliché, e mesmo assim você ri horrores. Talvez por ter atores tão bons interpretando, como o próprio Andy, Terry Crews (que 9 entre 9 homens adoram), Andre Braugher, e outros da nova safra de comediantes que eu, pelo menos, não conhecia e tô adorando, como a Stephanie Beatriz (que participou de Modern Family como a irmã da Gloria), o Jo Lo Truglio, e a hilária Chelsea Peretti (aliás, tem a apresentação de stand-up comedy dela no Netflix também, VEJAM!). A segunda temporada acabou de sair no netflix, mas dá pra ver tudo de uma tacada só porque os episódios são curtinhos (cada um tem, em média, 23 minutos).

2. Master of None

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Outra série de comédia, essa é original do Netflix. Criado, escrito e dirigido por Aziz Ansari, da série Parks and Recreation, e outro comediante dessa nova “safra” (é estranho falar sobre pessoas desse jeito, parecem comidas), é uma série sobre um ator com ascendência indiana (dã!), porém que nasceu nos Estados Unidos e vive como qualquer outro americano (vide que é americano), que tenta crescer na carreira, tentando fugir do esteriótipo do indiano e do único papel em que ficou marcado (em um comercial). Porém, é muito mais do que isso, porque o foco não está em sua carreira, e sim na sua vida. E sua vida, como eu já disse, é como a de qualquer outra pessoa. Como de qualquer outra pessoa comum, da vida real, e não como a de qualquer outro personagem de tv ou filme, ou seja, é super natural e gente como a gente. E esse é o verdadeiro chamariz da série, mostrar personagens que são verdadeiramente parecidos com a gente, que tem a vida como a nossa (apesar de morarem nos EUA), e que tem problemas e vivem situações como as nossas. E suas saídas de problemas são como as nossas, e não mirabolantes ou mega dramáticas como geralmente acontece em séries ou filmes. Nada é over the top ou exagerado, é como se estivéssemos realmente assistindo vida real na tv. Mas sem ser um reality show, graças a Deus. Por ser tão real que é tão engraçado, porque é a identificação que dá a graça. E é tanta identificação! Outra série rápida de se ver, porque são somente dez episódios (triste, queria que fossem mais) de trinta minutos de duração, então dá pra ver tudo em uma tarde.

3. The Bletchley Circle

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Descobri essa série inglesa super por acaso e amei! Uma das melhores descobertas ever! É sobre quatro mulheres que trabalhavam no setor de codificação na época da II Guerra Mundial (sabe, como mostra em O jogo da Imitação) e, anos depois, se juntam (com muita relutância de algumas) para desvendar crimes que estão acontecendo em Londres que a polícia local se recusa a acreditar que há ligação – ou seja, elas não tem ajuda da polícia. E elas são foda! Essa série tem muitas coisas em seu favor. Além de todo o envolvimento que você sente pelo mistério dos assassinatos e da tensão na busca pelo assassino, ela também aborda questões como feminismo e preconceito (óbvio, ambos tão interligados) e o papel da mulher na sociedade e a busca delas por algo maior e mais importante em suas vidas (do que apenas ser a esposa e a mãe de alguém).  A série se passa na década de 50, época em que ainda havia muito preconceito em relação às mulheres (até hoje existe, não é mesmo?), mas elas já estavam buscando se impôr numa sociedade predominantemente machista. As quatro personagens da série tem personalidades totalmente diferentes, assim como os homens (que vão do idiota totalmente machista ao que respeita e valoriza a mulher). Por ser inglesa, tem uma velocidade e um clima bem diferentes do que estamos acostumados a ver, mas é tudo feito de maneira tão envolvente que não tem como não gostar. No Netflix estão disponíveis duas temporadas, a primeira com três episódios (de um pouco menos de uma hora de duração cada) e a segunda com quatro episódios.

4. Sherlock

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Tire um dia inteiro para ver Sherlock. Não é uma série fácil de ser assitistida por vários motivos: a) ela é longa (são uma hora e meia por episódio; mas são somente três episódios por temporada); b) ela é lenta, a velocidade é bem diferente das séries a que estamos acostumados (adivinhou, mais uma inglesa); c) ela é intensa e inteligente, ou seja, não é fácil de ser digerida, e com isso quero dizer que você precisa pensar, prestar atenção em cada detalhe, e não simplesmente deixar a mente vagar e relaxar, como fazemos muitas vezes com as séries. Acredite: se você deixar sua mente longe, você não vai entender nada. Eu sei, eu fiz isso. E depois tive que assistir tudo de novo. Mas todas as características que mencionei não fazem de Sherlock uma série chata. Muito pelo contrário, são elas que deixam ela tão incrível. Confesso que demorei para gostar de Sherlock. Como vejo muitos filmes que não americanos, estou acostumadas a produtos audiovisuais mais lentos. Mas achei Sherlock muuuuuuuuito lento. Mas, com o tempo, percebi que isso que dava o toque especial, e a última temporada me fez perceber, mais do que nas outras, o quanto a série é sensacional! É maravilhosa essa terceira temporada (no Netflix temos as três, inteiras)! Sherlock só tem um defeito: como é do mesmo roteirista de Doctor Who, é por causa dela que Doctor demora tanto pra sair às vezes! Bloody hell!

5. Chelsea Does…

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Mais uma original Netflix, essa é novíssima por lá. É uma série documental criada por Chelsea Handler, conhecidíssima comediante e apresentadora americana. Nesse documentário, Chelsea fala, em cada episódio (são quatro) sobre um tema diferente (Casamento, Tecnologia, Racismo e Drogas). E olha, é hilário. Eu só vi o primeiro episódio até agora, que é sobre casamento, mas tem cenas fantásticas. Essa acima, onde ela fala de igual pra igual, e como se falasse com pessoas da idade dela, com as crianças sobre casamento, sexo e relacionamento é de morrer de rir. Mas não é somente humorístico, acaba sendo engraçado porque é a essência de Chelsea (de quem eu sempre gostei, aliás). Fica claro que ela quer verdadeiramente entender sobre cada um dos assuntos e levantar discussões, teoricamente sem julgamentos (mas, às vezes, ela não consegue não julgar, como a própria assume). Gostei muito e te faz pensar em várias coisas. Mas provavelmente vou deixar esse episódio sobre tecnologia pro final, porque, pra mim, racismo e drogas são questões muito mais interessantes.

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Durante o carnaval vai rolar mais resenhas sobre os filmes indicados ao Oscar (já tem mais dois assistidos que ainda não escrevi sobre aqui, e em um desses quatro dias devo ver ainda mais um), então fica de olho se você tá super interessado no Oscar como eu!

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30 LIVROS EM 1 ANO – Guia do Mochileiro das galáxias, O restaurante no fim do universo, e A vida, o Universo e tudo mais (Douglas Adams) – LIVROS 28, 29 e 30

Yo Bros! (desculpa, gente, desculpa, é a maratona How I met your mother fritando o cérebro da pessoa)

Anyways… Feliz 2016, pessoas! E nada melhor pra começar o ano do que o melhor livro que li em 2015! Quer dizer, os melhores livros, visto que é uma série fantástica, sensacional, fabulosa, e todos os adjetivos que consigo e não consigo pensar. Desde Harry Potter não fico tão maravilhada com uma série de livros. E contarei o todos os motivos. Mas antes vamos falar um pouco sobre a série em si.

O guia do mochileiro das galáxias foi escrito por Douglas Adams, escritor inglês que, infelizmente, faleceu em 2001, nos fazendo perder, assim, mais um gênio. Sim, gênio, pois engana-se quem pensa que o Guia é só mais um livro sobre viagem no espaço. Se fosse, não seria a febre que é, existindo até um dia para celebrá-lo, o Towel Day (Dia da toalha), comemorado em 25 de maio. Originalmente, era uma série de rádio transmitida pela rádio BBC, na Inglaterra, e depois foi adaptada para outras mídias, como livros, peças de teatro e filme. O primeiro livro da série (ou “trilogia de cinco livros”, como é chamada ironicamente) foi publicado em 1979, sendo seguido por O restaurante no fim do universo, de 1980, e depois por A vida, o universo e tudo mais, que foi lançado em 1982. E vou parar por aí porque foram os três livros da série que li até agora.

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Os dois primeiros livros da série.

Meu livro preferido entre os três é, de longe, o segundo, O restaurante no fim do universo. O primeiro, O guia do mochileiro das galáxias, é mais uma apresentação da história, dos personagens, e onde você vai se acostumando com o humor sensacional de Douglas Adams. Meu tipo de humor favorito é o inglês, que é mais irônico, sarcástico, mais dry (desculpem, mas não achei uma palavra em português para esse tipo de humor, onde a pessoa diz a coisa engraçada sem mudar expressão facial ou entonação), e eu adoro. Pra quem gosta de Doctor Who, é exatamente o mesmo tipo de humor (E, Douglas Adams escreveu TRÊS episódios de Doctor Who!). Aliás, há várias semelhanças entre o seriado e os livros, e comecei a achar que Steven Moffat se inspirou bastante no Guia para escrever os episódios de Doctor. O terceiro livro, A vida, o universo e tudo mais (expressão que vocês vão me ver mencionar muito por aqui), é uma maluquice só. Sério, demorei pra entender o que aquele bando de situação totalmente sem sentido significava. Mas no fim, teve um motivo. Tudo tem um motivo e faz sentido nos livros da série, tudo mesmo. Nem que seja uma pessoa andando numa praia longe de onde todos os personagens estão (“Um mágico vagava pela praia, mas ninguém precisava dele”) – essa cena serve pra mostrar que a vida é assim, um bando de situações rotineiras empilhadas e que nem tudo tem que ser fantástico (admito: esse foi um comentário do meu marido que eu achei tão bom que tive que escrever aqui).

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Falando em marido, essas são as costas dele junto com o terceiro livro da série.

O segundo livro é meu favorito porque ele tem todos os elementos de que gosto num livro: uma boa história, o maravilhoso humor inglês, frases sensacionais e metáforas incríveis que te deixam pensando por muito tempo sobre a vida, o universo e tudo mais (desculpem, eu não podia deixar passar). E como eu disse na resenha de Dias roucos e vontades absurdas, eu adoro livros que nos fazem pensar na vida e na mente e no comportamento e etc. Eu me sentia lendo um livro de filosofia e meu coração dava pulinhos a cada frase de tão sensacional que são as análises de Douglas Adams (por isso o chamei de gênio). Foi o livro que mais anotei coisas para reler depois (não pude sublinhar no próprio livro porque ele era emprestado), e em alguns momentos eu queria anotar uma página inteira! Você lê e pensa na vida o tempo todo, nas grandes questões.Mas não ache que você fica desesperado lendo isso, tipo “ai meu Deus (ou amontoado de vagas percepções sensoriais), o que eu estou fazendo da minha vida?”. Não! Porque é tudo passado de uma forma muito leve. Enfim, vou colocar aqui alguns trechos que gostei muito, pra vocês terem uma pequena noção do que estou falando.

“Num universo infinito, tudo pode acontecer, até a sobrevivência.”

“Não sei. Por que? Vocês acham que eu deveria ter um? Parece-me muito estranho dar um nome a um amontoado de vagas percepções sensoriais.” – Homem que rege o universo ao ser perguntado de seu nome.

“Como você pode garantir que tem alguma coisa lá fora se a porta está fechada?”

“Elas (as pessoas) têm seus próprios universos a partir de seus olhos e seus ouvidos.”

“(…) puderam enfrentar os problemas da falta de objetivos e do isolamento simplesmente decidindo ignorá-los.”

Mas não é só no segundo livros que existem frases sensacionais. Nos outros também tem, como essa do terceiro:

“Não somos obcecados com coisa alguma, entende? E esse é o fator decisivo. Não podemos vencer contra a obsessão. Eles se importam, nós não. Então eles vencem.”

Ou esse trecho, também do terceiro, que mostra exatamente o tipo de humor da série:

 “São/eram de uma beleza indizível. Em outras palavras, você não seria capaz de recitar um trecho longo de uma só vez sem ser tomado fortemente pela emoção e por um senso de verdade, totalidade e unicidade das coisas sem que, rapidamente, você precisasse dar uma volta rápida pelo quarteirão, possivelmente parando em um bar ao retornar para tomar uma dose rápida de perspectiva e bebida. Eram realmente bons.”

Ou esse outro trecho, do primeiro livro:

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Bem, acho que já deu pra entender que eu amei tudo sobre o Guia e o motivo, né? Acho melhor parar antes que fique um post interminável. Mas antes de eu ir, dizendo que vocês todos TEM QUE LER ESSA SÉRIE TODA, deixo uma pequena sinopse da série, que foi a única coisa que faltou aqui: Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse (sinopse retirada do Skoob). E a partir daí, bem, VOCÊ TEM QUE LER PRA VER (toda a série do Guia do mochileiro foi relançada aqui pela Editora Sextante e cada livro tá em torno de uns R$25, mas você consegue achar a coleção completa no Submarino por R$39,90).

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Douglas Adams, o geniozinho por trás dessa série maravilhosa!

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Falando no melhor livro que li em 2015, lá no meu canal tem vídeo falando sobre os 5 melhores livros que li em 2015 (e os 5 piores também). Dá uma olhadinha lá! E não esquece de se inscrever no canal!

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Explicação e Top 5 YoutubOs Favoritos

Buenos días, chicos!

Essa já é a terceira vez que tento escrever esse post e já tá me dando nos nervos. Não tentem fazer nada no seu computador quando ele estiver cheio de vírus, pelo menos não na internet, porque senão ela vai cair o tempo todo e apagar tudo que você escreveu, mesmo você tendo salvo no rascunho – PORQUE ELA VAI TE ENGANAR E NÃO VAI SALVAR PORCARIA NENHUMA!

Enfim, descarga de raiva passada, quero, primeiramente dar dois avisos. Ou explicações. Quero pedir desculpas por estar um pouco sumida daqui, mas é que tem uma amiga minha passando por uns problemas e estou tentando ajudá-la, por isso o tempo para escrever anda um pouco escasso. E na minha vida é sempre amigos e família antes de tudo, então mil desculpas mesmo por não ter escrito por aqui.

Vocês também devem ter percebido que faz umas semanas que Nina não pinta por aqui. E ela nem vai aparecer mais mesmo. Eu não estava gostando muito da história, então achei melhor parar do que ficar escrevendo por escrever algo que não estava legal. Mas pode deixar que em breve terá novo personagem por aqui pra vocês conhecerem um pouco mais do meu lado escritora de livros. Aliás, vocês já conhecem meus livros Queria tanto e Coisas não ditas?

Enfim, vamos parar de falação e vamos logo pro assunto principal de hoje?

Top 5 YoutubOs Favoritos

Naquela semana que não me lembro mais qual foi, mostrei pra vocês as vlogueiras que eu mais gosto no Youtube. Hoje é dia dos meninos/homens mais legais de lá.

  1. Greg Holden

Conheci Greg na mesma época que conheci Julia Nunes, por isso ele merece estar aqui no número 1. Mas não é só por isso, e sim porque ele é um cara mega talentoso. Só pra dar um exemplo desse talento, ele é o autor da música Home, cantada por Philip Phillips e conhecida ao redor do globo. Mas vamos lá contar a história de Greg Holden.

Foto de Greg retirada da sua página no Facebook, https://www.facebook.com/gregholden

Foto de Greg retirada da sua página no Facebook, https://www.facebook.com/gregholden

Greg é um artista britânico que começou a colocar suas músicas no Youtube lá pelos idos de 2007 – mais ou menos quando eu o “encontrei”. Tava lá eu, descobrindo o Youtube, e me deparo com esse cara gato com esse sotaque lindo e uma voz maravilhosa. Não podia deixar ele pra lá, né? Vi todos os vídeos dele e me apaixonei por sua voz e suas músicas (tanto que até coloquei uma das músicas dele no meu segundo livro).

Alguns anos depois, ele decidiu se mudar pra NY pra ver se sua carreira deslanchava. Nessa época, perguntou para as pessoas que seguiam seu canal o que achávamos da ideia, e eu dei minha opinião (nessa época, lembro que tinha uma sessão de mensagens no youtube, algo como o inbox do Facebook, mas fui procurar dia desses e não achei mais). E ele me respondeu, todo fofo e simpático! Obviamente me apaixonei mais ainda, ainda mais sendo a solteira romântica que eu era na época. Mas tô aqui pra falar de Greg, e não de mim, né.

Greg foi pra NY e lá conheceu várias pessoas e foi crescendo, crescendo, crescendo. Até uma música sua parar na trilha sonora das séries Private Practice (spin-off de Grey’s Anatomy) e One Three Hill e de mais alguns filmes independentes. Depois sua música Home foi escolhida para ser a música final de Philip Phillips em American Idol e agora ele está lançando um novo cd, após vários eps. Ou seja, agora Greg tá recebendo tudo que merece – e que passou anos batalhando pra conseguir. E ele continua lá no Youtube postando coisas. Com menos frequência, mas ainda tá lá. Os vídeos não são mais amadores e ele não aparece mais na casa das pessoas pra fazer shows (como na série de vídeos “Not in my living room”, onde as pessoas se inscreviam para Greg dar um show particular na casa das pessoas, e ele ia, claro, e colocava no youtube). Agora os vídeos tem uma qualidade mega foda e ele aparece cantando em palcos fazendo tour pelos EUA. Mas continua o mesmo Greg fofo e simples de sempre. E lindo. J

  1. PC Siqueira
Pc Siqueira e Lola.

Pc Siqueira e Lola.

PC foi o terceiro youtuber que conheci, e primeiro brasileiro que comecei a ver todos os vídeos, em seu canal maspoxavida (AMO o nome do canal). Eu não perdia um. Hoje em dia, não sou mais tão fanática por ele, mas ele tinha que estar nessa lista por ter importância na minha vida youtubística. O PC é aquele cara sincero que não tem medo de falar palavrão e o que pensa sobre as coisas. Eu gosto dele porque ele é 100% ele no vídeo e não deixa de falar sobre certo assunto só porque é tabu ou porque a maioria das pessoas não vai concordar ou vai se chocar com sua opinião. Meio como o Cauê Moura, mas sem toda aquela berração (que é o motivo de eu não conseguir assistir os vídeos do Cauê). Claro que PC me conquistou mais ainda quando ele ganhou a Lola e aquela buldogue francesa fofucha começou a aparecer nos vídeos com ele (o que é ela fazendo hi-5?!). Mas mesmo sem Lola eu já gostava da franqueza de seus vídeos. Porque eu gosto de gente assim, sem papas na língua e que é sincera e natural, sem precisar ficar criando personagens falsos na tela só pra agradar.

  1. Tyler Oakley
Tyler Oakley e seu sorriso contagiante.

Tyler Oakley e seu sorriso contagiante.

Descobri o Tyler super recentemente, apesar de ele ser meio o rei do Youtube lá fora. Tyler faz vídeos há uns 8 anos já, e fala sobre vários assuntos. Como é assumidamente gay, é um ativista pela causa LGBT e fala muito sobre isso em seus vídeos, em grande parte para dar apoio e ajudar seus espectadores que estão passando por questões por serem homossexuais, como bullying, vergonha de se assumir, entre outros assuntos. E só de falar sobre sua sexualidade abertamente também mostra para as pessoas que não é errado ser homossexual, fazendo-as se sentir melhor com elas mesmas.

O que me fez gostar dos vídeos de Tyler foi, primeiro, as participações. Eu sempre gosto quando os youtubers participam uns dos vídeos dos outros. É tão divertido vê-los interagindo. E no caso de Tyler, sua dupla dinâmica é a Mamrie Hart. Os vídeos dos dois juntos são os mais engraçados ever, porque ela é tão divertida quanto ele. Sério, a risada do Tyler é totalmente contagiante. E esse é o principal motivo de eu gostar de ver os vídeos dele, pra poder rir feito louca por minutos sem parar! Por favor, assistam e me digam se vocês também não escangalharam de rir assistindo algum vídeo dele!

  1. Tavião

O canal do Tavião é mega novo, é novíssimo, o primeiro vídeo é do dia 18 de maio de 2015! Mas como era Tavião, eu não podia deixar de me inscrever. Conheci o Tavião (ou Otávio, para os mais íntimos) no canal Rolê Gourmet, canal foda de culinária dele e de PC Siqueira. Obviamente, eu me inscrevi no Rolê Gourmet por causa do PC (e porque amo gastronomia), mas posso dizer com certeza que fiquei por causa do Otávio. É ele quem faz a maioria das receitas, e a medida que eu via os vídeos, eu percebia que ele tinha muita coisa pra dizer, que ele é um cara muito legal e com pensamentos muito parecidos com os meus. Reparei mais ainda nisso quando assisti esse vídeo do Jacaré Banguela, onde o Jacaré entrevista Tavião sozinho, ou seja, temos a oportunidade de conhecê-lo melhor, sem o PC. E gostei muito. Por isso, quando vi que ele criou um canal só dele, não pensei duas vezes antes de correr pra assistir os vídeos.

Otávio Albuquerque, ou Tavião.

Otávio Albuquerque, ou Tavião.

O nome do canal é Coisas que nunca vivi (ou evitava viver), e lá ele fala exatamente disso, de coisas que ele nunca tinha vivido até então. Pelo que parece, aconteceu uma mudança na vida dele, ele terminou um namoro e tal, e aí está contando várias coisas que tem feito que nunca havia feito parte de sua vida. Não sei quanto tempo isso vai dar pano pra manga, mas por enquanto tô achando bem legal. E gosto muito mesmo do jeito que ele fala, do jeito que ele pensa, ele é um cara bem inteligente! Nota 10 pro canal novo do Tavião!

  1. Tom Fletcher

Esse canal está aqui única e exclusivamente porque não sou inscrita em outros canais de homens, pela primeira vez na vida gosto mais de coisas que mulheres fazem do que de homens (agora é a hora que várias pessoas me chamam de machista – mas não é nada disso! Mas também tô com preguiça de ficar me explicando aqui, então qualquer dia escrevo um post sobre isso).

Tom Fletcher!

Tom Fletcher! Sim, esse é o Tom, e não o Tyler.

Tom Fletcher é irmão da Carrie Fletcher, que entrou na minha lista de Top 5 youtubAs favoritas. Mas Tom Fletcher também é cantor/guitarrista/songwriter da banda Mcfly. Quer dizer, agora é tudo isso na banda McBusted (porque, infelizmente, entraram integrantes da banda Busted no Mcfly e aí viraram esse supergroup aí que canta músicas não tão legais quanto as do Mcfly). E super ligado em internet como é (pra não dizer viciado em redes sociais e afins), Tom criou um canal do Youtube pra divulgar seu trabalho e mostrar um pouco da vida dele pessoal pra galera – que, pra mim, é a parte mais legal. Quando ele tá com os meninos do Mcfly eles parecem voltar a ter 13 anos e ficam fazendo um bando de palhaçada boba. Mas quando ele cria músicas novas ou faz coisas bobas com o filho ou os gatos ou sua família, aí é bem divertido. Gosto muito de um vídeo em que ele fez um dueto com sua esposa, Giovanna (que é escritora e também tem um canal no youtube), de uma música dos Beatles.

Mas vocês podem já conhecer Tom por um vídeo dele com o filho (que se chama Buzz, pobre coitado) que tá rolando pela internet e as pessoas estão compartilhando como se fosse a coisa mais normal do mundo e como se Tom fosse só mais um pai andando por um campo de dandelions com o filho assoprando flores. SIM, EU TÔ ACHANDO BIZARRO PESSOAS QUE NÃO FAZEM IDEIA DE QUEM TOM SEJA COMPARTILHANDO UM VÍDEO DELE! Enfim… Esse é o Tom!

E esses foram meus 5 favoritos. Vocês conheciam? Vocês gostam? Quem são os seus favoritos? Me contem! Tô numa fissura tão grande com Youtube que quero conhecer todos os vlogueiros do mundo!

Beijos!

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Youtube e como um vício só precisa de uma chama

Ando meio viciada em youtube. Começou, bem, na verdade, começou anos atrás, quando descobri a Julia Nunes, e depois quando, de algum jeito que não lembro como, sei de cara com PC Siqueira, Lola e seus vídeos críticos. Na época, eu passava meus minutos do dia vendo vídeos, mas nada como agora, quando redescobri essa plataforma/rede social. Tenho que dizer que eu sempre preferi os vídeos da galera lá de fora. Tirando o PC Siqueira, todo mundo me parecia me forçado e não-natural, e isso me incomodava. Me incomodava ainda mais o fato de a maioria dos vídeos que eu achava onde o youtuber era mulher eram sobre maquiagem, moda, estética, e todas essas coisas que não me interessam nem um tico. Mas aí achei a Kéfera e dei altas risadas com os vídeos dela – até eu enjoar do jeito dela. E então achei a Julia, mais conhecida como Jout Jout, e pronto, eu tinha encontrado minha “ídala” youtubítica. E daí entrei num vórtice de onde não consegui mais sair, porque um vídeo te leva pra outro, que te leva pra de outra pessoa, que te leva pra outra, e quando você vai ver, já se inscreveu em mai cinco canais novos. Mas, é uma pena dizer, continuo preferindo os canais estrangeiros. A galera daqui continua parecendo que tem que ser perfeito em frente a câmera, agindo totalmente não-natural e falso, muito falso. Não aguento assistir coisas assim. E as meninas continuam parecendo só querer falar de beleza. Why, girls, why? Claro que não são todas, mas a grande maioria, o que me deixa muito infeliz, porque só reforça o esteriótipo de que mulher só pensa em moda e beleza, mas enfim, existem as que não falam disso, e existem as que tem canais super hiper interessantes. E colocarei aqui meu top 5 de YoutubAs que estou kinda viciada no momento. (em breve, faço minha listinha dos meus YoutubOs favoritos).

1. Julia Nunes

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Como foi ela quem me levou ao mundo do Youtube, por causa dela passava horas assistindo vídeos na internet, nada mais justo de ser a primeira a ser mencionada. Julia, apesar no nome super América latina, é dos Estados Unidos (NY, apesar de agora estar morando na Califórnia) e criou seu canal pra divulgar sua música. Numa época em que eu não fazia ideia como os programas de edição funcionavam (hoje eu ainda não sei mexer muito bem neles, mas pelo menos sei o básico), ela já gravava tudo em casa, voz principal, 2a voz, fazia os arranjos e juntava tudo no vídeo e eu ficava pensando: como the hell ela faz isso??????? Mas a pergunta principal que se passava pela minha cabeça era: como uma garota com uma voz tão incrível como a dela ainda não faz sucesso? Ainda bem que hoje ela já é conhecida (razoavelmente, não é uma Katy Peery da vida) e já tem CD próprio e já foi a eventos, programas de TV e tal. Além de fazer vários shows que lotam por aí (galera do youtube é muito leal), inclusive cantou com um dos seus cantores favoritos, Ben Folds (da banda Ben Folds Five, que não existe mais). Eu gosto muito da voz dela porque é mais grave – eu não gosto de vozes agudas -, e ela passa muito sentimento pela voz. Mas chega de ficar falando sobre ela, let’s hear her!

São tantos vídeos bons (inclusive os com músicas originais dela, que são muito boas) que foi bem difícil escolher um só. Escolhi o cover de That green gentleman, do Panic! at the disco, porque foi o primeiro que eu vi, na minha fase maníaca por Panic! Mas acho que voces deveriam ver também o de Keep fishing, Tell her this, Gone e, definitivamente, o de It’s the end of the world as we know it, porque é MUITO engraçado! E se quiser ver algum de música original dela, veja Regrets. I just LOOOOOOOOOOOOOOVE this song! E eu descobri muitos artistas bons vendo os vídeos da Julia, então recomendo procurá-los também. Ah! Foi com ela que conheci (e ve pela primeira vez) o ukelele!

2. Jout Jout

Primeiro vídeo da Julia Tolezzano, também conhecida por Jout Jout, ou Jout Jout, Prazer, que vi foi esse aqui:

Não, não foi o vídeo do batom vermelho, esse só vi quando fiz minha overdose de vídeos da Julia e vi todos em menos de uma semana (na época, o canal tinha uns 40 vídeos). Gostei tanto desse primeiro (que achei na linha do tempo de alguma amiga no Facebook) que fui catar os outros e, inicialmente, eu achava que ela uma mulher super experiente de 30 e blaus anos (ou seja, mais velha que eu). Foi só em um de seus vídeos que descobri que ela tem somente 24 (agora acho que 25) anos, ou seja, mais nova que eu! E tão segura e cheia de coisas interessantes pra falar! E de uma forma tão natural! Gostei no exato momento em que assisti o primeiro exatamente por isso. Como eu já disse, tão raro encontrar vloggers brasileiras agindo de forma natural e sem medo de serem bobas ou erradas ou agir de jeito meio desajeitado, sem ser perfeita, sabe? E era tão eu isso! Nada de mulher super feminina e linda e perfeita com maquiagem e cabelo arrumado e falando a coisa certa na hora certa de maneira perfeita. Não, só um ser humano sendo ela da maneira mais natural e humana possível. Amei! Sem contar que os assuntos são interessantes, o que também é mais um ponto. E a partir de então, não perco um vídeo que ela posta!

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Imagem retirada da página “Frases da Jout Jout”, no facebook.

3. Hannah Hart

O nome do canal da Hannah é My Harto, que é como os japoneses falavam seu nome na época em que morou lá (a parte do Harto, e não do My, claro). Hannah tem 28 anos (todo mundo é mais novo que eu!!!!!) e começou o canal há 4 anos de maneira totalmente descompromissada, quando resolveu gravar um vídeo para uma amiga enquanto cozinhava (e bebia, ao mesmo tempo) e colocou no youtube. Só que não foi só a amiga dela que gostou e as pessoas começaram a pedir mais vídeos, o que ela fez. E agora tá aí, com mais de 433 mil inscritos no canal.

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Ela inicialmente fazia esse “programa” que apelidou de My drunk kitchen, onde, como no primeiro vídeo, cozinhava enquanto bebia algo alcoólico (que é muito engraçado porque todo mundo sabe que as pessoas vão ficando altas, e vão falando besteira, e vão fazendo besteira, e vão rindo…), e em alguns vídeo chamava algum convidado (outros youtubers e pessoas famosas também). Agora, além do My drunk kitchen, faz também vlogs sobre assuntos diversos (fez até uma entrevista com Whoopi Goldberg!), tour pelos EUA de humor com amigas também vloggers e também lançou um livro com o mesmo título do programa principal de seu canal, com receitas e histórias engraçadas. Queria MUITO esse livro!

Ah! Seria bom dizer o motivo de eu gostar dela, né? É porque ela é engraçada, natural, boba, sem frescuras e faz receitas legais e fáceis e fala sobre assuntos interessantes. My kind of person!

Esse foi o primeiro vídeo do canal, primeiro episódio de My Drunk Kitchen. Achei válido escolher esse pra vocês conhecerem a Hannah.

4. Grace Hebig

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Apesar de ter essa cara de princesinha do pop, a Grace é outra das minhas. Ou seja, maluca, natural, engraçada, meio dorky (desculpa, não consigo pensar em uma palavra em português que traduza exatamente o sentido de dorky. ou de corky). Ou seja (again), nada super feminina perfeitinha. Adoro! No início, não gostei muito dela. Li em algum lugar que a Jout Jout via os vídeos dela e fui procurar. Não me chamaram a atenção. Mas então achei a Hannah e como ela é uma das melhores amigas da Hannah, apare bastantes nos vídeos dela. Depois achei Tyler Oakley (que falarei no post sobre os youtubOs) e ela também aparece bastante. E comecei a rir bastante com ela. E aí voltei ao canal dela. E então gostei. Talvez eu precisasse só me acostumar com o jeito diferente dela – ainda mais quando se espera uma atitude totalmente diferente por causa da carinha que ela tem (sim, às vezes eu julgo as pessoas pela aparência, quem nunca?).

Grace faz vídeos desde 2006 (!), mas começou a ser conhecida quando passou a apresentar o programa DailyGrace, no canal MyDamnChannel. Só que no final de 2013 ela resolveu não renovar seu contrato com o canal e criou o seu próprio, o It’s Grace, onde teve que recomeçar praticamente do zero pra conseguir inscritos novamente. Mas como muita gente já a conhecia do outro canal (e adorava), não foi difícil pra ela acumular milhares (mais de 174 mil, pra ser “exata”) de inscritos novamente.

Vou deixar também um vídeo dela com as amigas Hannah Hart e Mamrie Hart (que, incrivelmente, não tem parentesco com a Hannah) porque acho que os melhores vídeos das três são quando estão juntas.

5. Fernanda Zau/Carrie Fletcher

Fernanda (esq.) e Carrie (dir.)

Fernanda (esq.) e Carrie (dir.)

Como não consegui decidir qual das duas colocaria no Top 5, decidi colocar as duas, porque o blog é meu. Hahahahahaha Brinks. Vejo os vídeos da Carrie há muito mais tempo que os da Fernanda, mas acho os da Fernanda mais a minha cara. Ainda assim, não consegui escolher a Fernanda e deixar a Carrie de lado, então falaremos sobre as duas.

Admito que entrei no canal da Carrie Fletcher única e exclusivamente porque ela é irmã do Tom Fletcher, um dos integrantes da banda Mcfly (agora McBusted, infelizmente). Só que, como vários que escolheram assistir Carrie por esse motivo, acabei ficando porque a garota canta MUITO! Não acredita? Então olha só!

Viu do que estou falando? Acreditou agora? Com os anos, a voz dela só foi melhorando, e isso por conta de todas as aulas e dedicação, porque ela desde pequena faz musicais no teatro e agora a carreira dela como atriz de musicais deslanchou de vez (está, atualmente, na montagem de Les Miserables, peça que ela sempre teve uma grande paixão, em especial pela personagem que interpreta, Eponine – a mais legal mesmo). Porém, as músicas são a menor parte do canal da Carrie hoje em dia. Além de fazer vídeos intitulados “Dear Tom and Gi” (antigamente só “Dear Tom”), uma conversa com o irmão Tom e a cunhada Giovanna para atualizarem suas vidas umas para os outros, já que muitas vezes não conseguem se encontrar, também faz vlogs onde fala sobre assuntos diversos. O público alvo da Carrie é um pouco mais novo que eu (tô sendo muito boazinha comigo com esse “um pouco”), adolescentes de 12 a 16, 17 anos. Por isso, Carrie evita falar palavrões e tenta passar mensagens positivas porque acredita que seu público é muito impressionável e não quer passar coisas que façam mal a eles. Por causa dessa característica específica, não me identifico tanto assim com os vídeos dela, mas como já virou costume assisti-la cada vez que publica um novo vídeo, continuo entrando no seu canal (que se chama It’s way past my bed time). Mas também gosto de vê-la porque ela passa uma energia positiva muito boa e é bom saber que ainda existem pessoas legais e boas nesse mundo, me dá um pouco mais de esperança.

Já a Fernanda Zau tem muito mais a ver comigo. Um vídeo dela apareceu como recomendação pra mim e eu cliquei na fotinho dela porque ela é ruiva e ruivos kick ass (o mundo deveria ser ruivo, seria muito mais interessante). Inicialmente, achei-a um pouco escandalosa (eu já estava na fase de parar de assistir a Kéfera porque ela é muito escandalosa), a voz um pouco estridente. Mas depois deixei isso de lado quando vi que a menina tinha coisa pra falar – e um bando de coisas que eu concordava. Esse vídeo aí de cima então… Veio bem na época que eu tinha acabado de assistir a última temporada de Once upon a time e tava in love com a Regina e ela vem e me fala das vilãs, e como vilões são foda (concordo) e como a Regina é foda. Amei pra sempre! Como ela é atriz, fica super à vontade em frente a câmera, então os vídeos saem naturais, descontraídos. E eu gosto do jeito como ela fala (agora). Me identifico. Até porque a gente só assiste milhões de vídeos de uma pessoa se a gente se identificar, né? Senão, qual seria o motivo? (ok, tem vários, mas vamos fingir que só tem esse) Enfim, adoro. Assim como também adorei esse vídeo a seguir (e ela falou bem do Alfie Allen – vulgo Theon Greyjoy -, como não amar?):

Enfffffffffffffffffffffffffffim, falei pra caramba sobre minhas YoutubAs favoritas, espero ser menosprolixa quando falar dos meninos do youtube. E vocês, qual suas vloggers favoritas? Conta preu!

Ah! Também não posso ir embora sem dizer que essa que vos fala também tem um canal no youtube! E eu ficaria mmmmuito feliz se vocês entrassem e se inscrevessem no canal! Falo de um bando de coisas legais e faço coisas bem malucas, é engraçado, vocês não vão se arrepender! Vou até facilitar a vida de vocês e colocar aqui um vídeo pra vocês clicarem e se inscreverem. Tá bom? Então tá bom! (Pra quem ainda não assistiu nenhum vídeo da Jout Jout, o que tá em negrito é algo que ela fala bastante em quase todo vídeo. Referências!!!!!!!!!!!!!!!!!)

Deixei um engraçadinho, agora vai o último postado, que é sobre a polêmica em relação ao comercial de dia dos namorados da Boticário, ou seja, é um vídeo muito sério e eu muito revoltada!

Segue eu!

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Mãe é tudo igual? ou Ode às mães

Bom dia, pia! Ou seria boa tarde, alarde? Enfim, seja a hora do dia que for, olá!!!!!!!!!!!!!!

Ontem foi dia das mães e espero que o dia de todos vocês tenha sido lindo! Passei o meu com minha mami e minha sogra, tomamos café, jogamos memória e quebra-cabeça, depois almoçamos, foi uma delícia! E aproveito o post para, mais uma vez, agradecer minha mãe por tudo que fez por mim durante esses (gulp!) 30 anos, apesar das brigas eventuais. hahahahaha Isso que dá colocar duas taurinas juntas!

Aproveitando a data especial, resolvi listar por aqui as 5 mães da ficção que eu consegui lembrar mais gosto. Tem seriado, livro, tem… Bem, na verdade só tem livro e seriado mesmo. #Sériemaníaca #Bookaholic Quero ver se vocês concordam. Sempre falo isso, né? Mas é porque realmente fico curiosa pra saber a opinião de vocês, quando vocês não me dizem fico aqui nervosa pensando “ai, o que será que eles acharam?”. (ansiosa? nervosa? que isso!) Bem, chega de lenga-lenga, né?

1. Liliy Potter (Harry Potter)

A mamãe número um não poderia ser outra que não a mãe do bruxo mais amado do mundo (ok que amo mais o Ron, mas isso não vem ao caso), afinal, ela deu a vida dela pra salvar o Harry. DEU A VIDA DELA!!!!!!!!!!!!!! Sua mãe pode ter te ensinado várias coisas, mas ela não preferiu morrer a ver você morto (ok, eu sei que todas as mães fariam isso – ou deveriam, pelo menos, porque sei de algumas que não fariam). Então não tem pra ninguém nesse número 1 aqui, só podia ser ela!

2. Molly Weasley (Harry Potter)

Continuando no mundo fantástico de Harry Potter, a segunda mãe que vale muito a pena ser mencionada é a Molly Weasley. Os Weasley são a minha família favorita da série, todos os personagens são fantásticos, tem características muito marcantes e todo mundo sabe que são o comic relief dos livros. Eles são hilários! E ruivos! #todoamoraosruivos E a Molly é uma das melhores da família (digo uma das melhores porque ninguém supera meu amor de toda vida, o Ron, e os gêmeos são os gêmeos). O jeito duro e carinhoso (sim, isso é possível) que trata seus filhos, o jeito que faz cada um deles passar vergonha (alguém consegue esquecer do berrado que o Ron recebeu em plena mesa?), e a fofura que ela é com todo mundo, super mãezona mesmo, tudo isso é de se apaixonar instantaneamente por ela. Ela é protetora e badass ao mesmo tempo. Uma das melhores personagens da série, sem sombra de dúvida, e uma das melhores, mães do mundo.

3. Regina/Evil Queen (Once upon a time)

Há um tempo, resolvi dar uma segunda chance a Once upon a time e a série me pegou de jeito novamente. E comecei a adorar uma personagem que eu já achava ótima no começo, mas que agora percebi ser a melhor personagem da série: a Rainha Má (ou Regina, como você preferir). Não sei se você gosta ou não gosta dela (eu amo!), mas uma coisa não tem como negar: ela é uma mãe foda! Tudo que ela faz é pensando no Henry (ok, algumas são pensando em vingança), e ela vai até seu limite pra proteger aquele garoto, passando por cima de tudo e todos (literalmente). Às vezes, até de seu próprio orgulho. Não vou falar muito mais porque não quero dar spoilers, mas se você tem uma mãe como a Regina, você não precisa se preocupar com nada. E já está mais que claro que ela ama o Henry de verdade, com todo pedaço de seu negro coração.

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4. Claire (Modern Family)

Eu AMO a Claire! Na verdade, difícil falar um personagem que eu não ame em Modern Family. Mas como estamos falando de mães, a Claire não podia ficar fora dessa lista. Não, ela não é a mãe perfeita, mas quem disse que perfeição é legal? A graça da Claire é que ela não é perfeita! A graça dela é a maluquice, é a total insanidade, é sua tentativa sem fim de deixar tudo organizado na vida de todo mundo, mesmo sendo impossível! São os surtos, os gritos, a competitividade. E, ainda assim, é óbvio que ela ama aqueles três filhos de enlouquecer dela (eu daria um tapa no momento que a Hailey e a Alex começassem a brigar e falar “mom!”) e faria (e faz) de tudo por eles (vide os momentos fofos que a série tem). Sem contar que o fato de ela achar que está sempre certa me lembra um pouquinho uma certa mãe que conheço desde que nasci… 😉

5. Nora Walker (Brothers and Sisters)

Eu AMAVA Brothers and sisters e tinha uma huge crush no Dave Annable, o filho mais novo (Justin). Ah é, isso não tem nada a ver com o assunto de hoje, né? (ainda faço um post só sobre homens gatos de séries, ah, se faço!)

Como Brothers and sisters não foi uma série muito assistida por aqui (pelo menos, não por pessoas xóvens), falarei um pouco sobre ela. O seriado era sobre uma família, os Walker (sobrenome foda! adoro!), que consistia em 9 pessoas: Nora (a mãe),  Sarah, Kitty, Tommy, Kevin e Justin (os filhos), Saul (o irmão da mãe) e Paige e Cooper (filhos de Sarah). Como a série centrava mais nos adultos da família, as crianças não apareciam muito (graças a Deus), então mostrava muito o relacionamento dos membros mais velhos dessa família. E era hilário. Brothers and sisters era considerada drama, mas era impossível não rir em todos os episódios, de tão confusa era a família. Sabe como é família grande (quem tem uma, como eu, sabe): todo mundo falando ao mesmo tempo, brigas, dramas, etc etc etc. E o centro disso tudo era a Nora, a matriarca (o marido morre logo no primeiro episódio), que tem que colocar ordem na bagunça.

Apesar de já ter lá seus 60 anos, Nora era super ativa (até demais), doidinha e tem o pulso mega firme. Tinha umas tiradas que te faziam morrer de rir, e o jeito que tratava os filhos era como se todos ainda fossem crianças, ou adolescentes. Sério, se você nunca viu Bothers and sisters, corre lá pra ver porque é o máximo. Eu sinto muito falta. E pela primeira vez na vida, uma personagem bem mais velha que eu, como é o caso da Nora, é uma das minhas favoritas (Justin era meu favorito, mas ela era a segunda, com certeza!). Mas também pesa o fato de quem interpretava ela era a fantástica Sally Field, né?

E é isso. Meu Top 5 mães da ficção. Vocês concordam com minha seleção ou colocariam outras na lista? Me contem! E me sigam!

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Eu e minha mãe no dia do meu aniversário.

Eu e minha mãe no dia do meu aniversário.

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Feliz Dia do Leitor!

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Hoje, dia 07 de janeiro, é comemorado o dia do leitor. Eu, como apaixonada por livros e leitora que sou, não podia deixar passar em branco.

Primeiramente, gostaria de agradecer a todos os que leram meus livros Queria Tanto e/ou Coisas não ditas pelo simples motivo de que, sem vocês, eu, a Livia escritora, não existo. Portanto, obrigada por comprar os livros, ou pegar emprestado de um amigo, ou ler na livraria, e pelas mensagens lindas que eu recebo sobre o que vocês acharam. Vocês não tem noção de quanto eu fico feliz com cada recadinho, fico até com lágrimas nos olhos! Juro! E sempre saio pra contar pra todo mundo. Obrigada mesmo!

Agora, deixando a parte escritora de lado, vou falar um pouco de 5 livros que eu amo. Aqueles livros que eu posso ler novecentas e cinco mil vezes que não me canso. Os livros que mudaram a minha vida – pra melhor, lógico.

1. Carta para alguém bem perto (Fernanda Young)

ImageO livro é sobre Ariana, uma mulher rica, casada com um homem da alta sociedade (lê-se: rico e conhecido), que tem uma filha adolescente que é super certinha, a filha perfeita. Olhando de fora, sua vida parece perfeita, mas Ariana é cheia de conflitos internos que acho que todos temos, mas ninguém nunca havia colocado no papel do jeito que a Fernanda Young faz. Ela preencheu as 382 páginas com questionamentos que eu, uma menina de 15 anos, era inundada. Acho que nenhum livro falou tanto comigo e de mim como aquele livro naquela época. Lembro de voltar do colégio lendo no ônibus (isso porque eu sempre enjoei em transportes em movimentos) e pensando em tudo aquilo que eu lia por horas. Com certeza Fernanda Young me transformou como pessoa – e como escritora, porque foi depois desse livro que decidi que era isso que eu queria fazer pelo resto da minha vida: escrever.

 

 

 

 

2. Harry Potter (J.K. Rowling)

Não tem como escolher um livro entre os 7. E também não preciso explicar quem é Harry Potter, né? Acho que todo mundo, de criança a idoso, leu ou já viu esse livro, que dizer, essa genialidade em algum lugar. Sim, porque pra escrever uma história assim tem que ser gênio! Uma das poucas histórias que conseguiu alcançar pessoas de todas as idades, mesmo sendo escrito, supostamente, para o público infantil (porque, pra mim, não é um livro para crianças).

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Foram inúmeras noites não dormidas querendo saber o que acontecia a seguir. E muitas lágrimas ao longo dos sete livros também, principalmente quando (SPOILER) o Cedric e o Fred Weasley (melhor família da literatura) morreram. E, claro, muitos coraçãozinhos apaixonados por causa do Cedric (por isso as lágrimas) e do Ron, que será minha eterna paixão literária. Não tem como se manter ileso ao mundo fantástico de Harry Potter, é simplesmente humanamente impossível.

3. Eu sou o mensageiro (Markus Zusac)

Esse livro já é mais novo, de 2006, e é, de longe, o melhor livro que li nos últimos tempos. Pra ter ideia de como esse livro teve impacto em mim, depois eu saí correndo atrás de todos os livros do autor – e finalmente li A menina que roubava livros, que estava há anos na estante da minha mãe. Markus Zusak realmente é um escritor fantástico começando por seu estilo de escrita. Se você já leu algum livro meu, deve ter percebido que não sou muito fã da formalidade. Palavras muito rebuscadas e uma estrutura de texto que parece que o autor só está escrevendo daquele jeito para mostrar sua inteligência me enojam. Zusak é o oposto. Você nota que ele é inteligente, que ele tem um vasto conhecimento de vários assuntos, mas ele não precisa de pompa pra demonstrar isso. Não precisa de forma pra mostrar que tem conteúdo. Sua maneira de escrever é bem informal e te prende nas palavras, porque o ritmo é leve e fácil, é gostoso de ler – por mais que algumas cenas sejam bem pesadas.

Eu sou o mensageiro fala de um jovem que se sente um inútil na vida – e é de certa forma, já que não faz muita coisa além de trabalhar como taxista e jogar cartas com os amigos. Até que ele começa a receber cartas anônimas que o levam a endereços que ele não conhece e não faz ideia do que ele tem que fazer lá. Até chegar no local. Mais um livro que te faz pensar muito em sua própria vida e o que você anda fazendo com ela. Por isso gostei tanto. Como deve ter dado pra perceber, gosto de livros que te fazem questionar, pensar –  e mudar. Só não tá no primeiro lugar porque, bem, não tem como disputar com um livro que te fez escolher sua profissão. E nem com Harry Potter.

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O livro que minha amiga Camila me emprestou e eu devorei em menos de 15 dias! (aliás, obrigada, Camila!)

 

4. A long way down (Nick Hornby)

Eu já fui viciada em Nick Hornby (o famoso criador de Alta Fidelidade, livro que virou filme que fez todo mundo fazer listas de Top 5, como essa). E, nessa época, li A long way down e AMEI! O livro, de 2005, conta a história de 4 pessoas que estão no topo de um edifício em plena virada de ano novo – pra se matar. Sim, 4 suicidas se encontram no alto de um prédio e começam a conversar, já que não esperavam encontrar mais ninguém ali.

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O diferencial pra mim, logo no início, foi a narração do livro. Todos os personagens são narradores, e você pode perceber aquela noite de todos os pontos de vista. Agora pode ser até algo muito utilizado na literatura mas eu, até então, nunca tinha lido algo assim. E mais uma vez vem os incansáveis questionamentos sobre a vida, tão importantes para mim. Nick Hornby também é mestre no estilo informal, te fazendo sentir como se você estivesse ali no topo com eles – mas sem querer se matar, por favor.

Tem anos que ouço a história de que o livro vai virar filme, como aconteceu com vários livros de Hornby (Alta Fidelidade, Fever Pitch, O grande garoto), e foi dito até que os direitos tinham sido comprados pelo (uiui) Johnny Depp. Mas até agora nada de filme. Diz o IMDB que sairá em 2014, Fingers crossed!

5. A Ladeira da saudade (Ganymedes José) e A baía dos golfinhos (Lucília Junqueira de Almeida Prado)

Eu sei que disse que ia escolher só 5 livros, mas sempre acabo ficando em dúvida entre duas coisas e não consigo escolher. Eu li esses dois livros na minha infância (ok, um foi na pré-adolescência) e ficaram marcados em mim por motivos muito diferentes, por isso eu tinha que deixar os 2 aqui na lista.

ImageQuando eu li A baía dos golfinhos eu tinha menos de 10 anos com certeza. E a partir de então, todo mundo que me perguntava qual era meu animal favorito, eu dizia golfinho. Tudo por causa da riqueza de detalhes sobre os golfinhos e o local maravilhoso onde se passa a história: Fernando de Noronha. Claro que nessa época eu não sabia quão caro era ir até Fernando de Noronha e vivia pentelhando meus pais que queria ir lá pra ver e nadar com os golfinhos. É, eu achava que era simples assim. Ah, a cabeça de uma criança (não que a minha tenha ficado muito pé no chão). Confesso que não lembro muito da história, mas o que senti lendo o livro está comigo até hoje, por isso ele é tão precioso pra mim. Sem contar que me ensinou muito a cuidar e respeitar o meio-ambiente, o que faço até hoje!

 

 

 

 

 

ImageA ladeira da saudade eu lembro bem e sei exatamente porque gostei tanto: porque eu sou mega ultra super romântica. O livro é sobre uma menina que vai passar um tempo na casa da tia, que mora em Minas. Ela adora ler e lá conhece a história de Maria Dorotéia e Tomás Antônio Gonzaga, ou Marília e Dirceu, uma das histórias de amor mais românticas e tristes do mundo, mais que Romeu e Julieta. Tomás Antonio Gonzaga foi um dos escritores arcadistas, romântico até a ponta da alma, que era apaixonado por Maria Dorotéia, para quem escreveu Marília de Dirceu (Dirceu era seu nome arcádico). Como foi um dos inconfidentes (da Inconfidência Mineira), Tomás Antônio Gonzaga foi preso e depois mandado para a África, nunca mais vendo Maria Dorotéia, com quem estava de casamento marcado. Em A ladeira da saudade, a personagem principal, Lília, conhece em Ouro Preto um menino, Dirceu, por quem se apaixona. E o romance faz alusão à Marília e Dirceu o tempo todo, uma vez que os nomes dos personagens são os mesmos. É incrivelmente lindo e romântico. Por isso é um dos meus livros preferidos.

Esses são meus 5 (bem, 6) livros favoritos. E os de vocês?

Beijocas e feliz dia do leitor!