Roma – Crítica

Roma é um puta filme! Desculpa a linguagem, mas é tudo isso que as pessoas estão falando mesmo: uma obra-prima. Mas antes de eu falar mais sobre esse filmaço, aí vão as categorias pelas quais eles está indicado – e não são poucas (junto com A favorita, Roma é o filme com mais indicações ao Oscar desse ano).

Melhor Filme

Melhor Filme Estrangeiro

Melhor Roteiro Original

Melhor Direção (Alfonso Cuarón)

Melhor Atriz (Yalitza Aparicio)

Melhor Atriz Coadjuvante (Marina de Tavira)

Melhor Direção de Fotografia

Melhor Direção de Arte

Melhor Edição de Som

Melhor Mixagem de Som

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Vamos falar das coisas boas do filme. Fotografia: check! Atuações boas: check! Roteiro bem escrito: check! Filme em preto e branco: check!

Ok, filme em preto e branco não é necessário pra um filme ser bom, mas dá todo um estilo e charme, né? E no caso desse filme, era um dos quesitos primordiais do diretor, Alfonso Cuarón (também conhecido por dirigir Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban, Gravidade e, o meu favorito, Y tú mamá también, filme que me apresentou dois amores de minha vida, Diego Luna e Gael García Bernal. Ah! E também um clássico da infância da minha geração, A princesinha). Os outros eram que o filme fosse todo retirado de suas memórias e que fosse centrado em Cleo, personagem inspirada em sua babá desde os 9 meses de idade, Liboria Rodríguez (Libo). Isso porque o filme é uma reprodução de suas memórias de infância, tendo a babá como a narradora do filme, já que as situações são contadas pelo seu ponto de vista, ou seja, acompanhamos as cenas da perspectiva de Cleo. Porém, conseguimos entender também como foi fazer parte de uma família mexicana de classe média (alta, ao meu ver) dos anos 70 – e como era trabalhar para tal.

Tem muita gente comparando Roma (que, aliás, é o nome do bairro onde a família mora, situado na Cidade do México, no México) com o nosso Que horas ela volta, mas eu não posso dar minha opinião sobre isso porque não assisti (ainda) o filme brasileiro, mas do pouco que sei dele, Roma tem similaridade na crítica contundente às disparidades sociais que existem no país. E isso fica claro durante o filme inteiro, com cenas intencionalmente iguais, porém com personagens diferentes, ou seja, a mesma situação vivida por personagens de classe média e depois por personagens de classe baixa. E não tem como não se chocar ou não ficar tocado em algum jeito por isso. Ainda mais pra nós, brasileiros, que sabemos que acontece a mesmíssima coisa por aqui.

A história, como eu disse, gira em torno da vida de Cleo, uma mulher jovem vinda de um povoado indígena e trabalha na casa dessa família de classe média que se consiste em mãe, pai, 4 filhos e um cachorro. Mas a figura paterna é praticamente ausente em todo filme – fisicamente, porque seu nome e sua presença são notados por várias vezes durante o longa. A ausência física, porém,é um dos focos do filme. Assim como o modo como Cleo enxerga tudo.

Cleo foi interpretada pela atriz iniciante Yalitza Aparicio, que está muito bem, visto que é um filme difícil e sem roteiro. Sim, Cuarón só dava a situação para seus atores e eles improvisavam, o que não é fácil para atores iniciantes, e talvez por isso uma das críticas que ouvi foi que a personagem não reage a nada. Mas achei que todas suas reações são bem condizentes a uma mulher do interior vindo para cidade grande e naquela época. Mereceu mesmo a indicação, assim como a de Marina de Tavira, a mãe que às vezes a gente odeia e às vezes a gente se compadece porque a situação em que elase encontra não é fácil, não. Aliás, acho que essa filme é uma baita crítica ao machismo também.

Ao meu ver, é uma ótima releitura da época (inclusive mostrando muito bem um episódio que marcou a história do México), de como a sociedade se portava, de como a mesma ação pode afetar várias pessoas de formas diferentes.

Além do mais, é um filme bonito mesmo. Mas alguns podem reclamar do seu ritmo. Pessoalmente, não achei o filme parado e em várias cenas fiquei com o coração na mão, sentada na ponta do sofá (vale lembrar que o filme está disponível no Netflix, porque Cuarón sabia que teria dificuldade para distribui-lo). Mas sei que algumas pessoas terão dificuldade de assisti-lo. Isso é questão de gosto (e um pouco de costume), não tem jeito. Mas acho que todo mundo deveria ao menos tentar assistir, porque é um filme arraso!

Metalinguagem

Acabei de passar quatro horas escrevendo um texto de quatro páginas (uma hora pra cada página, acho que tá bom, né). Foi um exercício para a pós que estou fazendo, de Escrita Criativa. Fazia tempos que eu não me dedicava à escrita desse jeito, me forçando a escrever qualquer coisa mesmo que não goste, e com um objetivo: chegar ao fim. Parece um objetivo óbvio, mas todo escritor saber que chegar ao fim nem sempre acontece. A gente começa, já o final… Às vezes ele não chega. E, no meu caso, nos últimos anos, essa tem sido a minha realidade: começar (quando isso) e não chegar ao fim. Tenho sofrido de um bloqueio criativo sinistro, que dura anos. Vida adulta, estresse, casamento, obrigações, separação, boletos a pagar, pouco dinheiro, correr atrás de emprego, tudo isso foi sugando minha energia criativa de um jeito que me vi vazia. Totalmente. Acho que esse modus operandi da gente, de ter que estar sempre ligado, sempre vendo alguma coisa, sempre fazendo alguma coisa, muita informação, pouco tempo pra processar tudo, também mexe com um escritor. Porque a gente precisa do ócio, a gente precisa do “fazer nada”, a gente precisa da cabeça vazia (não de ideias) de vez em quando e uma coisa que minha cabeça não esteve durante esses 4 últimos anos foi vazia. Era tanto problema e tanta pressão (interna, da sociedade, de pessoas próximas) que eu estagnei criativamente. Me era impossível pensar em qualquer coisa interessante pra escrever. Me é ainda, na verdade, mas acredito que esse texto de hoje seja o começo de algo.

Porque a escrita é algo incrível, amiguinhos: uma vez que começa, ela não deixa parar. Vocês acham que estou aqui escrevendo isso por que? Porque depois que terminei as quatro páginas do meu conto, meus dedos estavam ávidos por mais e as ideias estavam começando a borbulhar, sabe, tipo os frogs oblivious in this cosmic jacuzzi? (isso foi uma referência a música Warning, do Incubus, que, se vocês quiserem – se é que alguém ainda lê esse blog -, eu explico aqui e mostro a coisa incrível que é essa música). Mas como meus parafusos já estão fervendo de tanto pensar em uma história para o conto (porque é difícil desenferrujar depois de tanto tempo), não vim escrever ficção, e sim escrever sobre escrever, algo tão comum para escritores (escrever sobre a escrita). Ah, já é um começo, né?

Por isso estou aqui, em plena madrugada, tendo que acordar cedo no dia seguinte (também lido como hoje), mas digitando porque meus dedos parecem mesmo que não querem parar. E me surpreendendo com como o que dizem realmente é verdade: se você quer escrever, se você está travado, ou simplesmente quer começar a escrever algo, sente e escreva. Sem medo. Vai ser difícil, vai demorar, vai sair muita porcaria, mas eventualmente alguma coisa mais interessante vai começar a aparecer, você vai ficar animado com isso, e isso vai te dar força pra continuar e, no futuro, escrever textos menos merdas! Só não esqueça: persista. Persista muito. Persista mesmo quando você quiser desistir. Foi o que fiz hoje. Quis largar meu texto diversas vezes, quis deixar pra lá, quis não entregar o exercício, mas coloquei na minha cabeça que eu ia acabar e que se eu estou fazendo uma aula para estimular a escrita, é isso que eu tenho que fazer: escrever. E eu escrevi. Ficou do jeito que eu queria? Não. Achei que ficou bom? Não. Mas escrevi, e ficou um texto entendível (e bem estilo Douglas Adams, o que me orgulhou bastante). Daqui pra frente é só melhorar.

Séries LGBTQ+

Oi querides!

Estamos num mês tenso, né? O resultado das eleições não foi nem um pouco satisfatório e já estamos com medo do que pode acontecer no segundo turno. Aqui no Rio de Janeiro piora também com a possível candidatura de um governador que vai na mesma onda do ódio e discriminação com minorias. Portanto, resolvi, aqui no blog, dedicar essas semanas à diversidade. Indicar séries, filmes , livros e o que for que retratem a diversidade em todas as formas. Começando essa semana com as séries que retratam personagens LGBTQ+. Isso porque hoje vi o filme Looking, derivado da série Looking, e relembrei da maravilhosidade que é essa série. Então vamos lá. Indicarei 5 séries porque, bem, tenho mania de fazer listas de 5. (lembrando que, se eu falar alguma besteira aqui, tanto em relação às séries quanto a termos utilizados, pode me falar, mas fale com carinho e educação, ok?)

  1. Looking

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Não poderia começar com outra, já que foi o que ativou essa lista. Essa série de  conta a história de 2014 é sobre as vidas de um grupo de amigos que mora em San Francisco, na Califórnia (EUA). Os personagens principais são Patrick (Jonathan Groff), Agustín (Frakie J. Alvarez) e Dom (Murray Bartlett), mas há vários outros personagens que aparecem ao longo da série que são tão (e às vezes até mais) interessantes que os principais. Eu tenho uma certa queda (uma enooooorme queda) pelo Richie, interpretado pelo Raúl Castillo, mas não falarei muito sobre ele porque não quero dar spoilers, mas todos os personagens são super identificáveis, porque eles passam por situações e têm questionamentos que qualquer um de nós tem.

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Raúl Castillo, que interpreta o Richie.

A série foi super bem recebida por público e crítica. Ela foi exibida pela HBO e hoje você pode encontrá-la na HBO GO. Mas, infelizmente, teve SÓ 2 temporadas (e o filme, de 2016, que também está disponível na HBO GO).

2. The L Word

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Essa foi a primeira série com “temática” LGBTQ+ que vi, acho. Centrada em um grupo de mulheres lésbicas, é uma série cheia de personagens fodas e inspiradoras. Foi muito importante na época por ser um tempo em que tanto personagens femininas quanto personagens lésbicas eram escassas,e quando existiam eram retratadas de uma forma muito estereotipada. The L Word é de 2004 (10 anos antes de Looking!), teve 6 temporadas, e lá nos EUA passou no canal Showtime. Aqui no Brasil, se não me engano, era exibido pela Warner. São muitas personagens para colocar os nomes de todas aqui – ao contrário de Looking, que era focado em três amigos, o grupo de amigas de The L Word era bem extenso. Mas eu sempre escolho personagens preferidos e a minha era a Shane, interpretada pela Katherine Moenning (admito que minha escolha se baseava muito pelo de ela ter feito Young Americans, uma série adolescente que eu adorava).

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Katherine Moennig, a Shane e minha personagem preferida.

3. Queer as Folk

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Preciso admitir que não lembro mais de detalhes da série, mas lembro que eu adorava! Talvez tenha visto Queer as Folk até antes de The L Word. Também uma das primeiras séries focada em personagens da comunidade LGBTQ+, porém em homens homossexuais,  portanto tão importante quanto The L Word, já que era uma época em que pessoas LGBT não se viam representadas em produtos audiovisuais, algo muito grave. A série é de 2000 (!!!!!!!) e teve 5 temporadas, passadas também no canal Showtime lá fora e aqui passou no canal Cinemax (segundo a Wikipedia). Também segundo a Wikipedia, “Queer As Folk narra a história de cinco homens homossexuais que vivem em Pittsburgh, Pennsylvania: Brian, Justin, Michael, Emmett e Ted. Compondo o elenco principal, ainda temos o casal de lésbicas Lindsay e Melanie e a mãe orgulhosa de Michael, Debbie“. Retratava, como Looking, suas vidas amorosas, relacionamentos com a família, vida profissional e coisas que todo jovem passa.

4. Queer Eye for the Straight Guy

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Quem não passou horas da adolescência vendo esses 5 homens fabulosos transformando a vida de um hétero que parecia não ter solução (querendo que eles transformassem a SUA vida completamente também, mesmo você não sendo um homem hétero)? Eu era completamente VICIADA em “Queer Eye” e foi um dos únicos realities shows que eu nunca tive vergonha de dizer que assistia! Sim! Era um reality show onde 5 homens gays, cada um com uma especialidade, iam na casa de um homem hétero para endireitar sua vida. Thom Filicia era responsável pela decoração (era o que eu ficava mais louca com as mudanças, queria Thom na minha casa pra transformar ela toda!), Ted Allen pela parte gastronômica, Carson Kressley era responsável pelo visual do cara, Kyan Douglas pela aparência do hétero sem noção, e Jai Rodriguez era o homem cultural (e eu AMAVA ele!).

O reality estreou em 2003 e teve 5 temporadas, porém esse ano a Netflix estreou “Queer Eye”, uma segunda versão do mesmo programa, porém com outros 5 especialistas (na ordem da foto): Tan France (moda), Bobby Berk (decoração), Jonathan Van Ness (aparência), o maravilhoso gato salve-salve Antoni  Porowski (gastronomia) e Karamo Brown (cultura). Eu demorei pra assistir porque fiquei com medo de não ser tão bom quanto o original, mas é MARAVILHOSO e eu chorei em todos os 16 episódios das 2 temporadas que já estão liberadas. Assistam!!!!

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5. Sense8

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A mais contemporânea de todas essas séries (tirando a nova edição de Queer Eye), e talvez uma das mais importantes séries já feitas,já que engloba todo tipo de diversidade. Apesar de achar que não tenha ninguém que não tenha assistido Sense8 ou ao menos ouvido falar dela, contarei a premissa da série: oito pessoas ao redor do mundo descobrem, um dia, serem mentalmente ligadas a outras pessoas (as outras sete) e tentam entender como isso acontece. Porém, além de terem que lidar com essa novidade, ainda precisam fugir de pessoas que os caçam por serem exatamente como são (algum traço parecido com a realidade?). Entre esses sensates (como são chamados os que têm essa ligação mental), há um homem cis gay (Lito), uma mulher trans lésbica (Nomi) e uma mulher cis bissexual (Riley), além de vários outros personagens de sexualidades diversas. E, durante a série, o tema da sexualidade é tratado de forma muito natural e fluida, como sempre deveria ser, o que, pra mim, faz da série tão importante (além de abordar vários outros assuntos). Ah! Sem contar que as duas criadoras e diretoras são duas mulheres trans (as irmãs Wachowski, criadoras também de Matrix). É uma série incrível original da Netflix, que estreou em 2015 e teve duas temporadas e um filme, feito porque a Netflix cancelou a série antes de ela ter um fechamento real. Uma das melhores séries que já vi na vida, e olha que já assisti muuuuuuuuitas séries, mais de 200!

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Amanita e Nomi: MELHOR CASAL!

Claro que deixei de falar de várias,afinal foi uma lista de somente 5 séries. Então diz aí nos cometários quais séries que você gosta e eu não falei por aqui. E diz também o que você acha dessas que eu escolhi, se assistia, qual personagem preferido, me conta tudo! E vamos lutar pela diversidade SEMPRE, gente!

Beijos!

Quer parar o tempo?

Eu fui aquela criança viciada em Sandy & Junior. Sabia todas as músicas, todas as coreografias, enchia o saco dos meus pais de tanto que escutava os discos. Sou 1 ano mais nova que Junior, 2 que Sandy, então posso dizer que crescemos juntos. Porém, na adolescência, comecei a rejeitar algumas coisas da infância (como todo adolescente), e Sandy & Junior foi uma dessas coisas, principalmente porque achava Sandy muito certinha e isso me incomodava. Perdi contato com eles. Passei a não conhecer mais o que cantavam. E então fiquei sabendo que se separaram, Junior se interessou mais pelo lado musicista e passou a fazer projetos diferentíssimos, o que eu achei o máximo, apesar de não ser minha vibe, e Sandy fez carreira solo. Tentei ouvir o primeiro cd. Achei chatíssimo. Deixei pra lá.

Eis que semana passada, do nada, nem lembro como, o YouTube me indicou um vídeo com ela pra assistir. Era entrevista que alguém fez com ela, um muito conhecido do YouTube, mas que eu nem costumo assistir, mas tinha uma headline que me chamou a atenção, cliquei. Na entrevista, ela falava de um novo projeto onde mostrava os bastidores de seu novo álbum. Disse que o filho, Theo, aparecia. Fiquei curiosa, fui catar o tal do projeto no YouTube. Achei. Assisti um, dois, três. Adorei.

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O projeto se chama “Nós VOZ Eles”, e é uma websérie de 8 episódios mostrando os bastidores das gravações do novo CD de Sandy, que é todo feito de participações. Toda 3a feira sai, no canal da Sandy no YouTube, um vídeo com o making of de uma música, e depois, durante a semana, o vídeo com o clipe dessa mesma música é colocado no ar.  Até agora já saíram 3 vídeos (ou 6, contando making of + clipe): o primeiro foi da música No Escuro, com participação de Maria Gadú; o segundo foi de Areia, com Lucas Lima, marido de Sandy; e o terceiro foi com Mateus Asato, que toca guitarra na música Grito Mudo. Amanhã sai novo vídeo de bastidores, mas não sei que música nem que convidado participará (ainda estão pra vir Anavitória, Iza, Melim, Thiaguinho e Xororó, pai de Sandy).

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Pra quem gosta da Sandy ou de algum dos participantes do disco ou pra quem simplesmente gosta de música a série é muito legal. Além de dar pra ver um pouco da vida particular dos artistas e de como eles se relacionam, ver o processo de fazer uma música é muito interessante. E as músicas são lindas. Diferentes das antigas de Sandy (pelo menos, as que eu ouvi), bem trabalhadas, com arranjos lindos e mudanças de tom que adorei. A minha favorita foi Areia, com Lucas, pela poesia da letra (achei muito estilo Los Hermanos, grupo pela qual sou apaixonada). E o vídeo dos bastidores é a coisa mais fofa! Lucas é muito engraçado e o relacionamento deles é daquele tipo que dá vontade de ter um igual.

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Também gostei muito de conhecer Mateus Asato, que é um guitarrista fodão que tocou com Jessie J e Tori Kelly, e Bruno Mars foi até ele dizer que admirava seu trabalho (história que ele conta aqui)! E o episódio de Maria Gadú só me fez achar a voz dela ainda mais maravilhosa! Gente, adoro!

Então, galera, aproveita que amanhã sai vídeo novo e vai lá no canal da Sandy conhecer esse novo projeto que tá arrasani!

      “Espera o tempo certo e vem.
       Não deixa passar.
      E assim…”

 

Errata: o novo vídeo não saiu na 3a feira, dia 11. Ele só sairá na 3a feira que vem, dia 18, pois será lançado um vídeo a cada duas semana, e não uma, como eu havia dito anteriormente.

Séries não americanas no Netflix

Oi pessoas!

Se você é tão seriemaníaco como eu, já viu milhares de séries no Netflix e pode ser que faltem  poucas pra acabar sua lista (se bem que entraram umas novas por lá que parecem bem legais). Mas a gente tem o costume de ver muita série americana e esquece que tem várias outras nacionalidades disponíveis. Então, pra conhecer um pouco de algumas outras nacionalidades, hoje vou dar dica de 3 séries não americanas muito boas pra vocês assistirem.

1.Club de Cuervos (México)

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Série original da Netflix que conta a história de dois irmãos que assumem o clube de futebol do pai (os “Cuervos” do título da série) quando este morre. É comédia e é mesmo hilária! Eu, que não sou nem um pouco fã de futebol, AMEI a série e não vejo a hora de sair a próxima temporada (já tem 3 temporadas disponíveis). Os protagonistas da série, Mariana Treviño e Luis Gerardo Mendéz, que interpretam os irmãos Isabel e Salvador Iglesias, são incríveis e têm um timing perfeito pra comédia. É de cair do sofá de tanto rir.

2. Rita (Dinamarca)

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Essa definitivamente não é comédia, apesar de ter partes em que a gente solta uma risada. Rita conta a história de uma professora bem fora dos padrões, nem um pouco certinha, mas totalmente dedicada em sua função como educadora. Ela luta por seus alunos e pelo colégio como ninguém, apesar de seu jeito de fazer isso gerar bastante polêmica. É bom pra gente tirar aquela visão de que na Europa tudo é lindo e maravilhoso e perceber que eles também têm problemas. Não são iguais aos nossos, mas também existem. E é maravilhoso pra você ficar completamente confusa com a língua dinamarquesa e pensar que é impossível aprendê-la! Eita língua difícil! Mas chega um hora que a gente até já consegue reconhecer uma palavras e fica se achando mega inteligente! hahahahaha Rita tem 4 temporadas disponíveis no Netflix e provavelmente não terá uma nova (choro eterno).

3. Bem-vindo à família (Espanha)

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Essa série tem um humor bem peculiar, e por isso é tão boa! Conta a história de Ângela, uma mãe sola com 3 filhos e um cunhado (sim, ele é importante), que é despejada do apartamento em que mora. Pra conseguir reaver sua casa, ela pede dinheiro emprestado para o pai, que não vê há 20 anos. Só que o pai morre (sim, é ele enrolado nesse tapete aí da foto), e a partir daí é uma loucura só. Além da família da Ângela, aparecem também a atual esposa de seu pai e a filha dela (todos na foto acima). E cada personagem tem papel primordial dentro da trama, fazendo a história ir pra frente – uns mais que outros, claro. É uma comédia com pingos de fofura e às vezes pode até rolar uma lagriminha, mas prometo que as gargalhadas reinam nessa série. Ah! E se você acha que vai ser fácil de entender a língua e tá pensando até em tirar a legenda, pode esquecer! A série é toda em catalão, e se você já viu Merlí (série que merece um post inteirinho aqui, de tão maravilhosa que é), sabe como é difícil entender! É uma mistura doida de espanhol com francês e português e você fica se achando um estúpido por não estar entendendo um pingo de nada de uma série gravada na Espanha. Mas não se sinta mal, todos ficam da mesma forma!

Se você tem alguma outra dica de série que não seja dos Estados Unidos, deixe nos comentários! Porque assim posso assistir e falar sobre ela em um próximo post.

Beijos e até a próxima!

Serviço

Você tem um amigo escritor que tá precisando de ajuda? Diz que a amiga aqui faz esse serviço! Revisão de texto, copidesque, leitura crítica. Diz que já trabalhei em editora e sou escritora. E fala pra mandar e-mail para liviagbrazil@yahoo.com.br pra pedir orçamento. Grata!

Sharp Objects – a volta

Venho aqui por motivos de atualizações.

Meu último post foi sobre o primeiro episódio da série Sharp Objects, que estreou dia 08 de julho na HBO (se você não leu o post, pode clicar aqui). Eu disse que tinha gostado do episódio e que estava bem similar ao livro. Porém, exatamente por causa da série, eu voltei a ler o livro. Por quê, meu deus?

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Ontem estreou o quarto episódio, chamado Ripe (aqui no Brasil traduziram como Ranço, palavra que amo!). E eu já (re)li pouco mais que a metade do livro. E eu odiei esse quarto episódio exatamente por causa disso. Ok, odiar é um pouco forte e estou tentando parar de usar essa palavra, mas vamos dizer que foi um episódio que fiquei me contorcendo toda no sofá enquanto assistia.

Gente, eu sei que livro é um produto diferente de uma série. Sei que o meio é diferente (livro e tela), portanto mudanças são necessárias. Eu estudei isso, for God’s sake! Mas precisava mudar tanto? Precisava mudar nome de personagem (e um dos principais, inclusive)? Precisava mudar personalidade de personagem? Precisava aliviar o tom, quando a história toda foi feita exatamente pra te deixar angustiado e te fazer repensar a sociedade? Respondo: não precisava! Não vou entrar em mais detalhes porque pode ter gente que ainda não viu a série, que ainda não viu esse último episódio, mas me diz, pelo menos, por que mudaram o nome do detetive de Richard pra Casey? Qual a necessidade disso????

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Quando a gente adapta livros para as telas (seja de cinema, seja de casa), é óbvio que faremos mudanças, como eu disse acima. Eu mesma tô adaptando um livro que eu escrevi e tem algumas escolhas que faço que são necessárias pra obra funcionar na tela. Mas eu acho que tem escolhas que são feitas na série que não influenciariam em nada no entendimento e no funcionamento da obra (por que mudar o nome? Por quê??????????) e eu simplesmente não entendo por que foram feitas.

Por isso, uma recomendação: se você já leu o livro, não assista a série. Ou melhor, assista, porque tem coisas bem legais (como a atuação incrível da Amy Adams, mencionada por mim no último post), mas vá preparado pra se mexericar um pouco na cadeira por causa de mudanças feitas no seu livro que você tanto gostou (gente, é um dos meus livros preferidos da vida, imagina isso!).

E se você está vendo a série, uma sugestão também: LEIA O LIVRO! É muito melhor (Gillian Flynn rainha do suspense e das frases incríveis!)

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