Viagens: Paraty – Parte I

Vamos falar hoje de algo que estou pra falar por aqui há MUITO tempo, mas sempre acabo deixando para depois que é Paraty. Esse post é somente um post introdutório, porque não tenho lá taaaaaanta coisa pra falar de Paraty em si. “Mas por que, Livia?” Porque todas as vezes que fui pra Paraty, fui para ir na FLIP – ou Feira Literária Internacional de Paraty – e só fiquei por ali, pelo centro histórico, indo para eventos relacionados a feira, portanto, não posso falar sobre praias, passeios de barco e coisas do tipo. (uma vez, muito tempo atrás, fui pra Paraty sem ser durante a FLIP, mas a colega que foi comigo passou mal e não aproveitei nada da cidade, ou seja, é como se eu não tivesse ido) Mas tem coisas que todo mundo que vai a Paraty deve saber, seja durante a época da FLIP ou não, e é sobre elas que falarei hoje.

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Bem, primeiro, dados básicos. Paraty é uma cidade que fica dentro do estado do Rio de Janeiro, porém, bastante perto de São Paulo: ela fica a 258 km do Rio e a 305 km da cidade de São Paulo, ou seja, a diferença é bem pouca. Do Rio até Paraty, de ônibus, são  em torno de quatro horas e meia de viagem, e a única viação que faz esse percurso é a Costa Verde. Tem vários horários de ônibus saindo de cá (RJ) para lá, mas de Paraty para o Rio os horários já são mais escassos, então sugiro já dar uma olhadinha nas passagens quando chegar lá (ou até antes de sair do Rio, ou da cidade que for). O valor da passagem, por enquanto, está a R$77 (não se esqueça, estou falando saindo do Rio de Janeiro, não sei o valor se for sair das outras cidades). Mas se você tiver carro, aproveita, porque o trajeto não é ruim, não (disse um amigo meu que acabou de ir – e voltar – pra lá dirigindo).

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Centro histórico de Paraty bem cedinho.

Sobre lugares para ficar: a melhor escolha é se hospedar no centro histórico (o que não dá pra fazer caso você vá de carro porque não entra carro no centro histórico) ou perto dele. Qualquer lugar mais afastado vai demandar muita caminhada, já que os principais pontos ficam no centro (centro de informações para turistas, restaurantes, e até boates), principalmente se você for especificamente para a FLIP, como eu fiz, onde TUDO é dentro do centro histórico. Na primeira vez que fui, fiquei em uma pousada, até bem legal, mas que ficava bem longe do centro, inclusive, ficava fora dos “portões da cidade” (sabe, aqueles portais que dizem “bem-vindo a cidade tal”?), totalmente por falta de pesquisa e por deixar pra procurar pousada muito em cima da data da FLIP. Era horrível voltar para a pousada à noite, porque tínhamos que passar por lugares mal iluminados e com circulação frequente de veículos, além do fato de não podermos dar uma descansadinha no meio da tarde, caso ficássemos cansados e tivéssemos uns minutinhos para matar, porque a pousada era muito longe. Já da segunda vez, aprendemos a lição e nos hospedamos em uma pousada dentro do centro histórico (a foto acima foi tirada da janela do nosso quarto), a Pousada do Careca. Foi ótimo. Apesar de ter uma boate bem na frente e à noite ficar um barulhinho alto, nada que fechar a janela não melhorasse. Porém, se você é daquelas pessoas que gostam de um mega conforto, não é o melhor lugar para você. É uma pousada limpa, gostosinha, com café da manha incluso na diária e banheiro dentro do quarto, e não é cara, porém, ela é bem simples. Então, se você quiser um lugar mais chiquezinho e não se importar em pagar um pouco mais caro, melhor procurar algo na Av. Otávio Gama,que fica tipo na orla do centro histórico (meus pais ficaram na pousada Villas de Paraty e amaram, e realmente é uma gracinha lá, eu visitei).

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A orla do centro histórico -mas não do lado onde ficam as pousadas.

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Agora, sobre o que fazer. Como eu disse anteriormente, só fui pra lá na época da feira literária, portanto fiz programas relacionados à feira e não saí do centro histórico. Porém, dicas que posso dar por ali que nada tem a ver com a FLIP são as comidas, e quem não gosta de uma gordice, não é mesmo? O centro histórico é repleto de restaurantes, cafés, sorveterias e barzinhos, esses principalmente pela Praça Matriz, praça principal do centro. Tenho duas sugestões de restaurantes ótimas, uma de comida japonesa e outra de hambúrgueres, ambos na Rua do Comércio, perto da praça Matriz e da ponte. O japonês se chama Disk Japa e, apesar do nome, não faz só entregas. E é maravilhoso! Uma pena eu não ter foto para mostrar aqui, mas olha, vale a pena comer lá um dia. E a hamburgueria é a Dona Maricota, onde comi uma das batatas fritas mais deliciosas da vida (vem temperada com alho e alecrim!) e um hambúrguer de fazer dar pulinhos no banco. Sem contar que o lugar era todo fofo. Porém, não era muito grande,portanto talvez você tenha que ter um pouco de paciência pra esperar um pouquinho (apesar de que nós esperamos quase nada, e olha que era bem no meio da ferveção da FLIP). Dele eu tenho fotos pra vocês babarem!

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A batata frita imensa e o hambúrguer delícia que pedi, ambos do Dona Maricota.

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Outro lugar de comida que fui até me encher foi o Café Pingado (da foto acima). Como boa viciada em café que sou e péssima em localização, era o único café que eu conseguir chegar sem ter que ficar pesquisando no mapa (até porque olhar no mapa e não olhar é a mesma coisa pra mim porque não consigo entender aquelas linhas, gente, tenho problemas!). Mas mesmo se eu conseguisse chegar em outro, teria dificuldade em deixar de lado meu Café Pingado, porque me apaixonei pelo lugar. Não é barato, mas é tudo muito gostoso e super bonitinho! E claro, um lugar super típico de Paraty e que você não pode sair de lá sem ir é o Pastelonni, uma casa de pastéis (ó!) que vende pastéis IMENSOS (têm 30 cm!) e de sabores super diversos, inclusive doces. Eles (os pastéis) são tão grandes que dá até pra comer de almoço! Sério! O único ponto não muito positivo de lá é que os atendentes não são as pessoas mais simpáticas do mundo. Mas nada que respirar fundo não adiante, porque não dá pra sair de lá sem pelo menos um pastelzinho deles. E tem também, claro, as sorveterias. Nesse quesito, não tem muito erro, não. Qualquer uma você sai ganhando!

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Dá pra ver a enormidade desses pastéis?

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Paraty tem alguns centros culturais, como a Casa da Cultura, a Casa Azul e o Museu de Arte Sacra, além do Sesc, que tem programação cultural também. Não sei como é em épocas normais, mas na FLIP tem muitos shows na praça também. Paraty também é muito marcada por eventos culturais. Além da FLIP (29/06 a 03/07), a cidade abriga vários outros festivais, como o Bourbon Fest (festival de jazz, de 20 a 22 de maio), o Festival da Cachaça (11 a 14 de agosto), o Paraty em Foco (de fotografia, de 14 a 18 de setembro), o MIMO (festival de música, de 14 a 16 de outubro), entre vários outros. O que achei muito inteligente da cidade que, apesar de uma cidade pequena, investiu pesado no turismo e está fazendo vários eventos como esses pra animar. Se eu pudesse, ia em todos, menos o do cachaça, que não me desperta o mínimo interesse. Aliás, falando em cachaça, essa é uma das “iguarias” típicas da cidade, tendo várias lojinhas vendendo variados tipos de cachaça.

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Praça Matriz lotada durante a FLIP.

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Como dá pra ver na foto acima, o centro de Paraty é todo feito de pedras, portanto, evite sapatos com salto e prefira sempre os fechados e confortáveis, porque imagina andar de salto nesse chão aí! Falando em o que colocar no pé, vamos falar no que colocar no restante do corpinho. A FLIP costuma ser em meados de julho, portanto, em pleno inverno, e na cidade faz bastante frio, principalmente à noite. Então pode tirar aquele casacão do armário porque você vai usar – se for friorento como eu, aí que não vai ficar sem ele! Mas durante o dia, até no inverno, faz um calorzinho, então dá pra andar por lá de blusa de manga curta sem problemas – mas sempre carregue um casaco com você! No restante do ano, não sei como fica a temperatura, mas acredito que no verão faça um calorzinho safado, então dá pra levar roupas mais frescas. Mas veja bem, isso é apenas uma suposição, porque nunca fui a Paraty sem ser no inverno, então só segue a dica da tia Livia pro inverno mesmo, pras outras estações, pergunta pra alguém que tenha ido lá durante a época que você vai e aí não vai ter erro!  😉

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Roupinha básica de uma noite em Paraty.

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Todo mundo mega agasalhado por causa do frio.

Paraty só tem duas coisas ruins. Uma é que tem muitos cachorros na rua, e são muitos mesmo, principalmente quando você compara a quantidade de cachorros que vê com o tamanico da cidade. Porém, já me disseram que vários donos de doguinhos deixam seus bichinhos passearem pelas ruas, retornando às suas casas à noite. Eu espero encarecidamente que isso seja verdade porque, pelo menos, diminui o número de cachorros que não tem onde morar.

Outra coisa negativa é a quantidade de crianças indígenas pedindo dinheiro nas ruas. Não sei se elas só são exploradas por seus pais na época de festivais e tal, mas na FLIP sempre fica cheio de criança indígena pedindo dinheiro e cantando (em língua indígena) pra ganhar um trocado. Não sei direito como foi a ocupação da cidade e a expulsão desses indígenas de lá, mas sei que ainda há alguns indígenas morando por lá, lutando para manter suas tradições e, infelizmente, em condições não muito boas. O que faz com que seus pais mandem seus filhos para a cidade pedir dinheiro, e é algo bem triste.

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Crianças indígenas cantando na rua.

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Em cima: Negão, cachorro de estimação de uma loa do centro (esq.) e eu tentando conversar com um gatinho (dir.)/ Abaixo: Amigo que fiz que ficava nos seguindo (esq.) e um cachorro de boas pegando sol numa loja (não é o Negão!).

Ah! Tem outra coisa ruim. Eu sou mega contra transportes puxados por cavalos porque acho que não faz sentido eles ficarem levando pessoas e se esforçando enormemente pra que pessoas preguiçosas fiquem confortáveis. E Paraty é uma cidade que tem muita charrete ainda. E nossa, como isso me revolta. Os cavalos parecem ser bem tratados, pelo menos os que vi, mas ainda assim, não gosto e não fiquei feliz de ver.

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Os cavalos esperando na praça.

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Mas Paraty tem muitos mais pontos positivos do que negativos, como já deu pra perceber nesse post enoooooooorme! (espero que vocês leiam todo) É super segura (eu andei por lá com minha câmera pendurada e nada aconteceu), linda e perfeita pra quem gosta de fotografia. Ah! Também têm muito comércio de rua, artesãos e artistas vendendo seus produtos em feirinhas que ocorrem, geralmente, na praça Matriz. O símbolo do comércio de feirinhas de Paraty, o que mais se encontra lá, são uns balãozinhos coloridos para decorar a casa e pendurar onde você quiser. Acho muito difícil sair de lá sem um porque são a coisa mais fofa do mundo! Eu tenho o meu. Do mais, é uma cidade muito tranquila, pra você passar uns dias relaxando – se não for pra FLIP e passar todos os dias correndo pra não chegar atrasado na palestra que quer ir! Falando em FLIP, o próximo post será inteirinho dedicado a ela, então se você quer conhecer um pouquinho mais sobre essa feira literária maravilhosa, fica ligado! (depois farei também um post só com fotos de Paraty, já que, fazendo esse post, percebi que tirei mais fotos meio “artísticas” por lá do que mostrando a cidade em si. hahahahahaha)

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As barraquinhas do lado de lá! Tão vendo?

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Artista com suas obras.

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Assuntos de domingo

Venho hoje aqui dar uma pausa dos filmes indicados ao Oscar pra falar sobre dois assuntos. O primeiro é o fim do horário de verão. Ô, coisa triste! Sei que muitos não gostam (não entendo o motivo, mas ok), mas eu AMO horário de verão. Os dias são mais longos, fica claro por mais tempo, parece que aproveitamos muito mais nossos dias no horário de verão. E agora ele acabou. Um minuto de silêncio pelo fim do horário de verão, e pelo início dos dias virando noite mais cedo. 😦

O segundo assunto de hoje é Buenos Aires. Hoje acordei com vontade de Buenos Aires. Ok, mentira, não acordei assim, mas vi uma foto de lá e a nostalgia daquela cidade linda me atingiu com toda a força. E por isso, e pelo motivo de essa saudade ter batido (uma foto), venho hoje indicar 5 contas do instagram que tem a cidade de Buenos Aires como personagem principal. Eu sei, eu sei, por que faço isso comigo mesma? Por que fico vendo fotos do lugar que amo se não posso ir pra lá tão cedo? Ah gente, porque assim me sinto um pouquinho lá – além de conhecer novos lugares pra visitar quando de fato puder viajar para Argentina novamente.

(listados por ordem de “conhecimento”, ou seja, dos que conheci primeiro para os que conheci por último)

  1. Aires Buenos Blog (@airesbuenosblog)

O Aires Buenos Blog é um dos blogs mais conhecidos sobre Buenos Aires entre os brasileiros, criado por Túlio Pires Bragança, morador da cidade há nove anos. O instagram do Aires Buenos é uma extensão do blog, cheia de fotos sensacionais e dicas de viagem não clichés, que também fazem parte do tour que eles fazem por lá com turistas brasileiros, o Tour Lado  B (que eu morro de vontade de fazer) – e várias dessas fotos da  galera que participa desses tour acabam no instagram do blog, o que é super legal. Também tem fotos de pontos turísticos típicos, mas confesso que gosto muito mais das fotos dos lugares não tradicionais, que os próprios argentinos frequentam.

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Algumas fotos do instagram do Aires Buenos Blog.

 

2. Henderson Moret (@hendersonmoret)

Não sei exatamente como conheci o Henderson Moret, só sei que não foi pelo Aires Buenos Blog. E estou dizendo isso porque o Henderson é o fotógrafo oficial dos tours do Aires Buenos Blog. Henderson é fotógrafo, brasileiro, e mora em Buenos Aires. Além de fotografar os passeios do blog acima, ele também fotografa brasileiros (e qualquer pessoa que quiser, na verdade) que estão visitando a capital argentina. É só entrar em contato com ele por e-mail (contato@hendersonmoret.com) e marcar a sua sessão de fotos por lá (que é como um tour, já que ele te leva a lugares pela cidade pra tirar as fotos), que é sempre super original. Adoro as fotos dele e já até falei pra ele que super quero marcar uma sessão de fotos da próxima vez que for pra lá. Ah é! O Henderson, além de ótimo profissional, é muito simpático e geralmente responde as mensagens deixadas no instagram, nem que seja somente para agradecer a um elogio que alguém deixou em alguma foto. Um fofo.

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Algumas fotos do Instagram do Henderson. E olha, foi muito difícil escolher as melhores, porque todas são MARAVILHOSAS!

 

3. Buenos Bares BA (@buenosbaresba)

Conheci essa conta pela Fernanda Rodrigues, do blog Algumas Observações, que conheceu quando visitou a cidade no ano passado. Ela, inclusive, se encontrou com a galerinha que administra a conta (Daniel e Nathalia, dois brasileiros) e disse que eles são muito divertidos. Porém, se engana quem acha que, por causa do nome, só encontrará fotos e dicas de bares de Buenos Aires. Claro que grande parte das fotos é sim de bares para se visitar na cidade, mas eles também mostram outros lugares interessantes para ir. E o mais legal é que como os donos do instagram já estão morando em Buenos Aires há um tempinho, mostram lugares que os moradores da cidade costumam frequentar, e não só pontos turísticos. Ah! Foi por causa de uma foto deles (a do doce de leite na casquinha da colagem abaixo) que essa nostalgia pela cidade me abateu hoje, até porque o doce de leite argentino é o único que eu gosto.

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Fotos do instagram do Buenos Bares BA.

 

4. Turista en Buenos Aires (@turistaenbuenosaires)

Única conta da lista que pertence a uma argentina, descobri Turista en Buenos Aires há pouquíssimo tempo e já adorei. O instagram pertence a Cin (é o nome que consta na bio), que se propôs o desafio de enxergar sua própria cidade com os olhos de um turista, ou seja, a ir além da familiaridade e naturalidade em que costumamos ter com nossas cidades e enxergar a graça e a beleza daquilo que se vê todo dia. Adorei a proposta e até pensei em fazer o mesmo com o Rio, mas não gosto tanto assim da minha cidade pra tentar. Já de Buenos Aires, aí sim eu amo. E tô adorando enxergá-la pelos olhos da Cin.

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Fotos da Turista en Buenos Aires.

 

5. Querido Hotel (@queridobuenosaires)

Acabei de descobrir que o Querido Hotel tem um instagram, mas já entrou na lista porque conheço o hotel e o blog da dona dele (o My Villa Crespo) faz tempo. O Querido Hotel é administrado pela Mariana, brasileira que mora em Buenos Aires desde 2005, e por seu marido Ali, que é inglês (os dois se conheceram em Buenos Aires e hoje em dia, além do hotel tem um filha, a Nina). E pelo que já vi nas fotos do site, é o hotel mais fofo do mundo (e fica numa parte de BsAs que não conheço direito e quero muito conhecer, Villa Crespo). No instagram do hotel, eles dão dicas do que fazer na cidade, além de mostrar novidades sobre o hotel.

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Hotel, Villa Crespo e a cidade de Buenos Aires no instagram do Querido.

 

E aí, gostaram? Agora vocês, que são tão loucos por Buenos Aires quanto eu, podem matar um pouquinho as saudades de lá –  ou, se ainda não conhece,  pode pegar várias dicas para quando visitar a cidade. Qual dessas contas vocês gostaram mais? Me contem! E até amanhã, com a programação normal (até o final de fevereiro, pelo menos) dos filmes indicados ao Oscar.

Beijocas!

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Parque Crémerie – Petrópolis

Pessoinhas! Voltei ontem de uma viagem de fim de semana em Petrópolis e precisava contar aqui pra vocês de uma super descoberta que fiz por lá. Claro que muitos de vocês podem conhecer esse lugar, mas eu já fui a Petrópolis várias vezes (pra quem mora no Rio é super fácil de ir, a passagem é barata e o percurso dura somente uma hora) e nunca tinha visitado o Parque Crémerie.

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O destinho escolhido pra viagem foi Petrópolis porque a mãe de uma das minhas amigas que foi comigo se mudou para a cidade recentemente e aceitou nos hospedar em seu apartamento foférrimo por esses dias (obrigada, Regina!), e foi ela quem nos falou sobre o parque, que já foi uma fábrica de queijos, um hotel, e agora é uma área pública sensacional!

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Fomos lá no domingo à tarde, depois de uma manhã passando mal (só eu passei mal mesmo, para a sorte das meninas), e foi uma delícia! O lugar é cheio de verde, com muitas árvores, o que deixa o clima bem fresquinho, tem um laguinho lindo, com patos fofos (vi três por lá) e pedalinhos para andar (o que não fizemos porque a grana tá curta e tinha que pagar). Também tem quadras esportivas e uma piscina, mas eu não lembro de ter visto. Como o parque tem mais de 40 mil metros quadrados, ficou difícil ver tudo em uma só tarde.

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Pedalinho para alugar.

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Dois dos patinhos fofos que vimos por lá. Faltou o que estava na água.

Como tínhamos hora pra voltar pra casa por causa do ônibus de volta pro Rio, ficamos lá por umas duas horas só, mas dá pra passar a tarde inteira no parque facilmente. O ambiente é super agradável, com pessoas fazendo piqueniques e slackline (que me deu super vontade de pedir pra brincar também), ou tomando um refri e comendo uns aperitivos no bar que tem por lá, ou até fazendo um churrasquinho nas churrasqueiras disponíveis no parque (só não sei se tem que pagar pra usar). Eu e minhas amigas ficamos só deitadas na grama conversando mesmo, e foi super gostoso. Ah! Mas só uma dica: passem repelente antes de ir pra lá, porque tem formigas e mosquitos (que me deixaram em paz, já que eu me enchi de repelente antes de sair).  Mas insetos à parte, é uma ótima forma de passar uma tarde (ou um dia, você que sabe) em Petrópolis.

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Slackline!

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Piqueniques e preguicites.

Parque Crémerie

Endereço: Estrada da Independência, s/nº. – Independência.

Horário de funcionamento: terça a domingo, das 8h às 17:30.

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Pombinho descansando na ponte que me lembrou muito a ponte do Jardín Japonés, em Buenos Aires.

Ah! Se vocês gostaram desse post sobre o parque, fiquem ligados que logo, logo falarei um pouco mais sobre coisas pra se fazer (e comer!) em Petrópolis! 🙂

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A arquitetura de Buenos Aires

Estou me repetindo falando sempre de Buenos Aires? Talvez. Mas é que todo dia penso que queria muito estar por lá, e me animo pela provável visita que farei à cidade no ano que vem (sei que havia dito que seria no fim desse ano, mas adiamos um pouquinho), e aí me dá vontade de escrever sobre a cidade pra vocês.

Mas, antes de mostrar pra vocês minha visão sobre a cidade, quero indicar alguns blogs que gosto muito e que fizeram posts deliciosos sobre essa cidade que mora em meu coração – e tem um espaço maior que qualquer outra.

  • Uma garota Carioca: a Clá é minha amiga e visitou a cidade no ano passado com o namorado dela, o Guilherme, que é amigo do meu marido. Eles foram em vários lugares interessantes e bonitos e ela fez vários posts sobre a cidade, que super valem a pena serem lidos. De dicas de lugares bem turísticos a fotos lindas que ela tirou por lá, tem de tudo.
  • Algumas observações: foi por causa da Fernanda que minha vontade de voltar à cidade reapareceu. Ela esteve lá no mês passado e, como dá pra perceber pelas fotos de seu instagram, se divertiu muito! Até agora, ela só fez uma postagem sobre a viagem, mas tenho certeza de que não pararão por aí.
  • OhPera Blog: descobri o OhPera há pouquíssimo tempo (exatamente quando procurava oportunidades de estudo em Buenos Aires) e me apaixonei. Além do nome do blog ser genial, o jeito que a Myrella escreve é muito gostoso de ler, as fotos são lindas (ela é designer e diretora de arte, não tinha como ser um blog visualmente feio), e ela tem muuuuuuuuita informação legal sobre Buenos Aires. Como já morou na cidade, tem dicas que saem do lugar-comum e que são ótimas principalmente pra quem já visitou a cidade (como eu) ou pra quem gosta de roteiros que fogem dos lugares turísticos (tem até um post sobre sites que ela gosta que falam sobre Buenos Aires). Tem muita informação também pra quem quer estudar por lá, seja fazendo cursos surtinhos ou mais longos. Adorei!
  • My Villa Crespo: Esse blog é TODO dedicado à cidade de Buenos Aires. A dona do blog, a Mariana, é uma brasileira que mora na cidade porteña desde 2005, ou seja, há 10 anos, ou seja, ela tem muuuuuuuita dica e sugestão pra dar! Além disso, ela também é dona de um hotel, que eu morro de vontade de ficar hospedada, porque é muito lindinho. O blog da Mariana é daquele de passar o dia inteiro lendo, coisa que já fiz, e tem dica pra tudo quanto é tipo e gosto e estilo de vida. Amo, amo, amo, e indico pra todo mundo que me diz que quer visitar a cidade. (o blog não anda muito atualizado porque ela teve uma filhinha há pouco tempo, mas, ainda assim, tem MUITA coisa pra ler)

Bem, passado o momento das indicações, vamos ao verdadeiro tema desse post, que é a arquitetura da cidade. Vocês sabem que será um post lotado de fotos, né? Espero que gostem!

Buenos Aires é conhecida como Paris del Plata, por causa do Rio de la Plata (informação tirada do blog OhPera Blog). Mas podia ser comparada a quase qualquer cidade da Europa (acredito eu, já que nunca viajei à Europa) por causa de sua arquitetura, é a cidade mais europeia da América do Sul com certeza! Diferente daqui do Rio, muitos prédios tem um estilo mais clássico e a conservação dos edifícios antigos de lá é muito melhor que dos daqui. De lugares turísticos, como a livraria El Ateneo, à prédio residenciais, as construções são super fofas e dá vontade de tirar foto de tudo! Claro que existem construções mais modernas. Mas tive a sensação de existirem em menor quantidade, e de estarem concentradas em algumas partes da cidade. No centro, por exemplo, é muito difícil encontrar prédios modernosos. Ah, mas pra que ficar falando tanto? Vamos às fotos!

O belíssimo Palácio Barollo visto do lado de fora.

O belíssimo Palácio Barolo visto do lado de fora, inspirado na Divina Comédia.

Vista lá de cima do Palácio Barollo. Dá pra ver todas as torres dos prédios.

Vista lá de cima do Palácio Barolo. Dá pra ver todas as torres dos prédios.

Plaza del Congreso vista de uma das torres do Palacio Barollo.

Plaza del Congreso vista de uma das torres do Palacio Barolo.

Estátua do chafariz da Plaza del Congreso, que dá pra ver bem de longe na foto anterior.

Monumento  que fica na beira do chafariz da Plaza del Congreso, que dá pra ver bem de longe na foto anterior.

Acho muito interessante como os prédios são cheios de detalhes, principalmente os mais antigos e que ficam localizados em praças. Como reparo muito em tudo e fico que nem uma panaca parada no meio da rua observando cada detalhe de cada construção, notei que no topo de vários prédios há estátuas ou afrescos ou o que quer que seja que arquitetos nomeiem esses detalhes (eu realmente não sei).

Estátuas no topo de um prédio, prestes a tocar o sino.

Estátuas no topo de um prédio, prestes a tocar o sino.

Monumento de los dos Congresos, no topo do Palácio del Congreso.

Monumento de los dos Congresos, no topo do Palácio del Congreso.

Várias estátuas na entrada no cemitério da Recoleta (medo!).

Várias estátuas na entrada no cemitério da Recoleta (medo!).

E um moinho!

E um moinho!

Mas não é só de prédios tradicionais que Buenos Aires é feita – apesar de serem meus preferidos. Também existem construções mais modernas, como eu mencionei anteriormente. Alguns exemplos são shopping centers, o Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (o MALBA), e prédios empresariais e até residenciais. O Edifício Kavanagh, que, infelizmente, não tenho foto, também é um exemplo de arquitetura moderna, e era considerado, antigamente, o maior edifício de concreto do mundo. Hoje não tem mais esse título, mas foi o primeiro arranha-céu de Buenos Aires.

Construções modernas vistas de dentro de um táxi. Essas ficam no centro.

Construções modernas vistas de dentro de um táxi. Essas ficam no centro.

O interior do Malba.

O interior do Malba.

Prédio com imagem da (acho) cantora Mercedes Sosa, que acendia à noite.

Prédio com imagem da (acho) cantora Mercedes Sosa, que acendia à noite.

Segundo a Wikipedia, “a cidade de Buenos Aires evolucionou a partir de diversas correntes imigratórias pertencentes a diferentes culturas e, em consequência, tem criado um remarcado ecletismo que se evidência em sua arquitetura”. Por isso, os variados estilos de construções, mas como a cidade teve forte presença de arquitetos franceses, italianos e alemães, as cúpulas e torres são características marcantes por fazer parte de seus estilos arquitetônicos. Não achei nada sobre influência de holandeses, mas eu poderia jurar que teve por causa desse prédio da foto abaixo!

Não tem a cara das construções holandesas?

Não tem a cara das construções holandesas?

Igreja Santo Inacio de Loyola.

Igreja Santo Inacio de Loyola.

Teatro Colón, um dos mais importantes teatros da América latina.

Teatro Colón, um dos mais importantes teatros da América latina.

Ruas do microcentro de Buenos Aires.

Ruas do microcentro de Buenos Aires.

Depois dessas inúmeras fotos, acho que já dá pra ter uma noção o quanto a arquitetura de Buenos Aires é linda, né? Essa é uma cidade para se reparar em todos detalhe, porque cada um deles conta uma história – é só procurar. Em breve, mas não tão em breve assim senão vocês enjoam, falo mais um pouquinho sobre essa cidade dona do meu pensamento e alma. E contem pra mim se gostam de posts assim e todas as suas histórias sobre suas cidades do coração!

Beijos!

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Queria Tanto (primeiro livro, publicado em 2011)

Coisas não ditas (segundo livro, baseado numa fanfic que escrevi de Mcfly, publicado em 2013)

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